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27/11/2012

Valter Hugo Mãe vence Grande Prémio Portugal Telecom

 
foto YouTube
O português Valter Hugo Mãe venceu, esta madrugada, o Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura, com o romance «A máquina de fazer espanhóis».
O prémio foi entregue ao escritor português no início da madrugada desta terça-feira, em São Paulo, no Brasil.
«Eu escrevia desde pequeno, mas nunca achei que poderia ganhar coisa nenhuma», declarou o escritor no momento em que recebeu o prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, que completou 10 anos nesta edição. @ A BOLA

22/05/2012

prémio Camões 2012: um homem com aversão à exposição mediática

Dalton Jérson Trevisan
O vencedor do prémio Camões deste ano, o brasileiro Dalton Jérson Trevisan, nasceu em 1925, em Curitiba, no Sul do Brasil, cidade que inspirou uma série dos seus contos e onde vive, escondido do assédio dos meios de comunicação.

Recluso convicto, com enorme aversão à imprensa, sem nunca receber visitas, Trevisan ganhou a alcunha de «Vampiro de Curitiba», nome que deu título a um de seus livros mais conhecidos, lançado em 1965.
(...) Consagrado como contista, com temas sobre a classe média e as angústias do quotidiano, Trevisan possui um único romance publicado, intitulado A Polaquinha.
No ano passado, o autor recebeu o Jabuti - o maior prémio literário brasileiro - na categoria de contos e crónicas, com o livro Desgracida. Como era de se esperar, Trevisan manteve-se em Curitiba e enviou um representante à cerimónia de entrega do prémio. @Lusa/SOL

09/05/2012

ler (...) faz bem à saúde


Alegre recomenda aos políticos: leiam 'todos os dias um poema'
"Numa hora de crise, em que há uma visão redutora da vida e a própria linguagem está invadida pela economia, pela dívida e pelos números, apetece lembrar o que, em outro difícil contexto, disse José Régio: "Há mais mundos". Sim, há mais mundos. Nomeadamente o grande mundo da língua portuguesa".
Palavras de Manuel Alegre, anteontem, na entrega do Prémio Leya (a cujo júri preside) a João Ricardo Pedro.
Sobre o premiado, um engenheiro desempregado que começou a escrever no dia em que perdeu o emprego, Alegre afirma: "João Ricardo Pedro mostra que mesmo numa situação de desamparo é possível encontrar caminhos novos. E que um desses caminhos passa pela criação, pela arte, pela cultura. Tal como em outras épocas difíceis o mundo volta a precisar dos filósofos, dos escritores e dos poetas".
Razão, pois, para, "contra a crise", o poeta e ex-candidato presidencial recomendar "aos políticos, tanto aos do governo como aos das oposições: ler todos os dias um poema e algumas páginas de um bom romance como o de João Ricardo Pedro. Faz bem à saúde e ao espírito. E até à política". @Expresso

16/03/2012

Nuno Sousa vence 1ª edição do Prémio Janssen Neurociências

Equipa liderada pelo investigador descobre efeitos do stress pré-natal na vida adulta

foto D.R.
Nuno Sousa, investigador da Universidade do Minho, recebeu o Prémio Janssen Neurociências no valor de 50 mil euros. O trabalho científico distinguido incide nos efeitos do stress, em fases precoces do desenvolvimento, durante a gravidez.

O investigador e a sua equipa descobriram que a exposição ao stress durante a gravidez aumenta a vulnerabilidade para comportamentos aditivos e de toxicodependência nos filhos durante a idade adulta.
“Em gravidezes datadas em ratos administrámos um glucocorticoide sintético, uma hormona libertada em resposta ao stress, e estudámos o impacto que isto tinha enquanto patologia quando os animais eram adultos”, explica.
A cerimónia de entrega do Prémio Janssen Neurociências realizou-se anteontem, às 18h30, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém. Com o financiamento no valor de 50 mil euros, Nuno Sousa e sua equipa pretendem “criar condições para que mais investigadores possam continuar a seguir os estudos com vista num conhecimento que um dia possa ter aplicabilidade nos doentes”. @ Ciência Hoje

16/01/2012

e o prémio vai para...

