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terça-feira, 5 de março de 2024

curiosidade: os melhor países do mundo, segundo meio milhão de viajantes

Meio milhão de pessoas votaram nestes 19 países como os melhores do mundo – Portugal é um deles.

foto: Shutterstock
Em 2024, o destino vencedor foi (rufar os tambores, por favor)... Japão! A nação insular foi nomeada recentemente como o destino em maior crescimento junto de viajantes da Geração Z, pelo que o primeiro lugar nesta lista não é uma completa surpresa. É um país conhecido pelas suas cerejeiras em flor, pelos característicos templos Shinto e pelas suas cidades futuristas – já para não falar das fontes termais, das montanhas, das praias e das milhares de ilhas.
O Japão introduziu recentemente algumas medidas para gerir o turismo de forma mais eficiente, mas não desanime – o país vai também lançar, em breve, um visto para nómadas digitais.

O segundo país da lista é Itália e – vamos lá – não estamos minimamente surpreendidos. Tem cidades deslumbrantes por todo o lado, como Milão, Roma e Florença, e depois tem as praias, ilhas e uma lista interminável de lugares bonitos. Tal como o Japão, a Itália está a fazer esforços para reprimir o turismo excessivo. Uma iniciativa particularmente encantadora é esta série de rotas ferroviárias antigas, que leva os turistas para alguns dos destinos rurais menos conhecidos do país.

A Europa domina a lista da Condé Nast, com a Grécia e a Irlanda a ocuparem o terceiro e quarto lugares, mas onze outros destinos também figuram no ranking - Portugal incluíndo. Ora espreite a lista completa abaixo.

Estes são os melhores países do mundo, segundo a Condé Nast Traveller:

1. Japão
2. Itália
3. Grécia
4. Irlanda
5. Nova Zelândia
6. Espanha
7. Portugal
8. Noruega
9. Suíça
10. Turquia
11. Austrália
12. Islândia
13. Croácia
14. Alemanha
15. Reino Unido
16. África do Sul
17. Áustria
18. Sri Lanka
19. França
Fonte: TimeOut

país: portugueses não confiam no Parlamento mas estão satisfeitos com a democracia

Um estudo divulgado esta segunda-feira pela Pordata indica que 62 por cento dos cidadãos em Portugal exprimem falta de confiança na Assembleia da República. A média europeia é de 56 por cento.
Nuno Patrício - RTP
O relatório da Pordata assenta em dados do Eurobarómetro de 2023. Os números coligidos neste trabalho mostram que 
oito em dez dos inquiridos tendem a não confiar nos partidos. Neste capítulo, Portugal segue a tendência de 19 dos 27 países-membros da União Europeia, onde mais de 70 por cento expressam o mesmo pensamento.
Quanto à participação, a Pordata aponta que 73 por cento dos portugueses concluem que o sistema político não permite ou permite em escassa medida a influência dos cidadãos. Este entendimento é comum a mais de metade dos países analisados – são exceção a Noruega, Suíça, Finlândia, Islândia e Países Baixos.
Quinze por cento dos inquiridos dizem ter contactado, no espaço de 12 meses, um político, 12 por cento publicaram ou partilharam na internet conteúdos sobre política, 12 por cento assinaram uma petição, cinco por cento boicotaram produtos por motivação política e quatro por cento participaram em atividades partidárias ou de grupos de interesse, nomeadamente sindicatos, confederações patronais, associações profissionais ou associações ambientalistas.
Mais de metade dos inquiridos (56 por cento) declaram-se satisfeitos com a democracia, o que coloca o país, neste plano, acima da média europeia (55 por cento). Fonte: RTP

mundo: suíços votaram a favor de um 13.º mês para pensionistas e contra o aumento da idade da reforma

Os eleitores suíços disseram este domingo "não" ao aumento da idade da reforma em um ano, atualmente fixada nos 65 anos, mas aprovaram um pagamento extra para os reformados, num dia de referendos nacionais e locais, nomeadamente sobre o sistema de pensões.

