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18/05/2018

para refletir

Há imagens fabulosas. Fazem capas fantásticas.
O que não é fantástico é o que o Homem anda a fazer ao seu planeta.
Vale a pena pensar nisso.
capa da revista National Geographic
um iceberg de plástico?

06/07/2016

como conciliar mais emprego com mais aposentações (ou menos desgaste)?

Tendo em conta que temos um projeto lei apresentado pelo PCP para vincular quase de forma automática todos os docentes contratados com 3 anos de serviço e uma discussão sobre um regime especial de aposentação, já no próximo dia 20 de Julho, que aponta para uma aposentação dos professores com 36 anos de serviço...
Como conciliar estas duas propostas que acabam por aumentar a despesa no Orçamento de Estado minimizando esse impacto?
Julgo que uma aposentação parcial a todos os que tivessem mais de 55 anos de idade, permitindo que os descontos pudessem continuar a ser feitos para efeitos de antiguidade, poderia ser uma solução equilibrada para haver menos desgaste profissional nos docentes com mais idade, permitindo ao mesmo tempo um espaço para esse rejuvenescimento da classe docente.
Com a reposição de todos os cortes e com uma necessária devolução dos 10 anos de tempo de serviço não contado para efeitos de carreira estou certo que grande parte dos professores acima dos 55 anos optaria por uma aposentação parcial, deixando assim espaço para novos docentes entrarem na carreira. @ adaptado de BlogdeArlindo

22/06/2016

talvez pudesse ser assim!

São 10 minutos e 13 segundos de um documentário de Michael Moore - "Where to Invade Next"," acerca de uma comparação da educação entre os EUA e a Finlândia.


Em Portugal, estamos muito longe desta realidade finlandesa. Mas talvez pudesse ser assim. Ou parecido, não?  Veja, pense, sonhe...


19/06/2016

"com um brilhozinho nos olhos"

Ainda a propósito da festa de final de ano do passado dia 17, em que, mais do que vermos a fidelidade e a dedicação reconhecidas, pudemos sentir os laços de união de todos os que trabalham nesta escola pública, o CRESCER deixa esta melodia para poderem apreciar, pensar e  para que fique no ouvido... 
E com um brilhozinho nos olhos
Guardei um amigo
Que é coisa que vale milhões
E com um brilhozinho nos olhos
Guardei um amigo
Que é coisa que vale milhões

15/02/2016

assustador: um quarto dos jovens considera normal a violência entre namorados!!!

O CRESCER sugere que este assunto seja debatido com os alunos. Nas aulas de Educação Sexual ou em quaisquer outras. Demasiado grave para ser banalizado, não?
Quase um quarto dos jovens portugueses considera normal que se exerça pressão para obter contacto de natureza sexual, incluindo beijos forçados. A violência sexual propriamente dita é considerada banal por 16% dos cerca de 2500 inquiridos de um estudo da UMAR. Esta perceção da violência tem reflexo em casos concretos: 4,5% dos que já namoraram ou namoram sofreram violência sexual.
PEDRO CORREIA/GLOBAL IMAGENS
O estudo realizado pela União Alternativa e Resposta - UMAR, apresentado esta sexta-feira no Porto, antevéspera do Dia de S. Valentim, não poderia ser mais atual. Foi realizado entre outubro e janeiro de 2015, em escolas dos distritos do Porto, Braga e Coimbra a 2463 jovens na faixa dos 12 aos 18 anos. Para estudar a vitimação considerou-se os que já tiveram uma relação (1400).
As conclusões são "impactantes, porque o que julgamos que se passa nem sempre se verifica no campo e o que se passa no campo surpreende", afirma Ana Guerreiro, da UMAR. O organismo juntou beijo e sexo por entender que são duas componentes da intimidade muito importantes nestas idades. Mas, ainda assim, distingue comportamentos. A perceção da banalização do beijo forçado supera a do sexo, adianta a responsável, que reserva para esta sexta-feira outros dados com maior detalhe sobre esta realidade.
"A normalização da violência sexual", como a designa, "encontra explicação na sociedade patriarcal em que estamos inseridos. Muitas vezes, é quase um dever ter sexo numa relação de namoro. Se é minha namorada, é minha propriedade, e posso exercer poder sobre ela". Pelo lado feminino, "ainda se espera um determinado comportamento da parte dela. Os estereótipos de género são muito fortes e mantêm-se".
Observando-se a legitimação da violência sexual por género, sobressai o dobro de normalidade atribuída pelos rapazes a esta realidade: 32, 5% deles contra os 14,5% indicados por elas. @ JN

11/01/2016

provocação? talvez não

Leitores,
Vejam se é um bom ponto de partida para alguns Projetos de Educação Sexual das turmas? Pode ser interessante espreitar e refletir.

