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sexta-feira, 12 de abril de 2024

desafio: "onde estava no 25 de abril (de 1974)?" (13)


No ano letivo 1973/74 estava a frequentar o 2.º ano do Ciclo Preparatório numa secção da escola Pires de Lima, que se situava na Rua D. João IV. Nessa altura ia de trólei até ao Bolhão e depois tinha um percurso de 15 minutos a pé até à escola. A conselho da minha mãe, sentava-me no trólei, sempre que podia, no lugar da frente junto ao motorista, para ver melhor a paragem e não me perder... Ainda não tinha 12 anos.

Nessa manhã não houve aulas. Uma funcionária da escola informou-nos que havia um golpe de estado (sabia lá o que isso era!) e que as nossas mães, sempre elas, nos viriam buscar. O tempo foi passando, todas as minhas colegas tinham ido embora com as respetivas mães, e a minha que não chegava! Senti-me abandonada e só me apetecia chorar. Quando finalmente a minha mãe chegou, senti um desejo enorme de a abraçar. Viemos de táxi para casa. Meu pai, que trabalhava em frente a um quartel em Arca de Água, telefonara à minha mãe recomendando que fosse buscar a "nossa menina", e que não saíssemos de casa pois algo se estava a passar, uma vez que o quartel estava de prevenção.

E a televisão não parava de passar imagens. Lembro-me bem dos comunicados do MFA, apelando à serenidade das pessoas, das imagens transmitidas pela televisão do Largo do Carmo, em Lisboa, da rendição de Marcelo Caetano e Américo Tomás desterrados para a Madeira. Lembro-me, também, que tive tanta pena do velhinho... eu até tinha ido, dois anos antes, de batinha branca, lançar-lhe flores, quando ele veio inaugurar uma escola primária. Isto não se fazia ao velhinho!

Mas, a pouco e pouco fui-me apercebendo do que se estava a passar. Na rádio, ouviam-se músicas revolucionárias de cantores de intervenção. Como gostava das músicas que ouvia!!! E as letras das canções começaram a fazer muito sentido. Afinal, não vivíamos num conto de fadas, como eu pensava, muito pelo contrário.

No pós-25 de Abril, havia debates de quatro horas que agarravam os portugueses em casa, às televisões a preto e branco (para quem as tinha) ou dos cafés. Assisti, com entusiasmo, a muitos desses longos debates televisivos e comecei a interessar-me por política. E é curioso que agora, que há muito mais escolarização, há muito menos politização. Parece que se desistiu de politizar os jovens. E que pena tenho disso! Ainda me recordo do debate Mário Soares/Álvaro Cunhal. Para a história desse debate fica a célebre frase de Álvaro Cunhal que, passados 45 anos, continua bem presente: “Olhe que não, doutor, olhe que não”. 

Lembro-me das grandes manifestações que se faziam e de algumas frases que se ouviam, nomeadamente, "O povo unido jamais será vencido!", "O povo é quem mais ordena" e "25 de Abril, sempre!".

Passados 50 anos, estou grata aos militares de Abril e deixo esta frase que li recentemente e que me fez pensar "Plantaram em nós a Liberdade, não a deixemos morrer!"

Helena Coelho (professora de Matemática)

VER: o filme "Revolução (sem) sangue", sobre os que morreram alvejados pela PIDE no "25 de abril"


E porque vem aí o fim de semana, o CRESCER deixa-lhe uma sugestão cinematográfica. Ir ao cinema VER o filme "Revolução (sem) sangue", de Rui Pedro Sousa, que cruza as histórias de quem morreu nos acontecimentos de 25 de abril de 1974, no âmbito do ataque da PIDE a manifestantes. 
O filme estreou esta quinta-feira nos cinemas portugueses. 
(veja o trailer no seu pc)

