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sexta-feira, 27 de maio de 2022

VER: "Um sonho de liberdade"

Em final de semana, é necessário descontrair e, podendo, aproveitar para ver algum filme interessante. Esta é a sugestão do nosso "cinéfilo oficial", o João R.

Aqui fica a sinopse do filme "Um sonho de liberdade", que poderá ver na Netflix.

Tim Robbins e Morgan Freeman contracenam

Em 1946, Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem-sucedido banqueiro, vê a sua vida radicalmente modificada ao ser condenado por um crime que nunca cometeu, o homicídio de sua esposa e do amante dela. Ele é mandado para uma prisão que é o pesadelo de qualquer detido, a Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine. Lá ele irá cumprir a pena perpétua. Andy logo será apresentado a Warden Norton (Bob Gunton), o corrupto e cruel agente penitenciário, que usa a Bíblia como arma de controle e ao Capitão Byron Hadley (Clancy Brown) que trata os prisioneiros como animais. Andy faz amizade com Ellis Boyd Redding (Morgan Freeman), um prisioneiro que cumpre pena há 20 anos e controla o mercado negro da instituição.

sugestão de João R., colaborador do CRESCER

Ups! o enorme 7335 vai passar ao lado da Terra esta sexta-feira

De acordo com a NASA, o 7335 (1989 JA) será o maior asteróide que se vai aproximar este ano da Terra.


Segundo revelou o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA, um enorme asteróide, quatro vezes o tamanho do Empire State Building, vai fazer um aproximação à Terra no próximo dia 27, sexta-feira. 
Segundo o Centro, o asteróide, chamado 7335 (1989 JA), vai “falhar” o planeta Terra por cerca de 4 milhões de quilómetros, ou seja, 10 vezes a distância média entre a Terra e a Lua. Contudo, tendo em conta o seu tamanho -  com 1,8 quilómetros de diâmetro - e a proximidade com a Terra, a NASA acabou por classificá-lo como “potencialmente perigoso” (poderia causar enormes danos ao planeta se a sua órbita mudasse).
De acordo com a NASA, o 7335 (1989 JA) será o maior asteróide que se vai aproximar este ano da Terra. “Viaja a cerca de 76 mil km/h e não voltará a sobrevoar o planeta até 23 de junho de 2055, altura em que vai passar ainda mais longe do que a atual passagem, ou seja, a cerca de 70 vezes a distância entre a Terra e a Lua”, elucidam os especialistas.
De acordo com a NASA, o 7335 (1989 JA) será o maior asteróide que se vai aproximar este ano da
Terra. “Viaja a cerca de 76 mil km/h e não voltará a sobrevoar o planeta até 23 de junho de 2055, altura em que vai passar ainda mais longe do que a atual passagem, ou seja, a cerca de 70 vezes a distância entre a Terra e a Lua”, elucidam os especialistas.
Além disso, sublinham os cientistas, o 7335 (1989 JA) também se encaixa numa classe de asteróide chamada ‘Apollo’, que “se refere a asteróides em órbita do Sol que cruzam periodicamente a órbita da Terra”. 
A NASA é repsonsável por “controlar” NEOs como este e recentemente lançou uma missão para “testar se os asteróides potencialmente perigosos poderiam um dia ser desviados de uma rota de colisão com a Terra”. @ Sapo

prestigiada escola de programação instala-se no Porto

 A Escola 42, considerada uma das melhores de programação do mundo, vai instalar-se no Porto e conta já com algumas centenas de candidatos. A inauguração acontecerá a 14 de julho e, depois do período prévio de avaliação do programa que decorre durante o verão, o começo do programa irá arrancar a 31 de outubro com aulas gratuitas. Irá localizar-se no 3.º piso do antigo Palácio dos Correios, na Avenida dos Aliados.

Foto: DR

Espalhada por 25 países de todos os continentes do mundo e com mais de 15 mil alunos atualmente, "o motivo que difere esta das outras escolas é o modelo pedagógico", garante Pedro Santa Clara, diretor da 42 Porto.
"A necessidade de profissionais com competências em tecnologia é crescente e cada vez mais transversal a todas as indústrias. Esta nova escola vai oferecer o programa a todos aqueles que no norte do país queiram desenvolver competências em tecnologia", acrescentou o diretor.
Para entrar, os candidatos têm de passar pelas "piscines", um estilo de treino prévio para a aprendizagem de bases na programação que acontecem durante 28 dias. A 42 Porto pretende realizar quatro destes ensaios, três deles no verão. Os aprovados nessa fase podem então frequentar o programa de formação da escola.
A escola é "inclusiva e flexível", uma vez que os candidatos apenas têm de ser maiores de idade e não têm horários predefinidos, podendo construir o seu próprio plano de aprendizagem e trabalhar ao próprio ritmo, afirmou Mafalda Sousa Guedes, diretora executiva do 42 Porto.
A diretora executiva revela que, apesar do "estilo livre" do modelo pedagógico, é necessária a dedicação e compromisso dos candidatos: "eles aprendem mais com a procura do conhecimento e realização de desafios. A dedicação deles é essencial, caso contrário não passam os desafios. É como estar a aprender a tocar guitarra e só pegar nela uma vez por mês".
Apoiados por mecenas como a Câmara Municipal do Porto, a Sonae, a SaltPay, entre outros, os alunos não terão de se preocupar com os custos do programa que é 100% gratuito. @ JN

"Farsa de Inês Pereira" pelo grupo de teatro Qcena

O Grupo de Teatro Qcena, do Agrupamento de Escolas de Águas Santas, tem o prazer de convidar todos os docentes da nossa escola para assistirem à peça Farsa de Inês Pereira, no dia 1 de junho, pelas 21h, no Auditório da Junta de Freguesia de Águas Santas (Auditório Manuel Correia).









      Aguardamos, com entusiasmo, a vossa presença!

