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27/09/2013

OUVIR, IR e LER (a luz)

Em tempo de fim de semana, vale a pena procurar a luz que há para ouvir, ir e ler.

OUVIR
Ponto de luz, Sara Tavares


IR
Praia da Luz - Foz, Porto


Um belo local para se experimentar o mais belo pôr-do-sol num fim de dia que pode acontecer em qualquer altura do ano. Nos dias mais quentes pode-se espreguiçar numa cadeira deck e banhar-se ao sol acompanhado de uma bebida fresca; nos dias mais frios pode-se recorrer a uma manta e a um chocolate quente ou refugiar-se no interior, sem perder a vista fantástica do mar no horizonte.



LER

Pela luz dos olhos teus
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinicius de Moraes

27 de setembro: dia mundial do turismo


O Dia Mundial do Turismo celebra-se anualmente a 27 de Setembro.


Este dia visa mostrar a importância do turismo e do seu valor cultural, económico, político e social.

Em 2013, foi escolhido o tema "Turismo e Água: Proteger o Nosso Futuro Comum" para celebrar a data.

A data começou a ser celebrada no ano de 1980, após decisão da Organização Mundial de Turismo.

Considerado um dos maiores setores económicos do mundo, o turismo assume-se de importância vital para a economia de muitos países, que têm neste setor um elemento essencial para o crescimento e desenvolvimento económico.

Sendo um setor que regista elevados índices de crescimento, o turismo não só apresenta benefícios económicos, como assume importância vital na promoção da cultura, língua e costumes de um país, povo ou população.

26/09/2013

26 de setembro: dia do ex-fumador

Dia 26 de setembro é dia europeu do ex-fumador
Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés
foto NUNO PINTO FERNANDES / GLOBAL IMAGENS
O dia 26 de setembro passa a ser celebrado anualmente em toda a Europa como o Dia do ex-fumador, uma medida que visa felicitar todos os que conseguiram largar o vício do tabaco.
Celebrado com o apoio da Comissão Europeia e a colaboração da Fundação Europeia do Pulmão, o "Dia do Ex-Fumador" procura sensibilizar o público para questões de saúde, sendo assinalado em várias capitais europeias.
A iniciativa é apoiada por várias celebridades, como a campeã de ténis Victoria Azarenka e a estrela DJ Bob Sinclair. Em Portugal, o embaixador da causa é o músico Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés.

O CRESCER felicita todos os ex-fumadores e apela aos que ainda não o são a que se esforcem para rapidamente se juntarem ao grupo. Viver sem fumo é viver melhor!

25/09/2013

texto de autor: carta aos 19%

Caro desempregado,


Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar.  O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.

Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.

Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.

Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.

24/09/2013

"o meu pai está desempregado e eu adoro-o”

capa do livro
No livro O meu pai está desempregado, as autoras Carla Jorge e Irina Melo procuram “contar uma história para crianças, com uma vertente social muito ligada à realidade”. Com ilustrações de Catarina Correia Marques, explica-se aos miúdos o desemprego, as manifestações e outras complicações. 
Depois de um pai polícia e de uma mãe professora, junta-se à coleção de livros infantis “O que fazem os pais” o título O meu pai está desempregado, editado pela Máquina de Voar. Para as autoras Carla Jorge e Irina Melo “é um livro que faz muito sentido no contexto atual, pois, apesar de ‘desempregado’ não ser uma profissão, é uma realidade para muitas famílias e é importante falar sobre isso às crianças”. 
(...) Os livros anteriores desta coleção terminam com as exclamações “o meu pai é polícia e eu adoro!” e “a minha mãe é professora e eu adoro!”. Por sua vez, a obra lançada no dia 8 de Setembro, na Livraria Ler Devagar, encerra com a frase “o meu pai está desempregado e eu adoro-o”, isto porque “perante uma situação do pai que não é a ideal, a filha continua a vê-lo como um herói”, explica Irina Melo. 

