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08/09/2015

preocupação: a humanidade já eliminou metade das árvores do planeta

Floresta Nacional da Pensilvânia
O estudo publicado na Nature reúne os dados de três censos diferentes e conclui que existem 3,04 biliões de árvores no planeta. Estas estimativas são positivas, pois os dados anteriores mostravam que existiam menos árvores. Também neste estudo se concluiu que a Humanidade já acabou com 46% de todas as árvores do planeta.
Os investigadores analisaram medições da densidade de árvores em todos os continentes, exceto na Antártida, cruzaram esses dados com informações de satélite sobre o clima, topografia e construções humanas e criaram modelos que permitem prever a densidade em todo o mundo, baseados apenas em um quilómetro quadrado.
Os cientistas concluíram que os humanos destroem 15,3 mil milhões de árvores por ano e que as regiões dos trópicos são as mais afetadas, mesmo sendo as que mais árvores têm, com 1,39 biliões de espécimes.
As árvores oferecem vários serviços críticos para manter o ecossistema, como assegurar a limpeza das águas, criar terrenos férteis, providenciar comida e material para construção, sem contar com o contributo para sequestrar carbono e manter um clima estável. O ritmo de destruição a que estamos a assistir terá de abrandar, sob pena de o futuro ser bastante diferente do presente que conhecemos. @ Exame Informática

25/01/2013

ainda há boas notícias... no mundo irracional!

Nos Açores, um grupo de cachalotes adoptou um golfinho deficiente deslocando-se com o novo elemento como se fizesse parte da família. O caso está a despertar a curiosidade internacional, uma vez que esta espécie de baleias tem fama de ser pouco sociável.

Os ambientalistas Alexander Wilson e Jens Krause, do Instituto de Ecologia de Leibniz (Alemanha), descobriram, nos Açores, um grupo de cachalotes (espécie de baleias considerada pouco sociável) que tinha adotado um golfinho-nariz-de-garrafa adulto portador de uma deficiência nas costas. Apesar da observação ter ocorrido em 2011, só agora os cientistas divulgaram o fenómeno à comunicação social.

Os investigadores observaram o grupo ao longo de oito dias verificando que, durante esse tempo, o golfinho viajou, alimentou-se e brincou com os mamíferos da outra espécie e os seus filhotes, como se fossem todos da mesma família. Quando o golfinho se mostrava mais carinhoso com as baleias, através do toque, elas muitas vezes retribuíam o gesto.

Embora os golfinhos sejam conhecidos por serem animais sociáveis, Alexander Wilson afirma que esta aproximação às baleias é rara e garante que, até hoje, nunca teve conhecimento de um caso semelhante.