A equipa Qcena:

Elsa Gonçalves
Amélia Lopes
Cláudia Brito
Nuno Marinho
Margarida Serralheiro

quinta-feira, 26 de maio de 2022

massacre em mais uma escola nos Estados Unidos

No dia de ontem, 24 de maio, fomos confrontados com mais um incompreensível massacre perpetrado por um adolescente, desta vez numa escola básica no Texas, onde 19 crianças e 2 professoras perderam a vida (dados de hoje).

Várias questões devem assolar as mentes dos que do lado de cá do ecrã e do mundo observamos impávidos a mais uma tragédia... e tentar evitar cair na ratoeira fácil de pensar "Só mesmo nos Estados Unidos!"

Como em tantas outras situações, a tragédia trouxe novamente a público o debate politizado sobre o controlo do acesso a armas, a verificação de antecedentes e condição clínica prévia dos eventuais portadores de arma.

Como ficar indiferente? Como procurar atenuantes ou possíveis razões para tal ato insano contra pessoas indefesas, num local que se deseja seguro? O que leva um adolescente a cometer tal atrocidade? Estarão os jovens tão imersos numa realidade alternativa em que as armas não produzem efeito real nos outros? Crianças e jovens desligadas da realidade? Estaremos nós adultos totalmente alheados do que se passa com os nossos filhos e alunos?


A esperança de que este possa não ser "apenas mais um massacre" é a onda de reações fora da esfera política, como é o exemplo da reação emotiva do treinador da equipa da NBA Golden State Warriors, Steve Kerr.
Constância Silva, docente de Inglês e colaboradora do CRESCER

saúde: vamos falar de sofrimento psicológico nas escolas?


Pela primeira vez, o Ministério da Educação pediu um estudo nacional sobre a saúde psicológica e bem-estar da comunidade escolar que, segundo o ministro João Costa, passará a ser realizado periodicamente.
estudo “Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar” foi realizado junto de 8.067 crianças e adolescentes que frequentam escolas portuguesas, desde o pré-escolar até ao 12.º ano.
Depois de recolhidos e analisados, os dados mostram alguns aspetos preocupantes — mas há solução.
Como estão os alunos?
Cerca de um terço dos alunos das escolas portuguesas tem sinais de sofrimento psicológico e défice de competências socioemocionais, um problema que afeta mais as raparigas.
Contudo, "os alunos, tirando uma minoria, dentro de uns tempos estarão recuperados", defendeu a coordenadora do estudo, Margarida Gaspar de Matos, da Equipa Aventura Social da Universidade de Lisboa.
Segundo os investigadores, os problemas de saúde mental agravam-se à medida que os alunos crescem, até chegarem ao 12.º ano, altura em que são relatados mais problemas.
Ao longo do percurso escolar surgem duas exceções, as crianças do 2.º ano e os jovens do 8.º, que aparecem também especialmente vulnerabilizadas.
Os estudantes do 5.º ano aparecem como os mais satisfeitos com a vida e com menos sintomas de mal-estar psicológico: são os mais otimistas, confiantes, com maiores índices de sociabilidade, criatividade, energia e menor ansiedade face aos testes.
Após os inquéritos realizados com a ajuda de professores e educadores, concluíram que cerca de um quarto das crianças são irrequietas (23,2%) e distraem-se com facilidade (24,9%), mas 88,6% dizem ter pelo menos um bom amigo.
Entre os alunos mais velhos, mais de um quarto disse sentir tristeza (25,8%), irritação ou mau humor (31,8%) e nervosismo (37,4%) várias vezes por semana ou quase todos os dias.
Embora a maioria refira que raramente ou nunca sente uma tristeza tão grande que pareça não aguentar (67,1%), quase um terço admitiu sentir essa tristeza pelo menos mensalmente (32,9%).
 E os professores?
"Pelo menos metade dos docentes acusa sinal de sofrimento psicológico em pelo menos uma das medidas consideradas", conclui o estudo, em que participaram 1.457 professores, na sua maioria mulheres (81,8%).
Apesar de o trabalho na escola ser motivo de satisfação para a maioria dos professores, o estudo indica, no entanto, que são muitos os que se sentem nervosos, irritados ou de mau humor, havendo mesmo quem admita ter dificuldade em adormecer (48,5%).
Um em cada cinco professores (20%) disse sentir-se “tão triste que parece não aguentar”.
Os investigadores concluíram que o ambiente da escola e a qualidade da gestão dos agrupamentos escolares parecem estar associados ao sofrimento psicológico dos docentes, uma situação também agravada pela idade e tempo de serviço.
Os docentes com mais idade e mais tempo de serviço relatam menor qualidade de vida, mais sintomas de depressão e ansiedade, menor perceção de apoio por parte da direção do agrupamento e um ambiente escolar menos favorável.
Mais de metade dos docentes disse ter-se sentido nervoso (55,3%), triste (53,4%), irritado ou de mau humor (51,3%), com frequência semanal ou superior, nos últimos tempos.                               
O que nos diz tudo isto?
Para Margarida Gaspar de Matos, os resultados quanto aos alunos não são dramáticos. “Isto não é uma catástrofe nacional, é apenas um período de vulnerabilidade nacional”, também relacionado com a pandemia, defendeu a coordenadora do estudo.
Por sua vez, o mesmo não se pode dizer quanto a quem dá aulas. “Os professores estão muitos doentes. A minha preocupação é muito com os professores, porque um professor perturbado com 30 alunos à frente não vai conseguir fazer um bom serviço nem para ele nem para os alunos”, acrescentou.
Conhecidos os dados do estudo, o que pode ser feito? Segundo a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), é necessário o reforço de psicólogos nos cuidados de saúde primários, para que possam atender crianças e jovens em sofrimento psicológico, que têm ficado sem resposta por falta de meios. @ Sapo

saúde: sintomas dos distúrbios da tiroide nas crianças "podem passar despercebidos"

Especialista em endocrinologia Maria João Oliveira alerta para a incidência das doenças da tiroide em idade pediátrica e os sintomas a ter em atenção.


