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17/11/2014

“Escola com todos e por todos – 40 Anos d’Afetos, Sonhos e Projetos”

Chegou até ao CRESCER esta entrevista, feita pelos autores abaixo referenciados ao Diretor do nosso Agrupamento, e o CRESCER apresenta-a tal qual ela chegou às suas mãos. Os meninos são da turma CEI e as professoras responsáveis por eles são do Ensino Especial.

Há quantos anos é diretor da escola?
“Como diretor do agrupamento, há 5 anos. No entanto, há 29 anos que exerço cargos de gestão como presidente do Conselho Executivo. O interessante é que tem sido sempre nesta escola!”


Gosta de ser diretor desta escola?
“Se eu não gostasse muito, já tinha deixado de o ser há muito tempo. Ao longo destes 40 anos tem-se trabalhado muito e muito bem. Os pais gostam, os alunos gostam e os professores também… Quando os professores saem desta escola, saem com lágrimas nos olhos e com muita vontade de regressar.”


É difícil ser diretor desta escola?
"É de caras! É fácil porque há bom ambiente, amizade, temos muito bons professores e muitas atividades para os alunos. O Diretor tem muitas mãos direitas a ajudar nesta tarefa. A escola faz-se com   todos e por todos!”   


Na sua opinião, com quem é mais fácil trabalhar: com os professores mais antigos ou com os mais novos? 
“Há muitos professores a saírem prematuramente desta escola… É importante a transmissão de conhecimento e experiência dos mais velhos. A escola tem memória de 40 anos. Todos são importantes. A História é feita por todos!” 


Quais são os alunos que lhe dão mais trabalho? 
 “São os que se portam mal! Não é que sejam más pessoas…Há alunos que deram muito trabalho enquanto estiveram na escola e agora são boas pessoas e interventivas na sociedade. Foram bem “trabalhados” e fizeram-se Homens e Mulheres. Hoje, têm os seus filhos nesta escola.”



É professor de que disciplina?
“Eletrotecnia. A minha formação base é de Engenharia,  mas já lecionei disciplinas como Matemática e   Métodos Quantitativos. Sempre nesta escola.”


Tem tempo para se divertir? 
“Gosto muito de me divertir! Vou-me divertir até morrer!”


Quais são os seus passatempos preferidos? 
"Passear. Se eu pudesse passava a vida a passear! Também gosto de ir ao cinema, ao ginásio e fazer natação.”

Autores: Ana Pinto, Carlos Guimarães, Daniel Roriz, Diogo Carvalho, Paula Vasconcelos, Pedro Leite  e Raquel Filipe

02/10/2012

entrevista ao diretor (IV)


(continuação)
Dr. Manuel Carneiro Ferreira
Diretor do Agrupamento de Escolas de Águas Santas
CRESCER: Em final de ano letivo, fazem-se balanços. É habitual falar-se em sucessos e insucessos. Acabaram de sair os resultados dos exames e das provas finais. O que lhe apraz dizer sobre o assunto?
Sr. Diretor: O sucesso escolar tem sido muito positivo. No presente ano letivo, o 4º ano teve excelentes resultados nas provas de aferição a português e matemática, estando 20% acima da média nacional. Os resultados dos primeiros exames nacionais aplicados ao 6º ano foram muito bons. Relativamente ao 9º ano, os resultados revelam médias positivas quer a português quer a matemática, disciplina na qual temos vindo a melhorar. No secundário, ainda é prematuro falar em percentagens porque se aguardam as estatísticas que estão a ser elaboradas. No entanto, e apesar de nalgumas disciplinas (Física e Química A e Biologia e Geologia) os resultados terem sido pouco animadores (seguindo a tendência nacional), noutras como por exempo Matemática A e Português, os resultados ultrapassaram a média nacional.
Considero importante que a análise e reflexão sobre os resultados dos alunos e sobre os fatores de insucesso tenham implicações claras na readequação de práticas e estratégias de ensino-aprendizagem, sempre tendo em vista a melhoria dos resultados escolares dos nossos alunos. Neste âmbito, pretendemos dar continuidade efetiva ao projeto do PROMED (Projeto para a Melhoria de Desempenho dos Alunos) do GAVE ao qual já aderimos.

CRESCER: Esse é o sucesso escolar. Já o ouvimos dizer que pesa 50%. Os outros 50% vão para o sucesso educativo. E desse sucesso, quer falar-nos?
Sr. Diretor: É incontestável que o papel da Escola não se confina à sala de aula! Embora a importância da educação não formal seja reconhecidamente imensa, não pode ser expressa em estatísticas. No nosso agrupamento, as atividades extra-curriculares são muitas e diversificadas, o Plano Anual de Atividades é reconhecidamente rico já à partida, mas o plano inicialmente traçado nunca corresponde ao que realmente se faz ao longo do ano, pois há sempre novas atividades a serem sugeridas e cumpridas. A escola vive permanentemente em “festa”: as exposições, as visitas de individualidades, as palestras, os espetáculos, os dias temáticos, as campanhas… tudo isto contribui para a dinâmica coletiva que nos carateriza. Isto sente-se! Sempre foi o cartão de identidade da escola e não perdemos essa essência ao agruparmo-nos. Os professores mais novos que aqui chegam trazem também vontade de trabalhar festivamente. É isto que cria a nossa identidade, nos distingue e fideliza as pessoas à escola. Em muito também contribuirá para a enorme procura que tem por parte de muitos encarregados de educação que aqui querem colocar os seus filhos, tornando impossível garantir vagas para todos os que manisfestam esse interesse.
Penso que o reflexo de tudo isto no sucesso educativo dos nossos alunos é inquestionável!
A propósito, lembro-me que há pouco tempo li uma frase de Albert Einstein sobre o papel da Escola que achei deveras curiosa e que gostaria de partilhar com os leitores: “A vantagem competitiva de uma sociedade não virá da eficiência com que a escola ensina a multiplicação e as tabelas periódicas, mas do modo como estimula a imaginação e a criatividade.” Dá para pensar!

CRESCER: A nossa escola foi uma das primeiras a ser intervencionada pela empresa Parque Escolar. Como vê essa requalificação? Acredita que o investimento é um investimento no sucesso das aprendizagens?
Sr. Diretor: A intervenção do Parque Escolar foi muito oportuna, não obstante as saudades que a escola do “passado” deixou no coração de muitos. Porém, esta intervenção permitiu criar condições para acolher o 2º ciclo, melhorar as condições de trabalho de professores, alunos e funcionários, envolver a comunidade através da participação dos encarregados de educação em atividades desenvolvidas pela escola (como é o caso do Projeto da Dança), dinamizar atividades de índole social e recreativa, criar parcerias com as Associações Culturais e Recreativas do meio. Este ano, não foi ainda possível concretizar uma atividade conjunta envolvendo a escola e as Associações referidas, mas isso acontecerá a curto prazo.
 Acrescentaria, ainda, que a nossa requalificação permitiu trazer para a comunidade de Águas Santas os 5º e 6º ano, criando uma maior estabilidade às famílias que passaram a ter os seus filhos a estudar na zona onde vivem. Proporcionou também maior empregabilidade aos docentes do 2º ciclo.

CRESCER: A vida numa escola não para. Ainda um ano letivo não está encerrado e já outro se prepara. Qual a sua maior preocupação na organização do próximo ano letivo?
Sr. Diretor: A maior preocupação na organização do próximo ano letivo é a de ter tudo devidamente preparado dentro do prazo estipulado. As escolas que possuem o ensino secundário têm sempre mais dificuldade devido ao trabalho acrescido que os exames acarretam. As alterações a nível dos currículos e da distribuição de serviço têm criado entraves até na gestão dos recursos humanos. O trabalho dos docentes tem aumentado consideravelmente, mas tudo temos conseguido superar com a colaboração e esforço de todos. Uma escola não se faz só com o Diretor, todos são chamados a intervir. A escola tem tido a capacidade de motivar os seus colaboradores e estes têm respondido ativamente, o que faz com que a imagem da escola seja muito positiva e se traduz na fidelização do corpo docente. O mesmo acontece com o quadro do pessoal não docente que trabalha com motivação, gosto e orgulho.

