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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

um texto por dia: "como imaginas a terra em 2122?" (10)

O CRESCER apresenta mais um texto do 10ºA, dos onze publicados no jornal PÚBLICO. Falta apenas um. Um por dia...

Um planeta que nos acolha

Estou no ano de 2122, já tenho 115 anos, mas estou muito bem graças à nossa tecnologia bastante desenvolvida, que conseguiu criar um medicamento capaz de prolongar o nosso tempo de vida.

Acordei bastante cedo hoje, usei o meu comando para abrir a janela e comecei a pensar em como tudo está diferente. Agora, não se pode andar livremente pelo nosso planeta, já que as temperaturas são demasiado altas para o corpo humano, chegando até aos 80 graus. Devíamos ter levado o aquecimento global muito mais a sério; agora temos caminhos específicos, onde podemos andar. O ar está bastante diferente, para além da temperatura, agora existem muitos mais gases no ar, o que torna a respiração muito difícil, no exterior.

As temperaturas levaram à morte de imensas espécies, já não vemos as árvores que estávamos habituados, não há pinheiros, oliveiras ou sobreiros, mas sim novas espécies bastante diferentes, com novas formas, cores e feitios e já preparadas para estas novas condições climáticas.

Está na hora de sair de casa, tomei o meu pequeno-almoço, a minha barra com proteínas e saí para o trabalho, usando os novos transportes (uma espécie de autocarro com condutor automático e que qualquer pessoa pode utilizar para se deslocar). Estes transportes passaram a ser utilizados por todo mundo, já que são bastante práticos, rápidos e não têm qualquer custo. Cheguei agora ao meu laboratório, neste momento estamos à procura de um novo planeta para onde tentaremos mudar alguma da nossa população e analisar a sua adaptabilidade, já que a Terra já não tem as melhores condições para a nossa sobrevivência.

desenho de Andreia Gomes, aluna de 12º ano, Ermesinde

Ultimamente, a comunidade tem-se manifestado frequentemente sobre as condições de vida, as pessoas estão cansadas e fartas de viver num ambiente sem liberdade. Nós, os investigadores, estamos a dar o nosso melhor para encontrar um planeta habitável e conseguirmos transportar-nos para lá. Esta é uma tarefa muito difícil, pois precisamos de encontrar um planeta com as condições perfeitas para nós e ainda esperar que as pessoas se consigam habituar e adaptar a este planeta, protegendo-o e cuidando dele. Não podemos correr o risco de cairmos outra vez no mesmo erro e deixar que os humanos destruam novamente um planeta!

Estava na hora de sair, entrei no autocarro e fiquei a olhar para as pessoas e a pensar que tínhamos de conseguir encontrar um planeta. As pessoas já não são tão felizes como eram e sentem-se presas a um lugar. Olhei pelo vidro e reparei que as pessoas que passavam eram completamente diferentes, as crianças não tinham a mesma educação e não corriam livremente pela rua, algo que me deixou profundamente triste.

Cheguei a casa, tirei a roupa, vesti o meu pijama e fui-me deitar, fiquei a pensar na liberdade que tínhamos antigamente, quando podíamos andar por onde quiséssemos, quando quiséssemos, tudo era tão bom e nós não tínhamos ideia disso.

Enfim, tudo irá ter de melhorar, só espero que consigamos viver felizes novamente, como vivíamos há 100 anos.

                                                                                                                               Salvador Almeida, 10º A

hoje comemora-se o Dia Internacional do Voluntário 2022

Dia Internacional do Voluntariado é celebrado todos os anos no dia 5 de dezembro e tem como objetivo incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo.
A data foi proclamada em dezembro de 1985 pelas Nações Unidas e todos os anos um tema para a campanha é escolhido.
O Dia Internacional do Voluntário 2022 celebra o tema da «solidariedade através do voluntariado». Esta campanha destaca o poder da nossa humanidade coletiva para impulsionar uma mudança positiva no mundo. 

Porto: o café Majestic faz hoje 100 anos

O mítico café Majestic, que ocupa o rés-do chão de um prédio numa das ruas mais carismáticas da cidade Invicta, a Rua de Santa Catarina, celebra hoje um centenário desde que abriu portas pela primeira vez em 17 dezembro de 1921.

Dos desenhos do arquiteto João Queiroz surgiu um dos espaços mais emocionantes da cidade, que retratava o esplendor da “Belle Époque”. “O glamour e a elite cultural parisiense eram referências para a cultura portuguesa da altura, tendo influído a escolha do nome – Majestic – impregnado de charme “Belle Époque”, retrata o café na sua página.

Gago Coutinho, Beatriz Costa, José Régio ou Júlio Resende foram algumas das personalidades que deram vida ao espaço.

Mais do que um café, o Majestic conta a história do Porto. O Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto da “Bélle Époque”, dos escritores e dos artistas. Situado na rua de Santa Catarina, avenida pedonal de comércio e passeio da sociedade de então e de agora, iluminava o passeio com a sua decoração Arte Nova”.

O Majestic recebeu inúmeros prémios e o reconhecimento internacional: “Prémio Especial de Café Creme” (1999), “Medalha de Prata de Mérito Turístico” (2000), “Medalha de Prata de Mérito Municipal – Porto” (2006), “Certificado do Prémio Mercúrio – O melhor do Comércio na área das empresas na categoria Lojas com História” (2011) e “Medalha Municipal Mérito – Grau Ouro” (2011), classificado pelo site cityguides como o sexto café mais belo do mundo e o Certificado de Excelência da TripAdvisor. (daqui)

migrantes: 11 dias pelo Atlântico sentado num leme

Migrantes “escondem-se em espaços minúsculos, onde nunca pensaríamos em ir procurar alguém”.

