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sexta-feira, 11 de junho de 2021

sorriam... é preciso!

 

Mafalda, Quino

10 perguntas e respostas sobre o Certificado que lhe vai permitir viajar pela Europa este Verão

Aprovada que está a adoção do certificado digital covid-19, que permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infeção ou testados viajar sem restrições dentro da União Europeia a partir de 1 de julho, resta saber o que isso implica.

daqui
A ideia é que este livre-trânsito funcione de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos, e que seja disponibilizado gratuitamente e na língua nacional do cidadão e em inglês.

Aceitando tal documento, prevê-se que os países não voltem a aplicar restrições, quando quase metade dos europeus já recebeu a primeira dose da vacina anticovid-19, a não ser que a situação epidemiológica o justifique, mas caberá sempre aos governos nacionais decidir se os viajantes com o certificado terão de ser submetidos a quarentenas, a mais testes (por exemplo, além dos de entrada) ou a requisitos adicionais.

Como surgiu o certificado digital covid-19 da UE?

A criação de certificados de vacinação para permitir a retoma da livre circulação no espaço comunitário, apesar da pandemia, foi sugerida em janeiro passado pelo primeiro-ministro grego, Kyriákos Mitsotákis, dada a dependência daquele país do turismo.

E com Portugal a presidir ao Conselho da UE neste semestre, logo no início do ano o primeiro-ministro português, António Costa, manifestou apoio à medida.

Ainda assim, num Conselho Europeu realizado no final de janeiro os líderes da UE não chegaram logo a acordo sobre certificados para facilitar viagens no espaço comunitário.

Nessa altura foram, ainda assim, adotadas orientações que estabeleceram os requisitos de interoperabilidade dos certificados digitais de vacinação, passo que antecedeu à apresentação de uma proposta formal por parte da Comissão Europeia em meados de março.

Nesse texto legislativo proposto por Bruxelas, a instituição propôs que o documento não se cingisse à vacinação, mas incluísse também a recuperação e a testagem.

Depois, no início de maio, a presidência portuguesa do Conselho da UE e a equipa de negociação do PE iniciaram as negociações sobre o certificado verde digital, após os eurodeputados terem adotado, em 29 de abril, a sua posição para as negociações.

Em meados de maio, os negociadores da presidência portuguesa e da assembleia europeia chegaram a um acordo político sobre o certificado, faltando agora que o texto do compromisso seja formalmente adotado pelas instituições.

O que é este certificado?

O certificado digital covid-19 da UE (anteriormente designado certificado verde digital) permitirá aos cidadãos circularem livremente e em segurança na UE enquanto durar a pandemia.

O documento comprova que o titular foi vacinado, recebeu um resultado negativo num teste a covid-19 ou esteve infetado e recuperou.

Quando e como poderá ser utilizado?

Qualquer cidadão que viva na UE ou que seja nacional de um país europeu e esteja a residir no estrangeiro pode solicitar gratuitamente este certificado, que será emitido pelas autoridades nacionais (por exemplo, através de centros de testagem, de um hospital ou das autoridades sanitárias).

Isto também se aplica às crianças, quando começarem a ser vacinadas no espaço comunitário.

Operacional a partir de 1 de julho, o certificado estará disponível na versão digital, para ser armazenado num dispositivo móvel, ou na versão em papel.

De ambas constará um código QR que dará acesso a informações essenciais, bem como uma chave de assinatura digital para garantir a autenticidade do certificado.

O modelo é idêntico para os 27 países, visando assim facilitar o reconhecimento mútuo e, ao ser reconhecido e usado em todos os Estados-membros, o documento ajudará ao levantamento das restrições associadas à covid-19.

Quais os dados que constarão do documento?

O certificado digital covid-19 da UE contém dados como o nome, a data de nascimento, a data de emissão e informações pertinentes sobre a vacinação, teste ou recuperação.

Os dados permanecem no certificado e não são armazenados ou conservados no momento em que o documento é verificado noutro Estado-membro.

Como funciona para os vacinados?

No certificado da vacinação, o documento vai especificar o tipo de vacina e o seu fabricante, o número de doses recebidas e a data da inoculação.

Os certificados serão emitidos para qualquer pessoa que tenha recebido uma vacina contra a covid-19 num Estado-membro da UE, independentemente do número de doses ou da farmacêutica, sendo inclusive aceites mesmo as que não foram aprovadas pelo regulador europeu (até agora, foram aprovadas apenas quatro: Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Janssen, esta do grupo Johnson & Johnson).

Como funciona para os recuperados?

No caso de quem já esteve infetado e recuperou, o certificado indicará a data do resultado positivo e o período de validade do certificado.

Como funciona para os testados?

Caso se trate de um certificado de teste, o documento indicará o tipo, a data e a hora do teste, o resultado e o centro onde foi realizado.

O que é que os países têm e estão já a fazer?