23/09/2013

morreu antónio ramos rosa

(17 de outubro de 1924 - 23 de setembro de 2013)
Não Posso Adiar o AmorNão posso adiar o amor para outro século 
não posso 
ainda que o grito sufoque na garganta 
ainda que o ódio estale e crepite e arda 
sob montanhas cinzentas 
e montanhas cinzentas 

Não posso adiar este abraço 
que é uma arma de dois gumes 
amor e ódio 

Não posso adiar 
ainda que a noite pese séculos sobre as costas 
e a aurora indecisa demore 
não posso adiar para outro século a minha vida 
nem o rneu amor 
nem o meu grito de libertação 

Não posso adiar o coração 

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"

o outono está aí


O outono está aí, chegou às 21h 44m do dia de ontem, mas os termómetros preparam-se para subir aos 30 graus em quase todo o país. É o prolongamento de um verão que fica na história como um dos mais quentes e secos dos últimos 80 anos.

Temperaturas acima do normal, quatro ondas de calor, precipitação abaixo dos valores médios. O verão de 2013 foi o décimo mais quente e o sexto mais seco desde 1931, revela o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

20/09/2013

OUVIR, IR e LER (encontros)

OUVIR
e sentir este maravilhoso encontro entre Chico Buarque e Carminho. 



IR
A classificação de monumento de interesse público atribuída pela Secretaria de Estado da Cultura a 17 edifícios do país, entre eles a Livraria Lello e Irmão, no Porto, foi publicada, esta sexta-feira, no "Diário da República". 

Livraria Lello entre 17 edifícios classificados de interesse público
                         foto Leonel de Castro / Global Imagens

Encontre-a e usufrua da sua beleza.

No Porto, além do Mercado do Bolhão, localizado na freguesia de Santo Ildefonso, também foram classificados monumentos de interesse público a Livraria Lello e Irmão, na Rua das Carmelitas, que tem sido considerada uma das mais belas do mundo por várias publicações estrangeiras como o jornal "The Guardian" e o guia de viagens "Lonely Planet". 

LER


Em Todas as Ruas te EncontroEm todas as ruas te encontro 
em todas as ruas te perco 
conheço tão bem o teu corpo 
sonhei tanto a tua figura 
que é de olhos fechados que eu ando 
a limitar a tua altura 
e bebo a água e sorvo o ar 
que te atravessou a cintura 
tanto    tão perto    tão real 
que o meu corpo se transfigura 
e toca o seu próprio elemento 
num corpo que já não é seu 
num rio que desapareceu 
onde um braço teu me procura 

Em todas as ruas te encontro 
em todas as ruas te perco 

Mário Cesariny, in "Pena Capital"

19/09/2013

texto de autor: sobre os alunos com necessidades educativas especiais (NEE)


Há um provérbio chinês que diz que “se pode ver o mundo numa folha de chá”. Entende-se o sentido: o infinitamente pequeno tem características em tudo semelhantes ao que é bem maior e assim se encontra um sentido unificador para todo o mundo.

Há alguns dias, o ministro da Educação, Prof. Nuno Crato, numa entrevista televisiva pronunciou-se – diríamos finalmente – sobre os alunos com necessidades educativas especiais (NEE). Entre outras coisas disse textualmente: “Estão integrados na turma mas na verdade não estão. Naturalmente o que acontece naquele caso concreto é que aqueles alunos pertencem à turma mas dadas as suas necessidades eles não convivem com os alunos daquela turma. Portanto é muito mais uma questão administrativa do que outra”.

Esta simples frase, como a folha de chá, é bem ilustrativa de um pensamento global e de uma lógica de acção face à educação de alunos com dificuldades. Vamos analisar só três aspetos da frase:

1.       “Estão integrados na turma mas na verdade não estão”. To be or not to be… eis a questão. Mas afinal estão integrados ou não estão?
Quer dizer… no papel “eles” integram a turma mas na realidade é só de “faz de conta”.  A turma é uma coisa e os alunos com NEE são outra… Não é difícil continuar o raciocínio: seria uma estultícia considerar que alunos com dificuldades fazem parte da turma, que estão integrados na turma. A verdade, é que não estão e isto “da integração” é só para visionamento turístico. Bem difícil entender este raciocínio quando Portugal há mais de 20 anos tem seguido uma política de Inclusão (não de “integração”) em que se considera que a presença de alunos com dificuldades na sala de aula é um fator que não só os beneficia a eles por estarem num meio mais estimulante e com maiores expectativas, mas também os restantes alunos que aprendem conteúdos, estratégias e valores com este ambiente inclusivo.

2.       “Dadas as suas necessidades não convivem com os alunos daquela turma”.  Mas as suas necessidades incluem a ausência de convívio? Hoje não é sequer posto em causa que os ambientes mais estimulantes têm um papel de extraordinária importância no desenvolvimento de todos os alunos e em particular daqueles que
mostram ter mais dificuldades na aprendizagem. Portanto, se têm necessidades acrescidas, espera-se que a convivência e a interação com outros alunos sejam ferramentas fundamentais para potenciar o seu desenvolvimento. Dizer que não convivem por causa das suas necessidades é encarar as “suas necessidades” como inelutáveis e considerar que o convívio se deve passar só “entre iguais”.  Aqui voltamos a estar a muitas léguas do que se pensa e do que se sabe sobre a promoção de ambientes inclusivos.

3.       “Portanto é mais uma questão administrativa do que outra”. Este é sem dúvida um argumento no qual se baseia muita da política educativa do presente. Quando se reivindicam mais meios, mais apoios, mais professores, mais serviços, a resposta é que “administrativamente” tudo está certo: os rácios, os lugares preenchidos, etc. Esta lógica “administrativa” procura desarmar a contestação: se tudo está conforme os ditames administrativos afinal qual é o problema? O problema é muito simples e é fácil de explicar a pessoas com formação de Economia. A Economia é uma Ciência Humana e a Contabilidade não é. Quer dizer que quando se pensa na dinâmica das instituições ou das sociedades, tem que se levar em conta muito mais fatores do que a lógica “administrativa”. Se a Educação se gerisse administrativamente podíamos colocar em lugar do ministro um programa informático. Mas não podemos. Dizer que a colocação de alunos e a sua participação é uma questão administrativa é portanto um grande empobrecimento da riqueza do debate.

Através destes três comentários de uma frase do responsável maior da Educação no nosso país, vemos quanto caminho é preciso andar. É preciso andar muito de onde estamos e será preciso andar ainda muito mais se o ponto de partida for deslocado lá para  trás. Ao arrepio do que se sabe, do que se  pratica, da legislação portuguesa em vigor e dos compromissos internacionais que assumimos. Queremos acreditar que não e para isso contamos com os professores, com os pais, com as famílias, com as comunidades para resistir a este encolhimento e adulteração do conceito inclusão.

David Rodrigues é Professor Universitário e Presidente da Pró-Inclusão

– Associação Nacional de Docentes de Educação Especial. O autor
escreve segundo o Acordo Ortográfico.

18/09/2013

o "musikes" nasceu este fim de semana

musikes


O blog "Musikes" nasceu este fim de semana, e é dinamizado pelo colega e professor de Educação Musical, Pedro Braga.

Ao momento, faz um convite e incita à curiosidade de todos aqueles que gostam de música, seja ela de que género fôr.
Assim, fica aqui o convite a uma visita e a divulgação  http://musikes.blogs.sapo.pt



euro: sim ou não?

daqui
Cerca de dois terços dos portugueses inquiridos num estudo internacional veem mais desvantagens do que benefícios no euro.
Os portugueses estão cada vez menos europeístas. Segundo o estudo internacional Transatlantic Trends, a maioria não só desaprova a gestão que a Europa tem feito da crise como já vê mais efeitos negativos que positivos na moeda única e em ser membro da zona euro.
Se 90% dos portugueses assumiu terem sido atingidos pela crise, 55% desaprovam a forma como a Europa a tem gerido. Nacionalmente, o trabalho feito pelo Executivo merece a recusa de 70%, mas segundo os dados do estudo da German Marshall Fund of the United States, apoiada em Portugal pela Fundação Luso-Americana, é da Europa que os portugueses se estão a distanciar. 
Entre os europeus, 60% considera que o euro teve mais consequências negativas que positivas - a percentagem sobe para 65% no caso dos portugueses - enquanto apenas 33% lhe encontram uma maioria de efeitos positivos. Quanto às vantagens de ser membro da União Europeia, também já só uma minoria as encontra. Desde 2010, a percentagem de inquiridos que vê a integração na Europa como algo negativo duplicou, de 205 para 42%, estado Portugal, Itália e Espanha com valores próximos dos mais célebres anti-europeístas, os ingleses. @ Económico

16/09/2013

1º dia de atividades letivas



Hoje é o 1º dia de atividades letivas.

