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16/09/2020

OMS alerta: «Ainda estamos no início da pandemia»


 O mundo ainda está no início da pandemia de coronavírus, de acordo com o enviado especial da Organização Mundial da Saúde (OMS) à Covid-19, David Nabarro, citado pelo ‘The Guardian’.

Numa sessão  do comité de negócios estrangeiros do Reino Unido, o responsável descreveu a situação da epidemia como «grotesca», considerando que o mundo ainda está longe de ver o fim desta crise de saúde pública global.

É muito pior do que qualquer ficção científica sobre pandemias. Isto é realmente sério, nem sequer estamos no meio da epidemia. Ainda estamos no início», alertou Nabarro na terça-feira. «Estamos a começar a ver os danos que isto vai causar no mundo».

O enviado especial da OMS disse ainda: «E está a ficar cada vez mais desagradável à medida que entramos nesta fase, particularmente na Europa, de um ressurgimento» de infecções. «Nenhum de nós considera a situação actual outra coisa senão horrível, grotesca, realmente embaraçosa», acrescentou.

Para Nabarro esta «é uma situação terrível, um problema de saúde tão fora de controlo que está a levar o mundo, não apenas a uma recessão, mas a uma enorme contracção económica que provavelmente vai fazer duplicar o número de pobres, duplicar o número de desnutridos e conduzir centenas de milhões de pequenas empresas à falência».

A nível global a pandemia da Covid-19 já infectou mais de 29,5 milhões de pessoas, causando ainda mais de 935 mil vítimas mortais, de acordo com dados oficiais da Universidade Jonhs Hopkins, nos Estados Unidos. @ Sapo

15/09/2020

Portugal entrou hoje em situação de contingência

 

António Costa sublinhou que as medidas apresentadas têm como objetivo evitar um aumento exponencial de contágios com a gradual retoma da atividade.

“É absolutamente decisivo manter a pandemia controlada. Não podemos dar este jogo por ganho, porque não está ganho”, afirmou o primeiro-Ministro, lembrando que a batalha contra a COVID-19 “continua e depende fundamentalmente de cada cidadão”.
“O acompanhamento desta pandemia exige uma leitura dinâmica de forma a permitir aquilo que é essencial: manter a pandemia controlada, possibilitando a recuperação económica e social do país”, referiu o governante.

Recorde o que está, agora, em vigor, aqui.

“Estamos numa nova fase da pandemia”

 

Dos 613 novos casos, apenas 10% correspondem a pacientes com idade superior a 70 anos, adiantou esta segunda-feira o secretário de Estado da Saúde.
Considerando que “estamos numa nova fase da pandemia”, António Lacerda Sales precisou que 51% dos novos infetados são pessoas com idades entre os 20 e os 49 anos, o que, disse, “nos obriga a fazer uma reflexão coletiva sobre os nossos comportamentos individuais”. @ Expresso

14/09/2020

o estranho regresso à escola

Tiago, 8 anos, ainda não sabe como vai brincar com os amigos no recreio da sua escola primária. Carolina, 11 anos, fará o caminho para a escola com uma amiga, pelo “lado que tem menos gente”. Para Berta, 15 anos, é só mudanças: novo ano, nova escola. E uma certeza: vai ser tudo muito estranho. Três testemunhos num regresso a uma escola diferente.


Tiago Martinez, 8 anos 3ª ano, Centro Escola da Gandra, Maia

“Quando faltarem zero dias para ir para a escola vou sair da cama a correr”

A minha escola é mesmo em frente à minha casa, mas este ano vai haver muitas coisas diferentes. Vou ter de usar máscara na escola, desinfectar as mãos. Tenho duas máscaras do FC Porto, duas azuis e duas pretas. Mas a máscara não é obrigatória no 1º ciclo! A minha mãe quer que eu tente usar, mas faz comichão e calor. Os meus pais são os dois enfermeiros. Acho que vou usar quando as pessoas estiverem perto de mim. No refeitório também vai ser cadeira sim, cadeira não. A minha mãe vai-me dar uma bolsinha com três partes para eu guardar as máscaras limpas, as usadas, o gel e lenços para o nariz.
Tiago Martinez, 8 anos, vai para o 3º ano. NELSON GARRIDO

Já sei que futebol não vai haver e educação física também vai ser diferente por causa do coronavírus. Também não posso levar a minha mochila, os livros ficam na escola, levo só a lancheira. Não sei como vai ser para trazer os trabalhos de casa! Nos intervalos quero correr, correr, correr mais! Mas não sei se podemos jogar ao “mata”. Só se cada uma tiver a sua bola, atira e vai buscar. Mas sei que também não vou poder ir à biblioteca e ainda tenho um livro para devolver! É sobre o Mundial de Futebol. Gostava de ser jogador de futebol ou professor. Gostava de jogar em qualquer clube, menos no Benfica e no Braga. Ou então no Barcelona, mas o Messi estragou tudo. Não estou preocupado com a escola, tenho saudades dos meus amigos. Vai custar acordar cedo, mas não tenho medo de ir para a escola. Eu confio, conheço toda a gente. Deu na televisão que a Suécia já acabou com o coronavírus. Eu gostava que acabasse rápido. Acho que no Inverno já não há coronavírus. Faço anos dia 2 de Janeiro e queria muitos amigos na minha festa, diversão total. Quando faltarem zero dias para ir para a escola vou sair da cama a correr. 

Conheça os restantes testemunhos no PÚBLICO.

reabertura das escolas: as lições (boas e más) que podemos tirar de outros países

 Milhares de alunos portugueses voltam à escola esta semana, depois de seis meses em casa. Não somos capazes de prever o futuro. No pior dos cenários, o início do ano letivo pode dar origem a uma segunda vaga de covid-19 e no melhor dos cenários pode decorrer dentro daquilo que é a nova normalidade. Mas uma coisa podemos fazer: olhar para o que se passa lá fora para perceber o que nos pode ajudar - ou não - por aqui.


