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22/11/2019

a postura das crianças na escola (e fora dela): fomos ao ortopedista

      As doenças que afetam a coluna representam mais de 50% das causas de incapacidade física. Estima-se que 7 em cada 10 portugueses sofrem ou já sofreram de dores nas costas. Será que deveríamos preocupar-nos com a postura das crianças nas escolas? Falámos com o médico Jorge Alves, ortopedista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV).

      O transporte repetido de uma mochila pesada pode condicionar, no futuro, problemas graves para as costas das crianças. Para além das dores nas costas de que provavelmente as crianças se queixam no dia-a-dia, este hábito pode provocar um desgaste acrescido da coluna vertebral da criança ao longo do tempo, prejudicando gravemente a sua saúde a longo prazo. Mas as mochilas não são o único motivo de preocupação. Pedimos ajuda ao ortopedista Jorge Alves para nos esclarecer algumas dúvidas sobre a postura das crianças.
      Os programas escolares hoje em dia debruçam-se o suficiente sobre temas da promoção da saúde, nomeadamente sobre a importância de uma postura saudável?
      A existência de uma disciplina de Educação Física nos programas escolares é um sinal de que há uma preocupação por parte do Ministério da Educação em promover a prática regular de exercício físico nas escolas. Todos sabemos a importância do exercício físico para o desenvolvimento dos alunos e promoção da sua saúde, viabilizando o seu bem-estar físico, mental e social.
     Relativamente às questões posturais, desconheço medidas específicas para tentar lidar com o assunto, com excepção de um projeto de investigação que se desenvolveu num agrupamento de escolas em Penafiel, no qual estão a ser utilizadas mesas e cadeiras ajustáveis à altura dos alunos, para que, de facto, possam ter uma postura mais correcta. O projecto é liderado pela professora Emília Alves.
      Como explicar a uma criança que é importante ter cuidado com as costas?
     A partir do momento em que sabem que a coluna é a base de sustentação da nossa cabeça, tronco e braços, que protege a medula e os nervos que nos permitem mexer e que é uma estrutura que permite um elevado grau de mobilidade, torna-se fácil para eles perceberem que é muito importante tratá-la bem.
    OS MELHORES EXERCÍCIOS SÃO AQUELES QUE PROMOVEM O REFORÇO DOS PRINCIPAIS MÚSCULOS ESTABILIZADORES DA COLUNA, NOMEADAMENTE O MULTIFIDUS E O TRANSVERSO DO ABDÓMEN.

       Qual a dimensão do problema das mochilas escolares?
      O problema é transversal à nossa sociedade e de difícil resolução. Apesar de todas as campanhas de sensibilização que têm sido promovidas por várias entidades, continuamos a ver, mesmo nas nossas próprias casas, os miúdos a carregarem mochilas com mais de 10 quilogramas. O problema está identificado, mas, na prática, pouco tem sido feito para o resolver. @ Sapo

04/02/2019

os ecrãs impedem os jovens de desenvolver empatia...

... e as sociedades tornam-se "brutais".

