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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

o Cinemaescas criou um espaço e já tem novidades


Cinemaescas criou um espaço onde vai disponibilizar filmes completos do Plano Nacional de Cinema. 
Para ter acesso a esse espaço tem de ser seguidor desse blogue. Esta semana já lá está o filme  "Aquele Querido Mês de Agosto". 
Tenha acesso a  bons filmes, tornando-se um seguidor do Cinemaescas

missão espacial: o veloz mensageiro vindo de longe

O que será este objeto de tonalidade avermelhada?
Será uma nave espacial camuflada?
Será de uma civilização alienígena avançada para espiar a Terra?

Para além dos astros de grandes dimensões que encontramos no céu noturno, tais como estrelas e planetas, existem muitos outros de menor dimensão que surgem com menor frequência e que, porventura, nem sequer os podemos ver à vista desarmada. Destes vou referir os cometas e os asteroides.
Identificamos os cometas pelo modo como se mostram no céu quando estão próximos do Sol. É então que a luz intensa do Sol aumenta a temperatura da sua superfície, de tal modo que provoca a volatização do gelo que se encontra próximo da sua superfície. Os vapores, conjuntamente com poeiras, são ejetados do cometa a grande velocidade, funcionando como pequenos jatos que aceleram ou retardam ligeiramente o cometa.
Por curiosidade, a cauda do cometa, formada por este material ejetado, está sempre voltada para o lado oposto do Sol. Isto acontece porque o vento solar e a radiação intensa exercem uma pressão que as arrasta radialmente e para longe.
Ao contrário, os asteroides são rochosos e por isso não têm material a volatizar. Sem jatos de matéria o seu movimento é determinado apenas pela gravidade do Sol e, porventura, pela aproximação de algum planeta.
Recentemente, em novembro de 2017, a NASA descobriu um pequeno astro com uma forma alongada de cerca de 400 m de comprimento e aproximadamente 40 m de largura e altura.
Como quando estava próximo do Sol não apresentava cauda, concluiu-se que o novo astro era um asteroide. Além disso, pela sua trajetória e velocidade - na posição mais próxima do Sol a sua velocidade alcançou quase 88 quilómetros por segundo, o que é superior à velocidade de escape - pode-se concluir que o asteroide tinha origem extrassolar.
Nomearam-no de “Oumuamua” que significa, em havaiano, o mensageiro veloz vindo de longe.
Aconteceu que, após Oumuamua ter contornado o Sol e iniciar o seu afastamento, tinha uma variação de velocidade em cada intervalo fixo de tempo (a aceleração) ligeiramente superior à que se esperaria se estivesse sujeito apenas à gravidade, como é característico nos asteroides. Este facto poder-se-ia explicar se Oumuamua fosse, antes, um cometa.
A indefinição do asteroide ou cometa ficou patente na apresentação deste astro num artigo científico. Esta indefinição, conjuntamente com a forma alongada do astro, alimentou especulações.
Será que Oumuamua é uma nave espacial enviada por uma civilização mais avançada para nos espiar? Será que este astro é o destroço de alguma grande nave? Será que é uma nave vindo do futuro para nos espiar? Para alguns, o mistério adensou-se…
Como durante a passagem de Oumuamua pelo Sistema Solar foi observada por telescópios, inclusive pelo Hubble, e por radiotelescópio e não foi detetada alguma atividade ou emissão de radiofrequências, como seria de esperar de uma civilização avançada, estas hipóteses foram menorizadas.
Foi, sim, o primeiro astro que atravessou o Sistema Solar vindo do exterior a ser observado. Por este motivo, foi catalogado pela União Astronómica Internacional por “1i”, por ter sido o primeiro objeto de uma nova classe de astros, os interestelares.
A passagem do mensageiro vindo dos confins do Universo foi rápida e esteve a uns “meros” 300 milhões de quilómetros da Terra.
Agora, Oumuamua afasta-se a grande velocidade do Sistema Solar numa viagem interminável no escuro espaço interestelar. Provavelmente, daqui a alguns anos até o seu nome estará esquecido.
Outros poderão vir? Provavelmente, sim. Os astrónomos procuram-nos. Poderá ser que, o próximo, no pouco tempo da sua visita, seja mais intensamente explorado. Os astrónomos estão-se a preparar para isso e até pode ser que encontrem alguma nave espacial!
 Sérgio Viana

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

histórias de escola (4)

A nossa equipa está no terreno e anda a inquirir elementos da nossa escola sobre "histórias de escola". As questões são sempre as que podem ler abaixo. Desta vez respondeu Zulmira Pereira,  uma das técnicas auxiliares responsáveis pelo pavilhão 1.