Com 100% dos votos apurados nos 26 cantões, o "não" à aposentação aos 66 anos ganhou com larga vantagem, recebendo 74,72% dos votos eleitores, enquanto na consulta sobre o 13.º pagamento anual para os aposentados ganhou o "sim", com 58,24% dos votos.
O Governo e o Parlamento suíços tinham recomendado o "não" em ambas as consultas, o que afetaria o sistema de pensões suíço, denominado AVS (sigla em francês para Seguro de Velhice e Sobrevivência) e que beneficia atualmente 2,5 milhões de pessoas, de uma população de quase nove milhões.
Com o "sim" ao adicional, o rendimento máximo do AVS para os reformados que vivem sozinhos aumentará o equivalente a cerca de 2.500 euros por ano, até 33.300 euros, e para os casais em idade de reforma cresce em 3.800 euros, até 49.900 euros.
A consulta para adiar a idade de reforma para os 66 anos tinha como objetivo, não só, estabelecer a nova idade de reforma a partir de 2033, mas também torná-la associada à esperança média de vida.
Desta forma, se esta esperança de vida aumentasse na Suíça, como tem acontecido nas últimas décadas, a chegada da reforma iria sendo adiada, embora com um adiamento máximo de dois meses por ano. 
O adiamento para os 66 anos, segundo os seus defensores, teria reduzido os custos do sistema de pensões em 2.090 milhões de euros, mas o Governo e o Parlamento aconselharam votar contra a ideia de vincular as reformas à esperança de vida, considerando-a uma fórmula excessivamente matemática rígida.
Em 2022, os suíços já aprovaram, num outro referendo, a igualdade da idade de reforma de mulheres e homens para os 65 anos, a partir de 2028 (até então eram 64 anos para eles), o que já deverá significar algum relaxamento para o fundo de pensões. Fonte: DN

mundo: direito ao aborto consagrado na Constituição francesa

O aborto é legal em França há praticamente 50 anos e um assunto “encerrado” na sociedade francesa. No entanto, o Governo ficou alarmado com a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que revogou o direito constitucional à interrupção voluntária da gravidez. 

França é o primeiro país do mundo a consagrar na Constituição o direito ao aborto. A medida foi aprovada esta segunda-feira pelo congresso francês reunido no palácio de Versalhes.
A consagração do aborto enquanto direito constitucional foi aprovado com uma grande maioria no congresso francês: eram necessários 512 votos a favor, mas obteve 780. Apenas 72 contra.
O anúncio da presidente do parlamento foi aplaudido de pé e festejado nas ruas de Paris.
O direito vai ser inscrito no artigo 34º da Constituição, que passa a incluir a garantia da liberdade das mulheres de recorrer à interrupção voluntária da gravidez.
O caminho, até aqui
A aprovação na Câmara Alta do Parlamento francês, a 29 de fevereiro, era a etapa mais difícil dado que a direita conservadora é maioritária no Senado. Mas no final de contas foram poucos a opor-se à inclusão do aborto na Constituição. A favor foram 267. Contra apenas 50.
A votação também é uma vitória para o Governo liberal de Macron.
O aborto é legal em França há praticamente 50 anos e o Executivo reconhece que não está atualmente ameaçado no país.
Em 2022, o Governo francês ficou alarmado com a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que revogou o direito constitucional à interrupção voluntária da gravidez, o que abriu a porta à ilegalização do aborto em 14 estados americanos, algo que Macron não quer que, no futuro, aconteça em França.
Por isso, Macron prometeu no ano passado mudar a Constituição para tornar muito mais difícil uma eventual reversão do direito à interrupção voluntária da gravidez.
As sondagens recentes mostram que mais de 80% dos franceses concordam com o aborto na Constituição. Fonte: msn

escola sede: "Take a Minute, take Five!"