JOHN HOLCROFT/GETTY IMAGES
"A resiliência constrói-se. Num ambiente de segurança, o cérebro de alguém que sofreu um trauma regenera-se “muito mais rapidamente do que imaginamos”. Mas, atenção, avisa o psiquiatra Boris Cyrulnik, uma criança que cresce a olhar para ecrãs não consegue desenvolver empatia.
A nossa capacidade de resistência à adversidade – a chamada resiliência – não está inscrita nos genes. Não nascemos com uma determinada predisposição, antes somos moldados pelo ambiente desde o útero materno e pela vida fora, e é isso que nos torna mais ou menos resilientes.
O defensor desta ideia, o neuropsiquiatra francês Boris Cyrulnik – que esteve em Portugal esta semana para fazer uma conferência na Noite das Ideias, iniciativa da Embaixada de França e do Instituto Francês, dia 31 de Janeiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – sabe do que fala. Ele próprio é um exemplo de resiliência e tornou-a o tema principal das suas pesquisas e do seu trabalho de toda a vida.
Hoje com 81 anos, este sobrevivente do Holocausto tem trabalhado com pessoas, sobretudo crianças e jovens, que passaram por situações traumáticas. “A resiliência”, diz, “é uma construção constante, é um fenómeno de desenvolvimento e nós desenvolvemo-nos o tempo todo, a nível biológico, psicológico, afectivo, social.” E acrescenta, com um sorriso de garoto: “Só paramos de nos desenvolver aos 120 anos. Depois disso, é possível, mas é difícil.”
Muito do processo de regeneração de um cérebro que sofreu um trauma passa pela segurança mas também pela empatia com os outros. Ora, actualmente, com a presença constante da tecnologia nas nossas vidas, é precisamente a capacidade de criação de empatia que começa a estar em risco. E que consequências isso tem para uma sociedade?
Está também a surgir nas nossas sociedades outro fenómeno que preocupa o psicanalista: a dificuldade de desenvolver empatia, que afecta sobretudo os mais jovens. A empatia é algo que implica interacção humana, sublinha. E quando grande parte da relação com o mundo é feita não através de outros seres humanos mas sim de ecrãs de televisões, computadores ou telemóveis, é muito mais difícil aprender a empatia.
E, no entanto, esta é algo que um bebé recém-nascido adquire com uma surpreendente facilidade. “Os bebés compreendem imediatamente a menor variação da mímica facial da mãe, desde muito pequenos. Somos uns virtuosos, únicos entre as espécies vivas a lidar com a mímica facial.” Daí que seja difícil criar um robot que possa realmente substituir uma pessoa." @ PÚBLICO

17/11/2017

hábitos diários que melhoram (e muito) a saúde mental

Stress, poluição, fast-food, sedentarismo, ruído. A nossa mente está todos os dias à mercê de um sem fim de agentes agressores que, a qualquer momento, podem facilmente começar a comprometer o bom funcionamento cerebral... mas não só.
© iStock
Falar em saúde mental é muito mais do que falar no desempenho cognitivo, é falar no estado da mente, na forma como ela lida com as emoções, com as complicações, com o próprio dia a dia. Do stress, à ansiedade, passando pela irritação constante e nunca esquecendo a depressão, são muitas as formas de espelhar uma saúde mental debilitada, mas são também muitas as formas de combater isso.
Como escreve o The Independent no seu site, a saúde mental beneficia de pequenos hábitos e gestos diários... como andar com a cabeça levantada e os ombros alinhados. Sim, uma postura confiante em cada passo que se dá é uma das estratégias mais eficazes para melhorar a disposição e afastar os pensamentos negativos.
Parar de tirar fotografias com o telemóvel a tudo e mais alguma coisa e passar a apreciar esses mesmos momentos é também uma forma de melhorar a saúde mental, como revelou um estudo publicado na revista científica Psychological Science. E por falar em telemóvel, importa começar a usar menos os dispositivos móveis, uma vez que a ciência já conseguiu mostrar como as redes sociais têm um impacto negativo na saúde mental dos utilizadores, aumentando a sensação de tristeza e até inveja.
Tal como a ciência tem vindo a alertar cada vez mais, o exercício físico é fundamental para a boa saúde da mente, tendo ficado já provado que as pessoas que combatem o sedentarismo tendem a ter menos pensamentos depressivos. E se a atividade desportiva é importante, a capacidade de parar de procrastinar é também fundamental, lê-se na publicação, que revela que quanto mais as pessoas adiam o que têm para fazer, mais ansiosas e stressadas ficam.
No leque de hábitos diários que melhoram a saúde mental - e, por consequência, a saúde física também - estão ainda a boa rotina de sono, a perda do hábito de querer fazer tudo ao mesmo tempo (sim, está na hora de dizer não ao multitasking) e a importância de dedicar uma parte do dia aos cuidados pessoais, que podem ser um banho mais longo, uma leitura, uma música, uma ida ao cinema, etc. @ NaoM

03/05/2017

quase 100 suspeitas de cancro de pele no rastreio nacional de 2016

Vivemos tempos estranhos: há muita falta de vitamina D , mas também há muitos casos de cancros de pele. Por isso, como em tudo, o melhor será mesmo a moderação. Não evitar o sol, mas prevenir-se  e saber proteger-se.


