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10/10/2023

sorria e conserve: "Comedy Wildlife Photo Awards 2023"

O concurso das fotografias mais cómicas de animais selvagens Comedy Wildlife Photo Awards 2023 já tem os seus finalistas. São 41 fotos individuais e três conjuntos de sequências que celebram o humor da vida selvagem ao mesmo tempo que lançam o apelo à sua conservação.
  
     E porque a vida também é feita de humor                           The Happy Turtle     

Mona Lisa smile
                                                                           
Otter ballerina

                                                                                  

 Angry bird
                                                                                                        
 Boing
                                                                                                                   
 Cheeky Baboon
                                                                                                                       
The rainforest dandy
                                                                                                        
São os primeiros candidatos do concurso Comedy Wildlife Photo Awards 2023 que provocam de certeza um sorriso ou uma gargalhada. 
O concurso Comedy Wildlife Photo Awards realiza-se todos os anos desde 2015 e é organizado pelos fotógrafos profissionais e ambientalistas Paul Joynson-Hicks e Tom Sullam.
Além de mostrar um lado engraçado da vida dos animais e de nos fazer rir, o concurso tem também como objetivo passar a mensagem extremamente importante da necessidade da conservação da vida selvagem, em parceria com a ONG Whitley Fund for Nature (WFN).  Fonte: Sic Notícias

atualidade: há um subsídio para si se o seu filho está doente e tem de faltar ao trabalho

Precisa de faltar ao trabalho para ficar a tomar conta do seu filho que está doente, mas tem receio de perder rendimentos? A Segurança Social disponibiliza um apoio, pago em dinheiro, para compensar os pais perante estas situações. Neste artigo, explicamos-lhe como pedir e obter o subsídio para assistência a filho.

O que é o subsídio para assistência a filho?

Conforme consta no Guia Prático – Subsídio para Assistência a Filho, disponibilizado pela Segurança Social, o subsídio de assistência a filho “é um apoio em dinheiro dado às pessoas que têm que faltar ao trabalho para prestar assistência urgente e necessária aos filhos (biológicos, adotados ou do seu cônjuge), em caso de doença ou acidente. Aplica-se a filhos menores ou maiores. Sendo maiores têm que fazer parte do agregado familiar do beneficiário. Aplica-se também aos filhos que, independentemente da idade, sejam deficientes ou doentes crónicos.”

Desta forma, se precisar de ficar em casa para tomar conta do seu filho porque este ficou doente ou teve um acidente, não deixa de receber uma remuneração e as faltas ao trabalho são justificadas.

No entanto, conforme estipulado no artigo 19º do Decreto-Lei nº 91/2009, existe um limite máximo de dias que cada progenitor pode tirar, a receber o subsídio de assistência a filho. Tenha ainda em atenção que este direito não pode ser usado simultaneamente pelo pai e pela mãe:

·    Até 30 dias por ano civil, seguidos ou interpolados, ou durante todo o período de eventual hospitalização, se o seu filho tiver menos de 12 anos ou se tiver deficiência ou doença crónica sem limite de idade;

·         Até 15 dias por ano civil, seguidos ou não, se o filho tiver mais de 12 anos.

Tome nota:

Por cada filho além do primeiro acresce um dia aos períodos de faltas referidos, com direito ao correspondente subsídio da Segurança Social.

Quem tem direito à baixa por assistência a filho?

Conforme mencionado no Guia Prático da Segurança Social, têm direito ao subsídio de assistência a filho:

·    “Trabalhadores por conta de outrem (a contrato) a descontarem para a Segurança Social, incluindo os trabalhadores do serviço doméstico e trabalhadores no domicílio;

·      Trabalhadores independentes (a recibos verdes ou empresários em nome individual);

·      Beneficiários do Seguro Social Voluntário que:

o    Trabalhem em navios de empresas estrangeiras ou

o    Sejam bolseiros de investigação;

·    Quem estiver a receber Pensão de Invalidez Relativa, Pensão de Velhice ou Pensão de Sobrevivência e a trabalhar e a fazer descontos para a Segurança Social;

·    Trabalhadores na pré-reforma, em situação de redução de prestação de trabalho.”

Quem está em situação de pré-reforma com suspensão total de atividade, a receber prestações de desemprego, ou quem é pensionista de invalidez, velhice ou sobrevivência que não trabalhe nem esteja a descontar para a Segurança Social, não tem direito a este apoio. Estão também excluídos os trabalhadores em regime de contrato de trabalho de muito curta duração.