A reabertura das escolas será um dos maiores desafios para a população portuguesa, que tem assistido a um aumento exponencial do número de infetados por covid-19 no país. No meio das dúvidas dos professores, dos encarregados de educação e dos próprios alunos existe uma certeza: é inevitável o surgimento de surtos nos estabelecimentos de ensino.
Muitas escolas alegam ser impossível cumprir todas as normas da Direção-Geral da Saúde, que pede o distanciamento de um metro entre alunos nas salas de aulas, entre outras medidas que exigirão o reforço do pessoal docente e não-docente.
Para a reabertura deve ser seguido um planeamento meticuloso: atualização ou elaboração de um plano de contingência, reorganização do espaço escolar, promoção de comportamentos preventivos, gestão adequada de casos e manutenção de uma comunicação fluída com as autoridades de saúde. Tudo foi deixado nas mãos de quem dirige as escolas. 
Saiba o que acontece pelo globo: AMÉRICA; EUROPA; ÁFRICA; ÁSIA E  OCEÂNIA @ SIC Notícias

13/09/2020

o "11 de setembro" foi há 19 anos

 Para muitos adultos, este dia terrível foi "ontem". Para as nossas crianças e adolescentes, esta data faz parte de um passado que não conhecem.

foto da Wikipedia
De cima para baixo: o World Trade Center (WTC) a arder após o ataque; uma secção do Pentágono desaba; voo 175 choca contra a Torre 2 do WTC; um bombeiro pedindo ajuda no Ground Zero; parte do voo 93 sendo recuperada; voo 77 colide contra o Pentágono.

Os ataques ou atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C.. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países. @Wikipedia

OMS defende que se deve evitar cumprimentar com o cotovelo

 O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que, além de beijos e abraços, também o cumprimento com o cotovelo deve ser evitado.

“Ao cumprimentar as outras pessoas, o melhor é evitar cotoveladas, porque estas colocam-nos a menos de um metro de distância da outra pessoa”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) na rede social Twitter, de acordo com o Diário de Notícias.

Como alternativa, o responsável da OMS sugere o gesto de levar a mão ao coração, mantendo sempre uma distância de, no mínimo, 1,5 metros em relação a outra pessoa.

Carlos Fuente Lafuente, diretor do Centro de Treino de Protocolos do ISEMCO e ex-responsável pelo protocolo da Fundação Princesa das Astúrias, disse, em declarações ao jornal espanhol ABC, que “o toque de cotovelo a que temos assistido tanto, na minha opinião, é uma saudação de mau gosto, anti-higiénica, que não cumpre as normas sobre o distanciamento social”.

Quando se fala do cumprimento com o cotovelo, descarta-se também todas as outras formas de cumprimento que não respeitem a distância de segurança, como um toque com os pés ou com os punhos fechados.

Com isto, pretende-se que as pessoas reduzam, ao máximo, o contacto físico, que é uma tendência natural humana. Segundo especialistas, deve ser suficiente para cumprimentar alguém nos próximos tempos.

Em Portugal, esta sexta-feira, durante a conferência de imprensa onde é feito um balanço da situação epidemiológica portuguesa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou à diminuição do convívio. Graça Freitas pediu mais distanciamento, mesmo entre familiares que não vivam juntos.

Nas últimas três semanas, o ritmo de propagação do vírus cresceu, atingindo valores registados em abril, nas primeiras semanas do confinamento.

Esta sexta-feira, foram confirmadas mais três mortes e 687 novas infeções pelo novo coronavírus. @ZAP

11/09/2020

o nosso agrupamento no projeto "Erasmus + KA1"

 

O Agrupamento de Escolas de Águas Santas foi selecionado para participar num projeto “Erasmus + KA1”.

O Agrupamento apresentou em fevereiro de 2020 uma candidatura com o projeto intitulado “Inovar para o Sucesso” que foi aprovada pela Agência Nacional Erasmus + para 2020/2022 e financiada com 43.990,00 euros.

No âmbito deste programa europeu, que visa contribuir para a internacionalização e excelência do ensino, vinte docentes vão ter a oportunidade de frequentar cursos de formação em diferentes países europeus.

cortesia de Paula Silva e Lizete Pinheiro

10/09/2020

conheça as medidas para a nova situação de contingência

Foram anunciadas as medidas que servirão para enfrentar a situação de contingência, decretada a partir do próximo dia 15.

A partir da próxima terça-feira passam a ser proibidos, em Portugal Continental, os ajuntamentos com mais de dez pessoas.

Para além disso, os estabelecimentos comerciais não podem abrir antes das 10h (com exceções), e devem fechar entre as 20h e as 23h, esta segunda medida é tomada por decisão municipal. Nas áreas de restauração dos centros comerciais, passa a haver um limite máximo de quatro pessoas por grupo.

Com o regresso às aulas em regime presencial, o governo garante a readaptação do funcionamento das escolas à nova realidade sanitária, planos de contingência em todos os estabelecimentos de ensino, a distribuição de equipamentos de proteção individual e um referencial de adaptação perante casos suspeitos, positivos ou surtos. A isto junta-se a medida de restrição dos grupos a um limite de quatro nos estabelecimentos num raio de 300 metros à volta das escolas.

Os recintos desportivos — como os estádios de futebol — vão continuar sem público.

Os locais de trabalho passam a ter obrigatoriamente o desfasamento de horários, sendo necessário existir horários diferenciados de entrada e saída, bem como horários diferenciados de pausas e refeições. Os serviços devem ainda funcionar com as equipas em espelho: com escalas de rotatividade entre teletrabalho e trabalho presencial. 

Leia tudo aqui.


