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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Halloween na Biblioteca

Dizem que não há duas sem três
Pois bem, hoje o CRESCER já fez dois posts sobre o Halloween, e agora vem o terceiro, com um convite para uma visita assustadora à nossa Biblioteca.
Aqui fica apenas uma amostra do que lá podem ver.





o Halloween veio para ficar




No âmbito da área curricular de Inglês, o Halloween foi celebrado nas escolas do 1.º ciclo do nosso agrupamento com uma fantástica exposição de máscaras de abóbora (1.º e 2.º anos) e de vassouras (3.º e 4.º anos). Trabalhos elaborados pelos alunos, com a preciosa ajuda dos respetivos encarregados de educação. A participação superou as expectativas, estando todos de parabéns pela dedicação, empenho e criatividade demonstradas. As exposições contaram com a presença de ilustres visitantes, desde a pré até ao 4.º ano e, claro, todos os familiares que nos quiseram brindar com a sua presença.
Esta atividade decorreu, também, em parceria com os professores de Inglês do 2.º ciclo, cujos alunos apresentaram maravilhosas “bruxinhas” às quais se juntaram os melhores trabalhos de cada turma e escola do 1.º ciclo, para uma magnífica exposição na Biblioteca Escolar da escola sede. E assim, desejamos a todos: HAPPY HALLOWEEN!!!

o que sabem do Halloween?

A origem da festa do Halloween possui uma grande trajetória, visto ser praticada há mais de 3 mil anos.
Ela surgiu com os celtas, povo que era politeísta e acreditava em diversos deuses relacionados com os animais e as forças da natureza. Os celtas celebravam o festival de Samhain, o qual tinha a duração de 3 dias, com início no dia 31 de outubro. Nela, além de se comemorar o fim do verão, comemorava-se a passagem do ano celta, que tinha início no dia 1 de novembro.
Acreditava-se que nesse dia os mortos se levantavam e se apoderavam dos corpos dos vivos. Por esse motivo, eram usadas fantasias e a festa era repleta de artefactos sombrios com o intuito principal de se defenderem desses maus espíritos.
Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja começou a condenar o evento, e daí surgiu o nome “Dia das Bruxas”.
Durante a Época Medieval, os curandeiros eram considerados bruxos e por se posicionarem contra os dogmas da Igreja, eles eram queimados na fogueira.Assim, na tentativa de afastar o caráter pagão da festa, a igreja promoveu alterações no calendário, de modo que o Dia de Todos os Santos passou a ser comemorado no dia 1 de novembro, o que antes acontecia no dia 13 de maio. Daí que o nome Halloween decorra da junção das palavras hallow, que significa "santo", e eve, que significa "véspera".
Com a colonização das terras americanas, a tradição foi incluída na cultura da América, sobretudo nos Estados Unidos.
Curioso notar que a tradição do Halloween foi passada de geração em geração, uma vez que não existe nada escrito sobre isso.
Nos Estados Unidos, a tradição do Halloween é muito forte. Foi trazida por imigrantes irlandeses no século XIX. Desde então, a festa é o maior sucesso.
As crianças usam fantasias e batem nas portas das casas dizendo a tradicional frase: “doce ou travessura?” (trick or treat, em inglês). A brincadeira consiste em pedir doces, ameaçando cometer uma travessura a quem negar as guloseimas. @ Toda a matéria

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Ana Paula Canotilho


    
foto de Henrique Borges

Conheci a Ana Paula Canotilho aqui na nossa escola. Chegou com a sua irreverência, os seus ideais e convicções. Não passou despercebida junto desta comunidade. Os ideais de Abril, a luta contra a violência doméstica e de género, a denúncia da violência no namoro entre os jovens foram assumidos militantemente e deixaram-nos sensíveis para continuar a intervir mesmo depois da sua partida para outra escola.

foto de I.G.
       


A vontade de se sentir útil e de continuar a descobrir mundo levou-a até Moçambique. Na Escola Portuguesa de Maputo, continuou a estimular os jovens a intervir. 
imagem de Arte21
     
     
Na passada quinta-feira, partilhava, nas redes sociais, a transformação dos caixotes do lixo da escola em recipientes coloridos capazes de alegrar os pátios.
    
     

       
        

Faleceu na madrugada de sábado, vítima de doença súbita.
O menino que todos os dias nos espreita na entrada da escola é uma das recordações que nos deixou.

texto de I.G.