Quais os requisitos necessários?

Enquanto progenitor, para poder beneficiar do subsídio de assistência a filho tem de cumprir os seguintes requisitos:

·         Pedir o subsídio nos seis meses a contar do dia em que deixou de trabalhar para ficar a cuidar do seu filho;

·         Ter a situação contributiva perante a Segurança Social regularizada;

·         Cumprir o prazo de garantia;

·         O outro progenitor tem de estar a trabalhar e não pode pedir o subsídio pelo mesmo motivo ou tem de estar impossibilitado de prestar a assistência a família.

Se a criança ou jovem que beneficiar da assistência a família for maior de idade, tem de fazer parte do agregado familiar.

Qual é o prazo de garantia?

Para poder beneficiar deste apoio, no dia em que inicia o período de faltas tem de ter trabalhado e descontado durante seis meses, seguidos ou não, para a Segurança Social ou outro sistema de proteção social, nacional ou estrangeiro (desde que não se sobreponham) e que assegure o subsídio nestes casos.

O mês em que inicia a licença também é contabilizado no prazo de garantia, caso necessário, desde que tenha descontado pelo menos um dia nesse mesmo mês.

Como pedir a baixa por assistência a filho?

O pedido do subsídio para assistência a filho pode ser efetuado online, no Portal da Segurança Social, através do preenchimento do formulário e entrega da documentação digitalizada. Se preferir, pode pedi-lo presencialmente nos serviços de atendimento da Segurança Social ou por correio, para o Centro Distrital da sua área de residência.

Formulários e documentos necessários

Para pedir o subsídio de assistência a filho necessita de preencher e entregar, na Segurança Social, os seguintes formulários:

·      Requerimento de subsídio por assistência a filhos (Modelo RP5052–DGSS);

·      Requerimento das prestações compensatórias de subsídio de Natal e férias (Modelo RP5003-DGSS).

E ainda os documentos abaixo, conforme consta no Guia Prático da Segurança Social:

·   “Certificação médica ou declaração hospitalar comprovativa da doença do filho, com a identificação do filho e do progenitor que presta a assistência, bem como a data do início e fim do período do impedimento para o trabalho;

·    Certificação médica da deficiência quando o filho tem 12 ou mais anos de idade, sendo dispensada se estiver a ser atribuída uma prestação por deficiência;

·   Certificação médica da doença crónica quando o filho tem 12 ou mais anos de idade, sendo apenas exigível aquando da apresentação do primeiro requerimento;

·    Documento da instituição bancária comprovativo do IBAN (Número Internacional de Conta Bancária), no caso de pretender que o pagamento seja efetuado por depósito em conta bancária e ainda não ter aderido a esta modalidade de pagamento.”

Note que, se o seu filho estiver doente e for emitida uma Certificação Média (CIT) pelo SNS (num centro de saúde ou hospital) que o comprove, essa informação é enviada diretamente para os serviços da Segurança Social, não necessitando de fazer um requerimento.

Quanto se recebe?

O montante diário do subsídio para assistência a filho corresponde a 100% da remuneração de referência líquida (que entrou em vigor a 1 de abril de 2020), com o limite mínimo de 65% da remuneração de referência.

A remuneração de referência é calculada com base no seu vencimento bruto, para determinar um valor a ser pago, por dia, de um determinado subsídio. Este valor corresponde à média de remunerações declaradas à Segurança Social nos primeiros seis meses dos últimos oito meses, sendo excluídos os subsídios de férias e de Natal.

Por sua vez, para calcular a sua remuneração de referência líquida terá de subtrair, ao valor total da sua remuneração de referência, os valores correspondentes à taxa de IRS e à taxa contributiva da Segurança Social que é aplicável a si.

Caso resida nas Regiões Autónomas, o montante do subsídio por assistência a filho é acrescido de 2%.

Como e durante quanto tempo se recebe?

Pode receber o subsídio de assistência a filho até 30 dias por ano (de 1 de janeiro a 31 de dezembro) para filhos biológicos, adotados ou do cônjuge, sendo acrescido um dia por cada filho além do primeiro.

Caso o(s) filho(s) tenha(m) idade superior a 12 anos, o limite de dias, por ano, para receber o subsídio de assistência passa para 15, acrescido de um dia por cada filho além do primeiro.

