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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

a rota do "Memorial do Convento" vai chegar a todos num site oficial

O projeto turístico e cultural inspirado no romance de José Saramago existe desde 2017, mas agora vai ser dinamizado.
 A rota do Memorial do Convento, inspirada no romance homónimo de Saramago, junta os municípios de Lisboa, Loures e Mafra e também a Fundação José Saramago. Este projeto turístico e cultural existe desde 2017, mas vai começar a promover diversas iniciativas e, já no final do mês, lançar um site com percursos, textos e imagens.
Os municípios e a fundação celebraram um acordo a 16 de novembro, data que assinala os 98 anos do nascimento do escritor português, para a dinamização da rota que explora monumentos históricos e paisagísticos do século XVIII, nos três concelhos. O projeto, desenvolvido ao abrigo do Programa Operacional Regional de Lisboa 2014-2020, prevê a realização de visitas guiadas, de um congresso internacional e ações de formação.
Mas antes de tudo vai ficar disponível, ainda em novembro, um site dedicado à Rota do Memorial do Convento. Por enquanto, é possível acompanhar o progresso da construção da página (neste momento vai em 75%) e ler o que parece ser o lema do projeto: “A Literatura transforma-se em Vida”. Depois, irá disponibilizar percursos, textos e imagens sobre cada um dos pontos da rota, uma linha cronológica sobre a época do romance e também informação sobre o escritor e o livro Memorial do Convento. @ Time Out

asma alérgica: de fator de risco a ‘escudo’ na proteção contra a Covid-19

As primeiras publicações sobre o tema, vindas da China, Coreia e Nova Iorque, também não refletiam um grande número de casos em asmáticos. Desde então, vários estudos têm apontado o mesmo. Esta análise espanhola, publicada na revista ERJ Open Research, não só confirma a ideia como vai um pouco mais longe, determinando que tipo de asmático poderá estar um pouco mais protegido contra a covid-19.

Por que razão este tipo de asma ‘protege’? Entre as hipóteses, afirma-se que “as células das pessoas com asma expressam em menor grau um recetor que está principalmente envolvido na entrada do vírus nas células”, explica o especialista. Quanto menos recetores, menor é a probabilidade de desenvolverem covid-19.

Também poderá ser porque “a inflamação que ocorre na asma compete de alguma forma com a inflamação gerada pelo vírus e esta ‘competição’ faz com que o efeito de SARS-CoV-2 seja grandemente reduzido”.

É precisamente esta hipótese que está no centro da investigação espanhola. “Queremos verificar se a ‘competição’ das inflamações nos permite tirar algumas conclusões que poderiam ajudar no estudo de algum medicamento para a covid-19 na população em geral”, esclarece ainda o investigador.

Há também uma teoria de que o medicamento que os asmáticos tomam – cortisona inalada – poderá prevenir ou ajudar a tornar a covid-19 menos grave.

Ainda é preciso aguardar pelos resultados do estudo, mas tudo parece indicar que a asma não é um fator de risco para o desenvolvimento do novo coronavírus, pelo menos em pacientes hospitalizados com formas mais graves de infeção. @ Sapo

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

máscaras, gel e viseiras dedutíveis no IRS, se...

 


Os gastos com máscaras de proteção respiratória, viseiras e gel desinfetantes cutâneo vão passar a ser considerados como despesas de saúde e, como tal, dedutíveis ao IRS, de acordo com uma proposta do PEV aprovada no parlamento.

No entanto, a compra deste tipo de produtos apenas é dedutível no IRS como despesa de saúde com "faturas que titulem prestações de serviços e aquisições de bens, isentos do IVA ou tributados à taxa reduzida, comunicadas à Autoridade Tributária e Aduaneira" emitidas por entidades como por exemplo farmácias e lojas de artigos de saúde. (Saiba mais aqui.)

o "apelo sentido" de Marta Temido para garantir a resposta do SNS

"Precisamos que toda a população se empenhe em quebrar cadeias de transmissão."
A ministra da Saúde, Marta Temido, apelou aos portugueses para unirem esforços no combate à covid-19, sublinhando que o Governo está a fazer tudo para garantir a resposta do Serviço Nacional de Saúde.
"Um apelo muito sentido. Que os portugueses unam os seus esforços ao dos profissionais de saúde. Não nos deixem sozinhos porque só juntos vamos conseguir vencer esta pandemia e suportar estes dias difíceis e de dificuldades para todos", afirmou a ministra da Saúde. 
"O SNS trabalha todos os dias para dar resposta a todos os doentes, mas neste momento, como em nenhum outro, precisamos que toda a população se empenhe em quebrar cadeias de transmissão. Nós estamos a fazer a nossa parte o melhor possível, tentando manter os nossos profissionais com ânimo, com coragem, com respostas, mas precisamos da ajuda de todos", observou. @ JN

o que já se sabe e as principais diferenças e semelhanças entre as vacinas da Pfizer, da Moderna e de Oxford

A Agência Europeia de Medicamentos está a analisar os pedidos de autorização de três requerentes. Contagem decrescente até ao final deste ano e início de 2021 para as primeiras vacinas contra a Covid-19 estarem no mercado. O que já se sabe em termos de eficácia, tecnologia, ensaios clínicos, conservação, capacidade de produção e preço?

EFICÁCIA

Pfizer/BioNTech: 95% de nível de eficácia, constante em diferentes grupos de etários e em todos os géneros.

Moderna: 94,5% de nível de eficácia apresentado em resultados preliminares.

AstraZeneca/Oxford: 70% de nível de eficácia, em média, resulta da combinação de dois regimes de dosagem. Até 90% com base nas análises de 2 700 pessoas que primeiro receberam meia dose e, passado um mês, foram inoculadas com uma dose completa; 62% quando administradas duas doses completas (análises provisórias).

