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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

dia da Biblioteca Escolar


Biblioteca da Escola Básica e Secundária de Águas Santas

O Dia da Biblioteca Escolar é celebrado na quarta segunda feira do mês de outubro.

Este dia tem como objetivo destacar a importância das bibliotecas escolares na educação, assim como promover o gosto pela leitura.

A data foi comemorada pela primeira vez em outubro de 1999.

Outubro: Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

Outubro é o mês internacional das bibliotecas escolares.

As bibliotecas escolares desempenham um papel muito importante nas escolas e são um veículo de transmissão de conhecimento, não apenas através dos livros mas também das atividades que aqui se desenvolvem.@Calendarr

toca a reunir

 

No dia de hoje suspendem-se as atividades letivas. Os alunos ficam em casa e os professores reúnem para apreciarem a situação de cada turma/aluno até ao momento. Convidados para estas reuniões são os representantes do encarregados de educação e os alunos delegados e subdelegados de turma. Tudo decorre em vídeoconferência.
O objetivo: apreciar para melhorar. Assim se espera!

Covid-19: novos recordes de casos e de internamentos; Norte supera as duas mil infeções diárias

Nas últimas 24 horas registaram-se 21 mortes e 3.669 novos casos de Covid-19. Portugal ultrapassa os três mil casos diários pela segunda vez. 60% dos novos casos foram no Norte.
Estela Silva /LUSA
Portugal atingiu um novo recorde diário de infeções pelo novo coronavírus: nas últimas 24 horas foram contabilizados 3.669 novos casos de Covid-19, mais 770 casos do que na sexta-feira. É a segunda vez desde o início da pandemia que o país ultrapassa os três mil casos diários, sendo que Portugal ultrapassou este patamar há dois dias — no dia 22 de outubro contabilizaram-se 3.270 novos casos de infeção.
Nas últimas 24 horas registaram-se ainda 21 óbitos, menos 10 do que esta sexta-feira. 11 foram registados na região do Norte, seis em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Alentejo, um no Centro e um no Algarve. As vítimas mortais são sete homens e seis mulheres com mais de 80 anos, um homem com idade entre os 70 e os 79 anos, três homens e uma mulher entre os 60 e os 69 anos e três homens entre os 50 e os 59 anos. 
A região Norte superou este sábado as duas mil infeções diárias. Dos 3.669 novos casos, 2.212 foram contabilizados nesta região, o que representa 60,3% do total de novos casos. @ Observador

sábado, 24 de outubro de 2020

a hora vai mudar

 

© iStock
A partir deste domingo vai amanhecer e escurecer uma hora mais tarde e os dias vão ficar mais curtos, pois a hora vai mudar durante a próxima madrugada.
Vamos entrar no horário de inverno, o que significa que quando forem 2h00 em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira os relógios devem ser atrasados 60 minutos, passando para a 1h00. O mesmo vai acontecer na Região Autónoma dos Açores, mas neste caso a mudança vai acontecer quando for 1h00, recuando para as 00h00. @ NaoM

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

sorriam... também é preciso!

 

Calvin and Hobbes, Bill Waterson

afinal, quem pode ficar apenas dez dias em isolamento?

 O conhecimento científico vai aumentando e permite algumas alterações nas regras das autoridades de Saúde. Uma das mudanças que estarão a causar alguma confusão tem que ver com o período de isolamento que, em situações muito específicas, passou para os dez dias.

Pode parecer estranho que uma pessoa com um resultado positivo num teste para SARS-CoV-2 passe menos tempo em casa do que uma pessoa que não sabe se está infectada. A explicação está no período de incubação do vírus — o tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas. O SARS-CoV-2, o vírus que causa a covid-19, terá um período de incubação que pode variar entre os dois e os 14 dias. Ou seja, quem não sabe ainda se está infectado depois de um contacto de risco tem de esperar os 14 dias. É uma decisão baseada na ciência.

O período de isolamento foi reduzido de 14 para dez dias?
Sim, mas apenas para pessoas que tiverem um teste com resultado positivo para o vírus SARS-CoV-2 e com formas ligeiras de doença (ou seja, um doente que não precisa de internamento) e que não sejam imunodeprimidos (que têm uma evolução com maior risco de instabilidade e maior risco de transmitir o vírus durante mais tempo).

Há alguma condição imposta?
Sim, para que o período de isolamento possa ser encurtado nos casos de pessoas com sintomas ligeiros de covid-19 ou assintomáticas e com teste positivo, o isolamento só pode terminar passado dez dias do início dos sintomas e só se estiverem sem utilizar antipiréticos (para controlar a febre) durante três dias consecutivos e apresentem melhoria significativa dos sintomas.

E nos casos em que não temos um resultado positivo no teste?
Em casos em que não há confirmação da infecção ou um mesmo um resultado negativo num teste ao novo coronavírus, o período de isolamento profiláctico mantém-se nos 14 dias.