Pode receber este subsídio através de transferência bancária ou pelo correio, em vale postal, contudo a Segurança Social aconselha optar pela transferência, uma vez que é um método mais seguro, rápido e sem atrasos ou extravios.

Quando termina?

O subsídio de assistência a filho termina definitivamente quando:

·         Deixar de faltar ao trabalho para ficar a tomar conta do filho;

·         Existir fraude;

·         Estiver a trabalhar enquanto receber o subsídio.

Atenção:

Para receber o apoio diretamente na sua conta bancária, deverá inserir o seu IBAN no seu perfil da Segurança Social Direta, ao carregar na opção “Alterar a conta bancária”.  Fonte: Sapo 

saúde: maus hábitos alimentares, sedentarismo, solidão e ansiedade “matam” o cérebro

 Falhas de memória, dificuldade de concentração ou na capacidade para fazer um raciocínio simples, fintam-nos com frequência. Aqui, não é alheio o acelerado estilo de vida moderno. Má “dieta” para o cérebro, carente de novas experiências. Mas há como o estimular.

Atenta à forma como devemos estimular o cérebro, a psicóloga Sandra de Carvalho Martins elaborou um plano de exercícios divertidos e práticos. Sistematizou-os no livro “Um cérebro à prova de cansaço”. Conversámos com a autora e viajámos ao vasto território que é o cérebro humano.

É ávido de novas experiências, curioso, desperto; sempre em aprendizagem, independentemente da idade, o cérebro está em constante mudança e adaptação. Este órgão é um mundo povoado por 86 mil milhões de neurónios e responsável pela intuição, imaginação, ação, escrita, emoção, consciência. Contudo, tendemos a não o exercitar, acomodando-o a tarefas rotineiras e pouco estimulantes.

Preocupada com a saúde do cérebro dos portugueses, a psicóloga Sandra de Carvalho Martins deu aos escaparates o livro “Um cérebro à prova de cansaço” (edição Planeta). Cansaço que é efeito colateral, entre outros, do modo de vida moderno, do stress, de pouco tempo para o lazer e de maus hábitos de sono. Uma má “dieta” para o cérebro que, não raro, traz falhas de memória, dificuldade na concentração ou na habilidade para fazer um raciocínio simples.

Sandra de Carvalho Martins propõe na sua obra mais de 200 exercícios divertidos e práticos, para o treino das capacidades mentais, quatro para cada dia, ao longo de sete semanas.

Com a psicóloga fazemos uma viagem ao mundo do nosso cérebro, abordando questões como a melhor “dieta” para este órgão com 1,5 kg: “uma boa escolaridade (tanto quanto nos for possível), um estilo de vida intelectualmente estimulante, uma alimentação equilibrada, a prática de exercício físico de forma regular, bons hábitos de sono, o envolvimento social, a meditação, a posse de um bom autoconceito e de uma boa autoestima”, resume Sandra Martins.

Conversa que não esquece as redes sociais e o muito tempo que lhes dedicamos. Moderação é, aqui, palavra de ordem, até porque estamos a subtrair tempo a outras atividades que muito mais bem-estar nos poderiam proporcionar, e muito mais contribuiriam para a saúde do nosso cérebro. Fonte: Sapo

previsão: Terreiro do Paço submerso até 2100? Lisboa, Setúbal e Porto em maior risco com subida do nível do mar

 

A evidência científica avoluma-se: o nível médio das águas dos mares está em subida, e a um ritmo cada vez mais acelerado. Nos últimos 10 anos, acelerou três vezes quando comparado com as últimas 30 décadas. A Velocidade é quatro vezes superior se olharmos à verificada no último século.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já avisou que, se nada for feito, até 2100 o mar irá avançar e inundar dezenas de cidades em todo o mundo. E Portugal é um dos territórios mais vulneráveis a este efeito. Os dados mostram que, nos últimos 100 anos, as águas já avançaram 12 centímetros na costa da Península Ibérica, e José Ferreira, professor da Universidade Nova de Lisboa, explica porquê.

Com o degelo do aquecimento global, a água vai ocupar a um espaço obrigado a uma subida, que “mesmo que mínima, em situação de tempestade, de sobrelevação meteorológica, ou de intensificação das tempestades, acaba por causar mais problemas na zona de costa”, adianta o especialista à SIC.