Mais um texto no âmbito do desafio "Take a minute, take Five!". Desta feita é uma sugestão de Isabela Monteiro, 9.º I, na subcategoria "The world around us". 

                                                                                                  Brazil

Hello everyone, today I'm going to talk about Brazil. I chose this country because a very special person for me is from this country and I think it is a country with a very interesting culture.


Places we can visit:

  • Jericoacoara, Ceará

  • Fernando de Noronha, Pernambuco

  • Boipeba

  • Foz do Iguaçu, Paraná

  • Pantanal..

Traditional food:


segunda-feira, 4 de março de 2024

conhecer: os segredos do mundo marinho com o Oceanário de Lisboa

foto RTP

Descubra os segredos do mundo marinho sem sair da escola com o Oceanário de Lisboa. Os  programas educativos do Oceanário, validados pela Direção Geral de Educação, oferecem experiências únicas para alunos de todas as idades, desde o pré-escolar até ao secundário.

Programa Planeta Oceano:
- Ciclos: 1.º ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário
- Duração: 60 minutos
- Missão: Explorar a relação entre o oceano e os humanos, discutindo sustentabilidade, conservação, economia circular, lixo marinho e biotecnologia azul.
- Valor: 7,5€/aluno
- Condições: Auditório com lotação mínima de 100 participantes, equipamento audiovisual disponível.

Programa Plasticologia Marinha:
- Ciclos: 1.º ciclo e 2.º ciclo
- Duração: 90 minutos
- Missão: Compreender a origem, caminho e impacto do plástico nos ecossistemas marinhos.
- Valor: 7,5€/aluno
- Condições: Sala de aula equipada, disponibilidade de material.

Os programas são conduzidos em língua portuguesa, mas podem ser realizados em inglês mediante pedido.

Para reservar ou tirar qualquer dúvida, consulte o e-mail enviado pela Direção sobre este assunto e lá encontrará o contacto necessário.

cultura: exposição “Trilobites na Casa do Corim: um rasto de história …”


A Casa do Corim, gestão da Lipor irá acolher a
 exposição “Trilobites na Casa do Corim: um rasto de história …”, numa parceria com a Câmara Municipal de Valongo e que pretende dar a conhecer os seres marinhos fascinantes que habitavam no território do concelho de Valongo na Era Paleozoica, há centenas de milhões de anos, muito antes da existência dos dinossauros. Pretende-se, assim,  divulgar não só o riquíssimo espólio fóssil deste concelho, mas também a história do maravilhoso mundo outrora habitado pelas diferentes espécies de trilobites.
 
A exposição poderá ser visitada de forma individual entre 5 e 27 de março de terça a sexta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 16h30.
 
As visitas para grupos organizados decorrerá nos dias 5, 6, 7, 8, 12, 15, 19, 20 e 22 de março entre as 9h30 e as 12h30 ou entre as 14h00 e as 16h30.
 
Junte-se a esta iniciativa e faça a sua inscrição para uma visita guiada, enviando um email para este endereço casadocorim@lipor.pt .
 
Contamos consigo!

desporto: Tiago Pereira quer ser “o melhor” e ganhou o bronze nos Mundiais de triplo salto

O cinco vezes campeão nacional conquistou, aos 30 anos, a sua primeira medalha em Campeonatos do Mundo. Com uma marca de 17,08 metros, Tiago Pereira foi o terceiro melhor na final do triplo salto, dando a medalha de bronze a Portugal na prova em que Pedro Pichardo não participou.

Foi falado, noticiado e lamentado com polémica à mistura a ausência de Pedro Pablo Pichardo dos Mundiais de pista coberta por razões óbvias. Sem o campeão europeu, mundial e olímpico, Portugal ficava desprovido de um crónico candidato a medalhas, nome gigante do triplo salto e que necessariamente tiraria portugueses de perto das televisões na noite deste sábado. Terão sido, portanto, incautos e desesperançados, porque para a mesma prova seguiu Tiago Pereira.

