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17/03/2020

Imagine

"Imagine um mundo em que quase um terço das emissões de CO2 lançadas diariamente para a atmosfera desapareceu de um dia para o outro: os céus da China limpos da queima insaciável de combustíveis fósseis, a que se junta a redução acrescentada pela queda brutal das viagens de avião e da circulação dos imensos paquetes de passageiros, outrora um sinal de festa e hoje a nova praga das cidades costeiras. 

Imagine Veneza, Florença, Paris, São Petersburgo, Istambul desertas de multidões de chineses, coreanos, russos; museus onde se pode entrar e percorrer as salas: cafés onde se pode estar sentado; praças para onde se pode olhar. 

Imagine uma quantidade de gente com mais tempo para si, para a família, para os amigos, com menos pressa para tudo. 

Imagine gente a trabalhar a partir de casa, produzindo o mesmo e gerindo o seu próprio tempo de trabalho, gastando menos, poluindo menos, aliviando o trânsito. 

Imagine que de repente desapareceu a febre do consumismo supérfluo e que as pessoas se põem a pensar nas coisas que são verdadeiramente importantes. 

Imagine que um medo e uma apreensão global faz com que a necessidade de se andar informado faça as pessoas afastarem-se dos pântanos de intrigas e mentiras das redes sociais e regressem à informação de referência, onde está o serviço público de que necessitam. 

E imagine que, apesar do medo e da apreensão, porque somos seres humanos, somos desafiados a enfrentá-lo, a resistir-lhe e a combatê-lo, contra o egoísmo, o alarmismo e a irracionalidade alarve das massas, e a portarmo-nos como seres humanos. 

Isto, esta utopia, está a acontecer agora. Sob os nossos olhos e graças ao coronavírus. A forma como nos comportarmos vai ser tão importante, em termos de reflexão, como vai ser, em termos científicos, a forma como o vírus for vencido. Mas, até lá, esta pausa, esta suspensão do mundo tal como o conhecemos, já é um excelente tema de reflexão.

Claro que não é sequer pensável suster o mundo, como agora está forçadamente, de forma permanente. A mudança teria de ser feita de forma gradual, global e planeada. Mas também não é possível continuar a assentar um futuro sustentável numa fórmula que se traduz em mais, mais e sempre mais, de tudo: mais população, mais queima de resíduos fósseis, mais emissões poluentes, mais contaminação dos oceanos, mais desflorestação, mais incêndios, mais aviões nos céus, mais turismo de massas, mais agricultura intensiva, mais cidades megalómanas. 

Sabemos que temos de viver de outra maneira, mas não queremos ou não acreditamos que seja possível. E porque não o será?" 

Miguel Sousa Tavares

comunicado de 13 de março de 2020


Como é do conhecimento público, por decisão governamental, foram suspensas todas as atividades com alunos nas escolas, de 16 de março a 13 de abril.

Contudo, é importante salientar que a eficácia desta medida só será largamente alcançada, se as
famílias cumprirem estritamente as regras de higiene (já amplamente divulgadas por vários meios, nomeadamente no nosso Plano de Contingência), de distanciamento social e, sobretudo, se for evitada a deslocação a locais com elevada concentração de pessoas.
Assim, recomenda-se fortemente que haja contenção na participação dos alunos em atividades, iniciativas e deslocações que potenciem o contágio.
Por forma a manter-se a identificação das cadeias de contágio, devem os encarregados de educação sinalizar junto da escola situações de suspeição ou contágio que ocorram após o início desta
suspensão. Para tal, podem utilizar o seguinte endereço eletrónico - direcao@aescas.net ou os seguintes números de telefone - 229716167/229712570.



Águas Santas, 13 de março de 2020
O Diretor,
Manuel Carneiro Ferreira

13/03/2020

votos de muita saúde e de muito sentido de responsabilidade

        A ordem para o encerramento das escolas chegou. Porém, foi necessário o empurrão do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças.


  
   “Nesta incerteza, temos sempre de nos preparar para o pior cenário, desejando que aconteça o melhor”, afirmou António Costa

    “Esta é uma luta pela nossa sobrevivência e pela protecção da saúde dos portugueses”, sublinhou.

     Embora o Conselho Nacional de Saúde Pública tenha rejeitado o fecho das escolas, António Costa lembrou que “hoje mesmo, o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças emitiu um parecer onde inequivocamente recomenda a todos os Estados-membros [da União Europeia] o encerramento imediato de todos os estabelecimentos de ensino e em todos os graus de ensino”.

   “Não havendo consolidação daquele que é o entendimento técnico nesta matéria, manda o princípio da prudência que determinemos, desde já, e com efeitos a partir de segunda-feira, a suspensão de todas as actividades lectivas presenciais até à Páscoa”, anunciou António Costa, avançando que a medida será reavaliada a 9 de Abril, altura em que se determinará “o que fazer relativamente ao terceiro período” lectivo.

     António Costa advertiu, porém, que “Portugal ainda não atingiu o pico” desta pandemia, encontrando-se actualmente “em fase de evolução”, “de modo que é muito provável” que, nas próximas semanas, “mais doentes venham a ser contaminados, porventura com mais graves consequências para a sua saúde e para a sua própria vida.” (excertos do discurso de António Costa @ PÚBLICO. As palavras em negrito são da responsabilidade do CRESCER)

       Pense em si. Pense nos seus. Pense nos outros. Só assim podemos vencer esta batalha. Seja responsável.
        

