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04/11/2010

então a DGRHE orienta e nós não percebemos? mau, mau!!!

Pensamos porque razão tanto se regulamenta e depois é necessário ofícios sobre ofícios a esclarecer. Das duas, uma: ou estamos a ficar "lerdinhos" ou as regulamentações são estranhas. Nós votamos na segunda hipótese.                                                                                   Pode ler-se no AD DUO, blogue que se ocupa da legislação para docentes:                                                                                   "1.º, antes do ECD de 2007, a Formação Contínua só era exigida no momento em que se operava a progressão, ou seja, quando coincidisse com a data em que perfazia o tempo de serviço e somos de opinião que para operar as regras do novo ECD, não se pode exigir que se tivesse feito FC quando não era exigida.

2.º, no ciclo 2007-09 da ADD e sobre os pressupostos do ECD de 2007, a solução encontrada para a falta de oferta formativa pública foi considerar aquela que ainda não tinha sido utilizada desde que não tivessem sido tomadas em consideração em anteriores avaliações (art.º 6.º do DR 1-A/2009).
Foi considerada, certamente, formação realizada já no escalão em que se situavam. Desconhecemos se algum professor não terá progredido ou não tenha sido avaliado por falta da realização da FC no ciclo em causa. Atrevemo-nos a considerar que seja uma situação que não ocorreu.

3.º, faltava encontrar uma solução para o ciclo ADD 2009-2011. E só poderia ser nestes termos. Consideramos que não é desajustada a solução e neste sentido, não penalizará quem realizou FC assim como quem não a realizou por falta de acesso a oferta formativa pública.

O Arlindovsky, depois, acrescentou e muito bem, que a maioria dos docentes (os bacharéis) com mais de 6 anos no índice 299 são os que por força do DL 312/99, 10.ago, estavam impedidos de subirem ao índice 340 por se encontrarem no topo da sua carreira.

Consideramos que está encontrada a solução para os Directores não terem que exigir 100 horas de FC e é bom que se sublinhe que o que está em causa não é uma benesse."
in AD DUO, 04-11-2010

então a DGRHE orienta e nós não percebemos? mau, mau!!!

Pensamos porque razão tanto se regulamenta e depois é necessário ofícios sobre ofícios a esclarecer. Das duas, uma: ou estamos a ficar "lerdinhos" ou as regulamentações são estranhas. Nós votamos na segunda hipótese.                                                                                   Pode ler-se no AD DUO, blogue que se ocupa da legislação para docentes:                                                                                   "1.º, antes do ECD de 2007, a Formação Contínua só era exigida no momento em que se operava a progressão, ou seja, quando coincidisse com a data em que perfazia o tempo de serviço e somos de opinião que para operar as regras do novo ECD, não se pode exigir que se tivesse feito FC quando não era exigida.

2.º, no ciclo 2007-09 da ADD e sobre os pressupostos do ECD de 2007, a solução encontrada para a falta de oferta formativa pública foi considerar aquela que ainda não tinha sido utilizada desde que não tivessem sido tomadas em consideração em anteriores avaliações (art.º 6.º do DR 1-A/2009).
Foi considerada, certamente, formação realizada já no escalão em que se situavam. Desconhecemos se algum professor não terá progredido ou não tenha sido avaliado por falta da realização da FC no ciclo em causa. Atrevemo-nos a considerar que seja uma situação que não ocorreu.

3.º, faltava encontrar uma solução para o ciclo ADD 2009-2011. E só poderia ser nestes termos. Consideramos que não é desajustada a solução e neste sentido, não penalizará quem realizou FC assim como quem não a realizou por falta de acesso a oferta formativa pública.

O Arlindovsky, depois, acrescentou e muito bem, que a maioria dos docentes (os bacharéis) com mais de 6 anos no índice 299 são os que por força do DL 312/99, 10.ago, estavam impedidos de subirem ao índice 340 por se encontrarem no topo da sua carreira.