"Payassu, o verbo do pai grande"

      Os alunos de 11º ano da nossa escola vão ao Mosteiro de Águas Santas assistir ao espetáculo da palavra de Vieira, "Payassu, o verbo do pai grande", num tempo em que estudam o admirável orador.
    Numa parceria muito simpática entre a escola e o Mosteiro de Águas Santas, no dia 5 de novembro, cerca de 230 alunos assistirão a uma das duas sessões que decorrerão no Mosteiro. 


      A companhia de teatro Lafontana - Formas Animadas, adaptou um dos mais famosos textos da oratória sagrada portuguesa, o Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, o Imperador da língua portuguesa, no dizer de Pessoa. 
      São da Companhia as palavras que se seguem:
     "Com este espetáculo, procuramos celebrar o quarto centenário do nascimento do maior e mais surpreendente escritor barroco português, o Padre António Vieira: viajante incansável, campeão inigualável do verbo, personagem apaixonante pela sua tenacidade, simultaneamente sublime e ambíguo, amante inveterado da pátria que tão mal afinal lhe pagaria, como ele aliás deixou escrito. 
     No intuito de contribuir para a divulgação e o ensino da língua e literatura portuguesas, preparamos uma nova versão do espetáculo, mais ligeira e transportável, especialmente pensada para apresentação no espaço das escolas, capelas e outros espaços alternativos. 

      Esta atividade envolve dois diferentes momentos: apresentação da versão teatral do Sermão de Santo António aos Peixes na própria escola ou noutro local mais apropriado, por exemplo: igrejas, capelas, etc; um debate com os espectadores, numa oportunidade para dialogar sobre a peça, o Padre Vieira e aprender com o alucinado exemplo da sua vida e com a belíssima alegoria rendilhada da sua obra.

      No seu conjunto, esta ação contribuirá certamente para que os alunos entendam melhor a ação religiosa, política e social deste nosso grande escritor-pregador seiscentista que, já nessa altura, denunciava os vícios dos seus contemporâneos, defendia a alforria dos índios brasileiros que o tratavam de Payassu (o Pai Grande), e fazia a apologia de conceitos modernos, pragmáticos, saídos da Europa renascentista, como solução para tirar Portugal do atraso endémico em que se encontrava."

     

é Halloween na Biblioteca do Centro Escolar da Gandra

        Para comemorar o momento, não faltou criatividade e imaginação  aos alunos do 1º ciclo do Centro Escolar da Gandra. 

        Espreitem aqui os trabalhinhos realizados. 
        Parabéns a todos!

terça-feira, 29 de outubro de 2019

visita à Quinta do Carvalho





  
          Na passada quarta feira, dia 23, os alunos de 10° ano dos cursos Profissionais de Comércio e de Turismo e os alunos de 12° ano dos Cursos Profissionais de Saúde, Turismo e de Informática deslocaram-se à Quinta do Carvalho (Contumil) em visita de estudo.
      Ninguém ficou de fora: alunos e professores tiveram a oportunidade de realizar diversas atividades que promoveram o contacto com a natureza e/ou o trabalho em equipa: laser tag, arvorismo, tiro ao alvo, peddy-paper, entre outras.
      Esta visita proporcionou aos participantes momentos de lazer e de aprendizagem sobre as  modalidades praticadas e reforçou as relações de amizade entre os mesmos. Foi um dia em que se fomentou a partilha, a cooperação e o contacto com o meio ambiente.
        O nosso agradecimento aos professores responsáveis pela visita: Filomena Madureira, Ginette Carvalho, Cristina Matos, Teotónio Silva, Valéria Gomes e Jorge Mendes.

                                                                                                                                     cortesia de Fábio Pinto (texto) e Ginette Carvalho (fotos)

(notícia editada)