as 30 medidas do Governo para conter o novo coronavírus

O Governo decidiu um conjunto de medidas devido à pandemia Covid-19, entre as quais a suspensão de aulas presenciais nas escolas de todos os graus de ensino, já a partir de segunda-feira, anunciou o primeiro-ministro, numa declaração ao país.
SAÚDE
1. Regime excecional em matéria de recursos humanos, que contempla: suspensão de limites de trabalho extraordinário, simplificação da contratação de trabalhadores, mobilidade de trabalhadores, contratação de médicos aposentados sem sujeição aos limites de idade.
2. Regime de prevenção para profissionais do setor da saúde diretamente envolvidos no diagnóstico e resposta laboratorial especializada.
3. Regime excecional para aquisição de serviços por parte de órgãos, organismos, serviços e entidades do Ministério da Saúde.
4. Regime excecional de composição das juntas médicas de avaliação das incapacidades das pessoas com deficiência.
EDUCAÇÃO
5. Estabelecimentos de ensino (escolas, universidades, creches, ATL): suspensão de todas as atividades escolares (letivas e não letivas) presenciais, a partir de segunda-feira e pelo período de duas semanas e reavaliação a 9 de abril quanto ao 3.º período.
SERVIÇOS SOCIAIS
6. Lares: suspensão de visitas a lares em todo o território nacional.
7. Restaurantes e bares: redução da lotação máxima em 1/3.
8. Discotecas e similares: encerramento.
9. Centros comerciais, supermercados, ginásios e serviços de atendimento ao público: limitações de frequência para assegurar possibilidade de manter distanciamento social.
ESTABELECIMENTOS
7. Restaurantes e bares: redução da lotação máxima em 1/3.
8. Discotecas e similares: encerramento.
9. Centros comerciais, supermercados, ginásios e serviços de atendimento ao público: limitações de frequência para assegurar possibilidade de manter distanciamento social.
TRABALHADORES
10. Atribuição de faltas justificadas para os trabalhadores que tenham de ficar em casa a acompanhar os filhos até 12 anos, por força da suspensão das atividades escolares presenciais (e não possam recorrer ao teletrabalho).
Apoio financeiro excecional aos trabalhadores por conta de outrem antes referidos, no valor de 66% da remuneração-base (33% a cargo do empregador, 33% a cargo da Segurança Social). Mais pormenores, aqui.
Apoio financeiro excecional aos trabalhadores independentes antes referidos, no valor de 1/3 da remuneração média. No entanto, estão mais desprotegidos em caso de ficarem doentes.
11. Apoio extraordinário à redução da atividade económica de trabalhador independente e diferimento do pagamento de contribuições.
12. Criação de um apoio extraordinário de formação profissional, no valor de 50% da remuneração do trabalhador até ao limite do salário mínimo nacional, acrescida do custo da formação, para as situações dos trabalhadores sem ocupação em atividades produtivas por períodos consideráveis.
13. Garantia de proteção social dos formandos e formadores no decurso das ações de formação, bem como dos beneficiários ocupados em políticas ativas de emprego que se encontrem impedidos de frequentar ações de formação.
14. Situação de isolamento profilático de 14 dias equiparado a doença para efeitos de medidas de proteção social. Valor do subsídio corresponde a 100% da remuneração e sem sujeição a período de espera.
15. Atribuição de subsídio de doença não está sujeita a período de espera (de 3 e 10 dias).
EMPRESAS
16. Linha de crédito de apoio à tesouraria das empresas de 200 milhões de euros.
17. Linha de crédito para microempresas do setor turístico no valor de 60 milhões de euros.
18. 'Lay off' simplificado: Apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho em empresa em situação de crise empresarial, no valor de 2/3 da remuneração, assegurando a Segurança Social o pagamento de 70% desse valor, sendo o remanescente suportado pela entidade empregadora.
Bolsa de formação do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Promoção, no âmbito contributivo, de um regime excecional e temporário de isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social durante o período de 'lay off' por parte de entidades empregadoras.
19. Medidas de aceleração de pagamentos às empresas pela administração pública.
20. PT 2020: pagamento de incentivos no prazo de 30 dias; prorrogação do prazo de reembolso de créditos concedidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional ou do PT 2020; elegibilidade de despesas suportadas com eventos internacionais anulados;
21. Incentivo financeiro extraordinário para assegurar a fase de normalização da atividade (até um salário mínimo por trabalhador).
22. Reforço da capacidade de resposta do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação e do Turismo de Portugal na assistência ao impacto causado pela Covid-19.
23. Prorrogação de prazos de pagamentos de impostos e outras obrigações declarativas.
PROTEÇÃO CIVIL
24. Ministério da Administração Interna e Ministério da Saúde vão declarar o estado de alerta em todo o país, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.
25. Aplicação de um regime excecional de dispensa de serviço para os bombeiros voluntários chamados a reforçar o socorro no âmbito da Covid-19.
26. Criação de uma reserva nacional de equipamentos de proteção individual para a emergência médica, destinados a corpos de bombeiros.
PORTOS
27. Proibição do desembarque de passageiros de navios cruzeiros.
JUSTIÇA
28. Regime excecional de suspensão de prazos, justo impedimento, justificação de faltas e adiamento de diligências.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
29. Regime excecional de contratação pública, autorização de despesa e autorização administrativa para resposta à epidemia SARS-CoV-2.
30. Atendibilidade de documentos expirados apresentados perante autoridades públicas.

Contos premiados do Concurso da Biblioteca "Vamos imaginar"

BIBLIO@ESC@S

No cumprimento do regulamento do concurso literário e artístico "Vamos imaginar" (1.ª fase), a Biblioteca divulga os contos premiados nas categorias de 2.º e 3.º ciclos.
Leiam e divirtam-se. (aqui)

a “SEMANA DA LEITURA” já começou na Escola Básica de Moutidos






       Na Biblioteca da Escola, começou dia nove deste mês a atividade “EU LEIO PARA OS MEUS COLEGAS”.
            Os alunos das duas turmas do 4º ano vão ler para os colegas do 1º e 2º anos.
Assim, de uma forma altruísta os alunos mais velhos proporcionam aos colegas mais novos momentos de entretenimento e aprendizagem.
Três alunas do 4º B leram o conto “Os ovos misteriosos” de Luísa Ducla Soares, para os alunos do 1º ano.

