A propósito do Dia Escolar da Não Violência e da Paz, comemorado na passada sexta feira, dia 30 de janeiro, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) divulgou o relatório relativo a vítimas de violência em contexto escolar entre 2020 e 2025.
A APAV apoiou 1.249 vítimas, o que representa um aumento de 58,9 por cento ao longo destes seis anos. O relatório refere que a maioria das vítimas apoiadas era do sexo feminino (64,7 por cento) e a faixa etária mais representativa, à data do primeiro contato, foi a dos 11 aos 14 anos. Os dados baseiam-se em todas as ocorrências dentro e nas imediações dos espaços escolares e em ambientes associados à vida escolar. O perfil do agressor é diverso, mas verifica-se que se trata maioritariamente alguém do sexo masculino e com relações com o colega de escola/trabalho da vítima.
Segundo a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Gênero (CIG) "O bullying é um comportamento adotado entre pares que tem caráter agressivo e intencional, que acontece de forma repetida e que envolve desigualdade e abuso de poder. Pode ser motivado por preconceitos e estereótipos negativos em relação a determinadas características reais ou percebidas como tal. "A mesma entidade alerta para o papel da escola na promoção de comportamentos cívicos de respeito e inclusão: "Comunidades educativas que respeitam a diversidade e são inclusivas, promovendo uma cultura de direitos humanos, constituem-se como espaços livres de discriminação e violência e criam as condições indispensáveis ao desenvolvimento de todas as crianças e jovens."



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