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25/01/2024

meteorologia: prepare as T-shirts - fevereiro pode chegar com temperaturas “até 15 graus acima do normal”

Os últimos dias de janeiro trouxeram uma mudança radical nas temperaturas devido a um poderoso anticiclone e uma crista “recorde”, que trouxe um “início de primavera” e temperaturas mais altas… bem mais altas. Segundo a AEMET – Agencia Estatal de Meteorología, de Espanha -, a estabilidade vai agora marcar as etapas finais de janeiro para a Península Ibérica, com uma surpreendente anomalia, com temperaturas que vão ficar “entre 10 e 15 ºC acima do normal para a data”.

De acordo com o jornal espanhol ‘ABC’, que cita meteorologistas de portais como o ‘eltiempo.es’, parece que este calor recorde continuará pelo menos por vários dias. Os modelos sugerem mesmo que as temperaturas se manterão bastante acima do habitual, registando valores recorde para a época, “até meados de fevereiro”.

No entanto, um especialista do AEMET, Juan Jesús González Alemán, explicou que este fenómeno é preocupante – não só em Espanha mas também em Portugal, devido à situação de seca. “Dado o contexto de aquecimento global em que nos encontramos (aproximando-nos de máximos em 100 mil anos ) é improvável que este tipo de cristas tenha acontecido nesses milhares de anos.”

Para González Alemán, “o principal problema é realmente o aumento da frequência deste tipo de cristas anticiclónicas extremas no inverno, como tem vindo a acontecer”, indicou, ressalvando que as suas aparições, cada vez mais comuns, estão “aos poucos a tomar conta do clima invernal”, o que vai causar “um impacto desastroso”.

Fonte: Sapo 

educação: conhece a ONG "Teach for Portugal"?

Os alunos acompanhados pelos mentores da "Teach for Portugal" reduziram as negativas em 51% durante o último ano letivo em comparação com as turmas sem esta colaboração. Segundo a organização não governamental, o objetivo passa por apoiar 87 mil alunos até 2028, contando com mais de 255 mentores em todo o país. 

No Dia Internacional da Educação, a "Teach for Portugal" salienta que já acompanhou mais de 19 mil alunos, em 63 escolas do país e espalhadas por 40 municípios desde 2019. Só durante este ano letivo, o projeto de mentoria chega a mais de 6 mil alunos em sala de aula através de 70 mentores que estão presentes em 48 escolas com maior percentagem de alunos com ação social escolar. 

E, de acordo com o Relatório de Impacto do programa "Teach for Portugal", no ano letivo de 2022/2023, a colaboração dos mentores da organização traduziu-se num impacto positivo nas notas dos alunos, acelerando a redução das negativas em 51% nas turmas acompanhadas, em comparação com as turmas sem esta colaboração. 

Ao JN, Catarina Ferreira, da "Teach for Portugal", nota que “geralmente os alunos sobem as notas do 1.º para o 3.º período. Quando esta colaboração existe, os alunos reduzem muito mais as suas negativas”. 

Na prática, os mentores desta ONG acompanham os alunos em sala de aula, ajudando ainda os professores a planear as disciplinas e a decifrar as necessidades mais prementes da turma. Para Catarina Ferreira, o projeto trabalha “para no fundo garantir que todas as crianças e jovens em Portugal tenham acesso a uma educação que lhes permita desenvolver ao máximo o seu potencial”.

No total, fazem parte da “Teach for Portugal” 127 mentores que “colaboram a tempo inteiro, dentro e fora das salas de aulas, com professores de várias disciplinas. Colaboram com os professores para desenvolverem nos alunos resultados académicos e competências técnicas e humanas, como por exemplo a inteligência emocional, a resiliência ou o trabalho em equipa”, explica Catarina Ferreira. 

O projeto está presente em escolas de Norte a Sul do país, como é o caso do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano e Agrupamento de Escolas Manoel de Oliveira, no Porto, da Escola Secundária Diogo Macedo, em Vila Nova de Gaia, do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, em Gondomar, do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro, em Oeiras, ou do Agrupamento de Escolas Mateus Rosa Araújo, em Cascais. É financiado pelas autarquias, empresas privadas e fundações. E não acarreta custos para as escolas ou para os alunos. 

A “Teach for Portugal” espera apoiar mais de 87 mil alunos até ao ano letivo 2027/2028, um trabalho que deverá ser implementado através de 255 mentores. Fonte: JN

cultura: biografia de Camões por Isabel Rio Novo a publicar em junho traz "muitas surpresas"

Uma biografia de Luís de Camões vai ser publicada em junho, nos 500 anos do poeta, mostrando o homem por detrás do mito, num trabalho de cinco anos de Isabel Rio Novo, que lhe trouxe "muitas surpresas".

A primeira reação foi de medo, depois de aceitar o desafio lançado pelo editor da Contraponto para escrever uma biografia de Luis de Camões, quando se apercebeu do "aparente poço sem fundo em que tinha decidido mergulhar", contou a escritora e investigadora, em entrevista à agência Lusa.

Este é o segundo volume da coleção de "Biografias de Grandes Figuras da História de Portugal", que arrancou em 2020 com a biografia do Marquês de Pombal, e que conta com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e da Fundação Oriente.

"De início fiquei muito assustada: primeiro, porque tinha acabado de sair de uma grande empreitada - a biografia de Agustina Bessa-Luís, na coleção 'Grandes Figuras da Cultura Portuguesa Contemporânea' - e depois pela figura proposta", revelou Isabel Rio Novo.

Para a editora, o quinto centenário do nascimento de Camões proporcionava uma oportunidade singular para refletir sobre o legado de um poeta amplamente presente tanto na literatura quanto na identidade portuguesa.

Por isso, para Isabel Rio Novo, não se tratava apenas da biografia de mais um grande vulto, mas de "toda essa carga de sentido que atribuímos a Camões".