Atraso no crescimento, aumento do volume da tiroide, do peso e dificuldade de concentração na escola são sintomas de alerta que podem indicar doenças da tiroide nas crianças. Estas disfunções "podem surgir devido a uma alteração na sua função — o hipotiroidismo ou hipertiroidismo, ou através de uma alteração na sua estrutura — bócio, nódulo(s) ou cancro”, segundo Maria João Oliveira, endocrinologista e porta-voz da Associação das Doenças da Tiroide (ADTI). Segundo um comunicado da ADTI, "os sintomas podem passar despercebidos" nas crianças.
A diferença entre o hipotiroidismo e o hipertiroidismo, é que no primeiro o metabolismo desacelera, devido a uma produção de hormonas insuficiente e no segundo, acontece o contrário. Porém, o hipotiroidismo continua a ser o mais frequente, tanto nos adultos como nas crianças, pois este pode ser diagnosticado logo à nascença através do teste do pezinho.
A causa mais frequente de hipotiroidismo é a doença autoimune da tiroide - o Tiroidite de Hashimoto ou autoimune crónica. Outras causas estão relacionadas com a radioterapia da cabeça e pescoço, a cirurgia ou uma malformação congénita e ainda com défice de iodo.
Em relação ao hipertiroidismo na infância é 10-20 vezes menos frequente que o hipotiroidismo e geralmente acontece na adolescência, principalmente naquelas crianças com histórico familiar. Surge também devido a uma doença autoimune – a doença de Graves. Os sinais são evidentes: alterações do humor, irritabilidade, agitação, tremor, suores, intolerância ao calor, palpitações, diarreia.
Apesar destas disfunções “as crianças que sofram desta patologia da tiroide podem ter uma vida completamente normal, desde que sejam acompanhadas por um médico especialista e tomem a medicação prescrita regularmente”, alerta a endocrinologista. @  Sapo

saúde: prepare-se para apanhar Covid pelo menos uma vez por ano

 

Um novo estudo realizado pela Fractal Therapeutics demonstra que as pessoas que não foram vacinadas contra a Covid-19 e que não usam máscara podem contrair o vírus que gera a doença uma vez por ano.
Já para aqueles que estão vacinados, usem máscara ou não, a probabilidade de contraírem o vírus é “muito menos frequente”, embora seja impossível dizer com que frequência, afirmou Arijit Chakravarty, CEO da Fractal Therapeutics.
“A conclusão é que se está a planear não usar uma máscara e viver a sua vida como habitualmente, espere ser infetado pelo menos uma vez por ano, se não mais vezes”, disse Chakravarty. “Se estiver a planear usar máscara em todo o lado menos em casa, isso provavelmente reduz o risco para metade”.
Os mais recentes modelos criados pela equipa de investigação da Fractal Therapeutics têm em conta a diminuição da imunidade conferida pelas vacinas e infeções anteriores, e também uma certa evasão à imunidade, como tem acontecido cada vez mais com as subvariantes da Ómicron. Assume também que com cada infeção, as pessoas adquirem alguma proteção contra o vírus, embora isto seja algo temporário.
No entanto, o estudo não teve em conta a possível evolução de uma variante contra a qual as vacinas não ineficazes.
As variantes do SARS-CoV-2 estão a evoluir de uma forma que supera a tecnologia atual das vacinas, podendo torná-las ineficazes no futuro. Ainda assim, o CEO da Fractal Therapeutics frisou que “ainda não explorámos totalmente” o alcance do que a “tecnologia pode proporcionar em termos de proteção”. @  Sapo

dia Internacional das Crianças Desaparecidas: todos os anos há mais de 250 mil casos na Europa


Assinalou-se ontem, 25 de maio, o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas e, por esse motivo, a Multinews procurou saber como está o panorama europeu neste campo.
Para isso, contámos com a ajuda da ‘Missing Children Europe’, a Federação Europeia para as Crianças Desaparecidas e Sexualmente Exploradas, que liga 31 organizações de base em 26 países de toda a Europa, incluindo Portugal.
Entre os objetivos estão evitar o desaparecimento de crianças, e protegê-las de qualquer violência, abuso ou exploração que leve ao seu desaparecimento, ou resulte do mesmo.
Segundo o organismo, todos os anos mais de 250 mil crianças desaparecem na Europa, por uma vasta gama de razões, incluindo conflitos, violência, abuso e exploração.
As raparigas (57,73%) constituíram a maioria das crianças desaparecidas na Europa em 2020, último ano para o qual há dados disponíveis, seguidas pelos rapazes (42,17%) e outras identidades de género (0,11%).
Analisando as estatísticas da organização a nível global – (não só da Europa) que não descrevem dados de Portugal – pode ver-se que no Reino Unido, por exemplo, quase 113 mil crianças são dadas como desaparecidas a cada ano.
Mais de mil desaparecimentos em Portugal em 2020
A Multinews tentou obter dados atualizados para Portugal, tendo contactado para o efeito a Polícia Judiciária (PJ) e a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, mas não conseguiu resposta em tempo útil.
Carlos Farinha, da PJ, revelou na altura que as 1.011 crianças e jovens até aos 18 anos desaparecidas em 2020 representam “um número substancialmente mais baixo” que o registado em anos anteriores, estando esta redução “seguramente” relacionada com a pandemia de Covid-19.
Segundo Carlos Farinha, 868 jovens desaparecidos tinham entre 14 e 17 anos, 90 tinham entre 11 e os 13 anos e 53 crianças tinham até 10 anos. @  Sapo

quarta-feira, 25 de maio de 2022

prémio de Literatura José Craveirinha distingue Mia Couto

O júri do Prémio de Literatura José Craveirinha atribuiu este ano a distinção ao escritor moçambicano Mia Couto, anunciou a organização na segunda-feira, em Maputo.