TECNOLOGIA

Pfizer/BioNTech: Utiliza a técnica que codifica uma molécula de RNA que é encapsulada em uma membrana lipídica para que possa entrar nas células.

Moderna: Utiliza a técnica que codifica uma molécula de RNA que é encapsulada em uma membrana lipídica para que possa entrar nas células.

AstraZeneca/Oxford: Utiliza a técnica baseada no ácido desoxirribonucleico (DNA), com genes inativados de adenovírus.

ENSAIOS CLÍNICOS

Pfizer/BioNTech: 44 mil participantes voluntários (incluindo 170 infetados), em que metade tomou um placebo composto por água salgada. Até agora, apenas 94 pessoas ficaram doentes com Covid-19. Febre e fadiga foram os principais efeitos secundários sentidos por uma percentagem pouco significativa de pessoas. 

Moderna: 30 mil pessoas nos EUA, em que metade recebeu duas doses da vacina, com quatro semanas de intervalo e a outra metade só inoculou placebo. Na Fase III do ensaio clínico foram identificados 95 casos de doença, desses apenas cinco tinham recebido a vacina e 90 o placebo. Dores de cabeça e cansaço ligeiro foram os únicos efeitos secundários.

AstraZeneca/Oxford: Mais de 23 mil voluntários no Reino Unido e Brasil; 30 mil pessoas nos EUA. Dados preliminares dizem que a vacina é mais bem tolerada em pessoas mais velhas comparada com adultos jovens e produz uma resposta imunitária semelhante em todas as faixas etárias. Dor no local da inoculação, fadiga, dores de cabeça, febre e dores musculares – tudo em grau ligeiro – são as principais reações adversas sentidas.

CONSERVAÇÃO

Pfizer/BioNTech: menos 75 graus; em casa dura apenas cinco dias. A farmacêutica equaciona recorrer a recipientes concebidos com gelo seco para garantir que a vacina se conserva cerca de 15 dias. Está também a ser desenvolvida a versão em pó, ou liofilizada, da vacina que poderia ser usada com as temperaturas comuns e estar pronta em 2021.

Moderna: mantém-se estável a menos 20 graus, até seis meses; em casa, no frigorífico entre 2º e 8º graus, durante 30 dias.

AstraZeneca/Oxford: No frigorífico doméstico com temperaturas entre 2º e 8º graus durante seis meses.

CAPACIDADE DE PRODUÇÃO

Pfizer/BioNTech: Previsão de 50 milhões de doses prontas até ao fim de 2020 pela Pfizer em Portugal; 1,3 mil milhões para 2021.

Cem milhões de doses serão vendidas aos EUA; 200 milhões de doses serão para a União Europeia, com opção de compra de mais 100 milhões

Moderna: 20 milhões de doses até ao fim de 2020; entre 500 milhões e mil milhões de doses em 2021

AstraZeneca/Oxford: Até três mil milhões de doses em 2021

PREÇO

Pfizer/BioNTech: €17/dose. As duas doses (30 microgramas RNA por dose) deverão ser tomadas com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

Moderna: Entre €27 e €31 por dose. As duas doses (100 microgramas RNA por dose) deverão ser tomadas com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

AstraZeneca/Oxford: €3 a €4 por dose, sendo que ainda está em avaliação se serão necessárias duas doses.

Para saber mais

terça-feira, 24 de novembro de 2020

quando a escola vai ao hospital

 

Na doença, uma janela de normalidade

Os jornalistas Ana Tulha (texto) e Pedro Correia (fotos) conheceram a experiência de professores que dão aulas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e no Hospital de São João, no Porto. Os alunos são internados de longa duração ou pacientes que chegam nos primeiros anos de vida e só de lá saem quase adultos. Aqui, as regras normais entre docente e estudante são voláteis, frágeis como a saúde que vai falhando.A Maria José Silva é professora do nosso Agrupamento.
As angústias e as vitórias de professores que escolheram trocar a convencional sala de aula pelo trabalho numa unidade hospitalar. @ Notícias Magazine de 21.11.2020

da blogosfera: Bérgamo será um marco da pandemia no ocidente

 

"Faltam tantos", constatou com melancolia um jovem cineasta belga que escolheu a inspiradora Bérgamo para viver e filmar. E recordou os primeiros passeios desconfinados pelo centro histórico. A dor das faltas misturava-se com a estupefacção: nas ruas, nas praças, nos cafés, nas livrarias, nas lojas e nas mercearias. Faltavam tantos, faltavam os velhos. Se agora lhe disserem que Bérgamo tem muitos imunizados para a segunda vaga e que os seus hospitais recebem doentes doutros lados, responderá: "pudera; já não há velhos para morrer".

Vem isto a propósito do comportamento inaceitável dos invencíveis e dos egoístas. Custa ouvir negacionistas ou defensores da redução da despesa com pensões. E não se argumente com imunidades de grupo nem com respostas autocratas para decisões de combate à pandemia: "é impossível, difícil ou exigente". Na democracia não há impossíveis. O que existiu foi desatenção política no ocidente na prevenção de pandemias (com saliência para a relação de Trump com as pandemias e com a OMS). Agora, não há políticas de ressuscitação dos mortos por covid-19 que já são 1,3 milhões no mundo. Resta aprender. Fazer o impossível no longo período que aí vem e com duas certezas: a pandemia terá fim e quando os sinos dobram fazem-no por cada um de nós. @ Correntes

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

OPE 2020 - "DAR VOZ AOS ALUNOS" - eleição dia 4 de dezembro


A eleição da proposta a concretizar dentro do programa "Dar Voz aos Alunos" estava previsto ser realizada  no dia 30 de novembro, data que neste momento é impossível. A eleição será no dia 4 de dezembro das 9h às 12h. 