Consideramos que está encontrada a solução para os Directores não terem que exigir 100 horas de FC e é bom que se sublinhe que o que está em causa não é uma benesse."
in AD DUO, 04-11-2010

03/11/2010

(in)confidências

Hoje recebi esta sms de um amigo:

"Não sem bastante emoção, no silêncio do meu gabinete, navego, com muitas memórias, através de um certo blog! :) Um abraço para todos... até que os braços me doam!"

Respondi, emocionada, como sempre lhe respondo:

"Que nunca te doam as mãos de uma escola que fizeste. Abracinho."

Eu sei que tu me perdoas a inconfidência, José Queirós! :)

cães ajudam crianças autistas

Um estudo recente desenvolvido por investigadores da Universidade de Montreal, no Canadá, concluiu que os cães desempenham um papel importantíssimo no desenvolvimento das crianças com necessidades especiais, segundo o site Softpedia, citando um estudo publicado na revista Psiconeuroendocrinologia. Sonia Lupien, investigadora sénior, professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal e directora do Centro de Estudos de Stress Humano do Hospital Louis-H. Lafontaine, e os seus colegas, mediram a quantidade de cortisol presente na saliva de crianças autistas, para detectarem os níveis de stress. O corpo humano produz a hormona do cortisol em resposta ao stress, que atinge o seu pico meia hora depois do acordar e estabiliza ao longo do dia. “Tentámos avaliar o efeito que os cães tinham no nível de stress das crianças em três momentos diferentes: antes e durante a introdução do cão e família e depois de o cão abandonar a família”, explicou Sonia Lupien. Aos pais foi-lhe pedido que preenchessem um questionário sobre o comportamento das crianças nesses três momentos, os revelaram que as crianças revelaram 33 comportamentos problemáticos antes e depois de o cão chegar à família e apenas 25 quando o cão estava com eles. Este estudo permitiu concluir que cães devidamente treinados ajudam a diminuir os níveis de ansiedade nestas crianças e contribuem para incrementar a sua socialização. Lupien acrescentou ainda que a investigação “conclui que os cães têm um verdadeiro impacto nos níveis da hormona do stress nas crianças”.

Há várias décadas que é aconselhado às famílias com crianças autistas a terem um cão, mas este é o primeiro estudo científico que mede o impacto psicológico dos cães nestas crianças.
in JN, 02-11-2011

02/11/2010

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
picasaweb.google.com
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

01/11/2010

tempo de congelamento


De dedo indicador esticado, tal como a Mafalda, citamos:

"Todo o tempo de serviço efectivo prestado pelos docentes dos quadros deve ser contabilizado para a sua progressão e posicionamento na carreira com a excepção (mesmo assim dolorosa e dolosa) do tempo de congelamento."

in Educação do meu Umbigo de Paulo Guinote


Por si, já suficientemente "frrrrreezing!", dizemos nós.

circulares pela calada da noite


Não fosse um assunto sério e pensaríamos ser uma brincadeirinha da DGRHE  do género "TRICK or TREAT?"

Foto: Enric Vives-Rubio

Milhares de professores podem retroceder na carreira e ter de restituir vencimentos

Os representantes das associações de directores de escolas e a vice-presidente da Federação Nacional de Educação (FNE), Lucinda Dâmaso, manifestaram-se ontem "profundamente" preocupados com "a possibilidade de um número significativo de docentes retroceder na carreira e ser chamado a repor parte do vencimento que tem auferido". 
A maior parte dos directores, professores e sindicalistas terá sido apanhada de surpresa. As duas circulares foram enviadas, por correio electrónico, depois das 19h de sexta-feira e foi através do blogue A Educação do Meu Umbigo, de Paulo Guinote, que o seu teor foi divulgado.

O dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, diz-se convicto de que a interpretação coincide "com a da grande maioria das escolas" e critica a direcção-geral por perturbar o normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino em vez esclarecer a legislação mais recente. Mas a dirigente da FNE e os representantes dos directores têm convicções diferentes.
(...)
Os "vazios" deixados pelas leis e respectiva regulamentação são criticados pelos dois directores, que recordam que em poucos anos houve três modelos de progressão e se queixam de não conseguirem obter esclarecimentos da DGRHE em tempo útil.

