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01/02/2023

textos de alunos: "Ciclo da água"

Este foi um trabalho conjunto das disciplinas de Ciências Naturais e Português, na turma 5º A, em DAC.

Fernanda, a Destemida

- Que molha! - gritava Fernanda.

Fernanda era uma grande gota de água que vivia mesmo por baixo da cascata do Pincho, que se pode visitar na região de Montarias, em Viana do Castelo. O sítio em geral até era bonito, mas Fernanda cansara-se de estar sempre a levar com as outras gotas nas costas. O único amigo que ela tinha era o Sol, que às vezes a levava a ela e às suas colegas a passear pelo céu.

Fernanda olhou para o céu e avistou o Sol a brilhar como nunca! Foi aí que pensou: «Vai ser agora! Vou esperar que o Sol me faça evaporar e depois esquivo-me!».

Fernanda avistou algumas das suas amigas desaparecerem lentamente. Então, preparou-se e “levantou voo”.

Subiu, subiu até ao céu. Quando lá chegou, transformou-se de novo numa gota, mas desta vez mais pequena. Deu-se a condensação. Esperou chegar o melhor momento para sair, esperou, esperou. Até que tentou sair, mas todas as gotas estavam tão juntas que não se conseguiu escapar.

«Bolas! Pronto, espero pela próxima oportunidade…», pensou Fernanda. 

Ela começou a ficar cada vez mais apertada e com frio. Até que começou a cair, mas desta vez ela não era uma gota de água! Era um pequeno cubo de gelo. Foi aí que se apercebeu que estavam a cair em forma de granizo. Acontecia agora a precipitação. 

Fernanda fez o máximo que pôde, mas mesmo assim não conseguiu escapar. Foi então que caiu na pequena cascata, já em forma de gota.

Enquanto Fernanda desesperava por não ter conseguido cumprir o seu objetivo, uma criança aproximou-se dela e colocou-a nas suas mãos côncavas e levou-a para a lagoa mais próxima, como se a menina lhe tivesse lido os pensamentos. Mas não. Apenas procurava uma gota especial para brincar. E lá ficaram as duas a brincar e a dançar sobre a água. 

Tiago Cardoso Costa, nº 18, 5º A

                                      

                                                                                                                         cortesia de envio de Cristina Machado, docente de Português do 2º ciclo


textos de alunos: "Ciclo da água"

Este foi um trabalho conjunto das disciplinas de Ciências Naturais e Português, na turma 5º A, em DAC.

ERA UMA VEZ UMA GOTINHA DE ÁGUA

      Era uma vez uma gotinha de água, mas esta gotinha de água, tal como todas as gotinhas de água, não tinha uma casa fixa, não vivia sempre no mesmo local.

      Eram tantos os locais que ela percorria… ora no mar, nas nuvens, nas encostas das montanhas, nos lagos, nas serras, nos guarda-chuvas, nos impermeáveis das crianças….

     Mas a gotinha de água nunca estava sozinha, junto dela estavam sempre milhares e milhares de gotinhas iguais a ela.

      A gotinha de água, tal como todas as outras, era transparente, líquida e sem forma definida. Ela e as suas amigas tomavam a forma dos vales por onde corriam, dos recipientes onde iam parar ou até do fundo do mar.

     A verdade é que esta gotinha era muito feliz e passava os dias a brincar com as suas amigas. Nas praias, adorava tocar nas pernas das crianças, escorrer pelas pétalas das flores, cair em forma de chuva, neve ou granizo e, no mar, dar as mãos às suas amigas gotinhas de água. Era uma vida cheia de aventuras.

      O que a gotinha de água preferia mesmo era estender-se ao sol, pois sabia que este seria o início de mais uma viagem. Com isto, conseguia ser aquecida e subir no ar, ficando mais leve, evaporando-se e passando do estado líquido ao estado gasoso. Quando chegava lá acima, unia-se às suas amigas e juntas, formavam as nuvens, passando pelo processo da condensação e de seguida voltava a transformar-se em gotinha, ou seja, regressava ao estado líquido. Quando estava nas nuvens, dava longos passeios pelo céu, empurrada pelo vento. O que menos gostava era quando passava por zonas mais frias, pois ficava arrepiada e às vezes até tinha medo, pois começava a sentir-se pesada e muito apertada no meio das outras gotinhas.

      Esta aventura desafiante era a precipitação. Numas alturas, a gotinha de água caía sob a forma de chuva e regava os campos e as searas. Noutras, se caísse numa zona mais fria, ia enroladinha de frio, em forma de neve, ou seja, caía no estado sólido.