            A partilha enriquece todos os que nela participam!



                                                                                                                    cortesia de Olga Dias (texto e fotos)

na renascida escola básica de Moutidos, os bons momentos continuam a acontecer!


          

Estamos a falar do espaço “sala das artes”, onde estão todos os materiais  ligados às diferentes formas artísticas para serem usados pelas várias turmas.


Aqui vemos a turma do 3º B a decorarem vasos  destinados à atividade “Florescer Águas Santas”.

            Com tudo a florir é mais fácil SORRIR!


cortesia de Olga Dias (texto e fotos)

12/03/2020

escolas encerradas a partir de segunda-feira

Encerramento entra em vigor na segunda-feira.
     As escolas de todos os graus de ensino vão suspender todas as atividades letivas presenciais a partir de segunda-feira devido ao surto de Covid-19, anunciou esta noite o primeiro-ministro, António Costa, numa declaração ao país.
     Esta medida, temporária, vigora até ao fim do período letivo, antes das férias da Páscoa, e será reavaliada a 9 de abril.
     A medida vai atingir mais de dois milhões de alunos. Só no ensino pré-escolar estão inscritas cerca de 240 mil crianças, no ensino básico e secundário são quase 1,4 milhões e nas instituições de ensino superior perto de 373 mil alunos. A estes juntam-se ainda as crianças das creches.
    O primeiro-ministro falou na hipótese de os alunos poderem continuar a aprender à distância durante o período de isolamento.
      No que diz respeito aos pais que tenham de ficar com os filhos em casa, António Costa explicou que será criado "um mecanismo especial que assegure remuneração parcial em conjunto com as entidades patronais de forma a minorar o impacto negativo no rendimento das famílias”. @ SICNotícias

    Cuidem-se. É o dever de cada um.

     O CRESCER partilha uma crónica de Bárbara Wong, pelo sentido pertinente e atual das suas palavras.  
          

    Meninos, isto não são umas férias 

         “Medidas de contenção” não incluem combinar uma saída com os amigos, uma ida à praia, ao cinema ou a um concerto. de Bárbara Wong



           Segunda-feira à noite: a Universidade de Lisboa envia um comunicado à comunidade escolar, informando que as aulas presenciais estão suspensas. Terça-feira à noite: o jardim do Arco do Cego, perto do Instituto Superior Técnico, está cheio dos habituais convivas que partilham cervejas e gargalhadas. Quarta-feira de manhã: as praias da linha de Cascais estão cheias de jovens, muitos estudantes universitários, das diversas escolas pertencentes à Universidade de Lisboa, já que as outras instituições da capital (ISCTE e Nova) ainda não se decidiram pelo cancelamento das aulas.
          Meninos — embora adultos têm de ser assim tratados dado o nível de irresponsabilidade —, a suspensão das aulas presenciais não é sinónimo de férias, mas de contenção, de cuidado. Afinal, o coronavírus não anda apenas pelos corredores da faculdade ou dentro da sala daquele professor mais palavroso, pode apanhar-se em qualquer sítio. Por isso, também não vale tentar combinar fazer os trabalhos de grupo na esplanada, por alguma razão a biblioteca da escola foi encerrada. O problema é que este é um vírus diferente porque, durante o seu período de incubação, ou seja, quase duas semanas sem sintomas, podemos transmiti-lo a outras pessoas.
          E se não querem levar um raspanete, ao menos, leiam as parangonas, vejam as imagens que chegam de Itália. Também muitos italianos decidiram que a covid-19 era uma óptima oportunidade para ir às compras, passear, pôr as conversas em dia e agora é ver as cidades completamente vazias, com gente confinada às suas casas, sem poder sair, com medo do vírus contagioso. É disso que se trata, de um vírus contagioso. Segundo o professor Manuel Carmo Gomes: “A teoria matemática da epidemiologia de doenças transmissíveis prevê que um vírus com as características daquele que provoca covid-19 tem potencial para infectar pelo menos 80% da população mundial (!). A velocidade com que o fará depende de nós e das medidas de contenção que adoptarmos.”
          Portanto, “medidas de contenção” não incluem combinar uma saída com os amigos, uma ida à praia, ao cinema ou a um concerto — aliás, a maior parte das salas de teatro e museus estão fechados e os concertos estão a ser adiados. E não é para vos aborrecer, é mesmo porque é necessário. O “distanciamento social” de que fala o Governo não é porque, de repente, ficamos pudicos ou moralistas, mas porque se transmite nos beijos e “dá cá mais cinco” — daí a importância de lavar as mãos, por exemplo. Isto é uma pandemia, não é uma brincadeira.
          E o mesmo se recomenda às mães que, nos grupos de WhatsApp ou de Facebook, estão a combinar saídas com os filhos. Não é porque os grupos de risco são sobretudo os da faixa etária dos avós, que os filhos (ou as próprias) estão imunes ao vírus. As crianças, com menos de dez anos, “têm o mesmo risco de serem infectadas do que o resto da população e a razão por que não se têm observado surtos nas escolas deve-se apenas a que as crianças tendem a ter sintomas suaves”, diz Manuel Carmo Gomes no mesmo artigo. E ainda não se sabe até que ponto os mais novos são transmissores do vírus, entre eles e deles para os familiares. @ PÚBLICO opinião

