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16/02/2024

a luta dos professores: Fenprof exige revisão do regime de mobilidade por doença dos professores

Mário Nogueira defende que a alteração do diploma “é das primeiras medidas que têm de ser tomadas” pelo governo que resulte das eleições legislativas de 10 de março.

Mário Nogueira
A Fenprof exigiu hoje [14 de fevereiro], em Coimbra, que o próximo governo reveja o atual regime de mobilidade por doença dos professores, alertando para o número crescente de docentes impedidos de trabalhar.

“Vamos ter um número cada vez maior de professores impedidos de dar aulas”, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, ao insistir que tal acontecerá se o regime legal não for revisto e ajustado, ainda em 2024, à realidade dos docentes com incapacidade.

Desde que entrou em vigor, em 2022, “este regime de faz de conta deixou de fora cerca de um milhar e meio” de profissionais que requereram essa proteção ao Ministério da Educação, informou.

Em conferência de imprensa, nas instalações do Centro de Formação do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), filiado na Fenprof, Mário Nogueira defendeu que a alteração do diploma “é das primeiras medidas que têm de ser tomadas” pelo governo que resulte das eleições legislativas de 10 de março.

“A legislação não pode continuar em vigor”, sublinhou, para considerar que “este problema consegue-se resolver numa reunião” dos representantes dos professores com o Ministério da Educação, tendo até em conta que se trata de “um decreto-lei do governo”.

O diploma, criticou, foi publicado com o objetivo de “criar um clima de suspeição sobre os professores”.

“Queremos que este tormento não se mantenha [no próximo ano letivo], preconizou o dirigente sindical.

Da parte do Ministério da Educação, nos últimos dois anos, “houve a obstinação em manter este regime”, com o argumento de que “havia baixas fraudulentas”.

“Qual a natureza daquilo que considera fraude. Mais uma vez, está a denegrir a imagem dos professores”, acusou, ao recordar que, no dia 10 de janeiro, a Fenprof enviou ao ME “um ofício a pedir informações” sobre essas alegadas situações irregulares.

Para Mário Nogueira, “falta saber de que fraudes o Ministério da Educação estava a falar”, o que, por vezes, “não é mais do que apenas a falta de um relatório”, por exemplo.

Não tendo havido até agora resposta àquela solicitação, a federação vai entregar no Tribunal Administrativo, em Lisboa, “um pedido de intimação judicial” para que o Ministério da Educação dê essa informação sobre as supostas fraudes.

Entretanto, a Fenprof pretende saber “o que dizem os partidos” que disputam as legislativas sobre a proteção de professores com doenças incapacitantes.

No encontro com os jornalistas, Mário Nogueira esteve acompanhado por seis professores, oriundos de vários distritos, que deram testemunhos sobre as incapacidades por doença, suas ou de familiares dependentes, e que, por diferentes circunstâncias administrativas, não conseguem estar a trabalhar próximo da residência, nem fruir da proteção legal. Fonte:  Sapo

educação: no final do 1º período havia quase 3.200 professores sem formação para dar aulas

Há milhares de professores no sistema de ensino que não têm mestrado em ensino: as escolas públicas, com horários de turmas por preencher, abrem concursos locais e a escassez de candidatos – a prioridade é dada aos professores qualificados com mestrado em ensino – leva a que, desde que tenham uma licenciatura, qualquer tipo de profissão seja aceite para lecionar.

No início do ano letivo, o Ministério da Educação indicou a colocação de 1.268 professores sem formação pedagógica, um número que subiu para quase 3.200 no final do primeiro período. “É um número crescente que resulta de três fatores: o envelhecimento da população docente, sendo em número crescente os que ano após ano se aposentam; o abandono da profissão por parte de jovens professores; e a escolha de outros cursos pelos jovens”, denunciou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, em declarações à revista ‘Sábado’. “Apesar de haver um pequeno aumento na opção pelos cursos de formação de professores, está muito longe de compensar as saídas.”

Os professores sem formação são mais requisitados na zona de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve. “É sobretudo devido ao preço das casas nestas regiões”, explicou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas. “Os qualificados não querem ir para estas regiões. Alguém tem de ensinar os nossos alunos, com ou sem formação”, salientou.

A falta de formação pedagógica é uma das principais falhas do sistema, apontaram os responsáveis. “Estes professores sabem o conteúdo, mas não sabem como ensiná-lo. Desconhecem os mecanismos de aprendizagem”, referiu José Morgado, professor na escola de educação do ISP-Instituto Universitário.