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

XIII Edição do Concurso Cineastas Digitais


Destinatários: Alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário (regular e profissional) de todo o país.
       O Concurso Cineastas Digitais é uma iniciativa do Centro de Competência entre Mar e Serra (CCEMS), que vai já na sua XIII edição e que tem como objetivo fomentar a utilização criativa das tecnologias relativamente às temáticas contempladas no currículo.
       A edição deste ano, organizada em parceria com a Direção-Geral da Educação, no âmbito da área curricular de Cidadania e Desenvolvimento, tem como tema geral os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU em 2015, que representam as prioridades globais da Agenda 2030 assinada por mais de 190 países, e a subsequente atuação cívica necessária à transformação do nosso mundo. As abordagens temáticas e técnicas deverão ser diferenciadas em função das três categorias de vídeos previstas no regulamento, a saber: 
• “Nano Vídeos” (duração inferior a 30 segundos e com requisitos técnicos elementares), cujo tema é        “Alterações climáticas” (ODS 12 e 13);
• “Vídeo Curtas” (duração entre os 30 segundos e 3 minutos), cujo tema é livre, mas com um prémio               especial a quem escolher o(s) tema(s) do concurso; 
• “Vídeo Narrativas” (duração entre os 3 e os 6 minutos, com uma estrutura que permita perceber uma            história), cujo tema deve abordar um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. 
         Consultem o regulamento do concurso e surpreendam-nos com a vossa criatividade.
         Cartaz disponível em: http://bit.ly/Cineastas20192020
         Mais informações em: http://cineastas.ccems.pt

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

projeto Conto Contigo


Placard com as mãos desenhadas pelos jovens participantes
     Mais uma sessão do Projeto Conto Contigo se realizou na Biblioteca.
    A partir de Uma história de dedos  de Luísa Ducla Soares, aprendemos que  todos"vivemos  ao lado uns dos outros" e que os afetos são essenciais na nossa vida.
    O "Mata-Piolhos", o "Fura-Bolos", o "Pai de Todos", o "Seu-Vizinho" e o "Mindinho" dialogaram com os jovens ouvintes que partilharam as suas emoções, deixando de recordação as suas mãos.  
Professora Bibliotecária e alunos



quinta-feira, 24 de outubro de 2019

dia da Biblioteca Escolar

Hoje decorreu o dia da Biblioteca Escolar.
Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Águas Santas - Maia
O Clube de Leituras e alunos do 6º ano brilharam na Biblioteca.
Para comemorar o Dia das Bibliotecas Escolares, o Clube de Leituras, acompanhado pela professora Esmeralda Moura, presenteou os frequentadores da Biblioteca com um momento poético, avivando a memória de António Botto.
Esta  encantadora partilha foi enriquecida pelo canto, pela viola e pela guitarra portuguesa.
Mais tarde, as turmas 6º H, acompanhada pelo professor António Meireles, e 6ºJ, acompanhada pela professora Helena Ribeiro, encantaram os presentes com o seu belo canto e a musicalidade das suas flautas.
Veja a cobertura fotográfica neste link:
https://biblioteca.aescas.net/2019/10/dia-da-biblioteca-escolar.html  

XIX Edição do Concurso Artistas Digitais

 

           Destinatários: Alunos do Pré-Escolar e do 1.º e 2.º CEB do Ensino Básico de todo o país
       O Concurso Artistas Digitais é uma iniciativa do Centro de Competência entre Mar e Serra (CCEMS), que vai já na sua XIX edição. Este concurso pretende fomentar a utilização criativa das tecnologias relativamente às temáticas contempladas no currículo, observando que o Perfil do Aluno à saída da Escolaridade Obrigatória aponta para uma educação escolar que constrói e sedimenta uma cultura científica e artística de base humanista. 
      Nesta XIX edição do concurso, organizada em parceria com a Direção-Geral da Educação, no âmbito da área curricular de Cidadania e Desenvolvimento, são propostos temas previstos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU em 2015, e a subsequente atuação cívica necessária à transformação do nosso mundo.
      Para os mais novos (Educação Pré-escolar e 1.º CEB), é proposto o tema "Água Potável" ou "Energias Renováveis" (ODS 6 e 7, respetivamente). Os alunos do 2.º CEB são desafiados a abordar o tema "Alterações Climáticas" (ODS 12 e 13, respetivamente).  
     Os educadores, professores e encarregados de educação poderão registar-se e enviar os desenhos dos seus alunos/educandos até ao final de mês de junho de 2020. 
      Os alunos poderão participar com mais de um desenho.
     Serão premiados, em cada uma das três categorias (Pré-Escolar, 1.º CEB e 2.º CEB), três alunos e os respetivos professores e escolas. 
     Cartaz disponível em http://bit.ly/Artistas20192020
     Mais informações em: http://artistas.ccems.pt 