O trabalho, que se iniciou em 2019 e está em fase de conclusão, obrigou a autora a mergulhar a fundo em todas as biografias antigas e recentes, na pesquisa de fontes conhecidas e na reunião de informação que estava dispersa.

A pandemia que se interpôs no caminho de Isabel Rio Novo teve a desvantagem de a obrigar a protelar viagens necessárias, mas teve como vantagem dar-lhe mais tempo e facilitar as pesquisas à distância, contou.

Foi então à distância que contactou com pessoas que lhe deram informações, que lhe enviaram documentos e de quem recebeu pistas de investigação; fisicamente, quando as barreiras impostas pela pandemia foram levantadas, foi a Goa, "a velha Goa que resta dos tempos de Camões", e à ilha de Moçambique, "onde Camões viveu dois anos, na altura em que queria regressar a Portugal."

A viagem a Goa revelou-se mais frutífera do que esperava, pois encontrou um grupo de investigadores do Laboratório Hércules, da Universidade de Évora, que lá se encontrava no âmbito de um trabalho de análise de retratos dos diversos vice-reis da Índia, e que a ajudaram numa descoberta que acabara de fazer.

"Descobri o paradeiro de um retrato [de Luis de Camões] revelado em 1972 e que andava extraviado. Graças à minha obstinação, encontrei esse retrato, de que se tinha perdido o paradeiro, num colecionador privado", contou.

Com a ajuda do grupo Hércules, esse retrato foi analisado e foi atestada a sua veracidade.

Para escrever a biografia de Luís de Camões, a escritora estudou muito bem a época, porque "em biografias históricas, a época não é apenas um pano de fundo, os indivíduos são a sua época. Há conceitos que no século XVI têm sentidos que se foram perdendo ao longo dos séculos."

Para Isabel Rio Novo, o difícil neste tipo de biografias é reconstituir a época com o máximo rigor possível, mas, por outro lado, o facto de esta biografia ser recente "beneficia de todos os contributos prévios que foram sendo feitos ao longo do tempo."

Por isso, a obra biográfica que agora vai ser publicada é acompanhada por uma "enorme quantidade de notas de rodapé", explicou.

A autora promete que "o resultado final vai trazer muitas surpresas", embora reservando-as para a publicação do livro.

Além disso, dará ao leitor "a perceção de homem que existiu antes de ser um mito" e "dá um avanço decisivo no conhecimento" que se tem hoje em dia.

"As cartas em prosa são um bom exemplo de informação conhecida, mas que, por o seu conteúdo ser avesso ao discurso oficial sobre o poeta, foi quase sempre descurada do ponto de vista biográfico."

Segundo a investigadora, o retrato que sai desta biografia "não é o que ensinam na escola, a ideia de que grandes escritores nascem quase figuras consagradas."

"Fui-me divertindo raspando a patine do busto e descobri o homem que existe por baixo dessas camadas de sentido que lhe fomos acrescentando", disse, afirmando: "Camões foi um indivíduo do seu tempo, genial do ponto de vista do talento e da capacidade de refletir sobre a vicissitude da sua existência, mas enquadrado no seu tempo."

Sendo um livro que contém essencialmente matéria biográfica - não é o típico volume de "vida e obra de Camões" -, há naturalmente a obra de Camões nesta biografia, porque estão intrinsecamente ligados.

"Muitas circunstâncias de escrita de poemas estão diretamente ligadas ao homem Camões na altura em que estava", explica, sublinhando contudo que não é camonista, é "devedora de especialistas".

Ao longo da pesquisa, foram várias as vezes que se surpreendeu, algumas com aspetos da vida do poeta que, não sendo novas, eram para a autora pouco conhecidas, como os primeiros anos de Camões ou a cronologia das duas décadas que passou no Oriente.

A principal dificuldade que sentiu na elaboração desta biografia foi mesmo o trabalho que lhe deu, superado o "choque inicial" de perceber a empreitada em que se tinha metido.

"Não pensei em desistir, mas em muitos momentos senti-me completamente assoberbada. Valeu o biografado, tão interessante que não me consigo cansar dele, embora me canse por causa dele." Fonte: Sapo

atualidade: cheque-livro vai avançar no primeiro trimestre deste ano, assegura APEL

A plataforma para emissão dos cheques-livro no valor de 20 euros para jovens com 18 anos vai estar a funcionar até ao final de março, afirmou hoje o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

Em dezembro, o Conselho de Ministros aprovou a concretização do cheque-livro, que conta com uma dotação de 4,4 milhões de euros e será financiado através do Fundo de Fomento Cultural.
Esta medida, uma das últimas aprovadas para a Cultura antes de o Governo entrar em gestão, implica a criação de uma plataforma para operacionalizar a atribuição do cheque-livro através das livrarias.
“Neste primeiro trimestre, essa plataforma estará pronta e funcional, plataforma essa que foi sempre trabalhada entre a DGLAB [Direção-Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas] e com a APEL, de forma a que o processo seja fácil e intuitivo, quer para os miúdos de 18 anos, a descontar o voucher, quer para os livreiros depois, a fazerem a sua remissão”, adiantou à Lusa.
Como explicou o responsável, o cheque-livro “funcionará com base numa plataforma, onde quem faz 18 anos irá validar essa informação e automaticamente será debitado um ‘voucher’, com um ‘QR Code’, no valor de 20 euros, que poderá depois descontar em toda a rede de livrarias que sejam aderentes à plataforma”.
O cheque-livro é uma medida proposta pela APEL, que defendia a atribuição de 100 euros aos jovens de 18 anos para a compra de livros, mas o Governo decidiu fixar o valor em 20 euros e limitou o benefício a cerca de 200.000 pessoas.
“O grande objetivo deste cheque-livro é que seja recorrente, que não seja um episódio piloto feito num ano, porque consideramos que isto é estrutural”, afirmou Pedro Sobral, referindo que em países como Itália, França e Espanha, a introdução deste tipo de cheque levou a um aumento da venda de livros.
Aliás, em alguns casos, como o italiano, a medida começou pelo cheque-livro, mas “correu tão bem” que migraram para o cheque-cultura, acrescentou.
“Sabemos que o hábito vai-se instalando. O cheque-livro não é só a injeção de 20 euros, que para nós é insuficiente, porque o valor que achávamos relevante era cem euros, mas não é critico, porque é uma bola que se começa a mover, é uma forma de introduzir, nesta idade, não só o hábito de comprar livros, mas de frequentar livrarias – as lojas ‘online’ ficam de fora -, para permitir essa experiência de um espaço que sabemos que é espetacular”. Fonte: Sapo

