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09/09/2026

educação: resultados PISA 2025

Em 2025, mais de 760 mil alunos realizaram o teste PISA 2025 (Programme for International Student Assessment), de entre os quais 7000 alunos portugueses de 15 anos. O teste avalia o desempenho em Leitura, Ciência e Matemática. 

Dados principais

No geral, o desempenho escolar dos alunos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) tem estado estagnado ou em declínio em muitos países. O teste PISA 2025 tinha como foco principal a Ciência e os resultados obtidos são moderadamente inferiores aos obtidos entre 2015 e 2025. Na última década, tem-se verificado um declínio nos resultados de Matemática e principalmente na Leitura. 

Quase metade dos alunos da OCDE que realizaram o teste (46%) recorrem à Inteligência Artificial semanalmente, admitindo, contudo, que os equipamentos digitais são fonte de distração (28%). Curiosamente, o estudo mostra que os alunos que utilizam diariamente a Inteligência Artificial como auxiliar de estudo (para fazer resumos, elaborar textos e efetuar pesquisa) obtêm resultados inferiores aos obtidos pelos alunos que recorrem a essas ferramentas com moderação. No entanto, o estudo sugere uma descrepância no acesso a estas ferramentas, tendo por base o contexto socioeconómico.

Portugal

Os alunos portugueses registaram o pior resultado de sempre na prova de Leitura (462), abaixo do obtido em 2000, o primeiro ano da participação de Portugal. Os resultados obtidos a Matemática (460) pioraram e estão próximos dos obtidos em 2003. A Ciências, foco principal deste estudo, o resultado foi de 482.

Em 2015, após vários anos de consecutivas melhorias de resultados, Portugal passou a ser considerado como um dos casos de sucesso na Europa, ano em que os portugueses ficaram pela primeira vez acima da média da OCDE nas três áreas avaliadas: Matemática, Ciências e Leitura. Em 2018, os resultados estabilizaram, mas na última década a tendência inverteu-se. 
Um dado positivo é o facto de 76% dos alunos expressar um sentimento de pertença à escola, valor bem acima da média da OCDE. Quanto à avaliação do risco de suscetibilidade à desinformação, 54% dos alunos portugueses diz verificar a credibilidade das fontes de informação e confiar mais em evidências científicas em detrimento do senso comum.
Os dados relativos a Portugal referem também a perceção de falhas de recursos humanos (64% referem falta de assistentes operacionais e 44% referem falta de professores) e materiais (equipamentos informáticos, labotoriais e infraestruturais); os alunos referem passar 1,4 horas ao dia a utilizar recursos digitais para melhorar a sua aprendizagem face a 1,2h para lazer. A nível de bullying e cyberbullying, Portugal está abaixo da média da OCDE - 14% diz ter sofrido algum tipo de bullying em algum momento e apenas 2% diz ter sido vítima de cyberbullying. Apesar de 73% dos alunos referir falar com os pais sobre a escola, apenas metade (53%) diz que os pais/encarregados de educação têm conversas frequentes sobre o seu desempenho escolar, envolvendo-se ativamente.

Aceda a todos os dados relativos a Portugal aqui.