Segundo indicam projeções da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a subida prevista de um metro e meio das águas deixaria o Terreiro do Paço submerso. Mas não é só Lisboa que está em risco, há outras regiões, como Porto, Setúbal ou Aveiro com maior risco.

“Aumento da erosão, galgamentos, inundações: todo o pais está sujeito a este risco, é um perigo evidente. Temos território muito vulnerável. E quais são as zonas mais vulneráveis? Áreas baixas e arenosas, e as zonas ocupadas pelo homem mais densamente, as zonas urbanas e os estuários onde desenvolvemos parte da nossa atividade económica, como por exemplo Setúbal, Porto e Lisboa”, apontou o especialista.

No total, são 11 concelhos em risco de serem afetados pela subida do nível das águas do mar, em Portugal, até 2050, num total de quase 150 mil pessoas. Fonte: Sapo


previsão: Terreiro do Paço submerso até 2100? Lisboa, Setúbal e Porto em maior risco com subida do nível do mar

 

A evidência científica avoluma-se: o nível médio das águas dos mares está em subida, e a um ritmo cada vez mais acelerado. Nos últimos 10 anos, acelerou três vezes quando comparado com as últimas 30 décadas. A Velocidade é quatro vezes superior se olharmos à verificada no último século.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já avisou que, se nada for feito, até 2100 o mar irá avançar e inundar dezenas de cidades em todo o mundo. E Portugal é um dos territórios mais vulneráveis a este efeito. Os dados mostram que, nos últimos 100 anos, as águas já avançaram 12 centímetros na costa da Península Ibérica, e José Ferreira, professor da Universidade Nova de Lisboa, explica porquê.

Com o degelo do aquecimento global, a água vai ocupar a um espaço obrigado a uma subida, que “mesmo que mínima, em situação de tempestade, de sobrelevação meteorológica, ou de intensificação das tempestades, acaba por causar mais problemas na zona de costa”, adianta o especialista à SIC.

Segundo indicam projeções da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a subida prevista de um metro e meio das águas deixaria o Terreiro do Paço submerso. Mas não é só Lisboa que está em risco, há outras regiões, como Porto, Setúbal ou Aveiro com maior risco.

“Aumento da erosão, galgamentos, inundações: todo o pais está sujeito a este risco, é um perigo evidente. Temos território muito vulnerável. E quais são as zonas mais vulneráveis? Áreas baixas e arenosas, e as zonas ocupadas pelo homem mais densamente, as zonas urbanas e os estuários onde desenvolvemos parte da nossa atividade económica, como por exemplo Setúbal, Porto e Lisboa”, apontou o especialista.

No total, são 11 concelhos em risco de serem afetados pela subida do nível das águas do mar, em Portugal, até 2050, num total de quase 150 mil pessoas. Fonte: Sapo


09/10/2023

50 anos do 25 de abril: filme vai contar história dos que morreram na revolução

A história das pessoas que morreram na revolução de 25 de Abril de 1974 está a ser transposta para cinema, no filme "Revolução (sem) sangue", de Rui Pedro Sousa, cuja rodagem termina este mês.

“Revolução (sem) sangue” é uma longa-metragem de ficção que quer “mostrar aos espectadores como foi a revolução na perspetiva do povo”, contando a história verídica de cinco pessoas que morreram a 25 de Abril de 1974, explicou o realizador Rui Pedro Sousa em entrevista à agência Lusa.

“O nosso filme mostra como a nossa revolução foi importantíssima e determinante, mas também conta aquela parte de, caramba, mesmo assim houve cinco jovens que tinham muitos sonhos programados que viram esses sonhos terminados”, disse.

As cinco pessoas retratadas são Fernando Giesteira, João Arruda, Fernando Reis e José Barneto, que tinham entre 18 e 38 anos e que morreram alvejados pela PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, sede daquela polícia política do Estado Novo.

A eles junta-se ainda António Lage, funcionário da PIDE/DGS, que foi baleado por um militar.

O filme é uma ficção ancorada na recolha de informações dadas por familiares, por intervenientes do 25 de Abril de 1974, pelos historiadores António Araújo e Irene Pimentel e pelos jornalistas Fábio Monteiro e Jacinto Godinho, refere a produtora Filmesdamente.

No retrato das cinco vítimas, a produção contou com o apoio e o consentimento da maioria das famílias, exceto dos herdeiros de José Barneto, por falta de consenso entre familiares, o que limitou a abordagem à vida deste homem, explicou o realizador.

