![]() |
| Canva |
Ainda que sem garatias absolutas, acredita-se que a expressão tenha surgido em França no século XIV. Joana I foi Rainha de Nápoles e Condessa da Provença (França). Devido a perseguições políticas, refugiou-se em Avinhão, onde, em 1347, regulamentou, por decreto real, os bordéis da cidade, sob o lema "O lugar terá uma porta por onde todos poderão entrar". O intuito era o de proteger as mulheres que exerciam a prostituição e mais facilmente controlar os acessos e o funcionamento seguro dos estabelecimentos. Estando sobre a proteção da Coroa, esses locais passaram a ser conhecidos por "paços".
Em Portugal, inicialmente a expressão passou a ser sinónimo de prostíbulo. O primeiro prostíbulo legal do país, aberto nos reinos dos Algarves, era popularmente conhecido com o "paço da mãe Joana". Mais tarde, a expressão "paço" foi substituída pelo termo mais comum "casa", dando assim origem á expressão "casa da mãe Joana".
A expressão há muito que deixou de estar conectada à prostituição e atualmente é utilizada para fazer alusão à indisciplina, ao caos e à desordem. Talvez por isso, a expressão seja muitas vezes usada na negativa - "Isto não é a casa da mãe Joana" - destacando a importância das regras e do seu cumprimento. Muito recentemente, tem sido até central na campanha de um hipermercado de renome.
Exemplos:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joana_I_de_N%C3%A1poles
https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_da_m%C3%A3e_Joana
https://www.youtube.com/watch?v=Tqx9McKdtSY



Sem comentários:
Enviar um comentário