25/01/2019

escolas que mais reutilizam manuais recebem 10 mil euros


Governo lança esta quinta-feira uma campanha para promover a reutilização dos livros escolares, que inclui um prémio para as 20 escolas com taxas de reutilização mais elevada e um selo para distinguir 100 escolas como exemplos de boas práticas.
As 20 escolas públicas que mais manuais escolares reutilizarem vão passar a receber dez mil euros no início de cada ano lectivo, disse ao PÚBLICO Alexandra Leitão, a secretária de Estado adjunta e da Educação que desde 2016 conduz a nova política de gratuitidade e reutilização.
O prémio foi criado pelo Governo para “dar um impulso à medida e fazer a reutilização avançar”, disse Alexandra Leitão. Está integrado na campanha Escola Mega Fixe, que além do prémio em dinheiro também vai atribuir um selo para distinguir cem escolas cujas práticas de reutilização sejam exemplos. “Queremos pôr todas as escolas a lutar pela reutilização.
No fim das aulas deste ano, o ministério fará o ranking das 20 escolas que mais reutilizaram — o cálculo é feito a partir do número de manuais que cada escola regista no portal dos manuais, a plataforma Mega, onde são feitas as “encomendas”. No início do ano lectivo 2019/20, cada uma das 20 melhores recebe dez mil euros e tem liberdade para decidir onde investir o dinheiro.
Se este ano cada um dos 811 agrupamentos escolares reutilizar mais dez livros do que no ano passado, são mais 8110 livros reutilizados em Portugal — e menos 8110 livros que o Estado tem de comprar para entregar nas escolas em Setembro. Se cada agrupamento reutilizar mais cem livros, são 81 mil. No ensino básico, no qual os manuais são mais baratos, um livro custa em média oito euros. Multiplicar oito por 81 mil dá 648 mil euros.@ PÚBLICO

08/01/2019

terão os livros escolares os dias contados?


As preocupações com o peso excessivo das mochilas, os gastos na compra de livros escolares e a preservação do meio ambiente são argumentos fortes dos defensores das soluções digitais e tecnológicas, a que juntam a modernização do processo de ensino-aprendizagem, que assim otimiza as competências dos nativos digitais.


As ferramentas educativas, em papel e no digital, devem ser complementares e não auto-excluir-se. Em Portugal, a caixa de luz da Íris já não brilha, há os computadores, os tablets, os quadros interativos e até os telemóveis, que são uma mais-valia, mas é urgente apostar na literacia digital, bem como na literacia da leitura, da escrita, do raciocínio e do pensamento crítico.@ PÚBLICO

11/12/2018

os melhores alunos não querem ser professores!

Em Portugal, são os piores alunos que querem ser professores, ao contrário do que acontece na Finlândia, por exemplo. O que é que podemos fazer para mudar isto? Ensaio de Alexandre Homem Cristo.

     Ser professor é moldar o futuro, formar cidadãos, inspirar jovens a serem adultos que fazem a diferença pela positiva. Haverá quem veja nesta formulação um certo romantismo. Mas não vale a pena resistir: há profissões que são realmente diferentes e que, pelo impacto que provocam nas vidas dos outros, contêm uma certa grandeza intrínseca. Professor é uma dessas profissões. Porque é aos professores a quem se confia a missão de formar as gerações mais novas e as que moldarão o futuro da nossa sociedade. Porque é a eles que se entrega a formação escolar dos nossos filhos. Porque são eles os primeiros detentores (e transmissores) do conhecimento. Porque, na organização de uma sociedade, tudo isto lhes atribui um papel crucial e indispensável. E, no entanto, esta concepção choca de frente com a realidade portuguesa, na qual os professores se dizem pouco reconhecidos e se queixam de falta de prestígio social. Ora, este desfasamento não começou ontem, tem-se acentuado e soa alto como um sinal de alarme. Dito de modo directo: já não dá para fugir ao tema, é mesmo urgente discutir a situação dos professores.
(...)
Quem escolhe os cursos de educação?
     Se alguém perguntar quais os cursos no ensino superior em que é mais difícil obter vaga, a resposta é mais ou menos conhecida por todos – Medicina, Matemática, alguns cursos de Engenharia, alguns cursos de Direito. Como tal, a classificação das notas de entrada nos cursos por áreas de estudo, representada na figura 1, não surpreende ninguém. Quem ambicionar ir para as Engenharias, para Saúde, para Veterinária ou para Direito só tem um remédio: estudar, estudar, estudar para ter notas competitivas, pois são essas as áreas de estudo com as médias mais altas. Só os melhores alunos do secundário conseguem entrar nestes cursos do ensino superior.
     Ora, se toda a gente sabe onde se classificam os cursos das áreas das Engenharias ou da Saúde, nem toda a gente sabe onde se posicionam na tabela os cursos de via ensino, que formam professores. E, para os encontrar, basta desviar o olhar para o fundo da tabela na figura 1. Os cursos de formação de professores são, na classificação das notas de entrada por áreas de estudo, os segundos a contar do fim – pior só a área de Serviço Social. Ou seja, a área de formação de professores é das menos competitivas e onde é menos difícil obter vaga no contexto do ensino superior. O que, traduzindo, quer dizer algo muito simples: os dados mostram que, em Portugal, entre os alunos que vão para o ensino superior, não só os melhores não desejam ser professores, como são por vezes os mais fracos que saem do secundário que escolhem os cursos via ensino.
     A leitura correcta dos dados solicita uma nota de esclarecimento suplementar: dizer que quem vai para os cursos de ensino são os alunos medianos/ fracos não equivale a afirmar que estes jovens e futuros professores não poderão vir a tornar-se profissionais de excelência. Nem as estatísticas são formas de determinismo, nem existe uma relação directa e provada entre ter boas notas na escola e ser-se bom a exercer uma profissão. O ponto aqui é que, como em todas as análises estatísticas que se guiam por valores médios, este diagnóstico apanha o perfil padrão de quem vai para os cursos de ensino – cujo ofício é ensinar e, por isso, que exigem uma sólida aquisição de conhecimentos. Assim, na prática, tudo isto quer dizer que, embora as notas de entrada nos cursos não sejam tudo o que importa, é parte muito importante da ponderação, porque nos informa tremendamente acerca do perfil dos jovens que querem ser professores. E só isso justifica que o tema seja abordado de forma frontal.