Ainda assim, Rui Pedro Sousa reconheceu que “estas famílias estão todas muito agradecidas por se fazer o projeto”, porque resgata a memória daqueles que morreram.

“Mas o que me deixou mais intrigado é que nunca se fala dessas cinco pessoas. Há uma placa na Rua António Maria Cardoso, nem sequer foi posta pelo Governo, foi posta por pessoas desconhecidas, mas mesmo assim dois dos nomes dos que morreram estão errados”, recordou.

Sobre o ângulo de abordagem do filme, o realizador deu como exemplo as filmagens feitas no Largo do Carmo, para recriar um dos momentos significativos da revolução, com a rendição do então primeiro-ministro Marcello Caetano.

“Quando filmámos no Carmo, a câmara nunca chega a estar junto do [capitão] Salgueiro Maia e dos militares; fica sempre junto das personagens do povo, que estavam lá longe a ver. […] É mostrar a revolução na perspetiva destas pessoas, que não se conheciam de todo e acabam por estar no sítio errado, à hora errada”, disse.

Segundo Rui Pedro Sousa, o arco temporal da narrativa é entre 23 e 30 de abril de 1974, mas o ponto central é o tiroteio no dia da revolução.

“Basicamente estamos a mostrar as pessoas a viverem as suas vidas normais numa ditadura. Um era um ativista muito forte e por detrás de coisas clandestinas [por exemplo]. Morrem por uma liberdade que não chegaram a conhecer, mas que foi importante para todos nós”, justificou o realizador.

O filme, que teve apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual é protagonizado por Rafael Paes, Lucas Dutra, Diogo Fernandes e Manuel Nabais, entre outros.

A rodagem começou no final de agosto e estende-se por outubro em espaços interiores e exteriores de Lisboa. A estreia de “Revolução (sem) sangue”, primeira longa-metragem de Rui Pedro Sousa, de 37 anos, está prevista para o dia 25 de abril de 2024. Fonte: Sapo

atualidade: Lisboa é uma das três finalistas do prémio Cidade Europeia da Inovação

Lisboa é uma das três finalistas do prémio Cidade Europeia da Inovação (iCapital), concorrendo com Lviv (Ucrânia) e Varsóvia (Polónia), sendo a vencedora anunciada em 27 de novembro, na entrega dos prémios, anunciou hoje a Comissão Europeia.

A cidade vencedora na categoria iCapital receberá um prémio de um milhão de euros, enquanto as outras duas finalistas receberão 100 mil euros cada, indica a informação divulgada.

Na cerimónia da entrega de prémios, marcada para 27 de novembro em Marselha (França), vencedora do iCapital em 2022, serão ainda revelados a vencedora e as duas segundas classificadas na categoria Cidade europeia inovadora em ascensão, a que concorrem Cork (Irlanda), Linkoping (Suécia) e Pádua (Itália).

Nesta categoria, os prémios são de 500 mil euros para o primeiro classificado e 50 mil para cada um dos outros dois finalistas.

Apoiado pelo Conselho Europeu da Inovação, no quadro do programa Horizonte Europa, os prémios atribuídos recompensam o papel das cidades na definição do ecossistema local de inovação e na promoção de inovações revolucionárias, segundo a nota de imprensa da Comissão Europeia. Fonte: Sapo

espaço: cápsula da NASA pode conter o segredo da vida na Terra


Uma viagem espacial de sete anos terminou, este domingo, com o pouso de uma cápsula da NASA no deserto do estado norte-americano de Utah. 

A cápsula transportou um das maiores amostras de asteroides já colhidas no Espaço, que podem ajudar a compreender melhor o segredo da vida na Terra. Fonte:  JN

espaço: cápsula da NASA pode conter o segredo da vida na Terra


Uma viagem espacial de sete anos terminou, este domingo, com o pouso de uma cápsula da NASA no deserto do estado norte-americano de Utah. 

A cápsula transportou um das maiores amostras de asteroides já colhidas no Espaço, que podem ajudar a compreender melhor o segredo da vida na Terra. Fonte:  JN

prémios Nobel: o da Paz distingue luta contra a opressão das mulheres no Irão

A iraniana Narges Mohammadi foi galardoada, esta sexta-feira, com o prémio Nobel da Paz, pela sua “luta pelas mulheres do Irão contra a opressão” e combate para "promover os direitos humanos e a liberdade de todos".