Para que o certificado seja mutuamente reconhecido, a Comissão Europeia criou um portal para ligar as infraestruturas técnicas criadas por cada país da UE, comprometendo-se cada Estado-membro a avançar com as suas soluções tecnológicas e a ligá-las a outros sistemas.

De momento, 26 países já testaram com sucesso a sua ligação ao portal da UE e, destes, sete já estão a emitir os primeiros certificados (em fase piloto).

Alguns países não-UE poderão aceitar o certificado?

O certificado pode ser utilizado em todos os Estados-membros da UE, bem como nos países do Espaço Económico Europeu, como Islândia, Liechtenstein e Noruega.

Estão também em curso contactos com a Suíça com vista a permitir a sua utilização neste país.

Além destes, a Comissão Europeia está em conversações com outros países terceiros – como os Estados Unidos ou o Reino Unido – para garantir que os certificados sejam compatíveis ou ali reconhecidos.

Quais os próximos passos?

Os países têm de continuar a testar a solução técnica para assim garantir que dentro de três semanas – a 01 de julho – todos os cidadãos da UE poderão usar o documento. (daqui)

duas praias de Gaia e uma de Matosinhos entre as 53 com Zero Poluição

Chegou o bom tempo e com um fim de semana à vista e aulas quase a chegarem ao fim, saiba que praias lhe oferecem as melhores condições.

Praia das Pedras do Corgo, Matosinhos (foto daqui)

A associação ambientalista Zero distinguiu este ano 53 praias Zero Poluição em 30 concelhos de Portugal, representando 8% do total das 643 zonas balneares que vão estar em funcionamento nesta época. A praia das Pedras do Corgo, em Matosinhos, e as da Aguda e Granja, em Vila Nova de Gaia estão nesta lista.

A associação ambientalista Zero distinguiu este ano 53 praias Zero Poluição em 30 concelhos de Portugal (veja aqui a lista), representando 8% do total das 643 zonas balneares que vão estar em funcionamento nesta época. A distinção da associação foi divulgada esta quarta-feira em comunicado, antes da abertura, entre quinta-feira e sábado, de mais 191 zonas balneares (as primeiras abriram ainda em maio).
Uma praia Zero Poluição é aquela em que não foi detetada qualquer contaminação microbiológica nas análises efetuadas às águas balneares ao longo das três últimas épocas balneares, de acordo com a associação. Em 2020, houve mais 15 praias classificadas do que este ano, ou seja, um total de 68. Saíram da lista 29 praias e entraram 14 novas. @ JN

provas de exame vão ter mais perguntas de cariz obrigatório

O modelo de exame será idêntico: há um grupo de perguntas opcionais em que só serão contabilizadas as melhores respostas. No entanto, o número de perguntas obrigatórias vai aumentar para tentar impedir que os alunos fujam às matérias que não dominem.

O intuito desta mudança passa por evitar que se repita a situação verificada no último ano letivo, em que existiram muitas "notas elevadas" nos exames nacionais que dão acesso ao ensino superior, de acordo com a edição desta quarta-feira do jornal Público.

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) quer com esta medida impedir que os alunos continuem a "fugir" às matérias que não dominem para que não se verifique o "excessivo enviesamento" do ano passado. Porém, esta mudança não significa que os exames sejam mais difíceis.

Quem o garante é Luís Pereira dos Santos, presidente do (IAVE), em declarações ao diário, que sensibiliza para o facto de a dificuldade das questões estar "totalmente dentro dos padrões habituais" daquilo que tem sido prática nos últimos anos.

Em 2020, as notas máximas nos exames nacionais quase duplicaramNa altura, em declarações ao Público, o presidente da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia, Adão Mendes, alertou para "um olhar descontextualizado [que] pode levar a pensar que estamos perante uma geração de alunos excepcionais, mas uma leitura mais apurada revela outras questões".

Este ano o modelo foi alterado para que esta situação não se volte a verificar. Ou seja, as provas vão ter mais perguntas de cariz obrigatório. No ano passado, o exame de Matemática só teve quatro, ao passo que este terá 11. Na disciplina de Português, o número sobe para o dobro, sendo dez as questões que os alunos vão ter de responder. A Física e Química são agora 16. Em Biologia e Geologia passa de dez para 18. (daqui)

quarta-feira, 9 de junho de 2021

10 de junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas são celebradas por todo o país, mas só as oficiais são presididas pelo Presidente da República e muitas outras individualidades. Estas comemorações envolvem diversas cerimónias militares, exposições, concertos, cortejos e desfiles, e uma cerimónia de condecorações feita pelo Presidente da República.

Sabias que, desde 1977, dezenas de cidades já receberam as comemorações e que todos os anos o Presidente da República Portuguesa elege uma cidade para ser sede destes acontecimentos oficiais?