nova edição do Concurso Nacional de Leitura


A 14.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) decorre entre o dia 4 de outubro de 2019 e o dia 6 de junho de 2020, dia da final nacional, em Oeiras.
O objetivo central do Concurso Nacional de Leitura é estimular o gosto e os hábitos de leitura e melhorar a compreensão leitora.Esta iniciativa tem como destinatários alunos dos 1.º,2.º, 3.º ciclos do ensino básico e alunos do ensino secundário.
O CNL decorre em quatro fases consecutivas:
Fase Escolar / Municipal – engloba as provas nas escolas/agrupamentos (1º momento) e nos municípios (2º momento)
Fase Intermunicipal – esta fase congrega os vencedores selecionados em cada um dos municípios
Fase Nacional – conta com a participação de todos os parceiros e é constituída por uma prova que apurará cinco finalistas em cada nível de ensino.
O 1º momento da fase escolar, no nosso agrupamento realizar-se-á no dia 9 de janeiro 2020.
Contamos com a participação empenhada dos alunos!
Consultem o regulamento no blogue da biblioteca https://biblioteca.aescas.net/2019/10/concurso-nacional-de-leitura-14-edicao.html  

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Dia Mundial de Combate ao Bullying

O CRESCER divulga esta informação que chegou de mais altas instâncias. Ler jornais é saber mais.
      

"No dia 20 de outubro comemorou-se o Dia Mundial de Combate ao Bullying. Convidamos-vos a visitar conhecer e divulgar o novo website “Escola Sem bullying. Escola sem Violência” em: https://www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt/ com recursos e iniciativas destinados a alunos, docentes, assistentes operacionais, encarregados de educação e demais elementos da comunidade educativa.
Envolva a sua Escola no Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e Ciberbullying. Participe na campanha "Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência.” e faça-nos chegar as iniciativas dinamizadas pela Escola, enviando vídeos ou fotografias, com uma breve nota explicativa.    

Podem também seguir-nos nas redes sociais, no Facebook (https://www.facebook.com/escolasembullying.escolasemviolencia/) e no Instagram (https://instagram.com/sembullying_semviolencia?igshid=37wotv5duf7m). onde divulgaremos informação, e partilharemos as iniciativas neste âmbito.
Seria importante a partilha desta informação a TODA a comunidade educativa (nomeadamente coordenadores de DT, de Cidadania, da equipa multidisciplinar, DT e de Cidadania, da equipa multidisciplinar, DT e todos os restantes docentes, pais e enc. educação, alunos, assistentes operacionais, psicólogos/a…)."

olhares sobre questões de educação

O CRESCER dá hoje continuidade ao texto publicado  na semana passada, da autoria da professora Ana Granja.

Educar para a cidadania ou educar na cidadania? (II)

daqui

       A perspetiva holística da ação educativa, que assume como grande finalidade a educação de cada uma e de todas as potencialidades humanas, surge nas sociedades atuais como um novo paradigma educativo, sistémico e integrador, capaz de colmatar as múltiplas fraturas que o paradigma mecanicista da modernidade incutiu na nossa visão do mundo. Pretende-se assim romper com uma tradição positivista ainda muito arreigada nas nossas escolas e responsável pelo sistemático desprezo por dimensões fundamentais do desenvolvimento integral e harmonioso do ser humano: os sentimentos, a intuição, a fantasia, a espiritualidade, a criatividade, a arte, a expressão corporal e o desenvolvimento moral[1].
Uma escola que não entende ensino e aprendizagem como pólos recursivos de uma relação dialógica, uma escola que separa alunos e professores das pessoas que são (e já eram), uma escola que reduz o saber a disciplinas fragmentadas, e sem pontes entre si, uma escola que se isola do contexto de que faz parte e que não se assume como espaço de cidadania, configura uma escola incapaz de enfrentar o desafio da globalidade, inapta para tratar “realidades multidimensionais, globais, transnacionais, planetárias, problemas cada vez mais transversais, pluridisciplinares, até mesmo transdisciplinares.”[2]
Por tudo isto, o grande desafio da nossa época é precisamente adaptar todo o sistema educativo a um novo paradigma que educa para a totalidade, partindo da totalidade. O direito de cada aluno ao desenvolvimento da sua personalidade e à plenitude da sua cidadania deve ser finalidade e fonte de legitimidade de tudo o que se faça a título de educação. Este novo paradigma do direito à educação deve centrar-se no interesse superior do educando e libertar-se da tendência tradicional de reproduzir as crianças e jovens à semelhança dos adultos.[3]
Educar para a cidadania significa desenvolver nos nossos alunos e alunas a capacidade para pensar de forma crítica e independente, de modo a estarem aptos a participar ativamente nos assuntos da comunidade e do planeta. Se confinarmos a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento à sala de aula e a tornarmos refém de pedagogias transmissivas e expositivas estaremos a matar à nascença o contributo inestimável que esta componente curricular pode ter no desenvolvimento pessoal e social dos nossos alunos, ao mesmo tempo que lhes estamos perversamente a passar a mensagem de que Cidadania é qualquer coisa que só acontece na escola às quartas-feiras, das 10h30 às 11h20.
Esta perspetiva monolítica e insular da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento acarreta o risco, real e perverso, de a vermos reduzida a iniciativas individuais de mera forma(ta)ção cívica (quase na forma de curso de boas maneiras), através da qual os alunos se tornem seres submissos e passivos perante as receitas prescritivas que nós, professores, lhes impomos. Educar para a cidadania implica proporcionar aos alunos experiências reais e contextualizadas que lhes permitam ter voz ativa, propor e organizar iniciativas, fazer escolhas conscientes e tomar decisões responsáveis e sustentadas. Educar para a cidadania implica uma dimensão vivencial e experiencial que não se compadece com teorias ocas e abstratas, que dificilmente se traduzem em aprendizagens significativas.  
Somente uma educação não fragmentada, isto é, uma educação na totalidade e para a totalidade pode permitir ao ser humano cumprir-se como tal, ser plenamente. Ensinar a condição humana, aprender a viver e refazer a ideia de escola na e para a cidadania não é possível só com ciência e técnica. A escola deve assumir-se como espaço de afetos. Tal como a vida.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ana Granja