 

convite: “Concerto e Jantar Volante Anos 20”

imagem da Internet
moda feminina anos 20
No âmbito do Plano Nacional de Artes, vai realizar-se uma atividade interdisciplinar “Concerto e Jantar Volante Anos 20”, a realizar no dia 9 de fevereiro de 2024, entre as 18:30 e as 23:00 horas, na Junta de Freguesia de Águas Santas, com os seguintes objetivos:

- Proporcionar uma experiência das vivências artísticas e literárias dos anos 20;
- Mobilizar aprendizagens adquiridas em contexto de sala de aula;
- Promover o desenvolvimento de capacidade de recolha criteriosa de informação e posterior tratamento;
- Promover as relações de trabalho no sentido da autonomia, criatividade e espírito de trabalho em equipa.

Irá atuar a Orquestra Jazz do Conservatório de Música do Porto e terão lugar algumas atuações de alunos e professores. 
Os docentes e não docentes que estiverem interessados, poderão inscrever-se junto das professoras Ana Cristina Magalhães e/ou Lizete Pinheiro. O valor da inscrição para alunos é de 5 euros e dos professores 7,50 euros.

Nota: É obrigatório usar traje evocativo da época.

Com os melhores cumprimentos
Cristina Magalhães e Lizete Pinheiro 

24/01/2024

curiosidade: o que foi a bola de fogo que cruzou o céu de Portugal?

Para quem não teve oportunidade de ver o fenómeno no domingo à noite, vídeos não faltam nas redes sociais onde se vê uma grande bola de fogo que iluminou o céu. Mas o que realmente aconteceu? A SIC Notícias foi à procura da resposta.

O fenómeno aconteceu neste domingo, pelas 20h03, em Portugal. Na rua, ou na janela, quem estava nesse exato momento a olhar para o céu viu uma enorme bola de fogo que atravessou o sul da Península Ibérica. Em Portugal, foi em Elvas onde se viu melhor.

Há quem tenha achado que o que passou pelo céu foi um meteorito, mas, na verdade, foram “restos de cometas que se desintegram”, explicou, à SIC Notícias, o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço Pedro Machado.

Basicamente, isto é um fenómeno que acontece “quando a Terra passa em zonas do espaço onde estão estes restos de cometas que se desintegram”.

“Os que são maiores, como entram na atmosfera da Terra, desintegram-se e fazem uma bola de fogo”, acrescentou ainda o astrofísico.

É normal acontecer ?

Todos os dias caem cerca de duas toneladas de resquícios de pedaços de asteroides ou de poeira, mas geralmente são “muito pequeninos”, sublinhou Pedro Machado.

“ Mas, quando é um bólido parece que tem uma cauda de fogo enorme. Foi o que aconteceu agora, que realmente é assustador".

No entanto, o astrofísico garantiu que pedaços de asteroides, como estes que foram avistados, não são assim tão comuns.

“Isto acontece, geralmente, nesta altura de janeiro, ou em agosto. Nós até chamamos as chuvas de estrelas".

Ainda na semana passada, este fenómeno também foi visto no céu da Alemanha. Fonte: SicNotícias

mundo: maior exercício da NATO em décadas

No exercício, batizado como 'Steadfast Defender 2024' e que decorrerão até maio, participarão não só militares dos 31 Estados-membros da organização como também da Suécia, que se encontra em processo de adesão.

NATO / Rede social X
"A Aliança demonstrará a sua capacidade de reforçar a zona euro-atlântica através da deslocação transatlântica de forças da América do Norte. Este reforço decorrerá no âmbito de um cenário simulado de conflito emergente", declarou o comandante supremo das Forças Aliadas na Europa (SACEUR, na sigla em inglês), o general norte-americano Christopher Cavoli.
Estas manobras assumirão a forma de um cenário de conflito contra um "adversário de dimensão comparável", segundo a terminologia da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), assim se referindo à Rússia sem a nomear.
Participarão cerca de 50 navios de guerra, 80 aviões e 1.100 veículos de combate de todos os tipos. Trata-se do maior "jogo de guerra" desde o exercício 'Reforger' em 1988, em plena Guerra Fria entre a União Soviética e a Aliança Atlântica.
As Forças Armadas portuguesas vão participar com 37 militares no maior exercício da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) na Europa "em décadas", enviados para a Polónia e Roménia nos meses de abril e maio.
"Adicionalmente, Portugal contribui para a realização deste exercício com um militar para integrar a célula de planeamento de Operações no Estado-Maior Conjunto do Comando NATO, em Norfolk e com um elemento embarcado como membro do Estado-Maior do Comandante do Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)", é acrescentado na resposta enviada à Lusa pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), totalizando 37 militares. Fonte: DN 

atualidade: redobrar cuidados com a Inteligência Artificial (IA)

Vídeos e mensagens de voz falsas, burlas, escolha de vítimas ou até influenciar eleições. É a Inteligência Artificial (IA) ao serviço do crime.  

Em entrevista exclusiva à CNN Portugal, a Polícia Judiciária admite que esta é uma nova realidade e que as queixas de crimes com recurso à IA estão a aumentar no país. E a máquina não espera que ninguém lhe ensine, porque é capaz de aprender sozinha.