"Revolução (sem) sangue" é um filme de ficção, baseado em factos reais e na vida de cinco pessoas que morreram nos dias da revolução dos cravos.
As pessoas retratadas são Fernando Giesteira, João Arruda, Fernando Reis e José Barneto, que tinham entre 18 e 38 anos e que morreram alvejados pela PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, sede daquela polícia política do Estado Novo.
A eles junta-se ainda António Lage, funcionário da PIDE/DGS, que foi baleado por um militar.
Segundo Rui Pedro Sousa, o arco temporal da narrativa é entre 23 e 30 de abril de 1974, mas o ponto central é o tiroteio no dia da revolução.
O filme, que é a primeira longa-metragem de Rui Pedro Sousa, é protagonizado por Rafael Paes, Lucas Dutra, Helena Caldeira, Diogo Fernandes e Manuel Nabais, contando com outros intérpretes. Fonte: SICn
(post editado às 12:18, pois os computadores da escola não permitem a visualização do trailer)

educação: provas de 9.º ano vão ser realizadas “em papel” este ano

Europa Press via Getty Images
Já as provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º ano "continuam a ser realizadas em formato digital". Montenegro prometeu ainda iniciar "nos próximos dez dias" as negociações com professores.
Este ano letivo, as provas de 9.º ano vão realizar-se “em papel de forma excecional”, devido às “graves falhas” identificadas na disponibilização de computadores e para garantir a “igualdade de oportunidades”, anunciou o primeiro-ministro Luís Montenegro no discurso de apresentação do programa do Governo.

“Tendo sido identificadas graves falhas na disponibilização de equipamentos informáticos, na sua manutenção e na conectividade das escolas“, o Governo decidiu que as provas finais de 9.º ano vão realizar-se “em papel de forma excecional este ano letivo”, afirmou Luís Montenegro. O objetivo é “garantir a igualdade de oportunidades” entre alunos, explicou o primeiro-ministro, referindo que “13.639 alunos não receberam o kit digital” previsto.

A decisão surge depois de sindicatos, diretores e encarregados de educação se terem manifestado preocupados com a falta de condições para a realização de provas em formato digital, apelando ao regresso das provas em papel com especial enfoque para as provas de 9.º ano.

No entanto, o Governo assegura que a intenção de avançar com as provas finais de 9.º ano em formato digital — tal como previsto pelo Executivo de António Costa –– é para manter, à luz do “emprenho na transição digital”.

Já as provas de aferição do 2.º, 5º e 8º. ano “continuam a ser realizadas em formato digital” sublinha o ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em comunicado. “Esta opção permitirá aferir o conhecimento dos alunos, assim como avaliar as condições técnicas das escolas para a realização das provas em formato digital, tal como as competências dos alunos neste domínio”, acrescenta a tutela liderada por Fernando Alexandre.

A pesar na decisão está também o facto dos “compromissos assumidos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)“, que preveem a alocação de 540 milhões de euros do PRR para a compra de computadores, melhorias no acesso à internet e para a realização das avaliações em modo digital, que “devem ser concretizados no ano de 2025″, acrescenta o ministério.

Luís Montenegro anunciou ainda que o Governo vai ” iniciar-se nos próximos 10 dias as conversações com os representantes dos professores”, tendo em vista a devolução do tempo de serviço congelado dos docentes, bem como com os representantes das forças de segurança para “tratar” do suplemento remuneratório reivindicado pela classe. Fonte: Sapo

escola sede: "Cinco décadas de democracia" - exposições na Biblioteca

Estão patentes na Biblioteca da escola sede duas exposições referentes às seguintes temáticas:

- "Constituição da República Portuguesa" (editada pela Associação para a promoção cultural da Criança);
- "Cinco décadas de democracia, o que mudou?" (PORDATA - Fundação Francisco Manuel dos Santos e RBE).


Sugestões de exploração

No âmbito da parceria entre a Fundação Francisco Manuel dos Santos - PORDATA e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), 448 agrupamentos de escolas/ escolas não agrupadas recebem uma coleção impressa das infografias 5 Décadas de Democracia, o que mudou?

Para promover a reflexão e o debate em torno deste recurso, a Rede de Bibliotecas Escolares apresenta sugestões de exploração, que não se esgotam na informação veiculada em cada infografia e que podem ser adaptadas a diferentes públicos e contextos (escolar e de ligação à comunidade).

Com o propósito de conhecer o que mudou e como nos transformámos, em cinco décadas de democracia, enunciam-se:

  • Perspetivas de análise, interpretação e reflexão;
  • Possibilidades de aprofundamento (acesso aos dados de cada infografia; relação entre infografias);
  • Propostas de ligação ao contexto local/ regional.