Foram 11 dias empoleirados na lâmina do leme do navio petroleiro Alithini II, com bandeira maltesa, desde a cidade nigeriana de Lagos até Las Palmas, a capital da ilha Gran Canária, onde foram avistados e resgatados, ontem, pela polícia marítima espanhola.
O espaço limitado e perigoso do leme (cerca de cinco a seis metros, dependendo do tamanho da embarcação), a meio metro da linha de água e sujeito às intempéries marítimas, foi o suficiente para se agarrarem à hipótese de alcançarem a Europa. Os três jovens, de origem subsariana, de idade ainda por determinar, foram hospitalizados com desidratação e hipotermia moderada, segundo relato da agência EFE.
“Não é o primeiro caso, nem será o último. Os clandestinos nem sempre têm esta sorte”, escreveu Txema Santana no Twitter, jornalista espanhol especializado na cobertura do fenómeno migratório. Nos últimos anos, muitos optaram por esta arriscada saída, desde que a travessia do Mediterrâneo se tornou cada vez mais vigiada. @ Sapo

está com Covid-19? saiba o que fazer de acordo com as novas regras


Quais são as últimas recomendações da Direção-Geral da Saúde e qual o tempo de contágio?Terminada a obrigatoriedade de isolamento, lembre-se que o tempo da política não é tempo da Ciência e que não há evidência científica de que toda a gente deixe de contagiar os outros antes do 10.º dia da infeção. “É um facto que 25% das pessoas, ao oitavo dia, ainda continua a contagiar”, diz Amy Barczak, especialista do Massachusetts General Hospital de Boston, citada pela revista Nature.
Há muitas variáveis em jogo para se saber se uma pessoa ainda está ou não em estado infeccioso e a Organização Mundial de Saúde continua a recomendar os 10 dias de isolamento. Portanto, se tem Covid-19 e não passaram pelo menos 10 dias após o início dos sintomas, jogue pelo seguro e pense duas vezes antes de visitar, por exemplo, a avozinha diabética. Mesmo que em Portugal já não seja obrigatório ficar isolado. E saiba o que fazer de acordo com a Direção-geral da saúde:

Se sair à rua

► Mantenha um distanciamento mínimo de 1,5 metros das outras pessoas e use máscara cirúrgica (ou respirador FFP1, caso não seja possível manter o distanciamento recomendado)

► Evite locais com grandes aglomerados de pessoas, como os transportes públicos, qualquer local fechado ou mal ventilado

► Sempre que possível, principalmente nos primeiros cinco dias de sintomas, e com o acordo da entidade patronal, recomenda-se a adoção do regime de teletrabalho

► Se tiver sintomas que o impeçam de ir trabalhar, ou se for cuidador de doentes com imunossupressão, deve contactar o médico para ter baixa

► Se realizar atividade física, faça-o ao ar livre ou em locais onde não entre em contacto próximo com outras pessoas

Dentro de casa

► Mantenha a distância das pessoas que vivem consigo

► Use máscara cirúrgica nas áreas partilhadas

► Abra as janelas e deixe-as abertas pelo menos durante 10 minutos, depois de ter saído da divisão

► Limpe as superfícies em que toca com frequência, bem como equipamentos partilhados

► Informe qualquer pessoa que precise de vir a sua casa de que está infetado

Quando ficar em casa e quando voltar à escola?

Para a maioria das crianças e dos jovens, as infeções agudas das vias respiratórias não são graves

► Se tiverem sintomas ligeiros, como o nariz a pingar, dores de garganta ou tosse ligeira, as crianças e os jovens podem continuar a frequentar o estabelecimento de ensino

► Se estiverem doentes e com febre, devem ficar em casa e evitar o contacto com os outros. Podem regressar à escola quando tiverem alta médica ou deixarem de ter febre

► As crianças e os jovens devem ser ensinados a cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel, ao tossirem e/ou ao espirrarem. Os lenços de papel devem ser descartados e as mãos devem ser lavadas com água e sabão, ou desinfetadas com solução antissética

► Os que vivem com uma pessoa que tenha testado positivo à Covid-19 podem continuar a frequentar a escola ou creche, como é habitual, com as medidas básicas de higiene

► Recorra ao pediatra ou ao médico de família, caso necessite de uma justificação para o seu filho faltar às aulas. @ Sapo

saúde: cérebros de adolescentes depois do confinamento mostram sinais de envelhecimento mais rápido

Cérebros estudados após os confinamentos provocados pela covid-19 apresentam sinais de um envelhecimento de cerca de três anos comparados com os cérebros da mesma idade estudados antes da pandemia.


Estudo revela que adolescentes que passaram por confinamentos durante a pandemia da covid-19 mostram sinais de envelhecimento prematuro.
Segundo uma notícia do The Guardian, cientistas norte-americanos que fizeram exames de ressonância magnética a 81 adolescentes nos Estado Unidos antes da pandemia, entre novembro de 2016 e novembro de 2019, compararam esses dados com os de 82 adolescentes durante a pandemia, entre outubro de 2020 e março de 2022, na área da baía na Califórnia.
Com este estudo, os cientistas descobriram que houve mudanças físicas no cérebro durante a adolescência, mais propriamente no córtex e o crescimento do hipocampo e da amígdala. Os cérebros dos adolescentes estudados após o período da pandemia envelheceram mais rápido.
"A diferença de idade do cérebro era de cerca de três anos - não esperávamos um aumento tão grande, visto que o confinamento propriamente dito durou menos de um ano", disse Ian Gotlib, professor de psicologia na Universidade de Stanford e primeiro autor do estudo, ao jornal The Guardian.
O grupo de adolescentes depois do confinamento relatou maiores dificuldades de saúde mental, incluindo sintomas mais graves de ansiedade e depressão.
O professor de neurociência cognitiva da Universidade Birkbeck de Londres Michael Thomas, que não participou no estudo, disse ao The Guardian que a pesquisa confirmou as lutas que os adolescentes, em particular, viveram durante a pandemia, com aumento da ansiedade e da depressão, mas "é muito especulativo quais serão as consequências a longo prazo, se houver, e se essas mudanças cerebrais serão duradouras ou desaparecerão", disse. @ DN

alimentação: dieta baseada em vegetais pode reduzir risco de cancro de intestino em 22%

