Há um ano, mais concretamente no dia 2 de março de 2022, o CRESCER fez esta publicação, com o seguinte texto e fotos abaixo.
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24/02/2023
Ucrânia: o CRESCER partilha girassóis e apela a uma ida ao Coliseu do Porto
Coliseu do Porto assinala, hoje, um ano de guerra com 'Uma semente para a paz'
O Coliseu do Porto realiza em 24 de fevereiro, quando se assinala um ano desde o início da guerra na Ucrânia, a iniciativa "Uma semente pela paz" com as atuações de Pedro Abrunhosa, Tiago Nacarato e da ucraniana Irina Horbatyuk.
opinião: "o que indigna e o que tem de ser dito"
O que indigna e o que tem de ser dito, por Isabel Santiago*
O Presidente da República declarou que os professores corriam o risco de a opinião pública ficar contra eles. Pois olhe, sr. Presidente, que a sua inquietação devia ser outra.
I. A grande lata
A 14 de janeiro fui para a Avenida da Liberdade. No dia anterior, as declarações do ministro da Educação enfureceram a minha conhecida paciência.
Em abstrato, num cenário que só existirá na sua visão distante da realidade, declarou que os professores estavam a praticar greves ilegais e que a inspeção iria tomar conta da situação. Nem sequer sou sindicalizada, mas achei o argumento tão falacioso – na prática haver alguns sindicatos (caso existam, ainda não se sabe) que praticam alguns atos menos legais, não sei, não o pode levar a concluir que os professores são uma corja que age fora da lei – e tão reprovável eticamente que fui para a rua. Vindo de um Governo em que ministro sim, ministro não, secretário de Estado sim, secretário de Estado não, é suspeito de corrupção ou de benefício pessoal no exercício do cargo ou no favorecimento de familiares e em que entre Governo e família não há separação incomodou-me.
E o ministro incorreu noutra falácia, apelando à piedade da opinião pública: os professores estão em greve quando ele ainda está em negociações.
A que governação exemplar pertence o ministro para nos vir dar lições de moral? E quando é oportuno fazer greves? Nesta classe há muito que elas são tentadas, mas não ganhamos o suficiente para as podermos realizar. Desta vez há exaustão e ela é generalizada. E, como diz o povo, de pobretanas não passamos. Mas o que o ministro não pode e, não deve fazer, se quiser no mínimo ser ético, é não falar para a opinião pública ou apenas para uma parte da escola, os pais. Da escola fazem parte, com a mesma importância dos alunos, os professores e os assistentes. Não se ouvem os alunos, ainda que nesta greve, também do lado dos professores se façam ouvir, nem os assistentes, nem os professores. Mas o ministro é apenas ministro dos pais? Que estranho, no mínimo mais um ato falacioso chamado apelo à popularidade. Compreende-se: os pais são mais, eles escolhem o Governo.
Pelo meio fiz uma greve. O ministro não esteve presente nas reuniões e fez-se representar. E é assim que não se respeita a democracia a que tanto apela a que se ensine nas escolas. Faltou. Ele que já é um representante mandou um representante do representante, no limite, qualquer um poderia estar no seu lugar. O que o ministro João Costa parece estar a esquecer é que ele é ministro de todos, e não apenas dos pais. E se os pais (associações) estão preocupados, e têm razões para estar, a sua preocupação não se deve fazer sentir apenas com a falta dos professores às aulas em dias de greves pontuais. Devem, ministro e pais, estar preocupados com aspetos bem mais graves e sistémicos do que com estes acidentes de percurso.
Afinal, alguma associação de pais se manifestou preocupada com o bem-estar dos professores? Com os programas em vigor e com a redução do ensino ao essencial (tão duvidoso, em tantas circunstâncias)? Alguma associação se manifestou indignada com o facto de ter filhos sem aulas um ano inteiro, ou quase, a várias disciplinas? Alguma associação já disse ao ministro que não deseja que os seus filhos aprendam com qualquer pessoa com uma formação desconhecida ou sem preparação alguma para o papel pedagógico? Alguma associação já disse ao ministro que não entende a forma como os filhos são avaliados e a dificuldade que há em acompanhar a linguagem obtusa com que a escola comunica com os seus educandos e com eles?
Para os assuntos determinantes, os pais e as suas associações não se fazem ouvir. Porquê? Porque todos têm beneficiado deste sistema que troca quantidade de aprovações por qualidade do ensino. Isto tem que ser dito. Já se mostraram indignadas estas associações contra os pais que destratam os professores? É a grande lata de uns e outros. O ministro pede-nos a ética que não tem para com os professores – só governa para os pais – e os pais continuam a ter uma carta de interesses que aposta no mais fácil e no mais linear. O ministro dá-lhes o que pedem. Deve ser mais fácil qualquer professor compensar, em termos de aprendizagem, duas ou três aulas do que as lacunas estruturais de um ano, ou mais, sem aprendizagens consolidadas. Digo eu, mas de ministérios não percebo nada.