1. Que professor mais a marcou e porquê?
2. Qual era a sua disciplina favorita?
3. Que episódio mais a marcou?
4. Alguma vez sonhou ser...?


1. O professor que mais me marcou foi a minha segunda professora do segundo ano pois, nesse mesmo ano, tinha reprovado e como a professora não era a mesma do ano anterior, percebeu que eu tinha capacidade para mais e colocou-me na sua turma do terceiro ano.

2. Definitivamente, História, mas a história mais antiga pelo simples facto de sempre me ter fascinado "quem éramos", "o que fizemos" e "o que somos capazes de fazer".

3. O episódio que mais me marcou ocorreu na reta final da segunda classe, quando, acidentalmente, deixei cair ao chão um objeto junto ao quadro e a professora bateu-me tanto nas mãos que eu nem as conseguia fechar .

4. Este não era de forma nenhuma o meu sonho, isto foi um acidente de percurso. Apesar disso, neste momento, gosto muito do que faço sendo uma espécie de adaptação do meu sonho, que era na verdade viajar pelo mundo! 

Beatriz Pinto e Inês Mendes

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

a Junta de Freguesia de Águas Santas procura artistas locais

O CRESCER teve conhecimento desta iniciativa e divulga-a.

A Junta de Freguesia de Águas Santas pretende ser um parceiro para a divulgação e promoção dos artistas da Freguesia. Assim, iremos promover nos próximos meses, o Registo dos Artistas da Freguesia. Esta iniciativa pretende recolher informação sobre as pessoas que se dedicam a qualquer forma de arte, para que possamos conhecê-los e apoiá-los na promoção dos seus trabalhos.
Enquadrado na política de dinamização da Freguesia, um dos projetos a desenvolver passa pela promoção de uma Mostra Permanente dos Artistas da Freguesia. Para isso, precisamos de conhecê-lo, para o convidar a expor os seus trabalhos. Assim, solicitamos que faça o seu registo, preenchendo a Ficha de Inscrição aqui disponível e enviando-a para o endereço: geral@jf-aguassantas.pt.
Conhecedores das inúmeras pessoas que se dedicam a diversas formas de arte em Águas Santas, estamos convictos de que este será um movimento dinamizador e de um grande envolvimento cívico e que surpreenderá todos através do talento presente na nossa freguesia.
Contamos consigo!

olh'ó Jornal da Tarde!

É o jornal do prolongamento do jardim de infância de Moutidos. É o número 80 e relativo ao mês de outubro.

cortesia de Ricardo Mazzei

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

o "Geoatualidades" insiste no tema da erosão costeira

Está na ordem do dia esta preocupação. Tanto mais que, agora, parece haver um Plano de Ação Litoral que inclui medidas de planeamento e prevenção, de proteção da zona costeira e relocalização de construções nas zonas de risco. 

Por isso, o projeto "Geoatualidades de cá e de lá" volta ao tema com mais uma notícia.

Portugal é um dos países europeus mais afetados pela erosão costeira. Nas zonas mais expostas, a linha de costa já recuou cem metros.
A erosão é mais grave no centro e norte do país. Em Esposende, o mar tem vindo a aproximar-se das casas, nomeadamente em Cedovém e Pedrinhas. Foram colocados troncos de madeira e pedras para tentar travar as investidas das ondas.
                                                                              Clima@Edumedia
Os proprietários de casas (de segunda habitação) queixam-se de algumas opções tomadas pelas autoridades. "O mar está a encarregar-se naturalmente e infelizmente de ir comendo a areia, mas do norte para sul foram postos esporões que prejudicaram exatamente as dunas", realça Rui Lages.
O vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente e presidente da Polis Litoral Norte, Pimenta Machado, reconhece que a construção de esporões para consolidar mais a norte, pode provocar problemas de erosão a sul, mas diz que são sempre feitas análises custo-benefício antes de qualquer intervenção.
Pimenta Machado diz que o plano para o litoral português inclui medidas de planeamento e prevenção, de proteção da zona costeira e relocalização de construções nas zonas de risco.
"Aquilo que temos previsto no nosso modelo é que esse recuo se vai intensificar agora com o efeito das mudanças climáticas. Vai acelerar e intensificar a erosão costeira em Portugal e é algo que nós temos de lidar com muito cuidado para mantermos a linha de costa", diz Pimenta Machado.
A aposta do Ministério do Ambiente consiste agora na alimentação artificial de praias. Vão ser colocados 35 milhões de metros cúbicos de areia nas zonas mais vulneráveis. Um especialista da Universidade do Porto diz que a medida só peca por tardia.
"Com o agravamento da situação e face às situações que nós herdamos há algo mais a fazer e em muitos casos soluções técnicas que já foram propostas há 40, 30, 20, 10 anos, nomeadamente a alimentação artificial de praias, que não tem sido feita ou quando muito tem sido feito na zona imersa, ou seja, debaixo de água, o que é muito pouco eficiente", afirma o professor Fernando Veloso Gomes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Os geocilindros são outro dos recursos que as autoridades portuguesas têm usado para tentar travar o mar e proteger as casas em Esposende, mas alguns não têm resistido à força do Oceano Atlântico. @ Euronews
                                                                                                                             

terça-feira, 6 de novembro de 2018

uma visita à fábrica de lápis Viarco e ao Museu de Chapelaria


No dia 30 e 31 de outubro as turmas do 6º ano foram visitar a fábrica do lápis Viarco e o Museu da Chapelaria. 
Saímos da escola já organizados em grupos.
Metade do dia foi ocupado para fortalecermos as relações entre os nossos colegas e os professores que nos acompanharam.
Na fábrica do lápis percebemos como se faz um lápis, os materiais que o constituem bem como todas as etapas de fabrico. 


 No museu da chapelaria pudemos aprender a fazer um chapéu de pêlo de coelho.



Em ambas as visitas recordamos assuntos tratados nas aulas de Educação Visual e Tecnológica nos temas “materiais e processos de transformação”.
cortesia dos alunos de Armandino Vilas

Halloween nas escolas do agrupamento

     No âmbito da área curricular de Inglês, o Halloween foi celebrado nas escolas do 1.º ciclo do nosso agrupamento com uma fantástica exposição de chapéus de bruxa/feiticeiro elaborados pelos alunos dos 3.º e 4.º anos, com a preciosa ajuda dos respetivos encarregados de educação. A participação superou as expetativas, estando todos de parabéns pela dedicação, empenho e criatividade demonstradas. As exposições contaram com a presença de ilustres visitantes desde a pré até ao 4.º ano. Esta atividade decorreu, também, em parceria com os professores de Inglês do 2.º ciclo que receberam os melhores trabalhos de cada ano e escola, para a exposição na Biblioteca Escolar da escola sede.






cortesia de Ana Sobral e Rosa Azevedo

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

eleventhB11Blog



A turma do 11º B abraçou a proposta que lhe foi sugerida de criar um blog, onde publicariam artigos em Inglês sobre as matérias que mais lhes chamem a atenção nas diversas disciplinas. 

Aqui fica a informação sobre este blog no nosso jornal, para poder ser visitado por toda a comunidade escolar. Esta é a morada: https://10besas2017.wixsite.com/11blog do 11B' blog

cortesia de Eugénia Fernandes

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

histórias de escola (3)


A nossa equipa está no terreno e anda a inquirir elementos da nossa escola sobre "histórias de escola". As questões são sempre as que podem ler abaixo. Desta vez respondeu Isaura Lima, chefe dos serviços administrativos.

1. Que professor mais o marcou e porquê?
2. Qual era a sua disciplina favorita?
3. Que episódio mais o marcou?
4. Alguma vez sonhou ser...?

1. A professora que mais me marcou foi a professora de Português, porque era uma pessoa muito humana e muito amiga de ajudar os alunos nas suas dificuldades. No ano seguinte tive outra professora de Português que não ensinava nada, muito menos era capaz de tirar-nos dúvidas. Era a professora do ano anterior quem nos tirava as dúvidas e nos preparava para os testes nas suas horas livres.

2. As minhas disciplinas favoritas eram Geografia e Direito Comercial.

3. O que mais me marcou no meu pequeno percurso escolar foram as convulsões após o 25 de abril de 1974. Havia greves diárias contra os exames e contra os testes. Como só eu e uma colega não fazíamos greve, a turma andava atrás de nós a chamar-nos “chocas” e outros nomes mais pesados.

