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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

um texto por dia: "como imaginas a terra em 2122?" (11)

O CRESCER apresenta o último texto do 10ºA, dos onze publicados no jornal PÚBLICO. Um por dia...

Um planeta com poucos espaços verdes

Tudo começou quando a população se deparou como uma mudança gigantesca no “mundo lá fora”. Está tudo diferente, o ambiente, a sociedade, as regras, as normas de segurança, tudo...

Aqui no ano de 2122, as pessoas são obrigadas a frequentar a escola desde o jardim de infância até ao 12ºano, mesmo depois de atingirem a maior idade (18 anos) e as que quiserem prosseguir até ao ensino superior, o Governo dá um apoio de cerca de 1000 euros e oferecem alojamento. Os alunos começaram a ter direito a transporte gratuito da casa para a escola e em caso de problemas físicos (dificuldade em locomoção) e psicológicos têm direito a um apoio de 1500 euros, almoço e cuidadora gratuita.

Os horários escolares são muito melhores, todos entram às 8h30 e saem às 12h30, depois voltam a entrar às 14h e saem às 17h.

A sociedade, muito mais moderna, já aceita todo o tipo de pessoas, diferentes religiões, tons de pele, orientação sexual. A violência doméstica, psicológica e sexual, tem leis adequadas para punir os seus agressores, e de proteção às vítimas. 

desenho de Marta Vidinha, aluna de 12º ano, Ermesinde

As regras mudaram completamente, todas as lojas não alimentares fecham às 19h e as restantes lojas às 23h. As normas de segurança também mudaram por completo, em todos os locais são obrigados a ter seguro de vida e de trabalho.

Em questões ambientais, o planeta tem poucos espaços verdes, pois existem muitos mais edifícios, estátuas e praças. Havendo muito poucos incêndios. Todos os veículos são completamente automáticos e elétricos, possibilitando a pessoas com alguma deficiência física, cegos e surdos conduzirem e saírem dos carros, sem precisarem de ajuda. As estradas contêm sons e sinais para essas pessoas, ajudando assim a não haver a possibilidade de acidentes e vítimas mortais nas estradas. Claro que ainda há acidentes nas vias públicas, mas não tantos como no passado.

Nos hospitais toda a população, em casos de urgência, pode comprar os medicamentos gratuitamente e, se forem medicamentos tomados diariamente, ao fim de cada mês, recebem um cupão de desconto de 100% nas farmácias.

Todas estas mudanças só aconteceram devido em 2022 ter começado uma grande guerra entre a Rússia e a Ucrânia que durou cerca de um ano e seis meses. Depois de estar tudo destruído, os países da União Europeia (apoiantes da Ucrânia) contribuíram para a sua reconstrução, conseguindo assim mudar a cabeça das pessoas e o mundo, pois algumas pessoas não tinham capacidade mental para aceitar que o que se estava a passar era muito grave.

Houve também muitas alterações climáticas que influenciaram a vida das pessoas no início, mas depois a população começou a habituar-se a estas diferenças e mudou drasticamente os seus comportamentos. Não foi um processo simples, muita gente ficou com graves problemas neurológicos, respiratórios e cardiovasculares, enchendo muitos os hospitais. Algumas pessoas com mais idade, infelizmente, não reagiram bem a estas alterações climáticas, acabando mesmo por falecer.

Com estas alterações climáticas, os glaciares começaram a derreter, fazendo com que o mar “engolisse” as costas marítimas, destruindo praias e habitações. Temos muito pouco pasto para os animais e menos campos agrícolas devido a não haver chuva suficiente para a rega e para o enchimento das barragens, o que também põe um pouco em causa a existência de água potável para o nosso consumo.

Os nossos antepassados poderiam ter evitado algumas destas “desgraças”, mas estavam um pouco focados no desenvolvimento dos países e no enriquecimento da sociedade em geral.

                                                                                                                                     Raquel Castro, 10º A

Irão: fim da polícia da moralidade?

Será? Mas o que é isso da polícia da moralidade?


Patrulha de Orientação ( em farsiگشت ارشاد ), ou polícia da moralidade, foi um esquadrão de vícios / polícia religiosa islâmica no Comando de Aplicação da Lei da República Islâmica do Irã, criado em 2005 com a missão de prender pessoas que violassem o código de vestimenta islâmico, geralmente relativo ao uso por mulheres de hijabs que cobrem os seus cabelos. De acordo com funcionários do governo, foi dissolvido em dezembro de 2022, após três meses de protestos contínuos pelos direitos das mulheres no Irão. @ Wikipedia

Um deputado iraniano afirmou este domingo que o Governo do Irão está a "prestar atenção às verdadeiras reivindicações do povo", um dia após um alto responsável ter indicado que a polícia da moralidade, na origem de meses de protestos no país, foi abolida. A atividade da polícia da moralidade, responsável para imposição das leis em vigor, começou a ser questionada após a detenção de Mahsa Amini, 22 anos, por uso incorreto do véu islâmico e que morreu sob detenção. @ JN