Pedro Araújo defende que, naquelas circunstâncias, os directores "têm de tomar decisões, sob pena de estarem, por omissão, a promover o congelamento das carreiras dos professores". Adalmiro Fonseca contrapõe que, "face a circulares como estas, em que são feitas interpretações a posteriori, as direcções devem redobrar cuidados". "Antes professores angustiados a baterem-me todos os dias à porta, como acontece agora, do que cair nesta situação", afirma.

(notícia com cortes) in Público, 01-11-2011

31/10/2010

o António

O António deixa-me sempre assim: arrebatada.

Umas vezes, emocionada e animada. Outras vezes, emocionada e frustrada.

Não consigo deixar de o ler. A custo ou não, procuro o fascínio que a sua escrita me proporciona.

O António sempre me causou esta sensação paradoxal: ou me emociona e arrebata positivamente, ou me emociona e deixa-me angustiada.

Se repararem bem no que escrevi, lê-lo emociona-me sempre. E ouvi-lo, também.

Aqui vos deixo uma entrevista, dada ao Mário Crespo, na passada sexta-feira.

Arrebatam-se ou angustiem-se, mas não deixem de ficar emocionados.

Parabéns, senhor engenheiro!



Pessoa por Júlio Pomar
 
Deveria ter sido "postado" a 15 de Outubro mas só dele tivemos conhecimento mais tarde.

Fica aqui uma pequena "pérola" de Fernando Alves, a propósito do aniversário de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa.

Apreciem a ironia fina!

Ao partilhá-lo com um amigo, ele deliberou: "Este engenheiro, sim, merece o nosso voto e o Fernando Alves seria o seu assessor ideal."

Cremos ser o melhor dos cumprimentos.

26/10/2010

Alô! Está aí alguém?

Escrevemos para escolas de quatro pontos diferentes do país:
Bragança
Coimbra
Lisboa
Tavira

Só queremos saber se neste blogue querem fazer o papel d' "Os Outros" para que "Nós" e eles possamos partilhar qualquer coisinha.

Esperamos respostas.

24/10/2010

A escola serve para te ensinar coisas, não?!

Só para brincar um bocadinho :)
Cliquem no play para verem e ouvirem.
Vale a pena pensarmos todos nisto!

23/10/2010

Só 30% dos alunos conclui 12 anos de escolaridade sem chumbar

in aquintaondablogspot.com
Apenas 30 por cento dos alunos portugueses concluem os 12 anos de escolaridade sem chumbar, segundo dados revelados hoje por Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Citando dados do mais recente relatório do CNE, que será divulgado na quinta- feira, o investigador adiantou que a cada 109 mil alunos que entram no primeiro ano de escolaridade em Portugal só 32 mil chegam ao 12.º ano em 12 anos.

Numa intervenção na conferência "A Escola de Hoje", em Lisboa, o presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP) defendeu a real autonomia das escolas como o caminho para melhorar o ensino em Portugal e evitar o abandono escolar precoce.

O professor e investigador lembrou que a autonomia das escolas já foi "decretada" em Portugal quatro vezes, em 1989, 1992, 1998 e 2002 e que, apesar disso, "tem sido difícil construir um ambiente de autonomia e de liberdade".
in CM, 23-10-2010

20/10/2010

Ministério da Educação dos mais atingidos pelo OE 2011

A redução do número de docentes é uma das medidas que constam no Orçamento de Estado para 2011 (OE). O Ministério da Educação (ME) é o segundo com mais cortes previstos no OE 2011, sendo apenas ultrapassado pelo Ministério da Saúde.

O ME vai perder 11,2 por cento dos apoios face a este ano. De acordo com o OE 2011 é referida por diversas vezes a necessidade de assegurar uma "adequada optimização" dos recursos, "sem prejuízo da qualidade das aprendizagens e do ensino".