 


Os homens que façam uma dieta à base de plantas, rica em vegetais, cereais, nozes, frutos secos e leguminosas têm um 22% menos hipóteses de desenvolverem cancro colorretal, revela um novo estudo norte-americano, publicado no jornal científico BMC Medicine.
A investigação analisou os hábitos alimentares de 79952 homens, e verificou uma ligação entre uma dieta à base de produtos vegetais e um menor risco de cancro nos intestinos. Os investigadores não encontraram a mesma ligação em mulheres, tendo estudado 93475 elementos participantes do sexo feminino. Segundo os cientistas, esta relação encontrada é mais notória nos homens por estes estarem em maior risco de desenvolvimento de cancro nos intestinos.
“O cancro colorretal é o terceiro tipo de cancro mais comum em todo o mundo, e o risco de o desenvolver ao longo da vida é de um caso em 23 homens e um em cada 25 mulheres”, diz Jihye Kim, da Universidade sul-coreana de Kyung Hee, um dos autores do estudo, ao The Guardian.
Na investigação, foi pedido aos participantes que registassem a frequência com que consumiam determinados alimentos e bebidas, de uma lista com mais de 180 intens. As porções também foram analisadas.
“Investigação anterior sugeria que dietas à base de plantas podiam ter um papel na prevenção do cancro colorretal, mas o impacto da qualidade nutricional destes alimentos vegetarianos ainda era pouco claro. As nossas descobertas sugerem que comer uma dieta vegetariana saudável está associado a um risco reduzido de cancro colorretal”, continua o cientista.
Os grupos alimentares analisados foram classificados como alimentos à base de plantas saudáveis (grãos e cereais integrais, frutas e vegetais, óleos vegetais, frutos secos, leguminosas, chá e café), alimentos à base de plantas menos saudáveis (farinhas e cereais refinados, sumos de fruta, batatas e produtos com açúcares adicionados), e alimentos à base de animais (carne ou peixe, gorduras animais, leite e derivados, ovos).
“Especulamos que os antioxidantes encontrados em alimentos como frutas, vegetais e cereais integrais, possam contribuir para a redução do risco de cancro colorretal, através da redução da inflamação crónica. Como os homens têm um maior risco de desenvolver a doença do que as mulheres, propomos que as nossas descobertas possam ajudar a explicar porque consumir alimentos vegetarianos saudáveis está associado a um risco de cancro nos intestinos reduzido nos homens, mas não da mulher”.
Durante o estudo, 4976 participantes (2,9%) desenvolveram cancro nos intestinos. Fatores para além da dieta foram tidos em consideração nos resultados, tais como se os casos em causa ocorreram em pessoas com obesidade ou outras doenças associadas. @Sapo 

a Feirinha de Natal já começou

“É entrar, senhorias / a ver o que cá se lavra..."

A Feirinha de Natal da escola sede já começou. E há um pouco de tudo. Visite, surpreenda-se, compre.

Tudo o que aqui se vende é feito por mãos que acalentam os nossos corações e... estômagos.




(imagens da Net para despertar a curiosidade)

“É entrar, senhorias / a ver o que cá se lavra..."

domingo, 4 de dezembro de 2022

parabéns a todos os que passaram e passam pelo CRESCER

A nossa escola "é feita de mãos". E o CRESCER tem acolhido muitas e boas mãos ao longo dos seus 38 anos de existência. É verdade. Hoje o CRESCER faz 38 anos. 

Breve história

O projeto do jornal tem passado de mão em mão ao longo dos anos. 

Iniciou-se com a coordenação do professor Abílio da Fonseca. Depois, a coordenação ficou a cargo do professor Cândido Pereira. Mais tarde, a coordenação passou para as mãos dos professores Cândido Pereira e Manuela Couto. Juntou-se a esse grupo a professora Lucinda Queirós. Mais adiante, a coordenação passou para a equipa constituída pelas professoras Filomena Paupério e Kátia Alves. Por último, a coordenação está a cargo das professoras Eduarda Ferreira e Manuela Couto.

As várias equipas contaram e contam com a colaboração de muitos alunos (elencados na coluna do CRESCER denominada por "as mãos do jornal") e com muitos outros colaboradores que diariamente nos enviam textos e imagens e que o jornal identifica nas respetivas publicações.

O CRESCER existiu em suporte de papel até 2010. A partir de novembro de 2010, adaptando-se aos novos tempos, passou a publicar-se em suporte digital.

O CRESCER está aqui, mas também está no Facebook, na página oficial "jornal CRESCER".

Atualmente, são feitas cinco a seis publicações diárias de segunda a sexta-feira. 

Aqui, no blogue diário, conta já com 936 313 visualizações. 

A prenda que o CRESCER gostava de ter

Quase parece indecoroso tocar neste assunto, porém o desejo desta equipa é singelo: continuar com empenho o seu trabalho para conseguir a Vossa atenção e o reconhecimento do que é feito. O público é o melhor avaliador. Para poderem avaliar, basta seguirem o nosso trabalho tanto aqui, como na página oficial "jornal CRESCER", no Facebook, tornando-se nossos seguidores.