Então, um caso positivo pode ter um isolamento mais curto do que um caso de um contacto de risco sem diagnóstico?
Sim. Só nos casos com resultado positivo, consideram os especialistas, é que é seguro diminuir o tempo de isolamento para dez dias sem pôr doente ou a comunidade (pelo perigo de contágio) em risco. Por exemplo, no caso de uma turma com um aluno que teve o resultado positivo no teste, na verdade, o aluno infectado com confirmação de um resultado laboratorial pode fazer um isolamento de apenas dez dias (se apenas tiver sintomas ligeiros), enquanto os seus colegas terão de cumprir os 14 dias de isolamento.

O que sustenta esta diferença de critérios?
A explicação está no período de incubação do vírus — o tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas. O SARS-CoV-2, o vírus que causa a covid-19, terá um período de incubação que pode variar entre os dois e os 14 dias. Por isso, mantém-se a recomendação de 14 dias de quarentena para casos de pessoas que tiveram contacto com um caso positivo para ter a certeza de que não foram infectadas e que não espalham o vírus. Assim, a redução do isolamento só é segura para pessoas que tiverem teste positivo e que, por isso, já se sabe que passaram pelo período de incubação. Além disso, tal como justificou a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, sabe-se já que “uma pessoa [com covid-19] é infecciosa 48 horas antes de manifestar sintomas” e “nos doentes ligeiros a capacidade de infectar vai diminuindo com o tempo”.
Pode parecer injusto que uma pessoa com um resultado positivo num teste para SARS-CoV-2 passe menos tempo em casa do que uma pessoa que não sabe se está infectada e, por exemplo, poderá ter tido um contacto de risco. Parece injusto, mas não é. Não é uma questão de justiça é uma decisão baseada na ciência.

Quarentena e isolamento são conceitos diferentes?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz a distinção entre isolamento (para casos positivos) e quarentena (para contactos de risco ou viajantes). A OMS determina actualmente que os infectados assintomáticos podem ter alta dez dias após um teste positivo para SARS-CoV-2. Fora isso, a OMS recomenda que todos os contactos de indivíduos com covid-19 confirmada ou provável sejam postos em quarentena numa instalação designada ou em casa por 14 dias a partir da sua última exposição.

É preciso ter um resultado negativo no teste para pôr fim ao isolamento de dez dias das pessoas que tiveram antes um teste positivo?
Não. A norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) determina que nos casos assintomáticos e de doença ligeira ou moderada (que não necessitam de internamento) não há necessidade de realização de teste laboratorial para SARS-CoV-2 ao fim de dez dias, desde que as pessoas infectadas e que tiveram alguns sintomas se encontrem bem após pelo menos três dias sem tomar antipiréticos.

Onde posso consultar o documento da Direcção-Geral da Saúde que estabelece estas medidas?
A Norma 004/2020 Covid-19: Abordagem do Doente com Suspeita ou Confirmação de Covid-19 foi publicada pela Direcção-Geral da Saúde a 23 de Março de 2020 e actualizada a 14 de Outubro. Pode ser consultada aqui ou no site da DGS (dgs.pt). @ Público

COVID19/PONTO DE SITUAÇÃO

 No seguimento do último comunicado (dia 8 de outubro), importa fazer uma atualização dos dados totais.

Assim, até ao momento registamos os seguintes casos confirmados/positivos:

- seis alunos de diferentes anos de escolaridade, dos quais  dois estão recuperados e já de volta à escola;

- um caso no corpo docente;

- dois casos no corpo não docente, um dos quais recuperado e de volta ao trabalho.

A única turma da escola sede que esteve em isolamento profilático já regressou à escola; permanece em isolamento uma turma do 1º ciclo.

Mais uma vez sublinho a necessidade e a importância de todos continuarmos a ser rigorosos e responsáveis nos nossos comportamentos em prol da saúde de todos nós.

Estes dados serão atualizados, sempre que se justifique.


                                                                                                               Águas Santas, 22 de outubro de 2020

                                                                                                                                    O Diretor

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

caminhadas de 30 minutos por dia beneficiam corpo e mente

 


Muito além de aproveitar para desligar uns minutos do trabalho durante a hora de almoço ou aproveitar para olhar com mais atenção para o que o rodeia, andar tem inúmeros benefícios para o corpo, mas também para a mente. Quem o diz é a psicóloga clínica Filipa Jardim da Silva

“A maior parte das pessoas associa o exercício físico a benefícios corporais. Mas quando nos exercitamos, por exemplo, a caminhar ou a correr, não estamos só a melhorar a nossa capacidade aeróbica e resistência cardiovascular, estamos também a fortalecer a nossa saúde mental”, explica a especialista. “Encaro o exercício físico como uma medicação natural. Alerto sempre que para obtermos benefícios não precisamos de nos tornar atletas profissionais nem precisamos de nos inscrever num ginásio.”