Mal contendo a emoção, pulando nervosamente na pista de tartã após um adversário chinês não fazer melhor do que os seus 17 metros e oito centímetros, o triplista do Sporting festejou, em Glasgow, a sua primeira medalha em Campeonatos do Mundo. Aos 30 anos, foi o terceiro melhor na final do triplo salto, dando nova medalha internacional ao país neste evento, e no masculino, após as conquistas de Nélson Évora e Pichardo.

Com a bandeira nacional aos ombros, Tiago Pereira sorriu quando posou ao lado do burquinês Hugues Zango (17,53 metros) e do argelino Yasser Triki (17,35 metros). Os três conseguirem as suas respetivas melhores marcas da época nos Mundiais e aproveitaram a ausência de alguns atletas de nome sonante e, habitualmente, com melhores marcas.

Tiago Pereira já foi cinco vezes campeão nacional do triplo salto e ficou a três centímetros do seu recorde pessoal (17,11 metros). No atletismo desde criança, é treinado por João Ganço e Ivan Pedroso - ambos trabalharam com Nélson Évora - e tem o sonho de ser campeão da Europa. Ainda não está qualificado para os próximos Jogos Olímpicos, onde terá de superar-se para lá chegar: a marca mínima no triplo salto são 17,22 metros, 11 centímetros a mais do melhor que alguma vez saltou.

Difícil, mas jamais impossível, porque ambição é com ele e ainda há uma semana o demonstrava para quem quisesse ouvir. Quer ser “o melhor” desde jovem. “Desde jovem, quero ser sempre o melhor. Posso ir jogar contra o Cristiano [Ronaldo] ou o Messi, mas quero ser o melhor, mesmo sabendo que eles têm uma qualidade fenomenal”, disse, em entrevista ao “JornalismoPortoNet”, projeto da Universidade do Porto, recorrendo à analogia futebolística.

Situando a conversa mais nas chamadas, na areia, na corrida em linha reta e tudo mais que cabe no triplo salto, Tiago Pereira vincou mais ainda as suas pretensões - “Pode ser contra o Pedro Pichardo ou o Andy Díaz”. Ele quer mais e mais. “O meu objetivo é ser campeão da Europa.” Fonte: Expresso 

a luta dos professores: centenas de profissionais da educação realizaram arruada pela escola pública

A poucos dias das eleições legislativas, o STOP imitou os partidos políticos e organizou uma arruada – ação frequente das campanhas eleitorais – para dizer que “não se tem falado de educação como se devia”, resumiu André Pestana, professor e coordenador do sindicato.

no início já se adivinhava a chuva
Várias centenas de profissionais da educação participaram na arruada convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) para esta tarde [sábado passado], em Lisboa, para fazer “campanha pela escola pública”.

“A escola pública tem um papel que mais ninguém pode ter na sociedade, que é garantir uma educação de excelência para todos os alunos, independentemente de serem filhos de ricos ou de pobres, e isso as escolas privadas não garantem”, sublinhou, em declarações aos jornalistas.

Mesmo “sob a ameaça de temporal”, profissionais da educação de todo o país muniram-se de tambores, bombos, apitos e cornetas de modo a acompanhar as palavras de ordem gritadas ao megafone.

“Não paramos, não paramos”, entoaram, exigindo, em cartazes, “compromissos efetivos” dos partidos.

“Venham já as eleições, queremos soluções” e “Nós só iremos votar em quem nos valorizar” foram outras das garantias dos manifestantes, muitos dos quais usando a marca STOP em t-shirts, brincos, meias e outros adereços.

o careto

Havia mesmo quem aproveitasse o guarda-chuva para pendurar as suas várias reivindicações.

“A escola unida jamais será vencida”, garantiram, seguindo atrás de uma grande faixa pela “valorização da escola pública”, encabeçados por uma ovelha negra [um careto], com fotos dos líderes de PS, PSD e Chega, alertando que “o rebanho segue cego”.

