Palestras, workshops, bancas de algumas faculdades, brochuras e conversas são algumas das estratégias usadas para o esclarecimento.
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11/05/2016
"nós orientamos, tu decides!"
Hoje, o SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) dá uma mãozinha aos alunos de 12º ano para que estes se possam orientar melhor nas suas decisões de acesso ao ensino superior.
10/05/2016
ora, vamos lá!
Porque é mais do que justo, nunca é demais lembrar.
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| cartoon de Henrique Monteiro |
O vice-presidente do SPLIU, Manuel Monteiro, disse à agência Lusa que "houve o apoio total de praticamente todos os partidos" à petição, "considerando que é uma proposta justa, e alguns partidos mostraram-se disponíveis" para a trabalhar.
O sindicato reuniu-se com a comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, com representantes de todos os partidos com assento parlamentar.
A petição defende a pré-aposentação dos professores aos 55 anos de idade ou 32 anos de serviço, e a aposentação a partir dos 36 anos de serviço, independentemente da idade.
O sindicato propõe ainda a aposentação aos 35 anos de serviço, para os professores do 1.º ciclo do ensino básico.
"Quotidianamente chegam-nos casos de professores que, a partir dos 30 anos de serviço, entram em esgotamento físico e mental devido à redução das condições de trabalho e à nova realidade de trabalho realizada em contexto escolar, o aumento da idade da reforma para os 66 anos", justificou o dirigente.
A petição foi entregue em junho, na Assembleia da República, com 5793 assinaturas, pelo que deverá ser discutida em sessão plenária.
09/05/2016
7º E vence "Vulcão Bombástico! PROCURA-SE"
É com muito gosto que anunciamos que o 7º
E, na disciplina de Ciências Naturais, da Escola Básica e Secundária de Águas
Santas foi a turma vencedora do concurso "Vulcão Bombástico! PROCURA-SE" no âmbito do projecto "Exposição na Escola" nesta 8ª edição
dedicada ao tema da Geologia, “Uma Viagem ao Centro da Terra”, presente na
biblioteca do Agrupamento durante o mês de Abril, que contou com o apoio da Cassefaz
e Vodafone.
Esta informação chegou em 1ª mão via
email:
VENCEDOR:
Escola Básica e Secundária de Águas Santas, Maia
MENÇÕES
HONROSAS:
Escola Básica 2º e 3º ciclos Dr. Pedrosa
Veríssimo, Paião
Escola Básica 2º e 3º ciclos D. Pedro IV,
Mindelo
Escola Básica 2º e 3º ciclos de Vialonga
O prémio
atribuído à turma vencedora será a participação num Cluedo, um espetáculo a realizar na escola, onde os
alunos serão intervenientes no desenrolar da ação, vestindo a pele de
investigadores que recolhem provas e
interrogam suspeitos para desvendar o mistério.
Parabéns
aos alunos do 7º E!
Parabéns às professoras que
candidataram a escola e entusiasmaram os alunos a participar: Mª Gabriela Girão e Mª de Lurdes
Cardoso.
06/05/2016
as escolhas de...
O CRESCER regressa à rubrica "as escolhas de..." à sexta-feira.
Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de António Leite, docente de Geografia.
O CRESCER quis conhecer o seu gosto por viagens, o que pensa do atual sistema educativo e o que espera das gerações futuras.
Fale-nos um pouco das suas viagens...
Viajo muito, não fosse eu de
Geografia. No entanto, há um mito que tenho de desconstruir: não há viagens que
marcam e que não marcam, todas marcam por diversos motivos. Isto porque são
feitas a sítios diferentes, em idades diferentes e até em momentos diferentes
da nossa vida. Uma viagem é sempre uma descoberta, mesmo quando se viaja para
um sítio por nós já visitado. As sensações são sempre desiguais porque vemos
coisas diferentes e, como tal, percecionamos a realidade de forma também
diferente. Há, realmente, sítios que pela própria diferença cultural marcam
sempre mais, como a Índia.
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| rio Ganges |
Digo muitas vezes, em tom de brincadeira, que gostaria de
levar os meus alunos para lá e, assim, deixavam-se de queixar de muita coisa. De facto, uma viagem à Índia marca indescritivelmente. Já tinha mais de quarenta anos
quando lá fui e acho que, mesmo assim, não estava preparado para fazer essa
viagem, de tal modo que nunca mais consegui voltar, nem sei se voltarei.