A todos os que passaram e passam pelo CRESCER, os nossos parabéns. Aos ex-alunos, que hoje são adultos com responsabilidades e que ainda nos escrevem e se ligam à escola por este meio, o nosso "bem hajam!".

Muito obrigado a todos os que nos cumprimentam todos os dias.

Eduarda Ferreira e Manuela Couto
(equipa atual do CRESCER)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

partilha na comunidade escolar: intercâmbio AFS - semestral 2023 (janeiro a junho)

 

Com a colaboração da vossa escola, 70 jovens de cerca de 20 nacionalidades diferentes já vivem a sua experiência de intercâmbio AFS no nosso país, no Funchal, em Braga, Évora, Viseu, Santarém, entre outras localidades. Em Janeiro, chegarão outros 13 estudantes e 5 destes estudantes ainda não têm família que os possa acolher no presente ano letivo.

Hoje mais do que nunca, estamos em contacto com o mundo que nos rodeia, e consideramos que esta é uma excelente oportunidade para trazerem diversidade cultural às vossas comunidades e, em conjunto, termos um impacto positivo no mundo. 

Vivemos tempos desafiantes para toda a humanidade. Ao se tornarem uma comunidade global, as escolas apoiam a missão AFS ajudando os alunos, famílias e as suas comunidades a tornarem-se mais confortáveis com esta realidade e a adaptarem-se às diferenças culturais, contribuindo para um mundo mais justo, pacífico e inclusivo.

Desta forma, apelamos, mais uma vez, à vossa colaboração, que muito agradecemos, na promoção deste Programa junto da vossa comunidade escolar e através das vossas diferentes plataformas de comunicação.  Encontrarão mais informações sobre o Programa AFS "Famílias de Acolhimento" aqui.



um texto por dia: "como imaginas a terra em 2122?" (9)

O CRESCER apresenta mais um texto do 10ºA, dos onze publicados no PÚBLICO. Faltam dois. Um por dia...

Enclausurados

Era a centésima quarta manhã em que a rotina se repetia, estávamos há 104 dias apenas a sobreviver. Estávamos em julho e, como exatamente há cem anos, continuava a ser o mês em que os fogos aumentam. No entanto, enquanto há cem anos a maior parte dos fogos eram postos, cem anos mais tarde, ou seja, agora, em 2122, tornou-se quase impossível sair de casa sem a máscara de oxigénio.

A máscara que usamos apenas nos permite permanecer 40 minutos por dia fora de casa, pois o ar tornou-se tóxico e mortal causado pelo fumo e pelos detritos, tudo isto devido às alterações climáticas, quero dizer, devido à espécie humana que, há 30 anos, não se importou com os alertas que os cientistas se cansaram de fazer; não se importou porque falou mais alto a ambição incontrolável de enriquecer, de forma rápida, esgotando quase todos os recursos naturais do nosso planeta e tornaram-no praticamente um aterro gigantesco, destruindo o planeta.

desenho de Olexandra Nikolaienko, aluna de 12º ano, Ermesinde

Enfim, como eu estava a dizer, a rotina mantém-se sempre a mesma, todas as noites são complicadas e o sono nunca chega rapidamente devido às altas temperaturas. No verão, a temperatura ronda os 38 graus durante o dia, e à noite os 27 graus. Já no outono e inverno, se é que assim posso chamar, a temperatura ronda os 30 graus, não oscila muito comparando com a temperatura do verão. Devido a esse calor extremo, já não chove há três anos, e os rios, lagos, oceanos e mares estão agora quase secos.

De ano para ano, estima-se quando é que o nosso planeta deixará de ser habitável, e adivinhem? Os cientistas dizem-nos que isso vai acontecer mais rapidamente do que esperávamos. Segundo eles, mais cedo ou mais tarde, acabaremos por ir viver para Marte. Pois é, durante todos estes anos percebemos que Marte tem condições que o torna um planeta habitável e deduz-se que daqui a três anos, em 2125, a OGCIPM, Organização Governamental de Controlo da Ida Para Marte, vai começar a levar alguns de nós para lá, até todos sermos evacuados para este planeta.

Até isso acontecer, tentamos não ficar alarmados com as notícias e tentamos viver o nosso dia a dia com normalidade. Embora tenham passado cem anos, continuamos a fazer compras nos supermercados e em outras lojas, mas a realidade é que Internet se tornou um meio importante não só de comunicação, mas também para a nossa própria sobrevivência, uma vez que as nossas compras são todas feitas via online e os robôs encarregam-se de as entregar mesmo à porta de nossa casa.

Agora não existem parques físicos para as crianças, uma vez que quase não podemos sair de casa. Quase todas as crianças já nascem pequenos génios e parece que antes de nascerem alguém lhes ensinou a utilizar as novas tecnologias, deduzo que nada volte a ser como era, pelo menos enquanto estivermos na Terra. As crianças já nasceram sem saber como é brincar num jardim ou até mesmo andar de baloiço. Atualmente, o divertimento das crianças é ficar a jogar, a fazer puzzles ou em chamada com outras crianças. Agora todos falamos assim, uma vez que não podemos estar todos juntos, e nisso incluem-se as aulas, que são também via online e todas as crianças e adolescentes estão habituadas à nova forma de ensino.

Acho que, quando formos para Marte, as crianças se vão maravilhar com a natureza e o contacto físico, pelo menos eu espero e espero que tudo possa voltar ao normal, num planeta onde as pessoas possam conviver e viver com normalidade, e espero mais ainda que nós, seres humanos, mudemos a nossa mentalidade e sejamos bons e cuidadosos com Marte, e não nos esqueçamos de que, se não fosse ele, provavelmente não estaríamos vivos daqui a dez anos, devido à nossa estupidez e ambição. 

Beatriz Madureira, 10º A

turismo: filme sobre turismo do Porto e Norte vence prémio de “Melhor do Mundo”

O filme português com as aventuras da dona Ofélia de Souza bateu 34 filmes promocionais estrangeiros no festival de Valência.

A entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) revelou que The Majestic Adventures of Ofelia de Souza arrecadou o título de Melhor Filme de Turismo do Mundo, na categoria Produtos Turísticos, no World's Tourism Film Awards.
Esta competição de filmes de turismo à escala mundial, promovida pelo International Committee of Tourism Film Festivals (CIFFT), decorreu na quinta-feira, em Valência, Espanha.
The Majestic Adventures of Ofelia de Souza, filme promocional da TPNP, “arrecadou o título de World's Best Tourism Film (Melhor Filme de Turismo do Mundo), na categoria Tourism Products (Produtos Turísticos)”, informou a entidade regional, em comunicado.
“É o corolário de um trabalho incrível de posicionamento da região, que nos permitiu aumentar a nossa notoriedade e posicionamento. É uma honra vencermos um prémio que nunca tinha sido conquistado por Portugal”, considera o presidente da TPNP, Luís Pedro Martins. @ Público

Veja o filme: 

reformas antecipadas: corte baixa para 13,8% em 2023

Idade da reforma mantém-se em 66 anos e 4 meses em 2024, tal como em 2023, um recuo de três meses face ao regime atual que está nos 66 anos e 7 meses.

INE: Esperança de vida aos 65 anos (anos), Portugal, 1998-2000 a 2020-2022

As reformas antecipadas vão levar um corte de 13,8%, em 2023, pela aplicação do fator de sustentabilidade. Ainda assim, trata-se de um desagravamento da penalização que este ano está nos 14,06%, segundo as estimativas provisórias do INE (Instituto Nacional de Estatística) publicadas esta terça-feira. Outra das conclusões é que a idade legal da reforma se irá manter, em 2024, nos 66 anos e 4 meses, tal como em 2023, um recuo de três meses face aos 66 anos e 7 meses que vigoram atualmente.
A esperança média de vida aos 65 anos, no triénio 2020-2022, fixou-se nos 19,30 anos, uma redução de 0,05 anos relativamente ao período entre 2019 2021 (19,35 anos), de acordo com o INE. É este indicador, que ainda terá de ser confirmado, que está na base de cálculo tanto da idade legal da reforma como da penalização para quem pedir a reforma antecipada.
Na análise do INE, a esperança média de vida aos 65 anos caiu pelo segundo triénio consecutivo, devido ao aumento da mortalidade provocada pela pandemia. Contudo, a quebra não foi tão acentuada como chegou a ser previsto, devido à melhoria da evolução da covid-19.

INE: Esperança de vida aos 65 anos (anos), Portugal, 1998-2000 a 2020-2022

Para além do fator de sustentabilidade, há que ter em conta o corte de 0,5% na pensão por cada mês de antecipação da reforma face à idade legal. O fator de sustentabilidade em 2021 cortava em 15,5% o valor das reformas antecipadas. Este ano, esse valor diminuiu para 14,06%, uma redução de 1,44 pontos percentuais. Foi o primeiro recuo desde que o fator de sustentabilidade foi criado em 2008. Ainda assim, o fator de sustentabilidade está longe dos valores de 2013, quando se situava nos 4,78%. A partir desse ano e por imposição da troika, mudou a fórmula de cálculo, e passou a ser usada como referência a esperança média de vida em 2000 e não em 2006, como até aí, tendo-se registado logo no ano seguinte uma forte subida para 12,34%. O fator de sustentabilidade é o resultado do rácio entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2000, que foi de 16,63 anos, e a esperança média de vida no ano anterior ao início da pensão que, neste caso, é de 19,30, caso o trabalhador peça a aposentação antecipada em 2023. 

Quem escapa ao corte pelo fator de sustentabilidade  

Há, contudo, situações em que não se aplica o fator de sustentabilidade. São poupadas as pensões antecipadas pelo regime das carreiras contributivas muito longas, ou seja, para quem tem 60 ou mais anos de idade e, pelo menos, uma carreira contributiva de 48 anos; ou, 60 ou mais anos de idade e, pelo menos, 46 anos de carreira contributiva, tendo começado a descontar para a Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) antes dos 17 anos. Para além disso, não se aplica o corte a penalização a quem tenha pelo menos 60 anos de idade e 40 ou mais anos de descontos. O fator de sustentabilidade também não se aplica quando uma pensão de invalidez se transforma em pensão de velhice. Ou seja, quando alguém que estava reformado por invalidez atinge a idade normal de acesso à pensão em vigor. De acordo com o decreto-lei 70/2020 de 16 de setembro, trabalhadores que exercem profissões consideradas de desgaste rápido também podem pedir a reforma antecipada sem penalizações. @ DN  

Nota: Os professores não são considerados trabalhadores com profissão de desgaste rápido. 😶

sociedade: "Tudo o que é ilegal offline é também ilegal online"

A nova lei da União Europeia, que regula as grandes plataformas digitais, são aplicadas a todos os serviços digitais que ligam os consumidores a produtos, serviços e conteúdos. As plataformas online têm três meses para avisar utilizadores.


