Número total de visualizações de páginas

24/02/2023

Ucrânia: o CRESCER partilha girassóis e apela a uma ida ao Coliseu do Porto

Há um ano, mais concretamente no dia 2 de março de 2022, o CRESCER fez esta  publicação, com o seguinte texto e fotos abaixo.

 E o receio de que "isto" se converta numa banalidade e num quadro de miserabilidade humana!  

Hoje, um ano depois, questionamos o leitor sobre o perigo da banalização desta guerra. O  CRESCER mantém-se solidário com o povo ucraniano e, para o elevar, partilha aqui um campo de girassóis, flor nacional da Ucrânia, e apela a uma ida ao Coliseu do Porto.


As fotos abaixo são as publicadas à data de 2 de março de 2022.
 
(todas as imagens daqui)

Coliseu do Porto assinala, hoje, um ano de guerra com 'Uma semente para a paz'

O Coliseu do Porto realiza em 24 de fevereiro, quando se assinala um ano desde o início da guerra na Ucrânia, a iniciativa "Uma semente pela paz" com as atuações de Pedro Abrunhosa, Tiago Nacarato e da ucraniana Irina Horbatyuk.

Para assinalar um ano do início da invasão da Ucrânia, o Coliseu Porto Ageas "volta a solidarizar-se com a população ucraniana", promovendo a "mobilização cívica e artística" na Rua Passos Manuel, que estará interrompida ao trânsito a partir das 17:30.
A iniciativa "Uma semente pela paz" arranca a partir das 18:00 com atuações dos músicos Pedro Abruhosa, Tiago Nacarato, Best Youth, Ana Deus e da ucraniana Irina Horbatyuk, assim como do ator Pedro Lamares.
As atuações, de livre acesso, vão decorrer na fachada do Coliseu para a Rua Passos Manuel e a bandeira da Ucrânia será projetada no edifício.
Pelas 18:24 está previsto um minuto de silêncio em memória das vítimas da guerra.
O evento, organizado pelo Coliseu, conta com o contributo de várias entidades e artistas que se juntam "movidos e sensibilizados pela situação vivida pela população ucraniana".
Como gesto simbólico, serão distribuídas sementes de girassol, a flor nacional da Ucrânia.
Citado no comunicado, o presidente do Coliseu do Porto, o músico Miguel Guedes, salienta que, "há um ano, a perceção da realidade mudou" e que o Coliseu "não pode ficar alheio à mudança".
"No momento em que passam 365 dias desde o início do conflito, convidamos as pessoas a uma demonstração cívica de pertença, assinalando a esperança de paz, semeando-a, em frente ao Coliseu", afirma, dizendo esperar que a população se mobilize para assistir à "entrega generosa de tantos artistas que se quiseram associar solidariamente a esta vontade de intervenção cívica".
"O Coliseu, como coração da cidade, recebe-os na pala da fachada exterior do edifício, em atos únicos, ao encontro das pessoas que estarão na Rua Passos Manuel, a partir das 18:00, em defesa da paz", acrescenta.
A iniciativa associa-se a uma marcha organizada pela Associação dos Ucranianos em Portugal, que conta com o apoio do Consulado da Ucrânia no Porto. @Notícias ao minuto

opinião: "o que indigna e o que tem de ser dito"

O que indigna e o que tem de ser dito, por Isabel Santiago*

O Presidente da República declarou que os professores corriam o risco de a opinião pública ficar contra eles. Pois olhe, sr. Presidente, que a sua inquietação devia ser outra.

I. A grande lata

A 14 de janeiro fui para a Avenida da Liberdade. No dia anterior, as declarações do ministro da Educação enfureceram a minha conhecida paciência.

Em abstrato, num cenário que só existirá na sua visão distante da realidade, declarou que os professores estavam a praticar greves ilegais e que a inspeção iria tomar conta da situação. Nem sequer sou sindicalizada, mas achei o argumento tão falacioso – na prática haver alguns sindicatos (caso existam, ainda não se sabe) que praticam alguns atos menos legais, não sei, não o pode levar a concluir que os professores são uma corja que age fora da lei – e tão reprovável eticamente que fui para a rua. Vindo de um Governo em que ministro sim, ministro não, secretário de Estado sim, secretário de Estado não, é suspeito de corrupção ou de benefício pessoal no exercício do cargo ou no favorecimento de familiares e em que entre Governo e família não há separação incomodou-me.

E o ministro incorreu noutra falácia, apelando à piedade da opinião pública: os professores estão em greve quando ele ainda está em negociações.