O presidente do júri, o escritor Luís Cezerilo, justificou a escolha, que "já devia ter acontecido há muito tempo", com a grandeza e humanismo da obra.
Mia Couto enalteceu, por sua vez, a obra do poeta José Craveirinha ao receber o prémio no Salão Nobre do Conselho Municipal de Maputo.
A ministra da Cultura, Eldevina Materula, sublinhou o simbolismo de Mia Couto ser galardoado no ano em que se celebra o centenário de Craveirinha.
O prémio de literatura foi criado pela Associação dos Escritores Moçambicanos em parceria com a Hidroelétrica de Cahora Bassa, com uma valor monetário de 25.000 dólares (23.430 euros).
Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, tendo sido jornalista e professor - atualmente é biólogo e escritor.
Prémio Camões em 2013, Mia Couto é autor, entre outros, de "Jesusalém", "O Último Voo do Flamingo", "Vozes Anoitecidas", "Estórias Abensonhadas", "Terra Sonâmbula", "A Varanda do Frangipani" e "A Confissão da Leoa".
Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da obra, entras outras distinções.
"Terra Sonâmbula" foi eleito um dos 12 melhores livros africanos do século XX, e "Jesusalém" esteve entre os 20 melhores livros de ficção mais publicados em França, na escolha da rádio France Culture e da revista Télérama. @ Sapo

pandemia criou um novo bilionário quase todos os dias

 Cerca de 573 pessoas juntaram-se às listas de bilionários desde 2020, elevando o total mundial para 2.668, de acordo com uma análise divulgada pela Oxfam no passado domingo. Isto significa que surgiu cerca de um novo bilionário a cada 30 horas, em média, até agora durante a pandemia.

O relatório, que se baseia em dados compilados pela Forbes, analisa o aumento da desigualdade ao longo dos últimos dois anos. Está programado para coincidir com o início da reunião anual do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, uma reunião com algumas das pessoas mais ricas e líderes mundiais.

Os bilionários viram o seu património líquido total aumentar em 3,8 triliões de dólares, ou 42%, para 12,7 triliões de dólares durante a pandemia. Grande parte do salto na riqueza veio no primeiro ano da pandemia. Depois, a situação tornou-se mais estável e desde então tem caído um pouco, afirmou Max Lawson, chefe da política de desigualdade na Oxfam*.

Simultaneamente, a Covid-19, a crescente desigualdade e o aumento dos preços dos alimentos poderão empurrar até 263 milhões de pessoas para a pobreza extrema este ano, invertendo décadas de progresso, referiu Oxfam num relatório divulgado no mês passado.

"Nunca vi um crescimento tão dramático da pobreza e da riqueza no mesmo momento da história", revelou Lawson. "Vai prejudicar muita gente."

Beneficiar de preços elevados

Os consumidores de todo o mundo estão a lutar com o aumento do custo da energia e dos alimentos, mas as empresas destas indústrias e os seus líderes estão a beneficiar com o aumento dos preços, referiu a Oxfam.

Os bilionários no setor alimentar e do agronegócio viram a sua riqueza total aumentar em 382 mil milhões de dólares, ou 45%, nos últimos dois anos, após o ajuste da inflação. Surgiram cerca de 62 bilionários no setor alimentar desde 2020.

Entretanto, o património líquido dos seus pares nos setores do petróleo, gás e carvão aumentou 53 mil milhões de dólares, ou 24%, desde 2020, após o ajuste da inflação.

Apareceram quarenta novos milionários pandémicos na indústria farmacêutica, um setor que tem estado na linha da frente na batalha contra a Covid-19 e que tem beneficiado de mil milhões em financiamento público.

setor tecnológico gerou muitos bilionários, incluindo sete das 10 pessoas mais ricas do mundo, tais como Elon Musk da Telsa, Jeff Bezos da Amazon e Bill Gates da Microsoft. Estes homens aumentaram a sua riqueza em 436 mil milhões de dólares para 934 mil milhões de dólares nos últimos dois anos, após o ajuste da inflação.

Taxar os ricos

Para contrariar o crescimento meteórico da desigualdade e ajudar aqueles que lutam com o aumento dos preços, a Oxfam está a pressionar os governos a taxar os ricos e as empresas.

O grupo gostaria também de cobrar um imposto permanente sobre a riqueza dos super-ricos. Sugere um imposto de 2% sobre ativos superiores a 5 milhões de dólares, subindo para 5% para o património líquido superior a mil milhões de dólares. Isto poderia aumentar 2,5 triliões de dólares em todo o mundo.

No entanto, os impostos sobre a riqueza não têm sido adotados por muitos governos. @ CNN

Covid-19: testes comparticipados nas farmácias só a partir de hoje

Só a partir de quarta-feira é que devem começar a ser feitos os testes prescritos pelo SNS e comparticipados a 100%.

Os testes à covid-19 prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde e comparticipados a 100% só devem começar a ser feitos nas farmácias a partir de quarta-feira, pois ainda estão a decorrer acertos técnicos, segundo a Associação Nacional de Farmácias.
Segundo a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino, a situação está "em vias de resolução" e para hoje estão previstas reuniões com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde para operacionalizar a medida em termos técnicos e permitir às farmácias aceder às prescrições na plataforma usada.
Neste momento, apenas era possível fazer testes prescritos e comparticipados a 100% nos laboratórios com acordo com o Serviço Nacional de Saúde, possibilidade que volta a ser alargada às farmácias comunitárias com a portaria publicada na segunda-feira.
Com a publicação da portaria, o Governo retoma a comparticipação a 100% dos testes rápidos de antigénio (TRAg), mediante prescrição e com um valor máximo em termos de comparticipação de 10 euros.
Na altura, em declarações à Lusa, a responsável da ANF considerou que a decisão do Governo era "uma medida bastante positiva" e uma "excelente forma" de as farmácias "ajudarem a reduzir a pressão sobre os cuidados de saúde, nomeadamente, sobre as urgências hospitalares e centros de saúde".
A presidente da ANF manifestou-se ainda convicta de que cerca de 1.500 farmácias devem aderir a este novo regime de comparticipação, o mesmo número de "farmácias que estava a efetuar os testes comparticipados no final de abril".
A comparticipação dos TRAg de uso profissional nas condições expressas na portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, está em vigor até final de junho.
Esta medida é justificada na portaria com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.
A portaria sublinha a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infeção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para deteção precoce de casos confirmados, acrescentando: "importa garantir o acesso e a realização de TRAg de uso profissional, prescritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e financiados através de um regime especial de preços máximos para efeitos de comparticipação". @  DN

alunos e professores com sinais de sofrimento psicológico

Um terço dos alunos e metade dos professores com sinais de sofrimento psicológico.