"Estudo em Casa" alargado ao ensino secundário

 O Estudo em Casa vai voltar à RTP Memória. A partir de 14, primeiro dia de arranque para o ano letivo, serão repostas aulas já transmitidas no âmbito do período de recuperação das aprendizagens. Os novos conteúdos serão transmitidos a partir de 19 de outubro. O programa vai ser alargado ao ensino Secundário.
Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A nova telescola foi criada "numa situação de absoluta emergência" por causa do ensino à distância imposto pelo fecho das escolas a 16 de março e as transmissões vão manter-se durante todo o próximo ano letivo, entre 14 de setembro e 30 de junho, apesar de as aulas começarem em regime presencial, explicou esta quarta-feira o ministro da Educação.
"Valeu a pena. Foi fundamental ter esta ferramenta", frisou Tiago Brandão Rodrigues, assumindo que o Estudo em Casa se transformou num instrumento de coadjuvação para os professores mesmo em ensino presencial. Além disso, assumiu aos jornalistas, no final da apresentação, também pode ser um apoio para alunos de uma turma que tenham de ficar em casa.
O Estudo em Casa vai funcionar entre as 9 e as 16.30 horas de segunda a sexta-feira, por blocos temáticos do 1.º ao 12.º ano. Este ano letivo, as aulas do 1.º e do 2.º ano serão transmitidas em blocos separados. E as aulas do 10.º. 11.º e 12.º apenas serão divulgadas na RTP Play.
"É uma ferramenta que não substitui o ensino presencial mas que veio para coadjuvar e vai perdurar além da pandemia", insistiu o ministro.
O presidente do conselho de administração da RTP, Gonçalo Reis, frisou que o Estudo em Casa teve "um impacto enorme" e, por isso, vai tornar-se numa marca da televisão pública quer mesmo depois da pandemia manterá os conteúdos educativos e formativos na sua grelha. Além da RTP Memória, no final do anterior ano letivo, houve aulas transmitidas na RTP África e no próximo ano serão na RTP Internacional para chegar às comunidades emigrantes, garantiu.
Entre 14 de setembro e 30 de junho serão transmitidas mais de 5200 aulas. Mais de 100 professores vão estar envolvidos. @ JN

09/09/2020

uso OBRIGATÓRIO de máscara

A obrigatoriedade do uso de máscara impõe-se na nova vida das escolas. Mas quem usa óculos de forma regular tem a sua vida mais dificultada, uma vez que os óculos embaciam facilmente.

Já todos percebemos que máscaras de proteção e óculos não combinam. E este fenómeno de condensação ainda torna tudo mais complicado. Isto acontece porque a respiração é quente e fica ainda mais quente dentro da máscara. Como as lentes dos óculos estão frias, ou pelo menos  estão numa temperatura ambiente, a diferença de temperaturas causa esta condensação, também chamada de nebulização. E é precisamente aqui que reside todo o drama: é que além de se perder a visibilidade, o embaciado obriga a tocar nos óculos com as mãos e, consequentemente, na cara e nariz, o que é muito pouco recomendável. 

Vamos ver algumas soluções que podem facilitar a nossa vida do presente e do futuro próximo.

Usar uma máscara com uma pequena barra de metal/clipe flexível que obrigue a máscara a ficar junto às paredes nasais. Caso a sua máscara não possua um destes clipes, há sempre um pequeno pedaço de metal flexível aí por casa que possa usar para resolver este problema.
Para evitar embaciar as suas lentes pode ainda encontrar soluções mais caseiras, daquelas que só os avós sabem, como usar sabão ou espuma de barbear.
Se preferir usar sabão, basta aplicá-lo em ambos os locais das lentes, espalhar com um pequeno tecido de microfibra (para não riscar), enxaguar com água e deixar secar ao ar. Desta forma, a camada residual de sabão (que não se vê) evita que a condensação se espalhe.

Quanto à espuma de barbear, o processo é basicamente o mesmo, sendo que a única diferença é que deve enxaguar os óculos com água quente.
Em muitas lojas de óculos são vendidos uns pequenos sprays anti-humidade que também são capazes de resolver este problema.
Outra das dicas é usar um pequeno lenço de papel descartável por dentro da máscara. Coloque o lenço de papel horizontalmente sobre a ponta do nariz, paralelo à linha limite da máscara. Este processo permite ter uma camada adicional de proteção, absorvendo mais humidade e, por isso, evitando a condensação.

Claro que a utilização de lentes de contacto, pelo menos nesta fase em que é obrigatória a utilização de máscara de proteção em praticamente todos os locais, pode ser uma das melhores soluções. (adaptado de Porto Secreto)

uso OBRIGATÓRIO de máscara

A obrigatoriedade do uso de máscara impõe-se na nova vida das escolas. Mas quem usa óculos de forma regular tem a sua vida mais dificultada, uma vez que os óculos embaciam facilmente.

Já todos percebemos que máscaras de proteção e óculos não combinam. E este fenómeno de condensação ainda torna tudo mais complicado. Isto acontece porque a respiração é quente e fica ainda mais quente dentro da máscara. Como as lentes dos óculos estão frias, ou pelo menos  estão numa temperatura ambiente, a diferença de temperaturas causa esta condensação, também chamada de nebulização. E é precisamente aqui que reside todo o drama: é que além de se perder a visibilidade, o embaciado obriga a tocar nos óculos com as mãos e, consequentemente, na cara e nariz, o que é muito pouco recomendável. 

Vamos ver algumas soluções que podem facilitar a nossa vida do presente e do futuro próximo.

Usar uma máscara com uma pequena barra de metal/clipe flexível que obrigue a máscara a ficar junto às paredes nasais. Caso a sua máscara não possua um destes clipes, há sempre um pequeno pedaço de metal flexível aí por casa que possa usar para resolver este problema.
Para evitar embaciar as suas lentes pode ainda encontrar soluções mais caseiras, daquelas que só os avós sabem, como usar sabão ou espuma de barbear.
Se preferir usar sabão, basta aplicá-lo em ambos os locais das lentes, espalhar com um pequeno tecido de microfibra (para não riscar), enxaguar com água e deixar secar ao ar. Desta forma, a camada residual de sabão (que não se vê) evita que a condensação se espalhe.