IRS: novas tabelas isentam salários e pensões até 762 euros


O valor a partir do qual os salários e pensões fazem retenção de IRS aumenta em janeiro para 762 euros, segundo as novas tabelas que serão publicadas esta segunda-feira, para vigorar até à entrada do novo modelo de retenção, em julho.
As novas tabelas, para serem aplicadas apenas durante o primeiro semestre do próximo ano, foram desenhadas de forma a acomodar as alterações ao IRS contempladas no Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), nomeadamente as novas regras do mínimo de existência, a atualização dos escalões em 5,1% e a descida em dois pontos percentuais (de 23% para 21%) da taxa marginal do segundo escalão.
Assim, a partir de janeiro, apenas os salários e pensões de valor igual ou superior a 762 euros brutos mensais começam a fazer retenção na fonte, o que traduz uma subida de 52 euros face ao valor dos salários que este ano estão isentos de retenção na fonte e de 42 euros relativamente às pensões. Os patamares seguintes de valores também sofrem alterações face às tabelas em vigor este ano, bem como as respetivas taxas.
Segundo o Ministério das Finanças, com este modelo de retenção transitório - que vigora até ao final de junho - "garante-se que os trabalhadores e pensionistas que tenham sido aumentados têm de facto um aumento do rendimento líquido entre o final de 2022 e janeiro de 2023".
No despacho que acompanha as novas tabelas de retenção na fonte, a que a Lusa teve acesso, determina-se que estas se aplicam aos rendimentos de trabalho dependente e de pensões pagos ou colocados à disposição entre 1 de janeiro e 30 de junho do ano de 2023". @ JN

cinco escolas portuguesas de Gestão entre as 95 melhores da Europa


ISEG junta-se a Nova SBE, Católica, Porto e ISCTE no ranking anual do Financial Times.
A Nova School of Business & Economics (Nova SBE) subiu três posições no ranking do Financial Times das melhores escolas de gestão da Europa, divulgado no final de cada ano, integrando pela primeira vez o top 25. Ocupa agora o 24.º lugar e lidera o grupo de cinco faculdades portuguesas que figuram na edição deste ano. É a primeira vez que tal acontece.
Este ranking do FT resulta das avaliações que cada escola obteve ao longo do ano nas várias ofertas disponibilizadas: mestrados em Gestão, formação de executivos, MBA e EMBA (Executive MBA). Os bons resultados alcançados pela Nova SBE em 2022 – tornou-se este ano a primeira escola portuguesa no top 15 mundial com os seus dois mestrados internacionais (em Finanças e em Gestão) – culminaram nesta subida.
“O presente ranking não só reforça o posicionamento da Nova SBE no contexto europeu e internacional, como também reconhece a excelência no ensino superior português: pela primeira vez cinco escolas portuguesas figuram no prestigiado ranking, todas elas registando subidas na classificação geral”, destaca a escola em comunicado.
Católica-Lisbon School of Business & Economics voltou a subir duas posições e ocupa agora a 27.ª posição;  a Porto Business School (que aparece em conjunto com a Faculdade de Economia do Porto) subiu sete lugares no ranking do FT e alcança a 59.ª posição; ISEG, no 65ª lugar, e ISCTE, no 67º, completam a representação nacional.
O ranking do FT das melhores escolas de gestão europeias é dominado por países como a França, Reino Unido e Espanha, numa lista liderada pela HEC Paris, London Business School e ESCP Business School. @ Expresso 

IMT: vai ser mais fácil renovar a carta de condução

O IMT criou um novo serviço que alerta os condutores através de SMS, e-mail e carta para a necessidade de revalidar a carta de condução.

Renovar a carta de condução fica mais fácil. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) criou um serviço de comunicação direta aos condutores com cartas de condução já caducadas ou prestes a caducaralertando-os através de SMS, e-mail ou carta para a necessidade de efetuar a revalidação.
O IMT refere que o serviço será destinado, numa primeira fase, apenas para os condutores com a categoria de ligeiros (B), que vão ser notificados progressivamente ao longo do mês de dezembro.
A criação deste serviço visa a melhoria contínua dos serviços prestados aos condutores e é um primeiro passo para o desenvolvimento de um sistema de renovação automatizada da carta de condução, que está a ser desenvolvido no âmbito do SIMPLEX, numa parceria do IMT com o IRN e com a AMA”, explica o Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Como decorre o processo de renovação da carta?
O IMT envia aviso ao condutor a informar sobre a situação da carta de condução. O pedido de renovação da carta de condução pode ser efetuado das seguintes formas:

  • Se ainda não decorreu mais de dois anos da data do fim da validade, necessita de submeter o pedido de revalidação. Para proceder à revalidação da carta de condução, deve ir a IMTOnline (www.imtonline.pt), às Lojas de Cidadão, aos Espaços Cidadão ou a um parceiro IMT (ver locais em www.eportugal.pt);
  • Se já decorreu mais de dois anos e menos de cinco anos da data do fim da validade, a revalidação está condicionada à aprovação numa prova prática do exame de condução. Para proceder à revalidação da carta de condução, deve ir a um balcão IMT.
  • Se já decorreu mais de cinco anos e menos de 10 anos da data do fim da validade, a revalidação está condicionada à frequência de ação de formação de atualização de conhecimentos e à aprovação numa prova prática do exame de condução. Para proceder à revalidação da carta de condução, deve ir a um balcão IMT.
  • Para mais informações, consultar www.imt-ip.pt ou através do call center do IMT – 210 488 488. @ Expresso

atividade "Suporte Básico de Vida" (2ª sessão)

 

No passado dia 16 de novembro foram realizadas mais duas palestras sobre Suporte Básico de Vida (SBV), Obstrução da Via Aérea (OVA) e Posição Lateral de Segurança (PLS).

Essas sessões foram dinamizadas pelos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia, com o apoio das professoras Ana Magalhães e Gabriela Girão e com a participação ativa dos alunos do 12ºL do Curso Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde.

As duas palestras tiveram lugar no auditório da escola durante o período da manhã e contaram com a participação dos alunos das turmas 11ºK, 12ºA, 12ºD, 12ºH, 12ºI e 12º J.

Durante a sessão, ainda houve a oportunidade de se executarem as manobras de SBV e PLS.

Pequenos gestos podem salvar vidas, por isso as palestras sobre estas temáticas podem fazer toda a diferença na vida de todos nós.


    
                                                                                     cortesia de envio de Rafaela Cunha (texto) e Mafalda Sousa (imagens), alunas do 12º L

amanhã, dia 7 de dezembro, palestra VIH/SIDA

Amanhã, 4ªfeira, entre as 9:10-12:10 horas, terão lugar três palestras sobre VIH/SIDA, no Auditório da nossa Escola.

As palestras realizar-se-ão no âmbito da Comemoração do Dia Mundial de Luta contra a SIDA e serão dinamizadas pelo Centro de Atendimento e Deteção Precoce do VIH/SIDA.

Os alunos do 10ºJ que fazem parte da equipa organizadora estão muito entusiasmados com a preparação deste evento e esperam atingir os objetivos traçados, contando com a adesão do público da comunidade escolar.
 
cortesia de envio de Ana de Magalhães (coordenadora da Promoção e Educação para a Saúde) 

(post editado)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

um texto por dia: "como imaginas a terra em 2122?" (10)

O CRESCER apresenta mais um texto do 10ºA, dos onze publicados no jornal PÚBLICO. Falta apenas um. Um por dia...

Um planeta que nos acolha

Estou no ano de 2122, já tenho 115 anos, mas estou muito bem graças à nossa tecnologia bastante desenvolvida, que conseguiu criar um medicamento capaz de prolongar o nosso tempo de vida.

Acordei bastante cedo hoje, usei o meu comando para abrir a janela e comecei a pensar em como tudo está diferente. Agora, não se pode andar livremente pelo nosso planeta, já que as temperaturas são demasiado altas para o corpo humano, chegando até aos 80 graus. Devíamos ter levado o aquecimento global muito mais a sério; agora temos caminhos específicos, onde podemos andar. O ar está bastante diferente, para além da temperatura, agora existem muitos mais gases no ar, o que torna a respiração muito difícil, no exterior.

As temperaturas levaram à morte de imensas espécies, já não vemos as árvores que estávamos habituados, não há pinheiros, oliveiras ou sobreiros, mas sim novas espécies bastante diferentes, com novas formas, cores e feitios e já preparadas para estas novas condições climáticas.

Está na hora de sair de casa, tomei o meu pequeno-almoço, a minha barra com proteínas e saí para o trabalho, usando os novos transportes (uma espécie de autocarro com condutor automático e que qualquer pessoa pode utilizar para se deslocar). Estes transportes passaram a ser utilizados por todo mundo, já que são bastante práticos, rápidos e não têm qualquer custo. Cheguei agora ao meu laboratório, neste momento estamos à procura de um novo planeta para onde tentaremos mudar alguma da nossa população e analisar a sua adaptabilidade, já que a Terra já não tem as melhores condições para a nossa sobrevivência.

desenho de Andreia Gomes, aluna de 12º ano, Ermesinde

Ultimamente, a comunidade tem-se manifestado frequentemente sobre as condições de vida, as pessoas estão cansadas e fartas de viver num ambiente sem liberdade. Nós, os investigadores, estamos a dar o nosso melhor para encontrar um planeta habitável e conseguirmos transportar-nos para lá. Esta é uma tarefa muito difícil, pois precisamos de encontrar um planeta com as condições perfeitas para nós e ainda esperar que as pessoas se consigam habituar e adaptar a este planeta, protegendo-o e cuidando dele. Não podemos correr o risco de cairmos outra vez no mesmo erro e deixar que os humanos destruam novamente um planeta!

Estava na hora de sair, entrei no autocarro e fiquei a olhar para as pessoas e a pensar que tínhamos de conseguir encontrar um planeta. As pessoas já não são tão felizes como eram e sentem-se presas a um lugar. Olhei pelo vidro e reparei que as pessoas que passavam eram completamente diferentes, as crianças não tinham a mesma educação e não corriam livremente pela rua, algo que me deixou profundamente triste.