A que governação exemplar pertence o ministro para nos vir dar lições de moral? E quando é oportuno fazer greves? Nesta classe há muito que elas são tentadas, mas não ganhamos o suficiente para as podermos realizar. Desta vez há exaustão e ela é generalizada. E, como diz o povo, de pobretanas não passamos. Mas o que o ministro não pode e, não deve fazer, se quiser no mínimo ser ético, é não falar para a opinião pública ou apenas para uma parte da escola, os pais. Da escola fazem parte, com a mesma importância dos alunos, os professores e os assistentes. Não se ouvem os alunos, ainda que nesta greve, também do lado dos professores se façam ouvir, nem os assistentes, nem os professores. Mas o ministro é apenas ministro dos pais? Que estranho, no mínimo mais um ato falacioso chamado apelo à popularidade. Compreende-se: os pais são mais, eles escolhem o Governo.

Pelo meio fiz uma greve. O ministro não esteve presente nas reuniões e fez-se representar. E é assim que não se respeita a democracia a que tanto apela a que se ensine nas escolas. Faltou. Ele que já é um representante mandou um representante do representante, no limite, qualquer um poderia estar no seu lugar. O que o ministro João Costa parece estar a esquecer é que ele é ministro de todos, e não apenas dos pais. E se os pais (associações) estão preocupados, e têm razões para estar, a sua preocupação não se deve fazer sentir apenas com a falta dos professores às aulas em dias de greves pontuais. Devem, ministro e pais, estar preocupados com aspetos bem mais graves e sistémicos do que com estes acidentes de percurso.

Afinal, alguma associação de pais se manifestou preocupada com o bem-estar dos professores? Com os programas em vigor e com a redução do ensino ao essencial (tão duvidoso, em tantas circunstâncias)? Alguma associação se manifestou indignada com o facto de ter filhos sem aulas um ano inteiro, ou quase, a várias disciplinas? Alguma associação já disse ao ministro que não deseja que os seus filhos aprendam com qualquer pessoa com uma formação desconhecida ou sem preparação alguma para o papel pedagógico? Alguma associação já disse ao ministro que não entende a forma como os filhos são avaliados e a dificuldade que há em acompanhar a linguagem obtusa com que a escola comunica com os seus educandos e com eles?

Para os assuntos determinantes, os pais e as suas associações não se fazem ouvir. Porquê? Porque todos têm beneficiado deste sistema que troca quantidade de aprovações por qualidade do ensino. Isto tem que ser dito. Já se mostraram indignadas estas associações contra os pais que destratam os professores? É a grande lata de uns e outros. O ministro pede-nos a ética que não tem para com os professores – só governa para os pais – e os pais continuam a ter uma carta de interesses que aposta no mais fácil e no mais linear. O ministro dá-lhes o que pedem. Deve ser mais fácil qualquer professor compensar, em termos de aprendizagem, duas ou três aulas do que as lacunas estruturais de um ano, ou mais, sem aprendizagens consolidadas. Digo eu, mas de ministérios não percebo nada.

II. A grande inversão de valores

Na véspera da greve de 2 de fevereiro, o Presidente da República declarou que se os professores continuassem com esta insubmissão corriam o risco de a opinião pública ficar contra eles. Vamos lá ver se a gente se entende, os professores não têm que agradar à opinião pública, não são eleitos. Os professores fizeram provas para serem professores. Foram formados pelas universidades. Uma opinião pública esclarecida está com os docentes, não se deixa enganar por todo o tipo de comentador.

Sr. Presidente da República, os professores não querem a maioria da opinião pública a seu favor para dar aulas e verem valorizadas as suas carreiras. Os professores querem ter o reconhecimento social e económico pelo que a cada ano fazem pelos alunos, nas escolas públicas e pela democracia que os governantes destratam. Os professores vão fazer serviços mínimos? Devia saber que fazem serviços máximos há anos. Sobre isso, se tiver oportunidade, escreverei noutro dia para esclarecer a opinião pública. Mais horas extraordinárias pedem os pais – os pais que são a opinião pública que tanto o inquieta já nos agradeceram o tanto que damos?

Pois olhe que a sua inquietação devia ser outra, devia ser perceber e ver de perto – quem sabe numa presidência aberta – o que é a vida de um professor e pedir a uma entidade isenta, realmente isenta, uma análise crítica do sistema. Acha normal um professor não ganhar para pagar uma renda? Acha normal não serem os governantes a preocupar-se connosco mesmo quando somos 150 mil na rua? Acha normal 150 mil professores estarem insatisfeitos? E a sua preocupação é a opinião pública?