A Inteligência Artificial (IA) é uma realidade e o mundo do crime está a descobrir como a usar. Em Portugal, a Polícia Judiciária tem visto crescer o número de queixas de crimes que recorrem à IA. Numa entrevista exclusiva à CNN Portugal as autoridades admitem que foi aberta “uma caixa de Pandora” e que ninguém sabe “o tipo de perigos” que estão à espreita.

“No fundo, abre o que nós chamamos vulgarmente de 'caixa de Pandora'. Esta caixa, agora, vai ter aplicação prática. E há uma grande indefinição que nos vai trazer enormes desafios para o futuro. Por isso, está toda a gente em alerta máximo neste momento, porque ninguém sabe exatamente o tipo de perigos”, afirma José Ribeiro, inspetor-chefe da PJ da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).

Mais do que criar crimes novos, “a inteligência artificial vai potenciar crimes que já existem, aperfeiçoando as técnicas”, explica. “Um dos principais tipos de crime com que nos temos debatido é o deepfake.” Ou seja, a utilização de imagens de figuras públicas, com vídeos falsos associados às respetivas vozes, criados com IA, e usar isso “em burlas relacionadas, por exemplo, com criptoativos”. 

Os criminosos usam vídeos de pessoas conhecidas para dar credibilidade às burlas e levar as pessoas a transferir dinheiro para a suas contas. “Este é um dos principais tipos de crime que tem aumentado de facto”, admite José Ribeiro. Nem o Presidente da República escapou e Marcelo Rebelo de Sousa viu a sua imagem envolvida em fake news (notícias falsas) com o objetivo de burlar pessoas.

E com uma amostra de voz é possível manipular e criar uma mensagem de voz falsa. “Imagine que ligavam de um número desconhecido e era a voz exata do seu filho a dizer ‘Mãe, fui raptado’”, exemplifica Francisco Luís, inspetor da UNC3T. E este é um exemplo de situações que já aconteceram noutros países. “Há sempre aquele senso de urgência. Põem as pessoas em xeque e quando se fala de um familiar, com ‘a voz’ do ente querido, pior ainda. E aí as pessoas param de pensar. Entram em modo de pânico. E não ouvem mais nada.”

No entanto, o inspetor da Polícia Judiciária ressalva que o mais importante é "parar e pensar". "E, muitas vezes, telefonar para o número original, que nós já conhecemos do nosso ente querido. Isso resolve 95% de situações” de tentativas de burla, conclui Francisco Luís. Algo que também se aplicaria, por exemplo, à burla “Olá pai, olá mãe”. E não se pense que ter mais ou menos formação escolar faz grande diferença. “Nós fizemos um estudo e quase metade das nossas vítimas, por exemplo, da ‘Olá pai e Olá mãe’, têm diploma universitário.”

(...) "Uma criação humana que rapidamente ficou sem controle"

Para Carlos Cabreiro, Diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), o grande problema é “estabelecer limites". "E não estamos com capacidade nem nós, nem a própria inteligência artificial, de estabelecer limites da sua utilização. Porque vão sempre dizer-me ‘não’, isto foi uma criação humana. Mas foi uma criação humana que rapidamente ficou sem controle, ficou sem controle porque a própria máquina tem vindo a substituir o homem. Quem é que controla a inteligência artificial?”, questiona.

Apesar dos perigos, a criação da IA tem um lado bom e Carlos Cabreiro considera que não é preciso “diabolizar a inteligência artificial”. Até porque a própria Polícia Judiciária já utiliza a Inteligência Artificial nas suas investigações.

“Imaginem uma rede do Governo ser atacada. Nós temos gigas e gigas de informação, que humanamente é impossível olhar para ela. Eu tenho de ter um recurso, uma tecnologia que me permita dar-lhe aquele volume de dados e que diga assim ‘procura-me aqui o que é que está fora do normal’”, exemplifica o inspetor Francisco Luís.

“Portanto essas soluções existem e estamos a falar num processo normal de investigação, de análise. É como vamos usar a tecnologia. Porque a tecnologia tem tudo bom aplicado à medicina ou aplicado a muitas outras áreas. Mas foi uma caixa de Pandora que foi aberta e que nunca mais vai ser fechada. Portanto temos de ter esta noção”, considera.

"Não se pode clicar em todo o link que aparece"

E o que podemos fazer para nos defendermos? “Redobrar cuidados”, “estar atentos”, “lançar alertas” frequentemente. “Não se pode clicar em todo o link que aparece”, relembra o inspetor-chefe José Ribeiro. E isto vale para todos: pessoas e empresas – públicas ou privadas. “Não há empresa nenhuma que possa garantir neste momento 'nós, com o plano que temos, com a nossa segurança, nunca seremos alvo de um ataque'. Impossível. Nem há ninguém que vá afirmar uma coisa dessas”, garante o responsável da PJ. Fonte: CNN

atualidade: dependência de ecrãs e internet provoca síndromas de abstinência

Tal como acontece com o consumo compulsivo de álcool ou drogas ilícitas, o uso descontrolado dos ecrãs e internet pode ter efeitos perigosos para a saúde dos dependentes.