4. O meu sonho era ser enfermeira.

                                                                                                                                                                                                               Eva Mendes e Francisca Vieira

escola colorida

Há tantos espaços maravilhosos na nossa escola feitos pelas mãos dos nossos artistas! Vejam só.





quarta-feira, 31 de outubro de 2018

o que é o Halloween?

Os meninos de 1º e de 2º ciclo de Inglês mostram os trabalhos alusivos ao tema na Biblioteca da escola (não esqueçam de visitar). O CRESCER foi à procura do significado desta festividade que cada vez mais se vem instalando no nosso país.
Esta festividade surgiu com os celtas, povo que era politeísta e acreditava em diversos deuses relacionados com os animais e as forças da natureza.
Os celtas celebravam o festival de Samhain, o qual tinha a duração de três dias, com início no dia 31 de outubro. Nela, além de se comemorar o fim do verão, comemorava-se a passagem do ano celta, que tinha início no dia 1 de novembro.
Acreditava-se que nesse dia os mortos se levantavam e se apoderavam dos corpos dos vivos. Por esse motivo, eram usadas fantasias e a festa era repleta de artefatos sombrios com o intuito principal de se defenderem desses maus espíritos.
Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja começou a condenar o evento, e daí surgiu o nome “Dia das Bruxas”.
Durante a época medieval, os curandeiros eram considerados bruxos e por se posicionarem contra os dogmas da Igreja, eram queimados em fogueiras.
Assim, na tentativa de afastar o caráter pagão da festa, a igreja promoveu alterações no calendário, de modo que o Dia de Todos os Santos passou a ser comemorado no dia 1 de novembro, o que antes acontecia no dia 13 de maio.
O pedido de doces realizado pelas crianças está relacionado com a antiga tradição celta. Como forma de apaziguar os espíritos maus, as pessoas ofereciam-lhes comida. As mulheres celtas faziam um bolo chamado de “bolo da alma”.
Já a tradição da vela dentro da abóbora vem do folclore da Irlanda e está relacionada com a figura de “Jack da lanterna”. No entanto, na história original a abóbora era um nabo.Tendo em conta a abundância de abóboras na época da festa nos Estados Unidos, elas tomaram conta da decoração da festa.
O principais símbolos associados à comemoração são as abóboras com velas, as fantasias de bruxas, caveiras, múmias, fantasmas, zumbis, morcegos e gatos. Além disso, as cores mais utilizadas são o preto, o roxo e o laranja. (adaptado daqui)

o "Geoatualidades" informa: Portugal debate-se com erosão costeira


        Portugal é um dos países europeus mais afetados pela erosão costeira. Nas zonas mais expostas, a linha de costa já recuou cem metros.
       A erosão é mais grave no centro e norte do país. Em Esposende, o mar tem vindo a aproximar-se das casas, nomeadamente em Cedovém e Pedrinhas. Foram colocados troncos de madeira e pedras para tentar travar as investidas das ondas.
     Os proprietários de casas (de segunda habitação) queixam-se de algumas opções tomadas pelas autoridades. "O mar está a encarregar-se naturalmente e infelizmente de ir comendo a areia, mas do norte para sul foram postos esporões que prejudicaram exatamente as dunas", realça Rui Lages.
     O vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente e presidente da Polis Litoral Norte, Pimenta Machado, reconhece que a construção de esporões para consolidar mais a norte, pode provocar problemas de erosão a sul, mas diz que são sempre feitas análises custo-benefício antes de qualquer intervenção.
    Pimenta Machado diz que o plano para o litoral português inclui medidas de planeamento e prevenção, de proteção da zona costeira e relocalização de construções nas zonas de risco.
     "Aquilo que temos previsto no nosso modelo é que esse recuo se vai intensificar agora com o efeito das mudanças climáticas. Vai acelerar e intensificar a erosão costeira em Portugal e é algo que nós temos de lidar com muito cuidado para mantermos a linha de costa", diz Pimenta Machado.
      A aposta do Ministério do Ambiente consiste agora na alimentação artificial de praias. Vão ser colocados 35 milhões de metros cúbicos de areia nas zonas mais vulneráveis. Um especialista da Universidade do Porto diz que a medida só peca por tardia.
    "Com o agravamento da situação e face às situações que nós herdamos há algo mais a fazer e em muitos casos soluções técnicas que já foram propostas há 40, 30, 20, 10 anos, nomeadamente a alimentação artificial de praias, que não tem sido feita ou quando muito tem sido feito na zona imersa, ou seja, debaixo de água, o que é muito pouco eficiente", afirma o professor Fernando Veloso Gomes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
     Os geocilindros são outro dos recursos que as autoridades portuguesas têm usado para tentar travar o mar e proteger as casas em Esposende, mas alguns não têm resistido à força do Oceano Atlântico. @ Euronews