A mim, desculpe a humildade da visão, parece-me que está a ver o problema ao contrário ou a tentar fazer-nos sentir mal. Sabe, o que esperamos de si? Esperamos que fizesse ao primeiro-ministro, e em relação aos professores, o que ele fez quando ameaçou demitir-se, se nos repusessem o tempo de serviço. E se o ameaçasse, a ele, de que o demitiria por estar a tratar, há duas legislaturas, a educação com um desrespeito nunca visto e a educação ser um dos pilares da democracia? Olhe que não lhe fica bem deixar que o ministro e o primeiro-ministro nos destratem como se fossemos insuportavelmente insubmissos. Convide-os a que nos tratem com respeito e dignidade. Não se invertam nem as perguntas nem os valores. E a pergunta é: como mudar um sistema indigno e injusto para um sistema justo para alunos e professores?

*Isabel Santiago, professora do ensino secundário, no PÚBLICO de 20.02.2023

a luta dos professores continua: André Pestana e Mário Nogueira falam à saída das negociações com o ME

 

a voz de um...


 

A voz de um é, muitas vezes, a voz de muitos.


@BlogdeArLindo

geociência: a camada mais interna da Terra é uma bola de ferro com mais de 600 quilómetros de largura

 Esta teoria tem sido defendida por investigadores em estudos mais recentes, mas há cerca de duas décadas os geocientistas já abordavam a hipótese de existir uma camada adicional impercetível do Planeta Terra.


Um novo estudo, realizado por investigadores da Universidade Nacional da Austrália, em Camberra, sugere que o planeta Terra tem, afinal, cinco camadas principais, concluindo que, abaixo da crosta mais externa, do manto e do núcleo externo líquido fundido do planeta Terra, encontra-se um núcleo de metal sólido – como já se sabe – com uma camada oculta, ou seja, um “núcleo interno ainda mais interno”, como explica a equipa, que se estima ter 644 quilómetros de largura.
Esta teoria tem sido defendida por investigadores em estudos mais recentes, mas há cerca de duas décadas os geocientistas já abordavam a hipótese de existir uma camada adicional impercetível do Planeta Terra.
Contudo, ainda não tinha sido observada porque a sua composição é muito semelhante à que está acima dela, explica, em declarações à CNN, Thanh-Son Phạm, sismólogo e um dos autores do estudo. De acordo com a equipa, tanto este centro observado agora como a camada mais externa são feitos de uma fusão de ferro e níquel, com vestígios de outros elementos.
Em comunicado, os investigadores do novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, explicam que os novos dados conseguidos pela medição de ondas sísmicas – que se propagam através da Terra geralmente como consequência de um sismo, ou devido a uma explosão – à medida que passavam pelo centro da Terra, permitiram aos investigadores detetarem este núcleo mais interno. Thanh-Son Phạm disse que o estudo relata, “pela primeira vez”, “observações de ondas sísmicas originárias de sismos poderosos que viajam de um lado para o outro do planeta até cinco vezes, como um ricochete”.
Contudo, se as duas camadas têm composições muito semelhantes, o que é que as distingue efetivamente?
A equipa esclarece que, ao utilizar técnicas específicas de deteção de ondas vibratórias, descobriu que o núcleo interno mais interno – observado agora – tem uma anisotropia distinta, qualidade de certos materiais cujas propriedades são diferentes consoante as direções (a madeira é um exemplo de material anisotrópico, já que possui propriedades mecânicas que dependem da disposição das suas fibras).
Como? A partir de observações da velocidade com que as ondas sísmicas viajavam através desse núcleo em diferentes direções. A equipa percebeu, precisamente, que o núcleo mais interno mudou a velocidade dessas ondas de uma maneira diferente da camada acima dele.
Para os investigadores, este estudo pode fornecer novos detalhes que vão, no futuro, ajudar a desvendar alguns dos mistérios mais antigos sobre o nosso planeta e sobre a sua formação. @ Sapo

saúde: música ajuda a baixar tensão arterial elevada

 A Europa evoluiu de pensar que a música poderia parar as pragas há 400 anos para constatar que pode ajudar a prevenir as doenças cardiovasculares, hoje em dia.


A abertura de uma sinfonia de Beethoven emociona o coração - mas não apenas figurativamente. Enquanto a música nos toca emocionalmente, estimula fisicamente o coração e pode baixar a pressão arterial. Mais de uma em cada cinco pessoas com idade igual ou superior a 15 anos na UE relataram ter tensão arterial elevada, o que pode levar a falhas no coração, nos rins ou no cérebro. Baixar a tensão arterial mesmo ligeiramente pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.

