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10/02/2017

heteronímia está para Pessoa como as guedelhas para os Beatles. Ou talvez não

Richard Zenith e António Feijó abriram esta quinta-feira o Congresso Internacional Fernando Pessoa, que decorre até sábado na Gulbenkian, com uma animada conversa sobre a questão do “eu” no poeta dos heterónimos.

Uma das novidades que a diretora da Casa Fernando Pessoa, Clara Riso, quis introduzir no congresso internacional pessoano que se iniciou esta quinta-feira na Gulbenkian foi a figura das mesas de discussão, alternando a cadência habitual das comunicações com momentos de um ritmo desejavelmente mais vivo e espontâneo. A julgar pela sessão que abriu os trabalhos – uma conversa entre o editor e tradutor pessoano Richard Zenith, prémio Pessoa em 2012, e o vice-reitor da Universidade de Lisboa e coordenador do projecto Estranhar Pessoa, António Feijó –, a aposta pode já considerar-se ganha. Num resumo um bocadinho provocatório, talvez possa dizer-se que este foi um debate inteiramente dominado pela questão da heteronímia, ao mesmo tempo que, sobretudo pela voz de Feijó, se parecia ansiar por uma fase pós-heteronímica nos estudos pessoanos.@ Ypsilon

30/11/2015

80 anos após a morte de Pessoa


Esta segunda-feira, dia 30 de novembro, assinalam-se 80 anos desde a morte de um dos mais célebres poetas portugueses, Fernando Pessoa.

Como forma de se assinalar o dia, serão feitas várias homenagens ao escritor luso, entre elas a interpretação de «Ode Marítima», de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Pessoa, no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa, a partir das 19 horas, ou a conferência sobre a sua obra, na Reitoria da U.Porto, pelas 18 horas.

Nos últimos dias foram também feitas várias exposições, conferências, peças de teatro e leituras em homenagem ao autor do «Livro do Desassossego». A casa Fernando Pessoa, instituição que preserva o seu legado e espólio no mesmo edifício lisboeta no qual viveu os últimos 15 anos de sua vida, tem também homenageado o poeta com várias leituras das suas obras.

Fernando Pessoa faleceu a 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, em Lisboa, vítima de pancreatite causada pelo abuso de álcool.

03/11/2015

memórias de Fernando Pessoa em exposição na UP

Os óculos, a máquina de escrever, blocos e cadernos de apontamentos, cartões de visita, um porta moedas e o último bilhete de identidade do autor do “Livro do Desassossego”. A partir dos próximo dia 5 de novembro, estes são apenas alguns dos objetos pertencentes a Fernando Pessoa que vão poder ser apreciados no edifício da Reitoria da Universidade do Porto, no âmbito da exposição Orpheu e a sua época”, inserida nas comemorações dos 100 anos da revista Orpheu.
A inauguração da exposição será o ponto culminante da jornada comemorativa organizada pela U.Porto para assinalar o centenário da Orpheu. Arnaldo Saraiva, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, vai abrir o programa de eventos, pelas 17h00, no Auditório Ruy Luís Gomes. Segue-se a projeção do filme “Desassossego”, com a presença do realizador João Botelho. 
Com entrada livre, a exposição ficará instalada na antiga Sala de Mineralogia e pode ser visitada até 15 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00. As visitas de grupos são igualmente livres e gratuitas, mas sujeitas a inscrição prévia, através do e-mail cultura@reit.up.pt.