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sexta-feira, 27 de maio de 2016

as escolhas de...





Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de Leonilda Costa, docente de  Psicologia.


O CRESCER quis saber que balanço faz da sua carreira, como vive a sua ligação às origens, aos animais e à família.





Que balanço faz da sua carreira profissional?

O meu balanço de carreira profissional é muito positivo em relação a tudo: aos alunos, à escola, aos colegas, aos funcionários. Sempre tive o sonho de ser professora. Em criança, colocava as bonecas em fila e as minhas brincadeiras passavam por ensiná-las. A minha profissão sempre foi muito gratificante, pelo que não tenho momentos muito negativos. Vejo a reforma com um bocadinho de ansiedade, mas vou fazer quarenta anos de carreira, pelo que tem de ser. Outra coisa que torna a minha profissão gratificante são os meus alunos e o relacionamento que ainda hoje mantenho com alguns. Nós, professores, apreciamos muito os bons alunos e, quando havia exame, era muito compensador vê-los a ter bons resultados, mas os que não eram/são tão bons também merecem o meu carinho e a minha estima, porque, às vezes, esforçam-se e não conseguem ou, outras vezes, não se esforçam sequer porque são muito jovens e não têm sentido de responsabilidade. Ajudá-los a crescer é maravilhoso, porque eles são realmente a pedra basilar da minha carreira, aquilo que é muito importante para mim.

Que ligação tem às suas origens?
Lousada
Ermesinde
Eu nasci em Lousada, o meu marido também é de Lousada. Construímos uma casa lá, quando herdamos uns terrenos, pelo que passo lá parte dos feriados, fins de semana e afins. Talvez vá para lá mais tempo, quando me reformar. Levo para Lousada o meu cão e dedico-me também à terra, porque gosto muito de plantas e flores. Costumo dizer que sou um bocado como os sem terra, porque nasci numa e fui criada noutra, mantendo a ligação com as duas. Estou dividida. Também aqui, em Ermesinde, tenho as minhas raízes, família e amigos de infância que são praticamente irmãos, mas lá tenho irmãs e sobrinhos. Sinto-me repartida entre Lousada e Ermesinde.


Platão, o cão, e Julieta,
a gata adotada pelo Platão
O CRESCER conhece a sua paixão por animais...
Sempre tive uma paixão muito grande por animais e tenho tido, ao longo da minha vida, gatos, cães, tartarugas e passarinhos. Neste momento, tenho um cão, o meu Platão, uma gata que adotei e outra vadia que começou a andar pelo jardim e foi adotada pelo Platão. Acho que os animais nos trazem coisas novas constantemente. Têm comportamentos espetaculares. Às vezes, chegamos a casa, o marido está mal disposto, mas o cão está sempre a abanar a cauda e as gatas, mesmo a vadia, vêm-me esperar. Não consigo viver sem qualquer animal, aliás, às vezes penso “se morrer um dia, quem vai ficar com os meus animais?”. Gostava de ter outro tipo de espécies, como um burro ou uma cabrinha de estimação na aldeia, mas isso requer muito trabalho, tempo e força suficiente para cuidar deles, o que é difícil. Não consigo criar animais para matar. Já tive galinhas e patos, mas nunca coragem para matar nem comer. Acho que eles nos trazem coisas muito importantes, até para as crianças, daí que goste muito que o meu neto conviva com eles, é uma forma de desenvolver a afetividade e aprender que não são peluches, mas seres vivos que nós temos de respeitar e tratar bem.


O CRESCER também sabe do valor imenso que dá à família...
A família é realmente muito importante. Sempre fui muito ligada à minha. Tenho um casamento de quarenta anos, os meus filhos e agora uma alegria muito grande, o meu neto. Não o criei, mas vai visitar-nos e, apesar de não termos acreditado nisto quando nos diziam, fazem-se coisas com os netos que não se fizeram com os filhos. O meu marido era muito exigente com os filhos e não se jogava à bola dentro de casa, por exemplo. Agora, joga-se à bola na sala, anda-se de kart na sala, muita coisa. O meu neto é um miúdo fantástico, muito vivo, muito meigo e sempre muito alegre. Somos uma família a rejuvenescer graças a ele, o que é fabuloso. Depois do nascimento dos meus filhos, o nascimento do meu neto é o mais importante para mim. Nesta fase da vida em que parece que não temos muitas alegrias, surge assim uma lufada de ar fresco. Está tudo muito sossegado, entra o Bernardo e tudo fica diferente. É das melhores coisas!

Ana Pinto e Rita Almeida

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