Emoção melódica

Do Laboratório de Ciência e Tecnologia da Música e Som em Paris ao King's College London, Elaine Chew está a desenvolver uma aplicação para telemóveis que pretende impulsionar a saúde do coração como parte de um projeto financiado pela UE chamado HEART.FM. "Estamos a criar uma aplicação que irá monitorizar a resposta das pessoas à música e depois adaptar essa música em seu benefício", disse Chew, professora de engenharia do King's College que colabora com o Hospital de St Bartholomew em Londres.

A aplicação utiliza medições do coração da pessoa e algoritmos de inteligência artificial para criar um regime de escuta que regula a pressão arterial. Enquanto a HEART.FM está hoje em dia a ajudar as pessoas, outro projeto financiado pela UE, chamado GOING VIRAL, analisa a forma como as perceções e usos da música na Europa evoluíram no decurso de surtos de doenças nos últimos quatro séculos.

No século XVII, acreditava-se que a música tinha na Europa o poder de parar ou mesmo evitar um surto da peste, segundo Marie Louise Herzfeld-Schild, que lidera a GOING VIRAL e é musicóloga na Universidade de Música e Artes do Espetáculo de Viena. 

Os dois projetos mostram como as visões populares da música mudaram desde os dias de Handel, e o poder potenciado da música quando combinada com a tecnologia moderna.

Os dois projetos mostram as influências da música nas emoções humanas através dos tempos, e como o poder gerador de emoções está a ser aproveitado pela tecnologia moderna.

Perspetiva pessoal

Chew tem uma ligação pessoal com o projeto. Sofreu de arritmia e foi tratada com sucesso. A experiência tornou a Chew consciente da saúde do seu próprio coração e dos outros.

«A medicina possibilitou-me uma qualidade de vida muito melhor e levou-me a repensar o propósito do que faço», afirmou.

Ela própria pianista de nível profissional, Chew tem estudado desde 2018 como o coração das pessoas responde à música, a começar pelos pacientes com pacemakers.

Um pacemaker é utilizado para tratar alguns ritmos anormais, chamados arritmias, que podem fazer o coração bater demasiado devagar, demasiado rápido ou de forma irregular. O pacemaker permite ao coração de um paciente bater de forma regular, enviando-lhe impulsos eléctricos.

Chew e colegas do Hospital de St Bartholomew descobriram uma boa notícia: o tempo de recuperação entre as batidas do coração de pessoas com pacemakers pode ser modulado pela música. Em geral, os tempos de recuperação mais rápidos sinalizam stress, enquanto que os mais longos indicam relaxamento ou calma.

Chew está a basear-se nos resultados do seu trabalho envolvendo pacientes com pacemaker para desenvolver a aplicação HEART.FM para um grupo muito mais vasto de pessoas.

«As pessoas apreciam a música como um passatempo agradável, a diferença aqui é que estamos a monitorizar a forma como o corpo responde», explicou.

O objetivo do HEART.FM é recolher as impressões digitais das respostas cardiovasculares das pessoas que estão a ouvir a música. Chew liga frequentemente os seus estudantes ao dispositivo de teste e depois envia-lhes dados da aplicação para que possam ver a sua própria resposta fisiológica à música.

A aplicação em desenvolvimento seria descarregada para um telemóvel pelos utilizadores para acompanhar as respostas rítmicas do seu coração à música e para os orientar num caminho terapêutico para baixar a tensão arterial. O plano é tornar a aplicação globalmente disponível para ser descarregada a partir de das app stores. @ JN

país: captar jovens médicos é das questões "mais críticas"

O diretor executivo do SNS admitiu que captar e reter jovens especialistas é das dimensões “mais críticas” do Serviço Nacional de Saúde, defendendo que a abordagem terá de ser diferente porque são gerações com outra maneira de pensar.

“Essa é seguramente uma das dimensões mais críticas que nós temos, do ponto de vista do SNS, que é conseguir captar e reter e valorizar esse talento que nós acabamos por formar”, disse Fernando Araújo em resposta a questões levantadas por deputados da Comissão de Saúde sobre a valorização dos recursos humanos.
O diretor executivo do SNS referiu que, neste momento, há “gerações de profissionais que pensam de forma diferente” e que a abordagem tem que ser distinta do que era há 20 anos, “com risco de não os captar”.
Mas frisou que o problema não é unicamente português, como disse ter constatado na semana passada quando esteve na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa, em Copenhaga. 
“É verdade que há uma questão de vencimentos em Portugal, mas não é o único problema. E não é apenas com essa questão que vamos resolver, porque países muito mais ricos, a Alemanha é bom exemplo, pagam muito mais e também estão com problemas..
De acordo com o responsável, “é um problema transversal” resultante de haver uma geração cada vez mais global. Explicou que não são só as condições de trabalho que estão em causa: “O que [os jovens médicos] querem mesmo é, naturalmente, o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar, é diferenciar-se e ter um projeto de vida do ponto de vista profissional”.
Pretendem ainda ter “infraestruturas e equipamentos, flexibilidade no trabalho, flexibilidade no número de horas que fazem e como fazem, é ter lideranças que os inspire a trabalhar no SNS”, disse, sublinhando que é preciso “percorrer essas várias realidades para conseguir retê-los”.
“É bem diferente a forma de abordar os profissionais médicos há 20 anos e agora. E, ou nós percebemos isso, e mudamos essa forma, ou mantemos a mesma abordagem e perdemos estes recursos humanos mais novos”, insistiu. @ Sapo