CRESCER: Por último, quer o senhor diretor deixar ao CRESCER e aos seus leitores uma mensagem que considere pertinente?
Sr. Diretor: Quero deixar uma mensagem de esperança no futuro. Faço votos para que todos sejam bem-sucedidos e se regozijem por pertencerem a esta comunidade escolar que tanto me envaidece.

Agradecemos a disponibilidade revelada pelo nosso diretor. Esperamos que esta conversa possa aproximar alunos, professores e funcionários e os conduza a interagir ainda mais e melhor numa escola que se pretende plural, num espaço para todos, na freguesia de Águas Santas. 

Nota: Esta entrevista, aqui apresentada em quatro publicações, foi feita em julho de 2012 com o objetivo de ser publicada em primeira mão no anuário do CRESCER, tal como aconteceu.

28/09/2012

entrevista ao diretor (III)


(continuação)
Diretor do Agrupamento de Escolas de Águas Santas
CRESCER: Referiu-se aos Encarregados de Educação (EE). A relação da escola com os EE é deveras importante. Tem sido cordial o relacionamento com a associação de pais?
Sr. Diretor: A relação da escola com a Associação de Pais tem sido muito cordial, baseando-se na colaboração e cooperação. As críticas construtivas que vão surgindo são benéficas porque nos ajudam a melhorar o que estará menos bem. Há que clarificar que não há uma Associação de Pais, há várias Associações de Pais, uma em cada escola do agrupamento. Foi mantida esta prática, pois cada associação tem a sua própria identidade e individualidade. Tem havido uma fidelização dos seus associados, muitos deles antigos estudantes da escola secundária.
 O trabalho realizado em parceria tem sido muito positivo - foram promovidas atividades enriquecedoras, algumas têm até contribuído para a melhoria dos espaços escolares.
Acresce dizer que o seu contributo também tem sido muito importante a nível social, caso da angariação de fundos para a compra de uma cadeira de rodas para um aluno da escola sede e da compra de material didático para as salas de AEL. A solidariedade tem norteado estas associações, o que é de louvar.

CRESCER: Vivemos tempos difíceis. De que forma é que a escola se vem ressentindo da crise económica em que o país está mergulhado?
Sr. Diretor: A crise económica que o país atravessa tem-se refletido no aumento da percentagem de alunos subsidiados - 60% dos nossos alunos são subsidiados. Sabemos que temos alunos que só fazem uma refeição por dia, por isso, nas nossas escolas, os alunos carenciados têm direito ao almoço, mesmo em tempo não letivo.
O Conselho Geral, aquando da definição das linhas orientadoras para elaboração do orçamento, teve em atenção esta situação e recomendou que fossem afetadas verbas para atenuar estas dificuldades dos alunos e das famílias.

CRESCER: A atual Associação de Estudantes tem-se pautado por ter uma atitude assertiva na sua dinâmica. Como vê este movimento associativo estudantil na escola?
Sr. Diretor: Valorizo muito o movimento associativo dos alunos, considero fundamental a sua existência nas escolas. O seu âmbito de intervenção pode ser amplo e benéfico a diversos níveis, como a integração e a gestão de conflitos, para citar apenas alguns. O papel da atual Associação de Estudantes tem sido muito positivo e tem-se pautado por uma postura correta, participativa e colaborativa. O presidente da Associação de Estudantes tem manifestado sempre uma atitude assertiva e de total disponibilidade para colaborar com os órgãos da escola.
 (continua)

27/09/2012

entrevista ao diretor (II)

(continuação da entrevista)

Dr. Manuel Carneiro Ferreira
Diretor do Agrupamento de Escolas de Águas Santas
CRESCER: E qual é a oferta formativa para o próximo ano letivo?