[1] Ramos, R. Y. (2001). Educación Integral: una educación holística para el siglo XXI (Vol. I). Bilbao: Editorial Desclée de Brower.
[2] Morin, E. (2001). Os desafios da complexidade. In E. Morin (Ed.), O desafio do século XXI: Religar os Conhecimentos. Lisboa: Instituto Piaget.
[3] Monteiro, A. R. (1998). O Direito à Educação. Lisboa: Livros Horizonte.


terça-feira, 22 de outubro de 2019

prática de SBV na escola





      O rápido reconhecimento de um enfarte ou de uma paragem cardio-respiratória (PCR) é um fator fundamental para a ativação dos serviços de emergência e, neste último caso, para o rápido início de manobras de Suporte Básico de Vida (SBV). Dada a importância desta temática, no dia 21 de outubro, no auditório da Escola Secundária de Águas Santas, os alunos do 12º ano do Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde dinamizaram, em colaboração com os Bombeiros de Moreira da Maia, práticas de suporte básico de vida para outras turmas.
      A sessão foi bastante dinâmica, esclarecedora e contou com a participação de todos os alunos aí presentes.
                                                                                                                                                 cortesia (texto e fotos) de Cristina Matos

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

10 anos de Cineclube da Maia





As sessões regulares do Cineclube da Maia começaram a 17 de Outubro de 2009. No ano em que o Michael Jackson morreu, o Obama tomou posse e toda a gente foi ver o Avatar ao cinema. A maioria dos filmes ainda estreava em película, mas no futuro só se iria ver cinema em 3D.

Faz agora 10 anos  E desde então, o clássico Venepor nunca mais deixou de ter sessões regulares de cinema. Sempre ao sábado, sempre com bolo e chá no intervalo.

Os festejos serão durante a sessão de dia 26 de outubro, com "Os Lobos" de Rino Lupo, uma obra dos primórdios do cinema português, retrato de um Portugal de há quase um século atrás, e com as Tresmoças e as suas canções tradicionais portuguesas.

Entretanto, e porque o Venepor já não vive sem filmes, conheça a programação nas páginas do facebook ou instagram do clube.

Para breve, a 26 de outubro, "Os Lobos" de Rino Lupo, um filme dos primórdios do cinema português (1923), conta a história de um crime passional filmado inteiramente na Serra da Estrela, por Rino Lupo, uma figura incontornável da cultura em Portugal.

vai começar mais uma ano de ARE



Este ano letivo temos um grupo de atividades rítmicas e expressivas - ARE - do DESPORTO ESCOLAR.
A modalidade é "FUSÃO" (mix de danças contemporâneas  com urbanas e modernas).
Participa já na próxima 5ª feira no pavilhão "sala dos espelhos".
Traz a autorização assinada ou solicita uma ficha ao teu professor de Educação Física.
Bem-vindos a mais um ano de dança e diversão.
                                                                                                         cortesia de Filomena Madureira - Responsável pelo grupo de ARE

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

a minha escola é como uma praça... e também um banco de jardim


      Aproximando-se o fim de semana, o CRESCER partilha este texto de autor com a comunidade. Para ler e refletir. O autor é o psicólogo Eduardo Sá.
      Fiquem bem!