No protesto, que contou com a presença de dirigentes partidários, nomeadamente do BE, a mensagem ao novo Governo, “mais à esquerda ou mais à direita”, foi clara.

“Se não investir a sério na escola pública, esta luta não vai parar”, avisa Pestana.

Em declarações à Lusa, o dirigente reconheceu que a reivindicação do tempo de carreira – que tanto PS como PSD já se comprometeram a fazer – “era importante, mas não era a única”.

Uma “avaliação justa e progressão sem quotas” para docentes e não docentes, a valorização dos assistentes operacionais e uma gestão escolar “mais democrática” são outras das exigências de um setor que está na rua há mais de um ano.

Sobre os programas partidários, sabem, “sobretudo”, quais excluir, realça Pestana, referindo-se àqueles que defendem que se volte aos contratos de associação e que se extinga o 2.º ciclo, “uma medida claramente economicista que não tem qualquer critério pedagógico”.

Acima de tudo, reclamam “que não se deixe que recursos da escola pública vão para, por exemplo, colégios privados”, como alguns partidos defendem, ao proporem contratos de associação ou cheques-ensino.

Pestana criticou ainda o “tanto dinheiro” gasto em manuais digitais, contrapondo que esse investimento deve ser feito nos recursos humanos das escolas.

no fim, bem molhados, fica a esperança: "Arruada molhada, Educação abençoada!"

De tambor ao peito, Ana Rita Baptista, professora no Algarve e dirigente sindical do STOP, explicou que a arruada pretendeu “chamar a atenção da sociedade”.

Tendo analisado os programas dos partidos, “não há nenhum que verdadeiramente defenda a escola pública”, sentencia, defendendo, “antes de mais, investimento, que é coisa que eles [os políticos] não fazem”, tal como “não ouvem os profissionais da educação”.

Tânia Silva, delegada sindical e professora em Lisboa, antecipa que, no cenário político que se adivinha depois de 10 de março, vai ser necessária “muita negociação com todos os setores da sociedade”, entre os quais os profissionais da educação.

“Continuamos na luta e vamos continuar, aquilo que pretendemos é o bem-estar dos nossos alunos. É o futuro da nossa sociedade que está em causa, nunca se esqueçam disso. Pessoas que não sabem pensar não vão ser bons adultos”, assinala. Fonte (texto): Sapo Fotos: José Carlos Costa, docente AESCAS

sexta-feira, 1 de março de 2024

desafio: "onde estava no 25 de abril (de 1974)?" (9)

 

Chamo-me Maria da Glória Pereira Vieira, nasci  no mês de maio de 1960 e, à data do dia 25 de abril de 1974, tinha 13 anos.

Os meus pais tinham uma "tasquinha" na Rua de Coelho Neto, na cidade do Porto e era lá que vivíamos.

Andava a estudar no Liceu Rainha Santa Isabel, que se situava na Rua António Carneiro. Frequentava o terceiro ano, equivalente ao atual sétimo ano de escolaridade. Para me deslocar para o Liceu, ia a pé, pois ficava relativamente perto da minha casa.

No caminho para o Rainha, passava sempre palas instalações da PIDE-DGS, agora Museu Militar, que se situava na Rua do Heroísmo, junto ao Largo Soares dos Reis.


Ora no dia 25 de abril de 1974, quando me dirigia para as aulas, lembro-me de ver algum movimento militar e algumas viaturas do exército ali paradas, mas com os meus 13 anos nunca desconfiei de nada.

Já na escola, fomos informadas que não iríamos ter aulas e que teríamos de regressar a casa e aguardar até que a normalidade fosse restaurada.

Mais tarde, em casa, fui acompanhando as notícias através da televisão e da rádio e lembro-me do meu pai dizer para estarmos atentos, pois algo se estava a passar.

A verdade é que, depois deste dia, nada foi como dantes. 25 DE  ABRIL, SEMPRE!