Atendendo ao conteúdo e significado das infografias e perseguindo o seu mais amplo aprofundamento, recomenda-se a ligação a outras atividades executadas no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974, nomeadamente da iniciativa Abril depois de Abril.

Todas as bibliotecas escolares são desafiadas a explorar as infografias, em suporte impresso ou através do portal da PORDATA.

Nota:
Alguns dados das infografias em papel podem não corresponder ao que se encontra online
, uma vez que estes são continuamente atualizados.                                                                                      
cortesia de Rosa Pinelo, Coordenadora BiblioAescas

atividade 9: a editora LeYa e o Calendário da Liberdade - dar a mão à palmatória

 A editora Leya tem vindo a enviar aos professores uma série de atividades associadas ao conhecimento da história do 25 de abril de 1974. O CRESCER leva a cabo essa divulgação por considerar que as atividades sugeridas são uma mais-valia, muito interessante e útil para toda a comunidade. Aqui vai a 9, sobre a palmatória.


Será que alguém conhece a expressão que apresentamos na atividade? 

DAR A MÃO À PALMATÓRIA

 

 

Já ouviste a expressão “dar a mão à palmatória”? O que quer dizer? E o que era “a palmatória”? 🤔

Antes do 25 de Abril, mas mesmo durante alguns anos já em regime democrático, eram permitidos castigos corporais. E havia escolas em Portugal nas quais os alunos eram castigados recorrendo à palmatória, um instrumento em madeira com o qual se batia na palma das mãos. Imagina o medo de errar a resposta a uma pergunta… 

Achas que os castigos corporais eram uma boa forma de disciplinar os alunos?  


Discute com os teus colegas quais as melhores regras e formas de disciplinar que podem ser usadas nas escolas. 🏫👨‍🎓 

 

 

O CRESCER deixa uma imagem de palmatória (da net) para poderem imaginar o susto.

(Só para os mais jovens compreenderem bem o abuso da prática, um dos elementos da equipa do Jornal recorda-se de ter levado uma única palmatoada na escola primária por ter pronunciado Setúbel e não Setúbal, como, de facto, deveria ser.) 

quinta-feira, 11 de abril de 2024

escola sede: Ciclo de Cinema PNC - 25 Filmes de Abril


As efemérides transportam com frequência a vontade de lembrar conjunturas e compromissos assumidos coletivamente numa determinada época da História. Mas podemos perguntar: até que ponto têm os jovens portugueses uma ideia, uma opinião sobre o 25 de Abril e até que ponto reconhecem na imagem em movimento o poder de representar a História ou as memórias coletivas do seu país.

Ao completarmos 50 anos sobre a revolução do 25 de Abril, parece-nos imprescindível trabalhar com os jovens sobre a força simbólica e icónica da imagem em movimento, conhecer a sua relação com a História, e, como reconhecia Sergei Eisenstein, perceber o seu poder enquanto estratégia transformadora da realidade.

Relembramos toda a programação a decorrer disponível em:

·       Especial 50 ANOS - 25 DE ABRIL
https://pnc.gov.pt/magazine-3-o-cinema-e-o-limite-especial-50-anos-25-de-abril

 

 

 

O Plano Nacional de Cinema é dinamizado pela Direção-Geral da Educação (DGE), pelo Instituto doCinema e do Audiovisual (ICA) e pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.


cortesia de Fátima Seixas, Coordenadora PNC

educação: matrículas para o próximo ano letivo arrancam na segunda-feira

O terceiro período do atual ano letivo acabou de começar mas já se conhecem as datas em que se realizam as matrículas para o próximo, o de 2024/2025, processo que se inicia já para a semana.

As datas das matrículas variam conforme o nível de ensino, e o Portal das Matrículas já publicou o calendário oficial, abrangendo do ensino pré-escolar até ao 12.º ano.