Todos os alunos são convidados a comparecer na escola para conhecerem os seus colegas, os seus Diretores de Turma, os horários e os espaços.

É o primeiro de muitos dias de escola.

É o primeiro dia do resto de um ano escolar que se espera seja proveitoso para todos.

Sejam todos muito BEM-VINDOS!

14/09/2013

VER, OUVIR e LER (máscaras: quem as não tem?)

VER


OUVIR


LER

Depus a MáscaraDepus a máscara e vi-me ao espelho. — 
Era a criança de há quantos anos. 
Não tinha mudado nada... 
É essa a vantagem de saber tirar a máscara. 
É-se sempre a criança, 
O passado que foi 
A criança. 
Depus a máscara, e tornei a pô-la. 
Assim é melhor, 
Assim sem a máscara. 
E volto à personalidade como a um términus de linha. 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

12/09/2013

quem somos? o que oferecemos? o que queremos?

daqui
Hoje foi dia de apresentação formal dos vários departamentos disciplinares. Muito sumariamente fez-se a caracterização do nosso agrupamento, do que oferecemos e do que pretendemos.
Porque é do interesse público, aqui ficam alguns dados.

Somos um agrupamento constituído por seis escolas.
Obtivemos três Muito Bom na avaliação externa a que fomos sujeitos no passado ano letivo.
Temos aproximadamente 3.600 alunos e 246 professores. Na escola sede temos 92 turmas.
Fomos, a nível nacional, o agrupamento que mais horários pediu.
50% do corpo docente é novo na escola. 90 novos professores já foram colocados. Esperam-se os restantes vinte e tal na próxima semana.

Oferecemos Ensino Regular; Cursos Profissionais (Técnico Auxiliar de Saúde; Técnico de Informática; Técnico de Comércio; Técnico de Eletrotecnia; Técnico de Turismo) ; CQEP (para substituir o ex-CNO); Ensino Especial; Desporto Escolar; Estágio à disciplina de Educação Física (FADEUP e ISMAI); CEI e Ensino Vocacional.

Queremos melhorar os resultados escolares pois temos garantido o sucesso educativo.Queremos partilha, interdisciplinaridade, assiduidade, bom clima de escola, trabalho colaborativo, disciplina.

dia 11 de setembro de 2013: receção aos professores

Fomos convidados para estar às 11 horas no auditório.
Assim foi. O auditório encheu com a dignidade e a informalidade habituais.


O Diretor Manuel Ferreira abriu a sessão, apresentando todos aqueles que exercem cargos de direção, assessoria e de coordenação de estabelecimento.







Depois, fomos premiados pela elasticidade e leveza da dança dos meninos do 1º ciclo que, coordenados pela assistente técnica Maria José, fizeram as delícias do público. 








De seguida, alguns jovens do 2º e 3º ciclo, aprendizes do professor Paulo Silva (que não sendo professor da "casa" já o foi e continua ligado à escola pelo Grupo de Guitarras, a convite da APESAS) mostraram-nos como se pode "Aprender a ser feliz" e porque é que "a(s) guitarra(s) canta(m) por amor" e puseram o auditório a cantar com "Paixão" e a compreender porque é que "não se ama alguém que não ouve a mesma canção".





Por último, um pequeno grupo de ex-alunos representou uma parte da peça ensaiada pela professora Amélia Lopes que tinha sido apresentada no ano letivo anterior, "Não sei quantas almas tenho".









E como o grupo de dança dos pequeninos nos deliciou, foi tempo de entrarem de novo e levarem a plateia ao rubro, preparando-a, com um medley bem animado, para a hora de almoço.












E por falar em almoço: qual é a sessão de apresentação que funciona sem o croquete ou a patanisca? Nenhuma. E a Direção, como é já habitual, abriu as portas a um esmerado repasto, preparado por uma EE, D. Maria Alice, para que se pudesse celebrar o início da época escolar.




Bem-vindos! (cof cof)




Tudo isto (ou devemos dizer só isto?), para mostrar quão autêntica é a frase que encabeça este nosso jornal: "Esta é uma escola feita de mãos. E de muitas mãos!".