                                                  Glória Vieira (Assistente Operacional)

IR: ponte internacional mais pequena do mundo só tem 6 metros e fica em Portugal

Antes de ser construída, os moradores criavam um “pontão improvisado” que permitia as trocas comerciais dos contrabandistas.

à direita da ponte, pedra com P a anunciar território português

Nem todas as fronteiras do mundo estão cercadas de arames farpados ou cheias de militares à espera de ver o passaporte de quem entra. Há países que estão separados por uma linha ou até mesmo por um hotel, como é o caso do Arbez, onde pode adormecer com a cabeça em França e os pés na Suíça.

Se algumas delas são bastante bizarras, outras, por sua vez, destacam-se por serem tão pequenas — e até custa acreditar que são a porta de entrada para outro país. O que muitos não sabem é que a ponte internacional mais pequena do mundo liga Portugal e Espanha.

Com apenas seis metros de comprimento e 1,45 de largura, a pequena estrutura de madeira liga El Marco, em La Codosera, à freguesia de Esperança, no concelho de Arronches. À primeira vista parece ser uma construção do século passado, mas a verdade é que esta ponte nasceu em 2008.

Antes disso, a ligação entre as duas povoações era feita através de um pontão improvisado que acabava por ser arrastado pelas águas da ribeira do Abrilongo quando chovia. Sempre que tal acontecia, eram os próprios habitantes que voltavam a colocar as tábuas de madeira para se conseguirem deslocar. 

Afinal, só assim conseguiam realizar as várias trocas comerciais habituais da época: do lado português, vendiam-se toalhas e cafés; do lado espanhol, talheres e vinhos. “O pontão servia os contrabandistas dos dois países da Península Ibérica, que por ali transportavam tabaco, café, cortiça, azeitonas, entre outros produtos, para serem vendidos do outro lado da fronteira”, explica a autarquia de Arronches.

A chegada do acordo Schengen em 1996 acabou com este pequeno comércio. Mais tarde, em 2008, tudo mudou graças à iniciativa do município português de Arronches. 

Com o financiamento da União Europeia, iniciaram-se os trabalhos de construção da ponte, que contou com trabalhadores de ambos os países. Agora, já tem corrimãos e reforços que impedem que volte a ser arrastada nos dias de tempestade. 

Ainda assim, a dimensão e configuração da Ponte Internacional do Marco, como é conhecida, permite apenas a passagem de pedestres e veículos de duas rodas. Em apenas seis metros, é possível atravessar um rio, mudar de país e até de fuso-horário.

Rodeado por castanheiros, oliveiras e azinheiras, este marco geográfico acaba por passar despercebido. Não há qualquer tipo de indicação, exceto umas letras em pedra, situadas em ambas as margens do rio, em que há um “E” e um “P”, as iniciais de cada país (ver foto).

Para evocar os tempos antigos, a cidade de La Codosera organiza anualmente a “Ruta do Contrabando”, uma atividade que recria o mesmo itinerário que os contrabandistas faziam há décadas entre Espanha e Portugal. O último evento do género aconteceu em março do ano passado e os participantes percorreram, claro, a ponte internacional mais pequena do mundo.

Durante o percurso não faltam histórias e lendas dos contrabandistas que viveram naquela época. Para já, ainda não foram divulgadas novas datas. Fonte: NIT

professores: Fenprof alerta para erros na plataforma de progressões na carreira

 A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) relatou hoje a existência de erros na plataforma eletrónica destinada à progressão na carreira docente, alertando para mais atrasos na implementação dos mecanismos de aceleração.

Em comunicado, a Fenprof refere que a plataforma está “cheia de erros (…), nuns casos, em benefício dos docentes – antecipando, também de forma errada, os efeitos retroativos -, noutros, em claro prejuízo”.

A aplicação foi disponibilizada na plataforma do Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação no início da semana passada, para que os diretores atualizem os requisitos dos professores abrangidos pelos mecanismos de aceleração de progressão na carreira, seis meses após a entrada em vigor das novas regras.