Cerca de um terço dos alunos e metade dos professores tem sinais de sofrimento psicológico, revela o estudo Saúde Psicológica e Bem-Estar, que será divulgado esta terça-feira num encontro sobre flexibilização, na Feira. A partir de setembro, os docentes vão ter formação sobre competências socioemocionais e autocuidado. E vão ser prorrogados os contratos de 1100 técnicos especializados, recrutados no ano passado para reforçar a resposta das escolas à pandemia. A pesquisa volta a realizar-se daqui a dois anos.
"Não é uma catástrofe nacional. É um período de vulnerabilidade", conclui a coordenadora do estudo Margarida Gaspar de Matos. A docente da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa explicou, num encontro com jornalistas, que, nos estudos sobre saúde mental, cerca de 20% da amostra acusa sinais de mau estar. Daí que os resultados nos alunos não sejam alarmantes, pois a maioria sente-se bem. Já os dados dos docentes são mais preocupantes, admite. "Um professor perturbado com 30 alunos à frente não vai conseguir fazer um bom serviço. Nem por ele, nem pelos alunos", alerta@ JN                        cortesia do envio de Constância Silva, docente de Inglês e colaboradora do CRESCER


terça-feira, 24 de maio de 2022

projeto de cidadania: "Eu gosto de ser voluntário"

Há projetos de cidadania e projetos de cidadania!

Este foi/é particularmente especial, porque foi escolhido por UNS para OUTROS, num verdadeiro exercício de solidariedade, companheirismo e inclusão, útil e capaz de desfazer barreiras e construir laços.

Os alunos do 11º L, turma do Curso Profissional de Técnicos de Saúde, consideraram dever fazer voluntariado junto da equipa da Sala de Intervenção Especializada (SIE), duas vezes por semana, desde fevereiro (quando foi possível arrancar com vigor) até ao final das suas atividades letivas e antes de partirem para a Formação em Contexto de Trabalho.

Já aconteceu!

Cada um leva desta experiência emoções, frustrações, encantamentos e paixões que só o próprio saberá traduzir. E também deixa marcas que só os outros saberão dizer ou sentir. Mas, para que possam conhecer um pouquinho do que por lá aconteceu, aqui fica um podcast para memória futura

Clique no link e ouça.

"Eu gosto de ser voluntário"

Ficha técnica:

Vozes

De cada aluno do 11º L 2021/22

Manuela Couto, professora coordenadora do Projeto de Cidadania

Celeste Carvalho, professora mentora da sala SIE A3.03

Primeira música

"Wise Up", de Aimee Mann

Última música 

"Eu contigo sou"

Letra: SIE A3.03 (contributos de toda a equipa e voluntários)

Música: Teresa Madeira, professora de música

mundo: 100 milhões de deslocados

O número de pessoas deslocadas das suas casas devido a conflitos em todo o mundo atingiu um recorde de 100 milhões, impulsionado pela guerra na Ucrânia, anunciou o alto-comissário da ONU para os Refugiados.

"Cem milhões é um número gritante - tão preocupante como alarmante. É um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido", defendeu o responsável pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (
ACNUR). 
Segundo o ACNUR, o número de pessoas deslocadas à força em todo o mundo aumentou para 90 milhões até ao final de 2021, devido, sobretudo, a novas ondas de violência ou conflitos prolongados em países como a Etiópia, o Burkina Faso, Myanmar, a Nigéria, o Afeganistão e a República Democrática do Congo. No início do ano, a guerra na Ucrânia juntou a esse número mais de oito milhões de pessoas, além de mais de seis milhões de refugiados para os países vizinhos.

Estes 100 milhões de pessoas representam mais de 1% da população global, sendo que o número total é equivalente ao dos habitantes do 14.º país mais populoso do mundo, refere o ACNUR, citando o relatório mais recente do Centro de Monitorização de Deslocados Internos (IDMC).
Em última análise, considerou o alto-comissário da ONU, "a ajuda humanitária é um paliativo, não uma cura".
"A resposta internacional às pessoas que fogem da guerra na Ucrânia tem sido extremamente positiva", admitiu Filippo Grandi, sublinhando que "é preciso uma mobilização semelhante para todas as crises ao redor do mundo".
"Para reverter essa tendência, a única resposta é paz e estabilidade para que pessoas inocentes não sejam forçadas a escolher entre o perigo agudo de ficar em casa ou a fuga precária e o exílio", sustentou. @ JN 
cortesia do envio de Constância Silva, docente de Inglês e colaboradora do CRESCER

"variantes da Ómicron vieram complicar o desenvolvimento das vacinas de 2.ª geração"

A comunidade científica e a indústria farmacêutica acreditavam que a meio de 2022 as vacinas mais inovadoras contra a covid-19, chamadas de 2.ª geração, estariam no mercado e a comunidade poderia respirar de alívio. Se assim fosse, seria mais um recorde para a ciência, mas o grau elevado de transmissibilidade das sublinhagens da nova variante complicou o objetivo. O médico imunologista que integra a Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da Direção-Geral da Saúde explica ao DN o porquê.