    (As palavras em negrito são da responsabilidade do CRESCER.)

    "Alarme social" justifica fecho das escolas, defendem diretores

       
        Ninguém questiona a validade científica da posição do Conselho Nacional de Saúde Pública (CNSP), que na quarta-feira afastou um cenário de encerramento generalizado dos estabelecimentos de ensino por causa do surto de covid-19. No entanto, o “alarme social” que a doença está a provocar nas comunidades educativas justifica o fecho das escolas, defendem os presidentes das duas associações de directores.
          “Neste momento há dois tipos de pandemia”, ilustra o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira: “Há uma que é vírica e outra que é provocada pelo medo”. O cenário nas escolas é de “grande angústia e ansiedade” entre professores, pais e funcionários, confirma Filinto Lima, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep). Os próprios alunos “já não rendem como é normal em função de toda esta situação”.
       A ANDE tinha sugerido, no início desta semana, que as férias de Páscoa fossem antecipadas em duas semanas, reorganizando o calendário escolar de modo a permitir o encerramento imediato das escolas. A medida tinha, por exemplo, o apoio da Confederação Nacional das Associações de Pais.
          Por isso, a posição do CNSP, que defende que o encerramento de escolas só se justifica se houver uma indicação expressa nesse sentido por parte das autoridades de saúde, cai “como um balde de água fria” nas escolas. “Ao longo do dia toda a gente esperava que as escolas fossem encerradas”, conta Lima.
         Manuel Pereira, que preside à ANDE, continua a acreditar que essa é a melhor solução para responder ao problema que as escolas enfrentam, neste momento, por causa do novo coronavírus. Para a defender, partilha uma mensagem recebida de um colega director de uma escola italiana, país a braços com o maior foco de doença em território europeu: “Em Itália, o Governo cometeu o mesmo erro que o Governo português está a cometer: ganhar tempo para ver a evolução dos eventos. Mas é preciso actuar de imediato e tomar medidas drásticas”.
        “Situações excepcionais exigem medidas excepcionais”, acrescenta Pereira. Nenhum dos presidentes das associações de directores de escolas públicas põe em causa que a decisão do CNSP faça sentido “do ponto de vista da saúde pública”, mas consideram que o Governo deve, no Conselho de Ministros de hoje, reavaliar a situação. O “alarme social” que a doença está a provocar junto das famílias, dos estudantes e também de professores e funcionários justifica o encerramento de escolas, entende Filinto Lima, dirigente da Andaep. @ PÚBLICO    

    surto de COVID-19 é uma pandemia

    A Organização Mundial de Saúde declarou o surto de COVID-19 como pandemia, um anúncio que já era esperado há alguns dias. Isto significa que o vírus não conseguiu ser contido e que se espalhou por todo o Mundo.