terça-feira, 30 de outubro de 2018

novo projeto da Biblioteca

Descobrir Saberes e Afetos a Ler+


A Biblioteca já deu notícia, mas nunca é demais repetir.

No mês de julho, a Biblioteca Escolar apresentou uma candidatura à Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito do projeto Ler + Jovem, atribuindo-lhe o nome de "Descobrir Saberes e Afetos a Ler+".

Este projeto foi aprovado e será levado a cabo no período de 2018 - 2020 pela turma 10º K que estabelecerá contactos, através da leitura, com a população sénior da instituição "O Amanhã da Criança". 



Esta parceria visa a troca de experiências, a divulgação de diversas formas de expressão criativa e artística e, simultaneamente, o combate ao preconceito intergeracional.

Para melhor conhecer o Projeto, consultem o documento disponibilizado no blogue da Biblioteca.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

missão espacial: como medir as distâncias entre a Terra e as estrelas? (II)


Lembram-se da expressão que permite calcular o perímetro de uma circunferência? (P=2πR)
E a da área de um círculo? (A=πR2)
Só falta lembrar a do volume de uma esfera. (V=(4/3)πR3)
Em todas estas expressões encontramos o pi, π, esse número irracional que descreve racionalmente a geometria do Universo.




Uma expressão menos comum é a da área da superfície exterior de uma esfera. Como por exemplo, qual é área da superfície de uma bola de futebol? Ou a da superfície da Terra? Ou a de uma estrela? (A= 4πR2)
A sirene dos bombeiros espalha pelo ar o seu som estridente em superfícies esféricas, no ar, de raio crescente e de área igual a 4πR2. Por isso, como a superfície de propagação do som é crescente e igual a 4πR2, a intensidade do som, a energia sonora por unidade de área, diminui segundo o fator 1/4πR2, se não houver nenhum obstáculo. Não é que seja necessário um bombeiro saber isto, mas é um fator definitivamente pertinente para compreender a que distância é que as estrelas estão de nós.
Mais uma curiosidade: Lembram-se da lei da atração universal de Newton? E da lei de Coulomb? Lá está o mesmo fator, 1/4πR2, e pelas mesmas razões.
O mesmo se passa com o brilho das estrelas.
O Sol, a nossa estrela que confortavelmente nos ilumina, tem um brilho tão forte que não nos permite que olhemos diretamente para ele. No entanto, em imagens enviadas pela sonda New Horizons, quando passou perto de Plutão, o nosso brilhante Sol era uma estrela cujo pálido brilho era semelhante a muitas outras que observamos da Terra. Poderemos calcular o brilho do Sol, quando visto a uma distância igual a que Plutão se situa, por uma expressão que depende, também, do fator, 1/4πR2, porque conhecemos o seu brilho próprio.
É que o brilho aparente das estrelas depende tanto delas próprias como da distância a que nós a vemos. Portanto, se conhecermos o seu brilho próprio podemos calcular a distância a que estamos dela.
Mas, como podemos calcular o brilho próprio das estrelas? Se resolvermos este problema podemos conhecer essa distância.
Esta questão foi resolvida para um tipo de estrelas variáveis, as Cepheidas, por Henrietta Leavitt em 1912.
As estrelas variáveis têm uma característica extraordinária: o seu brilho varia periodicamente. Uma delas, conhecida desde a Antiguidade, é Mira, que significa maravilhosa. Esta estrela desaparecia do céu para voltar a aparecer muitos dias (ou noites) depois para retomar o fulgor do seu brilho.
As Cepheidas mostram uma relação precisa entre o brilho médio próprio e o seu período de variação. Como ficamos a conhecer o brilho próprio, podemos, então, calcular a distância a que está a galáxia que as abriga.
Mas, mesmo este método, característico das estrelas de grande luminosidade, como são as Cepheidas, tem os seus limites: este depende da possibilidade de as conseguir distinguir com os telescópios mais potentes, e esse limite é apenas de cerca de 80 milhões de anos-luz. Apesar de ser uma ninharia à escala do Universo, trata-se de um limite bastante mais alargado do que o método da paralaxe permite.
Mesmo com as limitações de alcance, este método permitiu efetuar algumas descobertas notáveis - uma delas foi a da expansão do Universo.
Na verdade, existem outros métodos de medição de distâncias longas, mas esses já vão ter que ficar para uma próxima missão espacial …                                                                  
                                                                                                                                                                  cortesia de Sérgio Viana

