Ora, a questão de fundo é que as escolas não existem para “preparar alunos para os exames”, nem a educação consiste em “preparar alunos para exames”. O que a escola deve pretender é, acima de tudo, formar cidadãos e oferecer-lhes uma educação que lhes estimule a curiosidade e o gosto de aprender e lhes permita desenvolver e aplicar os seus talentos em múltiplas circunstâncias e não apenas no dia do exame. Quando a escola se transforma num sistema de preparação para exames e visa não a educação dos alunos mas a obtenção de notas num exame não está a fazer todo o seu papel e descura a parte essencial desse papel. @ JOSÉ VÍTOR MALHEIROS PÚBLICO
Número total de visualizações de páginas
Mostrar mensagens com a etiqueta direito ao contraditório. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direito ao contraditório. Mostrar todas as mensagens
13/04/2016
direito ao contraditório: as escolas não são fábricas de exames
Ora, a questão de fundo é que as escolas não existem para “preparar alunos para os exames”, nem a educação consiste em “preparar alunos para exames”. O que a escola deve pretender é, acima de tudo, formar cidadãos e oferecer-lhes uma educação que lhes estimule a curiosidade e o gosto de aprender e lhes permita desenvolver e aplicar os seus talentos em múltiplas circunstâncias e não apenas no dia do exame. Quando a escola se transforma num sistema de preparação para exames e visa não a educação dos alunos mas a obtenção de notas num exame não está a fazer todo o seu papel e descura a parte essencial desse papel. @ JOSÉ VÍTOR MALHEIROS PÚBLICO
23/02/2016
direito ao contraditório: eutanásia - sim ou não?
O "direito ao contraditório" pretende e ambiciona fazer chegar aos leitores opiniões passíveis de serem contestadas, num salutar e democrático convívio de ideias. A responsabilidade dos textos é dos seus autores.
Num momento em que a palavra “eutanásia” entra no vocabulário
da sociedade portuguesa, importa saber o que significa
verdadeiramente este tema tabu.
A eutanásia é definida, pelo Manifesto
assinado por diversas personalidades
de diferentes quadrantes da sociedade como sendo o “ato de, em resposta a um pedido do próprio - informado, consciente e
reiterado — antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem
esperança de cura.”. São apenas dois os países que consideram o suicídio
medicamente assistido legal: a Bélgica e a Holanda. Podem ser poucos os
países que legalizaram este processo médico, porém, demonstram-se na vanguarda
da libertação da identidade pessoal e da liberdade de escolha. Não faz sentido
que num estado laico se continue a basear a legislação nacional em fundamentos
confessionais.
A constituição nacional, nos Art. 1º e Art. 24º nº1, afirma a vida como sendo um “direito
inviolável, mas não um dever irrenunciável”. Não pode continuar a legislação a
retirar a dignidade da vida das pessoas. Não podemos continuar a impedir um fim
de vida digno àqueles que sofrem todos os dias. A eutanásia não será um meio
disponibilizado a todos, nem faz sentido que o seja, mas sim uma janela de
dignidade disponibilizada àqueles que se encontram em perpétuo sofrimento e sem
esperança de cura.
Nunca será possível chegar a um consenso sobre este tema,
mas é de salientar que a discussão apenas surge pelo facto de vivermos num
regime democrático, onde o confronto de ideias é necessário, contribuindo para
o desenvolvimento humano.
António Pedro Santos
18/12/2015
direito ao contraditório: "a importância de ver e de dar a ver"
O CRESCER lançou uma nova rubrica há um mês. O "direito ao contraditório" pretende e ambiciona fazer chegar aos leitores opiniões passíveis de serem contestadas, num salutar e democrático convívio de ideias.
Esta é a segunda. A responsabilidade dos textos é dos seus autores.
"a importância de ver e de dar a ver"
Nos dias de hoje, cada vez mais existem
situações que prejudicam a Humanidade e que requerem uma maior intervenção por
parte de todos para que se possa dar uma transformação para melhor.
É necessário, fundamentalmente, ter capacidade de ver aquilo que se passa à nossa volta, ou seja, estar atento aos acontecimentos marcantes que têm lugar em todo o mundo quase todos os dias. Os atentados terroristas enchem os jornais e as televisões a toda a hora e cabe a todos nós estar a par destes acontecimentos. A nossa capacidade de ver vai permitir-nos analisar e pensar sobre estas notícias. Consequentemente, tornar-nos-emos mais capazes de formar opinião própria e participar ativamente na transformação do mundo.
Para além disso, é importante ter a capacidade de dar a ver, ou seja, mostrar e expor opiniões, ideias e convicções. Exemplos disso são a participação e organização de projetos educativos ou solidários que permitem divulgar e chamar a atenção da sociedade para assuntos importantes que lhes permitirão ter, também eles, a capacidade de ver, pensar e intervir para ser possível a transformação do mundo em que vivemos.
Assim, tanto a capacidade de ver, pensar, intervir e a capacidade de dar a ver aos outros aquilo que se passa no mundo e que precisa de uma união da Humanidade para a sua transformação tornam-se importantes meios para alcançar um mundo melhor e mais feliz.
Inês Duarte
16/11/2015
direito ao contraditório: "E agora?"
O CRESCER lança uma nova rubrica. O "direito ao contraditório" pretende e ambiciona fazer chegar aos leitores opiniões passíveis de serem contestadas, num salutar e democrático convívio de ideias.
Esta é a primeira. A responsabilidade dos textos é dos seus autores.
E agora?
A lista L já era responsável pela Associação de
Estudantes, por isso, continuaremos a ver as iniciativas que foram
característica desta AE, no último ano, a serem promovidas. Mas o que é que
significaria se em vez de ser a lista L a ganhar tivesse sido a U ou a M? Se
analisarmos os “programas eleitorais” das diferentes listas, verificamos que a matriz era a
mesma, as medidas eram muito idênticas, existia até uma convergência programática entre
as diferentes listas. De facto, aquelas que se deveriam ter afirmado como verdadeiras alternativas, as listas U e M, não o conseguiram, e apresentaram-se
como uma continuação das políticas que têm vindo a ser promovidas nos últimos
anos pela Associação de Estudantes. As medidas que ambas as listas propunham, além
de muito idênticas, não significavam uma verdadeira mudança na nossa escola.
A
esta nova Associação de estudantes faço apenas um apelo: é necessário que se mudem
mentalidades e se faça da Associação um verdadeiro ponto de encontro e de debate
entre todos os alunos, onde estes possam expor as suas ideias e preocupações sobre a
escola, e que estas cheguem à direção.
E
agora?... Agora é necessário continuar a criar uma escola onde os alunos
são protagonistas.
António Pedro
Santos
Subscrever:
Mensagens (Atom)