11/09/2013

um conselho: rotina escolar deve ser retomada uma semana antes do fim das férias

A transição das férias de Verão para o novo ano lectivo e o regresso às rotinas é difícil para as crianças e para os pais. Para tornar o processo mais fácil, o regresso aos horários deve ser implementado uma semana antes do primeiro dia de aulas, aconselham os especialistas. "É normal que as crianças não tenham sono à noite depois de terem passado várias semanas com horários diferentes. O ideal é que, na semana anterior ao início das aulas, os horários sejam retomados cada dia mais cedo, para que o reajuste se faça de forma gradual", aconselha Filipe Silva, pediatra do hospital Cuf Descobertas.
Os pais devem determinar uma hora de deitar que permita à criança um tempo de sono adequado, tendo em conta a hora de levantar. A duração do sono recomendada para as crianças depende da idade mas, na maioria dos casos, a hora mais indicada para se deitar varia entre as 21 e as 22 horas.
"A privação do sono prejudica a capacidade de concentração das crianças, a memória e a criatividade, reflectindo-se no comportamento e no rendimento escolar", acrescenta o pediatra. Na semana de readaptação, as crianças podem também começar a fazer algum trabalho que lhes lembre a escola, o que, não sendo fundamental, pode ajudar a entrar no ritmo escolar. @ SOL

Milhões, biliões e triliões

Carl Sagan foi caricaturado por na série "cosmos" ter dito imensas vezes números de escalas tão grandes. Chamaram-lhe então o senhor biliões e biliões.
Sagan foi um cientista com uma qualidade excecional: a capacidade de comunicar ciência (com rigor) às pessoas.
De facto não se pode falar de ciências sem falar em números com muitos, muitos zeros.

Na ESÁS, durante o encontro “A Ciência por quem a faz e por quem a ensina” os grandes números estiveram presentes. Com o professor Orfeu Bertolami começamos a contar as estrelas, as distâncias e o tempo que nos separam.
Orfeu Bertolami durante a sua comunicação

Descemos à Terra com a cientista Helena Couto e recuamos mais de 3 mil milhões de anos ao tempo das bactérias que originaram os estromatólitos.
a Professora Helena Couto

O matemático Rui Costa mostrou-nos que é possível melhorar a transmissão dos biliões de bits nas nossas redes, aumentando a inteligência dos descodificadores e não a sua força.
Rui Costa

Depois o Químico Joaquim Esteves da Silva levou-nos para o infinitamente pequeno, um mundo da ordem dos 0,000001 milímetros, isto é, para os nanomateriais que nos estão a fazer mudar a maneira de olhar os elementos.
apresentação do cientista Joaquim Esteves da Silva

A manhã acabou com a ironia de António Amorim em torno dos milhões de pequeninos passos que fizeram a nossa espécie.
 professor António Amorim no início da sua comunicação

À tarde, a saga dos números continuou. Uns tiveram a sorte de viajar dos nossos dias até às praias de Valongo de há 400 milhões de anos e puderam contemplar e fotografar as ondas fixadas nas rochas.
rochas no parque paleozóico de Valongo

Outros começaram com as altas energias do nuclear, com a professora Helena Ferraz, e seguiram para os efeitos paradoxais das velocidades alucinantes próximas da luz, com o José Pedro Vieira.
Helena Ferraz

José Pedro Vieira

Mas a ciência também está presente em coisas mais comezinhas como objetos e substâncias que usamos no nosso quotidiano. Foi isto que nos recordou o workshop dinamizado pelo professor Arnaldo Madureira.
o efeito da tensão superficial

Os professores de matemática treinaram as suas artes com tesouras e calculadoras e de todas as áreas alguns puderam experimentar como pode ser uma aula com clickers.
a TInspire


                Luís Barata a mostrar o funcionamento dos clickers
                            Maria João Peres

E como a saúde é o mais importante, a doutora Raquel Ascenção, nossa aluna até ao ano 2000, falou-nos da importância da ciência na promoção deste nosso bem mais precioso.
doutora Raquel Ascenção

Este foi o terceiro encontro de cientistas e professores de ciências promovido na nossa escola e certamente haverão outros porque nos podemos orgulhar de termos formado vários cientistas que não nos esquecem e que nós também não esquecemos.