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

"Onda Rosa" continua


    Ontem, dia 25 de outubro, no auditório escolar, decorreu uma palestra informativa sobre a prevenção do cancro da mama.

   O evento foi organizado pelo 10º L, turma do curso profissional  de técnico auxiliar de saúde, que convidou, aleatoriamente, turmas do ensino secundário e do ensino básico para assistirem aos ensinamentos da doutora Patrícia Pinto, psicóloga da Liga Portuguesa contra o Cancro.

  Todas as turmas cooperaram nas atividades propostas e até resultaram vencedores do jogo "The Big Picture", premiados com objetos simbólicos côr de rosa.

    Todos aprenderam um pouco e perceberam a necessidade desta  "Onda Rosa"

10ºL

histórias de escola (2)

A nossa equipa está no terreno e anda a inquirir elementos da nossa escola sobre "histórias de escola". As questões são sempre as que podem ler abaixo. Desta vez respondeu a professora Celeste Carvalho, docente de Educação Especial.


1. Que professor mais o marcou e porquê?
2. Qual era a sua disciplina favorita?
3. Que episódio mais o marcou?
4. Alguma vez sonhou ser...?







1. No percurso escolar, sem dúvida, a professora que tive no 2º ano. Era uma professora muito
autoritária e, sem querer criar suscetibilidades nos professores, era um pouco mazinha, mas temos que ter em conta que isto aconteceu há 48 anos. Era muito rígida, muito exigente, principalmente a nível comportamental e os alunos eram quase “peças” da sala de aula. Eu passei por momentos difíceis, pois tive dificuldades de adaptação e até vomitava antes de ir para a escola. Foi muito complicado e, por isso, nunca a irei esquecer, por ter um perfil que nunca seguirei enquanto profissional de Educação.

   
    2. Matemática não era de certeza. Devo confessar que foi uma área muito difícil, quer no primeiro ciclo quer nos anos seguintes. Lembro-me de tirar uns insuficientes quando andava no colégio, no 1º ciclo, e o meu pai disse-me "A partir de hoje, se me tiras mais insuficientes vamos zangar-nos". A partir daquele momento, acho que o meu investimento na Matemática foi maior e eu nunca mais tirei negativa, mas detestava a disciplina e ainda agora não consigo ter o raciocínio necessário. Sou péssima. No percurso escolar, tive Matemática até ao 9º ano e depois fui para Humanidades e, portanto, libertei-me da Matemática. Gostei muito mais de Psicologia e de Filosofia.

   3. Aconteceu há 32 anos. Eu tirei o curso de educadora, porque gostava imenso, desde cedo, de conviver com as crianças do pré-escolar. Depois de terminar o curso, fui convidada a ficar na escola onde fiz a minha formação. Após alguns anos de trabalho, recebi o convite para trabalhar numa associação de apoio à deficiência. Quando me fizeram essa proposta disse que não sabia se estava preparada para tal, pois não iria exercer o cargo de educadora de infância, mas iria trabalhar numa área diferente. Este convite foi então um episódio que me marcou para toda a vida, pois a partir do momento que ingressei na área da deficiência, nunca mais a larguei. Abdiquei da minha área de sonho e investi nesta área, acabando por tirar a licenciatura, a especialização e o mestrado. Foi um marco na minha vida profissional que originou grandes mudanças e isso fez toda a diferença. Agora, após 32 anos, considero que foi a melhor decisão que tomei.

   4. Gostaria de ser detentora de algum poder para mudar muitas práticas e muitos sistemas políticos para conseguirmos dar um tipo de resposta mais adequada aos nossos jovens com deficiência, quer na escola que no mundo de trabalho. Gostaria de ter a varinha de condão para mudar algumas coisas que necessitam de ser mudadas e que os políticos e, às vezes, as pessoas e o sistema não permitem.