“Ensinar uma criança de 11 anos é diferente de uma com 14: a relação com os adultos muda com a idade”, sublinhou o investigador. Mário Nogueira concordou. “Ensinar não é apenas dominar os assuntos que se lecionam. É a pedagogia que prepara para lidar com os alunos, para gerir uma sala de aula, para perceber se estamos a promover, ou não, aprendizagens significativas.” Fonte:  Sapo

15/02/2024

campanha eleitoral: os partidos e a Educação

Em período anterior às eleições de 10 de março, conheça as propostas dos vários partidos políticos para a Educação. 

                                                                                                                     Fonte: Arlindovsky.net

atualidade: PSP vai às escolas explicar que "No Namoro Não Há Guerra"

A PSP inicia na quinta-feira a campanha "No Namoro Não Há Guerra" em escolas de todo o país, para sensibilizar os alunos contra a violência no namoro, que deu origem a 1.363 denúncias em 2023, anunciou hoje esta polícia.

As ações de sensibilização sobre violência doméstica e no namoro, desenvolvidas por polícias afetos ao programa Escola Segura, decorrem até 23 de fevereiro e destinam-se principalmente a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, na faixa etária entre os 13 e os 18 anos.

Numa nota divulgada hoje, Dia dos Namorados, a polícia defendeu a necessidade de intervenção precoce e especializada nestes casos de violência, apelando às vítimas e às pessoas que lhes são mais próximas que estejam “atentas a sinais” e que apresentem queixa nas esquadras, junto das Equipas da Escola Segura (em contexto escolar) ou das Equipas de Proteção e Apoio à Vítima.

“A violência não é tolerável, nem desculpável, mas quem agride precisa de ser ajudado”, sublinhou.

A PSP destacou que tem aumentado a predisposição das vítimas e de testemunhas para denunciar este tipo de criminalidade.

Nos últimos cinco anos foram registadas 9.923 denúncias de violência no namoro, das quais 1.363 em 2023.

Das 1.363 denúncias recebidas no ano passado, 916 referiam-se a relações de namoro em curso, enquanto 447 diziam respeito a situações de violência entre ex-namorados.

“Das vítimas identificadas, 78% é do sexo feminino (1.063). Destas, 55% encontram-se na faixa etária entre os 25 e os 44 anos, 28% tem menos de 25 anos e 17% tem mais de 45 anos”, sublinhou a PSP.  Fonte: Sapo

alerta: mais de metade dos jovens que namoram sofreram de violência

Estudo da UMAR. Mais de metade dos jovens que namoram sofreram de violência

Física ou psicológica, a violência no namoro leva a que, todos os dias, sejam apresentadas, em média, oito queixas em Portugal. Os dados são da PSP e da GNR e são conhecidos em Dia de São Valentim.

Em geral, as denúncias diminuíram, mas no caso da GNR este número aumentou no ano passado. A maioria das vítimas tem até 24 anos.

Estudo em colaboração com a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Mais de metade dos jovens que namoram sofreram pelo menos uma forma de violência, segundo o estudo nacional sobre violência no namoro da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), apresentado esta segunda-feira no Porto.

O estudo revela que 63% (2.477) de raparigas e rapazes inquiridos foi alvo de violência.

A UMAR realizou o estudo em colaboração com a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Conheça o documento na íntegra, aqui. Fonte: Sapo

país: Marcelo dá “luz verde” ao alargamento das ajudas de custo dos deputados

O Presidente da República promulgou o diploma da Assembleia da República, apesar de "traduzir um aumento de despesa parlamentar em 2025 com efeitos retroativos a 2023", segundo a nota de Belém.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma da Assembleia da República, aprovado no último plenário antes de o Parlamento ser dissolvido, que alarga as ajudas de custo dos deputados a mais atividades parlamentares, como reuniões dos grupos parlamentares ou para definição do sentido de voto de orçamentos do Estado, segundo uma nota publicada no site de Belém.

Marcelo alerta, contudo, para o aumento da despesa parlamentar em 2025, ano em que serão pagos os retroativos com efeitos a agosto de 2023.

“Uma vez que o presente diploma, aprovado por unanimidade nas vésperas da há muito anunciada dissolução do Parlamento, foi votado favoravelmente pelos deputados de todos os partidos, e não obstante traduzir um aumento de despesa parlamentar em 2025 com efeitos retroativos a 2023, o Presidente da República promulgou o decreto da Assembleia da República que procede à décima sexta alteração ao Estatuto dos Deputados […], adequando-o às alterações introduzidas pelo Regimento da Assembleia da República n.º 1/2023, de 9 de agosto”, lê-se no mesmo comunicado.

A alteração, assinada por Pedro Delgado Alves (PS), Hugo Carneiro (PSD), Bruno Nunes (Chega), Patrícia Gilvaz (IL), Alma Rivera (PCP), Pedro Filipe Soares (BE), Rui Tavares (Livre) e Inês Sousa Real (PAN), e aprovada por unanimidade por todos os deputados, passa a considerar para o pagamento das ajudas de custo de 69,19 euros por dia aos deputados que residam fora da Área Metropolitana de Lisboa atividades parlamentares que antes estavam excluídas: reuniões de grupos parlamentares, de direções de bancada e para definição do sentido de voto de orçamentos do Estado. Para este efeito, não contam as reuniões de trabalho dos deputados únicos, ou seja, sem grupo parlamentar.

O montante corresponde ao valor que atribuído aos membros do Governo e só é pago se os trabalhos parlamentares decorrerem durante dois ou mais dias por semana. Os deputados com morada nos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa podem receber até um terço daquele valor, ou seja, até 22,83 euros por dia. O diploma adequa o que já estava plasmado no Estatuto dos Deputados, alterado em 2023. Assim, o alargamento das ajudas de custa tem efeitos a agosto de 2023, mas os retroativos só serão transferidos para a conta dos deputados a 1 de janeiro de 2025, por causa da norma travão dos orçamentos de Estado (OE). Ou seja, como o OE para 2024 ainda não contemplava esta despesa, a fatura vai passar para o OE para 2025. Fonte:  Sapo

CEG: o Carnaval no Centro Escolar da Gandra

Apesar da chuva, o espírito carnavalesco prevaleceu na escola. É fantástico ver como os professores e assistentes operacionais se empenharam em proporcionar momentos felizes aos alunos, mesmo com as condições climáticas adversas. Organizar um desfile de máscaras e criar um ambiente de diversão e convívio deixou lembranças inesquecíveis para todas as crianças e adultos envolvidos.

O Carnaval realmente é uma celebração especial, cheia de cor, diversão e criatividade. É um tempo para dar asas à imaginação e nos divertirmos sem preocupações.

O júri foi soberano e deu a vitória à cor, à alegria e ao convívio!!!!

Que essas lembranças felizes do Carnaval na escola acompanhem todos os participantes por muito tempo, enchendo suas vidas de cor e alegria!

Bom carnaval!

                                                                                                                 cortesia de Virgínia Costa, Coordenadora do Centro Escolar da Gandra

09/02/2024

desafio: "onde estava no 25 de abril (de 1974)"? (6)

Tinha 20 anos, irmã de seis, andava na faculdade de Letras, dava aulas em Paredes e morava no Porto.

Este foi um dos anos mais felizes da minha vida.

De manhã, a camioneta saía às sete e dez da Trindade e desaguava em Paredes às oito e vinte, mais coisa menos coisa; à tarde, as aulas na faculdade, ao fim do dia, os ensaios do orfeão. Dias mais que perfeitos.

À noite havia, com alguma regularidade, uns colóquios quase clandestinos, organizados por professores da faculdade na Cooperativa Árvore, um espaço de debate e exposições, liderado por José Rodrigues. Os temas eram muito diversos e estimulantes: pintura, poesia, arquitetura, música, literatura, política. Os oradores, da nata dos oradores; oradores ostracizados pelo regime vigente. Eu não sabia nada disto.

Ficava, isso sim, maravilhada com aqueles diálogos inteligentes, com aquela cultura que desconhecia, com aquela gente toda tão diferente de mim. Fascinada com a qualidade das ideias e dos discursos que ali se produziam. Consciente da minha ignorância, mas deslumbrada.  Só queria que aquelas horas não acabassem nunca.

Até que um dia, sensivelmente um mês antes do 25 de Abril, José Augusto França, historiador e crítico de arte, foi o convidado da palestra. Quando chegámos à Árvore, as portas estavam encerradas e as pessoas permaneciam do lado de fora. Os organizadores movimentavam-se de um lado para o outro com algum nervosismo e iam pedindo que esperássemos um pouco. Ao fim de uns largos minutos, o professor Arnaldo Saraiva disse abertamente que a Pide tinha proibido o colóquio e encerrado as portas com cadeados. Os polícias insistiam “circular, circular” (frase que ouvira muitas vezes, quando frequentava o liceu e à saída das aulas ficávamos a conversar em pequenos grupos).

Ficámos por ali à espera. O ambiente cada vez mais tenso.  Até que um dos organizadores se juntou ao grupo para dizer que a palestra se ia realizar numa galeria de arte, disponibilizada por um elemento do público presente. E lá fomos todos a pé, das Virtudes até José Falcão, cantando em surdina.

Depois de acomodados, sentados pelo chão e nas poucas cadeiras disponíveis, estávamos finalmente prontos para a sedução das palavras. A conferência mal tinha começado quando entraram impetuosamente, naquele espaço exíguo, uma série de homens soturnos com cães enormes pelas trelas. Gritavam palavras desordenadas e diziam-nos que nos mantivéssemos nos lugares e nos identificássemos. Medo.  Muito medo. A Pide existia e estava ali. Foram momentos de pânico. Empurrões, gritos, violência. Algumas pessoas foram conduzidas para as carrinhas. As outras foram identificadas com perguntas perversas e humilhantes. Uma senhora desmaiou. Foi arrastada para o exterior sem que o marido a pudesse acompanhar. Outros choravam em silêncio. Dizia-se que “já tinham ficha na pide”.  Um dos nossos amigos foi levado para interrogatório. Ele e outros mais. Passou a madrugada e a manhã a ser interrogado com alguma brutalidade. Regressou triste e não saiu de casa durante dias. A nossa vida não foi mais a mesma. Também não houve mais colóquios na Árvore.

Felizmente o 25 de abril aconteceu pouco tempo depois.

Na viagem para Paredes, na manhã desse “dia inicial inteiro e limpo”, uma colega de música, que comigo dividia a jornada, perguntou sussurrando se tinha ouvido notícias. Notícias?  Sem telemóveis àquela hora madrugadora? Um cunhado de Lisboa telefonara-lhe e falara de movimentações na capital. Uma revolta de soldados que queriam depor o regime. Não se sabia ainda se era de esquerda ou de direita. Era preciso cautela. Enquanto as coisas não estivessem firmes, o melhor era ser discreto. Foi o que não aconteceu, logo nesse primeiro dia.


Quando chegámos à escola, só o deslumbramento e a vertigem. No cimo daquela escadaria de pedra, na aridez vetusta daquelas paredes cinzentas, oscilava impaciente uma bandeira vermelha (improvisada), nas mãos felizes de um colega de Educação Física. “Viva a Liberdade”, gritava ele, enquanto se lhe juntavam timidamente alguns dos professores que iam chegando.

Foi um dos momentos mais emocionantes, intensos e belos da minha vida.

Eu quero ser Abril outra vez.

Filomena Paupério

(docente de Português, atualmente aposentada)

vem aí o Carnaval!

pasteleirinho
(imagem da internet)

É Carnaval, ninguém leva a mal.

A terça-feira de Carnaval é já no dia 13 de Fevereiro, o que possibilita a ponte na segunda-feira anterior. 

Talvez com chuva e sem desfiles, mesmo assim o CRESCER deseja um divertido e fantasioso Carnaval a todos os leitores. 

Veja só o pasteleirinho da imagem. Dê asas à imaginação. Divirta-se.

«Esta vida são dois dias e o Carnaval são três.»

Até já!

IR: uma escapadinha até às Aldeias de Xisto

 Porque hoje é sexta-feira e vem aí o Carnaval, o melhor é... IR.

As Aldeias do Xisto são um tesouro escondido no coração de Portugal. Situadas nas encostas da serra da Lousã e da serra do Açor, estas 27 pequenas localidades, com ruelas estreitas e sinuosas, preservam a autenticidade das tradições e arquitetura que remontam há séculos. As casas, construídas em pedra e cobertas de ardósia, conferem um charme único a estas povoações que se fundem perfeitamente com a paisagem natural circundante. 

Acarinhadas pelos portugueses há décadas, foram agora “descobertas” pelo “The Washington Post”. O jornal norte-americano recomenda as Aldeias do Xisto como um dos 12 destinos para “onde viajar em 2024, sem multidões”.

Situadas na região centro, “estão escondidas nas encostas das montanhas, entre vales pitorescos e rios serpenteantes”, descreve o artigo publicado a 31 de janeiro. As 27 povoações encontram-se divididas por quatro unidades territoriais: 12 na Serra da Lousã, cinco na Serra do Açor, seis ao longo do rio Zêzere e quatro junto ao Tejo-Ocreza.

“São particularmente populares entre os caminhantes, ciclistas e amantes da natureza”, lê-se no artigo. O próprio site das aldeias disponibiliza os vários trilhos possíveis, desde os mais simples aos mais complexos. Os “Caminhos do Xisto” são rotas pedestres de pequena distância, em regra circulares. Muitas são recuperações de percursos usados há séculos pelas comunidades locais. Por sua vez, se gosta de desafios, pode experimentar a “Grande Rota do Zêzere”, que se divide em nove unidades que refletem as características do rio e da sua envolvente. Cada um destes setores agrega várias etapas, cada uma entendida entre dois painéis informativos. Fonte: New in Town

educação: abandono escolar em Portugal aumenta pela primeira vez desde 2017

A taxa de abandono precoce da educação e formação em Portugal aumentou no ano passado para 8%, quebrando a tendência gradual de diminuição que se registava desde 2017, segundo informação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Depois de seis anos consecutivos de queda do número de alunos a abandonar a escola antes do tempo, o INE revela agora que, no ano passado, esta tendência foi quebrada.

Em 2023, houve um aumento de 1,5 pontos percentuais da taxa de abandono escolar em Portugal, passando de 6,5 para 8%.

Apenas os alunos das ilhas dos Açores mantiveram a tendência de diminuição da taxa de abandono, descendo de 26,1% em 2022 para 21,7% no ano passado. No entanto, estes números revelam que existem três vezes mais casos de abandono nas ilhas.

Em Portugal continental, registou-se um aumento no ano passado, mas as taxas são bem mais baixas: 5,9% em 2022 e 7,6% no ano passado.

O abandono precoce é um problema que continua a afetar mais o sexo masculino: quase um em cada dez rapazes (9,8%) deixou de estudar antes do tempo em 2023, ao passo que entre as raparigas a taxa desce para os 6,1%.

No continente, o Algarve é a região mais problemática, com 16% de abandono, ou seja, mais do dobro das taxas registadas nas restantes regiões do país.

O norte volta a ser a zona onde os alunos menos desistem de estudar (6,2%), seguindo-se o centro e a área metropolitana de Lisboa, ambos com taxas de 7,9%.

O abandono escolar caracterizava, em 2016, 14% dos jovens portugueses e, desde então, veio a cair: em 2020 chegou aos 8,9%, tendo ficado abaixo do objetivo traçado para esse ano e, pela primeira vez, abaixo da média europeia.

A União Europeia estabeleceu como meta para 2030 uma taxa de abandono escolar precoce abaixo dos 9%.

A taxa de abandono escolar permite identificar a percentagem de jovens que não concluiu o ensino secundário, nem se encontra a frequentar qualquer modalidade de educação e formação. Fonte: Sapo

texto de opinião: uma reflexão de António Galopim de Carvalho

Galopim de Carvalho (Créditos: Jerónimo Heitor Coelho)














"No ano que findou, a luta dos professores, numa determinação e intensidade nunca vistas, trouxe ao de cima a degradação a que chegou este grande pilar de qualquer sociedade democrática e a incapacidade de lhe dar resposta.

A quatro meses de festejarmos 50 anos sobre a conquita da liberdade – Glória aos Capitães de Abril! – ocorre-me lembrar, aos que andam esquecidos, que estes militares, terminada a sua acção, entregaram, generosa e honradamente os nossos destinos nas mãos de uma classe política que se esqueceu ou não soube facultar conhecimento, civismo, cidadania, em suma, à sociedade que aceitou governar.

Volto a afirmar que, entre os sectores da vida nacional que nada beneficiaram com esta abertura à liberdade e à democracia, está a educação. E, aqui, a escola falhou completamente. Se não mudarmos grande número dos paradigmas que têm sido os nossos, não merecemos os cravos que os militares de Abril nos ofereceram.

A iliteracia cultural e científica, mesmo aos níveis mais básicos, de uma grande parcela da nossa população é a prova provada desse falhanço. Parcela importante, a quem a Escola deu diplomas, mas não deu a educação, a formação e a preparação essenciais a uma cidadania plena. Educação, formação e preparação, três grandes défices que o Dr. António Costa, em começos do seu mandato, em 2015, como Primeiro-Ministro, disse serem sua grande preocupação.

Disse, mas nada fez para o concretizar, no essencial.

É verdade que se avançou, como nunca, no parque escolar. É verdade que o ensino escolar gratuito e obrigatório atingiu o 12.º ano (antes era o 4.º), mas, com as sempre honrosas excepções, os nossos jovens saem da escola marcados por uma iliteracia científica e cultural confrangedora.

Pergunto muitas vezes que infelicidade caiu sobre uma significativa parcela do nosso povo, que rejeita, com o sorriso da ingenuidade ou da iliteracia, tudo o que convide a pensar, a reflectir sobre si mesmo e sobre o que o rodeia. Um mundo, tantas vezes, nas mãos de políticos incompetentes e oportunistas de que a nossa sociedade está cheia, onde, de há muito, impera a corrupção, o vírus do futebol profissional e a promiscuidade entre a política, o poder económico e a justiça.

