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15/09/2016

as comunicações do encontro "A Ciência por quem a faz e por quem a ensina"



Como já este jornal noticiou, realizou-se no passado dia 7 de setembro, na nossa escola secundária e organizado pelo Centro de Formação de Associação de Escolas maiatrofa, o encontro “A Ciência por quem a faz e por quem a ensina”.

Na parte da manhã houve quatro comunicações que resumidamente exponho.

Na primeira comunicação da manhã, o professor Pedro Fernandes na sua palestra “Química Virtual”, respondeu à questão: Será possível “ver” as modificações das moléculas durante uma reação química? As aspas colocadas em redor do verbo pretendem modificar o seu significado. Não está em causa ver diretamente, ou por alguma técnica especial de ampliação, a realidade em causa. Não, trata-se de obter uma simulação gráfica.
Para o conseguir é necessário introduzir em supercomputadores a composição das moléculas iniciais, as equações matemáticas que descrevem a física do comportamento desses corpúsculos e esperar que a máquina execute uma imensidão de cálculos, tanto mais demorados quanto maior for a complexidade das moléculas, como o são, de facto, as moléculas orgânicas.
Embora a obtenção de resultados seja demorada, mesmo sendo a tarefa executada por um supercomputador, permite, além de outros ganhos, poupar muito tempo.
Poderá haver ainda outros ganhos. Por exemplo, saber se uma reação é possível ou não, poupar a vida de muitas cobaias, prever o que acontece em reações químicas muito rápidas ou muito lentas ou, ainda, conhecer as reações químicas que evoluem em ambientes extremos de temperatura e pressão impossíveis de experimentar.
Ao que parece estas simulações têm interessado aos laboratórios farmacêuticos por lhes permitir ficar a saber, antes de iniciar ou continuar alguma pesquisa, se determinada reação poderá ocorrer ou não.

 
O tema da segunda comunicação foram as comunicações sem fios.
Queremos ter acesso fácil e permanente a comunicações móveis de voz e internet em todos os lugares e em qualquer circunstância. O engenheiro Paulo Oliveira, ex-aluno da nossa escola, explicou a matemática complexa que fundamenta o acesso com segurança às comunicações mesmo quando o tráfego de informação é muito elevado, como no caso em que há grandes ajuntamentos de pessoas.
Hoje temos como banal o acesso de informação em qualquer lugar. Na verdade, esta operação é engenhosa e complexa e continua a ser um campo de investigação.



Na terceira comunicação, a Professora Sofia Dória respondeu à questão: O cariótipo ainda é necessário na era dos arrays CGH.
Tanto o exame do cariótipo como a do array CGH constituem técnicas de análise do material genético para identificar alterações no ADN que possam comprometer qualidade de uma qualquer idade.
No teste do cariótipo obtém-se um resultado visual de regiões coradas dos cromossomas que permite conhecer a sua estrutura. Se houver alguma alteração, em relação ao normal, indica que poderá haver, ou não, alguma doença genética.
Mais recentemente surgiu uma outra técnica, a do array CGH, que permite obter informação do ADN com muito maior detalhe. Em muitas circunstâncias este excesso de informação cria algumas dificuldades. É que nem todas as alterações têm efeitos nefastos. Algumas fazem parte das normais diferenças individuais, isto é, umas são benignas e outras não têm efeitos conhecidos.
Este acentuado crescimento conhecimento da herança genética individual levanta algumas questões. Será que queremos conhecer todas as prováveis doenças que havemos de contrair mais tarde, quando pouco podemos alterar? Quem deve ter acesso a esta informação?
Na verdade, a informação que se obtém pelo método array CGH é excessiva em algumas situações pelo que se continua a utilizar o exame do cariótipo. Podemos pois concluir que nem sempre mais informação é melhor.