                                                                                                                      Ana Rodrigues e Joana Ribeiro 

não é apenas mais um quadro



Este é o quadro de excelência e de valor dos alunos da escola no ano letivo 2017/2018. 

Nele podem ser vistos os nomes dos alunos que revelaram aproveitamentos de excelência e os nomes daqueles que, de alguma forma, marcaram a história da escola e, por isso, têm um valor especial. 

Alguns já saíram da escola. 

Fica a foto para memória futura.

Podem ver de perto o quadro à entrada da biblioteca.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

campanha "crianças saudáveis"


Estamos a receber durante esta semana a visita dos Missionários da Consolata. Como o nome sugere, são os missionários que anunciam a consolação e a alegria de nos sabermos amados por Deus. Vêm falar-nos da sua Missão em Angola e pedir a nossa ajuda. Porque Angola ainda é o país no mundo com a maior taxa de mortalidade no mundo. Por isso, até ao Natal os alunos EMRC vão poupar nas guloseimas e oferecer 1 abraço (1€) para as crianças que vivem em Funda e Capalanga. Ao participarmos nesta Campanha Crianças Saudáveis, acreditamos que os pequenos gestos fazem a diferença e ajudam a melhorar o mundo.
Esta e outras iniciativas podem ser acompanhadas através do blogue do Espaço EMRC em http://espacoemrc.blogspot.com.

cortesia de Eleutério Gomes

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

olhares sobre questões de Educação


Antes de flexibilizar o currículo, é preciso que nos flexibilizemos a nós…

daqui
Trabalhar no sentido do desenvolvimento das competências definidas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória pressupõe, a montante, que em cada um de nós aconteça uma mudança ideológica e paradigmática, sob o risco de qualquer mudança nas práticas parecer descontextualizada e desprovida de intencionalidade e sustentação. Como todos sabemos, a mudança não se faz por decreto, e é sempre mais profícua quando acontece de dentro para fora. Mudar nunca é fácil, porque as mudanças obrigam-nos ao confronto com as nossas fragilidades e incertezas. Muitas vezes é este medo do desconhecido que sustenta a tentação de continuarmos demasiado arreigados a modelos que, ainda que obsoletos e desajustados, nos mantêm numa zona de conforto de que não é fácil sair. Reconhecer a necessidade da mudança, querer a mudança e, sobretudo, acreditar que se faz parte da mudança, parecem-me ser as premissas de onde devemos partir. 
Os desafios que se nos colocam obrigam a um trabalho árduo de desconstrução e de (re)colocação em perspetiva da gramática organizacional que ainda impera nas nossas escolas. Em vez da especialização e da fragmentação de saberes, Edgar Morin propõe um dos conceitos que o tornaram um dos maiores intelectuais do nosso tempo: o da complexidade. O pensador critica o modelo ocidental de ensino que, segundo ele, separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas.
Apesar dos múltiplos constrangimentos, que são reais e não fruto da imaginação dos mais céticos, apesar das resistências que se adivinham - e já se sentem - ,as mudanças que por aí pairam,  mais do que “modinhas passageiras”, têm de ser percebidas como imperativos urgentes. A compartimentação e estandardização dos saberes tem de ser substituída por uma lógica interdisciplinar e transdisciplinar, o trabalho ainda muito isolado dos professores tem de ceder lugar às práticas cooperativas e colaborativas, e as metodologias e estratégias, ainda excessivamente uniformes e estandardizadas, têm de se tornar diversificadas, flexíveis e adequadas à heterogeneidade de alunos e alunas.
Não posso deixar de manifestar a minha concordância com a opinião de António Figueiredo, expressa no seu Blogue:“(…) não é fácil falar de competências num mundo onde toda a gente fala de conhecimentos, conteúdos e disciplinas. (…) É um pouco como tentar explicar que a Terra é redonda a uma multidão que tem a certeza absoluta de que ela é plana, ou afirmar que a Terra anda à volta do Sol perante uma população que acredita que é o Sol que anda à volta da Terra”. (https://medium.com/@adfig/que-competências-para-as-novas-gerações-ii-e000f41e16b2)
Como defende o mesmo autor, é chegada a hora de as nossas escolas privilegiarem as “pedagogias emancipatórias”, ao invés de fomentarem “pedagogias predominantemente explicativas”.
Difícil? Claro que sim. A mudança é um processo lento, nem sempre linear e, com certeza, não isento de incerteza, complexidade, imprevisibilidade e possibilidade de erros. Mas ´o caminho faz-se, caminhando`. E o caminho, seja ele qual for, deve ser partilhado e concertado por todos, e não resultado de iniciativas pontuais e individuais que, ainda que repletas de mérito, serão sempre desprovidas de um sentido coletivo que as efetivas mudanças sempre convocam.
E não, o “55” não é só o autocarro que nos leva do Bolhão até Baguim do Monte, colegas… Com o “55” que por aí circula, os destinos são múltiplos e ainda em aberto. Compete-nos a nós definir-lhe o rumo!
Ana Granja