Lei dos Serviços Digitais (DSA na sigla inglesa) entrou hoje em vigor, anunciou a Comissão Europeia. As novas regras procuram criar um ambiente online mais seguro e responsável, sendo aplicáveis a todos os serviços digitais que ligam os consumidores a produtos, serviços ou conteúdos.
Isso significa que existem novas obrigações para as plataformas online, de forma a reduzir riscos aos consumidores, introduzindo um conjunto de proteções e direitos dos utilizadores. A lei obriga as plataformas digitais a novas medidas de transparência, tornando-se um benchmark internacional de regulação do Mercado Único.
As plataformas online têm agora três meses (até ao dia 17 de fevereiro) para reportar aos seus utilizadores ativos as novas medidas nos seus websites. A Comissão Europeia pede a todas as plataformas que a notifiquem dos seus números de utilizadores e com base nos mesmos irá definir se este se trata de uma grande plataforma online ou um motor de pesquisa. Após receber a sua designação pela Comissão, as entidades em questão terão quatro meses para entrarem em conformidade com as regras da DSA. A data final para as regras estarem totalmente a funcional é o dia 17 de fevereiro de 2024.
A DSA quer assegurar uma maior proteção dos utilizadores, seguindo o princípio “tudo o que é ilegal offline é também ilegal online”. Para tal, a lei traz novas obrigações para os serviços digitais e para as plataformas que se afirmam como intermediárias na ligação dos consumidores a bens, serviços e conteúdos, incluindo motores de busca, redes sociais, mercados online e websites.
Estes serviços terão de tomar medidas para combater os produtos, serviços e conteúdos ilegais online, defender os direitos fundamentais e privacidade dos dados dos utilizadores, aumentar a transparência, regular a moderação de conteúdos, sendo também responsabilizados pelos algoritmos que utilizam.
As plataformas de grandes dimensões têm de dar aos seus utilizadores a possibilidade de não receberem recomendações baseadas em perfis específicos, além de facilitarem o acesso a dados e algoritmos às autoridades competentes ou a investigadores.
Quem violar as regras impostas pela DSA será penalizado com coimas avultadas. Embora sejam graduais e dependam do âmbito, as multas podem chegar a 6% da faturação global das empresas. No caso de violação repetida da lei, os tribunais nacionais podem mesmo chegar a banir as empresas do território europeu. @ Sapo

educação: programa Qualifica atinge um milhão de certificações

O ministro da Educação, João Costa, assinalou hoje um milhão de certificações atingidas pelo programa Qualifica, sublinhando que a educação de adultos é uma forma de repor a justiça social.

“Quando falamos do histórico, da herança pesada, das baixas qualificações em Portugal, estamos em primeiro lugar a falar de um enorme problema de justiça social” afirmou o ministro lembrando que “há apenas 30 anos, 25 anos” o país tinha ” níveis de abandono escolar precoce acima dos 50%”.
Números que para João Costa revelavam “uma sociedade que não se esforçava para dar uma resposta adequada a estas crianças e a estes jovens” num país “onde se ouvia dizer, como infelizmente às vezes ainda se ouve, que não valia a pena estudar ou que estudar não era para todos”, ou ainda “na velha máxima salazarista que quem serve para trabalhar não serve para estudar e quem é para estudar, não é para trabalhar”.
Por isso, o governante assinalou hoje como “um dia de festa” o facto de o programa Qualifica ter atingido mais de um milhão de certificações, contribuindo para “repor justiça para aqueles de quem a sociedade já desistiu uma vez”, por um lado, e demonstrando, por outro, que “vale a pena estudar em Portugal” porque “quanto mais elevadas são as nossas qualificações, mais fácil é o acesso ao emprego, maiores são as nossas remunerações mais rápido é o tempo entre empregos”.
João Costa falava em Santarém, na abertura do Encontro de Centros Qualifica, que decorre no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, sob o lema “Uma Agenda PRR transformadora para as Qualificações em Portugal — Qualifica: passado, presente e futuro”.
O programa que atingiu mais de um milhão de certificações (totais e parciais) permitiu, até agora, melhorar competências e aumentar a formação de cerca 404.675 adultos, dos quais de 116 mil já atingiram um nível de escolaridade ou de qualificação profissional superior ao que tinham, de acordo com os dados divulgados hoje por Filipa Jesus, presidente do conselho diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQUEP).
Na sessão foi feito o balanço dos seis anos do programa e do financiamento à atividade da rede de Centros Qualifica (CQ) que conta desde 2017, data da sua criação, com uma dotação total de 294.211.000 milhões de euros, provenientes do Fundo Social Europeu e dos Orçamentos do Estado e, segundo a ANQUEP estão a ser implementados dois investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que totalizam 95 milhões de euros.
Um deles, denominado “acelerador qualifica”, atribui um apoio financeiro de cerca de 550 euros aos adultos que obtêm uma qualificação através de um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC), realizado pelos Centros Qualifica, depois de cumpridas algumas condições.
O outro programa tem um investimento de 40 milhões de euros e incide em projetos locais promotores de qualificações de nível básico, destinados a adultos sem o 9.º ano de escolaridade e com muito baixos níveis de literacia.
Também através de financiamento PRR para o Programa Qualifica AP — Administração Pública, destinado a trabalhadores da administração pública, foi possível criar seis Centros Qualifica AP (nas cinco comissões de coordenação e desenvolvimento regional e na Fundação para os Estudos e Formação nas Autarquias Locais) num investimento de 16,9 milhões de euros.
Atualmente existem 316 Centros Qualifica no país, promovidos por diversos tipos de entidades, como escolas públicas e privadas, centros do IEFP, autarquias, associações empresarias e empresas, entre outras, uma rede que cobre todo o território nacional (com exceção da Região Autónoma dos Açores) e presta um serviço público gratuito e especializado em educação e formação de adultos. @Sapo 

vem aí (muito) frio nos próximos dias…e a culpa não é da ‘Besta do Leste’