    Na segunda-feira (9 de março), a OMS tinha rejeitado elevar o Coronavírus a pandemia, mas hoje foi finalmente tomada a decisão de dar o anúncio: foram detetados casos de Covid-19 em, pelo menos 108 países, de todos os continentes. Este é um dos critérios para que um surto atinja este nível.
    O aumento dos casos em Itália, no Irão e na Coreia do Sul tinham sido considerados «preocupantes» por Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, na passada segunda-feira, mas manteve-se o alerta da emergência mundial, embora o mesmo tivesse assumido que havia um «potencial pandémico».
    A última vez que tinha sido declarada uma pandemia foi em 2009, durante o surto de gripe A. O termo é aplicado quando a OMS verifica que um vírus não consegue ser contido (aparece em vários pontos do mundo, ao mesmo tempo) e é transmitido de pessoa para pessoa de forma eficaz e continuada. (daqui)

    11/03/2020

    IV Feira de troca de livros e filmes

    É sempre um sucesso esta feira promovida pelo grupo de Português da escola e dinamizada pela professora Helena Borges. A ideia é simples: deixe um livro e troque por outro. Ou deixe um filme e troque por outro filme.
    É fantástico! Não há moedas, nem notas. Só troca por troca.
    Aqui fica um registo fotográfico feito pela nossa repórter Luana Rodrigues.







    10/03/2020

    PLANO DE CONTINGÊNCIA - versão atualizada



    AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ÁGUAS SANTAS


    Escola Básica e Secundária de Águas Santas
             Plano de Contingência/Versão Atualizada 
    Prevenção e Controlo de Infeção por Novo Corona Vírus

    1. Enquadramento

    Os coronavírus são um grupo de vírus que podem causar infeções, do qual faz parte o COVID-19. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser semelhantes a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

    Transmissão da Infeção

    Considera-se que o COVID-19 pode transmitir-se:
    Por gotículas respiratórias (partículas superiores a 5 micra); Pelo contacto direto com secreções infeciosas;
    Por aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem (inferiores a 1 mícron).

    A transmissão de pessoa para pessoa foi confirmada e julga-se que esta ocorre durante uma exposição próxima a pessoa com COVID-19, através da disseminação de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, as quais podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz ou olhos de pessoas que estão próximas e ainda através do contacto das mãos com uma superfície ou objeto com o novo coronavírus e, em seguida, o contacto com as mucosas oral, nasal ou ocular (boca, nariz ou olhos).

    Período de Incubação

    O período de incubação (até ao aparecimento de sintomas) situa-se entre 2 a 12 dias, segundo as últimas informações publicadas pelas Autoridades de Saúde. Como medida de precaução, a vigilância ativa dos contactos próximos decorre durante 14 dias desde a data da última exposição a caso confirmado.
    As medidas preventivas no âmbito do COVID-19 têm em conta as vias de transmissão direta (via aérea e por contacto) e as vias de transmissão indireta (superfícies/objetos contaminados).

    Principais Sintomas

    Os sintomas são semelhantes a uma gripe, como por exemplo:
      febre
      tosse
      falta de ar (dificuldade respiratória)
      cansaço

    2.    Plano de Contingência

    Na atual situação relacionada com o COVID-19, as Autoridades de Saúde Nacionais determinam, a todos os serviços ou estabelecimentos, a elaboração de planos de contingência que minimizem o risco de contágio e permitam o bom funcionamento das atividades essenciais.

    Assim, este plano centra-se nas questões operacionais a acautelar, de forma a proteger a saúde dos alunos, docentes, trabalhadores não docentes e visitantes, assegurando a continuidade da atividade.