O médico imunologista e investigador do iMM salienta que o que correu menos bem nesta pandemia foi a desigualdade no acesso às vacinas. 
© Reinaldo Rodrigues, Global Imagens

Em setembro de 2021, e quase nove meses depois do início do processo de vacinação contra a covid-19, pelo menos na Europa, apareceu uma nova esperança: as vacinas de 2.ª geração, que já estavam em ensaios de fase III, a última fase, para em seguida serem apresentadas às autoridades do medicamento internacionais. No final do ano, e conforme foi noticiado na altura, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla inglesa) já teria três vacinas em apreciação, mas o aparecimento de uma nova variante na África do Sul, mais transmissível que a Delta, veio "complicar" os estudos em curso. A meta de obter vacinas contra a transmissão da covid-19 parece estar agora mais longe, bem como a da imunidade de grupo. Em entrevista ao DN, o médico imunologista, investigador do Instituto de Medicina Molecular (iMM) João Lobo Antunes e um dos especialistas que integra a Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da DGS, Luís Graça, assume que o importante agora é seguir a estratégia da vacinação primária e a dos reforços, para evitarmos consequências graves, como internamentos e óbitos.

No final do ano passado muito se falou nas vacinas de 2.ª geração contra a covid-19 , antevendo-se que estas poderiam estar no mercado a meio de 2022. Estas eram uma nova esperança na luta contra a doença, pois incidiriam na prevenção da transmissão, mas até agora nada mais se soube. O que aconteceu?
Desde o momento em que se começou a falar das vacinas de nova geração até agora houve algo que mudou: surgiu uma nova variante, identificada na África do Sul em dezembro de 2021, com uma grande capacidade de transmissibilidade, que é a Ómicron, e que já tem várias sublinhagens (BA.1, BA.2, BA.3, BA.4 e BA.5). A BA.2 tornou-se dominante em pouco tempo, sobrepondo-se à BA.1, e neste momento a BA.5 já se sobrepôs à BA.2. A BA.4 também é muito transmissível, mas está a ter impacto em outros países. Mas todas estas variantes vieram mostrar que continua a existir uma evolução contínua do vírus SARS-CoV-2 com grande impacto a nível da transmissibilidade, mostrando ser muito complicado as vacinas terem neste momento um impacto muito significativo na prevenção da infeção.
Quer dizer que o desenvolvimento parou por causa da nova variante?
Tenho de salientar que o desenvolvimento destas vacinas não foi travado. O desenvolvimento continua. Este processo apenas não está a ser tão rápido quanto se antecipava no final de 2021. Neste momento existem vacinas que estão a ser avaliadas pela EMA e, havendo resultados positivos, é possível que sejam disponibilizadas no futuro. Mas o que era possível alcançar com as variantes iniciais do SARS-CoV-2, como a Alpha, em que as vacinas tinham um impacto muito significativo a evitar a transmissão e a infeção, passou a ser mais difícil com a Delta, em que houve uma diminuição dessa efetividade, e especialmente com a Ómicron. Com efeito, a capacidade das vacinas para prevenir a transmissão e a infeção em relação a esta última variante é muito reduzida. Por isso, neste momento, o grande objetivo das campanhas de vacinação a nível mundial passou a ser, sobretudo, o de evitar a doença grave e a morte, e não tanto o evitar a transmissão e a infeção.
Diz que a investigação não foi travada, mas não há ideia de quando é que estas vacinas de 2.ª geração poderão chegar ao mercado?
Não consigo antecipar essa data. Não acompanho o processo de decisão da EMA. Por aquilo que se pode saber através da informação pública, é que já deu entrada na agência o processo de revisão de algumas dessas vacinas.
Falou da estratégia para a vacinação. A própria Organização Mundial da Saúde defendeu, em janeiro, ser necessário uma nova geração de vacinas que prevenisse a transmissão da doença, por considerar que a estratégia de reforços repetidos tem poucas hipóteses de ser viável. Mas já é certo que esta estratégia vai ter de ficar por mais tempo?
Como disse, a estratégia atual para a utilização das vacinas, face às características das variantes em circulação, é evitar a doença grave e as mortes. É uma estratégia um pouco semelhante à usada nas vacinas contra a gripe. Estas também não têm uma efetividade extraordinariamente elevada no evitar a transmissão da doença na comunidade, mas a sua utilização, sobretudo nos grupos de população mais vulneráveis, pela idade ou por terem outras doenças, é muito eficaz no desenvolvimento de doença grave ou de morte. Podemos antecipar que a estratégia de vacinação atual e futura contra a covid-19 continue a incidir na redução do impacto da infeção na doença grave e na morte.~
Mesmo havendo 92,1% da população residente em Portugal com o esquema de vacinação primário e mais de 60% com as doses de reforço não se atingirá a imunidade de grupo tão desejável?
No contexto atual, com as variantes que existem, é irrealista pensar-se que isso será possível de alcançar para breve. @ DN

já teve covid-19? o que precisa de saber depois do isolamento

São muitas as questões de quem tem alta automática ao fim de sete dias de isolamento, conforme a última norma da Direção-Geral da Saúde. Com a ajuda de um especialista, procuramos compilar as informações mais relevantes para quem esteve infetado e já pode sair de casa para fazer vida normal.


A mais recente norma da Direção-Geral da Saúde: os infetados com covid-19 que sofram de doença ligeira têm alta automaticamente após sete dias de isolamento. Porém, após a alta, há questões que subsistem a quem já teve covid-19

É normal sentir-me doente?

Com o isolamento a terminar ao sétimo dia após início de sintomas de covid-19, há quem se queixe que, mesmo uma semana depois, tem sintomas ligeiros que persistem. Pode acontecer, diz Bernardo Gomes, médico de Saúde Pública. “Nos primeiros dias, há indivíduos que ficam com queixas persistentes, cansaço, dificuldades de raciocínio, memória, dificuldade de respirar. Este tipo de sintomas arrastados não são atípicos em infeções respiratórias víricas”, explica o especialista. E se 14 dias de sintomas, por exemplo, não é caso raro, o ideal será procurar assistência médica caso as queixas persistam um mês após a infeção, porque podemos estar perante um caso de covid persistente ou síndrome pós-covid e eventuais sequelas da doença.

O meu teste continua positivo após a alta. Devo manter-me em isolamento?