Em 2016, decorreram pela primeira vez em duas cidades ao mesmo tempo: Lisboa e Paris. Em 2017 no Brasil, nos Estados Unidos em 2018 e em Cabo Verde em 2019. Em 2020, devido à pandemia de covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa cancelou as comemorações do 10 de junho que estavam previstas para a Região Autónoma da Madeira e África do Sul e optou por fazer, em Lisboa, uma pequena cerimónia.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é comemorado um pouco por todo o mundo: Em Toronto, no Canadá; Londres, Inglaterra; Badajoz e Olivença, Espanha; Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil. Este dia é comemorado por milhões de luso-descendentes espalhados pelo mundo e também por cerca de 5 milhões de emigrantes portugueses que vivem fora de Portugal.   

cortesia de Ilda  Anjos, docente de Português

festa da cereja de Resende na Maia


A Festa da Cereja de Resende na Maia acontece ao lado do Edifício Polo da Maia da Freguesia Cidade da Maia, junto ao Zoo, já nos dias 10, 12 e 13 de junho. As bancas com os vários produtores estarão montadas cumprindo todas as regras de segurança das 10h00 às 19h00.
A já habitual festa maiata tem a organização da Junta de Freguesia Cidade da Maia em colaboração com o Município de Resende e o Zoo da Maia.
Em comunicado, a Junta de Freguesia apela ao cumprimento de “todas as recomendações das autoridades de saúde”.

escritor Alberto Manguel vai comissariar conferências dos 100 anos de José Saramago

Cinco conferências sobre José Saramago, comissariadas pelo escritor argentino Alberto Manguel, destacam-se no programa das comemorações do centenário de nascimento de José Saramago, que se assinala a 16 de novembro de 2022, anunciou hoje a Fundação Saramago, em Lisboa.


Consolidar a presença do escritor na história cultural e literária, em Portugal e no estrangeiro, e prestar homenagem à sua figura como cidadão são objetivos das comemorações, cujas "linhas gerais" foram anunciadas hoje, na Fundação José Saramago, na presença do comissário da iniciativa, o professor Carlos Reis, e da presidente da Fundação, Pilar del Rio.
A apresentação de hoje incidiu sobre as bases do programa, sem pormenores de cada atividade, como no caso das conferências coordenadas pelo bibliófilo, investigador e diretor do futuro Centro de Estudos da História da Leitura, de Lisboa, ainda sem data e sem os locais definidos; e sem a parte internacional, que acontecerá em vários países, entre os quais Espanha e Brasil, e que será divulgada no seu devido momento, como foi hoje afirmado.
A 16 de novembro próximo, dia em que o escritor que venceu o Nobel da Literatura em 1998 completaria 99 anos, 100 escolas do ensino básico promoverão a leitura, em simultâneo, do conto infantil do escritor "A Maior Flor do Mundo", numa parceria entre a Fundação José Saramago, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura.
Um ano depois, a 16 de novembro de 2022, 100 escolas do ensino secundário promoverão a leitura, em simultâneo, de páginas de "Memorial do Convento" e de "O Ano da Morte de Ricardo Reis", de novo numa parceria entre a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura.
Entre as duas ações, correrá o ano do centenário, em que a leitura é ato constante, na diversidade de toda a programação, alvo de apelo permanente e de elogio.
A partir da leitura de textos do escritor, as escolas incentivarão igualmente representações artísticas, em diferentes suportes e linguagens, a partir de uma seleção de ilustrações para exibição no 'website' da Fundação, numa parceria com o Plano Nacional das Artes, que mantém a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura.
Constam também do programa leituras dramatizadas de "O Ano da Morte de Ricardo Reis", pelo Teatro Nacional S. João, com escolas associadas, leituras, debates e exposições com ampliação à Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, numa parceria entre a Fundação, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e as bibliotecas municipais de Lisboa, e leituras abertas de textos do escritor, na Antena 2, por personalidades convidadas.
Entre as 13 leituras académicas previstas nas comemorações, destaca-se o II Colóquio de Estudos Saramaguianos, pelas universidades federais do Rio Grande do Norte e Fluminense, no Brasil, de 16 a 18 de novembro próximo, um colóquio temático a realizar na Universidade de São Paulo, a 09 e 10 de dezembro deste ano, e a VI Conferência Internacional José Saramago, da Universidade de Vigo, em Espanha, a decorrer nos próximos dias de 10 a 13 de dezembro.
"Com as vontades, cuja força aprendemos no 'Memorial do Convento', evocaremos o centenário de José Saramago, em vários eixos de atuação, porque a sua obra literária e o seu pensamento a isso aconselham: no eixo da biografia, no da leitura, no das publicações e no das reuniões académicas", disse Carlos Reis.
A celebração do Centenário de José Saramago congrega entidades muito diversas, em Portugal e noutras partes do mundo. Nesse contexto, a Fundação José Saramago (FJS) assumirá um papel central, respeitando, naturalmente, a autonomia dos atores e das instituições que venham a dar contributos próprios ao Centenário, garantiu.
O programa das comemorações inclui iniciativas distribuídas por vários domínios, não sendo todas da responsabilidade direta da Fundação. @ Sapo