Eis as datas chave:

Ensino Pré-Escolar e 1.º Ano do Ensino Básico – Período de Matrículas: 15 de Abril a 15 de Maio

·     2.º, 3.º, 4.º e 5.º Anos do Ensino Básico – Período de Matrículas: 6 a 12 de Julho

·    Restantes Alunos do Ensino Básico e Alunos do 11.º Ano – Período de Matrículas: 22 de Junho a 2 de Julho

·    Alunos do 10.º e 12.º Anos – Período de Matrículas: 15 a 20 de Julho

Renovação Automática

É importante destacar que a renovação automática das matrículas será aplicada a vários níveis de escolaridade, facilitando o processo para os encarregados de educação e garantindo a continuidade dos alunos no sistema educativo.

Não perca os prazos e garanta a vaga dos seus filhos para o próximo ano letivo dentro do período estipulado. Mantenha-se atento às informações divulgadas pelo Portal das Matrículas e pelas instituições de ensino para mais detalhes sobre o processo de matrícula e documentação necessária.

A renovação automática aplica-se aos 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade nos casos em que:

·         não há transferência de escola;

·         não é alterado o encarregado de educação;

·         não é alterado o curso;

·         não há necessidade de escolher disciplinas.

Por outro lado, deve recorrer ao Portal da Matrícula para:

·         Matrícula, pela primeira vez, na educação Pré-Escolar e no 1.º ano do ensino básico;

·         Renovar matrícula, na transição para o 5.º, 7.º, 10.º e 12.º anos;

·         Renovar matrícula para os outros anos sempre que pretenda ou seja necessária:

·         A mudança de estabelecimento de educação ou de ensino;

·         A alteração de encarregado de educação;

·         A mudança de curso ou de percurso formativo;

·         A escolha de disciplinas.@ Sapo

país: novo governo quer iniciar recuperação integral do tempo de serviço dos professores em 20% ao ano

No programa do Governo, aprovado esta quarta-feira em Conselho de Ministros e entregue no Parlamento, o Executivo liderado por Luís Montenegro propõe-se a “iniciar a recuperação integral do tempo de serviço perdido dos professores, a ser implementada ao longo da Legislatura, à razão de 20% ao ano”.

O Governo manifestou esta quarta-feira a intenção de iniciar nesta legislatura a recuperação integral do tempo de serviço dos professores, uma medida há muito reivindicada pela classe docente e que poderá agora começar a acontecer.

No programa do Governo, aprovado esta quarta-feira em Conselho de Ministros e entregue no Parlamento, o Executivo liderado por Luís Montenegro propõe-se a “iniciar a recuperação integral do tempo de serviço perdido dos professores, a ser implementada ao longo da Legislatura, à razão de 20% ao ano”.

A AD – Aliança Democrática – promete recuperar a totalidade do serviço congelado em cinco anos, à média de 20% ao ano, se for Governo. Num encontro promovido pela FNE (Federação Nacional de Educação), Alexandre Homem Cristo, o rosto da educação da coligação, que junta PSD, CDS-PP e PPM, adianta que também “está fixado o compromisso de nos primeiro dois meses negociar os termos” dessa devolução. Lembra que o impacto da medida-bandeira, anunciada ainda em setembro por Luís Montenegro, está estimado entre os 240 milhões de euros e os 300 milhões, aguardando-se a avaliação final pedida à UTAO.

Da mesma forma, este Governo propõe a criação de “uma dedução em sede de IRS das despesas de alojamento dos professores que se encontrem deslocados a mais de 70 km da sua área de residência” assim como “criar incentivos para a fixação de docentes em zonas de baixa densidade ou onde há falta de professores, como acontece atualmente na região de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve”.

Por outro lado, o Governo pretende implementar um programa de emergência para atrair novos professores que passa por promover uma campanha nacional de sensibilização para a importância dos professores, para incentivar mais jovens a escolher esta profissão”, assim como “promover o regresso ao ensino dos professores que tenham saído da profissão, através de mecanismos de bonificação de reposicionamento na carreira”.

Este Executivo quer ainda “rever o salário em início de carreira docente e rever os restantes índices e escalões, no sentido de simplificar o sistema remuneratório” e “adequar a formação inicial de professores, em linha com as necessidades do sistema educativo”. Fonte:  Sapo

governo: programa confirma intenção de acabar com o 2.º ciclo do ensino básico

O Programa do Governo, hoje entregue na Assembleia da República, confirma a intenção de reestruturar os ciclos do ensino básico e de integrar os 1.º e 2º ciclos, uma proposta que já constava do programa eleitoral da Aliança Democrática.