Segundo explica a psicóloga, ao andarmos, mesmo que sejam apenas durante alguns minutos por dia, estamos a melhorar vários aspetos do nosso foro psicológico. A auto perceção, a auto estima, o humor, a qualidade do nosso sono, os níveis de stresse e a ansiedade são apenas dos pontos que podem ser influenciados pelo simples facto de fazermos uma caminhada diária. 

A especialista vai ainda mais longe e explica que a atividade física, seja a corrida ou uma simples caminhada, pode ser um poderoso recurso para combater — e até mesmo prevenir — a ansiedade e a depressão. E tem tudo a ver com o nosso cérebro. 

“Quando fazemos exercício promovemos mudanças positivas no nosso cérebro, incluindo crescimento neuronal, redução de inflamação, ativação de padrões neuronais promotores de calma e bem-estar e libertação de endorfinas, dopamina e serotonina – químicos impactantes na qualidade do nosso humor e da nossa energia”, explica Filipa Jardim da Silva. “Caminhar ou correr são também práticas de atividade física distratoras, permitindo mudar o foco de pensamento, interromper circuitos fechados de pensamentos circulares negativos e ativar mais o corpo.”

A psicóloga adianta ainda que ao implementar as caminhadas na rotina, o nosso cérebro sofre o impacto semelhante ao da toma de um antidepressivo. É por isso que Filipa Jardim da Silva aconselha muitos dos seus pacientes a caminharem. Além disso, uma caminhada pode facilmente transformar-se num treino de mindfulness, o que nos torna mais relaxados e até mesmo mais criativos. Basta tentar abstrair-se dos pensamentos e focar-se na respiração, nos movimentos, no ritmo a que está a andar e nas várias sensações físicas que vão surgindo ao longo do percurso. (adaptado de dobem.)

o inverno, a gripe e o SARS-CoV-2: as explicações de uma pediatra

 Já todos percebemos que este inverno vai ser duro e a campanha para a vacinação gratuita contra o vírus da gripe está a decorrer desde o início do mês de outubro.

Até ao momento, quando falávamos em vacinar crianças contra a gripe, falávamos em crianças acima dos 6 meses com fatores de risco identificados, nomeadamente os doentes crónicos. A possibilidade de vacinar crianças perfeitamente saudáveis, especialmente no inverno 2020/2021 está relacionada com a suspeita de que será uma época bem difícil, pela circulação concomitante do vírus influenza e do SARS-CoV-

Se em relação ao SARS-CoV-2 já percebemos que as crianças são relativamente poupadas e não são o principal veículo do contágio da doença, em relação à gripe sazonal, a realidade é oposta.

Não só as crianças têm uma maior taxa de ataque da infeção viral quando comparadas com a restante comunidade, como têm um papel extremamente importante no contágio do agregado familiar e outros contactos próximos. Por outro lado, as crianças abaixo dos 5 anos e especialmente abaixo dos 2 anos, mesmo saudáveis, têm um maior risco de desenvolver sintomas graves com a infeção pelo vírus influenza. O risco de hospitalização é baixo, mas o consumo de recursos de saúde é muito elevado.

Agora, que está a decorrer a campanha de vacinação contra o vírus da gripe, gostaria de vos transmitir as recomendações da Academia Americana de Pediatria, que excecionalmente, este inverno, recomenda a vacinação de todas as crianças com mais de 6 meses.

Isto gera alguns problemas práticos: pode não haver vacinas para todos. Estamos a falar de uma vacina que pode ser adquirida nas farmácias comunitárias, mediante prescrição médica e com uma comparticipação de 37%. Existem atualmente dois tipos de vacina (ambas tetravalentes inactivadas), consoante a idade da criança (menos ou mais de 3 anos). Por outro lado, se a criança for menor que 8 anos de idade e não tiver registo de 2 vacinas contra a gripe em épocas anteriores, há a necessidade de realizar duas doses, com o intervalo de 4 semanas.

Um vírus entre outubro e dezembro. Porquê?

Por fim, gostaria de explicar porque é que, nos climas temperados, como em Portugal, o vírus da gripe chega habitualmente no período entre outubro e dezembro e porque é que, com o calor que se faz sentir, o vírus da gripe ainda não está em circulação.

Desde o império romano que se sabe que a gripe surge no inverno (influenza di freddo), no entanto, não tínhamos uma profunda compreensão dos motivos: será que, por ser inverno, fechamos as janelas ao frio e respiramos mais ar em proximidade uns dos outros, activando o contágio? Será que, por ser inverno, produzimos menos vitamina D e como tal, temos uma alteração do nosso sistema imunitário? Será que, por causa do frio, a temperatura corporal baixa, tornando-nos menos resistentes à infeção viral?