Cheguei a casa, tirei a roupa, vesti o meu pijama e fui-me deitar, fiquei a pensar na liberdade que tínhamos antigamente, quando podíamos andar por onde quiséssemos, quando quiséssemos, tudo era tão bom e nós não tínhamos ideia disso.

Enfim, tudo irá ter de melhorar, só espero que consigamos viver felizes novamente, como vivíamos há 100 anos.

                                                                                                                               Salvador Almeida, 10º A

hoje comemora-se o Dia Internacional do Voluntário 2022

Dia Internacional do Voluntariado é celebrado todos os anos no dia 5 de dezembro e tem como objetivo incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo.
A data foi proclamada em dezembro de 1985 pelas Nações Unidas e todos os anos um tema para a campanha é escolhido.
O Dia Internacional do Voluntário 2022 celebra o tema da «solidariedade através do voluntariado». Esta campanha destaca o poder da nossa humanidade coletiva para impulsionar uma mudança positiva no mundo. 

Porto: o café Majestic faz hoje 100 anos

O mítico café Majestic, que ocupa o rés-do chão de um prédio numa das ruas mais carismáticas da cidade Invicta, a Rua de Santa Catarina, celebra hoje um centenário desde que abriu portas pela primeira vez em 17 dezembro de 1921.

Dos desenhos do arquiteto João Queiroz surgiu um dos espaços mais emocionantes da cidade, que retratava o esplendor da “Belle Époque”. “O glamour e a elite cultural parisiense eram referências para a cultura portuguesa da altura, tendo influído a escolha do nome – Majestic – impregnado de charme “Belle Époque”, retrata o café na sua página.

Gago Coutinho, Beatriz Costa, José Régio ou Júlio Resende foram algumas das personalidades que deram vida ao espaço.

Mais do que um café, o Majestic conta a história do Porto. O Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto da “Bélle Époque”, dos escritores e dos artistas. Situado na rua de Santa Catarina, avenida pedonal de comércio e passeio da sociedade de então e de agora, iluminava o passeio com a sua decoração Arte Nova”.

O Majestic recebeu inúmeros prémios e o reconhecimento internacional: “Prémio Especial de Café Creme” (1999), “Medalha de Prata de Mérito Turístico” (2000), “Medalha de Prata de Mérito Municipal – Porto” (2006), “Certificado do Prémio Mercúrio – O melhor do Comércio na área das empresas na categoria Lojas com História” (2011) e “Medalha Municipal Mérito – Grau Ouro” (2011), classificado pelo site cityguides como o sexto café mais belo do mundo e o Certificado de Excelência da TripAdvisor. (daqui)

migrantes: 11 dias pelo Atlântico sentado num leme

Migrantes “escondem-se em espaços minúsculos, onde nunca pensaríamos em ir procurar alguém”.

Foram 11 dias empoleirados na lâmina do leme do navio petroleiro Alithini II, com bandeira maltesa, desde a cidade nigeriana de Lagos até Las Palmas, a capital da ilha Gran Canária, onde foram avistados e resgatados, ontem, pela polícia marítima espanhola.
O espaço limitado e perigoso do leme (cerca de cinco a seis metros, dependendo do tamanho da embarcação), a meio metro da linha de água e sujeito às intempéries marítimas, foi o suficiente para se agarrarem à hipótese de alcançarem a Europa. Os três jovens, de origem subsariana, de idade ainda por determinar, foram hospitalizados com desidratação e hipotermia moderada, segundo relato da agência EFE.
“Não é o primeiro caso, nem será o último. Os clandestinos nem sempre têm esta sorte”, escreveu Txema Santana no Twitter, jornalista espanhol especializado na cobertura do fenómeno migratório. Nos últimos anos, muitos optaram por esta arriscada saída, desde que a travessia do Mediterrâneo se tornou cada vez mais vigiada. @ Sapo

está com Covid-19? saiba o que fazer de acordo com as novas regras


Quais são as últimas recomendações da Direção-Geral da Saúde e qual o tempo de contágio?Terminada a obrigatoriedade de isolamento, lembre-se que o tempo da política não é tempo da Ciência e que não há evidência científica de que toda a gente deixe de contagiar os outros antes do 10.º dia da infeção. “É um facto que 25% das pessoas, ao oitavo dia, ainda continua a contagiar”, diz Amy Barczak, especialista do Massachusetts General Hospital de Boston, citada pela revista Nature.
Há muitas variáveis em jogo para se saber se uma pessoa ainda está ou não em estado infeccioso e a Organização Mundial de Saúde continua a recomendar os 10 dias de isolamento. Portanto, se tem Covid-19 e não passaram pelo menos 10 dias após o início dos sintomas, jogue pelo seguro e pense duas vezes antes de visitar, por exemplo, a avozinha diabética. Mesmo que em Portugal já não seja obrigatório ficar isolado. E saiba o que fazer de acordo com a Direção-geral da saúde:

Se sair à rua

► Mantenha um distanciamento mínimo de 1,5 metros das outras pessoas e use máscara cirúrgica (ou respirador FFP1, caso não seja possível manter o distanciamento recomendado)

► Evite locais com grandes aglomerados de pessoas, como os transportes públicos, qualquer local fechado ou mal ventilado

► Sempre que possível, principalmente nos primeiros cinco dias de sintomas, e com o acordo da entidade patronal, recomenda-se a adoção do regime de teletrabalho

► Se tiver sintomas que o impeçam de ir trabalhar, ou se for cuidador de doentes com imunossupressão, deve contactar o médico para ter baixa

► Se realizar atividade física, faça-o ao ar livre ou em locais onde não entre em contacto próximo com outras pessoas

Dentro de casa

► Mantenha a distância das pessoas que vivem consigo

► Use máscara cirúrgica nas áreas partilhadas

► Abra as janelas e deixe-as abertas pelo menos durante 10 minutos, depois de ter saído da divisão

► Limpe as superfícies em que toca com frequência, bem como equipamentos partilhados

► Informe qualquer pessoa que precise de vir a sua casa de que está infetado

Quando ficar em casa e quando voltar à escola?

Para a maioria das crianças e dos jovens, as infeções agudas das vias respiratórias não são graves

► Se tiverem sintomas ligeiros, como o nariz a pingar, dores de garganta ou tosse ligeira, as crianças e os jovens podem continuar a frequentar o estabelecimento de ensino

► Se estiverem doentes e com febre, devem ficar em casa e evitar o contacto com os outros. Podem regressar à escola quando tiverem alta médica ou deixarem de ter febre

► As crianças e os jovens devem ser ensinados a cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel, ao tossirem e/ou ao espirrarem. Os lenços de papel devem ser descartados e as mãos devem ser lavadas com água e sabão, ou desinfetadas com solução antissética

► Os que vivem com uma pessoa que tenha testado positivo à Covid-19 podem continuar a frequentar a escola ou creche, como é habitual, com as medidas básicas de higiene

► Recorra ao pediatra ou ao médico de família, caso necessite de uma justificação para o seu filho faltar às aulas. @ Sapo

saúde: cérebros de adolescentes depois do confinamento mostram sinais de envelhecimento mais rápido

Cérebros estudados após os confinamentos provocados pela covid-19 apresentam sinais de um envelhecimento de cerca de três anos comparados com os cérebros da mesma idade estudados antes da pandemia.


Estudo revela que adolescentes que passaram por confinamentos durante a pandemia da covid-19 mostram sinais de envelhecimento prematuro.
Segundo uma notícia do The Guardian, cientistas norte-americanos que fizeram exames de ressonância magnética a 81 adolescentes nos Estado Unidos antes da pandemia, entre novembro de 2016 e novembro de 2019, compararam esses dados com os de 82 adolescentes durante a pandemia, entre outubro de 2020 e março de 2022, na área da baía na Califórnia.
Com este estudo, os cientistas descobriram que houve mudanças físicas no cérebro durante a adolescência, mais propriamente no córtex e o crescimento do hipocampo e da amígdala. Os cérebros dos adolescentes estudados após o período da pandemia envelheceram mais rápido.
"A diferença de idade do cérebro era de cerca de três anos - não esperávamos um aumento tão grande, visto que o confinamento propriamente dito durou menos de um ano", disse Ian Gotlib, professor de psicologia na Universidade de Stanford e primeiro autor do estudo, ao jornal The Guardian.
O grupo de adolescentes depois do confinamento relatou maiores dificuldades de saúde mental, incluindo sintomas mais graves de ansiedade e depressão.
O professor de neurociência cognitiva da Universidade Birkbeck de Londres Michael Thomas, que não participou no estudo, disse ao The Guardian que a pesquisa confirmou as lutas que os adolescentes, em particular, viveram durante a pandemia, com aumento da ansiedade e da depressão, mas "é muito especulativo quais serão as consequências a longo prazo, se houver, e se essas mudanças cerebrais serão duradouras ou desaparecerão", disse. @ DN

alimentação: dieta baseada em vegetais pode reduzir risco de cancro de intestino em 22%

 