Depois de uma quarta-feira marcada pela chuva intensa e uma sensação de frio em praticamente todo o território continental e máximas abaixo dos 10 graus Celsius no interior Norte e Centro, o sol está de regresso nos próximos dias. A chegada do sol não vai ter um impacto significativo na subida das temperaturas, pelo contrário: o tempo frio vai manter-se frio até pelo menos 6ª feira, em particular nas regiões do interior, com temperaturas mínimas abaixo de zero nos distritos de Bragança e Guarda.
O frio intenso que vai marcar os próximos dias não diz respeito, no entanto, à ‘Besta do Leste’, o “anticiclone com origem na Sibéria”, que tem entusiasmado os meteorologistas com a possível chegada de temperaturas baixas nos próximos três meses, revelou o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), mas que provavelmente não vai atingir Portugal continental.
A partir de segunda-feira, espera-se novamente uma subida da temperatura. Para o início de dezembro, são assim esperadas temperaturas menos frias mas chuva abundante durante pelo menos a primeira quinzena do mês, algo que encontra sustentação nos mapas de tendências de pressão ao nível médio do mar. @ Sapo

dias 6 e 7 de dezembro: Feira de Natal no Centro Escolar da Gandra

A Escola da Gandra e a APEECEG convidam toda a Comunidade Escolar a visitar-nos nos dias 6 e 7 de dezembro.

Os nossos alunos fizeram trabalhos muito interessantes e originais.

Haverá também oportunidade para provarem papas de sarrabulho, caldo verde, cachorros, bebidas e sobremesas.

Será também sorteado um cabaz para rechear o Natal!

cortesia do envio (texto e imagem) de Virgínia Costa, Coordenadora do Centro Escolar da Gandra

dias 5 e 6 de dezembro: Feirinha de Natal na escola sede

Não esqueça:

"Convidam-se todos aqueles que se dedicam ao artesanato tradicional ou à produção de compotas caseiras, biscoitos, hortícolas, ovos, etc..., a participar na já tradicional Feirinha de Natal🎅 que se vai realizar nos próximos dias 05 e 06 de Dezembro na nossa escola."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Porto já está iluminado com as cores do Natal


A cidade do Porto já está iluminada com as cores do Natal. As luzes foram ligadas ao final da tarde da passada quarta-feira.
A iluminação, que inclui a árvore gigante junto à Câmara, vai permanecer nas ruas do Porto até 7 de janeiro.
"Durante esse período, a iluminação vai funcionar de domingo a quinta-feira, entre as 18 e as 23 horas. Às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado, o funcionamento prolongar-se-á até às 24 horas", explicou a Autarquia. @ JN 

sabe porque é que é feriado no dia 1 de dezembro?

Sabe porque é que é feriado no dia 1 de dezembro?

 País Porto Canal

Este dia assinala o golpe revolucionário de 1 de dezembro de 1640, que acabou com o domínio da dinastia filipina sobre Portugal, retirando o país do domínio espanhol e colocando no trono D. João IV. O golpe é designado como a Restauração da Independência.

Este feriado particular tem-se mantido desde a monarquia, passando os primeiros anos de República, o Estado Novo e o 25 de Abril, tendo estado suspenso apenas durante três anos. Foi um dos quatro feriados suprimidos a partir de 2013 pelo Governo PSD/CDS-PP, que foram repostos em 2016 pelo Governo socialista de António Costa.

Embora a Revolução tenha acontecido em 1640, só em 1668 é que os espanhóis consideraram Portugal como um reino independente, com a assinatura do Tratado de Lisboa. Há quase 200 anos, desde 1823, que o 1º de dezembro é feriado nacional. (daqui

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

OUVIR: "Thriller" 40 anos depois

Thriller é o sexto álbum de estúdio da carreira solo de Michael Jackson, lançado em 30 de novembro de 1982, através da Epic Records. Assim como o álbum anterior do cantor, Off the Wall (1979), que foi aclamado e bem sucedido comercialmente, Thriller foi inteiramente produzido por Quincy Jones e co-produzido por Jackson. As gravações do projeto ocorreram entre 14 de abril a 8 de novembro de 1982 nos estúdios Westlake Recording. O orçamento total da produção do disco foi de 750 mil dólares, financiados por Jones. Jackson compôs e co-produziu quatro das nove faixas do disco. Musicalmente, Thriller explora géneros semelhantes aos usados em Off the Wall, incluindo o pop, o rock, o pós-disco e o funk, além de estilos suaves, como a música contemporânea e o R&B.

Faz hoje 40 anos. Fiquem com esta curta versão da música que não envelheceu.

recolha de peças de vestuário no âmbito de Cidadania e Desenvolvimento

"No âmbito dos domínios do desenvolvimento sustentável e da educação ambiental, os alunos da turma do 11.º F irão dinamizar, em Cidadania e Desenvolvimento, uma campanha de recolha de peças de vestuário, na comunidade escolar, para doar a algumas instituições. Esta atividade de caráter solidário, com o lema "Reciclar para ajudar", irá decorrer entre os dias 30 de novembro e 14 de dezembro. Estarão algumas caixas identificadas para este fim junto à entrada lateral direita do buffet. 

As instituições destinatárias destes donativos são o  "Centro  de Terapêutica Combinada", o "Centro Social da Legião da Boa Vontade" e  o "Lar Evangélico", em Águas Santas (principalmente as roupas de inverno para diferentes idades). Além disso, algumas peças de vestuário serão enviadas num contentor para a Guiné, ao cuidado do professor Eleutério Gomes (nomeadamente calções, chinelos, t-shirts, chapéus, ou seja, roupa de verão).

Agradecemos que as ofertas venham devidamente higienizadas e acondicionadas.