O professor João Lopes dos Santos, do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mostrou a relação entre a luz e matéria.
Não constitui surpresa afirmar que quando olhamos para um peixe que vagueia pelas águas, ele não está na direção do nosso olhar. Este fenómeno é desde há muito tempo conhecido e é conhecido por refração da luz. Este fenómeno é utilizado nas lentes e em alguns outros dispositivos óticos.
Este fenómeno é descrito pela lei de Snell e na sua expressão matemática consta um número positivo, o índice de refração, que caracteriza as propriedades óticas de cada um dos meios atravessados pela luz. Assim o índice de refração do ar é 1,00 (aqui os zeros à direita da vírgula contam) da água é de 1,33 e do vidro entre 1,5 a 1,9.
Toda a observação da realidade, em relação às propriedades óticas, era a prevista pelo fortemente sustentado edifício teórico quando, em 1967, um físico teórico ucraniano, Victor Veselago, publicou um artigo com uma análise teórica sobre materiais com um índice de refração negativo. Depois  de provocar algum furor nos meios académicos e de induzir uma forte procura destes materiais o caso foi esquecido por não se ter encontrado então nenhum com a propriedade proposta.
Contudo, 33 anos depois, David Smith confirmou a existência de um metamaterial com as propriedades previstas por Veselago. Metamateriais são materiais modificados, no caso a partir da nanotecnologia, para se obter propriedades que não existem na natureza.
Ora com o metamaterial obtido podemos obter resultados que não lembram ao cidadão comum. São alguns exemplos: o revestimento de um objeto com o este metamaterial pode torná-lo invisível; poder-se-ão construir superlentes que permitam observar, com um detalhe inédito, o DNA.
Os supermateriais têm sobretudo interessado à indústria militar.

Esta descoberta veio-nos lembrar que o Mundo é bem mais surpreendente do que julgamos, que pode mesmo aproximar-se da mais imaginativa ficção, como no caso do manto da invisibilidade do herói Harry Potter. Bem vale a pena dedicar-lhe a nossa atenção. 

Sérgio Viana, docente de Física e Química

começou o ano letivo

Dia 1.

14/09/2016

receção aos alunos e horários


Hoje a escola encheu-se de jovens. Uns vieram para a receção. Outros vieram ver os horários. Outros vieram, apenas.
Os mais jovens foram recebidos com o tradicional momento festivo e solene. Os mais velhos serão recebidos, hora a hora, amanhã, por cada um dos professores, nas aulas que entretanto se iniciam para todos.
O CRESCER informa que poderão encontrar os horários da turmas no portal da escola que aqui se partilha: http://portal.aescas.net/alunos/horarios

Para todos, votos de um excelente ano letivo!

13/09/2016

operação papelão

Já se intrigou com as belas caixas que se encontram no corredor das exposições? Descubra a razão.
contentores empilhados
"A Operação Papelão tem por objetivo munir cada sala de aula da escola sede do Agrupamento com um contentor para recolha seletiva do papel. Na construção deste trabalho estão envolvidos alunos de todos os sétimos anos de escolaridade do ano letivo 2015/2016 que, nas aulas de Educação Visual dos professores José Alberto Matos e Cristina Magalhães, desenvolveram a temática da reciclagem. O resultado final foi da autoria dos professores responsáveis.

Com esta iniciativa, realizada em parceria com os professores Sónia Lisboa e José Gomes e no âmbito do Projeto Eco-Escolas, pretende-se consciencializar os alunos para a sustentabilidade do planeta. 

O destino do papel recolhido é a Conferência São Vicente de Paulo por intermédio da D. Rosa Manuela, chefe dos auxiliares de ação educativa, que se disponibilizou desde o início para colaborar." @ blogartes

12/09/2016

12 de setembro: receção aos professores e funcionários


Hoje decorreu a cerimónia oficial da receção aos professores e funcionários do agrupamento.
Fomos convidados para estar às 15h no auditório e foram muitos os presentes. A sessão iniciou-se com a audição de um texto da autoria da professora Manuela Couto, dito pela própria (podem ouvir clicando no sublinhado), cuja mensagem ilustra bem a frase que encabeça este nosso jornal: “Esta é uma escola feita de mãos. E de muitas mãos”.
De seguida, o diretor, professor Manuel Ferreira, deu as boas-vindas a todos, desejou um excelente ano letivo e revelou a sua convicção de que o agrupamento tem ótimos professores e funcionários que proporcionarão uma boa formação aos alunos.
Para surpresa de todos, ao som de alguns acordes foram-se erguendo alguns elementos da plateia e um flashmob bem “rockeiro” espantou e encantou o público.

Por fim, e como já é habitual, a Direção presenteou todos com um delicioso lanche onde não faltou o bolo de abertura do ano letivo.