Os homens que façam uma dieta à base de plantas, rica em vegetais, cereais, nozes, frutos secos e leguminosas têm um 22% menos hipóteses de desenvolverem cancro colorretal, revela um novo estudo norte-americano, publicado no jornal científico BMC Medicine.
A investigação analisou os hábitos alimentares de 79952 homens, e verificou uma ligação entre uma dieta à base de produtos vegetais e um menor risco de cancro nos intestinos. Os investigadores não encontraram a mesma ligação em mulheres, tendo estudado 93475 elementos participantes do sexo feminino. Segundo os cientistas, esta relação encontrada é mais notória nos homens por estes estarem em maior risco de desenvolvimento de cancro nos intestinos.
“O cancro colorretal é o terceiro tipo de cancro mais comum em todo o mundo, e o risco de o desenvolver ao longo da vida é de um caso em 23 homens e um em cada 25 mulheres”, diz Jihye Kim, da Universidade sul-coreana de Kyung Hee, um dos autores do estudo, ao The Guardian.
Na investigação, foi pedido aos participantes que registassem a frequência com que consumiam determinados alimentos e bebidas, de uma lista com mais de 180 intens. As porções também foram analisadas.
“Investigação anterior sugeria que dietas à base de plantas podiam ter um papel na prevenção do cancro colorretal, mas o impacto da qualidade nutricional destes alimentos vegetarianos ainda era pouco claro. As nossas descobertas sugerem que comer uma dieta vegetariana saudável está associado a um risco reduzido de cancro colorretal”, continua o cientista.
Os grupos alimentares analisados foram classificados como alimentos à base de plantas saudáveis (grãos e cereais integrais, frutas e vegetais, óleos vegetais, frutos secos, leguminosas, chá e café), alimentos à base de plantas menos saudáveis (farinhas e cereais refinados, sumos de fruta, batatas e produtos com açúcares adicionados), e alimentos à base de animais (carne ou peixe, gorduras animais, leite e derivados, ovos).
“Especulamos que os antioxidantes encontrados em alimentos como frutas, vegetais e cereais integrais, possam contribuir para a redução do risco de cancro colorretal, através da redução da inflamação crónica. Como os homens têm um maior risco de desenvolver a doença do que as mulheres, propomos que as nossas descobertas possam ajudar a explicar porque consumir alimentos vegetarianos saudáveis está associado a um risco de cancro nos intestinos reduzido nos homens, mas não da mulher”.
Durante o estudo, 4976 participantes (2,9%) desenvolveram cancro nos intestinos. Fatores para além da dieta foram tidos em consideração nos resultados, tais como se os casos em causa ocorreram em pessoas com obesidade ou outras doenças associadas. @Sapo 

a Feirinha de Natal já começou

“É entrar, senhorias / a ver o que cá se lavra..."

A Feirinha de Natal da escola sede já começou. E há um pouco de tudo. Visite, surpreenda-se, compre.

Tudo o que aqui se vende é feito por mãos que acalentam os nossos corações e... estômagos.




(imagens da Net para despertar a curiosidade)

“É entrar, senhorias / a ver o que cá se lavra..."

domingo, 4 de dezembro de 2022

parabéns a todos os que passaram e passam pelo CRESCER

A nossa escola "é feita de mãos". E o CRESCER tem acolhido muitas e boas mãos ao longo dos seus 38 anos de existência. É verdade. Hoje o CRESCER faz 38 anos. 

Breve história

O projeto do jornal tem passado de mão em mão ao longo dos anos. 

Iniciou-se com a coordenação do professor Abílio da Fonseca. Depois, a coordenação ficou a cargo do professor Cândido Pereira. Mais tarde, a coordenação passou para as mãos dos professores Cândido Pereira e Manuela Couto. Juntou-se a esse grupo a professora Lucinda Queirós. Mais adiante, a coordenação passou para a equipa constituída pelas professoras Filomena Paupério e Kátia Alves. Por último, a coordenação está a cargo das professoras Eduarda Ferreira e Manuela Couto.

As várias equipas contaram e contam com a colaboração de muitos alunos (elencados na coluna do CRESCER denominada por "as mãos do jornal") e com muitos outros colaboradores que diariamente nos enviam textos e imagens e que o jornal identifica nas respetivas publicações.

O CRESCER existiu em suporte de papel até 2010. A partir de novembro de 2010, adaptando-se aos novos tempos, passou a publicar-se em suporte digital.

O CRESCER está aqui, mas também está no Facebook, na página oficial "jornal CRESCER".

Atualmente, são feitas cinco a seis publicações diárias de segunda a sexta-feira. 

Aqui, no blogue diário, conta já com 936 313 visualizações. 

A prenda que o CRESCER gostava de ter

Quase parece indecoroso tocar neste assunto, porém o desejo desta equipa é singelo: continuar com empenho o seu trabalho para conseguir a Vossa atenção e o reconhecimento do que é feito. O público é o melhor avaliador. Para poderem avaliar, basta seguirem o nosso trabalho tanto aqui, como na página oficial "jornal CRESCER", no Facebook, tornando-se nossos seguidores.

A todos os que passaram e passam pelo CRESCER, os nossos parabéns. Aos ex-alunos, que hoje são adultos com responsabilidades e que ainda nos escrevem e se ligam à escola por este meio, o nosso "bem hajam!".

Muito obrigado a todos os que nos cumprimentam todos os dias.

Eduarda Ferreira e Manuela Couto
(equipa atual do CRESCER)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

partilha na comunidade escolar: intercâmbio AFS - semestral 2023 (janeiro a junho)

 

Com a colaboração da vossa escola, 70 jovens de cerca de 20 nacionalidades diferentes já vivem a sua experiência de intercâmbio AFS no nosso país, no Funchal, em Braga, Évora, Viseu, Santarém, entre outras localidades. Em Janeiro, chegarão outros 13 estudantes e 5 destes estudantes ainda não têm família que os possa acolher no presente ano letivo.