Agradecemos toda a vossa colaboração.
A turma do 11.ºF"
                                              cortesia de envio de Lizete Pinheiro, docente de Português

um texto por dia: "como imaginas a terra em 2122?" (8)

Hoje o CRESCER apresenta o oitavo texto do 10ºA, dos onze publicados no PÚBLICO. Faltam três. Um por dia...

Até amanhã

Querido diário,

Estamos cada vez mais perto do fim.

Hoje, dia 27 de setembro de 2122, quando acordei, o meu relógio assinalava 11h00, o que me surpreendeu. (Desde que me mudei para a Suíça, sempre acordei antes das 7h00).

Não dormi muito bem, ontem à noite um mau pressentimento sussurrava no fundo da minha mente. Tentei ignorá-lo, esquecê-lo, seguir com o meu dia. Não era a primeira vez que algo do género acontecia. (Duvido que seja a última). A diferença era o facto de ter acordado tão tarde. Normalmente, os sussurros não eram sussurros. Eram gritos que seguiam um ciclo infinito: acordam-me a meio da noite e não me deixam voltar a adormecer.

Infelizmente, a boa noite de sono foi apenas a calma antes da tempestade. As notícias indicavam algo pior do que o normal: extinção de algumas espécies; os perigos de que a Terra seria vítima se nada fosse feito; e a tentativa falhada da Humanidade de fugir das consequências dos seus atos. Sinceramente, não sei porque ainda me surpreendo. Se algum dia qualquer destes tópicos não aparecer nas notícias, um milagre aconteceu.

Depois disso, apenas entrei no modo piloto automático – estava na hora de trabalhar. (Hoje em dia, trabalhar em casa é muito mais económico, pelo que eu faço exatamente isso). Todos os anos os salários diminuem e os preços aumentam. Poucos são os que não passam por dificuldades financeiras – talvez a exceção seja uns sobreviventes herdeiros de fortunas ou líderes políticos. Falando nestes, acreditas que ainda entram em guerra por coisas tão insignificantes? Há pouco tempo, os EUA declararam guerra à Alemanha – algo sobre regimes políticos adversários. No entanto, o maior problema é a população dos países em guerra e os seus vizinhos. (Acho ridículo a maneira como eles agem, como se estivessem certos, como se não estivessem a piorar as nossas vidas).

desenho de Sofia Bessa, aluna do 5º ano da Escola Básica 2/3 Maria Manuela de Sá

O meu relógio marcava 14h20, assim que terminei a minha parte de trabalho do dia. Estava na hora de comer. Dirigi-me ao meu frigobar, protegido pela mesa de jantar. Encontrei duas garrafas de água, um pote de compota de abóbora que já estava a acabar (o presente de aniversário que comprei a mim mesma) e os restos do jantar de ontem. Teve de servir. Não fiquei cheia e eu sei que não me faz bem algum comer tão pouco, mas não há muito que eu possa fazer quanto a isso.

Apenas uma hora mais tarde, saí de casa, rumo ao supermercado. A pior parte do meu dia havia chegado – odeio ter de enfrentar a realidade em que vivemos. O céu permanecia naquele tom cinzento que me lembrava um metal prestes a ser afetado pela ferrugem. Não sei exatamente quando ou como aconteceu, mas aquela cor sobrevoa as nossas cabeças há tempo suficiente para que o antigo azul deixe de ser familiar. Observei as ruas. Os prédios pequenos – iguais àquele onde vivo – estavam repletos de buracos que a chuva ácida havia deixado nos últimos dias.

A caminhada foi normal. A destruição e as poucas pessoas, que pareciam não aguentar mais, foi tudo o que eu vi até chegar ao meu destino. O supermercado diminui todos os dias, na tentativa de abrigar os que haviam perdido as suas casas. Tudo o que consegui comprar com o restante do meu dinheiro foi uma garrafa de água (a minha maior prioridade) e três maçãs. Não fui capaz de evitar olhar para a secção de doces, agora vazia. Relembrei os felizes e confortáveis momentos antes do incidente. Antes do início disto tudo. Antes do lançamento da bomba.

O caminho para casa foi lento e doloroso. É por volta desta hora que as crianças saem de casa à procura de comida e dinheiro. Querem ajudar a sustentar as suas famílias. São nestes momentos que eu gostaria de ter apreciado a minha juventude enquanto pude. Talvez assim, eu não me sentiria desta forma. Quem é que eu quero enganar? Não são só os políticos e as pessoas no poder que permitiram isto acontecer. Talvez – só talvez – se eu me tivesse esforçado mais, se tivesse tentado mais, se tivesse prestado mais atenção, se tivesse me voluntariado, talvez nada disto tivesse acontecido. Eu sei que eu não poderia ter feito nada para prever ou parar isto. Mas estas crianças merecem melhor e eu não consigo evitar culpar-me por elas não terem esse melhor.

Assim que cheguei em casa, tentei ligar as luzes, mas a escuridão continuou a envolver-me. Tudo pareceu mais frio. Tudo o que consegui pensar foi a comida no frigobar e como ela se vai estragar. Decidi guardar as compras e tomar um duche, mas nenhuma água caiu.

A minha energia acabou e dirigi-me ao meu espelho. Fiz contato visual com um olhar como os das pessoas que vi mais cedo. Um olhar cheio de cansaço e derrota, mas principalmente vazio, simplesmente vazio. Exatamente como me sinto por dentro. Talvez seja verdade o que dizem: “Os olhos são janelas para a alma” e a minha há muito tempo que desistiu.

Agora, estou deitada no conforto da minha cama (uma cama de solteiro coberta por uma manta grossa). Estou à espera de que o sono me engula e eu possa finalmente ter o meu momento de paz. Com sorte, amanhã eu não acordarei.

Até amanhã (se tiver azar),

a alma que continua a escrever. 

                                                                                                                      Joana Peixinho, 10º A