Quanto à espuma de barbear, o processo é basicamente o mesmo, sendo que a única diferença é que deve enxaguar os óculos com água quente.
Em muitas lojas de óculos são vendidos uns pequenos sprays anti-humidade que também são capazes de resolver este problema.
Outra das dicas é usar um pequeno lenço de papel descartável por dentro da máscara. Coloque o lenço de papel horizontalmente sobre a ponta do nariz, paralelo à linha limite da máscara. Este processo permite ter uma camada adicional de proteção, absorvendo mais humidade e, por isso, evitando a condensação.

Claro que a utilização de lentes de contacto, pelo menos nesta fase em que é obrigatória a utilização de máscara de proteção em praticamente todos os locais, pode ser uma das melhores soluções. (adaptado de Porto Secreto)

08/09/2020

a sociedade tem de manter comportamentos exigentes

Passados dois meses, houve retoma das reuniões entre peritos e decisores políticos, desta vez, não no Infarmed, mas no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. 

©Bruno Gonçalves
Na parte dedicada ao regresso às aulas, o epidemiologista Manuel Carmo Gomes apresentou pela primeira vez o modelo matemático desenvolvido pela equipa da FCUL para o Governo para a evolução da epidemia nos próximos meses. A conclusão é que a reabertura das escolas já na próxima semana, com o regresso de 1,2 milhões de alunos às aulas, torna “provável” uma segunda onda de infeções, com as hospitalizações a superarem mesmo o que aconteceu nos primeiros meses da pandemia. Esse cenário só se verifica, no entanto, se as escolas forem reabertas mantendo o mesmo nível de contactos entre crianças, jovens e funcionários que existia antes da pandemia. A novidade do modelo é sugerir que se houver uma redução dos contactos, a projeção de hospitalizações diminui, e se os contactos forem reduzidos a um terço nas escolas, a segunda onda pode mesmo ser evitada, acredita a equipa de Manuel Carmo Gomes, que considerou que este seria um caminho “exigente”, mas “possível”.

A uma semana do início do ano letivo, Manuel Carmo Gomes deixou algumas indicações práticas, como maximizar os espaços ocupados pelos alunos, evitar que haja mais do que uma turma a ocupar a mesma sala e garantir o arejamento das salas – por exemplo, numa aula de hora e meia fazer uma pausa de cinco minutos para arejar a sala –, mas também o desencontro de horários, defendendo, no entanto, que apesar de o objetivo ser o ensino presencial, o ensino misto (presencial e à distância) deve ser considerado. E deixou outra ressalva: “Se o relaxamento dos contactos na sociedade prosseguir após a abertura das escolas, temos segunda onda mesmo que os contactos entre os jovens diminuam. Não bastaria que alterássemos radicalmente o comportamento dos jovens. Requer que a sociedade mantenha comportamentos muito exigentes”, defendeu, sublinhando que será necessário reduzir contactos de proximidade, manter o distanciamento físico e evitar grupos de não coabitantes. Para Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas, a redução de contactos a um terço não será possível com o regresso das aulas em ensino presencial, e aponta várias dificuldades. “O número de professores tinha de ser o triplo e isso é impossível”, afirma ao i. (adaptado de jornal i)

da blogosfera: "população escolar no tubo de ensaio"


São tempos muito difíceis. Sabemos bem que a pandemia provoca situações sanitárias e económicas decisivas. Já muito se escreveu sobre o assunto, mas o salvamento de vidas manter-se-á como imperativo nas sociedades civilizadas. Para além disso, e como a investigação científica continua naturalmente numa maré de incertezas e contradições, e como as vacinas e medicamentos percorrem os inevitáveis caminhos temporais, a impaciência sobe de tom.

O próximo regresso às aulas far-se-á sem gradualismo. Começará o ensino presencial para todos ao mesmo tempo. É arriscado. Não me parece uma boa decisão, a menos que existam motivos experimentais que desconheço. Até a identificação de percursos desde o portão da escola que evitem a circulação livre e o contacto entre turmas (as "bolhas"), até às refeições "leve-para-casa" e passando pela desconcentração de alunos nos espaços comuns, são soluções que atenuam o risco mas que não vão ao essencial: o número de alunos por turma que estão horas a fio na mesma sala; para além das dificuldades com os processos de higienização. Mesmo os planos B, que consideram a presença semanal alternada por anos de escolaridade ou algo semelhante, também não reduzem o número de alunos por turma. A única forma de evitar os já célebres 3 c´s (aproximação física, espaços fechados e aglomeração de pessoas) é criar "bolhas de 10 ou 15" em cada turma para frequência semanal. E sobre o isolamento das "bolhas", importa recordar que a grande maioria dos professores lecciona em mais do que uma turma.

Do olhar escolar será assim. O gradualismo e a sensatez talvez impedissem o regresso à casa de partida. Talvez outros olhares, a começar pelos especialistas em imunidade de grupo, prefiram acelerar experiências que movimentem grandes massas populacionais enquanto é verão. Não sei. O que se espera, é que a prioridade de salvar vidas continue a nortear as decisões. Compreende-se o receio dos profissionais de educação. Mais de metade integra o grupo dos que têm mais de 50 anos de idade. Lá terá cada elemento da população escolar de entrar no tubo de ensaio, alunos incluídos, mas com a esperança de sair sem sequelas e com vida.