Hoje mais do que nunca, estamos em contacto com o mundo que nos rodeia, e consideramos que esta é uma excelente oportunidade para trazerem diversidade cultural às vossas comunidades e, em conjunto, termos um impacto positivo no mundo. 

Vivemos tempos desafiantes para toda a humanidade. Ao se tornarem uma comunidade global, as escolas apoiam a missão AFS ajudando os alunos, famílias e as suas comunidades a tornarem-se mais confortáveis com esta realidade e a adaptarem-se às diferenças culturais, contribuindo para um mundo mais justo, pacífico e inclusivo.

Desta forma, apelamos, mais uma vez, à vossa colaboração, que muito agradecemos, na promoção deste Programa junto da vossa comunidade escolar e através das vossas diferentes plataformas de comunicação.  Encontrarão mais informações sobre o Programa AFS "Famílias de Acolhimento" aqui.



um texto por dia: "como imaginas a terra em 2122?" (9)

O CRESCER apresenta mais um texto do 10ºA, dos onze publicados no PÚBLICO. Faltam dois. Um por dia...

Enclausurados

Era a centésima quarta manhã em que a rotina se repetia, estávamos há 104 dias apenas a sobreviver. Estávamos em julho e, como exatamente há cem anos, continuava a ser o mês em que os fogos aumentam. No entanto, enquanto há cem anos a maior parte dos fogos eram postos, cem anos mais tarde, ou seja, agora, em 2122, tornou-se quase impossível sair de casa sem a máscara de oxigénio.

A máscara que usamos apenas nos permite permanecer 40 minutos por dia fora de casa, pois o ar tornou-se tóxico e mortal causado pelo fumo e pelos detritos, tudo isto devido às alterações climáticas, quero dizer, devido à espécie humana que, há 30 anos, não se importou com os alertas que os cientistas se cansaram de fazer; não se importou porque falou mais alto a ambição incontrolável de enriquecer, de forma rápida, esgotando quase todos os recursos naturais do nosso planeta e tornaram-no praticamente um aterro gigantesco, destruindo o planeta.

desenho de Olexandra Nikolaienko, aluna de 12º ano, Ermesinde

Enfim, como eu estava a dizer, a rotina mantém-se sempre a mesma, todas as noites são complicadas e o sono nunca chega rapidamente devido às altas temperaturas. No verão, a temperatura ronda os 38 graus durante o dia, e à noite os 27 graus. Já no outono e inverno, se é que assim posso chamar, a temperatura ronda os 30 graus, não oscila muito comparando com a temperatura do verão. Devido a esse calor extremo, já não chove há três anos, e os rios, lagos, oceanos e mares estão agora quase secos.

De ano para ano, estima-se quando é que o nosso planeta deixará de ser habitável, e adivinhem? Os cientistas dizem-nos que isso vai acontecer mais rapidamente do que esperávamos. Segundo eles, mais cedo ou mais tarde, acabaremos por ir viver para Marte. Pois é, durante todos estes anos percebemos que Marte tem condições que o torna um planeta habitável e deduz-se que daqui a três anos, em 2125, a OGCIPM, Organização Governamental de Controlo da Ida Para Marte, vai começar a levar alguns de nós para lá, até todos sermos evacuados para este planeta.

Até isso acontecer, tentamos não ficar alarmados com as notícias e tentamos viver o nosso dia a dia com normalidade. Embora tenham passado cem anos, continuamos a fazer compras nos supermercados e em outras lojas, mas a realidade é que Internet se tornou um meio importante não só de comunicação, mas também para a nossa própria sobrevivência, uma vez que as nossas compras são todas feitas via online e os robôs encarregam-se de as entregar mesmo à porta de nossa casa.

Agora não existem parques físicos para as crianças, uma vez que quase não podemos sair de casa. Quase todas as crianças já nascem pequenos génios e parece que antes de nascerem alguém lhes ensinou a utilizar as novas tecnologias, deduzo que nada volte a ser como era, pelo menos enquanto estivermos na Terra. As crianças já nasceram sem saber como é brincar num jardim ou até mesmo andar de baloiço. Atualmente, o divertimento das crianças é ficar a jogar, a fazer puzzles ou em chamada com outras crianças. Agora todos falamos assim, uma vez que não podemos estar todos juntos, e nisso incluem-se as aulas, que são também via online e todas as crianças e adolescentes estão habituadas à nova forma de ensino.

Acho que, quando formos para Marte, as crianças se vão maravilhar com a natureza e o contacto físico, pelo menos eu espero e espero que tudo possa voltar ao normal, num planeta onde as pessoas possam conviver e viver com normalidade, e espero mais ainda que nós, seres humanos, mudemos a nossa mentalidade e sejamos bons e cuidadosos com Marte, e não nos esqueçamos de que, se não fosse ele, provavelmente não estaríamos vivos daqui a dez anos, devido à nossa estupidez e ambição. 