A redução de docentes nas escolas prevista no OE 2011 dá-se através de uma medida que implica que os bibliotecários das escolas passem a dar aulas pelo menos uma a turma, diz o Público.

No que toca à extinção de vários organismos, o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação, a Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos e o Observatório das Políticas Locais da Educação vão ser integrados no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação. Já o Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação é integrado na Secretaria-Geral do Ministério da Educação.

Os apoios aos passes para estudantes 4_18 e sub_23 também vão ser reduzidos, através do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que não especificou as alterações.

in Fábrica de Conteúdos, 19-10-2010

17/10/2010

nós por cá

É uma metáfora, claro!

- Também sou mineiro... Tirem-me daqui!, gritou ao meu ouvido, hoje, um colega da escola.
Não é uma piada "tuga" de mau gosto nem desconsideração pelos desafortunados trabalhadores do Chile.
Devo dizer que a nossa escola está em obras (pertencemos agora a um Agrupamento) e, nesta fase, já alberga 2.250 alunos. A construção vai de vento em popa mas tem provocado as maleitas de qualquer obra em casa. No fim, há-de ficar bem. O pior é mesmo o "durante", pois nos movimentamos em corredores entaipados e os serviços centrais estão à distância de um intervalo. Ir à secretaria, ao bar, à casa de banho, ou à sala dos professores é uma verdadeira aventura para quem tem aulas no pavilhão situado no extremo oposto.
A par de todas as mexidas salariais e ajustes de tarefas a que estamos sujeitos, nós, por cá, vamos desesperando.
Então, respondi ao meu colega:
- Eu até te tirava, mas creio estar numa situação pior do que a tua:
. como trabalho no pav D, não tenho tempo para ir ao bufete, nem à sala de profes, nem à casa de banho;
. levo o lanche, tomo café da máquina, descanso e trabalho num gabinete emprestado pela malta da Biologia, vou à casa de banho das alunas (e ainda tenho que expulsar de lá os rapazes que espreitam "Xô, meninos, o que estão aqui a fazer?" e levar o papel higiénico na mão - “Está bem assim ou quer mais, setora?”, pergunta-me a diligente funcionária);

. já ganhei alergias ao pó das obras, ao cheiro das canetas dos quadros brancos e todos os dias tenho que lavar toda a roupa que visto, pois nada resiste ao pó;
. os meus ouvidos já não distinguem o barulho que vem do exterior do pavilhão do barulho do interior da sala de aula (É mais uma perfuração ou são os garotos a entrar?; É o Sr. Silva da obra ou é o Zé do H a falar?; Já tocou ou são vocês que já não aguentam mais?);
. já apanhei todos os vírus dos miúdos pois as janelas do pav D não abrem uma vez que estão preparadas para receberem o ar condicionado que há-de haver (esperemos!);
. estive a ter formação em QIM não só para aprender a trabalhar com os QIM que a escola há-de ter mas também para poder mudar de escalão (!?), fora de horas, longe, num espaço sem as mínimas condições;
. ando com o meu pc às costas (muitas das vezes levo-o e não há projector disponível) para mostrar coisas novas e diferentes;
. a net não funciona no pavilhão em que trabalho e no outro tem dias (também tem fios desligados!);
. não tenho cacifo por perto, ando permanentemente  com a casa às costas;
. ia mudar agora para o antigo 10º escalão e congelaram-me;
. como sou secretária, vou a reuniões com EE fora das minhas horas de trabalho e não recebo horas extras;
. saio da escola, de reuniões onde estão mais de trinta pessoas a opinar, às dez da noite;

e, tal como tu sabes e sentes, sei e sinto que “estão mexendo no meu bolso”.
Amigo, também bati no fundo!
Arranja lá a “cápsula fénix” a ver se alguém nos acode.

Abraço,
MC

06/10/2010

Estamos de volta

Estamos de volta.
Acabou-se a interrupção da emissão.
Mudámos o rosto e a intenção.
O intercâmbio que procurámos em Timor e em Angola não foi fácil.
As comunicações não ajudaram.
A realidade é bem diferente da nossa imaginação.