Segundo o comunicado oficial Narges "é uma mulher, uma defensora dos direitos humanos e uma lutadora pela liberdade" e "a sua corajosa luta teve custos pessoais tremendos. No total, o regime prendeu-a 13 vezes, condenou-a cinco vezes e sentenciou-a a um total de 31 anos de prisão e 154 chicotadas. Neste preciso momento, a Sra. Mohammadi continua na prisão".

O prémio da paz deste ano pretende reconhecer "as centenas de milhares de pessoas que, no ano passado, se manifestaram contra as políticas de discriminação e opressão do regime teocrático do Irão contra as mulheres", explicou o comité norueguês. "O lema adotado pelos manifestantes -- "Mulher-Vida-Liberdade" -- expressa adequadamente a dedicação e o trabalho de Narges Mohammadi", referiu. Fonte: Expresso


educação: trabalhadores das escolas estão esta segunda-feira em greve por aumentos salariais

A paralisação dos trabalhadores não docentes das escolas acontece três dias após a greve de professores e educadores convocada pela plataforma de nove organizações sindicais, da qual faz parte o Sinape, assim como a Federação Nacional de Educação (FNE) e a Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Segundo um balanço realizado pela plataforma ao início da tarde de sexta-feira, a greve desse dia teve uma adesão acima de 80% e "cerca de 90% das escolas" estiveram sem aulas.
© António Pedro Santos/Lusa
Hoje, os trabalhadores não docentes das escolas realizam uma greve por aumentos salariais, prevendo-se novamente o encerramento de muitas escolas à semelhança do que aconteceu na passada sexta-feira com a paralisação de professores e educadores.  
A iniciativa desta segunda-feira partiu do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), que alerta para "uma desvalorização salarial destes profissionais da educação" desde 2010.
No pré-aviso de greve, o Sinape afirma que estes profissionais "viram as suas tabelas 'engolidas' pelo ordenado mínimo nacional, sem que existisse uma reestruturação das carreiras". Fonte: TSF

06/10/2023

a luta dos professores: um "cartão vermelho" a Costa?

Está agendada para esta sexta-feira uma greve nacional de docentes, convocada pela plataforma de sindicatos, e de funcionários. Diretores e sindicatos afirmam que declarações recentes do primeiro-ministro, que voltou a recusar a recuperação integral do tempo de serviço, "incendiaram" ainda mais a revolta dos professores.

"É insustentável para o país". Foi desta forma que o primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à CNN Portugal (dia 2), voltou a deixar clara a recusa do Governo sobre a recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores. A "nega" aconteceu quatro dias antes da greve desta sexta-feira e, segundo sindicatos e diretores escolares, "incendiou" ainda mais a classe docente. Os funcionários da Administração Pública também se juntam aos protestos. 
"A paz não irá voltar às escolas"
Apesar do "cansaço por parte dos professores, numa luta com efeitos residuais", Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, e autor do blogue "ArLindo" (um dos mais lidos no setor da Educação), também antevê muitos constrangimentos nas escolas, devido à greve. "O primeiro- ministro mostrou que não tem qualquer interesse em resolver os problemas dos professores, o que o deixa isolado perante as propostas de toda a oposição para a devolução do tempo de serviço, que é um direito dos professores. Neste sentido, a paz não irá voltar às escolas e será mais um ano de contestação dos professores", considera.
Sobre as declarações de António Costa, Arlindo Ferreira diz que "o Governo sabe que quando deixar de ser Governo haverá devolução do tempo de serviço aos professores". Por isso, salienta, "o futuro ficará sempre marcado pela intransigência do PS em negociar com os docentes e caso essa recuperação seja feita por outro governo nunca mais o PS terá uma vida fácil junto dos professores". 
Para o diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, a escola pública está a "implodir aos poucos", tornando-se "cada vez mais difícil recompor as feridas abertas por todo o mal que se tem feito, com políticas erradas e de facilitismo". Fonte: DN

prémios Nobel: o da Literatura foi para o norueguês Jon Fosse

O prémio Nobel da Literatura de 2023 foi atribuído ao escritor norueguês Jon Fosse, anunciou a Academia Sueca. O Nobel da Literatura é um prémio concedido anualmente, desde 1901, pela Academia Sueca a autores que fizeram notáveis contribuições ao campo da literatura, e tem um valor pecuniário superior a 900 mil euros.