“A dopamina é o neurotransmissor que está associado ao prazer”, lê-se no estudo Scroll. Logo existo! elaborado por uma equipa da universidade Lusíada e que vai ser apresentado esta manhã no Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD).
Tal como na utilização compulsiva de substâncias como o álcool ou drogas, o cérebro humano está no centro da adição à internet e às redes sociais.
 “A dopamina é o neurotransmissor que está associado ao prazer”, lê-se no estudo Scroll. Logo existo! elaborado por uma equipa da universidade Lusíada e que vai ser apresentado esta manhã no Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD).
Tal como as drogas, álcool, jogos de azar, sexo, comida e até mesmo o exercício físico, [a dependência da internet e das redes sociais] implicam mudanças nesse neurotransmissor. Tornamo-nos dependentes do intermitente e imprevisível fluxo de dopamina que passa a ser classicamente associado à substância ou comportamento que utilizamos. Este é o enquadramento para a internet”. E, tal como noutras adições, também a privação de acesso à internet, ou redes sociais, pode implicar sintomas de privação. “No caso da internet podemos observar aspetos de tolerância e abstinência com concomitante desconforto físico, principalmente na forma de sintomas semelhantes aos de ansiedade e irritabilidade elevada, quando os pacientes interrompem ou alteram os seus padrões de uso”.
As consequências da adição aos ecrãs e internet podem ser graves. “A investigação sugere que o uso da internet como mecanismo de compensação pode ser semelhante à automedicação, álcool e outras drogas psicoativas”. 
O uso generalizado de telemóveis tem vindo a potenciar os problemas de adição aos ecrãs e internet. O Scroll. Logo existo! utiliza diversas fontes para chegar a outras tantas conclusões. O Datareportal é uma delas e dá conta que, em 2022, 8 milhões e 63 mil portugueses usavam a internet, o que corresponde a 85% da população residente no nosso país. Oito milhões e meio de portugueses são utilizadores de redes sociais. O Facebook continua a ser muito popular e é usado por cinco milhões e 95 mil portugueses. Ao mesmo tempo, o estudo da Lusíada aponta que cada português passa, por dia, cerca de oito horas ligado à internet. “Esta tendência confirma a tese da necessidade de estarmos on e, cada vez mais, a internet se assume como elemento básico das nossas necessidades”, lê-se no estudo. “Igualmente, no projeto de investigação denominado O uso das redes sociais e as competências digitais dos portugueses os resultados apontam, também, para uma tendência, cada vez maior, de penetração da internet na vida dos portugueses e, cumulativamente, uma necessidade (em alguns casos obsessão) de estar nas redes sociais”.
Mas, afinal, qual a linha que divide a utilização normal da internet e das redes sociais, da adição a estas ferramentas? “O problema está quando nos tornamos dependentes e não conseguimos controlar os nossos impulsos, sobretudo para fins lúdicos, de diversão, jogos e sexo online. Estes são alguns dos padrões de utilização que nos devem causar alerta”, lê-se, no mesmo estudo.
O Scroll. Logo existo! compara, para uma compreensão mais ampla dos problemas de dependência da internet e dos ecrãs, esta adição com outras. “Podemos dizer que o consumo digital se equipara, numa escala ainda maior, ao consumo de tabaco. Olhemos à nossa volta. Encontramos mais pessoas a fumar cigarros ou a olhar para o ecrã do telemóvel? (...) A utilização de qualquer bem ou serviço de forma descontrolada pode tornar-se um problema. O facto de substâncias como o álcool e outras drogas que alteram o humor criarem uma dependência física e/ou psicológica é bem conhecida (...). Mais recentemente, tem havido um reconhecimento de que o desempenho compulsivo destes comportamentos pode despoletar processos de dependência idênticos aos encontrados nas drogas, álcool e outras substâncias”, lê-se, no estudo da universidade Lusíada. “O uso da internet pode ser um comportamento aditivo que pode gerar um padrão de uso compulsivo que possivelmente leva a um padrão de uso repetitivo e descontrolado”, enfatiza o mesmo estudo. 
Hoje em dia a internet tornou-se parte das vidas de (quase) todos. “O uso descontrolado da tecnologia é um sinal dos tempos. Um sinal negativo do quanto estamos absorvidos pelos ecossistemas digitais, em que a internet e as redes sociais encabeçam esta realidade”. E, tal como em outras adições, “o consumo tecnológico atravessa todas as classes sociais, idades e profissões. Progressivamente, as rotinas passam a ser intermediadas pelo click e pelo scroll. O uso do smartphone e do computador deixou de ser ocasional e passou a ser regular. A linha que separa o uso regular do uso patológico ou aditivo tornou-se ténue”, avisa o projeto Scroll. Logo existo!. 
Todos os sinais de alarme tocam quando alguns dos entrevistados, neste estudo, referem que “começam a utilizar logo de manhã ao acordar e a conectar-se às redes, bem como antes de dormir”. Fonte: DN

24 de janeiro: Dia Internacional da Educação

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação, celebrando o papel desta na construção da Paz e do Desenvolvimento internacionais.
O Plano Nacional de Cinema associa-se a esta efeméride, propondo às escolas o visionamento do filme Um Iaque na Sala de Aula, 2019, de Pawo Choyning Dorji, que está disponível no streaming do PNC. Veja o trailer.
Leia a sinopse
Ugyen, um jovem professor do Butão, pretende deixar a escola onde trabalha e ir para a Austrália realizar o sonho da sua vida: tornar-se cantor.
Mas os seus superiores tomam a decisão de o colocar na escola comunitária de Lunana, a aldeia mais isolada dos Himalaias. Depois de oito dias de um percurso acidentado até ao local, sem as comodidades urbanas a que estava habituado e sem as mínimas condições para ensinar os seus alunos, Ugyen sente-se totalmente desmoralizado. Mas, quando se encontra prestes a desistir, vê-se acarinhado pelas crianças e pelos habitantes da aldeia, que o recebem de braços abertos e cheios de entusiasmo. Sem internet, eletricidade ou água canalizada, mas entusiasmado com a simplicidade e energia dos seus novos amigos, o professor Ugyen vai encontrar a sua verdadeira vocação e uma inesperada forma de felicidade!
Filmado pelo estreante Pawo Choyning Dorji na escola mais remota do mundo, na fronteira entre o Butão e o Tibete, Um Iaque na Sala de Aula é um filme que recomendamos para as escolas e para todas as famílias!

23/01/2024

opinião: o "fartar vilanagem"


O mês de fevereiro, no que às remunerações de dezenas de milhares de professores diz respeito, vai ser um verdadeiro bodo aos pobres, com alguns docentes a receber o equivalente a um mês suplementar de ordenado.

