Número total de visualizações de páginas

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

morreu Claudio Biern Boyd, o criador de "Dartacão" e "A volta ao mundo de Willy Fog"

Claudio Biern Boyd esteve durante décadas à frente do estúdio de animação BRB, através do qual criou várias personagens que marcaram sobretudo a década de 1980 e que lhe valeram o epíteto de 'Walt Disney espanhol'.


O criador de séries de animação como Dartacão e os três moscãoteirosDavid, o gnomo A volta ao mundo de Willy Fog, Claudio Biern Boyd, morreu na segunda-feira, aos 82 anos, noticiaram os media espanhóis.
Claudio Biern Boyd, que nasceu em Palma de Maiorca em 1940, foi guionista, animador, realizador e empresário. Na década de 1970, fundou o estúdio de animação BRB Internacional, que inicialmente era uma empresa de licenciamento e distribuição de séries de animação.
Cláudio Biern Boyd esteve durante décadas à frente do BRB, através do qual criou várias personagens que marcaram sobretudo a década de 1980 e que lhe valeram o epíteto de 'Walt Disney espanhol'.
A série "Dartacão", que foi exibida pela primeira vez na RTP em 1983, um ano depois de se ter estreado em Espanha, tem na base o romance de Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, publicado originalmente em 1844, e um dos livros que Claudio Biern Boyd 'devorou' em criança.
"Há muitos anos, quando nasci, não havia televisão, o que fez com que me tornasse um devorador de livros. E os livros que havia naquela época eram de [Alexandre] Dumas, [Julio] Verne, [Emilio] Salgari, Charles Dickens... E o Dartagnan cativou-me. Eu conseguia vê-lo, era muito imaginativo", partilhou, em entrevista à agência Lusa, em julho do ano passado.
No final de década de 1970, quando estava a iniciar-se no "negócio das séries de animação", Claudio Biern Boyd lembrou-se de pegar numa história conhecida -- "porque é muito diferente chegar à RAI, à RTP ou à BBC com a história de Dartagnan ou com a história de Joana e Claudio, que não lhes interessa nada".
Estabeleceu, como em todas as suas séries, que "haveria muita ação, mas não violência" - "nunca há violência" -, e que o protagonista seria um cão, escolha que teve dois motivos.
"Se uma criança vê um desenho animado que tem a figura de um homem a lutar com outro com espadas, pode acontecer que na escola pegue num pau e outra criança também e comecem a lutar, mas se virem animais antropomórficos, que agem como não agiriam, tal não acontece", justificou. @ DN

Sem comentários: