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22/03/2017

Londres reforça segurança

imagem RTP
Um porta-voz da polícia britânica disse aos jornalistas que a segurança em Londres está a ser reforçada mas que, por enquanto, não pode confirmar a natureza deste incidente. "Há uma investigação a decorrer que é liderada pelo departamento contra o terrorismo. Nós não vamos especular". 
E deixa um apelo: "Gostaria de pedir ao público que não se deslocasse aos locais dos incidentes para que os serviços de emergência possam lidar com o assunto. Pedimos a toda a gente que tenha imagens do incidente que as partilhem connosco". 
O porta-voz da polícia britânica referiu ainda que "há várias vítimas, incluindo polícias mas não podemos confirmar nem números nem a natureza do incidente. Temos de recolher o máximo de informação. A segurança pública é a nossa prioridade. Nós estamos a reforçar a força policial em Londres. Haverá mais agentes de serviço".@RTP

29/06/2016

vergonhoso!!!


Reuters
O aeroporto Internacional de Atatürk, em Istambul, foi alvo de um triplo atentado suicida ontem. 
Três terroristas começaram por abrir fogo na entrada do terminal internacional antes de se fazerem explodir. Eram 22h00 na Turquia (20h00 em Portugal). O ataque ainda não foi reivindicado, mas suspeita-se que terá sido da autoria do Estado Islâmico. 

04/05/2015

repensar Baltimore

Baltimore, que Nina Simone gravou em 1977, não é a sua melhor canção de protesto contra a segregação racial, nem a mais poderosa. Nasce 13 anos depois da grande viragem política da cantora, quando ela já era uma das mais inspiradoras vozes do movimento de direitos civis americano.
Nina Simone queria ser pianista clássica e morrer a tocar Bach. Ao não ser admitida numa escola de música — por causa da cor da sua pele, disse mais tarde —, reinventou-se. Estamos nos anos 1950, Nina Simone tem 21 anos e ainda nem se chama Nina Simone. Porque precisa de dinheiro, começa a dar aulas de música de dia e a cantarstandards americanos em bares de New Jersey à noite. Para a mãe não saber, abandona o nome de baptismo, Eunice Kathleen Waymon, e inventa Nina Simone. E assim ficou, durante anos, entre o jazz, o blues e o piano clássico, num cruzamento que ainda hoje não tem nome.
Um manifestante durante os confrontos com a polícia, em Baltimore, Maryland, esta segunda-feira, na sequência da morte de mais um jovem negro pela polícia SHANNON STAPLETON/REUTERS
Os EUA começavam a ferver. Em 1955 — tinha Nina Simone 22 anos —, num autocarro de Montgomery, Alabama, Rosa Parks recusa levantar-se para dar lugar a um branco, e havia tantos bombardeamentos de casas de negros em Birmingham pelo Ku Klux Klan que a cidade era conhecida como “Bombingham”. Nina Simone via tudo isto mas não gostava das canções de protesto. Tiravam dignidade às pessoas que queriam homenagear, dizia. E foi cantando as “suas coisas”. Até que veio o 12 de Junho de 1963. Do nada, e em plena luz do dia, um membro do Ku Klux Klan assassina Medgar Evers com um tiro nas costas. Evers era um activista negro do Mississípi que se tornara incómodo na luta contra a segregação racial na universidade. Ao chegar ao hospital, não o deixaram entrar. Era um hospital para brancos. John Kennedy já estava na Casa Branca mas ainda faltava um ano para a histórica lei federal que proibiu todas as leis segregacionistas do país. Para Nina Simone, foi a gota de água. Cantou Mississipi Goddam e, meio século depois, a canção continua a ser um grito de dor.Everybody knowsabout Mississippi Goddam!”
Baltimore veio depois, mas a fúria ainda é evidente. A sua voz que enfeitiça canta uma “cidade dura à beira-mar”, onde as “pessoas escondem as caras” porque “a cidade está a morrer” “and they don’t know why”“Oh, Baltimore/ Ain’t it hard just to live?” Todos querem fugir. “Never gonna come back here/ Till the day I die.” Há dez anos, o Governo americano foi derrotado em tribunal por concentrar os negros em bairros de habitação social nas zonas mais pobres de Baltimore, num novo tipo de segregação. Esta semana, Freddie Gray, um jovem negro, foi morto por polícias brancos. Em Baltimore. O rapaz desta fotografia foi para a rua protestar. Ele tem 20 anos e os avós ainda se lembram de tudo. @ PÚBLICO

07/04/2015

o que a Finlândia vai mudar no ensino é em tudo contrário ao que Portugal fez

Na prática, tudo que o “país maravilha” da educação se propõe fazer para mudar a escola é radicalmente diferente e de sinal contrário à reforma empreendida recentemente em Portugal pelo ministro Nuno Crato, comenta José Morgado, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).
Na Finlândia aponta-se para “uma ‘modernização’ do pensamento educativo” que, destaca Morgado, se traduz na intenção de desenvolver “formas de trabalho em sala de aula que transcendam a lógica do trabalho interior a cada disciplina, definindo um conjunto de tópicos que exigem saberes oriundos de diferentes disciplinas e que serão trabalhados de forma transversal”.
Já Portugal, pelo contrário, apostou numa maior compartimentação, com uma nova estrutura curricular assente “em programas demasiados extensos e excessivamente prescritivos e na definição de metas curriculares, que fazem correr o sério risco de que o ensino se transforme na gestão de uma espécie de check list”, resume este docente do Departamento de Psicologia da Educação do ISPA, que tem larga experiência na formação de professores.
José Morgado lembra, a propósito, que as metas aprovadas para Português e Matemática do 1.º ciclo “definem um total de 177 objectivos e 703 descritores de aprendizagem, sendo exigido aos professores que promovam o ensino formal de cada um deles e aos alunos que atinjam, por exemplo, uma velocidade de leitura de, no mínimo, 90 palavras por minuto”.Também Assunção Flores, presidente da Associação Internacional de Estudo dos Professores e do Ensino, fala de dois modelos distintos. A visão “mais integrada e flexível de currículo” assumida pela Finlândia “afasta-se de uma perspectiva mais redutora que se centra nos conteúdos a aprender e nos objectivos a atingir no âmbito das disciplinas, prevalecendo, muitas vezes, uma lógica caracterizada pela rigidez e obesidade curriculares, associadas, entre outros aspectos, à extensão e cumprimento escrupuloso dos programas”, aponta a também investigadora da Universidade do Minho.
Alunos no centro das escolhas
Em respostas por escrito ao PÚBLICO, a directora do Centro Nacional de Educação finlandês, Irmeli Halinen, refere que o novo currículo nacional, com base num diploma de 2012 onde se estabeleceram as metas globais e os tempos lectivos para a escolaridade obrigatória, entre os sete e os 16 anos, “clarifica os objectivos de todas as disciplinas escolares, dá ênfase a práticas de cooperação em sala de aula e implementa conhecimentos e competências multidisciplinares, através do estudo de fenómenos e tópicos que será feito com a colaboração entre vários professores em sala de aula”. @ PÚBLICO

30/01/2015

"Comer menos carne não é apenas desejável, é essencial"

Fica o alerta. Sem fundamentalismos. Talvez valha a pena pensar nisso.

Depois de anos a cozinhar bifes no prime-time da televisão britânica, o chef Hugh Fearnley-Whittingstall, mentor da escola River Cottage, lança um livro vegetariano que é também um manifesto em defesa do planeta.

Em 2001, deu o primeiro passo rumo a uma nova vida.   Trocou a cidade pelo campo e foi em Dorset, numa zona de colinas verdes debruçadas sobre a costa do Canal da Mancha, que fundou a River Cottage, hoje uma das mais conceituadas escolas de culinária do mundo. Sob o mesmo nome editou uma premiada coleção de livros de cozinha, escreveu uma coluna de gastronomia no jornal The Guardian e apresentou uma série de programas de televisão, no Chanell 4, que o catapultaram para a fama.
Com Marie, de origem francesa, teve três filhos: Oscar, Freddy e Louisa. O casal adoptou ainda Chloe, em 2005, filha da jornalista da BBC Kate Peyton, assassinada na Somália.
Aos 50 anos, Hugh Fearnley-Whittingstall decide dar a cara por uma revolução alimentar que, defende, é fundamental para garantir a nossa própria sobrevivência. O seu maior best-seller baseava-se apenas em receitas de carne (River Cottage Meat Book, de 2004) mas, agora, o chef tenta redimir-se lançando Vegetariano Gourmet (Ed. Lua de Papel, 415 pág. €23,85), que não é apenas mais um livro de cozinha - é um alerta para muitos problemas, recheado de boas soluções. @ Visão




26/01/2015

"A Europa da solidariedade ganhou à da austeridade"

"A Europa da solidariedade ganhou à da austeridade"

"Estávamos exaustos da austeridade, já não aguentávamos mais tanta humilhação", confessa, ao JN, uma professora primária. O marido também não oculta o entusiasmo: "Primeiro tomamos Atenas, depois será Madrid e a seguir Lisboa. Este é o início de uma nova Europa", afirma, confiante. @ JN



Alexis Tsipras é o novo primeiro-ministro grego. O Syriza ficou perto da maioria absoluta e garantiu coligação governamental com os Gregos Independentes.

O Syriza obteve uma vitória clara, com 36,34% dos votos, elegendo 149 deputados, menos dois do que os 151 necessários para a maioria absoluta.  Os conservadores da Nova Democracia, que estavam no poder, caíram para segundo lugar, com 27,81% dos votos, garantindo 76 assentos. O terceiro partido mais votado foi o neonazi Aurora Dourada, que elegeu 17 deputados ao obter uma votação de 6,28%. @ CM

08/01/2015

crianças com pequenos ecrãs nos quartos dormem menos


Um estudo americano divulgado esta segunda-feira revela que as crianças que têm acesso a «pequenos ecrãs» nos seus quartos dormem menos à noite do que as crianças que não têm acesso aos mesmos aparelhos.

As conclusões da investigação, publicadas na revista Pedriatrics, apontam para o problema causado pelos tablets e smartphones para os jovens, após terem sido observadas duas mil crianças em idade escolar. São menos 21 minutos de sono por noite em relação aos pequenos que não utilizam a referida tecnologia.

Curioso é ainda o dado que indica que, quando o ecrã utilizado é um televisor, as crianças dormem menos 18 minutos do que os jovens que não têm televisão nos quartos. Conclui-se, portanto, que os dispositivos móveis são aqueles que mais prejudicam o sono infantil quando utilizados no mesmo local em que se dorme. @ A Bola

06/02/2014

corrida contra o tempo, pela sobrevivência



Este vídeo tem circulado por correio eletrónico e é possível ser visto no YouTube. O CRESCER optou por divulgá-lo para poder ser apreciado com a atenção que merece.
Os esquimós, aproveitando o movimento das marés (ver no vídeo o gelo a descer e a subir), abrem um buraco no gelo e têm meia hora para apanhar mexilhões.
Ao fim deste tempo, a água retorna e congela imediatamente no buraco, impossibilitando a saída.Veja  o filme.

05/02/2014

vulcão em erupção na Indonésia





A erupção de um vulcão na ilha indonésia de Sumatra, no passado sábado, fez pelo menos 14 vítimas, depois de terem sido atingidas pela cinza escaldante expelida pelo vulcão © EPA/DEDI

21/01/2014

metade da riqueza mundial está na mão de 1 por cento da população

CHOCANTE! A riqueza de 85 pessoas é igual à de metade da população do mundo.

daqui

A conclusão consta de um relatório da OXFAM, uma organização não governamental que procura soluções para a pobreza e injustiça no mundo. Portugal consta no relatório como um dos 24 países onde o grupo de pessoas com mais dinheiro conseguiu duplicar a fortuna nos últimos 30 anos. Situação que acentuou as desigualdade económicas e que segundo o relatório motivou, ao mesmo tempo, a promoção de políticas fiscais injustas e estimulou práticas de corrupção. O relatório da Oxfam foi conhecido numa altura em que se realiza o Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça. @ RTP

13/01/2014

os sistemas de ensino na Europa

Vale a pena saber como funcionam os sistemas de ensino na Europa. O CRESCER aconselha a leitura deste artigo publicado pela educare. 



Em Portugal, o ensino é obrigatório e prolonga-se até ao 9.º ano com as crianças a começarem a escola aos 6/7 anos. O ano escolar decorre entre setembro e junho, com a duração de 180 dias. No 1.º ciclo o tempo letivo semanal estende-se até às 25 horas, 5 horas por dia, incluindo intervalos. Cabe ao professor gerir o tempo letivo das diferentes áreas de acordo com as características da turma e o horário da escolar. A escola mantém-se aberta até às 17h30 para atividades de animação e apoio, enriquecimento curricular ou atividades extra curriculares. Já no 2.º ciclo passam a existir 16 períodos letivos, de 90 minutos cada, sendo a carga horária diária estabelecida pelos órgãos de gestão dos estabelecimentos de ensino.

No 1.º ciclo, as turmas só com um ano de escolaridade não devem ter mais de 24 alunos e se existirem alunos de mais de dois anos escolares e só um professor, então o número de alunos tem de ser reduzido para 22. No 2.º ciclo procura-se manter a turma do ano anterior e agrupar alunos da mesma idade. Aqui o número de alunos de cada turma pode variar entre os 24 e os 28.

O programa é estabelecido a nível nacional mas estão previstos ajustamentos em função dos recursos e infraestruturas das escolas, bem como de propostas elaboradas no âmbito da sua autonomia. A escolha dos manuais escolares é da competência do conselho de docentes no 1.º ciclo, e do Departamento Curricular no 2.º, de acordo com critérios de apreciação estabelecidos ao nível dos Serviços Centrais do Ministério da Educação.

Em termos de currículo, o programa do 1.º ciclo inclui as seguintes áreas: Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio, Expressões (artística e físico-motora), Área de Projeto, Estudo Acompanhado e Formação Cívica.

Já no 2.º ciclo, no plano curricular estão incluídas as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, História e Geografia de Portugal, Matemática, Ciências da Natureza, Educação Visual e Tecnológica, Educação Musical, Área de Projeto, Estudo Acompanhado e Educação Cívica. Em ambas as etapas a Educação Moral e Religiosa surge como disciplina facultativa.

Para já, no 1.º ciclo o modelo de ensino é globalizante e está a cargo de um único professor, podendo este ser apoiado em áreas especializadas. Já o 2.º ciclo funciona em regime de pluridocência, está organizado por áreas de estudo de carácter pluridisciplinar sendo desejável que a cada área corresponda um ou dois professores.

No que concerne à avaliação, esta tem um carácter sistemático e contínuo. Se o aluno não desenvolver as competências necessárias para progredir com sucesso os seus estudos pode ficar retido. Contudo, no 1.º ciclo, exceto se o aluno tiver ultrapassado o limite de faltas injustificadas, não há lugar a retenção. Em caso de retenção, compete ao professor titular da turma, no 1.º ciclo, e ao conselho de turma, no 2.º ciclo, elaborar um relatório que identifique as competências não adquiridas pelo aluno que deverão ser tidas em consideração na elaboração do projeto curricular de turma em que será integrado no novo ano letivo.

Espanha
Do outro lado da fronteira o ensino é obrigatório dos 6 aos 16 anos de idade e divide-se em duas etapas: a educação primária - três ciclos com a duração de dois anos cada um, equivalente ao nosso 1.º e 2.º ciclo - e a Educação Secundária obrigatória com quatro cursos - equivalente ao nosso 3.º ciclo e Ensino Secundário. A duração do ano escolar é igual, prolongando-se de setembro a junho, e compreende no mínimo 180 dias.

As escolas funcionam durante cinco dias da semana e na educação primária há em media 25 aulas semanais, sendo o número mínimo de horas letivas de 810 horas.

Em termos de currículo, o Governo estabelece as matérias mínimas, que são depois alargadas por cada uma das comunidades autónomas; num segundo nível, cada centro educativo adapta e desenvolve este currículo básico ao seu caso em particular, e, por fim, cada professor programa as aulas de acordo com o grupo de alunos especifico e apresenta determinadas unidades didáticas.

No ensino primário - equivalente ao nosso 1.º e 2.º ciclo - as área obrigatórias são: Conhecimento do Meio Social, Natural e Cultural, Educação Artística; Educação Física, Língua Castelhana e Literatura, Língua Oficial e Literatura Própria da Comunidade Autónoma (se existir), Língua Estrangeira e Matemática. A disciplina de Religião Católica é opcional. Os Centros Educativos têm autonomia pedagógica nas escolha dos diferentes manuais e materiais didáticos que são utilizados.

As turmas têm no máximo 25 alunos e os estudantes são agrupados de acordo com as suas idades. As aulas da educação primária são dadas por um único professor para todas as áreas com exceção de Música, Educação Física e Língua Estrangeira. Só no Secundário é que os alunos passam a ter um professor por disciplina.

A avaliação é contínua e tem em consideração a evolução do aluno nas diferentes áreas. Só se pode repetir de ano uma vez ao longo de toda a etapa e os alunos que passarem de ciclo com avaliação negativa em alguma área devem receber todos os apoios necessários para a sua recuperação. Na educação primária dá-se especial atenção à diversidade dos alunos e à prevenção de eventuais dificuldades de aprendizagem atuando desde logo ao primeiro sinal. É feita uma avaliação de diagnóstico, apenas com um carácter formativo e orientador, das competências básicas alcançadas pelos alunos ao finalizar o 2.º ciclo desta etapa (10 anos).

França
O ensino é obrigatório para as crianças entre os 6 e os 16 anos e divide-se em três etapas: educação primaria (6 a 11); educação secundária baixa (11 aos 15 anos, equivalente ao nosso 3.º ciclo) e educação secundária alta (mais de 15 anos, equivalente ao nosso Ensino Secundário). A educação nas escolas estatais é gratuita.

A particularidade do sistema de ensino francês é que as escolas estão abertas seis dias por semana. No entanto não há aulas à quarta-feira e ao sábado de tarde. No ensino primário - equivalente ao 1.º e 2.º ciclos português - existem por semana 26 aulas com uma hora cada uma, sendo o número total mínimo de horas de aulas de 846 horas.

Também aqui é o Ministério da Educação que determina o currículo, cabendo aos professores a escolha do método de ensino e dos manuais. O ensino primário concentra-se nos conhecimentos básicos de leitura, escrita e aritmética, bem como na educação física. As escolas têm o poder de desenvolver o currículo de modo que estes reflitam as suas necessidades e circunstâncias particulares.

Não existe um limite recomendado para o número total de alunos por turma que variam consoante os responsáveis pelo estabelecimento de ensino e de acordo com as especificidades locais. Em média, no ensino primário existem perto de 25 alunos por turma, agrupados normalmente consoante a idade. Existe um único professor para todas as matérias, enquanto que no ensino secundário passam a existir diferentes professores para áreas distintas.

Alemanha
O funcionamento do sistema de ensino na Alemanha é um pouco diferente uma vez que existe o que eles designam por educação a full-time e a partime. A educação obrigatória em full-time abrange os jovens entre os 6 e os 15/16 anos (dependendo da zona). Para quem não ande numa escola a full-time, então a educação é obrigatória até aos 18 anos. O sistema de ensino está também dividido entre educação primária (6 aos 10 anos), equivalente ao nosso 1.º e 2.º ciclos; educação secundária baixa (10 aos 15/16), equivalente ao nosso 3º ciclo, e educação secundária elevada (15/16 aos 18/19,) equivalente ao nosso Ensino Secundário.

Em termos de duração do ano escolar, na Alemanha está-se perante o ano mais longo uma vez que tem início em agosto e prolonga-se até julho, englobando 188 dias de aulas (nas escolas que funcionam cinco dias por semana) ou 208 dias (nas escolas abertas seis dias por semana). Na educação primária, estão previstas entre 19 e 28 aulas por semana, com uma duração de 45 minutos.

Aqui tudo passa pelos estados federados (Bundesländer), que autonomamente determinam o currículo, recomendam métodos de ensino e aprovam manuais escolares. As áreas da educação primária incluem leitura, escrita, aritmética, introdução às ciências naturais e sociais, arte, música, desporto e educação religiosa.

Segundo dados de 2002, na educação primária as turmas têm em média 22 alunos, agrupados de acordo com a idade. No ensino primário existe apenas um professor para as diferentes matérias e no secundário diferentes matérias são dadas por professores distintos. Os professores do ensino primário são generalistas e os do secundário são especializados nas diversas áreas de ensino.

A avaliação contínua é uma prática comum e baseia-se em provas escritas e participação oral. Os alunos podem ter de repetir o ano, quando se justificar.

Inglaterra
O ensino é obrigatório entre os 5 e os 16 anos e divide-se entre o ensino primário (5-11) e o ensino secundário (11 aos 16). A maioria dos alunos vai diretamente do ensino primário para o ensino secundário mas em algumas zonas de Inglaterra existem escolas "intermédias", que recebem alunos entre os 8 e os 13 anos.

O ano escolar normalmente prolonga-se entre setembro e julho com 190 dias. Estas datas são estabelecidas pelas autoridades locais ou pelo corpo responsável por cada escola. O número de horas semanais de aulas recomendado varia entre as 21 horas (dos 5 aos 7 anos), 23,5 horas (7 aos 11 anos), 24 horas (11 aos 14 anos) e 25 horas (14 aos 16 anos). A maioria das escolas garante mais horas além do mínimo estabelecido. A organização do horário escolar é da responsabilidade de cada escola.

O currículo da educação obrigatória em Inglaterra está dividido em diferentes níveis. O primeiro, dos 5 aos 7 anos, o segundo, dos 7 aos 11, e o terceiro, dos 11 aos 14 anos, inclui Inglês, Matemática, Ciência, Design e Tecnologia, Tecnologias de Informação e Comunicação, Educação Física, História, Geografia, Arte, Design e Música. No 3.º nível é ainda obrigatória uma Língua Estrangeira e Educação Sexual. A Educação Religiosa é obrigatória desde o primeiro nível.

As turmas de alunos entre os 5 e os 7 anos têm um limite de 30 alunos.

No que respeita aos professores na educação primária - que equivale ao 1.º e 2.º ciclo do sistema de educação português -, existe um único professor para todas as matérias. Os alunos só passam a ter um professor específico para cada disciplina no secundário, que equivale ao 3.º ciclo e ensino secundário do sistema educativo português.

Finlândia
O ensino obrigatório começa quando as crianças têm 7 anos de idade e dura nove anos. A educação é gratuita para todo o ensino básico.