12/11/2015

ninguém é tão feliz quanto aparenta nas redes sociais

A curta metragem “What’s on your mind?“, em alusão à típica frase facebookiana “O que você está pensando?”, de Shaun Higton, gera polémica ao questionar o problema da vida editada, que distorce a vida real. 
Claro que nem todos usam o espaço virtual para se exporem, mas a tal ideia de mostrar a sua “felicidade” é algo recorrente na linha do tempo da grande maioria dos utilizadores das redes sociais.

A verdade é que ninguém é tão feliz quanto aparenta o respetivo Instagram ou Facebook.
Veja a curta. Pense um pouco sobre o assunto.

ninguém é tão feliz quanto aparenta nas redes sociais

A curta metragem “What’s on your mind?“, em alusão à típica frase facebookiana “O que você está pensando?”, de Shaun Higton, gera polémica ao questionar o problema da vida editada, que distorce a vida real. 
Claro que nem todos usam o espaço virtual para se exporem, mas a tal ideia de mostrar a sua “felicidade” é algo recorrente na linha do tempo da grande maioria dos utilizadores das redes sociais.

A verdade é que ninguém é tão feliz quanto aparenta o respetivo Instagram ou Facebook.
Veja a curta. Pense um pouco sobre o assunto.

14/10/2015

refletir: ainda há tempo

Hoje o CRESCER partilha um vídeo. É breve (02:39). Ofereça-se esse tempo e pense um pouco.



Este vídeo é fruto de um projeto brasileiro independente com o objetivo de abrir os olhos para o simples facto de que para começar uma mudança é preciso primeiro acreditar que ela é possível. 
Vale a pena ver.

02/10/2015

para refletir: quantos mortos vale o nosso medo?


O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial e a Europa deve contribuir para resolvê-la de forma “decente e civilizada”, afirmou o comissário europeu para as Migrações, Dimitris Avramopoulos. “O mundo encontra-se hoje perante a pior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial”, disse o comissário numa conferência de imprensa em Bruxelas.
Quantos mortos vale o nosso medo? Aguardamos as vossas reflexões.

15/09/2015

crianças portuguesas são das que têm menos liberdade no dia-a-dia

Verdade ou especulação? Leia e tire as ilações possíveis.
 foto de Filipe Casaca
"Não vão sozinhas para a escola e são quase sempre os pais que as levam de carro. Não saem de casa à noite. Não vão brincar para o parque. Que adultos serão no futuro?"
"Há 30 anos as crianças portuguesas começavam a ir para a escola sozinhas com oito ou nove anos. Agora, só aos 12 é que os pais lhes dão carta branca, mas a maioria vai mesmo de carro, embora vivam quase sempre a menos de meia hora da escola. Poucos são os que saem de casa à noite e, ao fim de semana, dominam as idas às compras e as visitas a familiares mais do que as idas ao parque com adultos ou amigos da mesma idade".
“As crianças que não são confrontadas com o risco são as que estão mais propensas a ele”, diz o investigador numa entrevista que pode ler nas páginas que se seguem.

"Se o sedentarismo e a consequente epidemia da obesidade são perigos conhecidos, Mário Cordeiro chama também atenção para o lado humano.“A ecrã-dependência, o sedentarismo, o isolamento, a transformação das relações sociais em páginas de Facebook são uma pena não apenas pela parte física mas pela desumanização das crianças e pelo aumento do hiato entre o ser humano e a Natureza e o exterior”, diz. "Mas se as razões espirituais não chegarem, que os pais pensem em coisas práticas. “Brincar no exterior ajuda muito a ter menos infecções, a ganhar defesas imunológicas e autonomia psicológica. Ajuda a crescer em todos os sentidos, enquanto estar sempre em casa, bloqueado num bunker, estiola e faz regredir, inclusivamente do ponto de vista intelectual.” 
Texto com supressões. Leia todo o artigo em ionline

09/09/2015

como ensiná-los a ser felizes?

Para refletir.
Miúdos felizes têm muito melhores resultados. Pense nisso e continue a ler.

daqui
Para que os filhos e os alunos aprendam a matéria com notas altas e tenham muitas atividades extracurriculares – o que os faz chegar ao fim do dia estafados e com muitos trabalhos de casa – alguns pais e professores esquecem o essencial: ensinar é fazer deles pessoas completas, mais do que fazê-los decorar conteúdos. Vale a pena pensar nisto, agora que as aulas vão começar.