Beatriz Madureira, 10º A

turismo: filme sobre turismo do Porto e Norte vence prémio de “Melhor do Mundo”

O filme português com as aventuras da dona Ofélia de Souza bateu 34 filmes promocionais estrangeiros no festival de Valência.

A entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) revelou que The Majestic Adventures of Ofelia de Souza arrecadou o título de Melhor Filme de Turismo do Mundo, na categoria Produtos Turísticos, no World's Tourism Film Awards.
Esta competição de filmes de turismo à escala mundial, promovida pelo International Committee of Tourism Film Festivals (CIFFT), decorreu na quinta-feira, em Valência, Espanha.
The Majestic Adventures of Ofelia de Souza, filme promocional da TPNP, “arrecadou o título de World's Best Tourism Film (Melhor Filme de Turismo do Mundo), na categoria Tourism Products (Produtos Turísticos)”, informou a entidade regional, em comunicado.
“É o corolário de um trabalho incrível de posicionamento da região, que nos permitiu aumentar a nossa notoriedade e posicionamento. É uma honra vencermos um prémio que nunca tinha sido conquistado por Portugal”, considera o presidente da TPNP, Luís Pedro Martins. @ Público

Veja o filme: 

reformas antecipadas: corte baixa para 13,8% em 2023

Idade da reforma mantém-se em 66 anos e 4 meses em 2024, tal como em 2023, um recuo de três meses face ao regime atual que está nos 66 anos e 7 meses.

INE: Esperança de vida aos 65 anos (anos), Portugal, 1998-2000 a 2020-2022

As reformas antecipadas vão levar um corte de 13,8%, em 2023, pela aplicação do fator de sustentabilidade. Ainda assim, trata-se de um desagravamento da penalização que este ano está nos 14,06%, segundo as estimativas provisórias do INE (Instituto Nacional de Estatística) publicadas esta terça-feira. Outra das conclusões é que a idade legal da reforma se irá manter, em 2024, nos 66 anos e 4 meses, tal como em 2023, um recuo de três meses face aos 66 anos e 7 meses que vigoram atualmente.
A esperança média de vida aos 65 anos, no triénio 2020-2022, fixou-se nos 19,30 anos, uma redução de 0,05 anos relativamente ao período entre 2019 2021 (19,35 anos), de acordo com o INE. É este indicador, que ainda terá de ser confirmado, que está na base de cálculo tanto da idade legal da reforma como da penalização para quem pedir a reforma antecipada.
Na análise do INE, a esperança média de vida aos 65 anos caiu pelo segundo triénio consecutivo, devido ao aumento da mortalidade provocada pela pandemia. Contudo, a quebra não foi tão acentuada como chegou a ser previsto, devido à melhoria da evolução da covid-19.

INE: Esperança de vida aos 65 anos (anos), Portugal, 1998-2000 a 2020-2022

Para além do fator de sustentabilidade, há que ter em conta o corte de 0,5% na pensão por cada mês de antecipação da reforma face à idade legal. O fator de sustentabilidade em 2021 cortava em 15,5% o valor das reformas antecipadas. Este ano, esse valor diminuiu para 14,06%, uma redução de 1,44 pontos percentuais. Foi o primeiro recuo desde que o fator de sustentabilidade foi criado em 2008. Ainda assim, o fator de sustentabilidade está longe dos valores de 2013, quando se situava nos 4,78%. A partir desse ano e por imposição da troika, mudou a fórmula de cálculo, e passou a ser usada como referência a esperança média de vida em 2000 e não em 2006, como até aí, tendo-se registado logo no ano seguinte uma forte subida para 12,34%. O fator de sustentabilidade é o resultado do rácio entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2000, que foi de 16,63 anos, e a esperança média de vida no ano anterior ao início da pensão que, neste caso, é de 19,30, caso o trabalhador peça a aposentação antecipada em 2023. 

Quem escapa ao corte pelo fator de sustentabilidade  

Há, contudo, situações em que não se aplica o fator de sustentabilidade. São poupadas as pensões antecipadas pelo regime das carreiras contributivas muito longas, ou seja, para quem tem 60 ou mais anos de idade e, pelo menos, uma carreira contributiva de 48 anos; ou, 60 ou mais anos de idade e, pelo menos, 46 anos de carreira contributiva, tendo começado a descontar para a Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) antes dos 17 anos. Para além disso, não se aplica o corte a penalização a quem tenha pelo menos 60 anos de idade e 40 ou mais anos de descontos. O fator de sustentabilidade também não se aplica quando uma pensão de invalidez se transforma em pensão de velhice. Ou seja, quando alguém que estava reformado por invalidez atinge a idade normal de acesso à pensão em vigor. De acordo com o decreto-lei 70/2020 de 16 de setembro, trabalhadores que exercem profissões consideradas de desgaste rápido também podem pedir a reforma antecipada sem penalizações. @ DN  

Nota: Os professores não são considerados trabalhadores com profissão de desgaste rápido. 😶