    Identificação dos efeitos
    Tratando-se de um agrupamento de escolas com uma população escolar superior a três mil alunos e com um número de pessoal docente e não docente superior a trezentos trabalhadores, prevemos que a ausência ao trabalho/às aulas de um número significativo de alunos/trabalhadores poderá perturbar/impedir o normal funcionamento dos diversos setores dos estabelecimentos de ensino que compõem o Agrupamento de Escolas de Águas Santas.
    Assim, se tal se justificar, será equacionada a necessidade de:
    -reduzir ou suspender o período de atendimento ao público,
    -suspender eventos ou iniciativas públicas,
    -suspender atividades de formação presencial,
    -suspender o funcionamento de bares, cantinas, refeitórios e outros espaços comuns. 

    Preparação para fazer face a um possível caso de infeção  por COVID 19 Coordenação e Planeamento

    Coordenador e Equipa de Apoio
    Coordenador -Diretor Manuel Carneiro Ferreira e em sua substituição, em caso de impedimento, a Subdiretora Maria Manuela Barbosa


    Escola/Estabelecimento

    Equipa de Apoio (docente)

    Equipa de Apoio (não docente)
    Escola Básica e Secundária de Águas Santas
    Carlos Cardoso
    Rosa Manuela Martins
    EB1/JI de Moutidos
    Maria José Ribeiro
    Armanda Amorim
    EB1 Gandra
    Ana Rodrigues
    Júlia Pinheiro
    EB1 Corim
    Alice Pinto
    Olinda Brazão
    EB1 Pícua
    Gabriela Campos
    António Gonçalves

    Medidas já tomadas:

    .Criação (com a colaboração dos alunos do Curso Profissional de Auxiliar de Saúde) de placards informativos com toda a informação disponível e atualizada;

    .Divulgação de informação através do jornal Crescer e do blogue He &She;

    .Criação de áreas de “isolamento” (uma por estabelecimento) para fazer face a um possível caso de infeção, tendo em consideração as orientações da DGS. O encaminhamento de um aluno ou trabalhador para a área de “isolamento” visa impedir que outros possam ser expostos e infetados e tem como principal objetivo evitar a propagação da doença, pelo que o percurso escolhido até lá chegar deve evitar os espaços com maior concentração de pessoas;

    .Aferição de procedimentos com as coordenadoras de estabelecimento;

    .(In) formação de trabalhadores relativos aos procedimentos a adotar em relação à higiene e limpeza;

    .Divulgação do presente plano junto de toda a comunidade educativa;

    .Divulgação da definição de caso suspeito, conforme orientações da DGS.

     .Caso Suspeito

     De acordo com a DGS, define-se como caso suspeito quem apresente como critérios clínicos infeção respiratória aguda (febre ou tosse ou dificuldade respiratória), associados a critérios epidemiológicos.



     Procedimentos a adotar em caso suspeito

    Quem apresente critérios compatíveis com a definição de caso suspeito ou com sinais e sintomas de COVID-19, deve informar a direção da escola, preferencialmente por via telefónica.

    Caso se encontre na escola, deve ser encaminhado para a área de “isolamento”, já referida neste plano de contingência. Os alunos serão acompanhados por um adulto (assistente operacional ou docente).
    Já na área de “isolamento” deve ser contactada a linha SNS 24 (808 24 24 24).

    Quem acompanhe o aluno, docente ou trabalhador não docente, deve cumprir as precauções básicas de controlo de infeção, quanto à higiene das mãos.

    Após avaliação, o SNS 24:
    ·    define os procedimentos adequados à situação clínica se não se tratar de caso suspeito de COVID-19;
    ·     contacta a Linha de Apoio ao Médico (LAM), da DGS, para validação da suspeição, se se tratar de caso suspeito de COVID-19

    Desta validação o resultado poderá ser:
    1.    Caso Suspeito Não Validado: este fica encerrado para COVID-19. O SNS24 define os procedimentos habituais e adequados à situação clínica do aluno, docente ou trabalhador não docente.
    2.    Caso Suspeito Validado: a DGS ativa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e Autoridade de Saúde Regional, iniciando-se a investigação epidemiológica e a gestão de contactos.