II. A grande inversão de valores
Na véspera da greve de 2 de fevereiro, o Presidente da República declarou que se os professores continuassem com esta insubmissão corriam o risco de a opinião pública ficar contra eles. Vamos lá ver se a gente se entende, os professores não têm que agradar à opinião pública, não são eleitos. Os professores fizeram provas para serem professores. Foram formados pelas universidades. Uma opinião pública esclarecida está com os docentes, não se deixa enganar por todo o tipo de comentador.
Sr. Presidente da República, os professores não querem a maioria da opinião pública a seu favor para dar aulas e verem valorizadas as suas carreiras. Os professores querem ter o reconhecimento social e económico pelo que a cada ano fazem pelos alunos, nas escolas públicas e pela democracia que os governantes destratam. Os professores vão fazer serviços mínimos? Devia saber que fazem serviços máximos há anos. Sobre isso, se tiver oportunidade, escreverei noutro dia para esclarecer a opinião pública. Mais horas extraordinárias pedem os pais – os pais que são a opinião pública que tanto o inquieta já nos agradeceram o tanto que damos?
Pois olhe que a sua inquietação devia ser outra, devia ser perceber e ver de perto – quem sabe numa presidência aberta – o que é a vida de um professor e pedir a uma entidade isenta, realmente isenta, uma análise crítica do sistema. Acha normal um professor não ganhar para pagar uma renda? Acha normal não serem os governantes a preocupar-se connosco mesmo quando somos 150 mil na rua? Acha normal 150 mil professores estarem insatisfeitos? E a sua preocupação é a opinião pública?
A mim, desculpe a humildade da visão, parece-me que está a ver o problema ao contrário ou a tentar fazer-nos sentir mal. Sabe, o que esperamos de si? Esperamos que fizesse ao primeiro-ministro, e em relação aos professores, o que ele fez quando ameaçou demitir-se, se nos repusessem o tempo de serviço. E se o ameaçasse, a ele, de que o demitiria por estar a tratar, há duas legislaturas, a educação com um desrespeito nunca visto e a educação ser um dos pilares da democracia? Olhe que não lhe fica bem deixar que o ministro e o primeiro-ministro nos destratem como se fossemos insuportavelmente insubmissos. Convide-os a que nos tratem com respeito e dignidade. Não se invertam nem as perguntas nem os valores. E a pergunta é: como mudar um sistema indigno e injusto para um sistema justo para alunos e professores?
*Isabel Santiago, professora do ensino secundário, no PÚBLICO de 20.02.2023
geociência: a camada mais interna da Terra é uma bola de ferro com mais de 600 quilómetros de largura
Esta teoria tem sido defendida por investigadores em estudos mais recentes, mas há cerca de duas décadas os geocientistas já abordavam a hipótese de existir uma camada adicional impercetível do Planeta Terra.
saúde: música ajuda a baixar tensão arterial elevada
A Europa evoluiu de pensar que a música poderia parar as pragas há 400 anos para constatar que pode ajudar a prevenir as doenças cardiovasculares, hoje em dia.
Emoção melódica
Do Laboratório de Ciência e Tecnologia da Música e Som em Paris ao King's College London, Elaine Chew está a desenvolver uma aplicação para telemóveis que pretende impulsionar a saúde do coração como parte de um projeto financiado pela UE chamado HEART.FM. "Estamos a criar uma aplicação que irá monitorizar a resposta das pessoas à música e depois adaptar essa música em seu benefício", disse Chew, professora de engenharia do King's College que colabora com o Hospital de St Bartholomew em Londres.
A aplicação utiliza medições do coração da pessoa e algoritmos de inteligência artificial para criar um regime de escuta que regula a pressão arterial. Enquanto a HEART.FM está hoje em dia a ajudar as pessoas, outro projeto financiado pela UE, chamado GOING VIRAL, analisa a forma como as perceções e usos da música na Europa evoluíram no decurso de surtos de doenças nos últimos quatro séculos.
No século XVII, acreditava-se que a música tinha na Europa o poder de parar ou mesmo evitar um surto da peste, segundo Marie Louise Herzfeld-Schild, que lidera a GOING VIRAL e é musicóloga na Universidade de Música e Artes do Espetáculo de Viena.
Os dois projetos mostram como as visões populares da música mudaram desde os dias de Handel, e o poder potenciado da música quando combinada com a tecnologia moderna.
Os dois projetos mostram as influências da música nas emoções humanas através dos tempos, e como o poder gerador de emoções está a ser aproveitado pela tecnologia moderna.
Perspetiva pessoal
Chew tem uma ligação pessoal com o projeto. Sofreu de arritmia e foi tratada com sucesso. A experiência tornou a Chew consciente da saúde do seu próprio coração e dos outros.
«A medicina possibilitou-me uma qualidade de vida muito melhor e levou-me a repensar o propósito do que faço», afirmou.
Ela própria pianista de nível profissional, Chew tem estudado desde 2018 como o coração das pessoas responde à música, a começar pelos pacientes com pacemakers.
Um pacemaker é utilizado para tratar alguns ritmos anormais, chamados arritmias, que podem fazer o coração bater demasiado devagar, demasiado rápido ou de forma irregular. O pacemaker permite ao coração de um paciente bater de forma regular, enviando-lhe impulsos eléctricos.