Parabéns a todos quantos organizaram, participaram e proporcionaram este momento.


Votos de um bom ano letivo!

11/09/2016

há mais alunos colocados no superior e metade entrou no curso que queria

Na 1.ª fase do concurso foram colocados 42.958 estudantes, a terceira subida em três anos. 


Surpresa! Medicina já não é o curso com a média mais alta


foto de RUI GAUDÊNCIO (ARQUIVO)
Pelo terceiro ano consecutivo, há mais estudantes a entrar no ensino superior público. Na 1.ª fase do concurso nacional de acesso, cujos resultados foram divulgados na madrugada deste domingo, entraram nas universidades e politécnicos 42.958 estudantes, mais 890 do que há um ano. O ministro do Ensino Superior e os responsáveis das instituições relacionam este aumento da procura com um clima de maior confiança dos estudantes e das famílias no setor.

Estes quase 43 mil colocados significam um aumento de 2,1% em relação à mesma fase do concurso de 2015. Este é o terceiro ano consecutivo de aumento da procura do ensino superior e, face a 2013, o aumento do número de novos alunos cifra-se em 5543 — insuficientes para recuperar da quebra de mais de 8000 colocados nos três anos anteriores.

Entrei na universidade? Veja aqui todas as notas de acesso

“Com variações como estas, fica claro que a explicação não é demográfica”, sublinha o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Cunha. Este responsável acredita que, “apesar de alguns discursos negativos”, os estudantes “já perceberam a mais-valia de uma formação superior”, lembrando que o desemprego é menor entre os diplomados e que estes conseguem em regra salários mais altos. (adaptado de PÚBLICO)

09/09/2016

"É importante diminuir o número de alunos por turma", diz Ministro da Educação

foto de Miguel Baltazar
O ministro da Educação disse hoje em Rio Maior que a tutela está a estudar a possibilidade de vir a reduzir o número de alunos por turma, uma medida a implementar após conhecer o seu impacto financeiro e pedagógico."A redução do número de alunos por turma é uma questão que nos preocupa e estamos a estudar a forma de intervenção para fazer de forma faseada ao longo dos próximos anos", afirmou Tiago Brandão Rodrigues aos jornalistas. O governante admitiu que "é importante diminuir o número de alunos por turma" e que existem "constrangimentos". Contudo, as alterações vão ser implementadas depois de "perceber a latitude de uma medida desta natureza não só financeira como pedagógica". @ JNeg

08/09/2016

a falta de reconhecimento profissional dói

"Exaustos, desiludidos e baralhados" é o título do jornal PÚBLICO à notícia de mais um estudo de José João Veiga e Duarte Ribeiro, que será apresentado em Vila Nova de Gaia, nesta sexta-feira.
A grande maioria dos professores (85%) dizem que o Ministério da Educação não “valoriza” o seu trabalho PAULO PIMENTA
“É como se um pessimismo endémico tivesse tomado conta da educação escolar”, descreve Azevedo nas conclusões do trabalho que será apresentado em Vila Nova de Gaia, nesta sexta-feira, primeiro dia que marca o período de arranque do ano letivo para o ensino básico e secundário.

O CRESCER chama a atenção para o que abaixo destaca da notícia, tão real e tão contraditório.

O que lhes causa mais “insatisfação no trabalho” em geral é a “falta de reconhecimento profissional” (57%). O que é mencionado como trazendo mais “dificuldades” no dia-a-dia é a indisciplina na sala de aula (52%), seguido da extensão dos programas (30%). Especificamente na relação com os alunos, o que causa mais insatisfação é a "falta de respeito" (58,9%). 
Um dos maiores desafios com que se deparam na sua missão é “prestar atenção ao desenvolvimento afectivo e social dos alunos” (30,3%). Outro problema que coloca dificuldades, mencionado por um quarto dos professores: a avaliação do desempenho docente.
Mas, mesmo com tudo isto, quase todos (mais de 90%) acham que os alunos saem bem preparados da sua escola, do ponto de vista académico. E essa é, provavelmente, uma das ideias mais positivas que manifestam. Outra é que a palavra "paixão" é a mais escolhida para descrever este trabalho de "ensinar". @ PÚBLICO

07/09/2016

"olhei para o céu, estava estrelado..."