Entretanto, o CRESCER aqui divulga as três propostas a concurso.

Conheça-as e vote em consciência.

OPE 2020: proposta "Contributo para a construção da educação inclusiva"

Contributo para a construção da educação inclusiva 

Proponentes: alunas do 11º ano, turma I (2019/20) Ana Raquel Guimarães – 21649; Cláudia Sofia Soares – 18433; Rita Ferreira Pinto – 18390; Sofia Gaspar Vieira – 21881

Numa escola inclusiva, como a nossa, nunca é demais proporcionar uma ampla variedade de atividades alternativas a TODOS os alunos. 

Neste contexto propomos a aquisição de uma mesa de ténis e “kit” Polybat para a prática de POLYBAT, para que alunos com diversos tipos de deficiência possam praticar esta nova atividade. De salientar que apesar de este equipamento estar direcionado para alunos com deficiência também a restante comunidade discente pode e deve praticar. 

O Polybat como atividade inclusiva 

O Polybat, ou ténis de mesa lateral como também é conhecido, é uma nova prática desportiva e foi criado na Inglaterra em meados dos anos 80. A atividade surgiu como uma alternativa recreativa para aqueles que não conseguiam praticar o ténis de mesa convencional. O jogo é realizado em uma mesa de 1,2m x 2,4m, com proteção em todo o comprimento de suas laterais para que a bola não saia pelo lado, possuindo uma altura até 10 cm. A mesa ainda deverá possuir altura suficiente para que uma cadeira de rodas possua fácil acesso. A bola utilizada é a plástica de golf, tipo airflow. A raquete deve possuir uma área de batida de 180 cm quadrados e um comprimento máximo de 30 cm.

imagem ilustrativa

OPE 2020: proposta "A um passo de ti..."

 A UM PASSO DE TI… 

Este ano resolvemos apresentar uma proposta para o Orçamento Participativo. 

Quem somos? 

Somos @: Mara Martins │ Ana Beatriz Filipe da turma E do 11.º ano de Artes Visuais (2019/20)

Qual foi o problema encontrado na nossa escola? 

O lixo que se espalha por todo o espaço da escola 

Gostas de ver o chão sempre sujo de embalagens, restos de comida, lenços, plásticos, …? Com contentores a um passo de ti? 

NÓS, NÃO! 

Propomos alterar esta situação. 

Como? 

• Fazer um breve inquérito online, junto das turmas, para averiguar a recetividade da nossa ação e promover, desde logo, um incentivo à correta atuação face aos resíduos. 

• Lançar uma campanha, através de cartazes de grande formato, para incentivar os alunos a colocar os resíduos nos locais apropriados. 

• Adquirir contentores e agir sobre eles por forma a torná-los mais apelativos. 

• Criar “ilustrações especiais” para os contentores que chamem a atenção e promovam a sua utilização. 

• Encaminhar os alunos para uma correta separação dos resíduos através de intervenções nos locais de maior afluência de discentes e definidos como mais problemáticos. 

O grupo de alunos proponentes e a turma do 11.º E de 2019/20 gostaria muito de desenvolver e concretizar este projeto. A nossa proposta para este Orçamento Participativo 2020 será muito útil a todos. 

Não te esqueças de VOTAR em NÓS! E lembra-te: a um passo de ti existe um contentor que espera ser utilizado!

OPE 2020: proposta "Apetece comer na cantina"

 APETECE COMER NA CANTINA

Este ano resolvemos apresentar uma proposta para o Orçamento Participativo.

Quem somos? 

Somos @: Joana Alves │ Beatriz Pereira da turma E do 10.º ano de Artes Visuais (2019/20)

 Qual foi o problema encontrado na nossa escola? 

A cantina é um espaço amplo e limpo, mas pouco acolhedor em termos de decoração apelativa. 

Gostarias que a tua cantina fosse mais bonita? Que tivesse obras nas paredes, ligadas ao consumo sustentável de alimentos? 

NÓS, SIM! 

Por isso, propomos: 

• Estudar produtos saudáveis e sustentáveis, passíveis de serem servidas na cantina e no bufete. 

• Fazer desenhos e ilustrações sobre o tema a abordar. 

• Fazer um estudo para um painel cerâmico a ser colocado logo na entrada do espaço, ao lado do bufete, de dimensões 250 cm x 150 cm. 

• Integrar, no painel, desenhos de todos os alunos da turma. 

• Desenhar e pintar os azulejos em vidrado cru, com tinta preparada para o efeito. 

• Fazer todo o procedimento de cozedura dos azulejos. 

• Solicitar a montagem do painel por um técnico, no local destinado. 

O grupo de alunos proponentes e a turma do 10.ºE de 2019/20 gostaria muito de desenvolver e concretizar este projeto. A nossa proposta para este Orçamento Participativo 2020 será muito útil a todos os que frequentam a cantina. E ainda será também aliciante para que mais pessoas a venham frequentar. 

Não te esqueças de VOTAR em NÓS! Merecemos uma cantina que seja atrativa!

Covid-19: conheça as restrições no seu concelho

Há 213 concelhos com uma taxa de incidência superior a 240 novos casos por 100 mil habitantes. No patamar de risco mais elevado estão 47 municípios, quase todos no litoral da região norte.

Com a renovação do estado de emergência, o Governo decretou medidas gerais e medidas específicas em concelhos com base nos diferentes níveis de taxa de incidência da covid-19 por 100 mil habitantes a 14 dias. 