      Na verdade, nada é tão linear como parece. Nem as crianças são pequenas, nem os seus pais crescidos, como aparentam. Elas nem sempre crescem. E eles voltam, por dentro, muitas vezes, para trás. Com o tempo há quem se torne jovem. E quem, entre as oportunidades que tem para crescer, vacile e envelheça. Com o tempo, há quem se torne ingénuo e sábio, arrebatado, amável, terno ou buliçoso. E quem azede, adoçando a ira de euforia. Com o tempo há quem - de cada vez que muda queira começar do zero (como quem deixa de si quase tudo para trás). E há quem recrie tudo o que sabe, nunca partindo sem que leve aquilo que os outros teimam em deixar. Para quem envelhece nada é eterno. Para quem se recria tudo é para sempre. Quem envelhece morre todos os dias, um pouco mais. Quem se recria torna-se jovem, sempre que a aprende.

      Na verdade, nada é tão linear como parece. E é por isso que eu imagino que, um dia, a escola deixe as linhas direitas e se desarrume um bocadinho. E mais pareça uma praça muito grande, onde, a par de todas as matérias que as crianças tenham de aprender, haja um senhor, com bigodes retorcidos e rosetas afogueadas, tomando conta do sorriso, que as torne brincadoras. E lhes explique - devagarinho, se for preciso – que brincar é aprender. As crianças deviam ter recreios de compensação até que aprendessem a brincar. E ninguém as devia largar enquanto não abafassem berlindes, jogassem ao lenço ou à macaca, porque primeiro liga-se o corpo e aquilo que se sente e, só depois, o que se sabe com tudo o que se aprende. É por isso, certamente, que, ao contrário dos sabichões, os sábios nunca são enfadonhos. E um dia, para além da história que vem nos compêndios que cheiram bem, a D. Perpétua, que distribui graçolas com os jornais que vende, todos os dias, devia ensinar às crianças que, tão importante como a conjugação dos verbos e a gramática, a aritmética ou a matemática, é bom chorar no cinema, quando tem de ser. E só se aprende uma história, seja a de um rei ou a de um peixe com memória de grilo, por exemplo quando ela entra por nós sem nenhum «se faz favor!?...» e fica, em parte incerta, cavaqueando baixinho. E que o senhor do talho, que empurra o mundo com o avental, avalie com todo o rigor se cada criança é capaz de rir até às lágrimas, antes de ousar pegar no lápis e escrever aquilo que se acotovela na imaginação. Na verdade, o riso é amigo do espanto. E quem não se espanta nunca aprende que um problema é sempre muito mais importante do que qualquer solução. Ah! E se houver um Doutor Valeroso, de óculos descaídos, que não ensine o português antes de as crianças aprenderem a ir ao último capítulo, logo depois de passarem pela casa da partida, será demais. Como é bom atropelar a imaginação sempre que se adivinha! Sem nunca, mesmo nunca, confundir sonho e devaneio! A escola é uma sala de estar. Tem de aconchegar! E precisa de explicar, ao mesmo tempo, que compreender não é condescender. E que um professor de verdade educa antes de ensinar e é por isso que muitos professores são, muitas vezes, tios e, mesmo não devendo, são um bocadinho pais. A escola devia ser, também, um banco de jardim. E devia pôr, no lugar da unicidade, a pluralidade: diversos professores, muitos amigos, os pais num entra e sai, mais a D. Perpétua, o senhor das rosetas e o homem do talho que educam melhor, e põem mais longe no olhar. A escola devia ter um cantinho, para cada um. E um diretor de turma devia dar poucas aulas. Muito poucas. E devia telefonar, a perguntar pela constipação da Constança e devia fechar a escola, sempre que uma criança se zangasse com ela e a abandonasse. E sempre que uma criança reprovasse duas vezes, devia considerá-la em perigo. Não tanto a criança, mas a escola e a família (que parecem distraídas, uma com a outra, e não a conhecem). A escola é uma praça, uma sala de estar e um banco de jardim. E, com o tempo, devia tornar ingénuos e sábios, arrebatados, amáveis, ternos ou buliçosos todos aqueles que vacilam e envelhecem. Para quem envelhece nada é eterno. Para quem aprende tudo é para sempre. @ blog eduardo sa

chegou o frio!