O médico Bernardo Gomes esclarece que há uma percentagem de doentes com covid-19 que, ao sétimo dia após início de sintomas - ou mesmo os assintomáticos -, continuarão a ter um teste positivo para covid-19 e “isso deve ser encarado com normalidade”, explica, sem obrigar à manutenção do isolamento. A libertação de carga viral é mais alta nos primeiros cinco a seis dias de infeção, por isso, mesmo que o teste continue positivo, “a libertação de carga viral existe mas em quantidades certamente menores. Não deve manifestar preocupação”. 

Mas é também por esta razão que nos primeiros três a quatro dias após a alta deve manter-se “um conjunto de atitudes de restrição social”, refere Bernardo Gomes. Ou seja, reduzir ao máximo deslocações, não participar em aglomerações e não fazer muito mais do que o percurso casa-trabalho e vice-versa. “Os adultos devem manter cautela até ao décimo ou décimo primeiro dia após infeção”, mantendo naturalmente o distanciamento social, a máscara e as regras de etiqueta respiratória.

Devo marcar consulta com o médico de família e pedir exames de rotina?

Não. “A não ser que exista persistência de sintomas”, ressalva Bernardo Gomes, marcar uma consulta de rotina ou pedir análises ao médico de família não se justifica após a alta da covid-19.

O meu filho também teve alta da covid-19. Levo-o ao pediatra?

Não é necessário. Os mais pequenos, tal como os adultos, não precisam de seguimento após covid. Mas Bernardo Gomes deixa um conselho: pais ou cuidadores devem manter uma atitude de vigilância em relação às crianças no primeiro mês após a infeção, observando se há maior fadiga, sintomas adicionais ou novos sintomas respiratórios. “Como acontece noutras infeções víricas, existe a possibilidade de haver sobreposição de outras infeções e podem aparecer infeções bacterianas a seguir. É preciso estar atento”, explica o especialista em Saúde Pública.

Quando devo voltar a testar-me?

Segundo as indicações da Direção-Geral da Saúde, quem estiver recuperado da infeção por covid-19 há menos de seis meses encaixa na definição de contacto de baixo risco, logo não precisará de fazer teste após ter contactado com um infetado. “Se voltar a ter sintomas após uma infeção de covid-19 num prazo de um mês, ou um mês e meio, não iria voltar a testar”, refere Bernardo Gomes. Mas o especialista aponta um problema: houve quem fosse infetado em dezembro do ano passado com a variante Delta e em janeiro deste ano com a variante Ómicron. “O cenário de uma reinfeção com uma variante que escape à imunidade montada pela variante anterior é normal”, assinala. “Diria que um intervalo de um mês na testagem é sempre de considerar. Mas sempre com esta ressalva” da possibilidade de reinfeção com uma nova variante, esclarece Bernardo Gomes.

Qual é o risco de reinfeção?

Aqui, Bernardo Gomes prefere “deixar alguma margem para a incerteza”. “Não temos ainda dados sobre a perenidade da imunidade da infeção por Ómicron”, refere, “ainda está a ser estudada”. Mas vai deixando o aviso: “Não vale a pena contar com imunidades muito longas com esta família de vírus. O que todos esperamos, num cenário otimista, é que perante a vacinação e o número de pessoas já infetadas tenhamos imunidade acumulada para que as infeções sucessivas sejam menos severas”. Porém, esta expectativa não descarta a possibilidade de surgir uma nova variante mais severa que venha alterar o que sabemos até agora.

Quando posso voltar a receber visitas em casa?

“Ficaria confortável com duas semanas após a infeção”, esclarece Bernardo Gomes. Sendo que, a partir dos dez dias depois da covid-19 é legítimo que se pense em iniciar a vida social. “Quando mais precoce for este reinício da vida social, mais importante é escolher espaços ventilados e arejar a casa para diminuir riscos de contágio. O foco deve ser, segundo o especialista, na ventilação do espaço e não tanto na desinfeção das superfícies.

Devo desinfetar os espaços e substituir objetos pessoais?

Os objetos usados na atividade diária não precisam de ser substituídos após uma infeção por covid-19. Trocar escovas de dentes ou deitar fora toalhas usadas pelos infetados não se justifica, garante o médico Bernardo Gomes. O mais importante para prevenir eventual contaminação é a “higiene das mãos, que tem uma mais-valia transversal”, garante. Não há necessidade de “uma desinfeção muito marcada do espaço e dos objetos”, diz Bernardo Gomes, sublinhando que o importante é ventilar os espaços, garantindo que o ar circula por todo o lado.

Quando posso tomar a dose de reforço da vacina contra a covid-19?

Se foi infetado enquanto esperava para ser chamado a levar a dose de reforço da vacina contra a covid-19, a norma da Direção-Geral da Saúde recomenda no mínimo um intervalo de cinco meses após o diagnóstico. No caso de ter recebido a vacina da Janssen, este intervalo reduz-se para três meses após a infeção. No caso de ter iniciado a vacinação com uma vacina com esquema de duas doses, levando apenas a primeira, deve ser vacinado com uma dose da mesma vacina três meses após a notificação da infeção. (daqui)

comer mais frutas e vegetais pode reduzir sintomas de défice de atenção e hiperatividade em crianças

O consumo destes alimentos pode ajudar a reduzir os níveis de falta de atenção.


Um grupo de investigadores da Universidade Estatal do Ohio, nos Estados Unidos da América, apresentou um estudo onde concluíram que crianças com sintomas de défice de atenção e hiperatividade, beneficiam de uma dieta rica em frutas e legumes. O consumo destes alimentos pode ajudar a reduzir os níveis de falta de atenção.
O grupo de investigadores que conduziu a pesquisa, realizou um estudo com 134 crianças, com sintomas de défice de atenção e hiperatividade. Depois de dividirem as crianças em dois grupos, administraram suplementos ricos em vitaminas e minerais a um dos grupos e placebos às outras.
No primeiro grupo, as crianças demonstraram uma melhoria três vezes superior às do segundo, na capacidade de controlar as suas emoções.
Incluídas nesta investigação também estão as entrevistas feitas aos pais das crianças, sobre os hábitos alimentares e quantidades consumidas. Os pais também foram questionados no sentido de avaliarem a falta de atenção demonstrada pelos filhos, incluindo dificuldades de concentração, dificuldade de seguir pedidos e instruções, dificuldade em controlar as suas emoções e má memória.
Os pais das crianças que consumiam mais frutas e vegetais notaram uma redução nos sintomas do síndrome do défice de atenção. Este estudo, que saiu na publicação científica Nutritional Neuroscience, é mais uma contribuição para a crescente quantidade de informação que prova o papel da nutrição no controlo dos sintomas do défice de atenção.
A ​Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é um distúrbio neuro comportamental que pode originar dificuldades de relacionamento, alterações comportamentais nas relações sociais familiares e com os seus pares, dificuldade de concentração, entre outras.
Muitas vezes são os professores que notam os sintomas nos alunos, informam os pais e sinalizam a criança para que esta seja acompanhada por uma equipa de especialistas.@ Sapo 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

