Os talibãs, no poder no Afeganistão, estão a “restringir sistematicamente o acesso de mulheres e raparigas à saúde”, denunciou (esta sexta-feira) perante a ONU o relator especial sobre a situação dos direitos humanos naquele país.
Ao apresentar o seu mais recente relatório perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, Richard Bennett sublinhou que “o Afeganistão enfrenta uma crise de saúde cada vez mais grave, impulsionada pelos contínuos ataques dos talibãs aos direitos das mulheres e raparigas, e por uma queda acentuada no financiamento internacional”. Apontando que os talibãs impõem “políticas opressivas de género, incluindo limites à liberdade de movimento, ao direito ao trabalho, à educação médica e à imposição da segregação de género nas instalações de saúde“, o especialista da ONU salientou que “estas políticas não são medidas isoladas”, mas formam antes “um sistema institucionalizado de discriminação de género que nega às mulheres e meninas autonomia sobre seus próprios corpos, saúde e futuro”.
De acordo com Bennett, estas políticas opressivas “fornecem mais evidências de que os talibãs está a cometer crimes contra a humanidade”.
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