foto de: Jessica Gow/AFP
O escritor norueguês disse estar “surpreso, mas não muito” com o anúncio da Academia Sueca. “Fiquei surpreso quando eles ligaram, mas ao mesmo tempo não muito”, disse o escritor de 64 anos à emissora pública norueguesa NRK.
Jon Fosse, cujo nome como potencial galardoado com este prémio circulava há décadas, disse que estava “preparado”. “Tenho-me preparado, nos últimos 10 anos, cautelosamente para o facto de que isto poderia acontecer. Mas não esperava receber o prémio hoje, mesmo que houvesse uma hipótese”, disse Jon Fosse.
O escritor e dramaturgo, autor nomeadamente de “Rouge, noir” e “Rêve d’Automne” encenados em França por Patrice Chéreau, recebeu o telefonema da Academia Sueca enquanto conduzia perto de Bergen, na costa oeste da Noruega.
Com o nome regularmente presente nas previsões, a sua editora norueguesa Samlaget preparou um comunicado de imprensa antes do anúncio do Prémio Nobel da Literatura. “Estou emocionado e grato. Considero que este é um prémio para a literatura que pretende acima de tudo ser literatura, sem qualquer outra consideração”, lê-se no comunicado.
A Academia Sueca reconheceu Jon Fosse “pelas suas peças inovadoras e prosa que deram voz ao indizível”, citando “Septologian”, um romance em sete capítulos e três volumes, ainda não traduzido.
Em Portugal, múltiplas das suas obras estão publicadas, com destaque para o trabalho feito pelos Artistas Unidos, que desde 2000 encenam as suas peças, a começar com “Vai Vir Alguém”, levada ao palco por Solveig Nordlund.
Nos Livrinhos de Teatro, dos Artistas Unidos e da editora Cotovia, estão publicadas “A Noite Canta os seus Cantos”, “Inverno”, “Lilás”, “Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices”, e “Sou o Vento/Sono/O Homem da Guitarra”.
Entre outras edições, a Cavalo de Ferro tem vindo a publicar a prosa de Fosse, com destaque para “Trilogia” (2022) e “Septologia I-II” (2022). Fonte: Sapo

prémios Nobel: o da Química premeia investigação em nanotecnologia sobre pontos quânticos

A Real Academia Sueca das Ciências considera que se está a “começar a explorar o potencial destas partículas minúsculas”.

Os vencedores do Prémio Nobel da Química de 2023 são os cientistas Moungi Bawendi, Louis Brus e Alexei Ekimov, pela descoberta e desenvolvimento de pontos quânticos, fundamentais para a nanotecnologia. A distinção foi  anunciada hoje pela Academia Real de Ciências da Suécia,  em Estocolmo. 
“O Prémio Nobel da Química 2023 recompensa a descoberta e o desenvolvimento dos pontos quânticos, nanopartículas tão pequenas que o seu tamanho determina as suas propriedades. Estes componentes mais pequenos da nanotecnologia espalham agora a sua luz nos televisores e nas lâmpadas LED e podem também guiar os cirurgiões na remoção de tecidos tumorais, entre muitas outras coisas”, explica a academia em comunicado. 
De acordo com o comunicado, “as partículas, chamadas de pontos quânticos, são hoje de grande importância na nanotecnologia”, uma vez que, por exemplo, “iluminam monitores de computador e telas de televisão baseados na tecnologia QLED”, dão “nuances à luz de algumas lâmpadas LED” e tanto bioquímicos como médicos “utilizam-nas para mapear tecidos biológicos”.
Assim, a Real Academia Sueca de Ciências considera que os pontos quânticos estão a “trazer um  maior benefício para a humanidade” e acrescenta que “os investigadores acreditam que no futuro poderão contribuir para a eletrónica flexível, sensores minúsculos, células solares mais finas e comunicação quântica encriptada”. 
Johan Åqvist, presidente do Comité Nobel da Química, explica que “os pontos quânticos têm muitas propriedades fascinantes e invulgares” sendo o “mais importante é que têm cores diferentes consoante o seu tamanho”. Nesse sentido, há muito que se sabia que “em teoria, os efeitos quânticos dependentes do tamanho podiam surgir em nanopartículas, mas na altura era quase impossível esculpir em nanodimensões. Por conseguinte, poucas pessoas acreditavam que este conhecimento viesse a ser utilizado na prática”. A Academia considera que se está a “começar a explorar o potencial destas partículas minúsculas”. 
O Prémio Nobel da Química de 2022 foi atribuído a Carolyn R. Bertozzi, Morten Meldal e K. Barry Sharpless “pelo desenvolvimento da química do clique e da química bio-ortogonal”.
A temporada de 2023 dos prémios Nobel arrancou na segunda-feira com o anúncio do prémio na área da Medicina e na terça-feira com o da Física. Ao longo da semana serão ainda anunciados os vencedores dos galardões da  Literatura (quinta-feira) e Paz (sexta-feira). O anúncio da distinção na área Economia está agendado para dia 9, segunda-feira.