O ano escolar também começa a meio de agosto mas acaba mais cedo - no início de junho - e prolonga-se ao longo de 190 dias. As escolas funcionam durante cinco dias por semana e o número mínimo de aulas por semana varia entre 19 e 30 horas, dependendo do nível e do número de disciplinas opcionais existentes. Este sistema tem a particularidade de existir autonomia local para estabelecer dias de férias extra. Nos dois primeiros níveis, um dia de escola não pode ter mais de cinco aulas, no resto dos níveis no máximo podem existir sete aulas por dia. Normalmente uma aula tem a duração de 60 minutos.

Em termos de constituição de turmas, não existe qualquer regra quanto ao número de alunos por turma. Normalmente, agrupam-se os alunos por idade mas, desde que apropriado, alunos com diferentes idades poderão ter aulas juntos.

O currículo é estabelecido pelo quadro nacional de educação e inclui objetivos e critérios de avaliação. De acordo com estas normas, cada escola, juntamente com as autoridades locais, estabelece o seu próprio currículo que atende às especificidades do contexto local. As áreas obrigatórias são Língua Materna e Literatura, segunda Língua Nacional, Línguas Estrangeiras, Ambiente, Educação para a Saúde, Religião ou Ética, História, Estudos Sociais, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, Educação Física, Música, Educação Visual, Economia do Lar e Aconselhamento.

Nos primeiros seis anos existe um único professor para a maior parte das matérias, mas há aulas que são dadas por professores especialistas, principalmente em áreas como educação visual, música e educação física. A partir do 7.º ano, os alunos passam a ter diferentes professores para a maior parte das matérias.

O sistema de avaliação é contínuo e é feito a partir de testes dados pelos professores. Durante a educação primária o aluno pode também repetir de ano. @ educare.pt

11/12/2013

Mandela faz Barack Obama e Raul Castro apertarem a mão

Cumprimento durou alguns segundos, durante os quais Obama e o Presidente cubano trocaram breves palavras, na presença de Dilma Rousseff
Cumprimento durou alguns segundos, durante os quais Obama e o Presidente cubano trocaram breves palavras, na presença de Dilma Rousseff
Kai Pfaffenbach/Reuters
 
As cerimónias fúnebres de Nelson Mandela ficaram hoje marcadas por um momento histórico, quando Barack Obama e Raul Castro, Presidentes "inimigos" dos Estados Unidos e de Cuba, deram um aperto de mão.
A ocasião proporcionou-se pouco antes do Presidente americano ser o primeiro chefe de Estado a discursar.
Obama chegou ao estádio Cidade do Futebol, em Joanesburgo, quando o memorial em honra do antigo líder sul-africano já decorria e cumprimentou diversos líderes políticos que o aguardavam, o primeiro dos quais foi Raul Castro.@ EXPRESSO


04/11/2013

quem foi Shakuntala Devi?

A indiana Shakuntala Devi, o 'computador humano', que completaria hoje 84 anos, é homenageada com um google doodle. Shakuntala demonstrava extrema capacidade para fazer contas, superando as máquinas de calcular. Nasceu a 4 de novembro de 1929, morreu em abril de 2013 e é lembrada hoje.
doodle shakuntala devi 600Um google doodle lembra, nesta segunda-feira, a indiana que fazia contas com maior eficácia do que uma calculadora. Shakuntala Devi era um prodígio da Matemática e tornou-se mundialmente conhecida pelo seu talento, de tal forma invulgar que ficou conhecida como “computador humano”. (Ler mais aqui).

21/05/2013

tornado devastador em Oklahoma

tornado F4
O Presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu esta terça-feira disponibilizar toda a ajuda necessária e todos os recursos do governo norte-americano para ajudar ao resgate e esforço de recuperação da cidade de Moore, na sequência da passagem de um devastador tornado (clique para ver o vídeo), na tarde de segunda-feira (15h31 hora local).