      Não importava a forma como caísse na terra, ela sabia que, fosse de que forma fosse, ela estava a alegrar os humanos.

     Quando caía em forma de neve no topo das montanhas, aproveitava para andar enrolada nas estâncias de inverno e era extraordinário andar a alta velocidade agarrada aos esquis das pessoas.

     Quando a temperatura começava a aquecer, a gotinha de água preparava-se para mais uma transformação, a fusão e passava do estado sólido para o estado líquido. Começava a escoar pelos caminhos escondidinhos da terra, saltitava de pedra em pedra, por entre as raízes das árvores, até aos leitos dos rios. Por vezes, fugia para as zonas onde havia moinhos e por lá andava a brincar. Quando se sentia cansada, resolvia infiltrar-se no solo e descansar nos lençóis de água subterrâneos. Mas como sabia que chegaria sempre a hora de se reencontrar com as suas amigas, rumava até aos rios e nesse caminho ia brincando, correndo e cantando rumando ao seu destino.

      Nesta jornada via barcos, homens a pescar e pontes. Quando avistava uma ou duas gaivotas, sabia que ao mar estava a chegar. Por serem cada vez mais gotinhas juntas, o rio começava a alargar, os navios começavam a ser maiores e a aparecer no horizonte, o mar estaria perto.

     Ao chegar, ela descansava, dormia, sonhava e ansiava pelo novo dia em que outra aventura se iniciasse.

      Ela sentia-se muito importante, como se fosse um tesouro, pois sabia que sem ela, não haveria vida.

Carlota Gonçalves nº 3; Gabriela Moreira nº 9; Maria Frias nº 12; 5ºA 
cortesia de envio de Cristina Machado, docente de Português do 2º ciclo

textos de alunos: "Ciclo da água"

 Este foi um trabalho conjunto das disciplinas de Ciências Naturais e Português, na turma 5º A, em DAC.

A vida de uma gotinha de água

Esta é a história de uma gotinha de água que vivia numa pequena lagoa. Todos a adoravam! Decerto, por ser muito brincalhona e a mais pequenina de todas.

Num dia quente de verão, o Sol aqueceu a água da lagoa. As gotinhas começaram a subir para a atmosfera. Apavoradas tentaram dar as mãos umas às outras para se manterem unidas, mas a temperatura não o permitiu, claro! E assim tornaram-se as protagonistas deste processo, que tem por nome evaporação. 

Após atingirem uma camada de ar mais fria e, consequentemente, uma temperatura mais baixa, lá se reencontraram e condensaram-se todas juntas, numa enorme nuvem. Enquanto o vento empurrava a nuvem, as gotinhas olhavam para baixo, a contemplar belas paisagens de lugares bem longínquos.  Passavam o tempo a abrir a porta, para uma e outra gotinha se juntarem a elas, e ouvirem as histórias de cada uma, contadas cheias de entusiasmo… 

A dada altura, não conseguiam divertir-se… estavam em sobrelotação! Já nem tinham prazer em estarem juntas! Que sufoco!!! É bom termos amigos, partilharmos histórias e momentos de convívio. Mas sabe sempre bem quando regressamos a casa, não acham?!

Ao passarem por uma frente fria, algumas gotinhas caíram sob a forma de chuva. No entanto, outras ficaram na nuvem, atravessando camadas ainda mais frias. Nessa altura caíram sob a forma de neve ou granizo. 

A gotinha pequenina e atrevida foi das primeiras a cair e infiltrou-se no solo, junto com outras gotinhas que a seguiram. Quando encontraram um solo impermeável, ficaram retidas num lençol freático. Correram muito debaixo da terra, até encontrarem uma saliência à superfície. Era a nascente de um curso de água!

As gotinhas iniciaram a sua viagem, pelo leito desse curso de água. Encontraram tantas outras amigas, aumentando assim, o caudal do rio… até que chegaram ao mar.

As outras caíram em diferentes partes da superfície terrestre. O calor do Sol fundiu a neve e o granizo e as gotinhas, alegremente, voltaram a ser água líquida.

Agora a gotinha pequenina brinca no mar com os seus amigos peixes. Adora saltar as ondas. Está ansiosa por subir de novo para as nuvens e recomeçar outra viagem. Será que vai ser ainda mais fantástica?!

Raquel Pedro Santos – 5º A nº14

cortesia de envio de Cristina Machado, docente de Português do 2º ciclo