"Imaginarius" evoca Saramago com percurso noturno entre o absurdo e a fantasia da sua obra

O "Imaginarius" - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira vai evocar o centenário do nascimento de José Saramago com um percurso noturno através de exemplos de "absurdo e fantasia" identificados na obra do escritor.


O Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira vai evocar o centenário do nascimento de José Saramago com um percurso noturno através de exemplos de "absurdo e fantasia" identificados na obra do escritor.
A direção do projeto cabe ao artista plástico local Fábio Afonso que, tendo concebido parte dos textos e idealizado os materiais cénicos do espetáculo encomendado pelo próprio Imaginarius, conduziu uma residência artística com 10 estudantes do ensino secundário e universitário que se voluntariaram para participar na produção e também estarão em cena a 26, 27 e 28 de maio, como 'performers'.
Em entrevista à Lusa, Fábio Afonso declarou que Saramago nem sempre é fácil e assume-se, ele próprio, como um convertido recente: "Na escola secundária tive que ler o 'Memorial do Convento', mas, apesar de ter achado graça à passarola, não fiquei impressionado com a obra, talvez porque naquela altura da nossa vida ainda não temos maturidade para um livro assim. Mas, depois, com este projeto, li outras obras de Saramago e agora conheço-lhe muito melhor o imaginário -- que coloca questões absurdas, faz perguntas estranhas, tem muita fantasia".
O espetáculo começará assim com "um prefácio" que serve de introdução a nove pontos do percurso, como numa viagem por diferentes estações e destinos que se iluminam à medida que é referida a obra que os inspirou.
Em associações mais óbvias para quem conhece as obras de Saramago, isso permitirá descobrir, por exemplo, um aquário em que o braço de Camões mantém à tona um exemplar de "Os Lusíadas", numa evocação da peça de teatro "Que farei com este livro?", ou uma bacia de zinco em que o banho se faz com sabonetes moldados na forma da Península Ibérica, numa readaptação de "A jangada de pedra".
"Mas o espetáculo também é para quem nunca leu Saramago", garantiu Fábio Afonso.
Essa descoberta será incentivada nos pontos do percurso em que literatura se cruza com cultura geral, como acontece quando as atrizes se esforçam por erguer uma coluna de livros com calhamaços vermelhos e pardos, numa referência tanto ao romance "Todos os nomes" como ao mito da Torre da Babel.
No mesmo contexto de alegorias e realidades paralelas, o arranjo cénico para "O homem duplicado" foi tratado como a lenda de Narciso, recorrendo a um espelho que é polido perante o público, e "A caverna" recuperará a ideologia do filósofo Platão, num jogo de desenhos e sombras chinesas.
"No fundo, os livros escolhidos para o percurso são muito diferentes", concluiu o criador e encenador do espetáculo, "mas repetem sempre o elemento de um certo absurdo, transportando o espectador para o mundo de fantasia de Saramago e suscitando, mesmo em quem nunca leu nada dele, curiosidade sobre a sua obra e o seu universo literário".
A edição de 2022 do Imaginarius não é a primeira que presta homenagem a José Saramago. Segundo a direção do festival, em 2011 já o evento integrou o espetáculo "The Blind", uma produção da companhia polaca KTO baseada no livro "Ensaio Sobre a Cegueira", e dois anos depois o mesmo aconteceu com o grupo de teatro O Bando, que estreou no evento o espetáculo "Jangada de Pedra" -- inclusive na presença da viúva do escritor. @ Sapo

Portugal - empresas mais atrativas para trabalhar

 A Delta Cafés lidera o top seguida da Farfetch e a Bosch.

A Delta Cafés foi eleita a empresa mais atrativa para trabalhar pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o Randstad Employer Brand Research (REBR) 2022, realizado pela Kantar. A Farfetch e a Bosch completam o top 3 com uma subida de 8 e 15 lugares, respetivamente. 

Entre os fatores mais valorizados numa empresa, por quem procura emprego, estão o salário e benefícios (72%), mas também, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (67%) e o bom ambiente de trabalho (67%).

"Em alturas de escassez de talento, é importante olhar para o que os talentos mais valorizam e de que forma podem as empresas desenvolver estratégias que sejam capazes de responder às suas necessidades.  No entanto, não podemos deixar de salientar que uma estratégia de employer brand (estratégia de construção de uma marca/cultura de empresa) não se constrói de um dia para o outro. Tem por base uma relação de confiança e, por isso, é algo que deve ser cada vez mais estratégico dentro das organizações e com efeitos reais na atração e retenção de talento", afirma José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal, citado num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

O inquérito foi realizado online em janeiro de 2022, a 4.997 indivíduos (profissionais ativos, desempregados e estudantes), com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. A maioria dos participantes é residente em Lisboa (38%), seguindo-se a região Norte (34%) e o Centro (18%) do país.

O estudo levado a cabo pelo Randstad Employer Brand Research revela ainda que os benefícios que os portugueses mais gostariam que o seu empregador lhes oferecesse, para valorizar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal são acordos de trabalho flexíveis (48%) e oportunidades de progressão na carreira (47%). @  Notícias ao Minuto