Esta última razão não é específica do vírus da gripe e é o motivo pelo qual a febre constitui um mecanismo de defesa inata contra a infeção: ao aumentarmos a temperatura corporal interferimos com a capacidade de replicação de inúmeros vírus e bactérias (e não só o vírus da gripe). Talvez a ideia de que andamos "mal agasalhados" e que apanhámos uma “pontada de ar” frio, que tantas vezes ouvimos da boca das nossas avós, não esteja assim tão errada.

Felizmente, devido a alguns estudos feitos em porquinhos da índia em 2007, começámos a compreender o porquê desta associação. Curiosamente não é um fator do hospedeiro (ser humano), mas sim um fator do agente infeccioso (o vírus da gripe): a viabilidade das partículas virais parece ser muito maior, mesmo em superfícies inertes, quando a temperatura é mais baixa e a humidade se reduz.

Se o clima frio e seco parece ser um fator indiscutível para o risco de transmissão em laboratório, fica então por confirmar porque é que, todos os anos, o vírus da gripe parece chegar a Portugal depois das primeiras chuvadas de outono.

E como há tanto por saber e nos encontramos num momento único da história , nada como tomar medidas preventivas contra a gripe e contra o contágio de outras doenças virais respiratórias no geral e o SARS-CoV-2 em particular. @ Sapo

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

treze contos de autores portugueses saltam para o pequeno ecrã

Treze contos de autores portugueses dos últimos dois séculos vão ser transformados em telefilmes por treze realizadores diferentes, num projeto da RTP e da Marginal Filmes.

Com estreia marcada para final de 2020, pela mão da RTP, "Trezes" vai levar até ao pequeno ecrã treze contos populares portugueses, que vão contar com a realização de treze realizadores diferentes. Com o objetivo de aproximar a literatura do cinema, este projeto conta com a produção da Marginal Filmes, pela mão de José Carlos de Oliveira e Ricardo Pugschitz de Oliveira.

Os primeiros três contos são do século XIX: “A Abóbada”, de Alexandre Herculano (1810-1877), realizado por Cláudia Clemente, “O tesouro”, de Eça de Queiroz (1845-1900), com realização de Carlos Coelho da Silva, e “O sítio da mulher morta”, de Manuel Teixeira-Gomes (1860-1941), dirigido por José Carlos de Oliveira.

Seguir-se-ão “Um jantar muito original”, da autoria do pseudónimo Alexander Search de Fernando Pessoa (1888-1935), realizado por Leandro Ferreira, “Fronteira”, de Miguel Torga (1907-1995), cuja adaptação fica a cargo do realizador João Cayatte, e “O ódio das vilas”, um conto de Manuel da Fonseca (1911-1993), que António da Cunha Telles adaptará.

“O rapaz do tambor”, de Fernando Namora (1919-1989), o conto popular “A pereira da tia Miséria”, “O lavagante”, de José Cardoso Pires (1925-1998), e “Uma vida toda empatada” de Mário de Carvalho, são as adaptações que se seguem, respetivamente a cargo dos realizadores Filipe Henriques, Marie Brand, António-Pedro Vasconcelos e Tiago de Carvalho.

A terminar os 13, contam-se ainda o conto de Lídia Jorge “Miss beijo”, realizado por Nuno Rocha, “As cinzas da mãe”, de Cristina Norton, com realização de José Farinha, e “A morte do super-homem”, de Rui Zink, dirigido por João Teixeira.

Ao SAPO Mag, José Carlos de Oliveira apresentou o projeto "Trezes". @ Sapo

"os legumes da nossa sopa"

Sabiam que Dia Mundial da Alimentação , dia 16 de outubro, é celebrado desde 1981?
Na escola Básica de Moutidos, os alunos do 2º ano de escolaridade não deixaram passar a data sem elaborar um apelativo cartaz para o átrio da escola.
cortesia de Olga Dias (texto e imagem)

terça-feira, 20 de outubro de 2020

os números da pandemia

 Os casos e os óbitos por faixa etária.



a pandemia e a pobreza

O CRESCER gostava de dar boas notícias. E vai dando sempre que as há. Porém, tem o dever cívico de chamar a atenção para o que vai acontecendo. Aqui, no país, no mundo.

Pavilhão do Complexo do Casal Vistoso, um dos centros de alojamento criados pela Câmara de Lisboa em resposta à pandemia NUNO FERREIRA SANTOS

"Estão a chegar aos centros de apoio para sem-abrigo pessoas que em Março tinham casa e trabalho. 
Com a crise dos últimos meses, o perfil de quem pede ajuda foi mudando. Não é só quem vive na rua, mas quem até há pouco tempo tinha casa e emprego. Este sábado assinalou-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Em Lisboa e no Porto estão a chegar aos centros de apoio para os sem-abrigo pessoas que no início da pandemia não estavam desempregadas. Agora, sem trabalho, procuram ajuda alimentar ou apoio para as rendas porque deixaram de as poder pagar." @ PÚBLICO

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

atenção à Bárbara!