    O Diretor do agrupamento informa de imediato o delegado regional de educação da respetiva área de circunscrição sobre a existência do caso suspeito validado.
    Contacto ACES Maia/Valongo
    Av. Visconde Barreiros 4470-151 Maia Maria Helena Reis Marques Teixeira
    T- 229490584

    Na situação de caso confirmado:

    A escola deve:
    -  Providenciar a limpeza e desinfeção (descontaminação) da área de “isolamento”;
    -  Reforçar a limpeza e desinfeção, principalmente nas superfícies frequentemente manuseadas e mais utilizadas pelo doente confirmado, com maior probabilidade de estarem contaminadas;
    -  Dar especial atenção à limpeza e desinfeção do local onde se encontrava o doente confirmado (incluindo materiais e equipamentos utilizados por este);
    -   Armazenar os resíduos do caso confirmado em saco de plástico (com espessura de 50 ou 70 mícron) que, após ser fechado (ex. com abraçadeira), deve ser segregado e enviado para operador licenciado para a gestão de resíduos hospitalares com risco biológico.

    Procedimentos de vigilância de contactos próximos

    Considera-se “contacto próximo” quem não apresenta sintomas no momento, mas que teve ou pode ter tido contacto próximo com um caso confirmado de COVID-19.
    O contacto próximo com caso confirmado de COVID-19 pode ser de:

     1.  “Alto risco de exposição”:
    -  Quem partilhou os mesmos espaços (sala, gabinete, secção, zona até 2 metros) do caso;
    -  Quem esteve face-a-face com o caso confirmado ou em espaço fechado com o mesmo;
    -  Quem partilhou com o caso confirmado loiça (pratos, copos, talheres), toalhas ou outros objetos ou equipamentos que possam estar contaminados com expetoração, sangue, gotículas respiratórias.

     2.  “Baixo risco de exposição” (casual), é definido como:

    -  Quem teve contacto esporádico (momentâneo) com o caso confirmado (ex. em movimento/circulação durante o qual houve exposição a gotículas/secreções respiratórias através de conversa face-a-face superior a 15 minutos, tosse ou espirro);
    -  Quem prestou assistência ao caso confirmado, desde que tenha seguido as medidas de prevenção (ex. utilização adequada de meios de contenção respiratória; etiqueta respiratória; higiene das mãos).
    Como medida de precaução, a vigilância ativa dos contactos próximos decorre durante 14 dias desde a data da última exposição a caso confirmado.  

    Divulgação de medidas de prevenção diária

    Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos;

    Reforçar a lavagem das mãos antes e após as refeições, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos estejam sujas;
      Usar lenços de papel (de utilização única) para se assoar;
      Deitar os lenços usados num caixote do lixo e lavar as mãos de seguida;
      Tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos;
    .  Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias;

    Procedimentos preventivos
    Regresso de deslocações ao estrangeiro
    Os docentes, alunos e demais acompanhantes que tenham regressado ou que tenham estado em contacto próximo e direto com quem tenha regressado de país ou zona de risco para a infeção pelo COVID-19, identificados pela DGS, devem, nos 14 dias subsequentes, monitorizar o seu estado de saúde, medindo a temperatura corporal duas vezes ao dia, registando os valores e estar atentos a tosse ou a dificuldades respiratórias. Devem ainda evitar cumprimentos sociais com contacto físico.

    Quaisquer alterações ao estado de saúde devem ser comunicadas de imediato à linha SNS 24 (808 24 24 24) que analisará o risco em concreto e dará as devidas recomendações/orientações.


    Águas Santas, 10 de março de 2020

             O Diretor,
    Manuel Carneiro Ferreira