29/11/2018

O meu filho tem más notas, e agora?

Do jornal PÚBLICO, o CRESCER selecionou parte de um artigo que interessará a todos.

"Está (...) na altura de assumirmos que nem todas as crianças têm de atingir os objectivos académicos que os pais consideram nobres e válidos. Há mais na vida. Não podemos ser todos advogados ou médicos, e os nossos filhos não nasceram para serem complementos de quem somos e dos sonhos que não pudemos atingir. Queremos o melhor para os nossos filhos, mas está na altura de pensarmos para além das notas e aceitarmos os sonhos dos nossos filhos — com a noção quem não serão todos o próximo craque da bola. Há que enaltecer os cursos técnicos, que com a sua aposta na prática preparam os jovens para as profissões que virão a desempenhar. Profissões como serralheiro, técnico de turismo ou de recolha de lixo são tão nobres e necessárias quanto quaisquer outras e existe mais procura para essas profissões do que saídas para muitos cursos superiores, incluindo aquele em que ingressei.
A faculdade hoje em dia não é tão necessária como fomos levados a crer. Há um número elevado de licenciados, mestres, doutorados desempregados. Por vezes, quanto maior é o grau atingido, menor é a empregabilidade, e temos de admitir que um canudo não faz de ninguém superior a quem quer que seja.
Os nossos jovens, adultos “para ser”, passam mais tempo na escola e em actividades de tempos livres, que enriquecem qualquer jovem com aquisição de novas capacidades. É verdade que os pais não conseguem dar o apoio que centros de estudo e explicações oferecem e que nesses sítios há profissionais motivados a incentivar as crianças a lutar e evoluir no seu percurso escolar. Creio, no entanto, que estamos a falhar em algo como sociedade: aquele tipo de educação que devia vir de casa." @ PÚBLICO


23/05/2018

Conselho das Escolas "chumba" novos currículos do básico e secundário


Ministro tem insistido que a adesão ao projecto de flexibilidade é voluntária LUSA/INÁCIO ROSA
Organismo que representa directores critica aumento "desnecessário" do número de disciplinas e considera que o novo diploma do Governo vai impor a todas as escolas muito do que está consagrado no projecto de flexibilidade curricular, quando a adesão a este tem sido apresentada como voluntária.
O Conselho das Escolas considera que os novos currículos do ensino básico e secundário, que se encontram para aprovação pelo Governo depois de terem estado em consulta pública até 30 de Abril, se vão reflectir num aumento “desnecessário” das disciplinas existentes no 2.º e 3.º ciclo do ensino básico. @ PÚBLICO

10/11/2017

número de alunos com maus resultados está a descer em Portugal

Comissão Europeia alerta que a UE se está a afastar do que foi estabelecido como meta para 2020 no que toca à redução dos fracos desempenhos na literacia em leitura, matemática e ciências.