Delfina Velez foi perdendo a fé inabalável no ensino à medida que ia sentindo o desencanto de tantos estudantes. Ao dar aulas, reparava que em diferentes turmas havia miúdos cansados, frustrados, tristonhos, como se aprender lhes sugasse a energia em vez de abrir horizontes. Alguns colegas resignavam-se, mas Delfina sempre teve uma sensibilidade incomum para os seus alunos. Nunca baixou os braços. Vê-los crescer, para ela, sempre foi menos passar de ano e ter boas notas e mais ensiná-los a viverem felizes no mundo real. Com 38 anos, professora de Português/Francês durante 13 anos, mãe de três filhos, sabe bem que é de pequenino que se desenvolve a autoestima e resiliência que fazem a diferença na idade adulta. «Os professores, dado o excesso de turmas e toda a carga burocrática, sentem necessidade de cumprir os programas escolares, solicitando trabalhos de casa como forma de reforço e consolidação de conteúdos», diz. «As escolas oferecem um horário contínuo: o dia escolar torna-se longo e o tempo para descanso quase inexistente.»
(...)
«Devia valorizar-se muito mais a descoberta, o confronto com situações inesperadas, o respeito pela diferença e o gosto de aprender com ela. Treinar mais a inteligência emocional das crianças e ensiná-las a ver os erros, próprios e alheios, como oportunidades de aprendizagem», diz Nuno Francisco Maia, fundador da Ousar Crescer – Academia de Desenvolvimento Pessoal (...)
«QUANDO FALAMOS DE EDUCAÇÃO, as generalizações são perigosas», diz o psicólogo. «Mas aquilo que é aprendido depende em grande parte das capacidades dos próprios alunos, não necessariamente intelectuais, mas sobretudo emocionais e relacionais.» Nuno Maia acredita que a falta de articulação entre as vivências e o conteúdo dos programas curriculares será, talvez, um dos grandes fatores de insucesso e desmotivação hoje em dia. «Não sei se podemos culpar a escola. Penso que estas questões se estendem à sociedade: que posturas valorizamos em casa, no trabalho, nas nossas relações sociais?»
HELENA ÁGUEDA MARUJO, professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) e especialista em Psicoterapia e Aconselhamento Educacional, afirma: «Estamos entre dois paradigmas de escola totalmente diferentes e é preciso fazer pontes entre ambos. Com o peso dado aos resultados e menos aos processos, a obsessão com a preparação para a vida profissional, perdemos o valor da aprendizagem pela experiência e na ligação à vida. Perdemos a relevância das artes e humanidades, do treino do pensamento crítico e da consciência plena. Arriscamo-nos a não preparar a nova geração para manter viva a democracia e trazer para a esfera pública importantes emoções privadas, como o amor.»

Texto com supressões. Leia a totalidade do artigo em: Notícias Magazine

05/05/2014

há cada vez mais menores a viverem situações de risco e perigo



Crianças que assistem constantemente a cenas de violência em casa, jovens que abandonam a escola, filhos negligenciados que crescem sem supervisão dos pais, entregues a si próprios. São cada vez mais os menores que vivem situações de risco e perigo e são seguidos pelas comissões de proteção de crianças e jovens (CPCJ’S), revela um relatório que será hoje apresentado em Setúbal. Além do número recorde de casos acompanhados ao longo do ano passado - 71567 - 2013 foi também o ano em que surgiram mais novos processos: 30344, mais 1195 do que em 2012. A maioria denunciados pelas escolas. (ler mais @ SOL)

há cada vez mais menores a viverem situações de risco e perigo



Crianças que assistem constantemente a cenas de violência em casa, jovens que abandonam a escola, filhos negligenciados que crescem sem supervisão dos pais, entregues a si próprios. São cada vez mais os menores que vivem situações de risco e perigo e são seguidos pelas comissões de proteção de crianças e jovens (CPCJ’S), revela um relatório que será hoje apresentado em Setúbal. Além do número recorde de casos acompanhados ao longo do ano passado - 71567 - 2013 foi também o ano em que surgiram mais novos processos: 30344, mais 1195 do que em 2012. A maioria denunciados pelas escolas. (ler mais @ SOL)