Não se trata, no entanto, de qualquer benesse eleitoral: nem um cêntimo irá ser pago indevidamente ou em resultado de súbitas medidas eleitoralistas. O que sucede é que o ministério andou meses – nalguns casos, um ano inteiro! – a protelar aumentos a que os professores , segundo a legislação vigente, tinham direito.

A decisão de concentrar no mês de fevereiro a regularização todas as situações pendentes – progressões ao 5.º e ao 7.º escalão, “acelerador” de carreiras, reposicionamento dos docentes contratados nos novos escalões – com o pagamento dos retroativos entretanto acumulados, tem tanto de eleitoralista como de abusiva. Espelha a displicência e a incompetência com que os serviços do ministério, e quem superiormente os tutela, insistem em tratar os professores. Fonte: Escola Portuguesa de António Duarte

educação: como se desperdiçam 77 milhões

Escolas têm mês e meio para concorrer ao Plano de Recuperação das Aprendizagens e apenas o 3.º período para fazerem as ações e gastarem 77 milhões. O Plano era para este ano letivo. 

As escolas têm pouco mais de dois meses para justificar o gasto de 77 milhões de euros na implementação das medidas de recuperação das aprendizagens em consequência da pandemia. O Plano 23/24 Escola+, criado em julho deste ano e sucessor do Plano 21/23 Escola+, arrancou este mês e só no final do ano letivo é que as medidas serão aprovadas e implementadas. Medidas para um plano que devia ter a sua abrangência até junho, para o presente ano letivo, mas que, assim, só podem ser executadas no terceiro período.
"Está aberto, até dia 14 de fevereiro de 2024, às 18h, o concurso PESSOAS-2024-01, que vai apoiar o plano de recuperação das aprendizagens, promoção do sucesso escolar e combate às desigualdades, para o ano letivo de 2023-2024, com o montante total de 77 milhões de euros", anunciou o Governo no site Pessoas 2030, o programa do acordo de parceria entre Portugal e a Comissão Europeia "que fixa os grandes objetivos estratégicos para aplicação, entre 2021 e 2027, do montante global de 23 mil M€". O anúncio, publicado em 29 de dezembro, estabelece o período para a apresentação das candidaturas – que vai de 2 de janeiro até 12 de fevereiro – e determina que os resultados têm de ser divulgados em 12 de abril. O ano letivo acaba dois meses depois. E não deixa margens para dúvidas: "São elegíveis as ações a desenvolver enquadradas no plano integrado para a recuperação de aprendizagens em particular as ações específicas a desenvolver por domínio, no ano letivo de 2023/2024, previstas para o Plano 23|24 Escola +". Destes 77 milhões, 85% são comparticipados pelo Fundo Social Europeu Mais, ou seja, 65,5 M€.
A este concurso podem candidatar-se, enquanto beneficiários dos apoios, a Direção-Geral da Educação (DGE); a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE); a Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC); o Instituto da Avaliação Educativa (IAVE, I.P.); e os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas. Sendo que as escolas apenas podem aceder aos apoios «na qualidade de parceiras de uma das entidades». Há mais uma ressalva: não são aprovadas operações com custo total igual ou inferior a 200 mil euros.
Como serão operacionalizadas medidas que apenas têm a duração de dois meses?, quantas escolas estarão interessadas em aderir a este plano?, qual a sua eficácia? e quanto dinheiro será efetivamente gasto ou onde será? só o tempo dirá. Certo é que, uma vez mais, o Plano de Recuperação das Aprendizagens (PRA) se define como um conjunto de anúncios e não como um conjunto de medidas concretas e implementadas. E continua a gerar polémica e a levantar dúvidas, como tem acontecido desde que arrancou em 2021. Sem resultados para mostrar.
Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Pública (ANDAEP), diz que o concurso chega tarde e a más horas e tem dúvidas da sua eficácia. "Se este dinheiro á para gastar apenas no terceiro período, em poucos dias, há aqui um atraso na abertura do concurso. É curtíssimo e não sei qual é o motivo», afirmou ao Nascer do SOL. Quanto à questão de o plano conseguir ser executado em tão pouco tempo, Filinto Lima diz que «as escolas é que vão dizer, de acordo com as suas candidaturas ou não, se conseguem". E levanta a questão: "Todas as escolas irão candidatar-se, estarão elas interessadas tendo em conta o tão curto espaço de tempo para fazer a candidatura e depois para desenvolver as suas ações no âmbito deste projeto? Não sei se terão interesse". O que pode vir a ser o mais provável. Mas tem a certeza de que haveria maior adesão se não fossem estes os prazos. "Este plano é interessante e devia estar em execução pelo menos desde o início do ano letivo e vai ter um período muito curto para ser executado". Assim, tanto o seu sucesso como o aproveitamento dos milhões europeus poderão estar comprometidos. "A verba seria certamente bem aproveitada se os prazos para desenvolver as ações não fossem estes", garante.
A resolução do Conselho de Ministro de julho de 2023 estrutura o Plano 23724 Escola+ em seis domínios: leitura e escrita; autonomia curricular; recursos educativos; família; avaliação e diagnóstico; inclusão e bem -estar; apoios às comunidades educativas. Que serão concretizados em ações nos ensinos básico e secundário, incluindo escolas profissionais, públicas e privadas. Tendo em vista a "preparação e implementação dos seus planos, as escolas procedem à identificação prévia dos principais domínios em que subsiste a necessidade de recuperação de aprendizagens". Produzem então um diagnóstico e "elaboram o seu plano, selecionando as ações específicas a desenvolver no ano letivo de 2023/2024, sinalizando para cada uma o número de alunos abrangidos". Tudo isto num mês em meio e para ser aplicado no último período.
O primeiro programa de recuperação da aprendizagem (Escola 21|23) foi aprovado em julho de 2021. Tinha como finalidade preparar as escolas para que nos dois anos letivos seguintes conseguissem compensar os alunos prejudicas pelas medidas de contenção da pandemia. Para que nenhum ficasse para trás. Um estudo encomendado ao IAVE e publicado em março desse ano, 2021, não avaliava o impacto da pandemia, uma vez que não existiam dados pré-pandemia para comparação. Um ano depois e não se realizou mais nenhum estudo nem foi feito um diagnóstico sobre as perdas de aprendizagem.
Entretanto, entrou em vigor o Escola 21|23. E no final da sua implementação foi demolido pelo Tribunal de Contas (TdC). Em julho do ano passado, o TdC emitiu um relatório denunciando várias falhas graves: "Prioridades pouco claras, a insuficiente afetação de recursos, o excessivo número de ações e a inexistência de metas e de indicadores predefinidos para efeitos de monitorização e avaliação". 
O que fez o Governo? Respondeu ao TdC e prorrogou por mais um ano o PRA, aprovando o Plano 23/24 Escola+. Desta vez, anunciou-o no segundo período, assim como a verba de 77 milhões, deu um mês e meio às escolas para se candidatarem e pouco mais de dois meses para implementar. Fonte:  Sapo
(post editado às 13:09)