Portugal está em contraciclo com a União Europeia (UE) no que respeita à evolução da percentagem de alunos com 15 anos que têm fracos desempenhos em leitura, matemática e ciência, segundo mostram os dados coligidos para a edição de 2017 do Monitor da Educação e Formação, divulgado nesta quinta-feira pela Comissão Europeia (CE).
Com base nos resultados das edições de 2012 e 2015 dos testes PISA (Programme for International Student Assessment), realizados de três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, o relatório da CE mostra que a percentagem de alunos com fracos resultados decresceu em Portugal, sendo que na média da UE se registou um acréscimo. @ PÚBLICO

08/02/2017

nas salas de aulas reina a “pequena indisciplina"

Novidade? Não.
Este é um dos casos em que as minorias contam. 
Segundo um inquérito realizado junto dos diretores de 45 agrupamentos frequentados por 53.664 alunos, 8,23% dos estudantes tiveram em 2015/2016 participações disciplinares. E, no entanto, a nível internacional, os professores portugueses são dos que se queixam mais de problemas de indisciplina em sala de aula, conforme dão conta inquéritos internacionais a docentes.
“Basta um aluno ou dois malcomportados por turma para darem cabo de uma aula”, comenta a propósito Alexandre Henriques, professor do 3.º ciclo e secundário e autor do inquérito sobre indisciplina nas escolas, feito em colaboração com a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que nesta terça-feira será publicado no blogue ComRegras de que também é responsável.@ Público

17/11/2016

em 2021 as escolas públicas vão ter menos 109 mil alunos

Quebra atinge todos os anos de escolaridade.
foto de  DANIEL ROCHA

Em termos globais, o Norte é mais afetado, com um decréscimo de 12,2%  no número de estudantes.
As escolas públicas vão perder perto de 109 mil estudantes até 2021. O Ministério da Educação divulgou nesta quarta-feira uma nova previsão para a variação do número de inscritos nos próximos cinco anos letivos. A estimativa de quebra é superior às que tinham sido apresentadas nos últimos anos. As regiões Norte e Centro serão as mais afetadas. Ao todo, entre 2014/15 — o último ano lectivo para o qual existem dados consolidados do número de inscritos e que é o ponto de partida desta análise — e 2020/21, o ensino público perderá 109 mil crianças e jovens, o que significa uma redução de 8% face aos cerca de um milhão e 300 mil inscritos que frequentavam as escolas no ano passado.
A redução agora calculada pelos serviços do Ministério da Educação é superior à que tinha sido apurada nos últimos três anos através do mesmo método: a variação negativa prevista era de cerca de 50 mil alunos nos relatórios de 2013 e 2014 (que estendiam as suas previsões até 2018 e 2019, respectivamente), tendo aumentado para 75 mil na análise feita no ano passado, que tinha como horizonte o ano letivo de 2019/20. adaptado de PÚBLICO

02/03/2016

"Mais tempo com a família em vez de mais tempo na escola"

Professor catedrático defende que as crianças já passam muito tempo na escola e que o importante é discutir um novo modelo de trabalho dos pais.

CARLOS MANUEL MARTINS/GLOBAL IMAGENS
"As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus", disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família. Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza. 
A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar "a escola a tempo inteiro" a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano. "Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação", afirmou, defendendo que sobra "muito pouco tempo para criar um equilíbrio" entre o que é espontâneo e o que é organizado. "Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família", indicou. O que está em causa, sublinhou, é "uma repartição do tempo entre a família e a escola", é a criança ter mais espaço natural com os amigos, "poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa". 
Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de "sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção". As atividades extracurriculares, frisou, "não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins". Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. "É preciso audácia política para fazer isto". 
A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança. "As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro", lamentou. 
De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente "excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas", que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente. "As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano", alertou o investigador.@ DN

13/10/2015

mais computadores = melhores resultados na escola?