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| praga de gafanhotos |
Para além disto, como geógrafo, vi
tudo o que queria ver. Nunca tinha visto, por exemplo, uma praga de gafanhotos até
então. Elejo, sem dúvida, a Índia por tudo de belo que tem e pela outra face da
moeda que só estando lá se consegue ver. Mas o confronto é muito violento.
O que pensa do atual sistema educativo?
O sistema educativo e nós, professores, tentamos cumprir os programas, as
matérias, os exames e tudo está muito definido, o que é legítimo e tem o seu
valor, mas eu acho que a Escola tem de acrescentar um bocadinho mais que isso.
Os professores são muito conformados (vão odiar-me!), estão muito
preocupados com a matéria que falta dar, mas os alunos não vão reter muito do
que aprenderam. A Escola tem de ser um bocado provocatória e, às vezes, tento,
na medida do possível, mostrar que o rei vai nu, isto é, que há mais para além
disto. A Escola tem de fazer pensar os alunos. Digo aos meus alunos, muitas
vezes a brincar, que não estou aqui para ensinar nada, mas para criar dúvidas,
algo que eles vêm a perceber, geralmente, mais tarde. É preciso desconstruir
para que o ensino não se torne uma doutrina. Aliás, que margem de liberdade
criativa tem um aluno? E que liberdade tem para se questionar? Acho, por exemplo, que
os alunos de Humanidades deviam ter uma disciplina de Ciências e vice versa,
para que se completassem enquanto cidadãos no sentido em que talvez falte aos
primeiros um espaço de racionalidade e aos outros um espaço de autonomia
criativa.
Eu sou provocador com os meus
alunos do 12º ano porque tenho liberdade, até crítica, de o ser. Mas no 11º ano
tenho de ser diferente, porque os meninos têm de tirar boas notas. Eu sou livre
quando posso ser, aliás, todos nós somos livres quando podemos ser, até porque
não queremos prejudicar o sucesso escolar dos nossos alunos, que é fundamental.
O que espera
das gerações que leciona?
Não há mais diferença entre a minha
geração e a geração dos alunos que leciono e a minha e a dos meus pais,
portanto, os alunos não são a geração terrible.
Na verdade, até é saudável que haja conflito geracional. Há, no entanto, um
problema grave, culpa nossa que protegemos demasiado: os alunos, não todos, com
certeza, ainda não aprenderam a lidar com a frustração, daí que tenham uma
consciência do mundo muito soft.
Serão, claramente, uma geração mais qualificada, mais descontraída, com menos
preconceitos e mais espaços de liberdade, coisas que até se podem confundir, às
vezes, com um certo egoísmo. Mas, objetivamente, fazem menos juízos de valor,
são muito mais abertos à mudança, têm um domínio tecnológico brutal, vão querer
viver de maneira diferente. A minha geração comprou casa e mobília, eles vão
alugar, vão ao IKEA, vão querer viajar mais porque Londres "é já ali" e o mundo é
grande e vão-se preocupar muito menos, talvez nem tentem amealhar, como nós,
que quisemos comprar casa e mudar as cortinas. Acho que eles hão de ser muito
mais felizes.
Apesar destas grandes virtudes, não
são muito politizados, no sentido em que não abraçam causas. Daí que ache que
tenham pouco conhecimento do mundo real e diário. A Escola falhou, mas também
deu outra parte muito importante. No entanto, é preciso que os alunos recebam abanões (coisa que os
alunos dos cursos profissionais têm, uma vez que sentem um
cheirinho da vida fora do mundo escolar).
Os conflitos geracionais existem desde que há mundo e são muito bons e, na verdade, esta geração vai ser mais livre, mais capaz e mais feliz, desde que não tente copiar o modelo da anterior.
Os conflitos geracionais existem desde que há mundo e são muito bons e, na verdade, esta geração vai ser mais livre, mais capaz e mais feliz, desde que não tente copiar o modelo da anterior.
Ana Pinto e Rita Almeida
05/05/2016
há 47 mil candidaturas de professores para 100 vagas no quadro
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| FOTO: ENRIC VIVES-RUBIO |
Quase
47 mil candidaturas para apenas 100 vagas. É este, mais uma vez, o retrato do
concurso extraordinário para colocação de professores, através do qual são
abertos lugares no quadro a que podem concorrer os docentes contratados. Há
professores contratados com 62 anos a concorrer.