Quase 100 suspeitas de cancros de pele foram detetadas em 2016 no rastreio nacional que avaliou cerca de 1.700 pessoas, segundo a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC).

daqui
"O que pretendemos é (...) amplificar as mensagens de prevenção primária e secundária de cancro de pele, que visam chegar às crianças e aos adolescentes com muitas iniciativas no país decorrentes de ações de escola e no desporto, em que queremos que pratiquem desporto ao ar livre mas com segurança, assim como os trabalhadores ao ar livre, que devem ser sensibilizados para a proteção necessária quando trabalham ao sol", afirmou Osvaldo Correia.

16/03/2017

a propósito da Semana da Saúde

Portugueses comem carne a mais e abusam do sal e do açúcar.
foto de Paulo Pimenta

O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física indica que o país não respeita a dieta mediterrânica. O peso das hortaliças à mesa é metade do que devia ser. E ingerimos mais sal do que o organismo tolera.

Os portugueses andam a trair a dieta mediterrânica. Exageram na carne e nos laticínios e tendem a não comer as proporções certas de hortaliças, fruta, tubérculos, cereais e derivados. Um novo estudo indica que também abusam do sal e que isso não é só por causa do pão e da charcutaria. É também pela quantidade de sopa que se consome no país — demasiado salgada. 

Desde 1980 que as autoridades de saúde não tinham tantos dados sobre práticas alimentares e atividade física. Foi nesse ano que foi feito o último Inquérito Alimentar Nacional com recolha direta. Agora, um consórcio de investigadores inquiriu 6553 indivíduos de todo o país, 5819 dos quais duas vezes, para avaliar os hábitos da população com idades compreendidas entre os três meses e os 84 anos. Os resultados serão apresentados a partir das 9h30 desta quinta-feira na Reitoria da Universidade do Porto.

O estudo sugere que os portugueses não respeitam a dieta mediterrânica, que é Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO e que a Direção-Geral de Saúde adaptou à roda de alimentos. Em Portugal, esta dieta privilegia o peixe em detrimento da carne, favorece o consumo de verduras, legumes e frutas, faz do azeite a principal gordura alimentar, prevê um consumo de laticínios com moderação, recorre às ervas aromáticas, o que permite cortar no sal, e limita o uso do vinho. @ PÚBLICO

06/01/2017

cuide-se! vá.


Risco de demência é maior para quem vive perto de estradas movimentadas











Um estudo publicado na revista científica 
The Lancet diz que o risco de demência pode aumentar até 7% para quem vive a menos de 50 metros de uma estrada muito movimentada.

Por isso, o CRESCER sugere uma fuga até um local calmo e bonito aproveitando o SOL que se fará sentir nos próximos dias.


Ir é um grande remédio!

Votos de um excelente fim de semana.

24/11/2016

haja saúde, sim?

O último relatório da OCDE afirma que as mulheres portuguesas são das que vivem mais anos no conjunto da UE: 84,4 anos. Mas 29 são vividos com pouca saúde.
AFP/Getty Images
A esperança média de vida na União Europeia está a aumentar a olhos vistos, numa média de três meses por cada ano que passa. Em 2014, rondava os 80,9 anos no conjunto dos estados-membros, de acordo com o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) — OECD Health at a Glance: Europe 2016. E, neste capítulo, Portugal aparece em destaque: as mulheres portuguesas são das que vivem mais anos no conjunto dos Estados-membros da UE: 84,4 anos. Maior longevidade só mesmo em Espanha — as espanholas vivem, em média, 86,2 anos –, em França (as francesas vivem 86 anos) e em Itália (85,6 anos). A esperança média de vida das mulheres na UE rondava, em 2014, os 83,6 anos. 

Mas se, por um lado, as mulheres portuguesas vivem muitos anos, por outro, são as que vivem mais anos com uma atividade limitada, por falta de saúde. Dos 84,4 anos, apenas 55,4 anos são vividos com saúde, ou seja, as mulheres portuguesas vivem 29 anos com pouca saúde. Na UE a 28, as mulheres vivem 21,8 anos com pouca saúde.No que diz respeito aos homens, os portugueses vivem, em média, 78 anos, em linha com a média da UE (78,1 anos). Desses, 19,7 anos são vividos já com pouca saúde, o que coloca também Portugal entre os países em que os homens vivem mais anos sem saúde. @ Obervador

haja saúde, sim?

O último relatório da OCDE afirma que as mulheres portuguesas são das que vivem mais anos no conjunto da UE: 84,4 anos. Mas 29 são vividos com pouca saúde.
AFP/Getty Images
A esperança média de vida na União Europeia está a aumentar a olhos vistos, numa média de três meses por cada ano que passa. Em 2014, rondava os 80,9 anos no conjunto dos estados-membros, de acordo com o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) — OECD Health at a Glance: Europe 2016. E, neste capítulo, Portugal aparece em destaque: as mulheres portuguesas são das que vivem mais anos no conjunto dos Estados-membros da UE: 84,4 anos. Maior longevidade só mesmo em Espanha — as espanholas vivem, em média, 86,2 anos –, em França (as francesas vivem 86 anos) e em Itália (85,6 anos). A esperança média de vida das mulheres na UE rondava, em 2014, os 83,6 anos. 

Mas se, por um lado, as mulheres portuguesas vivem muitos anos, por outro, são as que vivem mais anos com uma atividade limitada, por falta de saúde. Dos 84,4 anos, apenas 55,4 anos são vividos com saúde, ou seja, as mulheres portuguesas vivem 29 anos com pouca saúde. Na UE a 28, as mulheres vivem 21,8 anos com pouca saúde.No que diz respeito aos homens, os portugueses vivem, em média, 78 anos, em linha com a média da UE (78,1 anos). Desses, 19,7 anos são vividos já com pouca saúde, o que coloca também Portugal entre os países em que os homens vivem mais anos sem saúde. @ Obervador

07/11/2016

um maço de tabaco por dia causa 150 mutações genéticas por ano nos pulmões

Caveira com Cigarro Aceso (1885-86),
Vincent van Gogh 
DR


Pela primeira vez, estabeleceu-se uma ligação direta entre o número de cigarros fumados e o número de mutações que isso provoca no ADN e que, mais tarde, poderão terminar em cancro. 

Que o tabaco mata já não é novidade. Que o cancro é causado por mutações no ADN também já se sabia. O que agora se encontrou pela primeira vez foi uma relação direta entre o número de cigarros fumados e o número de mutações no ADN. Se fumar um maço de cigarros por dia, ao fim de um ano terá provocado nas células dos seus pulmões, em média, 150 mutações genéticas, o que aumenta o risco de cancro – conclui este trabalho publicado esta sexta-feira na revista Science

Saiba mais, aqui.

19/10/2016

10 milhões de novos casos de tuberculose em 2015

Epidemia global desta doença continua a aumentar, garante OMS.
São números que fazem pensar. Sobretudo nos mais frágeis e mais vulneráveis.
Foto Pedro Noel da Luz

A OMS estima que 1,8 milhões de pessoas tenham morrido com tuberculose em 2015, entre as quais 400 mil com o VIH. Embora o número de mortes associadas à tuberculose tenha caído 22% entre 2000 e 2015, esta doença infeciosa continua a ser uma das 10 principais causas de morte em todo o mundo. Em 2015, 17% das pessoas com tuberculose acabaram por morrer com a doença, taxa que a OMS quer reduzir para 10% até 2020. 

Outra das preocupações é a tuberculose multirresistente aos antibióticos, que a OMS estima ter afetado 480 novas pessoas em 2015, a que se juntam 100 mil novos casos de tuberculose resistente à rifampicina, também eles elegíveis para o tratamento para a tuberculose multirresistente. 
Segundo a OMS, das 580 mil pessoas que em 2015 passaram a ser elegíveis para o tratamento específico da tuberculose miltirresistente, apenas 20% foram abrangidas. Globalmente, a taxa de sucesso deste tratamento foi de 52% em 2013. @ CM


20/04/2016

a solidão faz mal ao coração. literalmente

As pessoas que se sentem sós ou socialmente isoladas têm um risco acrescido de 30% de sofrer uma doença cardíaca ou um acidente vascular cerebral, conclui uma meta-análise de 23 artigos científicos. As relações que temos com os nossos amigos ou família são cada vez mais um indicador da nossa saúde.
 MIGUEL MADEIRA

A solidão pode provocar sérios danos na sua saúde. Mais precisamente na sua função cardíaca. Assim como o isolamento social ou a morte de um companheiro. As provas científicas sobre os efeitos das relações sociais na saúde física aumentam de dia para dia. Um estudo publicado esta semana na revista Heart, uma das publicações do grupo BMJ, mostra que estar só ou socialmente isolado vale tanto como a ansiedade ou a tensão no trabalho, quando estamos a falar factores de risco para problemas cardíacos ou AVC (acidente vascular cerebral). Outro estudo, publicado também este mês, já tinha revelado que quem perde um companheiro ganha um risco acrescido de 41% de apresentar um perigoso batimento cardíaco irregular. Mais há mais estudos. Até a felicidade pode fazer mal ao coração.

Antes de mais, um esclarecimento prévio: solidão e isolamento podem coexistir, mas não são a mesma coisa. Uma pessoa pode estar rodeada de gente e sentir-se só e pode estar isolada sem se sentir sozinha. O que um grupo de investigadores do Reino Unido agora vem dizer é que quer uma coisa quer outra (ou as duas) significam um risco para a saúde. Mais, precisamente um risco acrescido de 30% de doenças cardíacas ou AVC. A culpa da solidão não nasceu aqui e agora. Estudos anteriores já a tinham associado a um sistema imunitário comprometido, pressão arterial elevada e até a morte prematura. Agora, chegou a altura de afirmar – com provas científicas – que faz mal ao coração. @ PÚBLICO

19/11/2015

mais de 20% dos alunos do terceiro ciclo e do secundário são fumadores

PREOCUPAÇÃO.
Mais de 20% dos estudantes do terceiro ciclo e do secundário fumam e os mais novos são, entre estes, os que mais relatam terem começado a fumar na escola, revela um estudo feito em Coimbra.
Reuters
Os estudantes mais novos, com idades compreendidas entre os 12 e os 13 anos, são "os que mais relatam ter começado a fumar na escola, sendo a tendência maior nas raparigas", concluiu um estudo sobre hábitos tabágicos em meio escolar, afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota divulgada esta segunda-feira.
De acordo com a investigação, "a grande maioria (79%) de estudantes não fuma" e, entre os 21% de fumadores, "cerca de metade (10,2%) fá-lo regularmente, consumindo em média meio maço de cigarros por dia". @ JN

12/11/2015

“Devemos preocupar-nos com as raparigas” e com a sua saúde mental

Não adianta já perguntar nos inquéritos,
 como perguntávamos, “a que horas te deitas?”
para saber se estão a dormir bem.
Porque eles levam o telefone. 
ENRIC VIVES RUBIO
Candace Currie, que esteve 20 anos à frente do grande inquérito internacional da OMS sobre a adolescência, diz que é preciso melhorar as perguntas que se fazem aos adolescentes para perceber melhor o que se passa. Com as raparigas. E também com os rapazes.

E em Portugal, o relatório divulgado em Dezembro, já com os dados de 2014, mostrou que as meninas portuguesas reportam mais queixas de nervosismo, do que os rapazes, mais queixas de ansiedade, mais sintomas físicos, como dores de cabeça. Nalguns destes indicadores pioraram mais do que eles nos últimos anos. E há três vezes mais meninas que dizem que se magoam fisicamente, de propósito, frequentemente...

11/11/2015

muita atenção: somos o que comemos!

Não se descuide!
Os números não deixam margem para dúvidas: os portugueses comem muito mais proteína animal (carne, ovos e pescado) e laticínios do que o recomendado e muito menos fruta e hortícolas. Estes hábitos alimentares inadequados têm um peso muito considerável (19,2%) nos fatores de risco associados às principais doenças – ou seja, contribuem mais para elas do que outros hábitos, como por exemplo a pouca atividade física ou o consumo de álcool. Além disso, continuamos a consumir mais calorias por dia (3398) do que o ideal (de 2000 a 2500). 
A estes fatores junta-se outro que representa uma enorme preocupação em Portugal: a ingestão de sal, que é o dobro do recomendado, o que se traduz numa população em que 44% dos homens e 40% das mulheres sofrem de hipertensão arterial.