Nota: as “Orientações Ano Letivo 2020/2021”, da responsabilidade conjunta da DGEstE, DGS e DGE, e no seu ponto I – Medidas Gerais nas suas alíneas n) e o), diz assim: n) Privilegiar a via digital para todos os procedimentos administrativos, sempre que possível; o) Devem suspender-se eventos e reuniões com um número alargado de pessoas. Na Resolução do Conselho de Ministros do passado dia 27 de agosto  lê-se: “a Ministra sublinhou a importância de se manter «as regras de limitação de ajuntamentos – 20 ou 10 pessoas, conforme a situação de alerta ou contingência …” @ Correntes, de Paulo Prudêncio

07/09/2020

reforço de vagas permite aos alunos alterar candidaturas ao ensino superior

Aumento acontece após o final da 1.ª fase do concurso nacional de acesso para dar resposta a um número recorde de candidatos. “É uma oportunidade única”, frisa o ministro Manuel Heitor.

foto de Adriano Miranda
Os cursos de Gestão e Economia da Universidade Nova de Lisboa, mas também o de Gestão e o de Contabilidade e Administração do Instituto Politécnico de Lisboa, são os que poderão abrir mais vagas suplementares ainda para efeitos da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que formalmente terminou a 23 de Agosto.

O Ministério da Ciência e do Ensino Superior divulgou nesta sexta-feira à noite um reforço de 4737 vagas para a 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. Há agora um total de 56.866 lugares disponíveis no ensino superior público, um aumento de 10% face ao ano passado. Consulte aqui as vagas curso a curso, o reforço que houve face ao que tinha sido divulgado em Julho, o número total de lugares disponíveis, bem como a nota do último colocado na 1.ª fase de 2019. @ Público

um regresso às aulas diferente de todos os outros – Eduardo Sá

Eduardo Sá, psicólogo
foto da Wook

O que é que este regresso às aulas tem de diferente de todos os outros? Tudo!

Porque nunca, como agora, os nossos filhos terão feito tantas juras de amor à escola como, entretanto, parecem fazer todos os dias. Nem nós — os pais — tivemos uma noção tão nítida das dificuldades da missão de um professor e uma gratidão tão inequívoca em relação a tudo aquilo que a escola traz aos nossos filhos. Nem nunca tivemos uma ideia tão precisa e tão esclarecida da sua função, do recreio até às aulas, no crescimento de uma criança.

O que é que este regresso às aulas tem de diferente de todos os outros? Tudo!

Porque nunca, como agora, os nossos filhos entraram num ano letivo com tão grandes e assimétricas desigualdades a separá-los entre si. Desde os conhecimentos com que regressam até aos meios que lhes oferecemos para que aprendam. Nem nunca tivemos, como agora, um ano letivo a “terminar” em março e a “começar” em janeiro. Porque — independentemente da generosidade das escolas, da capacidade de reinvenção dos professores, do esforço inacreditável dos pais e do compromisso (espantoso!) das crianças durante a quarentena — a escola vai precisar de muito tempo para “reeducar” os nossos filhos para as aulas “tradicionais”, para os “sintonizar” e para esbater todas as desigualdades com que eles irão regressar, a ponto de os conseguir ter mais perto uns dos outros. Para que, finalmente, voltem a aprender, em conjunto. De forma diferente. E ao mesmo tempo.

E nunca, como agora, tivemos os nossos filhos a regressar à escola tão “embrulhados” em medos, em normas e em protocolos de segurança. E em regras que se sucedem umas às outras. O que faz com que a escola se torne hoje um lugar onde o desafio de aprender se faz, como nunca, numa atmosfera de alerta permanente. E em “liberdade condicional”.

E nunca, como agora, passou a haver tantas desculpas para que as aulas pudessem crescer mais em tamanho e os recreios encolhessem de forma quase absurda. Com a justificação de que isso só se faz para sua própria proteção e segurança. Isto é, nunca, como agora, a escola representou, para todos nós, o exemplo mais inequívoco do quanto ela, como mais nada, desconfina o mundo. E nunca, como agora, a escola, tentando ser amiga das crianças, foi tão longe ao pedir-lhes para que se soltem para a paixão de aprender tão presas e no meio de tantos “confinamentos”.

E nunca, como agora, a escola se tornou tão assética. Tão alarmada dian­te o toque. Tão militante pelo distanciamento. E tão reservada para com o sorriso. E nunca (tudo por causa das máscaras) ela esperou tanto que os nossos filhos tenham voz enquanto falam baixinho. E nunca a escola parece ter-lhes pedido tanto que aprendam a ser mais pessoas enquanto se encolhem diante de tudo o que são as suas mais fulgurantes manifestações de humanidade.

 

O que é que este regresso às aulas tem de diferente de todos os outros? Tudo!

Porque nunca, como agora, se cultivou tanto a ideia da segurança e da saúde e parece esquecer-se (tão escandalosamente!) a saúde mental das crianças e dos adolescentes. Ou o modo como estamos agora a desconfinar os nossos filhos, recomendando-lhes que aprendam no meio de vários outros confinamentos, que lhes vão fazer mal. Será que temos falado, tanto como devíamos, das consequências desta contenção toda que lhes vamos pedir para a forma como vão estar atentos e aprender? Será que estamos a ponderar, com o rigor que seria de esperar, os custos (trágicos) de lhes tirarmos recreio e mais recreio, como se a escola fosse a mesma sem esse “pulmão” que faz com que eles respirem de outra forma? Será (mesmo) possível que estaremos à espera que tenham o mesmo rendimento escolar, da mesma forma, como se nada disto os perturbasse na sua relação com tudo aquilo que eles precisam de aprender e de viver? E não será que tantas e tantas normas de saúde não irão tornar as turmas mais tensas e fervilhantes, e mais “indisciplinadas”, como se tudo isso não fizesse com que a missão de ensinar se torne ainda muito mais exigente e muito mais difícil? E será que, no meio de todos estes confinamentos, temos trazido para a conversa aquilo que estamos a pedir a todos os professores, todos os dias, como se nada disto “atropelasse” uma ideia de escola, que todos fomos tendo, e ela não precisasse de ser reinventada? E não fosse preciso muito tempo para que a escola deixe a hiperatividade sossegadinha que representa esta atmosfera de alarme em que os nossos filhos a vão viver para que volte a ser, simplesmente, uma força tranquila? E não estaremos todos a pôr uma naturalidade falsa e um ar desempoeirado e muito “técnico” nisto tudo, como se tivéssemos tudo controlado, esquecendo-nos que nos falta informação clara e transversal, como se, para efeitos de pandemia, a escola fosse competente para ter autonomia, mas para efeitos de planeamento do ensino ela não pudesse viver senão sob tutela? Não haverá uma ideia no ar que faz com que a escola espere que tudo corra bem e com boas “notas”, como se o nosso rendimento não dependesse também da claridade com que nos falam e dos exemplos daqueles que nos “ensinam”?