As
listas provisórias de ordenação foram divulgadas nesta terça-feira na página da
Direção-Geral da Administração Escolar. Foram aceites 46.941 candidaturas;
outras 3237 acabaram excluídas por falta de documentação ou por não respeitarem
os critérios exigidos.
O
maior número de candidatos a um lugar no quadro é de novo o dos professores do
1.º ciclo: 11.336. Seguem-se os da Educação Especial (5698) e Português do 3.º
ciclo e secundário (3766). Já o número de vagas abertas para estes
grupos não chega aos 60: 37 para o grupo de recrutamento 910 de Educação
Especial (que se destina a apoiar crianças e jovens com graves problemas
cognitivos ou de conduta); 5 para os docentes do 1.º ciclo e apenas uma para
Português do 3.º ciclo e secundário. @ PÚBLICO
04/05/2016
escola colorida
03/05/2016
ALERTA: crianças portuguesas consomem 5 milhões de psicofármacos por ano
Um relatório da Direção-Geral de Saúde alerta que as crianças portuguesas estão a consumir demasiados psicofármacos por ano.
Os dados constam do relatório de 2015 sobre a saúde mental em Portugal da Direção-Geral da Saúde e referem-se a tratamentos para a hiperatividade e défice de atenção.
De acordo com a DGS, milhares de crianças até aos 14 anos de idade consumiram mais de cinco milhões de doses de metilfenidato, um psicofármaco usado para tratar a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). O mais comum destes fármacos é o Ritalina, que chega mesmo a ser conhecido como “a droga da boa nota”.
Os dados revelam que no grupo etário das crianças até aos quatro anos de idade foram administradas, só em 2015, cerca de 2.900 doses diárias destes “calmantes”.
No grupo etário entre os cinco e os nove anos foram prescritas 1.261.933 doses e, nas crianças dos dez aos 14 anos, foram administrados 3.873.751 doses.
No conjunto, chegou-se a um total de 5.138.584 doses.
O relatório alerta para a “ligeireza com que se fala em hiperatividade infantil, rapidamente transformada em perturbação psicopatológica e, com uma frequência não menos dramática, na prescrição de uma molécula anfetamínica”.
O relatório refere “alertas fundamentados sobre o risco do recurso fácil, e em regra continuado, a substâncias psicoativas em crianças, cujo cérebro tem, como é consabido, um processo de maturação lento e sensível”.
Os dados do relatório agora conhecido deverão ditar, em breve, recomendações aos médicos sobre a prescrição deste tipo medicamentos.
O coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, afirmou à Antena 1 que conta lançar, a curto prazo, várias normas, orientações e avisos.
Álvaro Carvalho sublinha que muitos diagnósticos não se confirmam, até porque se baseiam apenas em sintomas, e adverte que o uso constante destes fármacos pode causar atrasos no desenvolvimento do sistema nervoso central das crianças. @ ZAP
02/05/2016
está aí a semana das artes
29/04/2016
do conhecimento à estufa
As turmas A e B do 12º ano, deslocaram-se a Lisboa, no passado dia 26 de abril, em visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento e à Estufa Fria, no âmbito das disciplinas de Psicologia e de Biologia.
O sol ajudou e a boa disposição imperou.
O sol ajudou e a boa disposição imperou.
há alguém que ainda pense que a ciência é aborrecida?
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Termograma.*
|
A visita à Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro encheu o
dia dos alunos do nono ano, na quarta-feira ou na quinta-feira.
Até tempo ajudou. Apesar de na quarta-feira o céu ameaçar
chuva, ela não caiu.
Os nossos alunos puderam comprovar que a física pode fazer
os cabelos ficarem em pé. Sobretudo quando se põe as mãos, com as devidas
cautelas, no globo do gerador de Van der-Graaf.
No espetáculo da química viram como se pode abrir uma
caixa sem nela tocar, um líquido que ora era amarelo ora azul, líquidos em
reação química que emitiam luz violeta e muitas outras coisas surpreendentes.
Também puseram as mãos na massa e provaram o pão que
fizeram. E, sim, …, é verdade, tal como em tudo o resto, assim ele sabe melhor.
* "Se os nossos
olhos vissem no intervalo dos infravermelhos, ver-me-iam assim. A cada cor
corresponde uma temperatura". SV
28/04/2016
as turmas de gestão e de informática foram ao "surf"
No passado dia 22 de Abril, as turmas do curso profissional de gestão e de informática, foram fazer uma atividade de surf integrada na avaliação de um dos módulos da disciplina de educação física.