23/02/2023

desporto: Portugal faz História e apura-se pela primeira vez para o Mundial de futebol feminino

 A seleção portuguesa feminina de futebol qualificou-se, esta quarta-feira, para o Mundial de 2023, ao vencer os Camarões por 2-1, na final do Grupo A do Play-off Intercontinental, em Hamilton, na Nova Zelândia.

Foto: Federação Portuguesa de Futebol

Uma grande penalidade apontada por Carole Costa, aos 90+4 minutos, selou a inédita qualificação lusa, depois de, aos 89, a camaronesa Ajara Nchout ter 'anulado' o tento inicial de Portugal, apontado por Diana Gomes, aos 22.
As comandadas de Francisco Neto juntam-se no Grupo E aos vice-campeões em título Países Baixos (23 de julho), ao Vietname (27) e aos detentores do troféu Estados Unidos (01 de agosto), de 20 de julho a 20 de agosto, na Austrália e Nova Zelândia. @ JN

António Sampaio da Nóvoa: "Segundo a UNESCO, no mundo, metade dos alunos terminam a escola sem terem aprendido praticamente nada"

Ciência, Educação e Conhecimento é o tema a debate no ciclo "Desafios da Ciência na Sociedade Contemporânea", organizado pelo Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa. 

A iniciativa com a presença de António Sampaio da Nóvoa, decorre online, via Zoom, hoje a partir da 18.00. António Sampaio da Nóvoa, doutor em Educação e em História, foi Embaixador de Portugal na UNESCO, de 2018-2021, presidente da sessão da Conferência Geral da UNESCO e é, atualmente, titular de uma Cátedra UNESCO sobre os futuros da educação. Conferencista detalha algumas das reflexões que leva ao encontro.
Propõe-se abrir a sua participação na conferência "Desafios da Ciência na Sociedade Contemporânea", referindo-se às "identidades assassinas", numa alusão ao livro do escritor e ensaísta libanês Amin Maalouf. A obra é um manifesto contra a loucura da morte em nome daquilo que se designa identidade. Como faz a ponte entre estas identidades e o tema que o leva à conferência, "Ciência, Educação e Conhecimento"?
George Steiner tem páginas luminosas sobre a música como linguagem fundamental para unir a humanidade. Maria Bethânia disse-o à sua maneira: "A música é a língua materna dos deuses." Depois da música, a ciência é a outra linguagem fundamental para tentarmos viver em paz com a Terra e em paz com os Outros. Num mundo fragmentado, alimentado por negacionismos de todos os tipos, por narrativas delirantes reforçadas por documentos e imagens que parecem "credíveis", resta-nos a ciência como linguagem comum. Se a perdermos, ficaremos à mercê dessas "identidades assassinas" de que nos fala Amin Maalouf. A ciência é a nossa "última razão", talvez mesmo a última possibilidade para uma conversa humana. Sem esquecer que "conversar" significa dar voltas ao pensamento, às ideias, na companhia dos outros.
Reimagining our Futures Together é o terceiro relatório da UNESCO, datado de 2021, dedicado ao futuro da educação. Na abertura do documento é salientada a necessidade de "um novo contrato social para a educação que possa reparar as injustiças enquanto transforma o futuro". A que injustiças alude o documento e que propostas apresenta para as reparar?
Estamos a viver a maior transformação de que há memória na história da educação. O contrato social celebrado no século XIX tinha dois grandes pilares: a obrigatoriedade escolar para a infância e um modelo escolar normalizado em torno da sala de aula. A escola pública tornou-se uma instituição central, talvez mesmo, como escreve Darcy Ribeiro, "a maior invenção do mundo". Este contrato cumpriu o seu papel, mas já não é suficiente. A educação tem de se renovar, valorizando a relação entre gerações e novos ambientes educativos. Trata-se de pensar a educação para além da escola, em todas as idades, tempos e lugares. No espaço público da cidade. E, na escola, construir ambientes para todos e onde todos aprendam. Só assim poderemos reparar exclusões e injustiças do passado. Para ser transformadora, a escola tem ela própria de se transformar.
Num tempo de desinformação e retrocesso em matéria de confiança na ciência, os currículos escolares estão à altura de promover o compromisso de defender a verdade?
É inquestionável a importância da ciência e da educação científica. Os alunos devem adquirir conhecimentos, mas também compreender o modo como as diferentes disciplinas se organizam e produzem conhecimento. É isso que lhes permitirá um olhar crítico, esclarecido, sobre as "inverdades" que circulam a um ritmo alucinante. Frequentemente, o problema não está nos currículos, mas na pedagogia. Há duas ideias centrais: a convergência entre disciplinas e a pedagogia do trabalho. A revolução da convergência, título de um relatório do MIT, alerta-nos para a necessidade de uma educação construída em torno de temas e problemas, com base em projetos de investigação, produção e criação dos alunos. Por isso, o mais importante é sempre o trabalho dos alunos, a forma como estudam, procuram, criam, resolvem problemas, individual e coletivamente. Ninguém se educa sozinho. Precisamos dos outros para nos educarmos. A pedagogia é tudo menos facilitismo. É conseguir que os alunos trabalhem mais, e não menos, mas que o façam com sentido, emoção e curiosidade.
"O lugar da Escola vem sendo discutido com ardor e entusiasmo. Após um século de enormes progressos, surgem sinais claros de insatisfação e de mal-estar (...) Há cada vez mais alunos que abandonam a escola privados de tudo: sem um mínimo de conhecimentos e de cultura, sem o domínio das regras básicas da comunicação e da ciência, sem qualquer qualificação profissional". O professor deixou estas palavras na Revista Saber e Educar, em 2006. Volvidos 17 anos, que análise faz desta mesma realidade?
A realidade está pior. A pandemia cavou novas e profundas desigualdades. Segundo a UNESCO, no mundo, metade dos alunos terminam a escola sem terem aprendido praticamente nada. É inaceitável. Muitos, consideram que é preciso investir mais na educação. Têm razão. Mas não basta. É preciso também que haja uma metamorfose da escola, uma mudança da forma e da configuração da escola. Não vale a pena esperar por uma novidade extraordinária, que venha de uma lei, de uma reforma, de um método ou de uma tecnologia. A novidade está naquilo que, hoje, já se faz em tantas escolas e que precisamos de conhecer, estudar, repertoriar e partilhar. É a partir destas experiências que podemos, em conjunto, pensar e construir novas formas de educar. @ DN