Então, decidimos voltar-nos para dentro.
Procuramos intercâmbios com escolas de Portugal.
E com estudantes e alunos.
E com gente deste país e do mundo.
Para tal, precisamos de colaboradores.

Queres dar resposta a este apelo?
Procuramos jovens talentosos que queiram partir à procura de realidades diferentes da nossa e tentem comunicar com outros jovens de outras escolas do interior do país, do litoral, do centro, do sul, ou até das ilhas.

Será sempre bem-vindo quem vier por bem.
Contacta com as professoras Eduarda Ferreira ou Manuela Couto.

14/06/2010

"a emissão volta dentro de momentos"

Está a aproximar-se o final do ano lectivo e, com ele, o fim (ou não) do nosso projecto.
Tentámos, em vão, comunicar com Os Outros, de Timor e de Angola. Com muita pena nossa, não obtivemos feedback.

Claro que lançámos mão de um Plano B e o blogue tornou-se unilateral, no sentido em que Nós publicamos tudo: o que dizia respeito a Nós e o que dizia respeito aos Outros. Como tal, o que foi publicado no nosso blogue é da nossa inteira responsabilidade. E fizemo-lo com gosto. Nada nos impediu de continuar. Os nossos alunos, sobretudo, foram persistentes e procuraram o impensável.

O tempo encarregou-se de fazer deste blogue um blogue de divulgação das actividades da Nossa escola e do Nosso mundo. E, curiosamente, permitiu que aprendessemos muito. Sobre Nós e sobre o mundo.

Pretendemos continuar. Numa outra abordagem. Com uma nova equipa. Com outros objectivos.
Como diz Jorge Palma: "Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar..."

Por último: um bem-haja a todos os alunos que aqui colaboraram e um muito obrigado a todos os que nos seguiram.

ZZZZZZZzzzzz... PPpppzzzz... Ppppvvvvvvvvvvvvvv... Pppfffffff...

Esperem, esperem. Não desliguem. Como dizia a RTP em tempo de avaria: "Pedimos desculpa por esta interrupção. A emissão volta dentro de momentos".
 
Até já!
EF e MC

10/06/2010

Timor: exames à noite... por culpa do fuso horário

Ministra confrontada por alunos de Timor com exames à noite
Alunos queixam-se de desvantagem originada pelos fusos horários

A ministra da Educação foi confrontada esta quarta-feira com o descontentamento de alunos da Escola Portuguesa de Díli, em Timor-Leste, por serem obrigados a fazer exames à noite, noticia a Lusa.

A Escola Portuguesa de Díli funciona integrada no sistema de ensino português, pelo que os alunos têm de fazer os exames nacionais em simultâneo com os colegas que estudam em Portugal.

A diferença horária de oito horas entre os países origina que tenham de prestar provas à noite, sob efeito do cansaço, sem luz natural para fazer os exames e a horas em que já não têm transportes públicos para o regresso a casa, o que cria problemas de segurança.

A presença de Isabel Alçada, que cumpre uma visita oficial de cinco dias a Timor-Leste, foi aproveitada para transmitirem que, se o objectivo dos exames nacionais à mesma hora é o de todos os alunos serem tratados por igual, coloca-os em situação de desvantagem por causa dos fusos horários.

«Esta situação pode trazer-nos desvantagem e reflectir-se nas notas. É mais difícil concentrar-me à noite, principalmente a geometria descritiva que exige maior concentração», queixou-se Joana, uma das alunas do secundário.
Outro estudante, do 11.º ano de Ciências, referiu os problemas de segurança que se colocam aos alunos e alunas, no regresso a casa depois dos exames.

«Os transportes públicos acabam às 18:00 e não temos táxis nem microletes (miniautocarros) a circular perto da escola à hora a que acabam os exames. Nem todos os alunos têm transporte próprio para voltar para casa e alguns vivem em bairros onde às vezes há problemas», afirmou.