 

É a depressão Bárbara! Entre os dias 19 a 21. Cuidem-se.

Festival Porto/Post/Doc regressa em novembro às salas do Porto

 Festival acontecerá entre os dias 20 e 29 de novembro, terá como tema central “A Cidade do Depois”.


O festival Porto/Post/Doc regressa às salas do Porto em novembro com um programa que olha as transformações da representação cinematográfica das cidades ao longo do último século, revelou hoje a organização.

Esta edição, que acontecerá entre os dias 20 e 29 de novembro, terá como tema central “A Cidade do Depois”, que marcará o ciclo de conversas do Fórum do Real e será o mote para um programa especial de filmes que incluirá obras de Pedro Costa, António Campos e Chris Marker, entre outros.

Tendo como espaço central o Rivoli – Teatro Municipal do Porto, o evento manterá a sua programação nas salas do Passos Manuel e no Planetário do Porto, propondo, paralelamente, uma edição ‘online’ que disponibilizará grande parte da seleção em VoD (vídeo sob demanda).

Em comunicado, a organização esclarece que "A Cidade do Depois" desenhará, assim, um programa que olha as transformações da representação cinematográfica das cidades ao longo do último século, desde o frenesim das vanguardas nos loucos anos 20 ao ‘slow’ cinema contemporâneo”.

“O progresso, o emprego, a tão ambicionada ‘qualidade de vida’ caracterizavam a cidade idealizada da modernidade, mas para cada sonho há sempre o momento do depois: depois do êxodo rural; depois das guerras fratricidas; depois dos loucos anos burgueses; depois da urbanização; depois da gentrificação e do turismo massificado; depois das sucessivas crises políticas e económicas; a cidade do depois dos afetos, na qual um casal se vê perseguido por ter inventado o amor. O que resta é, por fim, uma cidade alienada, entorpecida, higienizada”, sublinha.

Esta será a cidade que alimentará a discussão do Fórum do Real que, este ano, contará com a participação de Boaventura de Sousa Santos (sociólogo), Paulo Pires do Vale (filósofo), Ana Aragão (arquiteta), Roger Koza (crítico de cinema), Pascale Cassagnau (historiadora de arte) e Maria João Madeira (programadora), entre outros.

Pela primeira vez, e numa resposta aos novos tempos, marcados pela pandemia de covid-19, o fórum será realizado num modelo misto, com participações ‘online’ e presenciais.

Além do debate, o festival apresentará também um programa restrito de filmes que pretende refletir algumas das aproximações mais singulares da cidade através do cinema e que inclui, entre outros, “A Invenção do Amor” (1965), de António Campos, “Juventude em Marcha” (2006), de Pedro Costa, “Killer of Sheep” (1978), de Charles Burnett, “La Jetée” (1962), de Chris Marker, “Millennium Mambo” (2001), de Hou Hsiao-Hsien, e “The Exiles” (1961), de Kent Mackenzie.

O programa completo do festival será apresentado a 03 de novembro, em conferência de imprensa.

O Porto/Post/Doc é realizado em parceria com a Câmara Municipal do Porto, contando com o apoio do Ministério da Cultura e do Instituto do Cinema e Audiovisual e o mecenato da Fundação La Caixa/BPI. @ Sapo

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

é favor não imitar!

 

Calvin and Hobbes, Bill Waterson

16 de outubro: dia mundial da alimentação

 

No âmbito do Programa de Sensibilização e Informação sobre Sustentabilidade Alimentar, a decorrer desde  2017, tendo em consideração a pertinência do tema e a necessidade de incluir os adolescentes nesta temática, a Associação Portuguesa de Nutrição, estendeu o Programa às escolasdando origem ao programa Sustentabilizar o Futuro através da Alimentação, que incide no ensino secundário.
Este programa, assente nos 5 eixos para a sustentabilidade alimentar e agricultura da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e em consonância com determinados Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), visa aumentar a reflexão e a consciencialização sobre a sustentabilidade alimentar nos adolescentes.

Para assinalar o Dia Mundial da Alimentação 2020, destacando a Sustentabilidade e o impacto das ações e comportamentos individuais nesta temática, a Associação Portuguesa de Nutrição propõe a realização da atividade de curta duração número "Quem Quer Ser Sustentável?" ou da atividade de longa duração número "Sustentabilidade Alimentar Online", que poderá encontrar no Guia do Professor, na sua área reservada.



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

deixe-se enlaçar pelo "Outubro Rosa"




No âmbito do mês “Outubro Rosa“, em conjunto com a Liga Portuguesa Contra o Cancro e na sensibilização para a prevenção do cancro da mama, a turma 12º M, do curso profissional de Técnicos de Saúde, desenvolverá a partir de hoje, 15 de outubro, e até ao dia 31 de outubro, uma campanha solidária. 