Sr. Diretor: A oferta formativa mantém-se quase inalterada - os quatro cursos científico-humanísticos e três cursos Profissionais (Gestão, Turismo e Saúde). A proposta de abertura do curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão não foi aceite, dado que esta área deixou de ser considerada prioritária.  
Relativamente aos cursos CEF, até ao ano letivo transato oferecemos aos nossos alunos duas opções - Eletricista de instalações e Técnico de Técnicas-Comercias. Recordo que até agora, esta era considerada a solução alternativa para os alunos que, por diversas razões, não seguiram um percurso escolar regular. A frequência de um curso CEF permitia-lhes concluir o 9º ano e obter uma certificação qualificante de nível 2. A partir deste ano, a oferta destes cursos passa a estar mais condicionada, quer a nível das condições de acesso, quer a nível dos estabelecimentos de ensino que os irão administrar. A nossa Escola não foi autorizada a abrir novos cursos CEF, pelo que no ano letivo 2012/2013 apenas funcionará o segundo ano do CEF de Eletricista de Instalações. De referir que, no grande Porto, a tutela apenas autorizou o funcionamento de aproximadamente 60 cursos.
 Apesar de todo o empenho e do trabalho meritório levado a cabo pelo nosso Centro Novas Oportunidades a que aludi, o seu destino próximo é ainda incerto.

CRESCER: Como perspetiva o futuro dos cursos profissionais?
Sr. Diretor: A tendência atual é a de reduzir essa oferta nas escolas secundárias (lembre-se que estes cursos são financiados por verbas comunitárias), sendo intenção superior associar também estes cursos aos Centros de Emprego e Formação Profissional.

CRESCER: No âmbito deste nosso alargamento, tivemos a funcionar na escola uma unidade para meninos “diferentes”, a Unidade de Multideficiência. Como vê a integração destes jovens na escola?
Sr. Diretor: Devo dizer que, ao nível da política e das práticas de inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, Portugal é apontado como um exemplo a seguir. Neste âmbito, e por indicação da DREN, o nosso agrupamento já recebeu a visita de um grupo de professores de diversos países europeus e um técnico do Ministério da Educação japonês.   
 Não esqueçamos que o nosso Projeto Educativo também salienta a promoção da aceitação da diferença, a inclusão e o respeito pelos outros. Ao nível da inclusão destes meninos “diferentes” e da aceitação da sua diferença, estamos a cumprir aqueles desígnios. Recordo que o Agrupamento tem duas Unidades de Apoio à Multideficiência - uma no Centro Escolar da Gandra e outra aqui na Escola sede. No ano letivo que agora findou, foi possível a criação desta última para albergar os alunos cuja faixa etária tornava descontextualizada a sua permanência numa escola do 1º ciclo. Ambas as unidades têm funcionado muito bem e os alunos estão bem integrados. Quer as crianças quer os encarregados de educação estão satisfeitos com todos os intervenientes (professores, técnicos e funcionários) e reconhecem os progressos alcançados. Foi uma grande aposta que obrigou à criação de novas condições de trabalho, maior responsabilização e organização, mas o resultado é, de facto, muito positivo. Saliento o trabalho atento e meritório que a equipa da Educação Especial tem vindo a desenvolver no acompanhamento de todos os alunos NEE que frequentam as nossas escolas.
(continua)

26/09/2012

entrevista ao diretor (I)

O CRESCER, em julho, fez uma entrevista ao Diretor do nosso agrupamento. Essa entrevista foi publicada no anuário que fizemos sair em início de ano letivo, em suporte papel.
Porque se tratou de uma novidade, não a antecipámos antes. 
Agora, faz sentido disponibilizá-la aqui, para que todos os leitores possam dela ter conhecimento. 
Porque é extensa, publicá-la-emos, a partir de hoje, em várias posts, para facilitar a leitura.
página do mês de julho do nosso anuário/calendário
O CRESCER tem acompanhado a evolução dos tempos e sabe que têm sido muitas as alterações à gestão dos novos espaços educativos. Por isso, o CRESCER foi ouvir o diretor do agrupamento, Dr. Manuel Carneiro Ferreira, para poder saber mais de perto o que lhe vai na alma.