No diálogo com os alunos, Isabel Alçada deu a resposta possível no momento e alguns conselhos.
«Vocês estão numa idade cheia de energia, que devem canalizar para esses objectivos. Por isso pensem na melhor forma de naquele momento (do exame) estarem no vosso máximo. Têm de gerir a vossa energia e o vosso pensamento para darem o melhor. Este ano, não podemos fazer de outra maneira».

Em relação às saídas que a frequência da Escola Portuguesa permite, o ministro da Educação de Timor-Leste, João Câncio, salientou que os alunos ficam habilitados a entrar nas universidades dos países de Língua Oficial Portuguesa, incluindo em Universidades portuguesas, e que o Governo timorense está a preparar um programa de bolsas de estudo para proporcionar a frequência de cursos no estrangeiro.

texto in TVi24 e foto de EPA/ANTONIO DASIPARU

Nós, os de cá, desejamos aos alunos de lá MUITA ENERGIA (mesmo!) e aproveitamos para perguntar se alguém já antes tinha pensado nisto. É que, por muita energia que estes alunos possam ter, o caso é, no mínimo, insólito.

08/06/2010

Os meninos dançam? Claro!


Actividades Rítmicas Expressivas
Decorreu no dia 24 de Abril o III Encontro na modalidade de Actividades Rítmicas Expressivas na Escola Secundária de Rocha Peixoto - Povoa do Varzim, onde actuaram 45 grupos de dança. A nossa escola obteve um honroso 2º lugar na classificação geral tendo alcançado a melhor classificação de sempre, desde que este grupo foi formado há cerca de 2 anos e meio. No estilo de danças sociais, com uma coreografia Afro-Latina a nossa escola obteve o 1º lugar. Igualmente, noutro estilo de dança completamente diferente, Contemporânea/Moderna, a nossa escola obteve também um 1º lugar.
É de salientar que a única escola do distrito do Porto que actualmente faz frente aos trabalhos apresentados pela Escola Secundária de Águas Santas participa já na competição de Desporto Escolar há 6 anos consecutivos e num estilo de dança completamente distinto, Danças Urbanas. A excelente participação da nossa escola ao longo deste ano permitiu-nos sermos apurados para a fase regional do Desporto Escolar onde no último dia 8 de Maio, no Colégio Liceal de Lamas, em Sta Maria de Lamas, foram disputadas as Finais Regionais da zona Norte de Desportos Gímnicos e Actividades Rítmicas Expressivas.
O grupo da Escola Secundária de Águas Santas obteve um honroso 5º lugar obtendo a melhor classificação de sempre tendo apenas à sua frente Escolas com trabalhos dentro do estilo de Danças Urbanas.                                                              
                                                             texto de Alexandre Teixeira (in Portal do AEAS)

encontros com... luas

A Biblioteca Escolar participou na promoção de um encontro com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez, no Auditório do Venepor, em colaboração com as Bibliotecas Escolares do concelho da Maia e com a Biblioteca Municipal da Maia.

No dia 25 de Maio, o Agrupamento participou neste encontro com a participação da turma 4º H da Escola EB1 do Corim, orientada pela professora Alice Pinto, com um número intitulado "Fazendo Teatro", uma adaptação da obra "Rapariga Voadora".

No dia 26 de Maio, a escola sede participou neste projecto com três números:  "Luas (Des)feitas"- retratos de uma adolescente, uma adaptação de "A Lua de Joana" feita pela turma 12º E, no âmbito da Área Projecto e com a orientação da professora Cristina Viana; uma outra adaptação d' "A Lua de Joana" feita pela professora Margarida Serralheiro e representada por alunos das turmas 7º E e 7º F e um número intitulado "A Várias Vozes" com a participação do Clube de Leituras e do 7º A orientado pela professora Esmeralda Moura.