Esta podia ser a banda sonora da peça de teatro que hoje se pôde apreciar na nossa escola.




De Aristóteles a Einstein, os fantoches da Centelha Criativa e dos Cabeças no Ar e Pés na Terra deliciaram a plateia do auditório, em dia consagrado ao VI encontro de cientistas e professores de ciências.



Entre palestras e workshops houve tempo para compreender que a Ciência e a Arte podem e devem dar as mãos neste que é o nosso "Auto do Universo".






 "... parece que estou a ver as estrelinhas todas, às voltinhas e voltarelas, cantando e bailando."

sobre o Sistema Solar em "Auto do Universo"

06/09/2016

a ciência por quem a faz e por quem a ensina (VI)

É já uma tradição. Vai decorrer a 7 de setembro, ao longo de todo o dia, na nossa escola secundária.
Assista ao Encontro que já há seis anos é o primeiro grande evento do ano letivo.


Bem-vindos!

O CRESCER deseja a toda a comunidade escolar um excelente ano letivo. Que todos os objetivos se concretizem!


22/07/2016

último "post" de 2015/2016

daqui

Todos os anos, chega o dia em que fazemos a derradeira publicação. É hoje. A caminhada do CRESCER termina este ano com 321 422 visualizações e 2 110 publicações, que muito nos honram. 
É, agora, tempo de descanso.
Na última publicação do ano, o CRESCER deixa um bem-haja a todos os que aqui colaboraram e um muito obrigado a todos os que nos seguiram. O CRESCER felicita toda a comunidade educativa pela caminhada feita e formula votos de excelentes e merecidas férias para todos.
Reencontramo-nos em setembro para podermos continuar a CRESCER juntos.
Até já!
Eduarda Ferreira e Manuela Couto

21/07/2016

se pudesse, o neuropediatra Luís Borges mudava a escola e medicava muito menos

     Encurtava as aulas, multiplicava os intervalos, mudava as metas curriculares, dava aos professores mais formação na área das neurociências e garantia aos miúdos mais tempo para brincar. Se pudesse, o neuropediatra Luís Borges mudava a escola. E medicava muito menos.


Ainda existem «bichos-carpinteiros» e «cabeças-no-ar»?

Sempre existiram e sempre existirão. A perturbação da hiperatividade e défice de atenção [PHDA] tem uma base genética: as crianças herdam dos pais os genes que vão condicionar este tipo de comportamento. O que acontece é que, depois, o ambiente pode facilitar ou dificultar o aparecimento dos sintomas – a hiperatividade, a impulsividade e/ou défice de atenção.



LUÍS BORGES
Tem 78 anos, é neuropediatra, preside à Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) e continua ligado ao Hospital Pediátrico de Coimbra, instituição que lhe prestou homenagem dando o seu nome ao Centro de Desenvolvimento da Criança.


Leia toda a entrevista aqui.

20/07/2016

PS ajudou a chumbar projeto de regime especial de aposentação para professores e educadores

"Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro." in "Felizmente há luar!" de Luís de Sttau Monteiro
foto de Lusa
Dois projetos de resolução recomendando ao Governo a possibilidade de docentes com 40 anos de descontos se poderem aposentar sem penalizações foram hoje chumbados no parlamento, motivando apupos e críticas de cidadãos presentes nas galerias.
Os textos, apresentados por PCP e "Os Verdes", tiveram voto favorável destes partidos e do Bloco de Esquerda (BE), merecendo a abstenção do deputado do PAN e o voto contra de PS, PSD e CDS-PP.
Vários apupos escutaram-se no final da votação, o que levou o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, a lembrar os cidadãos que assistiam às votações que nas galerias não é possível haver manifestações de repúdio ou agrado - "o que não é manifestamente o caso", reconheceu Ferro - pelas decisões dos deputados.
O texto do partido ecologista pedia um regime transitório para a aposentação de professores e educadores, "com vista a criar justiça no regime de aposentação", ao passo que o documento comunista era mais amplo, pedindo ao executivo "a possibilidade de aposentação aos 40 anos de descontos sem penalizações e a aplicação de regimes de aposentação relativos a situações específicas".