Pela escola, nomeadamente pelos corredores do pavilhão A5, corredor de acesso à sala dos professores e entrada da escola, foram afixados cartazes, banners e laços alusivos a esta causa.

texto e fotos de Margarida Ribeiro

crianças e adolescentes lideram aumento de infeções desde o início das aulas

Consultas nos centros de saúde por causa da Covid-19 também se multiplicaram por cinco nas idades abaixo dos 20 anos. Médicos sublinham que maior perigo é, no entanto, para os avós.

Entre 13 de setembro e ontem, 13 de outubro, nas crianças com menos de 10 anos a subida foi de 52,7%

© Paulo Novais/Lusa

As crianças e jovens com menos de 20 anos são os grupos etários onde os casos confirmados de Covid-19 mais aumentaram no último mês, desde o início do novo ano letivo.

Entre 13 de setembro (um dia antes do reinício das aulas) e ontem, 13 de outubro, nas crianças com menos de 10 anos a subida foi de 52,7% (+1.312 infecções confirmadas).Pelas contas da TSF aos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) a subida foi ainda mais acentuada nas idades entre os 10 e 19 anos: +64,8%, ou seja, mais 2.126 casos.

Em todos os outros grupos etários o aumento foi bastante mais reduzido apesar da tendência de crescimento ser comum a todos.

Depois das crianças e adolescentes, o terceiro grupo onde a Covid-19 mais avança tem entre 20 e 29 anos: +42,7%

Nas faixas etárias dos 30 aos 49 anos a subida ronda os 39%; e entre os 50 e 79 anos aproxima-se dos 37%.

No outro extremo, os idosos mais velhos, com mais de 80 anos, são o grupo de maior risco de complicações e também aquele onde o novo coronavírus menos cresceu no último mês: +25%.

Consultas dos mais novos disparam nos centros de saúde

Os números anteriores sobre os menores de 20 anos coincidem com outro dado revelado pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde que mostram que desde o início de setembro que em todas as faixas etárias subiram as consultas nos cuidados de saúde primários relacionadas com a Covid-19.

Um aumento que foi muito mais forte nas idades dos zero aos 19 anos, ultrapassando, ao contrário de todas as outras faixas etárias, os níveis do anterior pico da pandemia, em abril, durante o estado de emergência.

Nas idades mais jovens, na primeira semana de setembro os centros de saúde e unidades de saúde familiar realizaram cerca de 2500 consultas por causa do novo coronavírus, mas a partir daí a subida foi exponencial rondando as 12 500 consultas na semana de 28 de setembro a 4 de outubro, cinco vezes mais que um mês antes.

"Não é seguro os netos verem os avós"

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar não fica surpreendido com os números anteriores pois já tinham notado um aumento das consultas relacionadas com a Covid-19 nos utentes mais jovens.

Rui Nogueira recorda que estes casos são "muito menos preocupantes" que nos idosos e diz que, "felizmente, estamos a ter mais casos apenas relacionados com pessoas mais novas".

O representante dos médicos de família não associa este aumento mais expressivo da pandemia nas idades mais jovens ao reinício das aulas presenciais pois sublinha que já antes, no início de setembro, se notava a mesma tendência.

"Haverá relação com os ajuntamentos de jovens e estes ajuntamentos continuam, agora, nas escolas depois das aulas começarem", detalha.

Rui Nogueira recorda que o maior risco destes casos entre quem tem menos de 20 anos é o contágio dos idosos, sobretudo aqueles que têm mais de 80 anos, defendendo "muita cautela" pois, "genericamente, enquanto não existirem vacinas não é seguro os netos verem os avós, sendo necessária uma política muito dirigida de apoio aos lares". @ TSF

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

país passa a estado de calamidade

No final da Presidência do Conselho de Ministros, Costa anunciou evolução "grave" dos números da pandemia. E admite que nível de emergência ainda pode vir a aumentar.

