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Hoje, iremos abordar as principais diferenças entre siglas e acrónimos.
O processo de formação dos acrónimos (acronímia) é igual ao das siglas (siglação), conforme se observa na Gramática do Português (Fundação Calouste Gulbenkian, 2013-2020, p. 222):
«Na siglação, combinam-se as iniciais de palavras plenas de um sintagma (cf. AR < Assembleia da República, IRS < imposto sobre o rendimento de pessoas singulares) ou as iniciais dos elementos de palavras complexas (cf. TV < televisão ou ECG <eletrocardiograma). Uma característica importante das siglas (que as distingue dos acrónimos) é o facto de a sua pronúncia ser feita letra a letra. A formação dos acrónimos, por sua vez, é semelhante à das siglas, com a diferença de que os acrónimos têm estrutura silábica, isto é, são pronunciados como uma palavra da língua (cf. OPA < oferta pública de aquisição, IVA < imposto sobre o valor acrescentado, ETAR < estação de tratamento de águas residuais).»'
Resumindo:
- a sigla deve ser lida letra a letra:
- AMP - Área Metropolitana do Porto
- PS/PSD - Partido Socialista/Partido Social Democrata - e muitos dos partidos políticos,
- o acrónimo deve ser lido como se fosse uma palavra:
- PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
Por vezes, a formação de siglas e acrónimos não resulta das inicias, mas sim de segmentos significativos, como é o caso de ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações.
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