COVID-19: deficiência auditiva e distúrbios gástricos graves associados a variante Delta


A denominada variante Delta do SARS-CoV-2, responsável pela segunda vaga da pandemia na Índia, é a mais infecciosa até ao momento, estando ainda por apurar se se trata igualmente da que causa formas mais graves da doença, segundo a Bloomberg.
Equipas médicas na Índia associaram casos de deficiência auditiva, distúrbios gástricos graves e coágulos sanguíneos (sintomas não vistos normalmente em pacientes com covid) a esta estirpe.
Em Inglaterra e na Escócia, as primeiras evidências sugerem que a estirpe, que domina os casos de contágio nesses territórios, acarreta um risco de hospitalização mais elevado.
A variante Delta, também conhecida como B.1.617.2, já se propagou para mais de 60 países nos últimos seis meses, tendo motivado a adoção de uma série de novas restrições de viagens da Austrália para os EUA.
O aumento de casos associados a esta variante no Reino Unido levou as autoridades a reconsiderar os planos de reabertura no final deste mês, que deverão ser adiados duas semanas.
Em Singapura, as autoridades sanitárias descobriram que a mutação foi responsável por 95% das amostras locais associadas a variantes preocupantes, cujas taxas mais altas de transmissão e uma redução na eficácia das vacinas aumentam a preocupação junto da comunidade científica e das forças governamentais.
“Precisamos de mais pesquisas científicas para analisar se esses casos clínicos mais recentes estão ligadas à B.1.617 ou não”, afirmou Abdul Ghafur, médico infectologista do Apollo Hospital em Chennai, a maior cidade do sul da Índia.
Em 2021, a Índia reportou 18,6 milhões de casos de infeção pelo SARS-CoV-2, um número substancialmente superior aos 10,3 milhões de contágios registados no ano passado.
A variante Delta foi a “causa primária” da segunda vaga mais mortal do país, sendo 50% mais contagiosa do que a variante Alfa, detetada pela primeira vez no Reino Unido, segundo um estudo recente de um painel do governo da Índia. @Sapo

"cansaço"

Henri Matisse, La Liseuse, 1895
É outros dos temas que fazem parte das conversas quotidianas nas salas de professores ou na casa de cada um@, ao final do dia, mas que se tornam tabu se forem transportados para o espaço público.


Os professores não devem declarar-se cansados sob risco de serem logo lembrados que se estão assim tão mal é porque estão velhos e devem dar lugar aos mais novos (quais? os que se afastaram da docência na última década?), que se calhar são uns preguiçosos sem vocação que só dão aulas porque não sabem fazer outra coisa (acusação sempre ali debaixo da pele para diversos cronistas com poiso certo na comunicação social) e que deveriam era pensar em tanta gente que tem muito menos e não se queixa (argumento nuclear da tese do nivelamento pela mediocridade das aspirações da maioria).

Este tipo de culpabilização tem sido a base de um bombardeamento quase constante, sempre que há algum tipo de contestação dos professores (da estrutura da carreira à tentativa de recuperação do tempo de serviço não contabilizado, passando pelas críticas ao processo de avaliação de desempenho ou ao modelo único de gestão escolar).

Para uma certa narrativa, o bom professor é como um missionário que está sempre bem disposto e disponível para todas as missões que lhe sejam dadas ou tropelias que lhe sejam feitas, sob pena de não acreditar na Fé que deve espalhar.

Mas até o mais sincero e esfuziante missionário é capaz de se sentir ligeiramente incomodado, se estiver a ser cozinhado em fogo não muito lento num caldeirão que parece cada vez mais fundo. E é como muitos professores se sentem, com excepção natural de quem tem funções de “responsabilidade” ou daquele grupo de pessoas que parece ter uma inesgotável fonte de dopamina e serotonina a brotar dentro de si. Ou que tomam doses cavalares de triptofano.

Apesar destas explicações, não me embaraço muito em confessar que me sinto cansado e que, como eu, muita gente ao domingo à tarde sofre de um redobrado sentimento de lassidão ou mesmo desânimo. Porque sabemos que por muitos milhões que andem para aí a anunciar para a Educação e a recuperação das aprendizagens, a nós só irão pedir mais com o mesmo, na melhor das hipóteses. @ Educare, Paulo Guinote*

*Por decisão do autor, o presente texto não segue o novo Acordo Ortográfico


terça-feira, 8 de junho de 2021

8 de junho: Dia Mundial dos Oceanos

"À medida que trabalhamos para acabar com a pandemia e reconstruir melhor, temos uma oportunidade única - e a responsabilidade - de corrigir a nossa relação com o mundo natural, incluindo os mares e oceanos do mundo", salientou António Guterres, na página oficial do Dia Mundial dos Oceanos.

SAÚDE: quem são os "novos termalistas"?