o primeiro-ministro, António Costa

TIAGO PETINGA

No final do Conselho de Ministros desta quarta-feira, António Costa começou por reconhecer que a evolução da pandemia em Portugal é, neste momento, "grave". E, por isso mesmo, o Governo decidiu aplicar oito novas medidas para tentar contrariar essa tendência. São elas:
- Elevar o estado de alerta em todo o país, do atual estado de contingência para estado de calamidade;
- Proibição dos ajuntamentos de mais de cinco pessoas na rua, em espaços comerciais e restaurantes;
- Máximo de cinquenta convidados em casamentos e batizados, devendo estes usar máscara e cumprir as regras (só se aplica aos que forem marcados a partir de agora);
- Proibir nos estabelecimentos de ensino festejos académicos e outros eventos que não sejam letivos;
- Elevar até dez mil euros as coimas para estabelecimentos que não cumpram regras;
- Reforço da fiscalização das medidas tanto para estabelecimentos como para pessoas individuais
- Recomendar "vivamente" o uso de máscaras na rua e a instalação da Stayaway Covid;
- Apresentar no Parlamento, ainda esta quarta-feira, uma proposta "urgente" para que o uso de máscara passe a ser obrigatório na rua, "com bom senso" - ou seja, quando houver alguma concentração de pessoas - assim como a instalação da aplicação "em contexto laboral, escolar e académico, nas forças armadas e de segurança e na administração pública".
Além destes pontos, há outras novidades: segundo o comunicado do conselho de ministros, até março do próximo ano os documentos que tiverem caducado (cartão de cidadão, certidões, carta de condução, vistos, etc) continuam a ser válidos. Já os veículos de transporte de doentes deixarão de precisar de licença prévia do IMT.
As medidas, garante Costa, estão a ser tomadas dentro daquela que tem sido a filosofia do Governo: tentar conter a evolução sem fazer mais do que o necessário. Mas o nível de alerta pode mesmo vir a aumentar, se o efeito não for o desejado: "Podemos evoluir para outros estados se as circunstâncias assim o impuserem. Tomaremos as medidas sempre que vierem a justificar-se como necessárias. Estas são as que nos parecem adequadas", explicou o primeiro-ministro.
Por agora, os objetivos principais passam por salvaguardar a capacidade do SNS, incluindo a atividade assistencial que não tem a ver com covid; "prosseguir sem incidentes" nem "interrupções" o ano letivo; e evitar medidas que "aprofundem a crise". Sempre com uma mensagem: os comportamentos individuais, insiste o Governo, serão essenciais para correr esta "maratona". "O controlo da pandemia depende exclusivamente de nós".
As medidas agora aplicadas serão avaliadas daqui a 15 dias, explicou Costa, adiantando que o presidente da República foi previamente informado sobre estas mudanças. @ Expresso

a Saúde Mental pelos olhos do 12º H

 

início da apresentação, no anfiteatro da escola

No dia 10 de outubro celebrou-se o “Dia Mundial da Saúde Mental” e as turmas de Psicologia de 12º ano, para marcar este dia, decidiram levar a cabo vários tipos de projetos. A turma H do 12º ano convidou a turma M, também do 12º ano, da área da Saúde, para uma sessão de esclarecimento acerca do tema em causa e visualização de um documentário.

em fundo, o documentário "Pára-me de repente o pensamento" 

Este projeto teve como objetivo dar a conhecer mais sobre a saúde mental e esclarecer potenciais dúvidas acerca do tema em questão, desmistificando alguns preconceitos.

texto 12º H, fotos de Margarida Ribeiro

"Clube de Leitura na Escola" (CLE) de Águas Santas

A primeira sessão do CLE realizou-se no dia 9 de outubro e os alunos presentes na sessão ouviram atentamente a história "Saudades do seu abraço". 

Seguidamente, todos refletiram sobre  a temática dos afetos, relacionando-a com a situação de afastamento que atualmente vivemos.

Para terminar, os alunos deram largas à sua imaginação, recriando graficamente um dos momentos da história. @ Biblioteca


terça-feira, 13 de outubro de 2020

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o cantinho da ciência: "O princípio de incerteza de Heisenberg"

Este "cantinho da ciência" é da responsabilidade do professor Sérgio Viana, docente de Física e Química da nossa escola. É o "cantinho da ciência" pelas mãos de quem a conhece bem.


Numa noite de outono, muito longe de qualquer cidade, do cimo de uma varanda, olhei para baixo em direção à ruela que, sabia, ladeava o rio.

O nevoeiro era tão cerrado que a iluminação dos candeeiros formava, espaçadamente, halos de luz que parcamente chegavam ao chão da rua.

Mesmo assim, foi possível ver surgir um gato, que me pareceu listado, de cauda levantada, com o andar bamboleante no halo de luz mais próximo. O gato parou um bocado, olhou para cima na minha direção, esboçou um sorriso enigmático, virou a cara e continuou, indiferente ao meu olhar curioso, com o mesmo andar compassado, até desaparecer na escuridão. Procurei no halo de luz seguinte: não apareceu. Surgiu, sim, no halo mais adiante, com o mesmo andar até desaparecer de novo na escuridão. Voltei a vislumbrá-lo no halo seguinte, agora com dificuldade acrescida, dada a maior distância. Pareceu-me que parou e que olhou na minha direção. Terá voltado a sorrir?

O que teria acontecido ao gato nos intervalos de luz? Somos levados a acreditar, por ser mais fácil e mais cómodo, que nada se teria passado além do seu andar bamboleante. Mas quem tem a certeza disso? Este gato, como se vê, tem comportamentos muito inesperados.

Que gato seria este? Não encontrei a resposta, mas foi um assunto que me acompanhou quando tentava compreender o comportamento dos eletrões nos átomos.