Uma parcela que bebe toda a alienação que lhe é servida de bandeja por uma comunicação social, em grande parte, prisioneira de interesses ligados ao grande capital.

Ocorre-me dizer que levamos quase cinco décadas, em que o “gosto pelo saber” foi institucionalmente substituído pela preocupação com o “sucesso escolar”, visando as estatísticas. Claro que há muitos bons Professores que contrariam esta política, mas a generalidade do sistema que governa este importantíssimo sector da vida nacional, mais do que ensinar, promove a amestragem dos alunos a acertarem nas questões que lhes são colocadas nos exames finais. Neste quadro decepcionante todos perdemos. Perdem os professores, amarrados que estão a directrizes que não controlam, perdem os alunos e, em consequência, perdemos todos e perde Portugal.

Postas esta considerações prévias, voltemos à luta dos Professores.

Devo começar por dizer que tive pena do Ministro da Educação e do seu apagado Secretário de Estado, ao vê-los vaiados por multidões de manifestantes. Acompanho o seu desconforto no papel de escudo do seu próprio governo face à pressão reivindicativa de professores, pais e alunos. É por demais evidente que o Dr. João Costa ia para a mesa das negociações com os representantes dos professores, bem ciente das “linhas vermelhas” que não podia ultrapassar ou, melhor dizendo, que o ministro da Finanças lhe impunha. Mas o que me vem à ideia, é que ele as aceitou, porque, caso contrário, teria “batido com a porta”. Vemo-lo agora colado ao novo secretário geral do PS, cujas ideias, face a este sector da sociedade, desconhecemos.

A esperança é sempre a última a morrer. O edifício da Educação precisa de ser demolido de raiz para, em seu lugar, esperemos que surja um outro, levado a cabo NUMA PROFÍCUA COLABORAÇÃO ENTRE GOVERNOS E OPOSIÇÕES, para durar três ou mais legislaturas e que envolva gente verdadeiramente capaz de o concretizar, visando com especial atenção:

– a escolha criteriosa dos titulares da respectiva pasta;

– a completa revolução na respectiva máquina ministerial;

– as dotações orçamentais adequadas;

– a formação e a avaliação (a sério) dos professores;

– os programas e os manuais de ensino;

– a libertação de todas as tarefas que não sejam as de ensinar e outras, postas em evidência nas suas reivindicações.

– a necessária dignificação dos professores, num conjunto de acções, envolvendo salários compatíveis com a sua relevância na sociedade.

A terminar, saúdo os professores (sem esquecer os educadores) das nossas escolas e reafirmo que os considero os pilares da sociedade e, uma vez mais, dizer a governantes e governados que é necessário e urgente restituir-lhes a atenção, o respeito e a dignidade a que têm jus." António Galopim de Carvalho ⧭

informação: STCP ajusta horários para o Carnaval



STCP COM AJUSTE DE HORÁRIOS NO CARNAVAL

2024.02.07

  • terça-feira, dia 13 de fevereiro, com horários e frequências de "domingo e feriados"
  • dias 12 e 14 de fevereiro com horários de "férias escolares"

O Carnaval é já na próxima semana e, além dos disfarces, máscaras e confetis, dá-se uma interrupção escolar para que todos possam usufruir desta festa com muita alegria e folia.

Assim, a rede de autocarros da STCP - Sociedade de Transportes Colectivos do Porto irá ajustar a sua operação nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro.
A saber:
  • 12 de fevereiro (segunda-feira): horário de "férias escolares" em todas as linhas abrangidas por esta modalidade;
  • 13 de fevereiro (terça-feira de Carnaval): horário de "domingos e feriados" em toda a rede;
  • 14 de fevereiro (quarta-feira):  horário de "férias escolares" em todas as linhas abrangidas por esta modalidade, com exceção das linhas que servem o concelho de Vila Nova de Gaia (linhas 900s), que operam com o horário "normal".
Dado que os estabelecimentos de ensino do Município de VN Gaia adotaram a organização semestral em alternativa à habitual organização trimestral, isto significa que, no presente ano letivo, as interrupções das atividades educativas e letivas são distintas das restantes autarquias. 