novidade: nasceu mais um clube

Este ano há novidades! Nasceu um novo Clube na Escola, onde poderás passar momentos divertidos a aprender a língua e a cultura francesa. Fala com o teu professor de Francês e inscreve-te.
Estão já afixados os três melhores desenhos para a escolha do logótipo.
1º prémio

2º prémio

3º prémio
    Viva o Clube de Francês!

cortesia de Paula Silva
                                                 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

o "Geoatualidades" informa: cinquenta por cento dos campos de milho do Baixo Mondego com colheita em risco


Cerca de 50% da colheita dos nove mil hectares de campos de milho no Baixo Mondego está em risco devido à tempestade Leslie, alertou hoje a Associação Distrital de Agricultores de Coimbra (ADACO), que exige medidas urgentes.
A ADACO afirma que a passagem da tempestade Leslie pela região, provocou prejuízos avultados na zona do Baixo Mondego em estruturas agrícolas, como estufas e barracões, bem como na produção de milho.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

nasceram como bordados

Nasceram como bordados de Castelo BrancoOs materiais utilizados na execução do bordado de Castelo Branco são o linho e a seda natural. De um modo geral, o linho era usado na elaboração do suporte e a seda, em fio, servia para bordar. Aqui, são trabalhos dos alunos do 9º Krealizados com colagens de cartolina relevada, nas aulas de Educação Visual da professora Ana César, a colorirem a nossa escola.






Pode ver no blogartes todo o processo de realização.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

a nossa palmeira

A nossa palmeira está connosco há muito. Manteve-se linda e faustosa na entrada da antiga escola, acolhendo todos os que chegavam (foto 1).

foto 1

Depois, em 2011, foi mudada para a entrada do atual edifício, sendo de novo a "figura" que acolhia qualquer um (foto 2).

foto 2

Entretanto foi vítima do escaravelho que dizimou tantas das suas congéneres, insistindo na ideia da resistência e da resiliência.

Veio o Lesllie e derrubou-lhe as folhas (fotos 3 e 4).

foto 3
foto 4





















Aguarda-se que o nosso símbolo venha a ser continuado por uma outra digna "irmã", vertical e cúmplice, pois esta nossa palmeira soube que "as árvores morrem de pé".

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

histórias de escola (1)

Há três dias o CRESCER lançou o desafio à gente da casa com base no depoimento do escritor João Pedro Mésseder e não tardaram respostas. Desta vez, foi Margarida Serralheiro, docente de Português e de Francês, quem respondeu às perguntas.

As professoras que mais me marcaram foram a do 1º ano (que me ensinou a ler e escrever tão bem que ainda sou uma leitora inveterada que gosta de escrever) e a de francês do 5º e 6º ano. Pessoa inesquecível, de quem infelizmente esqueci o nome.

Os livros de que mais gostei? Para mim, é difícil selecionar. Em pequenina, gostava muito do Joanica Puff (que não sei se ainda existe). A partir da adolescência, devorava tudo o que me viesse ter às mãos, e marcou-me muito "Les Thibault", de Roger Martin du Gard.

Em termos escolares, o episódio que mais me marcou foi a reprovação no 9º ano. Mais importante que o sentimento de ter perdido um ano, foi o muito que aprendi com o falhanço. Aprendi, sobretudo, que nada se faz sem trabalho e que o prazer de não fazer nada não compensa a frustração do fracasso.

Se sonhei ser professora? Não, quase nunca. Houve uma época em que quis ser professora de educação física. Depois... Quis ser mil coisas diferentes e, no último instante do preenchimento do concurso para a faculdade, escolhi em 1ª prioridade o curso em que entrei. E cá estou. Umas vezes já me arrependi, muitas me congratulei...

cortesia de Margarida Serralheiro