Sim, chegou o frio e, com ele, as doces iguarias confecionadas com os frutos da época. Hoje a abóbora é rainha e foi cozinhada por um grupo de alunos que nos presenteou com um delicioso doce de abóbora.




Podes adquirir este doce no bar da escola e até fazer encomendas a estes alegres cozinheiros!!! 

                                

                              cortesia (texto e imagem) de Ana Vasconcelos

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

desafio




A legenda do post anterior revela "quem é quem". 


Agora o desafio é saber qual é o Ministério que cada um vai tutelar.


Quem avança?

quem é quem?

O próximo Conselho de Ministros vai ter um primeiro-ministro, 19 ministros e três secretários de Estado. É o XXII Governo Constitucional de Portugal.



António Costa, Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva, Mário Centeno, João Gomes Cravinho, Eduardo Cabrita, Francisca Van Dunem, Alexandra Leitão, Nelson Sousa, Graça Fonseca, Manuel Heitor, Tiago Brandão Rodrigues, João Pedro Matos Fernandes, Ana Mendes Godinho, Marta Temido, Pedro Nuno Santos, Ana Abrunhosa, Maria do Céu Albuquerque e Ricardo Serrão Santos © Lusa

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

dores nas costas? porquê?

       As profissões que implicam mais de quatro horas consecutivas na posição sentada a trabalhar com um ecrã digital, como por exemplo o computador, apresentam maior risco de dor nas costas.

      As dores de costas afetam ou vão afetar 7 milhões de portugueses em algum momento da sua vida e são uma das principais causas de absentismo laboral no mundo. Ignorar uma dor passageira ou não saber identificar uma dor persistente poderá desencadear um problema mais grave, potencialmente incapacitante, ou até limitar o acesso a opções de tratamento. Dois médicos neurocirugiões ajudam-nos a perceber os riscos associados às  dores de costas.
      "Estima-se que as dores nas costas afetem 7 milhões de portugueses em algum momento da sua vida e isto é preocupante. As doenças da coluna vertebral são já a principal causa de anos vividos com incapacidade em todo o mundo. Se uma dor que é persistente e incapacitante for ignorada, pode resultar num problema potencialmente mais grave, ou até limitar o acesso a opções de tratamento mais simples", começa por alertar Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador da Campanha Olhe pelas suas costas.
      "Saber interpretar o tipo de dor nas costas é fundamental e sempre que esta se acompanha de dor ou falta de força num dos membros, se agrava durante a noite, se acompanha de febre ou perda de peso devemos procurar ajuda médica", refere o especialista.
      Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as dores nas costas são responsáveis por 50% dos casos de incapacidade física na população adulta, levando 400 mil portugueses a faltarem ao trabalho por ano, a uma média superior a 33 mil por mês. Esta tendência crescente, que é já a segunda causa de ida ao médico, tem ainda um saldo pesado nas contas públicas.
      Em Portugal, só a taxa de absentismo e as reformas antecipadas provocadas pela dor crónica nas costas e articulações representa um despesa indireta de quase 740 milhões de euros anuais, de acordo com uma investigação desenvolvida, em 2012, pela Universidade Católica.
     A maioria (85%) das dores nas costas são provocadas por lesão do músculo, tendões ou ligamentos em torno da coluna e que podem aparecer de forma súbita por um esforço ou de forma lenta e progressiva por movimentos repetitivos. Outras causas de dor são a hérnia discal, doença degenerativa do disco intervertebral, disfunção das articulações da coluna, disfunção sacroilíaca, estenose do canal vertebral/osteoartrose, espondilolistese, espondilite anquilosante, infeções, tumores, fraturas, entre outras.
     "Aos sinais que devemos estar atentos e que requerem avaliação por médico especializado chamamos de bandeiras vermelhas. São febre, perda de peso inexplicável, dor de agravamento noturno, dor que agrava ao longo de quatro semanas, alterações de sensibilidade (como dormência e formigueiro), diminuição de força muscular nos membros e alterações urinárias (retenção ou incontinência)", indica o também neurocirurgião Lino Fonseca.
       Em caso de dores de costas esporádicas, deve realizar-se exercício tolerado, alongamentos, perda de peso e evitar a sobrecarga sobre a coluna (nomeadamente mochilas ou levantamento de peso). "Deve fazer-se ainda uma correção da postura, a cessação tabágica (uma vez que os fumadores apresentam menor fluxo sanguíneo à coluna com aumento de probabilidade de lesão) e um anti-inflamatório não esteroide de forma episódica", acrescenta este médico.
      As profissões que implicam mais de quatro horas consecutivas na posição sentada a trabalhar com um ecrã digital, como por exemplo o computador, apresentam maior risco de dor nas costasMas não são as únicas.
     "Esta situação está relacionada com a má postura, o desalinhamento da coluna, e a tendência para olhar para baixo (uma vez que a maioria dos ecrãs se encontram numa posição inferior aos olhos). A dependência da sociedade atual de smartphones agrava o problema na coluna cervical, uma vez que a má postura realizada para ler em ecrãs pequenos aumentam a pressão e força exercida na coluna cervical em seis vezes o habitual", frisa Lino Fonseca. 
      "O excesso de peso e o sedentarismo, nomeadamente na maioria da população pediátrica, vão acarretar graves problemas de dores nas costas nas gerações futuras", adverte. @Sapo

