A Amnistia Internacional (AI) registou
2707 execuções em 17 países, um aumento de 78% face às execuções conhceidas em
2024, 1518. Trata-se do número mais elevado registado pela Amnistia
Internacional desde 1981, ano em que registou 3191 execuções
(excluindo a China).
A verdadeira extensão do recurso
à pena de morte na China permanece desconhecida, uma vez que estes dados continuam
classificados como segredo de Estado. O número global de execuções, registado
pela Amnistia Internacional exclui os milhares de execuções que se acredita
terem sido realizadas na China, bem como as realizadas no Vietname e na Coreia
do Norte, onde a organização acredita que a pena de morte foi amplamente
utilizada.
Pena de Morte no mundo
Os Estados Unidos são o único país das Américas a recorrer à pena de morte, pelo 17º ano consecutivo - 47 pessoas foram executadas, sendo a Flórida a região com mais executados (19). Segundo a Amnistia Internacional, verificaram-se execuções em 11 dos 50 estados do país.
A região Ásia-Pacífico continua a recorrer a execuções, com previsão superior a mil casos. Em 2025, sete países recorreram à pena de morte, um aumento de 2 países face a 2024. Contrariamente à tendência, o Vietname aboliu a pena de morte.
No Médio Oriente e Norte de África, os dados são alarmantes. Do total de 2611 execuções, o Irão é responsável por 2159. Sete países da região recorreram à pena de morte. Se os Emirados Àrabes Unidos retomaram as execuções pela primeira vez desde 2021, o Líbano apoiou um projeto de lei para abolir a pena de morte.
Os dados mais positivos encontram-se na África Subsariana. Em 2025 as execuções reduziram para quase metade (47%), num total de 18 casos.
Abolição da Pena de Morte
De acordo com dados da Amnistia Internacional, em 1977, altura em que a AI iniciou o seu trabalho, 16 países tinham abolido a pena de morte. Em 2025, são já 113 e dois terços dos países do mundo são "abolocionistas na prática e na lei".
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| Amnistia Internacional |
P.S.: Portugal foi pioneiro na abolição da pena de morte - em 1867, a pena de morte é abolida para crimes civis e políticos. Em parlamento.pt pode ler-se:
O Deputado Santana e Vasconcelos exalta o feito, afirmando:
"Portugal podia estar hoje abatido e pequeno, mas na minha opinião, pelo simples facto de abolir a pena de morte, coloca-se à rente da civilização europeia, e é neste momento solene uma das primeiras nações do mundo.""


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