Foi um dia bem passado na companhia de professores de diversas áreas.
Parabéns, mais uma vez, à postura e envolvimento dos alunos neste tipo de iniciativas.
filosofando e moralizando por aí...
Os dias do departamento das Ciências Sociais e Humanas continuam, obrigando todos a pensar e apelando a valores morais que todos devemos respeitar.
Rima e é verdade!
27/04/2016
nos dias de... "o Quénia em 1ª pessoa"
Auditório cheio para assistir à palestra "Quénia na primeira pessoa " que decorreu ontem, durante a manhã, no âmbito da disciplina de geografia e na semana das CHS.
quando os lugares e os sabores vêm até nós...
26/04/2016
os dias do Departamento das Ciências Sociais e Humanas
A semana do Departamento das Ciências Sociais e Humanas decorre até sexta-feira, sendo retomadas as atividades a 3 e a 13 de maio.
Apreciem as imagens e, sobretudo, apreciem visitando o corredor central.
Apreciem as imagens e, sobretudo, apreciem visitando o corredor central.
Haverá lugar para exposição de trabalhos, palestras ("Contrastes de desenvolvimento" e "Às voltas com o Amor"), Jornadas de Turismo, um Concurso "Quem quer ser milionário" e ainda um "peddy paper".
25/04/2016
22/04/2016
as escolhas de...
É sexta-feira. O CRESCER volta à rubrica "as escolhas de...".
Leciono há trinta e seis anos, apesar da
minha formação académica não estar relacionada com o ensino. Eu acabei o curso
em 1974, com o intuito de trabalhar na área de indústria têxtil, mas, nessa
época, a indústria começou a afundar, devido ao excesso de trabalhadores, em
parte, e acabei por não conseguir arranjar emprego. Entretanto, esperei dois
anos, mas, como não sou pessoa de esperar muito, comecei a dar apoio a filhos
de amigos e desenvolvi o meu gosto pelo ensino. Concorri e enveredei nesta área
profissional. Fui chamada, ao fim de oito anos, para trabalhar numa empresa
onde tinha estagiado. O vencimento era o mesmo, mas conseguiria mais
profissionalmente. Refleti e acabei por decidir continuar a dar aulas, visto
que era o que eu gostava mesmo de fazer. Ensino, ainda hoje, porque gosto.
Infelizmente, terei de ir embora para o ano, porque a isso me obrigam. Mas
ensinar é algo que faço com genuína paixão.
O sucesso dos meus alunos marca-me
muito. Tenho o prazer de reencontrar ex-alunos formados e com carreiras
profissionais boas. É a coisa que me dá mais gozo, especialmente quando se
lembram de mim. É um grande orgulho ver os meus alunos formados e bem na vida,
sabendo que os consegui ajudar nisso. O que me move nesta profissão é,
fundamentalmente, o carinho que tenho pela profissão e também por quem ensino.
Eu gosto muito de ler. Tenho dois livros
que me marcaram muito: Cem Anos deSolidão, de Gabriel García Márquez, e Teresa Batista Cansada de Guerra, de Jorge Amado. O primeiro li antes de se tornar
um best seller, tendo gostado muito
dele e o segundo porque me foi dado pelo meu marido, horas antes de eu ter o
meu filho. Este livro marcou-me profundamente.
Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de Natália Caminha, docente de Física e Química.
O CRESCER quis saber o seu percurso profissional, de que forma sentiu a revolução de abril, as suas preferências literárias e musicais e os seus passatempos.
Fale-nos um pouco da sua carreira profissional.
Leciono há trinta e seis anos, apesar da
minha formação académica não estar relacionada com o ensino. Eu acabei o curso
em 1974, com o intuito de trabalhar na área de indústria têxtil, mas, nessa
época, a indústria começou a afundar, devido ao excesso de trabalhadores, em
parte, e acabei por não conseguir arranjar emprego. Entretanto, esperei dois
anos, mas, como não sou pessoa de esperar muito, comecei a dar apoio a filhos
de amigos e desenvolvi o meu gosto pelo ensino. Concorri e enveredei nesta área
profissional. Fui chamada, ao fim de oito anos, para trabalhar numa empresa
onde tinha estagiado. O vencimento era o mesmo, mas conseguiria mais
profissionalmente. Refleti e acabei por decidir continuar a dar aulas, visto
que era o que eu gostava mesmo de fazer. Ensino, ainda hoje, porque gosto.