Centenário da República

O Departamento das Ciências Sociais e Humanas levou a efeito, no dia 29 de Abril de 2010, pelas 15h30m, no Auditório da Quinta da Caverneira, um colóquio subordinado ao tema, "A Primeira República: um percurso bibliográfico", tendo como orador o Doutor António José Queiroz.

Esta iniciativa marcou o início das Comemorações do Centenário da República que este Departamento leva a efeito e que se prolonga até Abril de 2011.

coisas que por cá acontecem

1º lugar conquistado numa das provas do Robotop 2010
Área de Projecto do 12ºC


Como tem vindo a ser comum nestes últimos anos, a nossa escola participou com grande mérito no Campeonato Nacional de Robótica em Santo Tirso (Robotop), que este ano decorreu nos dias 16, 17 e 18 de Abril. Estiveram presentes os 17 alunos do 12ºC.


De louvar, então, o 1º lugar conseguido no Seguimento de Pista, na categoria Dear Robot.


Na realidade, das 5 equipas da escola concorrentes nesta modalidade, tivemos uma outra em 2º lugar, que não teve direito a prémio (este ano foi atribuído um só prémio).


Agradecemos a todas as instituições e empresas que nos apoiaram financeiramente na realização dos robots na disciplina de Área de Projecto desenvolvidos pelos alunos do 12ºC com a professora Helena Ferraz.

28/05/2010

livros para Timor

Recebemos um mail de uma colega que está em Timor que nos fez obrigar a divulgá-lo pelo conteúdo sentido e pela simplicidade do apelo. Aqui vai, tal como chegou:
"Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.
Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é muitto bom.
O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.
COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.

Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para:
Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

E O QUE MANDAR?
Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desactualizados são bem vindos. Este critério é
meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifestam simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com
umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para
alguém que peça!"

Divulguem, por favor.

27/05/2010

logótipo

É claro que nós, AEAS, temos um site que poderão consultar e através do qual nos poderão ficar a conhecer melhor: http://www.basico.maiadigital.pt/NR/exeres/224B0284-D529-4311-B5C4-0C86A9DC85C9,frameless.htm

E agora que somos Agrupamento, houve necessidade de criar concurso para um novo logótipo e ganhou este, da autoria da professora Olinda Fraga, com a seguinte explicação:
- O Logótipo desenvolve-se a partir de gotas de água estilizadas tendo como base "Águas Santas" - representando a maior, a sede do Agrupamento e as outras gotas sobrepostas representam o jardim de infância e o 1º ciclo.
- O texto tem como fundo a cor rosa que significa jovialidade, a frequência salutar dos jovens na escola e um crescimento harmonioso que, em conjunto com o azul das gotas, suscita a ideia de co-educação.
- O tipo de letra é TWCenMTCondensed, pela harmonia, elegância e pouca vulgaridade.

25/05/2010

escola em construção


Sempre acreditamos que uma escola verdadeira e inteira deve viver em permanente construção. Não no sentido literal do termo. No sentido em que deve acompanhar os tempos, aprender a fazer, fazendo-se.

Este ano lectivo a expressão em causa ganhou nova dimensão. A nossa escola está em construção. No sentido literal do termo.

Obras, obras e mais obras!

Ora vejam a obra quando a demolição começou.

 

18/05/2010

Foi bonita a festa, pá!

Chico Buarque de Holanda cantou. Aqui explica e canta "Tanto mar!"

a história dos cravos de abril: aí vai a explicação

Todos conhecem os cravos, poucos as mãos de onde saíram. A história mais divulgada sobre o aparecimento dos cravos no 25 de Abril foi protagonizada por Celeste Caeiro.

O cravo transformou-se num símbolo de Portugal para o mundo, a insígnia mais marcante do nosso país no século XX, juntando o regime fascista e a libertação revolucionária. Existem três versões sobre o aparecimento dos cravos no dia da Revolução, todas elas simultâneas, independentes e credíveis.

De acordo com a primeira, as flores surgiram devido a um casamento marcado para o dia 25 que não se pôde realizar por as conservatórias estarem fechadas. A segunda conta que uma empresa de exportação de flores tinha um carregamento de cravos para enviar para o estrangeiro, mas, com o aeroporto encerrado, as flores foram mandadas para o Rossio.