país: idade legal da reforma vai subir seis meses até 2029

A idade legal da reforma deve subir cinco meses nos próximos cinco anos, depois de ter sido fixada este ano em 66 anos e quatro meses, segundo revelou esta segunda-feira o ‘Correio da Manhã’, com base nas simulações da pensão no Portal da Segurança Social.

De acordo com uma portaria publicada em ‘Diário da República’, no próximo ano a idade legal de reforma sobe três meses, um valor calculado a partir das tábuas da mortalidade, tendo em conta a esperança média de vida aos 65 anos verificada entre o segundo e terceiro ano anteriores ao início da pensão. De acordo com as regras, o acesso à pensão vai ser, em 2026, de 66 anos e sete meses, que deverá subir para 66 anos e 8 meses em 2027 até 66 anos e 10 meses em 2029.

“Quando um cidadão acede à funcionalidade de simulação automática, o simulador devolve uma estimativa da idade pessoal de reforma com base na sua carreira contributiva e indica também o valor bruto estimado da pensão igualmente variável em função da carreira registada e de projeções sobre a mesma”, revelou fonte da Segurança Social ao jornal diário. “Quanto mais próximo estiver o momento do pedido da pensão, mais consolidados serão estes indicadores.”

O portal da Segurança Social Direta permite ainda calcular o valor da reforma antes da idade legal, para quem se reformar aos 65 anos, devido à profissão e no caso de despedimento por longa duração. Fonte: Sapo

educação: Educação Moral e Religiosa Católica perde 120 mil alunos numa década

Entre 2012 e 2022, a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica perdeu 122.574 alunos, segundo indicou esta segunda-feira o jornal ‘Público’: em 2012/13 havia 265 mil inscritos nas escolas públicas do continente, um número que baixou para 143 mil em 2021/22 – também no número de docentes houve uma quebra: de 1.469 para 1.081 numa década. 
A erosão da crença católica é apresentada como a principal justificação para esta quebra: segundo os Censos de 2021, 80,2% da população portuguesa declarou-se católica mas há estudos que apontam para um crescimento dos não-crentes ou crentes sem religião. “Esta é uma disciplina facultativa e é, obrigatoriamente, oferecida pelas escolas, de acordo com as opções dos alunos e das suas famílias”, indicou o Ministério da Educação.
No entanto, a disciplina tem-se aberto numa escola de Moreira de Cónegos, onde têm chegado cada vez mais alunos estrangeiros: na Escola Básica 2/3 de Virgínia Moura, nas turmas há estudantes muçulmanos e mórmons, que se inscrevem na disciplina porque “a professora ama todos os estudantes. Tem respeito por todas as religiões e ensina-nos a respeitar de igual forma”, frisou Arya, de 12 anos, que chegou a Portugal vinda do Nepal, ao jornal diário, que é uma das três hindus, uma budista e uma evangélica e católicos na sala de aula.
“Dos estrangeiros, só dois ou três inscritos… a maioria não. Quando os miúdos ouviam ‘católico’, certamente que se afastavam, mas depois a minha colega começou a perceber isso e a convidá-los para vir à aula e, finalmente, alguns mitos começaram a desconstruir-se. Os primeiros começaram a inscrever-se e depois uns vão trazendo os outros. Agora quem não está inscrito é uma minoria”, apontou Mónica Barros.
Para a professora de Moral, “a disciplina é encarada como outra qualquer, sendo diferente”. “As pessoas têm uma visão de que Moral é catequese. E não. Moral não é catequese. Não é fácil abordarmos a vida em diferentes perspetivas, por isso é que um professor de Moral tem de estar bem preparado ao nível de História, de Geografia, até das Ciências. Quando eles perguntam ‘mas a fé diz uma coisa e a ciência diz outra’, parece um caminho inconciliável, mas não, são caminhos que se complementam”, sublinhou. Fonte: Sapo

saúde: a importância da dádiva de sangue

Dar sangue não custa nada! Se fores saudável, pesares mais de 50 kg e tiveres 18 anos, basta procurares um local de colheita e informares-te sobre o horário.

No sentido de saber um pouco mais sobre a dádiva de sangue e de promover a sua divulgação, decorreram nos dias 16 e 18 de janeiro sessões no Anfiteatro do Agrupamento de Escolas de Águas Santas, para as turmas do 9.º ano, dinamizadas pela Drª Maria João Medeiros, Técnica Superior de Relações Públicas e Comunicação do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Sabias que a duração de uma unidade de sangue é de um mês e uma semana? Que para ter uma unidade de plaquetas são necessárias 5 unidades de sangue? Que os homens podem fazer 4 dádivas anuais e as mulheres apenas 3? Que cada dádiva consegue salvar a vida (ou ajudar a viver) de e até 3 pessoas?