As linhas 1 e 18 de carro elétrico histórico não sofrem alteração de horários. Fonte: STCP

atualidade: quer proteger os seus filhos dos perigos online, mas não sabe como? leia este artigo

A Check Point® Software Technologies, fornecedor de soluções de cibersegurança a nível mundial, considera que os esforços para responder com uma maior sensibilização e aplicar novas medidas de segurança não são suficientes. Nesse sentido partilha medidas preventivas para garantir a protecção das crianças online. 
As ameaças com que as crianças se deparam são muito diferentes e, na maioria dos casos, não estão conscientes delas e os pais também não têm conhecimento dessas ameaças.
1. Aprender cibersegurança através de jogos: Os jogos são sempre uma óptima ferramenta para ensinar as crianças, porque quando aprendem enquanto se divertem adquirem conceitos de forma mais eficaz. Desta forma, podem ser propostos exercícios práticos que simulem ameaças para que aprendam a proteger-se. Também é possível desenvolver aplicações e jogos online para as ajudar a adquirir estes conhecimentos, reconhecer ameaças e saber como proteger os seus dados pessoais.
2. Ética como referência: O ensino de cibersegurança tem sempre uma componente ética porque é muito importante incutir princípios éticos para o desenvolvimento de futuros cidadãos responsáveis. O desenvolvimento de competências tecnológicas deve ser acompanhado de uma utilização consciente das mesmas.
3. Desmistificar o hacker: É essencial que as crianças compreendam todas as complexidades desta figura. Um hacker pode ser um cibercriminoso que causa danos aos sistemas informáticos, mas também existem «bons hackers» ou «White hats» que utilizam os seus conhecimentos informáticos de forma ética para identificar potenciais falhas ou erros nos sistemas das empresas e corrigi-los para evitar ataques.
4. Cibersegurança no currículo educativo: Uma das principais estratégias para prevenir as ameaças que afectam menores é a educação para a cibersegurança na escola. A cibersegurança é um tema pendente nas escolas e seria muito útil sensibilizá-los para os riscos e ensinar-lhes algumas ferramentas para se protegerem.
Para isso, é fundamental ter educadores com conhecimentos digitais e é altamente recomendável que ofereçam essas palestras sobre cibersegurança para que os pais também possam ter alguns conhecimentos básicos sobre como ajudar os seus filhos a protegerem-se online.
5. Criar uma rede segura: As crianças também precisam de saber como criar redes seguras para evitar potenciais ameaças, sendo uma das mais comuns o phishing. Esta ameaça consiste na utilização de mensagens de correio electrónico para enganar as pessoas e levá-las a clicar em ligações ou anexos maliciosos.
Por vezes, estes emails são muito difíceis de detectar, especialmente para as crianças, porque parecem vir de uma pessoa conhecida, como um amigo ou um familiar. Por este motivo, é necessário que as crianças aprendam a detectar quando um ciberataque pode estar a comprometer a sua rede, a utilizar palavras-passe seguras como barreira adicional, a proteger as suas redes sociais, onde passam muitas horas, e a reconhecer ataques de phishing. Fonte: Human Resources

economia/impostos: até quando pode validar as faturas? e entregar o IRS? conheça o calendário do Fisco

Mesmo antes de entregar a declaração do IRS, há alguns prazos que deverá ter em conta. Tenha em atenção o calendário publicado pela Autoridade Tributária para garantir que não perde dinheiro.
A Autoridade Tributária já publicou o calendário fiscal para este ano. A entrega da declaração começa a 1 de abril, mas, antes disso, tem ainda outras datas importantes para que possa beneficiar de um reembolso maior.
É importante que não se perca nas datas da autoridade tributária para não falhar prazos e garantir que não perde dinheiro. O IRS vai muito para lá da entrega da declaração e também começa muito antes disso.
Os prazos começaram a fechar em janeiro: os senhorios tinham até dia 31 para comunicar as rendas que receberam no ano passado – mas só quem não passa recibos eletrónicos (por exemplo, no caso das rendas muito antigas).
Até dia 15 de fevereiro pode atualizar os dados do agregado familiar, caso tenha havido alguma alteração até ao último dia do ano passado. Também neste dia termina o prazo para comunicar as rendas que pagou – só para quem foi viver para o interior.
A 26 de fevereiro acaba o prazo para validar as faturas no e-Fatura ou na aplicação. É importante que o faça para que não perca reembolso. Até este dia pode também inserir as faturas manualmente, se perceber que não estão lá. Se detetar erros nas faturas, tem até ao dia 1 de abril para fazer as reclamações.
Também a partir do primeiro dia de abril pode começar a entregar as declarações de IRS. É aconselhado que não o faça logo nos primeiros dias porque podem surgir pequenos erros no sistema que interfiram, por exemplo, no cálculo do imposto.
Tem três meses para entregar as declarações de IRS: o prazo termina a 30 de junho. Depois, mediante o cálculo, o Fisco poderá ter de lhe devolver dinheiro – podendo fazê-lo até dia 31 de julho – ou terá de pagar ao Fisco – nesse caso, a data limite de pagamento é o dia 31 de agosto.
É importante que estas datas sejam cumpridas. Se falhar os prazos de entrega ou de pagamento poderá ter de pagar uma multa entre os 150 e os 3.700 euros. Fonte: Expresso

08/02/2024

saúde: como devemos preparar as marmitas dos nossos filhos?