O objetivo, refere o documento, é “alinhar com a tendência internacional e garantir uma maior continuidade nas abordagens e um desenvolvimento integral dos alunos”.

Esta alteração também já tinha sido sugerida por uma especialista no relatório “Estado da Educação 2022”, do Conselho Nacional da Educação. Na altura, o presidente do órgão consultivo, Domingos Fernandes, explicou que a transição do 4.º para o 5.º ano é bastante brusca e marcante negativamente para os alunos.

O fim do 2.º ciclo não é a única medida que mexe nos currículos, e o Governo pretende olhar para os conteúdos do 1.º ao 12.º anos.

Desde a flexibilização das cargas letivas obrigatórias à inclusão de Inglês no 1.º ciclo, o executivo tenciona desenvolver um “currículo centrado no conhecimento científico e cultural”, prevendo também a introdução da coadjuvação na educação física no 1.º ciclo e o reforço do ensino experimental das ciências.

Os alunos podem também contar com mudanças na avaliação externa, com novas provas de aferição nos 4.º e 6.º anos a Português, Matemática e a uma terceira disciplina rotativa a cada três anos, em substituição das provas de aferição atualmente em vigor.

Por outro lado, e por entender que “falhou a recuperação da aprendizagem”, o Governo vai criar um novo plano – o programa “A+A – Aprender Mais Agora”, mas o documento não deixa claro de que forma é que se vai distinguir do plano Escola+, em vigor desde 2021.

Refere-se apenas que incluirá recursos adequados para apoiar os alunos, a capacitação de docentes para implementar um sistema de tutorias, reforço de créditos horários, e investimento em recursos educativos digitais de apoio ao estudo.

O novo executivo pretende também rever a Lei de Bases do Sistema Educativo, mas precisar alterações.

O Programa do Governo da Aliança Democrática (AD) foi hoje aprovado, em Conselho de Ministros, na véspera de dois dias de debate no parlamento, na quinta-feira e sexta-feira.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o documento tem como base o programa eleitoral da AD, mas incorpora “mais de 60 medidas de programas eleitorais de outros partidos com representação parlamentar”. Fonte:  Sapo 

quarta-feira, 10 de abril de 2024

meteorologia: depois do frio, temperaturas 'tropicais'

As temperaturas vão estar a partir de quinta-feira “bastante acima da média para época do ano”, com máximas entre os 25 e os 27 graus, podendo atingir os 30 graus em alguns locais do continente, segundo o IPMA.

Em declarações à agência Lusa, a meteorologista Maria João Frada explicou que a massa de ar frio que está atualmente no continente vai ser substituída gradualmente por uma massa de ar quente, tropical.

“Vamos ter a imposição de uma corrente de leste que vai trazer a circulação de ar tropical, afetando Portugal continental. Estão previstas temperaturas acima da média superiores a 10 graus, com exceção do Algarve”, disse.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas "sobem mais um pouco, na ordem dos 04 a 07 graus, exceto no Algarve, e na quinta voltam a subir. No cômputo geral vamos ter subidas em alguns locais da ordem dos 15 graus”, disse.

De acordo com Maria João Frada, esta situação de tempo quente acima da média para a época do ano vai manter-se pelo menos até domingo.

“Assim, a partir de quinta-feira os valores da temperatura máxima vão variar entre os 25 e os 28 graus, eventualmente inferiores em toda a faixa costeira e no Algarve, sendo inferiores a 25 graus. No Vale do Tejo, em alguns locais do Vale do Douro (parte mais interior) e Alto Alentejo são separadas temperaturas de 30 graus”, adiantou. Fonte: Sapo 

ADSE altera tabela de regime convencionado sem avisar beneficiários?

A ADSE alterou a tabela do regime convencionado sem avisar os beneficiários ou os seus representantes no passado dia 1, denunciou esta terça-feira a Associação 30 de Julho. Em causa estão os preços a pagar pelos beneficiários quando usam um serviço de saúde, assim como o valor que os prestadores privados ou particulares recebem. Pode consultar a nova tabela aqui.