a luta dos professores continua: tentam acordo esta semana com o Ministério depois de cinco meses de negociações

 Desde setembro – há cinco meses – que representantes dos docentes e do Governo tentam chegar a acordo quanto a um novo modelo de seleção e colocação de professores, que também vinha sendo pedido pelos sindicatos.

Esta quinta-feira arranca a sexta ronda negocial e os sindicatos já fizeram saber que poderão pedir reuniões complementares visto existirem ainda matérias sem acordo à vista.
A possibilidade de os diretores poderem colocar alguns professores a trabalhar em duas escolas do mesmo Quadro de Zona Pedagógica (QZP) é um dos principais pontos de discórdia.
O atual anteprojeto prevê a criação de equipas de diretores – “Conselhos de Quadro de Zona Pedagógica” – responsáveis por distribuir o serviço e com poderes para colocar professores a dar aulas em dois agrupamentos quando se tratem de contratados ou de docentes do quadro com menos de oito horas letivas no horário.
No final da quinta ronda negocial, na passada sexta-feira, os sindicatos disseram que se a medida não caísse não haveria acordo. Para os sindicatos, os conselhos de diretores devem manter apenas as funções de seleção quando há necessidades transitórias de colocação.

(DES)CONGELAMENTO DA CARREIRA
O outro motivo que tem levado os sindicatos a recusar qualquer acordo é a recusa do Governo em recuperar o tempo de serviço congelado durante a Troika. Os professores dizem não desistir dos cerca de seis anos e meio de serviço, lembrando que o Governo “devolveu” esse tempo a quem trabalha nas escolas dos Açores e da Madeira.
Enquanto a tutela não avançar com uma proposta de calendarização para debater o assunto, os professores vão continuar em protesto, participando em manifestações e greves.
“Neste momento, o que existe da nossa parte é a total disponibilidade para, assim que fecharmos este assunto do recrutamento, continuarmos sentados à mesa com as organizações sindicais para trabalharmos questões gerais da valorização da carreira e questões muito concretas como o combate à burocracia”, anunciou o ministro da Educação, João Costa, na sexta-feira, sem esclarecer se a negociação poderá chegar à recuperação do tempo de serviço.