10/09/2013

texto de autor: vai começar a escola

Em muitíssimas circunstâncias da nossa vida, quando alguma coisa não correu bem, é possível recomeçar e tentar de novo com a expectativa de se ser melhor sucedido. Todos nós experimentámos episódios deste tipo.
Pois bem, o  processo de início da escolaridade envolve na verdade um conjunto de circunstâncias irreversíveis, ou seja, quando corre mal já não é possível voltar atrás e recomeçar com a esperança de que a situação vá correr melhor. Por isso se torna imprescindível que o começo seja positivo. Para isso, importa que seja pensado e orientado, que crie as rotinas, a adaptação e a confiança em miúdos e em pais indispensáveis à aprendizagem e ao desenvolvimento bem sucedidos.
É fundamental não esquecer que os miúdos à "entrada" na escola não estão todos nas mesmas condições, pelas mais variadas razões, ambiente e experiências familiares, percurso anterior, características
individuais, etc. o que exige desde o início uma atenção diferenciada que combata a cultura de que devem ser todos tratados da mesma maneira que alguma opinião publicada e ignorante defende.
Antes de, com voluntarismo e empenho, se tentar ensinar aos miúdos as coisas da escola é preciso, como sempre afirmo, dar tempo, oportunidade e espaço para que os miúdos aprendam a escola. Depois de aprenderem a escola estarão mais disponíveis para aprender então as coisas da escola.
Compete-nos a nós que chegámos à vida mais cedo, tentar que estes primeiros dias da vida escolar dos miúdos sejam os primeiros de muitos dias bem sucedidos que terão pela frente.
Daqui a pouco tempo começam a ser, por assim dizer, intoxicados com escola, oito ou dez horas por dia, e começa o tempo em que acabou a brincadeira, é o tempo da escola "a sério".
Em muitos casos, rapidamente os miúdos se sentirão pressionados para a excelência, o mundo não é para gente sem sucesso. Vão ter que adquirir competências, muitas competências, em variadíssimas áreas, porque é preciso ser bom em tudo e é preciso preparar para o futuro, curiosamente, descuidando, por vezes, o presente.
E vão também começar a perceber como anda confusa a cabeça dos adultos, como estamos sem perceber o nosso próprio presente e com dificuldade em antecipar o futuro, que será o presente deles. Vão, parte deles, desaprender de rir, de se sentir bem e de brincar, a coisa mais séria que sempre fizeram. Vão ouvir cada vez mais frequentemente qualquer coisa como "não podes fazer isso, já és uma mulherzinha, ou um homenzinho", como se as mulherzinhas e os homenzinhos já crescidos não fizessem asneiras. Vão conhecer tempos em que se sentem sós e perdidos com um mundo demasiado grande pela frente.
Mais cedo ou mais tarde, alguns deles, vão sentir uma dor branda que faz parte do crescer mas que, às vezes, não passa com o crescer. Também sei, felizmente que a grande maioria vai continuar a sentir-se bem, por dentro e para fora.
Pode parecer-vos um pouco estranho, mas gostava que a estes miúdos que agora vão começar "a escola", tal como aos outros que já a cumprem, lhes apetecesse "fugir para a escola" e que nós possamos ser capazes de lhes dizer "Cresçam devagarinho, não tenham pressa".
É que depressa e bem, não há quem, como se costuma dizer.

                                                                                           José Morgado, professor universitário no ISPA

09/09/2013

reutilizar é melhor que reciclar

cartaz afixado no gabinete da APESAS
Dar e receber é o lema de mais uma iniciativa da APESAS, Associação de Pais e Encarregados de Educação da nossa escola. Tal como no ano letivo anterior, os nossos jovens/pais podem oferecer os manuais que já não lhes servem e permitir que outros os usem. Pode haver quem tenha feito o mesmo e todos consigam obter os manuais que são certos para cada um. Chama-se a isso reutilizar. É melhor que reciclar. É o nosso Banco do Livro.


colocações no ensino superior (1ª fase)

Noventa e três por cento dos estudantes que se candidataram, este ano, ao ensino superior público foram admitidos na primeira fase do concurso. Ao todo, entraram para o superior 37.415 dos 40.419 candidatos, o que representa uma percentagem três por cento superior à do ano passado. Sem surpresas, os cursos de Medicina voltaram a esgotar todas as vagas na primeira fase, apesar de continuarem a ser os que exigem médias mais elevadas. @RTP



Politécnicos: número de vagas aberto no Ensino Superior está desajustado

O presidente do conselho coordenador dos institutos politécnicos já tinha a alertado o Governo para esta situação mas diz que nada foi feito.