De acordo com a associação, só “tomou conhecimento, através de queixas de associados e de diversos beneficiários, de que os prestadores convencionados estavam a informar que entrou em vigor, no dia 1 do corrente mês de abril, uma nova Tabela de Preços e Regras do Regime Convencionado”.

No site da ADSE consta a nova tabela de preços, sem que no entanto “tenha sido prestada qualquer informação, anúncio, notícia, aviso ou alerta que dê a conhecer aos beneficiários da ADSE, os seus verdadeiros financiadores, a existência” da mesma. As “alterações e respetivos fundamentos devem, com urgência, ser divulgados de forma clara”, denunciou a associação.

Em declarações ao ‘Jornal de Negócios’, a presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, Helena Rodrigues, confirmou não ter recebido qualquer informação prévia. “O Conselho Geral e de Supervisão não foi informado”, destacou a responsável, salientando que a análise das consequências da alteração da tabela, que é complexa, ainda está por ser feita.

Em comunicado, a Associação 30 de julho constatou “com estranheza e desagrado que o Conselho Diretivo da ADSE não tenha promovido a auscultação dos beneficiários, nem sequer dos representados no CGS, a que, no seu entender, a ADSE,IP está obrigada”.

“É incompreensível, inaceitável e censurável esta recorrente atitude do Conselho Diretivo, reveladora da falta de consideração e de respeito que merecem os beneficiários da ADSE, únicos financiadores do seu orçamento e pagadores dos vencimentos dos seus dirigentes”, concluíram. Fonte: Sapo 

educação: Conselho das Escolas reitera proposta de exclusão das provas digitais na nota final

O Conselho das Escolas (CE) reiterou que as provas digitais do 9.º ano não devem contar este ano letivo para a nota final dos alunos, caso não possam ser adiadas, alegando falta de condições para se realizarem.

Em declarações à Lusa, o presidente do CE, António Castel-Branco, que se reuniu pela primeira vez com o novo ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse que o Conselho das Escolas mantém a proposta feita anteriormente de adiamento das provas digitais do 9.º ano para o próximo ano letivo, uma vez que "não estão garantidas as situações de equidade" que permitam aos alunos acederem de igual forma a computadores ou à internet numa sala de aula.

Tendo "consciência de que é muito difícil", a poucos meses do fim do corrente ano letivo, reverter uma decisão e assegurar as provas no formato anterior em papel, o CE reiterou ao novo ministro a proposta de que as provas digitais "não sejam contabilizadas para a nota final" dos alunos para não os prejudicar.

Ao novo titular da pasta da Educação, o Conselho das Escolas alertou para a falta de professores, "uma situação muito premente" nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve que se "reflete no atraso das aprendizagens".

Na reunião com Fernando Alexandre, o CE, órgão consultivo do Ministério da Educação que representa as escolas da rede pública, reafirmou a proposta da realização das provas de aferição por amostragem. Fonte:  Sapo

cultura: poeta, ensaísta e crítico literário Eugénio Lisboa morre aos 93 anos

O poeta, ensaísta e crítico literário Eugénio Lisboa, especialista na obra do escritor José Régio (1901-1969), morreu [ontem] de manhã em Lisboa, aos 93 anos, confirmou à agência Lusa fonte da editora Guerra & Paz.

De acordo com a mesma fonte, o autor estava internado no Hospital Curry Cabral, onde morreu de doença oncológica.

Eugénio Lisboa nasceu a 25 de maio de 1930 na então Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique, e deixa uma vasta obra, desde mais de vinte títulos de ensaio e crítica literária, poesia, diário e memórias, tendo ainda organizado antologias de autores portugueses publicadas no Reino Unido.

Dedicou-se ao estudo da literatura portuguesa, particularmente do Neorrealismo, tendo lançado a primeira obra em 1957, “José Régio. Antologia, Nota Bibliográfica e Estudo”, autor a quem dedicou muito do seu trabalho, seguindo-se, entre outros, “O Segundo Modernismo em Portugal” (1977) e “Poesia Portuguesa: do “Orpheu” ao Neorrealismo” (1980). Fonte: Sapo

U.Porto: há um futuro para descobrir na Mostra da U.Porto 2024!