COMPROMISSOS FEITOS
Entre as medidas já acordadas estão a realização anual de concursos internos, a integração nos quadros de mais de 10 mil professores ainda este ano e o aumento dos atuais dez Quadros de Zona Pedagógica para 63.
No caso dos docentes que se mantenham a contrato, a tutela promete que passará a haver três escalões salariais para que possam progredir consoante os anos de serviço. Até agora os docentes recebiam sempre como se estivessem no 1.º escalão, mesmo que estivessem a dar aulas há várias décadas.
A proposta da tutela prevê que após 1.095 dias de serviço (equivalente a três anos), o docente sobe para o equivalente ao 2.º escalão e passados outros três anos pode voltar a subir.
Mas existem requisitos para subir na carreira como ter concorrido a escolas de pelo menos dez QZP, ter aceitado todas as colocações e cumprido integralmente os contratos nos dois anos anteriores.
A proposta da tutela prevê também o agravamento da penalização aos docentes que recusem um horário, passando a ficar dois anos impedidos de ser colocado (agora é um).
As negociações têm decorrido num ambiente tenso, com os sindicatos a convocar greves, que começaram em dezembro e estão previstas até março, e o Ministério da Educação a pedir a convocação de serviços mínimos.
Depois de o Tribunal Arbitral ter decidido pela convocação de serviços mínimos para as greves por tempo indeterminado decretadas pelo Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP), o ME decidiu agora pedir também para as duas greves regionais decretadas para 2 e 3 de março, que foram organizadas por uma plataforma de estruturas sindicais. @ Sapo

escola sede: torneios interturmas de Voleibol e Basquetebol



Amanhã, dia 24 de fevereiro realiza-se o Torneio interturmas de Voleibol para o ensino secundário.










No dia 27 de fevereiro realiza-se o Torneio interturmas de Basquetebol para o 2º e 3º ciclos.



  cortesia de envio de Filomena Madureira,  docente de Educação Física

Carnaval no Centro Escolar da Gandra

A sexta-feira passada foi um dia muito feliz para as nossas Crianças. Finalmente, voltaram a desfilar com as suas máscaras favoritas pelas ruas,  acompanhadas pelos Professores, Assistentes Operacionais e Pais. O cortejo teve muita cor, diversão, alegria e convívio!

O Carnaval é brincadeira “faz de conta”, é folia, é criatividade e imaginação! Por isso este tempo é tão importante e se costuma dizer “A vida são dois dias e o carnaval são três”!

cortesia de envio (texto e imagem) de Virgínia Costa, coordenadora do CEG

foi... agora... entretanto... frio

 Foi





Agora, é tempo de Conselhos de Turma

Os professores do Ensino Básico reúnem para avaliações intermédias dos seus alunos. 

O Ensino Secundário prossegue com as atividades letivas.




Entretanto, as reuniões com o Ministério da Educação acontecem




As reuniões sindicais (as 12 organizações sindicais que representam os professores) com o Ministério da Educação prosseguem, embora sem o Ministro, sendo a reunião presidida pelo Secretário de Estado António Leite, como revela a nota de agenda.






E o frio regressa a Portugal continental 

O frio vai regressar a Portugal continental com uma descida acentuada das temperaturas máximas entre 5 a 10 graus, acompanhada de vento forte e chuva, disse à Lusa o meteorologista Jorge Ponte.

"Vamos ser afetados por uma massa de ar com origem polar. As temperaturas vão descer significativamente, especialmente tendo em conta que na semana passada tivemos temperaturas acima da média e portanto vai fazer-se sentir mais esta descida abrupta", adiantou o meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo coma mesma fonte, a descida da temperatura, da mínima e máxima, vai também fazer-se sentir devido ao aumento da intensidade do vento, em especial na faixa costeira e nas terras altas.
"Vamos ter temperaturas mínimas dos 6 a 8 graus na zona de Lisboa, de 2 a 4 no Porto e negativas na região interior norte e centro, para a qual já foram emitidos avisos de tempo frio", disse. @ Sapo

17/02/2023

VER: "Everything begins in education..."

Nesta pausa, o tempo vai ser chuvoso e com poeiras do Saara… mas as temperaturas vão aumentar nos próximos dias (aqui).
Enquanto aguarda pelo Carnaval, pense e aprecie a ilustração"Everything begins in education..."

     "Everything begins in education..."
AlveNeto ART ilustradora 

Feliz Carnaval!

a luta dos professores continua

E porque não há acordo à vista, uma vez que o primeiro-ministro fechou a porta a qualquer recuperação de todo o tempo de serviço, preparam-se mais vigílias e novas ações de luta. 