"É amplamente reconhecido o desgaste físico e psicológico que os educadores de infância e os professores sofrem ao longo das suas carreiras e que este desgaste, por um lado, conduz a uma enorme pressão e sobrecarga sobre o docente e, por outro lado, leva a que se comprometa não só a qualidade da prática pedagógica, como em última consequência a qualidade do próprio ensino", advogam os comunistas no seu projeto de resolução hoje chumbado. @ NaoM

há mais vagas no ensino superior

RITA CHANTRE
A partir desta quinta-feira está aberta a 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. E o que mostra a oferta disponibilizada nos 1060 pares instituição de ensino/curso é isto: depois de quatro anos (desde 2012) marcados por uma redução, ano após ano, do número de lugares abertos, 2016 é o primeiro a registar um aumento da capacidade instalada, ainda que não chegue às 150 vagas. Trata-se de um aumento residual, sublinham tanto o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Cunha, como o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Joaquim Mourato. António Cunha considera, de resto, que o número de lugares disponíveis “é razoável”. E acrescenta: “Está ligeiramente sobredimensionado, o que permite que os estudantes tenham mais liberdade para escolher um curso em função dos critérios que considerarem mais pertinentes, o que é positivo.” @ PÚBLICO

Compare aqui as vagas, cursos e a nota do último colocado

19/07/2016

projeto em escola da Madeira melhora notas e reduz reprovações



Quando se procura fomentar o sucesso, chega este projeto da Madeira.

Interessante? O que acham?

PAULO PIMENTA

"Projecto com turmas homogéneas na Madeira melhora notas e reduz reprovações"

"Planos alternativos impulsionados pelo governo madeirense, dividiram alunos de duas escolas em turmas de acordo com o histórico de desempenho académico. Número de retenções caiu a pique e as notas mais altas subiram.

Quando os slides da apresentação começaram a passar, o director da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Caniço, Armando Morgado, não disfarçou o entusiasmo. Depois da polémica no início do ano lectivo, da desconfiança de pais e professores, e das acusações de discriminação de alguns partidos da oposição, o projecto Caniço Mais, que separou os alunos com base no desempenho académico dos anos anteriores, apresentava bons resultados.
A taxa de retenção do 7.º ano, o único abrangido pelo programa, fixou-se nos 2,9%, contra os 20,8% verificados no ano lectivo anterior. Verificou-se também uma melhoria generalizada nas notas das cinco turmas do projecto: 34% dos alunos atingiu o nível 4 (apenas 13% em 2014/2015) e 6% terminou o ano com 5 valores (tinham sido 2% no ano anterior). E, mais importante do que os números, diz Armando Morgado, foi a “vontade” manifestada pelos alunos em ir à escola."  Leia tudo, aqui.

Está aí a segunda fase dos exames nacionais.

Arrancou hoje a segunda oportunidade dada aos alunos do Ensino Secundário para concluírem o seu ciclo de estudos.

Os estudantes de 12º ano iniciaram, pelas 9h30, as provas de Português e Português Língua Não Materna. Está aí a segunda fase dos exames nacionais.
Da parte da tarde, pelas 14 horas, é a vez de os estudantes de 11º ano realizarem o exame nacional de Filosofia.
A segunda fase dos exames nacionais prolonga-se até ao final da semana. A prova de Matemática A começa às 9h30 de sexta-feira, como é possível constatar no site da DGES. adaptado de NaoM

18/07/2016

"Então? Já está de férias, não é?"


Pois bem, desde que as aulas terminaram que trabalho não me tem faltado! Sim, muito trabalho burocrático e que em muitas escolas (sobretudo as TEIP) é uma realidade. Já nem falo das vigilâncias de exames, que isso nem dá assim tanto trabalho. Refiro-me mesmo às reuniões que têm de ser feitas (de departamento, de grupo disciplinar, das tutorias, dos apoios, das assessorias e das inúmeras equipas de trabalho), a acrescentar aos relatórios, planos e projetos que têm de ser elaborados, mais as estatísticas, estudos e reflexões que têm de ser elaboradas... E todo o trabalho que os diretores de turma têm de fazer no final de cada ano letivo? Mais as formações que, muitas vezes, só podem ser feitas nesta altura do ano! Enfim, trabalho não me falta. E ainda tenho que ouvir tanta gente que não é professor vir com a conversa de que os professores já estão de férias... Férias? Só mesmo em agosto! E em setembro, volta-se à carga... " @ Na sala de aula

O CRESCER acrescenta ao elenco das múltiplas atividades referenciadas pelo Pedro: as classificações de exames, a consulta de provas, a 1ª fase, a 2ª fase, mais classificações... Enfim, uma "never ending story" até estarmos, realmente, de férias. É que já chateia!!!