Quando se olha para o mundo, Portugal anda relativamente a par dos países desenvolvidos (e está bastante melhor no consumo de fruta, por exemplo), enquanto os dados da média mundial mostram que, a partir de 2002, houve mudanças drásticas: o consumo de carne disparou, assim como o de leite e o de vinho, enquanto o de vegetais, leguminosas e cereais está em queda. Ou seja, o mundo parece estar a distanciar-se da balança alimentar recomendada. 

04/11/2015

atenção aos doces!

Em Portugal, mais de 13% das pessoas com idades entre os 20 e os 29 anos têm diabetes, o que significa que mais de um milhão de pessoas têm esta doença que rouba pelo menos nove anos de vida a quem tem menos de 70 anos. A juntar-se a este dado, há outros preocupantes: além das pessoas com diabetes, há dois milhões de pessoas em risco de pré-diabetes – pelo que é muito provável que venham a desenvolver esta doença.

27/10/2015

OMS diz que carne processada possui agentes cancerígenos e que a vermelha é perigosa

Novidade? Talvez não.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou, esta segunda-feira, que a carne processada, como as salsichas, bacon e presunto, possuem agentes cancerígenos. E coloca este grupo na primeira linha das substâncias perigosas para a saúde pública, ao lado do tabaco e do amianto.

A decisão foi tomada por um conjunto de 22 cientistas pertencentes a 10 países que integram a Agência Internacional para a Investigação Cancerígena, que integra a agência das Nações Unidas (ONU).
O estudo mostra como esse tipo de carne se associa a uma maior incidência do cancro colorretal. A relação foi encontrada em 12 dos 18 pesquisas, realizadas em países europeus, Japão e Estados Unidos. O relatório diz que o consumo de 50 gramas de carne processada por dia aumenta a probabilidade de desenvolver cancro.
Os peritos fazem a distinção entre a carne vermelha e a carne processada. A carne vermelha está associada a índices mais limitados, e daí que seja colocada no grupo dos potencialmente perigosos. Já a carne processada foi modificada para aumentar a sua validade na prateleira ou alterar o sabor, recorrendo-se à fumagem ou à adição de sal ou outros conservantes, e daí a sua perigosidade acrescida.
A reação dos produtores e indústria não se fez esperar. O Instituto Norte Americano da Carne considerou que o estudo vai "contra o sentido comum" e dezenas de estudos em que não se encontrou correlação entre carne e cancro. @ JN

04/04/2013

adultos devem ser vacinados contra o sarampo


O Programa Nacional de Eliminação do Sarampo, divulgado no site da Direção-Geral da Saúde (DGS), diz que todos os adultos nascidos a partir de 1970 devem estar vacinados contra o sarampo, descrita como uma infeções virais mais contagiosas.

Isto porque já ficou demonstrado que, nas pessoas que nasceram antes de 1970, há uma elevada proporção de pessoas protegidas contra a doença.

Para os restantes adultos, a DGS recomenda uma dose da vacina, caso ainda não a tenham levado nem tenham história credível da doença.

07/12/2011

haja "saudinha"!

Atualmente, há 46 isenções de pagamento de taxas moderadoras. A partir de  janeiro de 2012 passa a haver apenas nove. Assim, no total, o Governo acaba com 37 tipos de isenção, num ano em que estas taxas vão mais do que duplicar
Entre os beneficiários que continuam a usufruir delas estão as grávidas e as crianças até aos 12 anos, mas também os dadores de sangue, células, tecidos e órgãos.
Quanto às doenças crónicas, a partir do próximo ano são as consultas e os exames relativos às doenças que ficam isentos e não os doentes. 
A isenção de pagamento acaba assim para os diabéticos, os hemofílicos, os parkinsónicos, os tuberculosos ou insuficientes renais crónicos, só para dar alguns exemplos.
Ainda assim, são cerca de 20 os tipos de dispensa de cobrança de taxas moderadoras. Mas mesmo com estas exceções, a saúde passará a ser mais cara logo no primeiro dia de janeiro de 2012. @diário IOL

Por isso, resta-nos formular o voto bem sentido de que haja muita "saudinha", caso contrário, em muitos lares portugueses, o dinheiro será escasso para tratar dela!