 A maioria das termas do Norte reabriu este mês com terapêuticas especialmente direcionadas para doentes pós covid-19 e 'long' covid-19, ou seja, que apresentem sequelas da doença, como falta de memória, cansaço, dificuldades respiratórias.


Nas Termas de São Jorge, no concelho de Santa Maria da Feira (Aveiro), está a registar-se uma crescente procura de novos termalistas desde que reabriram a época termal e, em alguns casos, “são pessoas que até tiveram a infeção da covid-19”, revela Teresa Vieira, diretora geral das Termas de São Jorge e coordenadora da Comissão Técnico Científica da Associação de Termas de Portugal.
“Aquilo de que nos apercebemos dos 15 dias de funcionamento, é que estes novos termalistas, ou seja, que pela primeira vez frequentam as termas, são de faixas etárias mais jovens do que os clientes tradicionais. É um público que anda entre os 45 e os 55 anos de idade, e que vem para as termas porque piorou das suas vias respiratórias, porque anda mais cansado, porque ganhou algum peso e perdeu alguma mobilidade, ou porque esteve em casa em teletrabalho”.
Segundo explicou à agência Lusa Pedro Cantista, diretor Clínico das Termas de São Jorge e presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica e da International Society of Medical Hidrology, fazer tratamento termal em contexto de pandemia “não representa perigo” para os pacientes e pode mesmo ajudar doentes que tiveram doença covid-19 e continuam a ter sintomatologia, naquilo que já é conhecido pelo síndrome de pós covid ou ‘long’covid.
“Um doente ‘long’ covid-19 quer dizer que persistem os sintomas para além da doença (…). Os sintomas podem ser respiratórios, musculoesqueléticas, neurológicos, cardíacos, dermatológicos”, explica Pedro Cantista, médico e professor universitário, referindo que há um predomínio de “fadiga muscular”, mas que também podem surgir “distúrbios psicológicos”, designadamente alteração da memória, perturbações do sono ou cefaleias.
Nas Termas de Chaves, no distrito de Vila Real, as indicações terapêuticas já são muito direcionadas para as sequelas que podem surgir pós-covid, revela Fátima Pinto, administradora daquela unidade termal, referindo que, desde que reabriram, começa a aparecer um público “mais jovem” com a indicação dos seus médicos especialistas para procurarem nas termas respostas às suas patologias.
“Temos indicação terapêutica para patologias musculoesqueléticas e para patologias do foro respiratório, que são as principais sequelas das pessoas que sofreram covid-19”, descreveu.
Em parceria com a Associação das Termas de Portugal, estão “a criar programas mais direcionados, de mais fácil entendimento por parte de um público novo”.
“Estamos a falar de pessoas que normalmente não viriam às termas e que agora, com esta nova realidade, veem as termas com um aliado para recuperar totalmente da covid-19”, acrescentou.
Nas Termas de Vidago, no distrito de Vila Real, também existem tratamentos novos com as águas para diversas doenças que o confinamento provocado pela pandemia do SARS-CoV-2 acabou por trazer, nomeadamente “depressões” ou “doenças relacionadas com a pele”, conta Jorge Almeida, diretor-geral do Vidago Palace Hotel, unidade onde se localizam as termas de Vigado e espaços de tratamento de beleza e lazer.

Segundo o especialista Pedro Calista, o ambiente termal poderá ser “muito útil” para os doentes pós covid e ‘long’ covid. @Sapo

COVID-19: "Cerca de dois terços dos indivíduos mantêm pelo menos um sintoma ao fim de 60 dias"

Alguns sintomas da COVID-19 podem persistir várias semanas ou meses depois da resolução da infeção pelo vírus SARS-CoV-2. Entre as sequelas mais predominantes, destacam-se as do foro respiratório e cardíaco e, por isso, a avaliação e monitorização médica é essencial no regresso seguro à prática desportiva. As conclusões são de um estudo de uma equipa multidisciplinar do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