terça-feira, 15 de outubro de 2019

olhares sobre questões de Educação

 Educar para a cidadania ou educar na cidadania? (I)


daqui
Não é uma mera questão semântica ou linguística aquela que a interrogação do título deste texto encerra. Trata-se de uma distinção concetual e paradigmática que, a montante, irá determinar e enformar as dinâmicas pedagógicas que nas nossas escolas pretenderão dar corpo à nova componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento.
Educar para a cidadania, e em cidadania, são conceitos complexos e polissémicos dos quais é impossível erradicar uma inevitável contaminação ideológica. Mas é precisamente esta falta de neutralidade, e sobretudo a forma como a assumirmos, que condicionará o rumo a dar a esta nova componente do currículo.
Controvérsias à parte, talvez seja útil buscar alguns consensos. Arrisco o primeiro: educar para a cidadania é um compromisso de todos os professores, mesmo daqueles que não o assumem como seu. Estes fazem-no sem saber e, como tal, sem conferir à sua prática uma intencionalidade pedagogicamente assumida que, sem isentar, pelo menos atenua os riscos perversos de um adestramento inconsciente. Tudo o que o professor diz e faz assume um sentido moral, o mesmo acontecendo com os seus silêncios e as suas omissões, já que qualquer ato educativo é um ato de influência, quer se reconheça ou não[1].
Educar para a cidadania numa perspetiva de projeção num tempo e num espaço que não são o da escola é uma contradição nos próprios termos e um perigoso descomprometimento da escola enquanto espaço de cidadania ativa. Ao invés, educar para a cidadania numa escola que se assume ela mesmo como um espaço onde a cidadania se exerce numa lógica do “aqui e agora” significa cumprir o direito de cada um dos nossos alunos e alunas a desenvolver o máximo das suas capacidades, de forma a conseguir participar ativamente na vida política, económica e social. Uma das tarefas fundamentais da prática educativa é desenvolver nos educandos a capacidade de emancipação que lhes permita assumirem-se como seres históricos, sociais, criadores e transformadores, numa abertura respeitadora e dialogante ao outro e à diferença.
A Escola, muito mais do que um mero lugar de escolarização, deve ser um espaço de formação humana, o que implica assumir a construção do sujeito ético como a missão suprema e fulcral da Educação[2]. Nenhum espaço educativo pode alhear-se de um forte comprometimento com os valores universais, sob o risco de a atividade educativa se reduzir a mera atividade técnica. Significa isto que o facto de a educação ser uma atividade humana lhe confere uma dimensão ética de que não se consegue destrinçar.
O papel da escola não é unicamente oferecer conteúdos informativos, não é apenas instruir, mas promover o desenvolvimento do ser humano na complexidade e multidimensionalidade que o caracterizam, o que nos remete para uma visão pedagógica de cariz holístico que resiste a perspetivar o aluno apenas na sua dimensão cognitiva, enquanto mero recetáculo de conhecimentos, procurando promover o desenvolvimento integral de todas e cada uma das potencialidades humanas: intelectuais, emocionais, sociais, físicas, artísticas, criativas e espirituais.
Ana Granja

(a continuar na próxima semana)



[1] Estrela, M. T. (2010). Profissão Docente: Dimensões Afectivas e Éticas. Porto: Areal Editores.
[2] Rodrigues, N. (2001). Educação: da formação humana à construção do sujeito ético. Educação & Sociedade, 76, 232-257.