Criticando o “inexplicável e inaceitável atraso” na disponibilização da plataforma, a Fenprof alerta que a correção dos erros encontrados levará a mais atrasos.

“A Fenprof considera inadmissível que o Ministério da Educação, já tendo, seguramente, conhecimento destes erros, não tenha procedido à sua correção”, acrescenta o comunicado.

A Lusa questionou a tutela sobre os problemas relatados e a sua correção, mas sem resposta até ao momento.

O regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira docente foi aprovado em maio, permitindo acelerar a progressão dos profissionais afetados pelos dois períodos de congelamento, entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017.

Os termos de implementação dos mecanismos de aceleração de progressão na carreira entraram, entretanto, em vigor no final de agosto.

Em novembro, o ministro da Educação anunciou que as novas regras permitiram garantir a passagem aos 5.º e 7.º escalões de 4.500 professores, que ficaram isentos de vaga.

Esses professores que, de outra forma, teriam de ficar a aguardar vaga, juntaram-se aos perto de quatro mil colegas que progrediram na carreira através da disponibilização de vagas, totalizando cerca de 8.400 docentes. Fonte: Sapo

escola sede: visita de estudo do 8.º ano ao Centro de Ciência Viva de Aveiro

Os alunos de todas as turmas do 8.º ano de escolaridade do AESCAS, no dia 22 de fevereiro, visitaram o Centro de Ciência Viva de Aveiro - Fábrica.

Os alunos tiveram oportunidade de aprender de forma divertida e pedagógica, de lançar questões e desafios, de encontrar explicações e, acima de tudo, de descobrir o prazer de compreender a ciência de uma forma viva.
Eis alguns relatos dos alunos:

"A visita de estudo de Físico-Química foi incrível! A diversidade de atividades proporcionou-nos uma experiência única e enriquecedora. O show de lasers foi fascinante, e fez-me mergulhar nos mundos da luz e da energia de forma espetacular. A atividade de proteger o ovo desafiou-nos a aplicar os princípios da física para garantir a segurança do objeto frágil, enquanto a construção de robôs em Legos permitiu-nos conhecer melhor a engenharia e a tecnologia. Foi uma jornada muito emocionante que definitivamente fez-me querer voltar lá com a minha família ou com os meus amigos." , Luís Santos, 8.ºD

"Gostei desta visita e aprendi muito 🙂", Lourenço Teixeira, 8.ºC

"É importante visualizarmos na prática aquilo que a ciência pode fazer. Motiva-nos para a aprendizagem de coisas novas e diferentes do habitual." Rita Silva, 8.ºB
cortesia de Sandra Marques, docente de Física e Química

escola sede: Concurso de Leitura "Ler ou Lerdar? A escolha é tua!"

A Biblioteca da Escola sede foi  palco de mais uma sessão da 1.ª edição do Concurso de Leitura "Ler ou Lerdar? A escolha é tua!" que envolveu alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário, num total de 120 participantes.

Os alunos  realizaram uma  prova escrita, a partir das obras O rapaz do pijama às riscas de John Boyne (3.º ciclo) e As vantagens de ser invisível de Stephen Chbosky (ensino secundário). 

Mais uma vez, salientamos a correta atitude demonstrada por todos os intervenientes no decurso da referida prova, bem como a sua motivação e empenho, 
Os alunos premiados são:
3.º ciclo

António Artur Rosa, 8.ºE
Joana da Veiga Branco, 9.ºB

Ensino secundário

Beatriz Martins, 10.ºB
Ana Jorge Ferreira, 12.ºH




A equipa da Biblioteca Escolar felicita todos os participantes pelo sucesso da atividade e informa a comunidade educativa que os alunos premiados representarão o Agrupamento no "I Festival de Leitura da Maia" a realizar na Biblioteca Municipal, a 29 de abril.
                                                                                            cortesia do envio de Rosa Pinelo, docente coordenadora da Biblioteca Escolar