17/07/2016

"Vais candidatar-te ao Ensino Superior? Sabe tudo o que é preciso aqui."


Calendário
És daqueles alunos que passou a todos os exames nacionais e já despachou o assunto? Então fica a saber que a primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior arranca já na próxima quarta-feira, dia 20, e prolongar-se-á até ao dia 8 de agosto.
Se por outro lado chumbaste e tens que ir à segunda fase dos exames nacionais, a fase de candidaturas só começa em setembro.
Mas isto, a par das datas de afixação dos resultados dos exames nacionais e das datas da realização da segunda fase de exames, está disponível para todos os alunos, pais e professores num site tutelado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Classificação final do Ensino Secundário
Sabias que a nota de Educação Física não conta para a média final? Esta regra só não é aplicada se quiseres tirar um curso desta área.
O que é preciso para concorrer ao Ensino Superior?
Além de teres o Ensino Secundário concluído tens de ter realizado, nos últimos dois anos, os exames nacionais correspondentes às provas de ingresso exigidas para os diferentes cursos e instituições a que vais concorrer. E claro, terás de cumprir os pré-requisitos quando exigidos pelas instituições onde pretendes ingressar. 
Quais são os cursos que existem, onde são lecionados e quais as provas de ingresso necessárias?
Agora que já escolheste o curso e a universidade onde vais passar os próximos três anos (no mínimo) é hora de saber as provas de ingresso que cada instituição escolhe. Podes consultar a lista aqui. Contudo, se estás com dificuldades tens aqui um assistente de escolha de curso que te vai ajudar na tarefa.
Simulador de Candidatura
Já escolheste o curso, a universidade e já sabes as provas de ingresso correspondentes. Antes de dar o importante e definitivo passo de te candidatares podes simular a candidatura, tal como se de um último treino se tratasse antes da grande final.
Outras dúvidas
Aqui enumerámos as principais questões quando se fala no acesso ao Ensino Superior, mas se continuas com dúvidas podes esclarecê-las aqui. @ NaoM

15/07/2016

crueldade, insanidade, desumanidade vs liberdade, igualdade, fraternidade

Alguém põe cobro a isto? Ora pense-se onde está a origem do problema e atue-se quanto antes. 
As palavras "crueldade, insanidade, desumanidade", que podem resumir o que aconteceu em Nice, não se coadunam com as da imagem e que devem nortear um mundo moderno e civilizado.
Vale a pena pensar nisso.

14/07/2016

tanta gente!!!

daqui

Foram 160.000 (mais 2.750 que em 2015) a prestar provas e a lutar pelas décimas que lhes permitem concluir o secundário e a construir as médias que lhes podem abrir portas para o curso desejado. A época arrancou com o exame de Português do 12.º ano, obrigatório para todos os alunos dos cursos gerais, o que contou com mais inscritos: 75.564, segundo os dados do Ministério da Educação.

Os exames finais nacionais do ensino secundário foram realizados em 646 escolas em Portugal, bem como nas escolas no estrangeiro com currículo português. No processo de classificação das provas estiveram envolvidos cerca de 7.620 docentes do ensino secundário e ainda cerca de 10.000 docentes vigilantes e pertencentes aos secretariados de exames das escolas.

E a saga continua. Falta, ainda, a 2ª fase.

13/07/2016

resultados da 1ª fase de exames

O CRESCER felicita todos os que viram as suas classificações corroboradas ou até avolumadas, sossega os que baixaram valores (não esquecer que a classificação interna pesa 70% e a de exame 30%, pelo que a classificação final da disciplina não desce facilmente) e deseja as maiores felicidades aos que agora se candidatam ao superior ou ainda tentam a sorte na 2ª fase.