Mais de 960 novos casos por cem mil habitantes (quase todos no litoral da região norte)

Nas próximas duas semanas, as medidas a aplicar aos 47 concelhos com risco “extremamente elevado” são as mesmas a que estão sujeitos os concelhos onde o contágio por covid-19 é “muito elevado”. Apesar de o país ter sido dividido em patamares de maior risco, as medidas a aplicar, nos próximos quinze dias, são semelhantes para os concelhos onde a propagação da covid-19 é considerado “muito elevada” e “extremamente elevada”. Ou seja, todos os municípios onde haja mais de 480 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias estão sujeitos às mesmas regras.

Além da manutenção do recolher obrigatório entre as 23h e as 5h, o Governo alarga aos próximos dois fins-de-semana as medidas que estão a ser implementadas, por exemplo, neste fim-de-semana. Ou seja, a proibição de circulação na via pública e encerramento de estabelecimentos comerciais entre as 13h00 e as 5h00, tanto no sábado como no domingo. Dado que 1 e 8 de Dezembro são feriados, esta restrição vigora também nesses dias.

Nas vésperas dos dois feriados, isto é, os dias 30 de Novembro e 7 de Dezembro, os estabelecimentos comerciais terão obrigatoriamente que encerrar às 15h00. O Governo anunciou outras medidas para esses dois dias: a suspensão das atividades letivas nas escolas e instituições de ensino superior e tolerância de ponto para os funcionários públicos. Às empresas privadas será feito um apelo para que suspendam a laboração. A intenção é que os dois dias que seriam de “ponte”, devido aos feriados no dia seguinte (terça-feira), sejam de confinamento.

Para os dois fins-de-semana prolongados vigora novamente a proibição de restrição entre concelhos, que já foi aplicada no início deste mês. Assim, entre as 23h00 do dia 27 de Novembro e as 5h00 do dia 2 de Dezembro e, novamente, entre as 23h00 do dia 4 de Dezembro e as 5h00 do dia 9 de Dezembroa circulação vai estar restringida. Esta medida vigora em todo o território nacional. @ BLICO

os três sintomas que podem antecipar um caso grave de Covid-19

O tipo de sintomas e caraterísticas clínicas apresentados pelos pacientes com covid-19 no momento da admissão no hospital podem servir de guia para prever uma evolução da doença. Esta é a conclusão da investigação ligada ao “Registo Semi-Covid-19” que, após analisar 12.066 doentes hospitalizados com covid-19 em Espanha, identifica, estabelece e caracteriza quatro grandes grupos de quadros de sintomas.

Os pacientes que apresentam apenas febre, tosse e falta de ar (1); aqueles que também têm vómitos e diarreia (2); ou aqueles que sofrem de artromialgia (dor nas articulações e/ou músculos), dor de cabeça e dor de garganta (3) são, a priori, os piores prognósticos. Ou seja, a doença pode evoluir de uma forma mais grave nestes pacientes.

Por outro lado, aqueles que apresentam sintomas como os de uma constipação comum ou com uma perda de olfato e paladar, são aqueles com melhor prognóstico, de acordo com esta investigação cujos resultados preliminares são publicados no Journal of Clinical Medicine.

Em geral, os sintomas mais comuns foram febre, tosse e falta de ar. Já os três menos comuns foram vómitos, anosmia (perda total do olfato) e dor abdominal.

Esta investigação faz parte das mais de 70 investigações em curso ligadas ao “Registo Semi-Covid-19”, que envolve quase 900 internistas de 214 hospitais de todo o país e contém dados sobre mais de 17.000 doentes com covid-19. @ Sapo

Covid-19: casos entre crianças até aos nove anos sobem 66%

Jovens, cuidem-se e cuidem dos outros! O vírus não é esquisito: não escolhe idades.

PÚBLICO

JN
O Ministério da Educação lançou, entretanto, uma nova plataforma informática onde os directores de cada agrupamento devem dar conta da evolução da pandemia nas respectivas comunidades escolares. O novo sistema veio substituir o email, que estava a ser usado desde o início do ano lectivo como forma de comunicação destes indicadores aos delegados regionais de Educação.
Desde que a plataforma foi lançada, no dia 5 de Novembro, e até à última quarta-feira, o número de jovens até aos nove anos infectados com covid-19 subiu 66%, de acordo com o boletim da DGS emitido nesta quinta-feira, com dados referentes às 24 horas anteriores. Este foi o grupo etário com maior crescimento, seguido dos 10 aos 19 anos (uma subida de 63% das infecções). @ PÚBLICO

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

sorriam... também é preciso!

 Em tempos em que todos usam e abusam das redes sociais, é bem oportuno este cartoon de Antero.


JOGAR - as sugestões do Daniel

 "Perceção é a realidade"

O jornal CRESCER apresenta pela primeira vez não só um jogo, mas também uma nova forma de ver as coisas de um “diferente ângulo”. Desde o começo desta pandemia, todos tivemos de nos adaptar a esta “nova vida” e ver as coisas de uma perspetiva diferente. Bom, o jogo que vai ser aqui apresentado tem uma proposta bastante semelhante.

O jogo chama-se “Superliminal”, um nome que surge da junção das palavras super e liminal (que significa estar em dois lugares ou estados diferentes, como por exemplo, estar num sonho lúcido). No jogo, o protagonista voluntaria-se para participar como uma cobaia de uma nova tecnologia de terapia de sono e, através dos objetos que se encontram espalhados naquele quarto, ele tem que descobrir uma forma de lutar contra um mundo feito de ilusões de ótica e de perspetiva e encontrar uma saída para poder acordar. O que difere “Superliminal” de outros jogos de puzzle é o facto de que é tudo uma questão de perspetiva e o único desafio no jogo é tentar pensar fora da caixa.

Através deste jogo curto conseguimos aprender o que muitos não conseguiram aprender em toda a sua vida, pensar fora da caixa para superar os obstáculos, e é isso que o torna tão especial. O jogo está atualmente disponível para compra na Steam e na Epic Games.

Obrigado por nos acompanharem no jornal CRESCER e, não se esqueçam, joguem, leiam, ouçam, vejam e, principalmente, divirtam-se!

                                                                                                                                  Daniel Barbosa, aluno de 12º ano

VER - as sugestões do Manel

daqui

Os Sopranos é uma série televisiva de drama e comédia que conta a história de Anthony (Tony) Soprano, um mafioso ítalo-americano de Nova Jérsei.
Contrariamente a filmes como The Godfather (indiscutivelmente, uma das melhores obras de cinema de sempre) que representa a vida mafiosa de um modo poético e romantizado, o charme d’Os Sopranos é que revela a verdadeira natureza da máfia americana, de uma forma realisticamente feia e difícil de digerir. O nosso protagonista, apesar de ser o ‘Don’ da sua família de crime organizado, visita regularmente uma psiquiatra porque nada o exclui de ser vítima de problemas mundanos, como trauma familiar que o persegue desde a sua infância.
Apesar disto tudo, Os Sopranos é uma série acessível. É genuinamente engraçada, o que não a torna cansativa: tanto as personagens como as situações em que são postas são engraçadas (nomeadamente, a dinâmica de Tony, um sociopata carismático com a sua psiquiatra, uma senhora normal a tentar fazer o seu trabalho); o contraste entre estes dois mundos é só um exemplo do tipo de coisas de que se pode esperar.
Outro aspeto a ter em conta é o quão visualmente estética a série é, o que só contribui para o seu estatuto. A cinematografia e os cenários (apesar de serem detalhes que nem toda a gente aprecia de imediato) são constantemente lindos ao longo do seu decorrer.
Tendo isto em conta, não é surpresa nenhuma que esta série seja a segunda melhor avaliada de sempre segundo uma média de classificações mundiais na internet, estando apenas atrás de Breaking Bad, além de receber múltiplos prémios, não só pela história em si mas, também, pelos atores incríveis que nela fazem parte.
Consequentemente, esta série aborda temáticas nada comuns no género de cinema de Mobsters americanos, como questões psicoanalíticas (teoria freudiana), políticas (críticas ao capitalismo e das suas consequências na natureza humana) e sociais. Aliás, a série pode ser interpretada como uma grande sátira que, ao fim ao cabo, representa os EUA.
Manuel Ferreira, aluno de 12º ano

Covid-19: OMS defende necessidade de manter as escolas abertas

O Director da OMS para a Europa sublinha que as crianças e adolescentes não são impulsionadores principais do contágio e que o fecho de escolas não é eficiente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu esta quinta-feira a necessidade de manter as escolas abertas durante a pandemia de covid-19 e considerou que podem evitar-se os confinamentos se forem aumentadas as medidas de protecção.
“Devemos assegurar o ensino aos nossos filhos”, afirmou o director da OMS para a Europa, Hans Kluge, sublinhando que as crianças e adolescentes não são impulsionadores principais do contágio e que o fecho de escolas não é eficiente.
Ter mantido a maioria das escolas abertas na Europa durante quase 100 dias seguidos é considerado um motivo de satisfação, já que o encerramento pode afectar também a saúde mental dos jovens e ter consequências sociais.
A defesa da abertura das escolas e do uso de máscaras para evitar os confinamentos foram duas das mensagens centrais de Kluge, que classificou como uma “grande esperança na luta contra o vírus” as notícias surgidas nos últimos dias sobre avanços em vários ensaios de vacinas para a covid-19.
 @ PÚBLICO

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

exposição do dia mundial da Filosofia

No dia mundial da Filosofia, que se realiza, de acordo com a UNESCO, na terceira quinta-feira do mês de novembro, os alunos do secundário, no âmbito do Clube da Filosofia, realizaram uma exposição de textos relativa ao tema “O que a pandemia mudou em nós?”.

Esta atividade proporcionou um momento de reflexão sobre esta situação mundial, assim como permitiu conhecer as diversas perspetivas dos alunos.

Apelamos à visualização desta exposição e à reflexão sobre este tema, com o devido distanciamento.







cortesia (texto e fotos) do grupo de Filosofia

campanha de solidariedade: apadrinhamento da Hera


Durante os meses de outubro e novembro realizámos uma campanha de solidariedade a pensar nos animais. Juntámos no total 310 abraços, que já oferecemos a três associações com o objetivo de apoiarmos o seu trabalho:
- para a nossa afilhada Hera oferecemos 170 abraços, que entregámos à AEPGA;
- 70 abraços foram entregues à associação "Cão Viver";
- apoiamos igualmente a associação "Cantinho do Tareco" com 70 abraços.
Muito obrigado a todos os alunos que tornaram possível estas ofertas. Obrigado pela vossa generosidade e bondade pois "Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo pequenas coisas, mudarão a face da terra."
texto e foto de Eleutério Gomes, professor de EMRC

dia mundial da Filosofia

 

O Dia Mundial da Filosofia celebra-se na terceira quinta-feira de novembro e é promovido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), que nesta data procura sublinhar a importância desta disciplina para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade.

Como resultado da necessidade da humanidade refletir sobre os acontecimentos no mundo, em 2002 a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia. Embora o Dia Mundial seja comemorado desde 2002, a Conferência Geral da Organização (UNESCO), declarou oficialmente a sua celebração em 2005. Por essa razão, este dia é celebrado em todo o mundo na terceira quinta-feira do mês de novembro, que em 2020 terá lugar a 19 de novembro.

Num mundo cada vez mais globalizado, o ensino da filosofia tem um papel essencial na aquisição de um pensamento crítico, na troca de conhecimento e diálogo entre culturas.