Uma equipa multidisciplinar composta por médicos de várias especialidades, incluindo docentes da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), publicaram na edição de maio de 2021 da Revista de Medicina Desportiva Informa um artigo sobre as sequelas da COVID-19 intitulado: "Sequelas da COVID-19 - Evidência Atual".
O artigo apresenta evidência científica atual acerca da relevância clínica das sequelas da COVID-19, com particular foco no foro cardíaco e respiratório aplicáveis à população geral. Apresenta também recomendações atuais de avaliação das sequelas em atletas profissionais, amadores e recreativos, e ainda indicações para o regresso seguro à prática desportiva. 
Falámos com o médico e docente universitário Diogo Lino Moura, um dos autores do estudo.
Quais as principais sequelas a médio/longo prazo pós-infeção por SARS-CoV-2?
O início da pandemia COVID-19 data já de 2019, pelo que uma das preocupações atualmente não é só a fase da doença aguda e as suas consequências imediatas, mas também as eventuais sequelas a médio e a longo prazo, bem como o risco de cronicidade de alguns sintomas.
A COVID-19 é uma doença recente, antes totalmente desconhecida, pelo que não dispomos de qualquer informação prévia relativamente ao risco de sequelas da mesma. Encontramo-nos atualmente numa fase em que, pelo tempo já decorrido desde as primeiras infeções, começámos a conseguir reunir informação preliminar relativamente às suas sequelas numa fase inicial de um ano e poucos meses de evolução da doença.
À medida que o tempo decorre desde o início da pandemia, torna-se claro que alguns sintomas persistem após a resolução da infeção aguda. A evidência científica atual acerca da relevância clínica das sequelas da COVID-19 é ainda limitada, encontrando-se em plena investigação, mas a revisão permite destacar sobretudo sequelas do foro respiratório e do foro cardíaco. A doença intersticial pulmonar, a doença tromboembólica crónica com hipertensão pulmonar, a miocardite, as arritmias cardíacas, a insuficiência cardíaca aguda e as síndromes coronárias agudas surgem como as principais entidades referidas no pós-Covid.
Existe risco de cronicidade de alguns sintomas?
A evidência científica atual acerca da relevância clínica das sequelas da COVID-19 é limitada, encontrando-se ainda em plena investigação. Sabemos que ao fim de dois meses, 87,4% dos pacientes tem pelo menos um sintoma persistente, sendo os mais frequentes a astenia e a dispneia.
E nos casos de doença leve ou moderada?
Mesmo nos casos de COVID-19 ligeira, cerca de dois terços dos indivíduos mantêm pelo menos um sintoma ao fim de 60 dias, sendo a astenia um dos principais. Como referi, a revisão da literatura científica permite encontrar referência sobretudo a sequelas respiratórias e cardíacas. Ao analisar estas sequelas no pós-Covid verificamos que várias se tratam de doenças crónicas.
Quais as populações mais expostas a este risco?
A idade avançada e as múltiplas comorbilidades são fatores de risco para doença grave/crítica. Por sua vez, os sobreviventes de doença grave são os que demonstram sequelas respiratórias e cardíacas mais frequentes e com maior gravidade. Sendo assim, atualmente entende-se que o índice de gravidade da COVID-19 vai determinar a frequência e a gravidade das sequelas da mesma.
Qual o impacto desta doença em atletas de alto rendimento? Há já dados sobre isso?
A evidência científica atual acerca da relevância clínica das sequelas da COVID-19 é limitada. Se isto é verdade para a população geral, para os atletas de alta competição a evidência científica é ainda mais limitada. No entanto, tendo em conta que no grupo dos atletas a faixa etária é mais baixa e as comorbilidades menos frequentes, o impacto da COVID-19 a longo prazo antecipa-se como menor em relação à população geral.
No contexto de exercício intenso, vários atletas reportam sintomas persistentes (induzidos pelo esforço físico), nomeadamente tosse e dispneia, bem como fadiga crónica. Sendo assim, o desempenho desportivo do atleta de alta competição pode ficar condicionado mesmo na presença de sequelas ligeiras.
Que cuidados devem ser tidos em conta no regresso à prática desportiva após infeção?
A recomendação atual é a de que todos os atletas que tenham recuperado da infeção por SARS-CoV-2 sejam submetidos a avaliação clínica prévia ao regresso ao treino e competição, incluindo atletas que estiveram assintomáticos ou com sintomas ligeiros, sabendo-se que mesmo nos casos sem complicações poderá surgir sintomatologia induzida pelo exercício associada a lesão subclínica.
A fibrose pulmonar ou cardíaca decorrente da infeção, embora possam passar despercebidas pelo atleta, poderão ocasionar insuficiência cardíaca, arritmias malignas ou redução da função pulmonar, motivando sintomas súbitos induzidos pelo esforço físico, pelo que a investigação destas lesões é determinante para proteger os atletas. A identificação da miocardite deverá merecer especial atenção do clínico, uma vez que se trata de uma alteração frequentemente subdiagnosticada, podendo, contudo, associar-se a morte súbita. É importante que antes do retorno à atividade desportiva os atletas sejam capazes de realizar atividades de vida diária sem aparecimento de sintomas e consigam percorrer 500 metros a andar em superfície plana sem dispneia ou sensação de fadiga excessiva, aumentando progressivamente a intensidade do exercício e a sua duração, com progressiva inclusão dos exercícios de resistência muscular com baixo número de repetições. @ Sapo

Vasco Gonçalves, vencedor na fase nacional do CNL

o grande vencedor Vasco Gonçalves
(foto retirada do vídeo)

No dia 5 de junho, na Biblioteca Municipal de Oeiras, foi anunciado vencedor da prova de vídeo o aluno Vasco Gonçalves da Escola EB1 de Corim.

O Vasco superou com destreza e à-vontade as provas de escola, municipal, intermunicipal e nacional, distinguindo-se, nesta última, pela apresentação de um vídeo de um minuto recomendando através de um spot as suas leituras favoritas.