CRESCER: Tendo em conta a sua vasta experiência, como vê o Senhor Diretor a transformação da nossa escola em agrupamento?
Sr. Diretor: Sou a favor da verticalização. Traz vantagens a diversos níveis: facilita a organização escolar, resulta numa melhor articulação curricular e favorece a identificação precoce (logo nos primeiros anos de escolaridade) de situações problemáticas de diversa índole (indisciplina, dificuldades de integração e/ou de aprendizagem…). Por tudo isto, estou convicto que terá implicações importantes na melhoria dos resultados escolares.
 No entanto, a verticalização nada tem a ver com a criação dos mega-agrupamentos que traz consigo dificuldades de monta a nível da gestão e da organização escolar.
Sobre a fusão do prévio agrupamento horizontal com a escola secundária, é inegável que esta veio redimensionar completamente esta instituição e trouxe consigo novos desafios à gestão e organização escolares. Congratulo-me pelo facto de ser coadjuvado por uma equipa competente, eficiente e empenhada. Refiro-me em particular aos meus colaboradores mais diretos (subdiretora, adjuntos, assessores, coordenadoras de estabelecimento), mas também aos coordenadores de departamento, coordenadoras pedagógicas, coordenador do CNO e à diretora do centro de formação maiatrofa. Saliento o papel importante do Conselho Geral e as boas relações institucionais e as parcerias que mantemos com o poder autárquico. A Câmara Municipal da Maia, que tem assumido a educação como uma das suas prioridades, tem provado ser um parceiro de excelência. Saliento a colaboração que temos mantido com a Câmara na figura do Sr. Presidente Bragança Fernandes e com a Junta de Freguesia de Águas Santas na figura do Sr. Presidente Carlos Vieira. De referir ambém a colaboração e o apoio por parte de toda a comunidade educativa.
CRESCER: Como olha para um público tão distinto quanto o atual, composto por alunos do 5º ao 12º ano?
Sr. Diretor: Penso que vivemos um período de adaptação mútua. Os alunos do 2º ciclo são crianças na faixa etária dos 11-12 que têm uma dinâmica própria à qual todos tivemos de nos habituar. Se existiu uma fase de alguma perturbação, acho que já a ultrapassamos. Apesar da resistência inicial, creio que os alunos do ensino secundário se adaptaram bem aos colegas mais novos. Hoje, já se assumem como padrinhos, como protetores! Por outro lado, sinto que os alunos do 1º ciclo estão ansiosos para virem para a “escola-mãe” que eles designam por “escola grande”! Este facto, por si só, constitui um indicador importante de que a dinâmica de agrupamento está a funcionar.

CRESCER: E qual é a sua opinião sobre a oferta da escola, sobre as Novas Oportunidades e sobre os cursos EFA?
Sr. Diretor: A nossa oferta curricular é grande e diversificada - 2º e 3º ciclo do ensino básico (ensino regular e CEFs), ensino secundário (cursos científico-humanísticos e profissionais), Cursos EFA e Novas Oportunidades. Esta oferta pretende ir ao encontro das necessidades e oferecer aos alunos um maior leque de opções. Quanto ao Centro das Novas Oportunidades, devo dizer que está muito bem cotado a nível do concelho da Maia! O reconhecimento pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver tem permitido a continuidade da sua atividade. Os cursos EFA têm constituído uma boa aposta porque promovem a interação da escola com a comunidade. Como exemplo, refiro o caso das turmas de alfabetização que têm funcionado nas instalações de Associações Socioculturais e Recreativas do meio. Os professores, que se sentem realizados com o trabalho que têm vindo a desenvolver com estas turmas, alimentam expectativas de lhes dar continuidade. Apesar do elevado número de alunos destes grupos, a dedicação e a responsabilidade de todos os intervenientes têm contribuído decisivamente para o seu sucesso educativo. O abandono tem sido mínimo, dado que o agrupamento tem criado condições para que os alunos se sintam bem e tenham sucesso.
(continua)