Infelizmente, terei de ir embora para o ano, porque a isso me obrigam. Mas
ensinar é algo que faço com genuína paixão.
O sucesso dos meus alunos marca-me
muito. Tenho o prazer de reencontrar ex-alunos formados e com carreiras
profissionais boas. É a coisa que me dá mais gozo, especialmente quando se
lembram de mim. É um grande orgulho ver os meus alunos formados e bem na vida,
sabendo que os consegui ajudar nisso. O que me move nesta profissão é,
fundamentalmente, o carinho que tenho pela profissão e também por quem ensino.
Sentiu o impacto da Revolução
de abril em 1974?
A minha consciência política era muito
reduzida, primeiro porque vivia numa família muito tradicional e que, portanto,
estava bem com o regime e, depois, porque, à época, não tínhamos acesso a muita
informação de cariz político, devido, em parte, à censura de livros. Apesar
disto, eu estava em contacto com outras realidades, enquanto filha de
emigrantes: os meus pais foram para a Venezuela e, naquela altura, eu conhecia
o sistema democrático. Na verdade, era isso que eu queria para o meu país, daí
que também nunca tenha querido emigrar. Queria que a mudança se desse cá.
Lembro-me, no entanto, de ter na porta
do meu quarto um poster do Che
Guevara, que era um herói para mim, devido ao seu caráter revolucionário. A
minha reduzida consciência política não me fez conformada, pelo que eu era, na
verdade, muito "do contra". Não sabia bem porquê, mas era. Ia para manifestações,
já na faculdade, mas na hora de fugir as pernas eram fiéis ao corpo, porque
sabia que seria muito complicado para a minha família saber-me presa ou com associada a algo revolucionário. Assim, andei, sobrevoando, por todos os lados.
Quais as suas
preferências literárias e musicais?
Eu gosto muito de ler. Tenho dois livros
que me marcaram muito: Cem Anos deSolidão, de Gabriel García Márquez, e Teresa Batista Cansada de Guerra, de Jorge Amado. O primeiro li antes de se tornar
um best seller, tendo gostado muito
dele e o segundo porque me foi dado pelo meu marido, horas antes de eu ter o
meu filho. Este livro marcou-me profundamente.
Em 1974, eu tinha vinte e quatro anos e
ouvia The Beatles, Pink Floyd, por aí… Gosto muito de música, mas não tenho
padrões nem heróis, aliás, acho que os heróis se fazem.
Quer falar-nos um
pouco dos seus passatempos?
Neste momento tenho um papel fundamente,
ser avó. É uma maravilha ter um neto com três anos que me preenche
completamente, no entanto, não sou avó a tempo inteiro. Gosto muito de animais
e costumo dizer que para o ano, quando me reformar, vou fazer voluntariado numa
associação de apoio a animais. Gosto tanto de animais que acho que passei ao
meu filho esse gosto, de tal forma que ele hoje é veterinário. Não escolhi, de
todo, o curso dele, nem o condicionei, sequer, mas, na verdade, sempre vivemos
com animais. Quando era mais nova, vivia com os meus avós e tínhamos muitos
animais, mas nunca os comíamos. Por exemplo, a minha avó trocava as nossas
galinhas com as dos vizinhos, devido ao carinho que todos tinham pelos animais
que criavam.
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| Santorini |
Também gosto muito de viajar e, quando o
faço, opto por alugar um quarto em casa de alguém para perceber a realidade do
sítio. Gosto, fundamentalmente, do contacto com as pessoas e considero que esse
seja o meu hobby, conhecer pessoas e
compreender a sua cultura. Aliás, se não fosse formada em Química, seria em
Filosofia. Achava que esse curso me levaria mais longe, mas o meu pai dizia que
só dava para ser professora. Ironicamente, acabei por ser professora, só que de
outra área.
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| ilha de Creta |
Destaco, das minhas viagens, uma ilha
grega, Santorini, que é fantástica e parecida com o nosso Alentejo porque tem o
mesmo estilo de casas, mas enquanto ilha vulcânica, também se assemelha à
Madeira. Quando lá fui, fiquei em quartos de casas de família e as pessoas de
lá são fantásticas. Recebem-nos lindamente e, para mais, a ilha é magnífica,
muito azul. Destaco também a Ilha de Creta que é o retrato da civilização
antiga. Estes são os meus destaques.
Ana Pinto e Rita Almeida
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