Estas foram algumas das informações e esclarecimentos prestados durante as sessões.

Dá sangue! Não custa nada!!                                                                                   

cortesia de envio de Cristina Matos, docente de Biologia

22/01/2024

ciência: vírus "zombies" da Sibéria podem causar novas pandemias com doenças adormecidas

 Cientistas estão preocupados com a ameaça dos micróbios retidos no gelo durante milénios, face ao aumento da atividade marítima na Sibéria.
Uma das amostras de vírus tinha 48.500 anos
Foto: Jean-Michel Claverie / IGS / CNRS-AM
Vírus antigos que se encontram congelados na Sibéria sobreviveram durante milénios e podem "escapar" devido às alterações climáticas, causando emergências mundiais de saúde catastróficas, com doenças que não rondavam a Terra há milhares de anos.
Vários investigadores, segundo o jornal britânico "The Guardian", têm investigado estas doenças protegidas pelo gelo siberiano para prevenção de possíveis pandemias. Os cientistas monitorizam o Ártico de forma a identificar sintomas de uma doença causada por microrganismos antigos.
"Os vírus que isolámos só eram capazes de infetar amebas e não representavam qualquer risco para os seres humanos", explicou Claverie, realçando que "isso não significa que outros vírus - atualmente congelados - não sejam capazes de desencadear doenças nos seres humanos. Identificámos vestígios genómicos de pox e herpes, que são agentes patogénicos humanos bem conhecidos, por exemplo".
O investigador garante que seria possível deixar um iogurte no gelo da Sibéria e "ele ainda ser comestível 50 mil anos mais tarde". Assim, o mesmo pode acontecer com vírus presos a essa temperatura. (Saiba mais aqui)

educação: escolas pedem centenas de professores por semana

 “Tenho 20 na minha escola a dar aulas pela primeira vez” 

foto de Jorge Simão

Desistências, baixas e reformas geram milhares de vagas. Há escolas à procura de docentes desde o início das aulas

Ao Agrupamento de Escolas da Baixa da Banheira, na margem sul do Tejo, tem aparecido “de tudo”: farmacêuticas, um ex-engenheiro da Telecom à beira da reforma, um médico interno à espera de iniciar o internato, pessoas de 50 anos que nunca deram aulas. “Só no grupo de Matemática tenho cinco professores com habilitação própria”, descreve o diretor, referindo-se à necessidade cada vez maior que as escolas têm tido de recorrer a diplomados sem mestrado em ensino. Só no 1º período, as escolas públicas contrataram 3100 pessoas sem formação pedagógica (15% do total de contratações), mais do que em todo o ano letivo anterior. Fonte: Expresso

astronomia: “estamos sozinhos no Universo?” há 164 planetas com sinais prometedores de vida alienígena

Há 164 planetas que apresentam sinais “promissores” que podem indicar a presença de vida orgânica, garantiram os astrónomos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos: a lista é apenas um átomo no oceano de planetas da Via Láctea, mas será fundamental para a missão do Observatório do Mundo Habitável (HWO), o novo telescópio espacial da NASA concebido especificamente para encontrar provas inequívocas da existência de organismos noutros mundos.

O estudo foi liderado pelo estudante de doutoramento da Universidade da Califórnia em Berkeley, Caleb Harada, que se debruçou sobre uma lista de planetas potenciais selecionados pela NASA – de acordo com os autores do estudo, estes apresentam condições ótimas de observação graças à separação angular e à relação de contraste planeta-estrela.

No entanto, a metodologia deste estudo não considerou apenas a sua proximidade e luminosidade das estrelas, mas também um conjunto de características que influenciam a habitabilidade dos exoplanetas.

Os astrónomos recolheram mais de 1.700 medições individuais feitas por vários observatórios sobre a abundância de 14 elementos químicos, mais de 900 medições fotométricas, estimativas de taxa de explosão solar para 44 estrelas, métricas de variabilidade de luz de 78 estrelas e deteções de raios-X para 41 estrelas. Por exemplo, a instabilidade ou atividade excessiva de erupções de plasma (ou raios-X) da estrela indicam que é muito difícil haver vida em qualquer planeta desse sistema, o que o descartava para a missão, garantiu o jornal espanhol ‘El Confidencial’.

Apesar da riqueza destes dados, a equipa de investigação reconheceu que existem limitações na recolha de dados – os autores destacaram que é fundamental realizar novas e completas medições da abundância de elementos essenciais à vida, assim como estudos de estabilidade em sistemas com planetas previamente detetados, ou com alta probabilidade de serem sistemas multiplanetários compactos como o sistema solar.

“Este trabalho é o primeiro de uma série de artigos científicos pioneiros que vão surgir no âmbito do programa ‘Decadal Astrophysics Survey’ da NASA”, relataram os astrónomos, cujo estudo será fundamental para as avaliações da missão HWO.

O que é a missão HWO? O HWO é semelhante ao telescópio Hubble, mas, graças a um espelho de seis metros de diâmetro e um ‘guarda-sol’, será capaz de observar planetas diretamente nos comprimentos de onda ótico, infravermelho e ultravioleta. Ou seja, graças ao escudo solar para obscurecer a luz das estrelas, o HWO será capaz de fotografar os corpos celeste e capturar sinais de vida orgânica através da análise espectrográfica da luz.

A missão principal do HWO vai arrancar com 25 exoplanetas diferentes nas zonas habitáveis das suas estrelas: a procura por assinaturas biológicas vai desde a composição da atmosfera até à análise das estações na superfície de um planeta. O catálogo de 164 exoplanetas não só guiará o HWO na direção de mundos que oferecem melhores oportunidades para descobrir sinais de vida, mas também servirá como um recurso vital para a comunidade científica global para responder a uma das perguntas mais presentes da história da humanidade: ‘estamos sozinhos no universo?’ Fonte: Sapo