A terceira versão é a mais conhecida e apresenta-se com um rosto que conta a história na primeira pessoa. A protagonista é Celeste Martins Caeiro. Tudo foi fruto de coincidências, de «acasos felizes», como ela diz.

A história

Habituada a contar como tudo se passou, Celeste repete mais uma vez o que aconteceu na manhã do 25 de Abril. «Eu trabalhava num restaurante na Rua Braancamp. A casa fazia um ano nesse dia e os patrões queriam fazer uma festa. O gerente comprou flores para dar às senhoras, enquanto que aos cavalheiros se daria um porto. Nesse dia, quando chegámos, o patrão explicou que não ia abrir o restaurante, porque não sabia o que estava a acontecer, e disse-nos para levarmos as flores connosco. Chegámos ao armazém e vimos que eram cravos vermelhos e brancos. Cada um levou um molhe.»

De regresso a casa, Celeste apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado. Deparou-se de imediato com os tanques. «Era um aparato! Quando vi aquilo... Bem, não há palavras. Sabia que alguma coisa se ia dar. E para bem, eu sentia que era alguma coisa para bem», diz.

«Cheguei ao pé do tanque e perguntei o que é que se passava. E um soldado respondeu-me: "Nós vamos para o Carmo para deter o Marcelo Caetano. Isto é uma revolução!" "Então, e já estão aqui há muito tempo?", perguntei eu. "Estamos desde as duas ou três horas da manhã. A senhora não tem um cigarrinho?" "Não, eu não fumo. Se tivesse alguma coisa aberta, comprava-vos qualquer coisa para comer, mas está tudo fechado. O que eu tenho são estes cravos. Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa." Ele aceitou e pôs o cravo no cano da espingarda. Depois dei a outro e a outro, até ao pé da Igreja dos Mártires. Foi lindo...»

«Correu tudo muito bem», diz Celeste. «Tinha de correr, pois os cravos estavam nas espingardas e elas assim não podiam disparar...».

A cor vermelha

Se a iniciativa original de distribuir flores aos soldados não tinha um objectivo político consciente, cedo o ganhou. Os cravos transformaram-se de imediato numa palavra de ordem visual, numa expressão da vontade popular de tornar o movimento militar numa revolução pacífica, à semelhança do que havia acontecido noutros países como o Chile e a França.

Texto de Isabel Araújo Branco

04/05/2010

mudam-se os tempos...

A língua que nos une não é a língua que nos tem permitido comunicar. A "nós" com "os outros".

Muito gostávamos de saber como estão, como são, como fazem, o que aprendem... por terras de Timor e de Angola. As notícias não chegam e o nosso ano lectivo está prestes a chegar.

Curiosamente sabemos ter sido lidos por muitos (que não os de lá) que, deste modo, ficaram a conhecer este "cantinho" de Águas Santas.

Nós por cá passamos tempos difíceis: muita crise económica, muito desemprego, muito pouca visão positiva de futuro.

Mas a "nossa" escola vai crescendo. As obras que acontecem vão trazer grandes diferenças. Já as vamos sentindo. E dia-a-dia os nossos olhos verificam que já nada será como dantes.

Saudosismo? Não. Nostalgia.


É verdade! Passou mais um aniversário da revolução de Abril (36 anos) e os "cravos" ainda não murcharam.

Alguém sabe a sua simbologia?

13/04/2010

E a carta chegou a Angola!!!

Pois é com muita satisfação que vimos dizer-vos que a carta do 10º F chegou ao destino. E curiosamente a uma turma F.
VEJAM SÓ COMO A ESCRITA À MANEIRA ANTIGA RESULTOU MELHOR DO QUE AS NOVAS TECNOLOGIAS!
Agora, a professora Lígia verá a melhor maneira de colaborar connosco. Por mail ou através do blogue, nós cá ficaremos à espera.