Dicas para lanches felizes e sem birras

Há uma fórmula para não falhar nos lanches. Três grupos alimentares que não podem faltar. Mas aqui também há conselhos para que as crianças ganhem bons hábitos. Para isso, os pais têm de dar o exemplo.

Sabemos que uma alimentação completa, equilibrada e variada é a chave para o sucesso. Mas pode ser difícil aplicar esses princípios aos lanches das crianças.

“Os lanches podem contribuir para a diminuição da fadiga física, para melhorar a capacidade cognitiva e para regular os mecanismos fisiológicos que controlam o apetite”, aponta a nutricionista Beatriz Vieira, do Hospital Lusíadas Amadora.

Por isso, também com a ajuda das nutricionistas Joana Bernardo da Fisiogaspar e Cristiana Brito do Hospital da Cruz Vermelha, aqui seguem três princípios que deve seguir.

O primeiro grupo alimentar que não pode faltar no lanche das crianças é o do leite e derivados, como iogurtes e queijo. Coloque, por exemplo, uma embalagem de leite, sem adições de açúcares. Um triângulo de queijo fundido também pode ser uma ideia. Aqui levam uma dose de proteína e cálcio.

Depois, coloque fruta, para garantir vitaminas, minerais e fibra. Privilegie a fruta da época e procure variar ao longo da semana.

Por fim, os hidratos de carbono chegam através de uma dose de cereais, de preferência integrais, também para garantir vitaminas, minerais e fibras. Pão integral, flocos de aveia ou tortilhas de milho ou arroz são algumas sugestões.

Ah, não nos podemos esquecer da água. Se o seu filho não tem uma garrafa de água reutilizável, talvez seja boa ideia apostar numa. Assim, pode criar o hábito da hidratação.

Depois há outras opções menos comuns ao lanche que também podem fazer sentido. Incluir as leguminosas através de pasta para barrar é uma delas, como húmus de grão-de-bico. Hortícolas como tomate cherry ou cenoura em palitos também podem fazer a diferença. O mesmo para frutos oleaginosos como nozes, amêndoas, avelãs ou pinhões: são recomendadas cerca de quatro porções de 20 gramas por semana.

“Preparar a lancheira das crianças todos os dias é uma tarefa que requer criatividade. Por essa razão, é importante que dê primazia a alimentos que a criança goste e esteja acostumada a ingerir e até utilizar cortadores ou moldes de biscoitos para criar formatos divertidos dos alimentos de modo a dar-lhes um aspeto diferente e atrativo”, sugere Cristiana Brito.

“É nas refeições dos lanches que a seleção alimentar é, na maioria das vezes, baseada em produtos alimentares com baixo valor nutricional, isto é, com elevada quantidade de gordura, açúcares e sal como bolachas açucaradas, batatas fritas, refrigerantes, néctares, bolos”, avisa Joana Bernardo.

Que elementos não podem faltar num dia saudável?

Para que o dia seja verdadeiramente saudável, há que incluir alimentos de todos os grupos da Roda dos Alimentos. Isto é o que, segundo Joana Bernardo, é recomendado para uma criança.

Laticínios e derivados: três a quatro porções por dia. Uma porção corresponde a 125 mililitros de leite, um iogurte sólido (125 gramas) ou uma fatia fina de queijo (20 gramas).

Carne, pescado e ovos: 1,5 a duas porções por dia. Uma porção corresponde a 25 gramas de carne ou pescado cozinhados ou um ovo.

Leguminosas: três vezes por semana. Uma porção corresponde a três colheres de sopa de leguminosas cozinhadas.

Cereais e derivados, tubérculos: quatro a seis porções por dia, segundo a atividade física da criança. Uma porção corresponde a um pão idealmente pouco refinado (50g), uma batata pequena (80g) ou três a quatro colheres de sopa de arroz ou massa cozinhados.

Hortícolas: três a quatro porções por dia. Uma porção corresponde a 90 a 100 gramas de hortícolas crus ou 45 a 50 gramas cozinhados.

 Fruta: duas a três porções por dia. Uma porção corresponde a uma peça de fruta pequena.

Gorduras e óleos: uma porção de gordura de adição por dia. Uma porção corresponde a uma colher de sopa de azeite.

Água: um litro por dia entre os dois e os três anos, 1,2 litros por dia entre os quatro e os oito anos, 1,4 a 1,6 litros por dia depois dos nove. Fonte:  CNN