Chew e colegas do Hospital de St Bartholomew descobriram uma boa notícia: o tempo de recuperação entre as batidas do coração de pessoas com pacemakers pode ser modulado pela música. Em geral, os tempos de recuperação mais rápidos sinalizam stress, enquanto que os mais longos indicam relaxamento ou calma.
Chew está a basear-se nos resultados do seu trabalho envolvendo pacientes com pacemaker para desenvolver a aplicação HEART.FM para um grupo muito mais vasto de pessoas.
«As pessoas apreciam a música como um passatempo agradável, a diferença aqui é que estamos a monitorizar a forma como o corpo responde», explicou.
O objetivo do HEART.FM é recolher as impressões digitais das respostas cardiovasculares das pessoas que estão a ouvir a música. Chew liga frequentemente os seus estudantes ao dispositivo de teste e depois envia-lhes dados da aplicação para que possam ver a sua própria resposta fisiológica à música.
A aplicação em desenvolvimento seria descarregada para um telemóvel pelos utilizadores para acompanhar as respostas rítmicas do seu coração à música e para os orientar num caminho terapêutico para baixar a tensão arterial. O plano é tornar a aplicação globalmente disponível para ser descarregada a partir de das app stores. @ JN
país: captar jovens médicos é das questões "mais críticas"
O diretor executivo do SNS admitiu que captar e reter jovens especialistas é das dimensões “mais críticas” do Serviço Nacional de Saúde, defendendo que a abordagem terá de ser diferente porque são gerações com outra maneira de pensar.
23/02/2023
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Ciência, Educação e Conhecimento é o tema a debate no ciclo "Desafios da Ciência na Sociedade Contemporânea", organizado pelo Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa.
a luta dos professores continua: tentam acordo esta semana com o Ministério depois de cinco meses de negociações
escola sede: torneios interturmas de Voleibol e Basquetebol
Amanhã, dia 24 de fevereiro realiza-se o Torneio interturmas de Voleibol para o ensino secundário.
Carnaval no Centro Escolar da Gandra
A sexta-feira passada foi um dia muito feliz para as nossas Crianças. Finalmente, voltaram a desfilar com as suas máscaras favoritas pelas ruas, acompanhadas pelos Professores, Assistentes Operacionais e Pais. O cortejo teve muita cor, diversão, alegria e convívio!
O Carnaval é brincadeira “faz de conta”, é folia, é criatividade e imaginação! Por isso este tempo é tão importante e se costuma dizer “A vida são dois dias e o carnaval são três”!
cortesia de envio (texto e imagem) de Virgínia Costa, coordenadora do CEG
foi... agora... entretanto... frio
Foi
Agora, é tempo de Conselhos de Turma
Os professores do Ensino Básico reúnem para avaliações intermédias dos seus alunos.
O Ensino Secundário prossegue com as atividades letivas.
Entretanto, as reuniões com o Ministério da Educação acontecem
E o frio regressa a Portugal continental
"Vamos ser afetados por uma massa de ar com origem polar. As temperaturas vão descer significativamente, especialmente tendo em conta que na semana passada tivemos temperaturas acima da média e portanto vai fazer-se sentir mais esta descida abrupta", adiantou o meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
17/02/2023
VER: "Everything begins in education..."
a luta dos professores continua
escola sede: 12ºF e 12ºG "Tu decides" - no namoro só bate o coração
Sensibilizar, consciencializar e educar para a igualdade
No dia 14 de fevereiro, as turmas F e G do 12º ano de Humanidades participaram numa sessão de esclarecimento sobre a Violência no Namoro, realizada no anfiteatro da nossa escola e apresentada pelo agente Rui Silva da Escola Segura. Esta atividade, organizada pela professora Eva Freitas, insere-se no âmbito do projeto de Educação Sexual e contou também com a participação do professor António Leite.
Procurou-se consciencializar e alertar os jovens para a ocorrência de alguns comportamentos abusivos nas relações de intimidade e identificar formas de violência no namoro. Os participantes foram alertados para a necessidade de se compreender a verdadeira dimensão da violência no namoro e a sua prevalência na vida adulta.
Ainda no âmbito desta atividade, os alunos produziram e divulgaram junto da comunidade educativa, materiais de informação, prevenção e sensibilização para esta problemática, na forma de cartazes, vídeos e inquéritos.
Participaram também os alunos que integram a Sala de Intervenção Específica A1.0.3: João Costa, João Márcio Silva, Mafalda Coelho, Ariana Silva, Mariana Martins e Ana Margarida Silva acompanhadas pelas professoras Ana Pinto e Paula Vasconcelos
Com este projeto, denominado “TU DECIDES”, os alunos pretenderam dar um pequeno contributo para as mudanças de comportamentos e de mentalidades, lembrando que no NAMORO SÓ BATE O CORAÇÃO !
mundo: Rússia condena jornalista a seis anos de prisão por criticar guerra na Ucrânia
A jornalista Maria Ponomarenko foi considerada culpada de "difusão de informações falsas" sobre o Exército, anunciaram as autoridades judiciais russas.



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