Em 2025, mais de 760 mil alunos realizaram o teste PISA 2025 (Programme for International Student Assessment), de entre os quais 7000 alunos portugueses de 15 anos. O teste avalia o desempenho em Leitura, Ciência e Matemática.
Dados principais
No geral, o desempenho escolar dos alunos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) tem estado estagnado ou em declínio em muitos países. O teste PISA 2025 tinha como foco principal a Ciência e os resultados obtidos são moderadamente inferiores aos obtidos entre 2015 e 2025. Na última década, tem-se verificado um declínio nos resultados de Matemática e principalmente na Leitura.

Quase metade dos alunos da OCDE que realizaram o teste (46%) recorrem à Inteligência Artificial semanalmente, admitindo, contudo, que os equipamentos digitais são fonte de distração (28%). Curiosamente, o estudo mostra que os alunos que utilizam diariamente a Inteligência Artificial como auxiliar de estudo (para fazer resumos, elaborar textos e efetuar pesquisa) obtêm resultados inferiores aos obtidos pelos alunos que recorrem a essas ferramentas com moderação. No entanto, o estudo sugere uma descrepância no acesso a estas ferramentas, tendo por base o contexto socioeconómico.
Portugal
Os alunos portugueses registaram o pior resultado de sempre na prova de Leitura (462), abaixo do obtido em 2000, o primeiro ano da participação de Portugal. Os resultados obtidos a Matemática (460) pioraram e estão próximos dos obtidos em 2003. A Ciências, foco principal deste estudo, o resultado foi de 482.
Em 2015, após vários anos de consecutivas melhorias de resultados, Portugal passou a ser considerado como um dos casos de sucesso na Europa, ano em que os portugueses ficaram pela primeira vez acima da média da OCDE nas três áreas avaliadas: Matemática, Ciências e Leitura. Em 2018, os resultados estabilizaram, mas na última década a tendência inverteu-se.
Um dado positivo é o facto de 76% dos alunos expressar um sentimento de pertença à escola, valor bem acima da média da OCDE. Quanto à avaliação do risco de suscetibilidade à desinformação, 54% dos alunos portugueses diz verificar a credibilidade das fontes de informação e confiar mais em evidências científicas em detrimento do senso comum.
Os dados relativos a Portugal referem também a perceção de falhas de recursos humanos (64% referem falta de assistentes operacionais e 44% referem falta de professores) e materiais (equipamentos informáticos, labotoriais e infraestruturais); os alunos referem passar 1,4 horas ao dia a utilizar recursos digitais para melhorar a sua aprendizagem face a 1,2h para lazer. A nível de bullying e cyberbullying, Portugal está abaixo da média da OCDE - 14% diz ter sofrido algum tipo de bullying em algum momento e apenas 2% diz ter sido vítima de cyberbullying. Apesar de 73% dos alunos referir falar com os pais sobre a escola, apenas metade (53%) diz que os pais/encarregados de educação têm conversas frequentes sobre o seu desempenho escolar, envolvendo-se ativamente.
Aceda a todos os dados relativos a Portugal aqui.
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