Júlio Lobo Pimentel/Global Imagens
No arranque de mais um ano lectivo, a OCDE revela que Portugal é o país onde mais alunos têm acesso a computadores nas escolas. Foi com o Magalhães que se massificaram as tecnologias de informação e comunicação no nosso país mas, mais uso, não significa melhores notas. Este relatório, que teve por base o PISA 2012 mostra que o sucesso parece estar no meio termo.
Os estudantes que usam moderadamente os computadores na escola tendem a ter melhores desempenhos do que aqueles que os usam raramente.
Mas, na altura de aprender, os alunos que recorrem a eles com muita frequência saem-se muito pior. As conclusões são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, no relatório que analisa a competências digitais dos alunos, que tem por base o PISA 2012.
Da lista dos 31 países, Portugal é onde mais estudantes têm acesso a computadores nas escolas: 98 por cento. Passam em média 25 minutos por dia na internet. Mas, apesar destes valores, os alunos portugueses não se destacam nos testes, quando comparados com outros países com menos oferta.

23/06/2015

a educação já não quer (só) o quadro preto, o lápis e o caderno

Ora vamos lá comentar/opinar. O CRESCER fica a aguardar.
Ensinar o corpo humano com vídeos do YouTube e fazer resumos das aulas com um tweet. Demorar cada aula pelo tempo que cada aluno demora a aprender. A educação já não é o que era?
Estamos a assistir a uma revolução na forma de educar os nossos alunos? Os exemplos e as opiniões de especialistas dizem que sim. A mudança não só é uma realidade, como uma necessidade. A Quartz debruça-se sobre o conceito de blended learning — um programa de educação em que o estudante aprende, pelo menos em parte, com recurso a conteúdos pela via digital e dos media. Estendendo este conceito ao máximo, temos a base da Khan Academy, que disponibiliza vídeos online sobre todas as disciplinas e para todos os anos, com explicações interativas. Dos mais de dois mil vídeos, consta, por exemplo, um sobre “o que são as células” e outro sobre “o que é a inflação”.
Em vez de se medir o tempo passado na sala de aula (duas horas de português, duas horas de matemática, duas horas de ciências da natureza), há quem esteja a propor que a educação se vá orientando pelo tempo que o aluno demora a aprender cada matéria. Ou seja, se o aluno aprender os conteúdos de português numa hora e os de matemática em três, então essa adaptação vai-se fazendo de forma personalizada, em vez de se cumprir o tempo definido a passar na sala de aula. Este é um modelo já seguido em algumas escolas de New Hampshire (EUA), conta a publicação.
A revolução do digital já está em todo o lado e motivou académicos e especialistas a escrever a “Open Letter on the Digital Economy” (Carta aberta sobre a economia digital). Os subscritores recomendam uma série de políticas públicas aos EUA para aproveitarem as vantagens das ferramentas digitais. Uma das áreas em destaque é precisamente a educação. “Temos de reinventar a educação, sobretudo nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Temos de nos afastar de uma aprendizagem mecânica e temos de nos basear mais nas nossas capacidades tão únicas, como a criatividade e as relações interpessoais”, lê-se no texto.
“Durante as últimas décadas o nível de educação estagnou e, ao mesmo tempo, a necessidade de competências que estão ligadas à explosão das tecnologias digitais continua a aumentar”, recomendam os subscritores, entre os quais estão professores da Universidade de Toronto, da Harvard Business School e os vencedores do Prémio Nobel de Economia de 2007 e 2013. “Temos de redesenhar a forma como educamos em todos os níveis, e usar o poder das tecnologias digitais”.
A resistência à mudança sente-se também em Portugal. Em outubro, David Rodrigues denunciava na conferência “A Inclusão nas Escolas” que os professores estão muitas vezes “pouco disponíveis para modificar a sua forma de ensinar”. Em entrevista ao Observador, o professor catedrático na Universidade Portucalense e diretor da revista “Educação Inclusiva” referia que os docentes deviam usar a internet, as redes sociais e os dispositivos móveis para ensinar, já que são ferramentas próximas dos alunos. E exemplificava. “Há professores nos Estados Unidos que pedem um resumo da aula aos alunos com um tweet“.
David Rodrigues sugere que se use filmes do YouTube para explicar uma matéria ou que se use o Facebook para comentar uma fotografia e falar sobre um assunto. “Não coloquem as novas tecnologias fora da escola. Aceitem-nas para que elas possam contribuir”, pede o especialista. 
Há professores a pensar: ‘como é que eu vou dar o corpo humano?’ Não é nada difícil, há cinco mil vídeos no YouTube sobre o corpo humano”, explica
“A maior parte dos professores pensa; ‘uma coisa é aula, que tem o livro, o caderno de fichas e o quadro preto, e outra coisa são os smartphones e os tablets. Errado. A escola do século XXI tem de ser diferente porque os alunos são diferentes”, remata o professor. @ Observador