04/06/2013

para refletir: 4 de junho, dia internacional das crianças vítimas de agressão

Não há o que comemorar no dia quatro de junho, Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. É o momento, isso sim, de refletirmos sobre algo terrível: a violência contra os menores.
É preciso ficarmos atentos para o significado dessa agressão e nos questionarmos de que tipo de agressão, afinal, estamos a falar. Com certeza, não será só a agressão física, a mais comum e a mais dolorosa do ponto de vista biológico. Será ela a mais absurda? Claro que não. Todos os tipos de agressão, sejam elas quais forem, trazem danos ao indivíduo, e, quando se trata de crianças, aí o problema agrava-se.
A idade das vítimas varia entre os 0 e os 17 anos e, na maioria dos casos, o agressor é parente, vizinho ou conhecido. Vale a pena ressaltar que as relações de vizinhança nas comunidades mais carentes são muito próximas, pois muitas vezes é com esses vizinhos que os pais deixam os seus filhos quando vão trabalhar. São pessoas em que confiam e que não trariam nenhuma ameaça para as crianças, porque estão, aparentemente, acima de qualquer suspeita.
Os dados relativos ao local em que ocorreram as agressões deixam ainda mais clara a afirmação feita anteriormente. Na grande maioria, a violência ocorre na casa do próprio agressor, o que confirma a grande proximidade dele com a criança, ou seja, ela estava teoricamente “segura” e em local conhecido quando foi abusada.
Esteja atento. Não fique indiferente. Denuncie.

30/04/2013

para refletir: "A escola do meu tempo, não a quero de volta"

Sempre que passa mais um 25 de Abril, e já lá vão muitos, sobretudo nos últimos anos em que as dificuldades têm crescido e atormentado mais gente, são razoavelmente frequentes discursos de descrença e desesperança ouvindo-se enunciados como “afinal o 25 de Abril... e estamos como estamos”, ou “isto está pior do antes do 25 de Abril”.
Devo dizer que não simpatizo com este tipo de enunciados e daí estas notas. Sendo certo que estamos a atravessar tempos de chumbo e com a confiança em baixo, também é verdade que não é sequer possível comparar o Portugal de hoje com o país de 1973.
Para refrescar algumas memórias ou contar alguma história aos mais novos, deixem que vos fale da escola do meu tempo, o tempo dos anos cinquenta e sessenta. Escolho falar da escola porque é uma área que conheço um pouco melhor, mas poderia fazer o mesmo exercício em todas as outras áreas de funcionamento da nossa sociedade.
Não me esqueço, antes pelo contrário, que a nossa educação, a escola, como tudo o resto, atravessa um período complicado e com problemas muito sérios, mas só a falta de memória ou o desconhecimento sustentam o “antigamente era melhor”. Vou-vos falar um pouco da escola do meu tempo, conversa de velho, já se vê.
Na escola do meu tempo nem todos lá entravam e muitos dos que o conseguiam saíam ao fim de pouco tempo, ficando com a segunda ou terceira classe, como então se chamava. Chegava para um país atrasado, rural e sem necessidade de qualificação.
Na escola do meu tempo os rapazes estavam separados das raparigas.
Na escola do meu tempo havia um só livro e toda a gente aprendia apenas o que aquele livro trazia.
Na escola do meu tempo levavam-se muitas reguadas, basicamente por dois motivos, por tudo e por nada.
Na escola do meu tempo, ensinavam-nos a ser pequeninos, acríticos e a não discutir, o que quer que fosse.
Na escola do meu tempo eu era “obrigado” a ter catequese, religiosa e política.
Na escola do meu tempo aprendia-se que os homens trabalham fora de casa e as mulheres cuidam do lar e dos filhos.
Na escola do meu tempo não aprender não era um problema, quem não “tinha jeito para a escola, ia para o campo”.
No tempo da minha escola, quem mandava no país achava que muita escola não fazia bem às pessoas, só a algumas. Ao meu pai perguntaram porque me tinha posto a estudar depois da quarta classe, não era frequente naquele meio. Para ser serralheiro como ele não precisava de estudar mais.
Na escola do meu tempo não se falava do lado de fora de Portugal. Do lado de dentro só se falava do Portugal cinzento e pequenino. Na escola do meu tempo eu era avisado em casa para não falar de certas coisas na escola, era perigoso. As pessoas até podiam ser presas e maltratadas.
Sim, eu sei, não precisam de me dizer que a escola deste tempo ainda tem muitas coisas parecidas com a escola do meu tempo. Também estou muito preocupado com o que vai acontecendo na escola de hoje.
Mas o caminho é mesmo melhorar a escola deste tempo não é, não pode ser, querer a escola do meu tempo.

José Morgado (professor universitário no Instituto Superior de Psicologia Aplicada - Instituto Universitário) @ PÚBLICO

11/06/2012