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07/10/2016

o que fazer aos 15% de jovens portugueses que não estudam nem trabalham?

Os jovens com percursos escolares curtos são os mais afetados RITA BALEIA
A crise destruiu um em cada dez empregos detidos por jovens com menos de 30 anos nos países da OCDE, entre 2008 e 2013. Evitar a exclusão social destes jovens poderá passar por assegurar a sua transição automática para o superior, defende investigador.

Apesar do ligeiro desagravamento, o cenário não permite grandes suspiros de alívio. Portugal continua a somar 15% de jovens com idades entre os 15 e os 29 anos que não estudam nem trabalham nem estão em formação, segundo o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado nesta quarta-feira. Nos piores anos da crise, entre 2008 e 2013, o país chegou a somar 19% dos jovens nesta situação. 
Para impedir que caiam na exclusão social, o caminho mais rápido será mantê-los dentro da escola, criando mecanismos automáticos de transição para o ensino superior e sem lugar ao pagamento de propinas, defende Joaquim Luís Coimbra, um investigador da Universidade do Porto (UP).@ PÚBLICO

22/09/2016

jovens portugueses são dos que mais consomem tranquilizantes e sedativos entre os europeus

Muito preocupante!
Estudo europeu que mede os consumos de álcool e drogas em 35 países mostra que 13% dos jovens portugueses em idade escolar consomem substâncias psicoativas. Faltam psicólogos nos cuidados de saúde primários, alerta responsável do Programa de Saúde Mental da DGS.
O inquérito foi feito a 96.043 jovens que completaram 16 anos em 2015 (dos quais 3456 eram alunos portugueses a frequentar o ensino público) RENATO CRUZ SANTOS/ARQUIVO
O inquérito feito a 96.043 jovens que completaram 16 anos em 2015 (dos quais 3456 eram alunos portugueses a frequentar o ensino público) coloca Portugal abaixo ou em linha com a média europeia. Mas há duas exceções. A positiva é que os portugueses consomem muito menos novas substâncias psicoativas do que a generalidade dos jovens europeus. A negativa diz respeito ao consumo de antidepressivos e de tranquilizantes com autorização médica. Aqui os jovens portugueses são apenas ultrapassados pelos letões, cujo consumo atinge os 16%, ou seja, duplica a média europeia. @ PÚBLICO