Este ano só se registam duas médias negativas entre os alunos internos: História A (12º ano), que desce de 10,7 valores para 9,5 (numa escala de 0 a 20) e Francês (11º ano), que sofre a maior queda, de 13 para 9,8 valores.
De resto, das outras 12 provas que baixam as médias, apenas História B cai 1%, de 12,5 para 11,5 valores. 
As restantes quedas não chegam a 1% - caso do Português (12º ano), que desce duas décimas (de 11 para 10,8) e de Matemática A, que cai 8 décimas (de 12 para 11,2 valores). 

Não esquecer que se querem tentar a 2ª fase têm obrigatoriamente de se inscrever.
foto de Migue Nogueira (PÚBLICO)
De seguida, citamos a Uniarea (site várias vezes referenciado pelo CRESCER) no sentido de dar resposta a perguntas recorrentes.

"(...) temos recebido várias dúvidas relativamente à 2ª fase de exames, e a utilização dos mesmos quer para efeitos de melhoria da Classificação Final da Disciplina, como para efeitos de prova de ingresso, na candidatura ao ensino superior. Valerá a pena repetir os exames nesta fase?
É o que vamos tentar responder neste artigo, separando o cálculo da Classificação Final da Disciplina da utilização do exame nacional como prova de ingresso. Para os que ainda estão perdidos com o primeiro cálculo, é só visitar a nossa página: com que nota fico à disciplina considerando o exame? Vê aqui.
Cálculo da Classificação Final da Disciplina
Caso o exame nacional não te tinha corrido como esperado, podes repeti-lo na 2ª fase de exames e tentar assim recuperar a classificação da disciplina que tinhas.
Para a 1ª fase de candidatura ao ensino superior deste ano vai ser considerada, automaticamente, no cálculo da classificação final das disciplinas sujeitas a exame nacional, as melhores de entre as seguintes:
  • Classificações de exames realizados em quaisquer anos letivos anteriores a 2016, em qualquer fase.
  • Classificações de exames realizados em 2016, na 1.ª fase.
  • Classificações obtidas na 2.ª fase de exames 2016 em disciplinas que não integrem o plano de estudos do teu curso de ensino secundário e cujo exame coincida em dia e hora de realização com um exame da 1.ª fase realizado por ti.
Logo, atendendo ao primeiro ponto, caso sejas estudante de 11º ano, ou mesmo estando no 12º e correndo o risco de entrar no que não queres, vale a pena realizares o exame da 2ª fase de forma a ficares com uma classificação final da disciplina superior para as primeiras fases de candidaturas dos anos seguintes. Alternativamente, poderás sempre repetir o exame no ano seguinte, mas aí será como aluno externo, precisando de ter a nota do exame superior à classificação final da disciplina, não contando apenas 30% como no ano da conclusão da disciplina.
Para a 2.ª e 3.ª fases de candidaturas, as classificações das disciplinas sujeitas a exame final nacional que vão ser consideradas para o cálculo da Classificação Final do ensino secundário são as melhores de entre as classificações dos exames realizados em quaisquer anos letivos, em quaisquer fases.
Para acabar, deixamos o alerta que caso devido a um exame da 1ª fase não consigas completar uma determinada disciplina, mas na 2ª fase já o venhas a fazer, ficas impedido de concorrer à primeira fase de candidaturas, uma vez que para efeitos desta fase não tens o ensino secundário concluído.

Utilização do exame como Prova de Ingresso

No caso da utilização do exame para satisfazer a prova de ingresso que um determinado curso pede, existem algumas alterações relativamente ao caso anterior.
Para a 1.ª fase de candidaturas, a classificação que vai ser considerada, de forma automática, para cada uma das tuas provas de ingresso é a melhor das seguintes classificações do exame nacional correspondente à prova:
  • Classificação obtida na 1.ª fase de exames de 2016;
  • Classificações obtidas na 1.ª fase de exames de 2014 e de 2015;
  • Classificações obtidas na 2.ª fase de exames de 2014, 2015 e de 2016 em disciplinas que não integram o plano de estudos do teu curso de ensino secundário e cujo exame coincidia em dia e hora de realização com um exame da 1.ª fase efetivamente realizado por ti.
Para a 2.ª e 3.ª fases do concurso de 2016, a classificação que vai ser considerada, de forma automática, para cada uma das suas provas de ingresso é a melhor das classificações do exame final nacional correspondente à prova obtidas na 1.ª ou na 2.ª fase dos exames de 2014, 2015 e 2016."