De início parecia que os eletrões rodeavam, em órbitas, tal como os planetas em torno do Sol, o núcleo. Assim o afirmava Rutherford. Mas a realidade nunca é o que parece. Depressa se concluiu que assim não poderia ser, porque a física previa que, no seu movimento, os eletrões seriam uma fonte de luz que, lembram-se, é energia. Os eletrões estariam constantemente a perder energia de modo que acabariam por se aproximar do núcleo até que, irremediavelmente, nele embatiam, dando-se o colapso do átomo. Como toda a matéria é constituída por núcleos e respetivos eletrões, toda a matéria estaria, assim, condenada a um rápido colapso.

A solução deste imbróglio foi proposta, primeiro por Niels Bohr e depois, mais sustentadamente, reforçada por Heisenberg.

Sim, Bohr explicou que os eletrões rodam em torno do núcleo apenas em órbitas permitidas e, nessas, não emitem energia. Para passar de uma para outra, tal como o gato que vi, desaparece numa, puf ..., e surgem, logo de seguida, noutra órbita mais afastada. Nesse processo emitem luz. O que acontece em permeio? Não há resposta certa.

Heisenberg acrescentou. Os eletrões, aquelas bolinhas pequeníssimas de carga elétrica negativa, também são ondas. Por isso, como qualquer uma, não são localizáveis. Não têm limites definidos, espalham-se no espaço.

Mas, como é que uma bola, que pode ser localizável, também pode ser uma onda? Como é possível?

Ao tentar entender a natureza dos eletrões apenas me lembrava do sorriso enigmático do gato quando olhou para mim.

Sérgio Viana, professor

Gato que brincas na rua

Como se fosse na cama,

Invejo a sorte que é tua

Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais

Que regem pedras e gentes,

Que tens instintos gerais

E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,

Todo o nada que és é teu.

Eu vejo-me e estou sem mim,

Conheço-me e não sou eu.

                                        

                                                                                                     Fernando Pessoa

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Nobel da Economia pelo estudo da teoria dos leilões

Norte-americanos Paul Milgrom e Robert Wilson recebem o Prémio Nobel da Economia, anunciou a Real Academia Sueca das Ciências, pelo seu estudo na teoria dos leilões.
Formalmente, o prémio foi atribuído aos dois académicos, ligados à Universidade de Stanford, pelos contributos para “as melhorias na teoria dos leilões e a invenção de novos formatos de leilões”. A pesquisa destes dois académicos ajudou a perceber como se formam os preços na venda de bens e serviços através de leilões, ao mesmo tempo que se propuseram novos formatos capazes de maximizar os “benefícios para os compradores, os vendedores, os contribuintes e a sociedade como um todo”, indicou a Real Academia Sueca das Ciências.
Uma das descobertas da investigação de Milfrom e Wilson é que os oferentes racionais tendem a apresentar ofertas abaixo daquela que é a sua melhor estimativa sobre o valor comum, por estarem preocupados com o que se chama a “maldição do vencedor”, ou seja, pagar demasiado e, por essa via, ter prejuízo ou ganhar menos do que podia ter sido possível. Esta é uma pesquisa que tem implicações vastíssimas na economia mundial, desde os leilões de quotas de pesca até aos leilões de direitos de emissão carbónica, passando pelos leilões de slots nos aeroportos e frequências de rádio. @ Observador

cansaço ou esgotamento? aprenda a identificar o burnout

 O esgotamento ou burnout, um conceito muitas vezes traduzido por "esgotamento profissional", entrou na Classificação Internacional das Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS). Aprenda a identificar este fenómeno.

A síndrome de burnout foi pela primeira vez descrita pelo psiquiatra e psicoterapeuta americano Herbert Freudenberger, em 1974. Esta semana, a OMS classificou-o como um fenómeno relacionado com o trabalho.

Na década de 70 do século passado, Herbert Freudenberger, médico de profissão, constatou que alguns dos seus colaboradores numa clínica para toxicodependentes apresentavam, após um ano de atividade, desmotivação, queixas somáticas - como dores nas costas, problemas gastrointestinais e dores de cabeça - e problemas de humor. Para além destes sintomas, mostravam-se totalmente intolerantes a situações de stress.

"O burnout pode afetar indivíduos normais, no sentido de não terem uma depressão ou qualquer outra patologia prévia, mas pode cursar juntamente com uma depressão", alerta Fernando Almeida, médico psiquiatra.

"Em casos muito graves, o burnout pode levar ao suicídio mas, nestas situações, há invariavelmente uma concomitância de outras patologias, como a depressão, que escurece o passado, o presente e o futuro, deixando o doente sem qualquer sinal de esperança", acrescenta o especialista do Hospital Lusíadas Porto.

Segundo um estudo da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco), os profissionais em maior risco de desenvolver crises de burnout (esgotamento) são os empregados de lojas e supermercados (43%), profissionais de saúde (não médicos, 39%) e quem trabalha em serviços administrativos (37%) ou em profissões ligadas ao ensino (28%). @ Sapo