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29/05/2015

IR: 12 horas consecutivas a declamar "Os Lusíadas"

O Centro de Arte de Ovar recebe no sábado, 12 horas quase consecutivas de narração de "Os Lusíadas", num espetáculo do ator António Fonseca e que envolve também 120 cidadãos daquela cidade e das de Braga, Felgueiras e Porto.
"No fundo, este vai ser um 'happening' sobre uma obra que, por exigir muita competência técnica e gramatical, é realmente muito difícil de ler, mas muito fácil de ouvir", declarou António Fonseca.
"A partir das 10 horas vou começar a dizer o Canto I e depois seguem-se os outros, com intervalos de 10 minutos entre si e uma pausa para o almoço, até que às 23 horas se apresentam as outras 120 pessoas em palco, para lerem comigo o Canto X", acrescenta. 
O bilhete para o espetáculo custa 5 euros e dá acesso à versão integral de "Os Lusíadas", mas os espetadores têm liberdade para escolher entre o visionamento total ou parcial da apresentação.
"Como esta é uma obra mais ou menos conhecida, as pessoas têm referências", reconhece António Fonseca. "Por isso é que há umas que vão ver tudo e outras vão escolher só a parte sobre a Inês de Castro no Canto III, o Adamastor no Canto V, a chegada à Índia no VII, ou a Ilha dos Amores no IX", antecipa.
O elemento comum a cada um desses atos será um estilo literário que revela "uma grande obra coletiva, que toda a gente aponta como a matriz da Língua Portuguesa".
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27/02/2015

o ator António Fonseca esteve na escola

Depois de um Teste Intermédio Interno de Português, os alunos de 12º que iam ter a disciplina no último bloco da manhã, foram brindados com a presença do ator António Fonseca no auditório da escola.

Este ator declama o poema épico "Os Lusíadas", de Luís de Camões, na íntegra. No entanto, para este público, o ator optou por dizer alguns trechos e explicou, num jeito muito particular, a viagem até à Índia.

Defende o ator que "Os Lusíadas", de "uma oralidade viva, [têm] um sabor da palavra gostosa que é própria dos bardos, dos aedos [declamadores de epopeias, na Grécia Antiga], dos jograis, dos Antónios Aleixos que nos restam".

"É um livro para ser entoado por recitadores e não analisado por gramáticos", remata o ator, num comunicado enviado à Lusa.

Foi um privilégio poder assistir a esta apresentação. Obrigado, António.