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) alertou o secretário de Estado da Educação para o facto de considerar desajustado o número de vagas aberto este ano para acesso ao Ensino Superior.
Quarenta e cinco por cento das vagas previstas para os institutos politécnicos ficaram por preencher na primeira fase do concurso para o ensino superior.
Os resultados do concurso mostram também que sessenta e seis cursos ficaram sem um único aluno. @TSF

(atualização às 16h de 09/09/2013)
Num comentário aos resultados da 1º fase do concurso para o Ensino Superior, no qual 66 cursos ficaram sem um único aluno, o ministro da Educação reconheceu que é preciso reagir de novo, em parceria com reitores e presidentes dos politécnicos para reestruturar a oferta de cursos.
«Nós temos de repensar o que se passa nos casos em que não há candidaturas. Este ano e o ano passado já tomámos uma série de medidas para evitar que os cursos com apenas dez alunos reabrissem, tivemos em conta a empregabilidade e a procura dos cursos e agora, depois de conhecidos os resultados da 2ª e 3º fase, vamos ter de voltar a tomar medidas nesse sentido», afirmou Nuno Crato durante uma visita à Escola Secundária da Moita.
No seu entender, «cabes aos sr. reitores, presidentes dos politécnicos, professores e conselhos gerais de escola repensar a oferta que estão a fazer». @ TSF

06/09/2013

foi dia d' "a Ciência por quem a faz e por quem a ensina"

O centro de formação maiatrofa levou a cabo, hoje, o 3º Encontro  dos que fazem e ensinam a Ciência. O auditório da ESÁS encheu e a curiosidade dominou. Afinal, os organizadores têm vindo a elevar a fasquia e o público conta com isso.
O CRESCER esteve presente, no entanto, as máquinas fotográficas traíram a equipa. Como hoje não quer deixar de publicar algumas palavras sobre aquilo a que pôde assistir, por forma a assinalar tão digno momento, aos não contemplados nesta primeira abordagem, o CRESCER pede desculpas e promete reportagem com fotos de melhor qualidade.
equação enferrujada
professor Orfeu Bertolami


"É mais fácil perder-me na Maia do que no Universo.", disse, com humor, à chegada.


Depois, sem necessidade de controlar o seu tempo, mostrou que "há equações enferrujadas!" e levou toda uma plateia consigo numa viagem pelo Universo. 










Foram as palavras com sotaque do professor Orfeu Bertolami, docente do Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da UP.





professora Helena Couto







Com ela, descemos à Terra e ouvimos falar sobre as transformações do nosso planeta ao longo dos milhões de anos da sua existência e das etapas mais significativas da evolução da vida na Terra com base no registo fóssil.




professora Helena Couto









Foi a professora Helena Couto, docente da Faculdade Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território da Faculdade de Ciências da UP que, na parte da tarde, orientou uma visita ao Parque Paleozóico de Valongo.

equipa responsável pela organização







Mais oradores e dinamizadores de workshops estiveram presentes neste que foi o 3º grande Encontro dos que fazem a ciência e a ensinam.

Parabéns a todos eles e à organização do evento.

Bem hajam!

05/09/2013

a Ciência por quem a faz e por quem a ensina (III)

É já uma tradição. Já o tínhamos anunciado aqui. Vai decorrer amanhã, dia 6 de setembro, ao longo de todo o dia, na nossa escola secundária.
Consulte o programa aqui e assista ao Encontro que já há três anos é o primeiro grande evento do AEAS do ano letivo.

04/09/2013

noc noc... 2013/2014?



Batemos à porta e espreitamos à fechadura para ver se estão por aí. O CRESCER está a chegar para o novo ano letivo... Vamos lá "começar de novo"?