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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

"Payassu, o verbo do pai grande"

      Os alunos de 11º ano da nossa escola vão ao Mosteiro de Águas Santas assistir ao espetáculo da palavra de Vieira, "Payassu, o verbo do pai grande", num tempo em que estudam o admirável orador.
    Numa parceria muito simpática entre a escola e o Mosteiro de Águas Santas, no dia 5 de novembro, cerca de 230 alunos assistirão a uma das duas sessões que decorrerão no Mosteiro. 


      A companhia de teatro Lafontana - Formas Animadas, adaptou um dos mais famosos textos da oratória sagrada portuguesa, o Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, o Imperador da língua portuguesa, no dizer de Pessoa. 
      São da Companhia as palavras que se seguem:
     "Com este espetáculo, procuramos celebrar o quarto centenário do nascimento do maior e mais surpreendente escritor barroco português, o Padre António Vieira: viajante incansável, campeão inigualável do verbo, personagem apaixonante pela sua tenacidade, simultaneamente sublime e ambíguo, amante inveterado da pátria que tão mal afinal lhe pagaria, como ele aliás deixou escrito. 
     No intuito de contribuir para a divulgação e o ensino da língua e literatura portuguesas, preparamos uma nova versão do espetáculo, mais ligeira e transportável, especialmente pensada para apresentação no espaço das escolas, capelas e outros espaços alternativos. 

      Esta atividade envolve dois diferentes momentos: apresentação da versão teatral do Sermão de Santo António aos Peixes na própria escola ou noutro local mais apropriado, por exemplo: igrejas, capelas, etc; um debate com os espectadores, numa oportunidade para dialogar sobre a peça, o Padre Vieira e aprender com o alucinado exemplo da sua vida e com a belíssima alegoria rendilhada da sua obra.

      No seu conjunto, esta ação contribuirá certamente para que os alunos entendam melhor a ação religiosa, política e social deste nosso grande escritor-pregador seiscentista que, já nessa altura, denunciava os vícios dos seus contemporâneos, defendia a alforria dos índios brasileiros que o tratavam de Payassu (o Pai Grande), e fazia a apologia de conceitos modernos, pragmáticos, saídos da Europa renascentista, como solução para tirar Portugal do atraso endémico em que se encontrava."

     

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