Número total de visualizações de páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Terra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terra. Mostrar todas as mensagens

14/11/2017

"O tempo está a esgotar-se"

Reuters

O tom da carta à humanidade assinada por mais de 15 mil cientistas de 184 países é grave: quase todas as grandes ameaças identificadas há 25 anos tornaram-se ainda mais preocupantes.

Vinte e cinco anos depois de cientistas de todo o mundo terem emitido um "alerta à humanidade" sobre o perigo de ignorar o ambiente, um novo alerta, divulgado esta segunda-feira, avisa que a maioria dos grandes problemas do planeta estão a piorar significativamente. Exceção feita para o buraco na camada do ozono, graças à redução do uso de aerossóis e poluentes que o originaram.
Publicada no BioScience, este "segundo aviso" é assinado por mais de 15 mil cientistas de um total de 184 países. A primeira carta, datada de 1992, foi subscrita por 1700 especialistas. Desde então, praticamente todas as grandes ameaças ao ambiente agravaram-se, com destaque para o crescimento da população mundial - mais 2 mil milhões, equivalentes a um aumento de 35 por cento. As emissões de dióxido de carbono provocadas pelo uso de combustíveis fósseis, a agricultura insustentável, a desflorestação, a falta de água potável, a perda de vida marinha e o aumento das chamadas zonas mortas nos oceanos são outras ameaças graves.
"Estamos a arriscar o nosso futuro", avisam, sublinhando que é "especialmente preocupante" que o mundo continue a encaminhar-se para "alterações climáticas potencialmente catastróficas devido ao aumento dos gases de estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis".
Os cientistas alertam também para os efeitos das atividades humanas nos animais, que estão a desaparecer "a um ritmo sem precedentes".
"Desencadeámos um evento de extinção em massa, o sexto em cerca de 540 milhões de anos, em que muitas formas de vida atuais poderão ser aniquiladas ou pelo menos ameaçadas de extinção quando chegarmos ao fim deste século", lê-se ainda no documento.
"Em breve vai ser tarde demais para mudar o rumo da nossa trajetória descendente e o tempo está a esgotar-se", escrevem os cientistas, lembrando que é preciso "reconhecer, na nossa vida do dia a dia e nas nossas instituições de governo que a Terra, como toda a sua vida, é a nossa única casa". E para melhorar as perspetivas da humanidade nessa casa, os signatários apontam alguns passos necessários, que vão desde tornar a contraceção mais acessível a apostar numa alimentação à base de plantas e nas energias renováveis. @ Visão

15/10/2014

nave aterra em cometa

http://cdn.cmjornal.xl.pt/2014-10/img_757x426$2014_10_03_13_23_38_408547.jpg

Missão ‘Rosetta’ tem como objetivo saber como se formou a Terra.

É uma das missões espaciais mais importantes da atualidade. Uma sonda da nave Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), vai aterrar num cometa. O objetivo é perceber como se formou o nosso planeta e recolher informação que pode ser útil para evitar colisões de asteroides com a Terra. A ideia é recolher amostras físicas e investigar a composição e estrutura do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter.
Estes corpos que orbitam no espaço são para os cientistas cápsulas do tempo que podem revelar os segredos da vida do planeta que habitamos. Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, salienta que "esta é uma missão altamente tecnológica, que pela primeira vez vai fazer aterrar uma sonda no cometa 67P, que persegue há 10 anos".
Tanto tempo em órbita fez com que a nave tivesse de hibernar durante três anos, por estar demasiado longe do sol, para ter energia suficiente para fazer o seu trabalho. Além da água, os cometas poderão ainda ter sido responsáveis pelo transporte de vida para a Terra, já que têm na sua constituição produtos orgânicos. Tudo isto vai ser analisado à lupa a partir do próximo mês de novembro. @ CM

17/02/2014

a nossa pequenez

Sinta-se minúsculo frente à imensidão do Universo. A Nasa, agência espacial norte-americana, divulgou a primeira foto da Terra tirada da Curiosity Rover, veículo que está em Marte para realizar estudos do Planeta Vermelho. 

Visto de Marte, a Terra é um minúsculo ponto visível. O mais interessante da imagem é mostrar como é o céu marciano. O nosso planeta aparece como o corpo celeste mais brilhante, ao lado da Lua, ainda mais minúsculo. Segundo a Nasa, a imagem foi tirada 80 minutos depois do pôr do sol.

Foto: Divulgação/Nasa