O que é que este regresso às aulas tem de diferente de todos os outros? Tudo!

Porque nunca, como agora, vamos precisar tanto de sair das pequenas coisas que se mudam para que tudo fique quase igual para se refundar a escola. E vamos precisar tanto de sair de tantos vícios de forma do século XIX que a escola ainda tem e de trazê-la para o século XXI. Perscrutando o que precisamos que ela seja para que os nossos filhos queiram, como estão a querer agora, fugir para ela. E vamos precisar de trazer as novas tecnologias para a escola, claro, sem esquecer que os nossos filhos precisam de escrever com o corpo e não só com a ponta dos dedos. E precisam do movimento. E dos grupos. E de imaginar. E precisam da palavra. Mais do que do número. E vamos precisar que ela deixe de ser esta deriva, tantas vezes batoteira, de metas e de rankings e se deixe desta aragem indus­trial com que o “sistema” (cheio de necessidades educativas especiais que parece que nunca se resolvem) insiste em ter os miúdos a aprender do zero, da mesma forma e à mesma velocidade. Como se os nossos filhos fossem singulares até entrarem “nesta” escola e saíssem dela como “produtos normalizados”. E vamos precisar de lhes dizer, ao contrário do que lhes estamos a pedir, que, para sua segurança, as crianças ganham se forem crianças!

O que é que este regresso às aulas tem de diferente de todos os outros? Tudo! @ Expresso


Covid-19: impacto do regresso às aulas visível em outubro

OMS e ECDC relativizam papel das escolas na transmissão. Ainda é “muito arriscado” tirar conclusões, diz perito.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que as escolas não representam um papel central na transmissão do novo coronavírus e o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) conclui não ter havido aumento dos contágios nas escolas que reabriram mais cedo na Europa com medidas de prevenção e distanciamento em vigor. Ainda assim, há estudos de modelação matemática “que apontam que a abertura das escolas poderá contribuir para o aumento da transmissibilidade”, como refere ao Expresso o departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge (INSA).

Manuel Carmo Gomes, um dos peritos que esta segunda-feira voltam às reuniões com o Governo para avaliar a situação epidemiológica e o regresso às aulas, defende ser ainda “muito arriscado” assumir que as escolas têm um papel reduzido na transmissão, como assegura a OMS. “Não percebo de onde vem essa certeza. As escolas têm estado maioritariamente fechadas ou a funcionar a meio gás”, afirma o professor de Epidemiologia da Universidade de Lisboa. @Expresso

06/09/2020

maioria das faculdades da Universidade do Porto optam por ensino combinado

 O reitor da Universidade do Porto, António de Sousa Pereira, revelou esta quinta-feira que, apesar de não existir "um padrão único", a maioria das faculdades da instituição vai optar por um modelo de ensino combinado no próximo ano letivo.

António de Sousa Pereira, reitor da U.P.
foto de Pedro Granadeiro

"Naturalmente que, sendo a Universidade do Porto (UP) uma instituição completamente multidisciplinar (...) as realidades são muitas diversas", afirmou António de Sousa Pereira.

Em declarações à agência Lusa, o reitor da UP adiantou esta quinta-feira que, em termos gerais, foi dada a indicação para que as 14 unidades orgânicas optassem pelo "maior número de atividades presenciais possíveis", dando especial privilégio aos estudantes do 1.º ano de licenciatura.

Se, por um lado, existem cursos onde a componente laboratorial é "extremamente importante", como é o caso da Faculdade de Farmácia e da Faculdade de Ciências, noutros, a componente oficinal, como é o caso da Faculdade de Belas Artes e Arquitetura, também "não se faz à distância".

No entanto, foram os múltiplos cursos na área da saúde, como é o caso da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, que colocaram "problemas extremamente complexos", nomeadamente, por partilharem espaços com duas estruturas hospitalares (Hospital de São João e Hospital de Santo António) que "tratam massivamente doentes com covid-19".

"Mesmo nesses casos estão previstas atividades presenciais, com muitas limitações, com normas de segurança apertadas e equipamentos de proteção individual muito sofisticados. Mas isso também é uma oportunidade, ensinarmos os futuros médicos a trabalharem em contexto de pandemia. Não nos podemos descurar dessa função", sublinhou António de Sousa Pereira.

Apesar de não existir um "padrão único", a maioria das instituições vai optar por um regime de «blended learning», ou seja, ensino combinado e lecionando tanto à distância como presencialmente, sendo esse o caso da Faculdade de Economia, Engenharia, Educação, Nutrição, Letras, Psicologia e Direito.

Também a Faculdade de Desporto vai funcionar nesse regime, mas aproveitando o espaço exterior para lecionar as atividades presenciais, pelo menos enquanto "não chega o mau tempo".

"Diria que não há um padrão único. Por exemplo, há situações em que as aulas teóricas que juntam um grande número de estudantes vão ser dadas maioritariamente à distância e as aulas práticas e teórico-práticas presencialmente", explicou.