Deste modo, o Dia Mundial da Filosofia deve ser um dia de pensamento livre, racional e informado sobre os grandes desafios do nosso tempo, contribuindo assim para a promoção da tolerância e da paz entre os povos.

                                                        

O que mudou depois da pandemia?

Na nossa escola, assinalamos este dia com uma Exposição de frases elaboradas pelos alunos de Filosofia, como resposta à pergunta: O que mudou com a Pandemia? 

Webgrafia:

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-filosofia

https://www.dge.mec.pt/noticias/ensino-secundario/dia-mundial-da-filosofia

http://aeas.pt/joomla/index.php/atividades-biblio/atividades/69-dia-mundial-da-filosofia

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-filosofia

https://pt.wikipedia.org/

 Texto elaborado a partir da pesquisa do aluno André Loreto, do 11ºD,  com o apoio da professora de Filosofia, Isabel Azevedo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

José Saramago homenageado por Vhils na Lourinhã

 A obra de arte de Alexandre Farto foi esculpida na Lourinhã para assinalar o dia de aniversário do escritor, 16 de novembro.

O artista Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, partilhou, esta segunda-feira, um vídeo da sua obra de arte mais recente, o rosto do José Saramago esculpido num pontão, junto ao mar, na Lourinhã, no dia em que o escritor celebraria os seus 98 anos de idade. 

No vídeo que partilhou no Facebook e no Instagram, Vhils mostrou o seu trabalho de homenagem ao vencedor do Nobel da Literatura e partilhou ainda uma citação de um dos romances de Saramago na legenda. "Quantas vezes, para mudar a vida, precisamos da vida inteira, pensamos tanto, tomamos balanço e hesitamos, depois voltamos ao princípio, tornamos a pensar e a pensar, deslocamo-nos nas calhas do tempo com um movimento circular, como os espojinhos que atravessam o campo levantando poeira, folhas secas, insignificâncias, que para mais não lhes chegam as forças, bem melhor seria vivermos em terra de tufões”, pode ler-se. 

Os seguidores do artista encheram a caixa de comentários da publicação de elogios ao artista, ao seu trabalho e ao próprio Saramago. @ Jornal i

programa ensina pais a ajudar filhos no estudo à distância e TPC online

Os pais e encarregados de educação têm agora um programa gratuito de literacia digital para poder ajudar os filhos nos estudos, mas também resolver os seus problemas do dia-a-dia através da internet.

O projeto chama-se “Academia Digital para Pais” e destina-se a famílias com crianças do 1.º e 2.º ciclos de escolas inseridas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), ou seja, com maiores dificuldades económicas e sociais.

A ideia é trazer os pais de volta à escola para sessões diárias, num total de oito horas, em que aprendem a dominar o essencial da utilização de um computador e da internet, explicou à Lusa fonte da EDP Distribuição, a entidade promotora da iniciativa.

No final, os pais devem conseguir apoiar os filhos no acompanhamento das aulas à distância, mas também na realização dos trabalhos de casa.

Durante as "aulas", os pais vão também aprender a aceder a serviços públicos e privados através da internet, segundo o projeto que é uma parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE).

 As sessões começam em janeiro e serão professores e jovens alunos que, em regime de voluntariado, vão assumir o papel de formadores.

No universo de 137 escolas TEIP que existem no país, já houve “cerca de 50 agrupamentos de escolas TEIP a manifestarem interesse no programa”, mas as inscrições continuam a decorrer até quarta-feira, referiu à Lusa fonte da EDP Distribuição. No total, as escolas TEIP são frequentadas por cerca de 87.500 alunos dos 1.º e 2.º ciclos, acrescentou. O projeto lançado pela EDP Distribuição em parceria com a DGE pretende preparar os pais para conseguirem acompanhar os seus filhos e educandos no ensino à distância, numa altura em que esta é uma hipótese que está sempre em cima da mesa devido à pandemia de covid-19.

“Perante as crescentes dificuldades trazidas pela pandemia, desenvolvemos esta iniciativa para dar um contributo estruturante: dotar as famílias de competências digitais, simples, mas cada vez mais determinantes para o sucesso escolar e profissional. Com a Academia Digital para Pais, ajudamos a reduzir assimetrias no acesso à educação”, explicou João Torres, presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição.

O Ministério da Educação tem defendido que as escolas devem permanecer abertas e que o ensino à distância de forma generalizada será sempre a ultima opção. No entanto, por vezes, alguns alunos ou turmas são enviados para casa devido ao aparecimento de surtos em ambiente escolar.

Na semana passada, começaram a chegar às escolas os primeiros ‘kits’ com computadores e equipamentos de acesso à internet para distribuir por alunos e docentes, no âmbito do projeto do Governo Escola Digital. Cada ‘kit’ traz um computador portátil, auscultadores com microfone, mochila, ‘hotpsot’ e um cartão que garante a ligação à internet conectividade. A distribuição começou pelos alunos do ensino secundário mais carenciados (do escalão A da ação social escolar) que estão identificados pelas escolas como não tendo acesso à internet nem equipamentos em casa. No mês passado, o ministro da Educação prometeu que durante o primeiro período de aulas chegariam os primeiros 100 mil computadores às escolas.

O programa Escola Digital vai custar 400 milhões de euros, mas conta com verbas comunitárias. @ Sapo

terça-feira, 17 de novembro de 2020

JOGAR, LER, OUVIR e VER


Lembram-se da rubrica LER, OUVIR e VER do nosso jornal? Pois bem, ela vai voltar com nova equipa e, desta vez, extensiva aos jogos. Será, portanto, a rubrica JOGAR, LER, OUVIR e VER. Os responsáveis serão o Daniel Barbosa, o João Mendonça, o Manuel Ferreira e o Samuel Chaves, todos eles alunos do 12º ano.