Repete-se o local e o conceito de edições anteriores, mas é com o futuro no horizonte que a Universidade do Porto vai “mudar-se”, durante quatro dias – 11 a 14 de abril -, para o Pavilhão Multiusos de Gondomar, para dar-se a conhecer aos milhares de visitantes esperados na 21.ª edição da Mostra da U. Porto.

(Foto: Egidio Santos/U.Porto)
Um ano depois de ter recebido a maior edição de sempre do evento, Gondomar volta então a acolher aquele que é o maior festival de ciência da região, e um dos eventos mais aguardados do ano na academia. 

Com atividades para todas as idades, mas especialmente focadas nos futuros universitários, a Mostra da U.Porto apresenta-se como uma “janela aberta” para o que melhor se faz na melhor universidade portuguesa. A começar pela descoberta dos mais de 300 cursos que integram a oferta formativa da instituição nas diferentes áreas do conhecimento. Ou “navegando” pelas diferentes descobertas geradas nos laboratórios responsáveis por perto de um quarto de toda a produção científica nacional.

De forma a garantir a melhor experiência possível, serão “mobilizados” para Gondomar centenas de docentes, técnicos e estudantes das 14 faculdades, centros de investigação e demais serviços da U.Porto, que estarão disponíveis para auxiliar e esclarecer as dúvidas dos visitantes.

Num percurso pelo recinto, será assim possível participar em dezenas de atividades interativas de experimentação e demonstração científica propostas pelas diferentes faculdades, bem como saber mais sobre os respetivos planos de estudo e experiências extracurriculares.

 O futuro está aí à porta

Tendo como mote “Preparar o Futuro, Conhecer o Presente”, a Mostra da U.Porto é assim o espaço ideal para esclarecer dúvidas, definir vocações, mas também para contactar com testemunhos reais de atuais estudantes da academia.

A poucos meses do arranque do Concurso Nacional de Acesso ao Ensinos Superior 2024/2025, o programa desta edição inclui também sete sessões de esclarecimento sobre o acesso ao Ensino Superior, organizadas em parceria com a Direção Geral do Ensino Superior (DGES) e dirigidas especificamente aos estudantes do 12.º ano. Durante uma hora, serão apresentados, em detalhe, todos os procedimentos relacionados com a transição para o Ensino Superior.

A participação nestas sessões é sujeita a inscrição prévia (limitada a 160 participantes por sessão), quer se trate de grupos escolares, acompanhados por professores, ou de participantes a título individual (neste caso, a inscrição deve ser feita para o e-mail mostra@up.pt).

Danças, simulações e muita letra

Mas há muito mais para viver nos quatro dias da Mostra. Além das atividades a decorrer em permanência nas bancas de cada faculdade/centro de investigação/serviço, a zona central do recinto irá receber eventos pontuais para todos os gostos.

Entre os momentos mais aguardados incluem-se a simulação de um julgamento (dia 12 e abril, 15h00), organizada pela Faculdade de Direito (FDUP) e várias demonstrações de suporte básico de vida protagonizados pela Faculdade de Medicina (FMUP) e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). 

Conversas sobre desporto, arte ou educação são outras propostas de um programa non stop em que não faltarão também as habituais atuações das tunas e grupos de fado convidados.

Transporte gratuito até à Mostra

De forma a assegurar que todos têm a oportunidade de visitar a Mostra 2024, a U. Porto vai disponibilizar um serviço de transporte gratuito e permanente até ao Pavilhão Multiusos de Gondomar.

O transporte (ver horários) irá partir de cinco pontos distintos: Estação de Campanhã (início da Rua Pinto Bessa), Estação de Metro do Estádio do Dragão, Estação de Metro de Fânzeres, Planetário do Porto e Faculdade de Engenharia (Asprela).

A 21.ª Mostra da U. Porto tem entrada livre e estará de portas abertas; das 10h00 às 19h00, na quinta e sexta-feira; das 11h00 às 19h00 no sábado;  e das 11h00 às 18h00 no domingo.

Mais informações disponíveis em mostra.up.ptFonte: Notícias UP