À Lusa, o reitor afirmou que todos os planos e medidas adotadas pelas unidades orgânicas estão "organizadas para correr bem", mostrando-se preocupado não com as faculdades, mas com as suas envolvências.

"A minha preocupação não é propriamente com a universidade, mas com o que a envolve. Dentro da universidade conseguimos que os estudantes desinfetem as mãos, usem máscaras e mantenham as distâncias de segurança, mas depois, o que se passa em redor da universidade, nós não controlamos", afirmou.

E acrescentou, "é humanamente compreensível que os jovens tenham as suas necessidades sociais. Espero que cumpram as regras dentro da universidade, mas sobretudo, fora". @JN

04/09/2020

comunicado à imprensa

COVID-19 

Medidas para apoio aos alunos em grupos de risco

O Ministério da Educação emitiu, em despacho, orientações e procedimentos para o apoio educativo aos alunos que, atestadamente, integrem um grupo de risco face à COVID-19. 

O despacho consiste numa extensão, com as devidas adaptações, do disposto na Portaria 350-A/2017, que estabelece as medidas de apoio para alunos com doenças do foro oncológico. 

Este despacho prevê que estes alunos possam dispor de acompanhamento não presencial, recorrendo a apoio que permita manter o contacto com a turma de origem, mediante acordo com a família, podendo ser mobilizados recursos em caso de manifesta necessidade. 

O despacho explicita também os procedimentos que permitem aos encarregados de educação requerer a dispensa de atividades letivas e formativas presenciais em contexto de grupo ou turma. Deve atestar-se a condição clínica do aluno, prevendo-se que estejam abrangidos os alunos em declarado risco acrescido e cujo afastamento da escola não seja prejudicial por outros fatores, não sendo obrigatório o recurso a este regime. 

Lisboa, 3 de setembro de 2020 


perguntas e respostas: tudo o que se sabe (e o que falta saber) sobre o regresso às aulas


A televisão e o ecrã do computador transformaram-se em salas de aulas quando, a 12 de março, as escolas fecharam portas devido à pandemia da Covid-19. Seguiram-se três meses de aulas à distância. Agora, estudantes, professores e pessoal não docente vão poder regressar às instituições de ensino entre 14 e 17 de setembro. O cenário que irão encontrar será diferente daquele que deixaram - sem saber quando voltariam - e as dúvidas são muitas.

A TSF respondeu a algumas questões recorrentes. 

Eis algumas questões que se conseguem responder. 

É obrigatório usar máscara durante todo o dia?

A lista de material escolar ganhou, este ano, um novo elemento. Todos os alunos, professores e pessoal não docente, bem como todos aqueles que precisem de entrar no recinto escolar, são obrigados a usar máscara nas escolas, durante todo o dia. 

A utilização constante deste equipamento de proteção individual é tão importante que, tal como afirma o presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, a máscara adquiriu "um estatuto superior ao do manual escolar", até porque um estudante sem manual pode entrar na escola e arrisca-se apenas a ter uma falta de material, mas sem máscara "não pode sequer colocar os pés no espaço escolar".

Como vão ser as salas de aulas?

A troca de bilhetinhos e as conversas com o colega do lado vão agora ser menos frequentes, já que os alunos estarão, num cenário ideal, mais afastados uns dos ou

De acordo com as orientações do Governo, as aulas deverão decorrer, sempre que possível, na mesma sala e os alunos e professores devem ter um lugar ou uma secretária fixa, a, pelo menos, um metro de distância uns dos outros.

Além disso, deve privilegiar-se a utilização de salas amplas e arejadas, as mesas devem ser dispostas junto das paredes e janelas, e deve evitar-se que os alunos estejam de frente uns para os outros.

Filinto Lima admite que, dada a dimensão de algumas escolas, não será possível manter, em todos os casos, o distanciamento de um metro entre alunos. Ainda assim, o presidente da ANDAEP lembra as medidas complementares ao distanciamento físico para diminuir o risco de contágio, como é o caso da utilização obrigatória de máscara em todo o recinto escolar, da lavagem e da desinfeção frequente das mãos e da definição de circuitos de circulação dentro das instituições de ensino.

O que acontece à matéria que ficou para trás?

As primeiras semanas de aulas serão para relembrar e consolidar a matéria, uma vez que as aulas à distância trouxeram, em muitos casos, dificuldades acrescidas ao cumprimento dos programas das diferentes disciplinas. De acordo com a orientação da Direção-Geral de Educação, esta "recuperação e consolidação das aprendizagens deve ocorrer durante todo o ano letivo, com especial incidência no período inicial de cinco semanas".

Ainda assim, o representante dos diretores das escolas públicas considera fundamental a comunidade escolar concentrar-se também, durante os primeiros dias de aulas, em fazer um "trabalho de natureza emocional", já que os alunos "estiveram muito tempo fora do seu espaço escolar e sem conviver com pessoas de quem muito gostam, como colegas, professores e funcionários".

Os intervalos vão deixar de existir?

Os intervalos entre as aulas vão continuar a existir, mas devem ter a menor duração possível. Durante os intervalos, os alunos devem permanecer em zonas específicas, definidas pela escola, e deve evitar-se a concentração de alunos nos espaços comuns, como as bibliotecas e as salas de informática.

As cantinas vão continuar a funcionar?

Os estudantes vão poder continuar a almoçar nos refeitórios escolares, que reabrem já no início do ano letivo com novas regras.

A partir de agora, os períodos de almoço devem ser, sempre que possível, desfasados entre turmas, e algumas cantinas podem passar a servir refeições em regime takeaway. Todos os que utilizarem os refeitórios devem utilizar máscara no espaço, exceto durante o momento da refeição, bem como lavar e desinfetar as mãos antes e depois.