22/01/2015

"Uma criança sem limites vai sofrer… e fazer sofrer”

Pais permissivos geram crianças que não conhecem os limites e que cultivam o egocentrismo, o narcisismo e a omnipotência. Se uma criança se habitua a crescer sem limites não vai saber lidar com a frustração, vai fazer birras, vai sofrer… e “faz sofrer muita gente”, defende o pediatra Mário Cordeiro em entrevista Pais&filhos/TSF.

21/01/2015

rapazes em minoria entre os alunos que se apresentam a exame

Relatório do Júri Nacional de Exames mostra que há mais raparigas a realizar o exame do 9.º ano do que rapazes, situação que inverte a registada no final do 1.º e 2.º ciclos.
É logo a partir dos 14/15 anos que os rapazes começam a estar em minoria entre os alunos que se apresentam a exame nas escolas portuguesas.
Esta mudança de cenário volta a ser visível nos dados agora divulgados pelo Júri Nacional de Exames (JNE) sobre as provas finais realizadas em 2014. No 9.º ano, 51% destes exames foram realizados por raparigas, o que representa “uma inversão” por comparação à situação registada no 4.º e 6.º ano, alerta o JNE.
Com efeito, no final do 4.º ano, foram os rapazes que asseguraram 51% das provas realizadas e no 6.º esta percentagem subiu para 53%. Para onde foram então os miúdos neste pequeno intervalo de tempo? Segundo o JNE, não são razões demográficas que explicam a mudança, uma vez que “ao longo dos anos se tem verificado consistentemente um maior número de nados vivos do género masculino do que do feminino”.   

20/01/2015

há 24 escolas que dão por sistema notas acima do esperado



Há 24 escolas que dão por sistema notas acima do esperado

São as "desalinhadas para cima" e vão ser sujeitos a uma inspeção. A maior parte delas são do ensino particular. Mas também há as "desalinhadas para baixo".





14/01/2015

Governo quer avançar com descentralização na Educação em 10 municípios

Falta um bocadinho assim???
Nos próximos conselhos de ministros deve ser aprovado o decreto-lei que prevê a descentralização de competências do Governo para as autarquias. Na Educação, o objetivo é de que dez municípios assinem depois contratos referentes a projetos-piloto que irão vigorar nos próximos quatro anos letivos. A tutela e contratação de professores ficou de fora da minuta base.
O Governo deixou cair a cláusula que maior resistência suscitava aos autarcas: a tutela e contratação de professores. Também desapareceu, garantiu fonte governamental, os incentivos financeiros correspondentes a um rácio de docentes no município. @ JN

06/01/2015

alunos mais novos deviam ter menos testes e mais formação

Qual a sua opinião, caro leitor? Polémico, não?

