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20/01/2014

salários com corte agravado começam hoje a ser pagos


daqui
Os funcionários públicos começam hoje a receber os salários de Janeiro, aos quais são já aplicados os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014.
Depois de três anos de reduções salariais entre 3,5% e 10%,que se aplicavam a partir dos 1.500 euros, os trabalhadores do Estado terão, a partir de hoje, um corte agravado, entre 2,5% e 12%, nos salários a partir dos 675 euros.
O Orçamento do Estado para este ano prevê que esta redução progressiva seja aplicada, com carácter transitório, a todos os trabalhadores das Administrações Públicas e do Sector Empresarial do Estado (SEE), bem como dos titulares de cargos políticos e outros altos cargos públicos.
Manter-se-á em vigor o corte adicional de 5% nas remunerações de todos os titulares de cargos políticos.
Segundo as simulações da consultora PricewaterhouCoopers para a Lusa, os cortes previstos para 2014 levarão a que, no caso dos ordenados mais elevados, a perda de salário real entre 2010 e 2014 possa chegar quase aos 19%.
Os trabalhadores vão começar a receber pela ordem que se segue:
Dia 20
Encargos Gerais do Estado;
Presidência do Conselho de Ministros;
Ministério das Finanças;
Ministério da Defesa Nacional;
Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social;
Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Dia 21
Ministério da Administração Interna;
Ministério da Justiça;
Ministério da Saúde.
Dia 22
Ministério da Economia.
Dia 23
Ministério da Educação e Ciência;
Ministério do Ambiente do Ordenamento do Território e da Energia;
Ministério da Agricultura e do Mar. @ Lusa/SOL

17/10/2013

exemplo de salários da FP em 2014

tvi salários
imagem TVI
Exemplo de um casal de funcionários públicos, a receber cada um 1500€ por mês. Num ano, o casal fica a receber em 2014 menos 6470€ do que em 2010.

Por sua vez, a Rádio Renascença deu a conhecer um Simulador para poder calcular o seu salário com os cortes. É só escrever os dados e, depois, aguardar pela "surpresa"!


15/10/2013

saiba como vão ficar os salários na função pública


O Governo quer aplicar em 2014 um corte salarial aos funcionários públicos que afecta pela primeira vez todos aqueles que ganham entre 600 e 1500 euros e que duplica a penalização imposta aos que ganham entre 1500 e 2500 euros.



De acordo com uma versão da proposta de Orçamento do Estado para 2014 a que o PÚBLICO teve acesso, a redução remuneratória será, para os salários brutos (antes de qualquer corte) entre 600 e 2000 euros, situada entre 2,5% e 12%. A partir dos 2000 euros, o corte que se aplica à totalidade do salário fixa-se em 12% (ver tabela).


Isto significa que, em relação ao corte actualmente em vigor – que poupava os salários abaixo de 1500 euros e que se situava entre 3,5% e 10% para os salários acima, se verifica um acréscimo da penalização para a generalidade dos funcionários.
Os funcionários que ganham em termos brutos entre 600 e 1500 euros passam a estar sujeitos a um corte. Estão nesta situação pelo menos 170 mil funcionários.
Para os funcionários que ganham entre 1500 e 2500 euros, o corte aplicado mais do que duplica. Por exemplo para um salário bruto de 2000 euros, este ano o corte remuneratório foi de 3,5%, correspondente a 70 euros. Em 2014, o corte salta para 12%, ou seja, 240 euros.
O corte terá, mais uma vez, um carácter temporário. No entanto, na proposta, o Governo já anuncia quando surgirá a versão definitiva dos cortes ao afirmar que “durante o ano de 2014 será revista a tabela remuneratória única, por portaria do Primeiro-Ministro e do membro do Governo responsável pela área das finanças”. @ PÚBLICO

03/05/2013

Função Pública com menos férias e mais horas de trabalho

O Governo está a preparar várias medidas para poupar dinheiro com a função pública. Uma das medidas passará, segundo a TSF, que cita fonte governamental, o aumento do horário semanal de trabalho, das 35 para as 40 horas. Só aí serão poupados 70 milhões de euros até dezembro. 
Uma fonte do executivo contactada pela TSF afirma que a poupança chega por dois caminhos: horas extraordinárias que deixam de ser pagas, e professores que deixam de ser contratados, porque haverá um alargamento do horário de trabalho para os docentes dos quadros.
A mesma fonte assegura que está em cima da mesa um aumento da contribuição dos funcionários do estado, para a ADSE e para outros sub-sistemas de saúde. Um aumento de 0,75%, de 1,5 para 2,25% do salário. Aqui, o executivo conta arrecadar mais 90 milhões de euros.
Depois, está ainda prevista uma redução do pagamento a funcionários em regime de mobilidade especial: um corte que a fonte citada pela rádio não especificou, mas que poderá chegar, no total, a 40 milhões de euros de poupança nos últimos seis meses do ano.
Mais: o «Diário Económico» diz que os funcionários públicos em mobilidade especial arriscam a ter um limite de permanência de 18 meses naquela situação.
Feitas as contas, estas três medidas juntam 200 milhões de euros à poupança já anunciada de 700 milhões com os novos tetos de despesa para os ministérios. 
O mesmo jornal avança ainda na sua edição online que o Governo quer mexer também no regime de férias dos funcionários públicos, que atualmente podem exceder os 30 dias, contra 22 dias no sector privado. 
Os funcionários do Estado têm direito a um período mínimo de férias de 25 dias úteis, mas este período aumenta consoante os anos de serviço e a idade do trabalhador. Por cada dez anos de serviço, o funcionário tem direito a mais um dia de férias. Esta situação faz com que um trabalhador do Estado tenha mais de 30 dias úteis de férias por ano. Além disso, o período de férias pode ser aumentado ainda através de recompensas pelo desempenho. 
Só que agora o Executivo quer, no Estado, um regime de férias aproximado ao do sector privado, ou seja, a função pública ficaria com menos férias.
Para tapar por completo o buraco de 1.230 milhões, deixado pelo acórdão do Tribunal Constitucional, faltam 300 milhões.
O ministro da Presidência não quis confirmar nenhuma das medidas, mas esta quinta-feira o executivo deu o primeiro passo com vista à revisão das tabelas remuneratórias da função pública.