«A população de Moore (Oklahoma) deve saber que o seu país vai estar ao seu lado enquanto for preciso», disse Obama na Casa Branca.

Ao início desta tarde, as autoridades reviram para 24 o número de mortos causados pela passagem de um tornado devastador em Moore, nos subúrbios da cidade de Oklahoma. Os dados preliminares apontavam para, pelo menos, 91 vítimas mortais. @ TVI24

14/05/2013

astronauta despede-se do espaço com versão de David Bowie

O canadiano Chris Hadfield despediu-se do comando da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) com um feito inédito. Ele foi o primeiro homem a gravar um videoclip no espaço, a bordo da plataforma localizada a mais de 400 quilómetros de distância da Terra.
O astronauta de 53 anos fez uma nova versão da música Space Oddity, alterando alguns trechos da música lançada em 1969 por David Bowie. A letra faz alusão ao lançamento ao espaço de um astronauta fictício, major Tom, e traz diálogos entre ele e a torre de comando na Terra.
"Com todo o respeito ao génio de David Bowie, aqui vai Space Oddity, gravada na ISS. Um último vislumbre do mundo", escreveu Hadfield  no Twitter neste domingo (12). Em menos de um dia, o vídeo já tinha sido visto quase 2 milhões de vezes no canal oficial do astronauta no YouTube.
No lugar da recomendação das "pílulas de proteína", Hadfield escuta ordens para "trancar a escotilha da Soyuz", nave russa usada pelos astronautas para chegar ou sair da ISS.  Ele também altera outros trechos em nome de uma versão mais pop, e não menciona que os "circuitos de Major Tom estão pifados" nem se despede com tristeza de sua mulher, como marca o fim da letra original de 1969. 
A voz e o solo de viola foram gravados diretamente da ISS, mas a mistura foi feita por uma equipe na Terra, com supervisão dos seus filhos.  No clip de cinco minutos, o canadiano flutua, gira a sua viola e observa o espaço pelas janelas dos módulos, tudo ao ritmo mais lento, devido à sensação de gravidade zero da plataforma orbital. 

09/05/2013

aquele abraço


A fotógrafa e ativista Taslima Akhter colocou a imagem no Facebook e esta chegou agora às páginas da revista Time. O abraço daquele homem e daquela mulher tornou-se símbolo da tragédia dos quase 950 trabalhadores que morreram no passado dia 24 de abril em Daca.
"Não sei quem são, nem que relação tinham", explicou Akhter à Time, mas a fotógrafa garante que sempre que olha para aquele casal, abraçado no momento da morte, "é como se me dissessem: "Não somos um número - não somos só mão-de-obra barata. Somos seres humanos como vocês. A nossa vida é preciosa e também temos sonhos".

29/04/2013

vídeo da NASA mostra 3 anos de explosões solares em minutos

Nos últimos três anos, a missão Solar Dynamics Observatory (SDO), da NASA, acompanhou com atenção tudo o que se passava na maior estrela do sistema solar, o Sol. O resultado desta observação resultou num vídeo de quase quatro minutos no qual foram compiladas imagens capturadas pela sonda e que mostram a atividade solar de 2010 até 2013.
Um dos focos da pesquisa feita pela sonda são os ciclos desta estrela, nos quais é possível detetar as chamadas “tempestades solares”. Este fenómeno é causado por espécies de manchas na superfície do Sol que, por sua vez, são regiões gasosas atingidas por quedas de pressão e temperatura. Essas mudanças no seu campo magnético acabam por emitir grandes nuvens de radiação que podem chegar até a Terra.
Veja o vídeo integral.

16/04/2013

maratona sangrenta em Boston

chegada à meta
"Ainda não sabemos quem fez isto e porquê. As pessoas não podem tirar conclusões precipitadas antes de termos todos os factos", sublinhou o Presidente norte-americano algumas horas depois de terem ocorrido duas explosões na maratona que decorria em Boston.