Todas as categorias são anunciadas em Estocolmo, Suécia, exceto o Nobel da Paz que, será atribuído pelo Comité Nobel Norueguês, em Oslo, capital da Noruega. Os vencedores da edição deste ano dos prémios Nobel vão receber um milhão de coroas suecas extra, elevando o valor total recebido pelos premiados para 11 milhões de coroas suecas (cerca de 925 mil euros). Fonte: Sapo

saúde: aumento de 304% no consumo de antidepressivos em Portugal

"Portugueses atrasam muito a procura de ajuda."

A depressão é um dos problemas de saúde mais prevalentes na União Europeia, afetando cerca de 50 milhões de pessoas. Portugal ocupa a 5ª posição entre os países com mais casos – cerca de 8% dos portugueses estão diagnosticados com essa perturbação. 

Falámos com a médica psiquiatra Inês Homem de Melo sobre o estado da saúde mental em Portugal a propósito do Dia Europeu da Depressão (assinalado a 1 de outubro).

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), houve um aumento de 304% no consumo de antidepressivos em Portugal entre 2000 e 2020. Devemos estar preocupados com este número ou significa que já não temos um problema de subdiagnóstico?

Enquanto psiquiatra inquieta com estes números, já me debrucei várias vezes sobre esta percentagem e creio que para ela concorrem vários fatores. Por um lado, o facto de sermos o segundo país europeu com a prevalência mais alta de doença mental - a seguir à Irlanda do Norte. Temos mais depressão, mas temos sobretudo mais ansiedade, e ambas as doenças são tratadas com antidepressivos. A situação social adversa que vivemos neste momento em Portugal não tem contribuído para a melhoria destes indicadores, pelo contrário. Por outro lado, é importante referir as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde, bem como a gritante falta de profissionais de saúde mental não-médicos no SNS, sobretudo de psicólogos. Numa fase inicial da depressão, a doença pode ainda ser tratada sem recurso a medicação, investindo-se na psicoterapia (habitualmente feita por psicólogos). Numa fase mais avançada, de maior gravidade, já será necessário medicar com antidepressivo. O atraso na chegada aos cuidados pode explicar que tenhamos de medicar pessoas que, tratadas precocemente, não teriam tido essa necessidade, ao mesmo tempo que a falta de psicólogos nos deixa sem respostas não-farmacológicas para quem efetivamente acede aos cuidados atempadamente.
Qual a prevalência da depressão em Portugal? E como compara com o resto do mundo?
Segundo o maior estudo epidemiológico de saúde mental em Portugal - o Estudo Nacional de Saúde Mental (Caldas de Almeida e Miguel Xavier) - cerca de 8% dos portugueses adultos terão um quadro depressivo em cada ano. Esta prevalência corresponde a uma das mais altas da Europa. No entanto, onde verdadeiramente nos destacamos face à média europeia é nas perturbações de ansiedade.
Apesar dos números, ainda há pessoas que não procuram cuidados de saúde mental? Porquê? Quem está em maior risco?
Segundo esse mesmo estudo, apenas 35,8% das pessoas com problemas de saúde mental tiveram acesso a cuidados de saúde especializados, o que representa uma ausência de tratamento de 64,2%. Estes números são alarmantes. A procura de ajuda é menor em pessoas sem suporte familiar, com menor literacia e nos homens. Na nossa sociedade, pode ser mais difícil a um homem assumir uma posição de vulnerabilidade e procurar ajuda. Apesar de as mulheres terem 2 vezes mais depressão do que os homens, a verdade é que os homens morrem por suicídio 3 vezes mais. Este fenómeno pode ser explicado, em parte, por esta dificuldade acrescida do homem em recorrer ao tratamento. Fonte:  Sapo