Maior parte das mensagens é enviada ao final do dia desta quarta-feira, mas alguns dos convocados só serão contactados no dia seguinte.
LUSA/MANUEL DE ALMEIDA |
Os professores e funcionários das escolas do 1.º ciclo e pré-escolar já
estão a receber a mensagem de texto nos seus telemóveis com a chamada para a
vacinação no próximo fim-de-semana. A maior parte das mensagens é enviada ao
final do dia desta quarta-feira, mas alguns dos convocados só serão contactados
no dia seguinte. As listas enviadas pelas escolas tiveram que ser confirmadas
pelo Ministério da Saúde já que havia pessoas que já estavam imunizadas por
cumprirem outros critérios.
A maioria das convocatórias é enviada ao final do dia desta
quarta-feira, confirmou o PÚBLICO junto dos Serviços Partilhados do Ministério
da Saúde. Os envios em massa de mensagens são habitualmente
agendados para este período do dia e é isso que está a acontecer com os
docentes e funcionários das escolas. Esta quarta-feira são contactados todos os
trabalhadores da Educação que vão ser vacinados no sábado e alguns dos que vão
receber a vacina no domingo. A convocatória ficará concluída na quinta-feira.
Os professores terão, obrigatoriamente,
de responder a esta mensagem de texto até quinta-feira. Caso não
recebam o SMS, devem contactar as direcções escolares.
A dúvida sobre se a convocatória de professores e funcionários estava a
ser feita tinha sido levantada pela deputada do PSD Cláudia André, durante uma
audição parlamentar com o ministro da Educação, na tarde desta quarta-feira. A
social-democrata garantiu que “nenhum” dos professores contactados por aquele
partido até à hora da comissão tinha recebido ainda a SMS.
O ministro da Educação garantiu que essa mensagem seria enviada nas
horas seguintes, explicando que as listas de trabalhadores a serem vacinados
teve que ser confirmada. Alguns professores e funcionários já tinham sido
imunizados em fases anteriores, por exemplo por serem bombeiros voluntários.
Tiago Brandão Rodrigues garante que vão
ser vacinados “todos os trabalhadores da Educação”, o que inclui não
só os funcionários que têm vínculo com o ministério, mas também os que têm
vínculos às autarquias, os prestadores de serviços – como os professores da
“Escola a Tempo Inteiro” – e os funcionários de empresas que fornecem as
escolas, por exemplo nas cantinas.
Melhorias de nota
Os deputados do PCP, PAN e CDS também questionaram o ministro da Educação sobre a possibilidade de realização de melhorias de nota pelos estudantes do ensino secundário durante os exames deste ano. O Governo decidiu manter as regras que já tinham vigorado no ano passado, já em contexto de pandemia, tanto nas provas nacionais como no acesso ao ensino superior. Isto é, não há exames de conclusão do secundário e os alunos apenas realizam as provas específicas para ingresso nos cursos superiores.
Deste modo, e tal como no ano passado, os estudantes não podem fazer melhoria à nota interna do ensino secundário, tentando assim melhorar a média de ingresso. Apenas podem tentar uma classificação mais alta nas provas específicas. @ Público
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