Veja o vídeo aqui.

Parabéns Vasco!

Continua a viajar no mundo dos livros e da leitura. Ler é viver e crescer!       

cortesia de Rosa Pinelo, coordenadora da Biblioteca Escolar

ainda no Dia Mundial da Criança- J/I de Moutidos

No dia 1 de junho, no J/I de Moutidos, o dia teve vários sabores!

O ambiente festivo que se viveu, com momentos distintos que passaram pela dança, pela pintura, pelas apetitosas pipocas e por uma mensagem nos “céus” de Moutidos (graças à colaboração da Associação de Pais, Junta de Freguesia e Câmara Municipal da Maia), proporcionou uma enorme alegria e diversão que não queremos deixar de partilhar com toda a comunidade educativa.



A cada um dos que nos possibilitou este dia tão especial, aqui queremos expressar a nossa gratidão.

                                                                                  Jardim de Infância de Moutidos (E.B. de Moutidos)

cortesia (texto e imagens) de Olga Dias, docente da escola

segunda-feira, 7 de junho de 2021

México: cratera de origem desconhecida cresce diariamente

imagem Observador

Aquilo que parecia um barulho de relâmpago era afinal uma cratera no solo de terrenos agrícolas em Santa Maria Zacatepec, no México. A família Sanchez vive no local e foi surpreendida, no passado dia 29 de maio, com um buraco com cerca de cinco metros de diâmetro, cheio de água e que ninguém consegue explicar.

A cratera cresceu rapidamente, vários metros por dias. Muitos pedaços de terra foram caindo, a olhos vistos, e a água já parece “ondas”, segundo conta Magdalena Xalamihua, uma das pessoas que ali vive. Uma semana depois do sucedido, o buraco já tem quase 100 metros de diâmetro, uma profundidade de 20 metros e já chegou à casa da família Sanchez. (daqui)

Vários geólogos e técnicos estão a tentar descobrir o que está na origem da cratera. Suspeitam de uma falha geológica ou de variações de água no solo.

Miguel Oliveira é o vencedor do Grande Prémio da Catalunha de MotoGP

foto do site oficial de Miguel Oliveira


Piloto português volta a subir ao pódio depois do 2.º lugar conquistado há uma semana em Itália.

Miguel Oliveira (KTM) é o vencedor do Grande Prémio da Catalunha de MotoGP, naquele que é o seu melhor resultado da temporada, à sétima corrida.

Esta é a terceira vitória do piloto de Almada no Mundial de MotoGP, depois de ter vencido os grandes prémios da Estíria e de Portugal, ambos em 2020.

campanha de recolha de alimentos: turmas C, D e E de 10º ano


As turmas 10º C, 10º D e 10º E e as professoras Ana Maria Rocha, Joana Almeida e Paula Silva agradecem a participação e envolvimento de toda a comunidade educativa na campanha de recolha de alimentos destinada a ajudar as famílias ao cuidado da Paróquia de Santo António do Corim.

As docentes agradecem de uma forma especial ao professor Eleutério Gomes de EMRC e à Associação de Pais do Agrupamento de Águas Santas, por toda a colaboração  e disponibilidade  demonstradas, que contribuiram para o êxito deste projeto.

Obrigado a todos pela solidariedade, pois "Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo pequenas coisas, mudarão a face da terra."

cortesia (texto e imagem) de Ana Rocha, docente de Matemática

Semana das Artes 2021 terminou com sarau

Eram 21 horas de sexta-feira, dia 4 de junho de 2021. À porta da escola encontravam-se quatro jovens. Recebiam quem chegava e indicavam o caminho: "Boa noite! É no pavilhão A2".

painel coletivo do 9º ano, no auditório

pormenor do painel coletivo

Pelo caminho era possível ir apreciando a escola colorida com muitos trabalhos dos alunos das Artes dos vários anos de escolaridade. O trabalho coletivo de algumas turmas do 9º ano nas paredes do auditório; Camões e Eça pelos olhos dos mais novos; a suposta cadeira predileta de uma "rock star"...

foto do blogartes

foto do blogartes

E lá, no pavilhão A2, quem chegava - já com os olhos brilhantes de ver tanta criatividade e engenho - ia subindo as escadas e abeirava-se dos varandins para poder apreciar, de cima, o que o 12º F preparara e respeitar assim o distanciamento social.


alunos do 12º F atuam (vista de cima)

E o 12º F, em baixo, trouxe poesia e cor, a professora Cristina Magalhães, de Desenho A, recitou um texto e proferiu um discurso. Foram oferecidas telas a cada um dos professores da turma, o Senhor Diretor Manuel Carneiro Ferreira e a Senhora Presidente do Conselho Geral, professora Celeste Cabral, proferiram algumas palavras de orgulho e incentivo e seguiu-se um tempo para se apreciarem as obras feitas pelos alunos e tirar algumas fotografias.

alunos do 12º F e professora Cristina Magalhães atuam (vista de cima)

Depois, em espaço aberto, no "jardim do xadrez", foi servido um bufê muito agradável, pensado com todos os pormenores de higienização mas também com muito requinte, proporcionando o convívio entre os presentes: professores, funcionários, alunos e respetivas famílias.

uma das mesas no exterior

Foi um belo serão! Para a turma 12º F será, certamente, inesquecível. Para quem pôde estar e pôde acompanhar o trabaho levado a cabo por estes jovens ao longo do ensino secundário foi mais um momento de orgulho.