Esperem por eles às sextas-feiras e estejam atentos às suas sugestões.

“O sono não acontece por encomenda e fazer pressão para que chegue só aumenta a ansiedade e o estado de alerta”


A psiquiatra Marta Gonçalves, coordenadora do Centro de Medicina do Sono do Hospital CUF Porto e certificada pela Sociedade Europeia de Investigação em Sono, explica o que se passa no corpo e no cérebro enquanto dormimos, o que pode prejudicá-lo e o que podemos fazer para melhorar a qualidade desse tempo.

Uma noite bem dormida é essencial para o nosso equilíbrio. O sono tem várias fases, que incluem o “sono profundo, com ondas cerebrais mais lentas” e a fase REM (movimentos oculares rápidos), “onde temos sonhos, e que é muito importante para consolidar memórias e processos cognitivos”. A médica, que está a fazer um doutoramento em Saúde e Epidemiologia Clínica, com um estudo sobre o sono na população, confirma que, na sua prática clínica, tem vindo a assistir ao aumento das perturbações do sono, nomeadamente as insónias e os pesadelos, “um sinal a favor do desenvolvimento de Stresse Pós-Traumático” – mas ainda é cedo para tirar conclusões – sobretudo nos profissionais de saúde que estão na primeira linha de combate à Covid-19, “pelos níveis de ansiedade a que estão sujeitos”. 
Muito se fala dos fatores que são inimigos de um bom sono, que parece mais difícil agora: “As preocupações associadas à incerteza dos tempos que estamos a viver, as perturbações ansiosas e depressivas, mesmo até nos mais resilientes e a falta de exercício físico”. Além destes, como não podia deixar de ser, “o uso excessivo de tecnologias, que não devem entrar no quarto e das quais nos devemos desligar, pelo menos duas horas antes de ir para a cama”.
São também de levar em conta as condições ideais para dormir bem: um quarto fresco, ou não demasiadamente aquecido, com silêncio e escuro, para favorecer a produção de melatonina, a hormona do sono. Contudo, “pessoas com um ritmo vespertino, que se deitam e acordam mais tarde, podem ter vantagem em ter as persianas abertas, que facilitam o despertar. 

Inimigos do bom dormir

O que fazer quando tantos de nós se veem privados do sono, sem respeitar o chamado “8x8x8” (tempo para dormir, trabalhar e fazer outras coisas durante a vigília)? As diferenças individuais contam: há quem se sinta bem a dormir sete a oito horas, outros precisam de menos, ou de mais, “cada um deve dormir o número de horas que o faz sentir melhor”.  Quando tal não é possível, compensar o sono perdido é recomendável, como, de resto, sucede com os jovens, ao fim-de-semana.

Estudos mostram que atrasar o início das aulas uma hora no início das aulas produz melhorias significativas no rendimento.

O problema passa, em muitos casos, pelo horário escolar:  “Estudos mostram que atrasar o início das aulas uma hora no início das aulas produz melhorias significativas no rendimento.” Esta questão diz sobretudo respeito aqueles cujo ritmo biológico os leva a deitar-se mais tarde e a acordar também mais tarde, mas não é exclusiva dos jovens. 

A privação de sono e o mau dormir são uma realidade que, infelizmente, quase todos conhecemos e que se manifesta em problemas de saúde, agravando o risco de “patologias cardiovasculares, diabetes, perturbações depressivas e ansiosas”, além de “provocar alterações no sistema imunológico e hormonais, que contribuem para a obesidade”. 

Menos medicação, mais higiene do sono

Respeitar o relógio biológico é uma das melhores coisas que podemos fazer para debelar problemas neste campo, mas atenção: “O sono não acontece por encomenda e fazer pressão para que chegue só aumenta a ansiedade e o estado de alerta.” Ou seja, ir mais cedo para a cama do que é habitual é contraproducente. Se ele não vem ou se desperta e não volta a adormecer, a solução passa por “sair do quarto, ler ou ver um filme, pode ser preferível do que forçar porque se decidiu que tem de ser e não se está a dormir nada”. Como bem sabe que já passou por isto, “não se adormece quando se está ansioso, ou a ver as horas durante a noite”, como acontece quando se tem insónia intermédia (acordar várias vezes durante a noite)”. 

Há muita medicação hipnótica para a insónia que não resolve o problema a longo prazo, é preciso atuar a outros níveis

Evitar estimulantes, como o café e as colas, é um favor que podemos fazer a nós mesmos. Outro, é a prática de exercício físico, “nem que seja uma caminhada diária, porque ajuda muito na redução da ansiedade e do estado de hiperalerta”. E, já agora, cultivar atividades que deem prazer, da dança ao andar de bicicleta, na medida em que “promovem a tão necessária atividade física e ajudam a desligar”.

Quanto ao uso de medicamentos, Marta Gonçalves assume: “Há muita medicação hipnótica para a insónia que não resolve o problema a longo prazo, é preciso atuar a outros níveis”, seja reduzindo na ansiedade por meios naturais ou técnicas cognitivo-comportamentais, ou prescrevendo fármacos antidepressivos em vez dos hipnóticos, quando a insónia tem relação com quadros depressivos. Em síntese, mudar crenças e comportamentos é a via para dormir melhor. @ Sapo 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

OPE - dar voz aos alunos

O Orçamento Participativo das Escolas, OPE, tem como objetivos contribuir para as comemorações do Dia do Estudante e estimular a participação cívica e democrática dos estudantes, promovendo o seu espírito de cidadania e o diálogo, a mobilização coletiva em prol do bem comum e o respeito pelas escolhas diferentes, valorizando a sua opinião em decisões nas quais são os principais interessados e responsáveis, e, finalmente, permitir o conhecimento do mecanismo do voto.

No início deste ano letivo, os alunos do Agrupamento apresentaram três propostas:

Proposta A: “CONTRIBUTO PARA A CONSTRUÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA”, apresentada pelas alunas Ana Raquel Guimarães, Cláudia Sofia Soares, Rita Ferreira Pinto e Sofia Gaspar Vieira.

Proposta B: “APETECE COMER NA CANTINA…”, apresentada pelas alunas Joana Alves e Beatriz Pereira.

Proposta C: “A UM PASSO DE TI…”, apresentada pelas alunas Mara Martins e Ana Beatriz Filipe

A entrada em confinamento no mês de março impediu que as datas previstas para a concretização deste programa se cumprissem. Mas chegou o momento! Os alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário vão poder escolher qual a proposta que querem ver implementada. É já no dia 30 de novembro. A Mesa Eleitoral estará aberta das 9h às 13h.

Vota!

Covid-19. Maia e Valongo dispõem de "linha verde" para dúvidas e suspeitas de casos

Linha permite que os responsáveis de instituições ligadas ao apoio à terceira idade e infância, bem como agrupamentos escolares, tenham um interlocutor para esclarecer dúvidas em relação à Covid-19.

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) da Maia e de Valongo criou a “Linha Verde Covid Institucional” que permite a escolas e lares destes concelhos do distrito do Porto estarem em contacto direto com profissionais de saúde.

Na prática, esta linha, que se desmultiplica em sete contactos telefónicos diretos, permite que os responsáveis de instituições ligadas ao apoio à terceira idade e infância, bem como agrupamentos escolares, tenham um interlocutor local para esclarecer dúvidas ou dar conhecimento de um caso ou suspeita de Covid-19.

No documento, ao qual a Lusa teve esta terça-feira acesso, lê-se que o objetivo é “responder às solicitações, no âmbito da covid-19, (…) de forma efetiva”, sendo que até aqui os responsáveis das instituições ligavam diretamente para a linha SNS24 nacional.

A “Via Verde Covid Institucional” Maia/Valongo está dividida por área geográfica e tipo de instituição, num total de sete tipologias.

Por exemplo, um agrupamento de escolas de Águas Santas, Pedrouços, Folgosa ou São Pedro de Fins, no concelho da Maia, tem como interlocutor um profissional do ACeS diferente do que está atribuído às estruturas residenciais do mesmo município.

Já uma escola ou creche, entre outros equipamentos ligados ao apoio a crianças e jovens, de Castêlo da Maia, Vila Nova da Telha e Moreira da Maia “responde” perante um outro interlocutor. E o mesmo acontece com instituições das freguesias Cidade da Maia, Nogueira e Silva Escura.

Já no que diz respeito a Valongo, os contactos também foram divididos por localidades e instituições, sendo que as freguesias de Ermesinde e Alfena aparecem ligados ao mesmo interlocutor e Valongo, Campo e Sobrado a um segundo.

Esta linha pode ser usada quer seja para “pedido de esclarecimento de ordem técnica”, quer para “suspeita de um ou mais casos Covid-19”, como se lê no documento do ACeS Maia/Valongo.

A linha funciona como um reforço ao SNS24. Desde o início da crise sanitária, temos trabalhado para encontrar respostas efetivas de combate à pandemia e de apoio às pessoas e empresas. Muitas vezes encontramos soluções inovadoras. A Linha Verde Covid Institucional é um desses casos”, disse à agência Lusa o presidente da câmara da Maia, António Silva Tiago.

Esta linha surge após as câmaras terem manifestado à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) vontade em dispor de um mecanismo que fosse de fácil acesso e mais próximo, resultando nesta linha que a instituição está a pôr em prática.

Em declarações à Lusa, também o presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, aplaudiu a iniciativa, considerando-a “muito positiva” para “agilizar a capacidade de comunicação entre as autoridades de saúde pública e as escolas, lares e centros de dia”.

Corresponde igualmente a uma preocupação atempadamente colocada à ARS-N, bem como disponibilidade do município para apoiar esta medida”, referiu o autarca.

No documento — que não explicita qual o universo de pessoas, nem de instituições que esta medida pode alcançar — aparece ainda descrito que cada instituição deve nomear internamente um interlocutor próprio para estes casos e que “o atendimento telefónico deverá (…) garantir uma resposta expedita, célere, eficiente e eficaz”.

“Saliente-se que, no caso dos agrupamentos escolares, deverá ser identificado e indicado um interlocutor por escola. Em instituições com mais de uma valência [lar, centro de dia, infantário, ERPI] deverá ser adotado o mesmo procedimento”, descreve o documento.

Cabe às autarquias locais divulgar este serviço e “o atendimento será efetuado, preferencialmente, por profissionais de saúde da área de enfermagem, seguindo uma escala própria e rotativa”. A linha funcionará diariamente no período compreendido entre as 9h e as 19h, mas “será ponderado o recurso a horas extras”.

Entre outros pormenores, aparecem enumerados no documento do ACeS Maia/Valongo que “o profissional de saúde, utilizador do equipamento [telefónico], deverá zelar pela sua conservação e higienização”, e que “semanalmente será monitorizado o número e teor das chamadas”.

São também descritas as “questões essenciais a formular à entidade contactante”, bem como é apelado a que, “em situações de suspeita de doença Covid-19, o interlocutor deve antecipadamente ser portador” de informações como nome do utente, data de início de sintomas, fatores de risco e história de doença e respostas a perguntas como “onde ocorreu esse contacto?” ou “quem foi o contacto?”, entre outras. @ Observador