Um especialista da OCDE defendeu, esta segunda-feira, que entre os alunos mais novos, o ensino em Portugal devia estar mais focado na avaliação formativa, que consegue detetar as necessidades dos estudantes, do que na avaliação sumativa.
FOTO FILIPE AMORIM/GLOBAL IMAGENS

Paulo Santiago criticou a cultura portuguesa de "excessiva atenção e preocupação [com] as notas e classificação dos alunos", durante um encontro em Lisboa, sobre a avaliação no sistema de ensino, promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
"A cultura da nota está instalada em Portugal e demora anos a mudar. Há a pressão dos pais que não entendem a mudança para as notas qualitativas", lamentou o analista da Direção de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Segundo um estudo da OCDE sobre políticas nacionais de avaliação, aplicadas em 28 países, "a avaliação formativa evita a excessiva atenção [centrada] nas notas e na classificação dos alunos, que infelizmente ainda acontece em Portugal", contou Paulo Santiago.
Já a avaliação formativa permite "diagnosticar as necessidades de aprendizagem dos alunos e oferecer um 'feedback' em tempo real", sublinhou o analista.
O estudo "Synergies for Better Learning: An International Perspective on Evaluation and Assessment" ("Sinergias para uma melhor aprendizagem: uma perspetiva internacional sobre avaliação") defende que é preciso encontrar "um equilíbrio entre formação formativa e sumativa".
A avaliação sumativa, segundo o estudo, deve complementar uma apreciação interna (feita pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano na sala de aula) e uma externa: a interna tem maior grau de validade, por se basear em informações continuas e contar com maior diversidade de tipos de avaliação (como projetos, provas orais ou trabalhos de grupo); a avaliação externa tem um maior grau de confiabilidade, porque as provas e critérios de avaliação são iguais para todos, lembrou. @ JN

27/11/2014

mais de metade dos alunos consegue aceder à Internet com telemóveis nas escolas

Mais de metade dos alunos portugueses entre os 9 e os 16 anos ouvidos num inquérito que incluiu sete países europeus revelou que acede à Internet no telemóvel ou smartphone, usando a rede da sua escola. Esta possibilidade de acesso nas escolas é a segunda mais elevada entre os países estudados, logo a seguir à Dinamarca.
Apesar de destacarem algumas restrições, 56% dos estudantes portugueses inquiridos referiram ser possível o acesso à Internet nas suas escolas, ainda que o uso sem qualquer tipo de restrição tenha sido indicado por apenas 16%. Na Dinamarca, país que surge em primeiro lugar, esta prática é referida por quase todos os estudantes.
A atenção ao uso de meios digitais móveis no quotidiano de crianças e jovens é o tema da conferência do projecto Net Children Go Mobile que se realiza na Universidade Nova de Lisboa na sexta-feira e no sábado. Além de Portugal e da Dinamarca, este projecto europeu envolveu a Bélgica, a Irlanda, a Itália, a Roménia e o Reino Unido.
O projecto europeu permitiu chegar a outras conclusões. Um quinto dos estudantes portugueses revelou, por exemplo, que os professores incentivam a colaboração com os colegas através da Internet, fora da escola, para realização de trabalhos escolares, um valor reduzido mas que, mesmo assim, é dos mais elevados entre os sete países do estudo. @ PÚBLICO

23/10/2014

'Tablets' ocupam o lugar do papel numa escola em Oeiras

Ir para a escola sem objetos pesados, como livros e cadernos, é um sonho para muitos alunos, mas é a realidade de uma turma do 12.º ano da Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras, que já se habituou a um modelo de ensino livre de papel, e não só.
Na aula a que o Correio da Manhã assistiu, professores e estudantes escrevem nos ecrãs dos tablets e de quadros interativos, onde o acesso à Internet é permanente. A dinâmica destas aulas do futuro é diferente das atuais, sendo que os alunos e os docentes estão satisfeitos com os resultados.
A escola aceitou o convite para participar no Creative Classrooms Lab, um projeto-piloto europeu que tem como objetivo avaliar as potencialidades da utilização de tablets nas salas. Além da inexistência de papel, um aluno sair do lugar para ir resolver um problema ao quadro tornou-se obsoleto, uma vez que todos os dispositivos estão ligados em rede e o professor pode escolher qual deles quer projetar no quadro interativo.
Os custos dos 32 tablets distribuídos entre os 25 alunos e os sete docentes da turma foram suportados por uma marca tecnológica. O projeto inicia agora o seu segundo ano. Júlia Tainha, diretora da escola, diz ao CM que este "tem evoluído de forma bastante positiva", considerando-o uma mais-valia para os estudantes.