O trabalho abaixo publicado consiste numa carta escrita em registo de língua familiar/popular, propositadamente, pois é o resultado de uma atividade a partir do estudo do conto queirosiano «No Moinho». A atividade foi realizada a pares e os alunos escolheram o destinatário da carta, selecionando as fórmulas de saudação e de despedida, no âmbito de quatro temas orientados: Adrião (personagem do conto) escreve ao primo a agradecer o apoio; Adrião escreve a Maria da Piedade; João Coutinho escreve ao seu advogado, pedindo-lhe para processar Adrião; uma beata, que soube da história, escreve a uma amiga.

A publicação do texto é a forma de premiar o melhor trabalho (subordinado ao último tema) de duas alunas do 9º D,  Filipa Rodrigues e Sofia Figueiredo, da professora Sandra Fonseca.
Vila da Amorosa, 14 de novembro de 1887
Joaquina,
            Ai mulher! Nem te passa o que tem acontecido, aqui na Amorosa! Sabes, aquela cachopa que casou com o entrevado do Coutinho? Olha, aquela desavergonhada anda a enganar o pobre coitado!
            Então não é que estava o meu José a caminho do nosso campo, que até passa pelo moinho para chegar lá mais depressa, quando, para espanto do homem, ele chegou ao moinho e viu a moça aos beijos com outro! E sabes com quem, Joaquina? Pois bem, com o famoso Adrião, o primo do Coutinho! Onde é que já se viu, uma mulher trair o marido com o seu primo?! Cruzes! Credo!
            Quando o meu homem chegou a casa e me contou aquilo, eu fiquei danada, mas, por um lado, fiquei satisfeita. Assim, já podia esfregar na fronha do Nunes e do Abílio de que ela não era nenhuma santa como eles diziam. Tenho pena é dos fedelhos e do Coutinho, estão todos doentes e têm uma mãe e esposa assim...
            Oh mulher... Se o meu José me fizesse isso, eu nem sei o que lhe faria!
            Olha, Joaquina, tenho de me despedir. Está na hora de ir tratar dos meus cachopos. Vou-te dando notícias aqui da vila.
              Beijos da tua amiga,
Maria Albertina
            P.S.: Espero que esteja tudo bem contigo e com o teu António. Não te esqueças do festival da Amorosa, que é para a semana. Espero ver-te lá!

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10/11/2011

"Passageiro do fim do dia"

O vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011, o escritor brasileiro Rubens Figueiredo ri-se do outro lado da linha telefónica, nesta conversa entre Lisboa e o Rio de Janeiro, quando lhe perguntámos se passou a ser só escritor e tradutor a tempo inteiro. “Não, sou professor. [risos] É o que mais gosto de fazer.”
É professor de Português e tradução literária numa escola pública do Rio de Janeiro. Foi de lá que, no dia seguinte à atribuição do Prémio Portugal Telecom ao seu romance “Passageiro do fim do dia” (Companhia das Letras), contou ao PÚBLICO como nasceu a ideia deste livro em que quis abordar a questão da desigualdade social e da dificuldade de vermos os outros como iguais a nós mesmos. Nada melhor do que uma viagem de autocarro, do centro da cidade para a periferia, na hora de ponta de um dia de semana, para se abordar este tema. O autocarro percorre várias localidades da cidade e reúne pessoas numa determinada situação: em que se observam, pensam, têm experiências. Enfim, essa foi a ideia de que partiu Rubens Figueiredo para criar a sua obra. (leia mais aqui)

19/10/2011

engenheiro desempregado ganha prémio literário LeYa

O romance "O teu rosto será o último", do escritor João Ricardo Pedro, venceu o Prémio literário LeYa, no valor de 100 mil euros.
in Man Brooker
No anúncio do vencedor, o presidente do júri, Manuel Alegre, disse que este foi um dos prémios Leya mais disputados, tendo sido escolhido João Ricardo Pedro "por maioria". O autor, lisboeta de 38 anos, não tem obra publicada, é licenciado em Engenharia Eletrotécnica, casado, pai de dois filhos, mora em Lisboa e está desempregado há dois anos.
O autor, natural de Lisboa, declarou que o galardão hoje anunciado pelo grupo editorial LeYa, "é um importante reconhecimento de um trabalho exaustivo". "Escrevi este livro há dois anos, quando fiquei desempregado", disse ainda à agência Lusa, acrescentando que vai ser um grande incentivo para continuar a escrever e que já tem novas ideias.

Com características únicas pela sua especificidade e valor – 100 mil euros –, o Prémio LeYa foi criado em 2008 e é o prémio de maior valor em todo o mundo para um romance inédito escrito em português.