No Porto, hoje, os professores, "vestidos de preto e com uma luz" vão unir mãos com os professores de Gaia, no tabuleiro de cima da Ponte D. Luís, pelas 18h30m. 



Os professores estão zangados e mostram-se indignados, porque este foi o parecer da PGR sobre a greve dos professores.

Por isso, no 1º dia da ronda sindical com o ME, mostraram a sua criatividade para evidenciar a sua indignação.



As formas de luta são cada vez mais originais.




Hoje, as reuniões continuam, mas o tema é o recrutamento dos professores. 

Mário Nogueira diz que "não abdica da contagem do tempo de serviço". E recordou o que o primeiro-ministro Costa disse, há 4 anos, "no dia 3 de maio de 2019, ameaçou demitir-se quando a AR tinha um compromisso entre os partidos para aprovar a contagem integral do tempo de serviço dos professores faseadamente". Ora, depois disso "nenhum de nós estaria a contar que mudasse de ideias", por isso, garante que esta luta vai "até ao fim".

André Pestana acusa António Costa de "demagogia" e promete novas formas de luta.

A comunicação social continua a mostrar-se pouco informada, sem rebater o que alguns comentadores políticos pouco preparados insistem em afirmar. É urgente que a comunicação social se assuma como o quarto poder que deve ser.

escola sede: 12ºF e 12ºG "Tu decides" - no namoro só bate o coração

 Sensibilizar, consciencializar e educar para a igualdade

No dia 14 de fevereiro, as turmas F e G do 12º ano de Humanidades participaram numa sessão de esclarecimento sobre a Violência no Namoro, realizada no anfiteatro da nossa escola e apresentada pelo agente Rui Silva da Escola Segura. Esta atividade, organizada pela professora Eva Freitas, insere-se no âmbito do projeto de Educação Sexual e contou também com a participação do professor António Leite.

Procurou-se consciencializar e alertar os jovens para a ocorrência de alguns comportamentos abusivos nas relações de intimidade e identificar formas de violência no namoro. Os participantes foram alertados para a necessidade de se compreender a verdadeira dimensão da violência no namoro e a sua prevalência na vida adulta.

Ainda no âmbito desta atividade, os alunos produziram e divulgaram junto da comunidade educativa, materiais de informação, prevenção e sensibilização para esta problemática, na forma de cartazes, vídeos e inquéritos.

Participaram também os alunos que integram a Sala de Intervenção Específica A1.0.3: João Costa, João Márcio Silva, Mafalda Coelho, Ariana Silva, Mariana Martins e Ana Margarida Silva acompanhadas pelas professoras Ana Pinto e Paula Vasconcelos

Com este projeto, denominado “TU DECIDES”, os alunos pretenderam dar um pequeno contributo para as mudanças de comportamentos e de mentalidades, lembrando que no NAMORO SÓ BATE O CORAÇÃO !







cortesia de envio de Eva Freitas (texto e fotos), docente de História

mundo: Rússia condena jornalista a seis anos de prisão por criticar guerra na Ucrânia

A jornalista Maria Ponomarenko foi considerada culpada de "difusão de informações falsas" sobre o Exército, anunciaram as autoridades judiciais russas.


Um tribunal russo condenou esta quarta-feira a seis anos de prisão uma jornalista que criticou na rede social Instagram a ofensiva da Rússia contra a Ucrânia.
Maria Ponomarenko, 44 anos, foi considerada culpada de "difusão de informações falsas" sobre o Exército, anunciaram hoje as autoridades judiciais russas.
A legislação que foi adotada após a nova campanha militar da Rússia na Ucrânia já foi usada várias vezes para condenar a pesadas penas de prisão pessoas que criticam publicamente o conflito.
A jornalista foi condenada pelo tribunal de Barnaoul, da região siberiana de Altai, onde trabalhava para o portal de notícias RusNews.
De acordo com a organização não-governamental OVD-Info, a jornalista foi acusada depois de ter publicado, em março do ano passado, uma mensagem na rede social Instagram denunciando o bombardeamento da sala de teatro da cidade ucraniana de Mariupol, durante o cerco das forças russas.
Kiev acusou Moscovo da responsabilidade pela morte de centenas de civis no bombardeamento do edifício. A Rússia nega as acusações.
Maria Ponomarenko foi presa em abril de 2022 em São Petersburgo e depois transferida para Barnaoul. O advogado da jornalista disse que o estado psicológico de Ponomarenko agravou-se durante os meses de prisão, em que as autoridades negaram a transferência para um hospital psiquiátrico. @ SicN