Os talheres e os guardanapos serão fornecidos dentro de uma embalagem, as mesas e cadeiras deverão ser higienizadas após cada utilização e não devem existir objetos ou elementos decorativos em cima das mesas. Além disso, as escolas devem assegurar uma boa ventilação e renovação do ar nestes espaços.

Os alunos podem frequentar o bar da escola?

À semelhança das cantinas, também os bares ou bufetes das escolas vão estar abertos a partir do dia 14 de setembro. As principais medidas para uma reabertura segura passam, por exemplo, por um aumento da frequência de limpeza e higienização destes espaços, sobretudo, após cada utilização dos balcões, mesas e cadeiras. Além disso, deve existir uma lotação máxima, definida de acordo com as características do espaço, a fim de evitar concentrações e deve estar assegurada uma boa ventilação e renovação do ar.

Quem frequenta os bares das escolas deve ainda higienizar as mãos à entrada e à saída, utilizar sempre máscara, exceto no momento da refeição, e manter o distanciamento físico.

Os encarregados de educação podem entrar nos estabelecimentos de ensino?

A circulação de pessoas externas dentro das escolas deve ser evitada ao máximo. Por isso, o contacto telefónico ou por via digital com os encarregados de educação deve ser o método privilegiado.

No caso do ensino pré-escolar, as crianças devem ser entregues à porta do estabelecimento de ensino pelo encarregado de educação, ou por alguém por ele designado, e recebidas por um profissional destacado para o efeito.

As crianças mais pequenas podem levar brinquedos para a escola?

A orientação é clara: as escolas devem solicitar aos encarregados de educação que não deixem as crianças levar brinquedos ou outros objetos não necessários de casa para a escola.

Os estabelecimentos de ensino do pré-escolar devem também remover das salas todos os acessórios não essenciais às atividades ali desenvolvidas e os objetos que permanecerem naqueles espaços devem ser higienizados e desinfetados com frequência.

Como vão funcionar as aulas de educação física?

Sem máscara, mas com o maior distanciamento físico possível. É assim que deverão ser as aulas de educação física durante este ano letivo. De acordo com as orientações da Direção-Geral da Educação, os professores deverão optar por estratégias e metodologias de ensino que privilegiem o respeito pelo distanciamento físico "de, pelo menos, três metros entre alunos". Ainda assim, o cumprimento dos objetivos da disciplina devem ser assegurados e, sempre que possível, as aulas devem ser dadas em espaços exteriores.

As atividades desenvolvidas devem ser, preferencialmente, individuais ou entre grupos reduzidos, simulando situações de jogo "reduzidas e condicionadas".

Para evitar contacto físico, deve ser privilegiado "o trabalho em circuito, possibilitando a execução de exercícios através de estações que valorizem a estabilização de grupos de trabalho com os mesmos propósitos".

Para os alunos, a máscara só é obrigatória à entrada e à saída da aula, e não no decorrer da mesma. Já os professores só podem dispensar o uso de máscara em momentos que impliquem a realização de exercício físico, por exemplo, na demonstração de uma atividade.

O que acontece aos grupos de risco?

As críticas sobre a ausência de medidas concretas para os alunos, professores e funcionários de grupos de risco nas escolas têm sido frequentes, nas últimas semanas. Por isso, a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), em entrevista à TSF, diz ser urgente "perceber como é que vai ser trabalhada" a questão dos grupos de risco, nomeadamente se os alunos nesta situação terão aulas à distância.

Para já, há professores com patologias a manifestar indisponibilidade para regressar à escola, sendo que ainda não é claro se estes docentes poderão trabalhar a partir de casa ou se terão de ser substituídos.

Um aluno pode ir à escola se tiver tosse?

Todas as pessoas que tenham "sinais ou sintomas sugestivos de Covid-19" devem manter-se afastadas dos estabelecimentos de ensino. Caso um aluno tenha tosse, febre, dificuldade em respirar ou outro sintoma comum à infeção provocada pelo novo coronavírus, não deve ir para a escola e o encarregado de educação deve contactar o SNS24 e seguir as indicações dadas pelos profissionais de saúde.

O que acontece se houver um suspeito de Covid-19?

A Direção-Geral da Saúde anunciou que está a preparar um manual com regras sanitárias para o regresso às aulas, que "fará a ligação entre autoridades locais de saúde e agrupamentos de escolas". Graça Freitas explicou, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que a DGS está a ultimar um "referencial que permite atuar com uma cadeia de comunicação simples perante um caso suspeito, um caso confirmado ou um surto" numa escola.

O documento só será conhecido a 7 de setembro, uma semana antes do arranque do ano letivo, mas as escolas já receberam em julho algumas orientações sobre como devem atuar caso haja um suspeito de Covid-19, uma vez que todas as instituições de ensino têm de ter um Plano de Contingência, com todos os procedimentos a adotar nestes casos.

Quando é identificado um caso suspeito de Covid-19 dentro do estabelecimento de ensino, a pessoa em causa deve encaminhar-se ou ser encaminhada para a área de isolamento - que deve estar equipada com telefone, cadeira, água e alguns alimentos não perecíveis, e ter acesso a instalação sanitária - pelos circuitos definidos no Plano de Contingência.

Se o caso suspeito for uma criança, deve permanecer junto da mesma um responsável, cumprindo todas as precauções, nomeadamente a higienização frequente das mãos e a utilização de máscara. De seguida, deve ser contactado o SNS24, as autoridades de saúde locais devem ser informadas e os encarregados de educação contactados.

As superfícies mais utilizadas pelo caso suspeito devem ser limpas e desinfetadas e os resíduos por ele produzidos devem ser acondicionados em dois sacos de plástico, resistentes, fechados com dois nós apertados, e, posteriormente, devem ser depositados em contentores de resíduos coletivos e nunca em ecopontos.

O próximo ano letivo inicia-se entre 14 e 17 de setembro, com a retoma das atividades letivas presenciais que em março foram suspensas devido à pandemia da Covid-19. @ TSF