Parabéns a todos!

sexta-feira, 4 de junho de 2021

sorriam... é preciso!

 


os novos passos para o regresso à normalidade

No fim de mais um conselho de ministros, foram anunciados os próximos passos de desconfinamento que nos esperam a partir de 14 e 28 de junho.
Dentro de uma semana e meia, mais precisamente a partir de dia 14, o comércio e a restauração passam a ter horários alargados, mas ainda com limites na lotação. Assim, os restaurantes, cafés e pastelarias passam a poder receber clientes até à meia-noite e funcionar até à 1h. No entanto, continuam a poder ficar seis pessoas por mesa no interior dos estabelecimentos e dez nas esplanadas. Já o comércio ficará sem restrições de horário, regulando-se pela respetiva licença.
A partir de dia 14, a obrigatoriedade de teletrabalho, por exemplo, apenas se manterá nos concelhos com elevada incidência de covid-19. No entanto, este continuará a ser recomendado nas atividades que o permitem.
No caso dos transportes públicos, os que têm lugares de pé passam a ter lotação máxima de dois terços ou a totalidade da lotação nos transportes que funcionem exclusivamente com lugares sentados.
Os espetáculos também vão ter alterações e deixam de ter de acabar tão cedo, podendo realizar-se até à meia-noite. Mantém-se, porém, a lotação de 50% nas salas. No caso de eventos ao livre, tem de haver lugares marcados, cumprindo as de distanciamento da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Também no desporto há alterações. Os escalões de formação e modalidades amadoras passam a ter público com lugares marcados e regras de distanciamento definidas pela DGS e os recintos desportivos de todas as modalidades passam a ter público, podendo preencher 33% da lotação.
Duas semanas depois, mais precisamente a 28 de junho, as lojas de cidadão vão poder começar a funcionar sem marcação prévia, os transportes públicos abandonam as restrições de lotação e os escalões desportivos profissionais ou equiparados vão passar a ter público com outras regras a definir pela DGS.
As medidas devem vigorar entre, pelo menos, julho e agosto. No entanto, o primeiro-ministro relembrou que a situação sanitária será avaliada semana a semana, pelo que as medidas podem ser revertidas. De acordo com António Costa, o avanço da vacinação é o que permite estes novos passos no desconfinamento.
Mas as notícias não foram positivas para todos os sectores. A abertura dos bares e discotecas não acontecerá antes do final de agosto, pelo que o sector continuará encerrado.
Mantêm-se também as proibições de organizar festas e romarias populares, bem como a realização de casamentos e outros eventos equiparados com lotação superior a 50%. Aqui, o São João no Porto será uma situação diferente, porque, segundo o primeiro-ministro, não se trata da “existência das festividades tradicionais" e sim da  “realização de três eventos em três espaços ao ar livre devidamente delimitados”.
Quanto à matriz de risco, esta mantém-se com base na taxa de incidência em cada concelho e o índice de transmissibilidade R(t), mas a sua aplicação vai sofrer alterações. O Governo anunciou o reajustamento dos critérios de risco tendo em conta as especificidades dos concelhos com menos população, por forma a evitar que sejam prejudicados pelos limites de incidência aplicados a todo o país. Assim, apenas serão aplicadas restrições caso os concelhos de baixa densidade excedam o dobro dos limiares fixados para a generalidade do território nacional. Ou seja, se excederem os 240 casos por cada 100.000 habitantes entram em situação de alerta e se excederem os 480 casos por cada 100.000 habitantes o concelho para ou recua no desconfina
Em relação ao avanço e recuo dos concelhos, António Costa informou que a situação estabilizou no geral desde a semana passada, não havendo alterações relevantes a registar. Golegã e Odemira não avançam e mantêm-se com as regras da terceira fase de desconfinamento, que reportam a 19 de abril - os cafés e restaurantes, por exemplo, encerram às 13h ao fim-de-semana. Entram em alerta Braga, Cantanhede e Castelo de Paiva. Já Lisboa, Salvaterra de Magos e Vale de Cambra continuam em alerta.
O primeiro-ministro frisou ainda que, apesar do avanço no processo de desconfinamento, a situação de calamidade vai manter-se em vigor e relembrou que há que ter “noção de que a pandemia não desapareceu” e que é preciso um esforço para manter a evolução pandémica “sob controlo”. @Sapo

Agora, veja se entende isto.