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20/09/2018

andamos a comer bem

Hoje o CRESCER foi à hora de almoço à cantina perguntar aos meninos o que tinham comido e se o almoço tinha sido do seu agrado.
o balcão

Maria - Hoje a sopa era passada de legumes. O conduto era massa com frango, acompanhada de cenoura. O pão era de mistura (eu não o como ao almoço, mas levo-o para comer à tarde). E a sobremesa era uma peça de fruta: ou maçã ou laranja. Eu trouxe laranja.
CRESCER - E gostaste? Soube-te bem?
Maria -  Então, claro que sim. Adoro massinha!
O CRESCER fez a mesma pergunta a outros meninos. Todos concordaram com a Maria.

a cantina à hora de almoço

De acordo com a nova legislação, por cá, andamos a comer bem.

19/09/2018

regras para as ementas escolares são minuciosas e "obrigatórias"


Os pratos de carne devem alterar diariamente com os de pescado na ementa escolar e os ovos devem ser servidos no mínimo duas vezes por mês. O sal tem de ser iodado e o pão de mistura. Estas são apenas algumas das regras contidas na circular Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares que a Direcção-Geral da Educação (DGE) publicou, dia 18 de Agosto, e de onde constam 40 propostas de refeições vegetarianas e 15 ementas mediterrânicas.

A circular é precisa. A fruta fresca é obrigatória e deve ser oferecida em três variedades diferentes, a salada deve poder ser regada com azeite virgem extra. @ PÚBLICO

08/11/2017

"Temos que criar novas maneiras de comer."

O alerta é do investigador gastronómico espanhol Toni Massanés. “Não temos mundo para o que estamos a fazer." Na sua Fundação Alícia trabalha com chefs e investigadores para melhorar a comida em escolas, hospitais, casas e nas prateleiras dos supermercados.

Toni Massanés durante a palestra que deu em Lisboa DR
O espanhol Toni Massanés é crítico, investigador na área da gastronomia e fundador da Fundação Alícia, baseada em Barcelona, sem fins lucrativos. Trabalha com chefs e investigadores em projetos com escolas, hospitais, indústria e a sociedade em geral para tornar a forma como nos alimentamos mais saudável e sustentável. 
O que é que tem mudado nos debates sobre a importância da gastronomia?
Nos primeiros anos, quando surgiram os congressos de gastronomia, as técnicas eram muito importantes. Tinha havido uma mudança de paradigma, com o aparecimento de coisas que antes os cozinheiros não sabiam fazer, a cozinha a baixa temperatura, por exemplo, que permitia texturas novas. (Leia toda a entrevista aqui.)

25/07/2017

a maioria dos portugueses come mal

Muitos doces e pouca fruta e legumes. É esta a conclusão do estudo da DECO que analisou os hábitos alimentares dos portugueses. Mais de um terço aponta razões económicas para o desleixo alimentar.
O inquérito foi feito em dezembro de 2016 a 1.346 portugueses entre os 30 e os 80 anos

STEPHANIE LECOCQ/EPA

Quatro em cada 10 pessoas inquiridas pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor comem doces todos os dias, com o chocolate no topo da lista, e a maioria consome menos fruta e legumes do que devia.
De acordo com os dados do inquérito da Deco sobre hábitos alimentares, que será publicado da edição de agosto da revista Teste Saúde, 77% dos inquiridos não têm hábitos saudáveis e mais de um terço (36%) aponta as dificuldades económicas como principal motivo. O inquérito revela ainda que as leguminosas também não entram no prato tantas vezes como seria desejável, tal como os laticínios e o peixe.
Feito em dezembro de 2016, a 1.346 portugueses entre os 30 e os 80 anos, o inquérito revela igualmente que um terço (33%) não tem hábitos alimentares saudáveis porque simplesmente não consegue resistir a comida menos saudável e 30% é por falta de tempo. Segundo a Deco, pouco mais de um quinto preenche os requisitos mínimos no que se refere à adoção de hábitos alimentares saudáveis. Porém, quatro em cada 10 pensam que estão a seguir todos os preceitos.
Ainda assim, a maioria (77%) garante ter alterado um comportamento alimentar ou mais nos últimos dois anos, sobretudo para prevenir problemas de saúde. Metade passou a beber menos refrigerantes, quase metade (48%) menos doces e mais de um terço (38%) menos alimentos pré-embalados. O inquérito revela ainda que 8% alteraram os hábitos alimentares devido à diminuição dos rendimentos da família. Neste caso, baixou o consumo de peixe, carne, fruta, vegetais e produtos biológicos e integrais.
Quatro em cada 10 inquiridos julgam ter comportamentos muito saudáveis, mas, pelo índice da Deco, tal não corresponde à verdade. Carla Ferreira, psicóloga clínica ouvida pela Deco para esta edição, considera que esta diferença de perceção pode estar relacionada com a informação errada que circula, nomeadamente, na internet.
Os dados revelam ainda que três em cada 10 inquiridos tomam suplementos alimentares, sobretudo cálcio, potássio e magnésio, vitaminas C e D e complexos vitamínicos, mas grande parte não apresenta qualquer doença relacionada com a alimentação.
A Deco recorda que a toma de suplementos alimentares só está recomendada quando as necessidades alimentares não são supridas pela dieta e que o consumo deste tipo de produtos em excesso pode mesmo ser prejudicial para o organismo. @ Observador