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| Fotos mostram rostos de centenas de mortos na repressão violenta aos protestos no Irão |
Centenas de fotografias que revelam os rostos de pessoas mortas durante a violenta repressão do regime iraniano a protestos antigovernamentais foram divulgadas e analisadas pela BBC. As imagens, consideradas demasiado gráficas para serem publicadas sem desfoque, mostram pelo menos 326 vítimas, incluindo 18 mulheres, com sinais evidentes de violência, como rostos ensanguentados, inchados e com hematomas.
As fotografias foram captadas no sul de Teerão e constituem, em muitos casos, a única forma de as famílias conseguirem identificar os seus entes queridos. Os dias 8 e 9 de Janeiro foram as noites mais mortíferas para os manifestantes em Teerão, sendo que os médicos referem cerca de 30 mil mortes e mais de 330 mil feridos. A Organização Não Governamental Genocide Watch estima dezenas de milhares de mortos, sendo que o regime fala em pouco mais de três mil.
As fotografias foram captadas no sul de Teerão e constituem, em muitos casos, a única forma de as famílias conseguirem identificar os seus entes queridos. Os dias 8 e 9 de Janeiro foram as noites mais mortíferas para os manifestantes em Teerão, sendo que os médicos referem cerca de 30 mil mortes e mais de 330 mil feridos. A Organização Não Governamental Genocide Watch estima dezenas de milhares de mortos, sendo que o regime fala em pouco mais de três mil.
O Irão implementou igualmente a restrição ao uso da internet no país, condicionando a divulgação da repressão e o acesso à informação. Contudo, essa restrição pode revelar-se contraproducente, como referiu Yousef Pezeshkian, o filho do presidente Masoud Pezeshkian, num post no Telegram, alegando que não só não irá impedir a divulgação de imagens e vídeos como pode aumentar a constestação e o distanciamento entre a população e o governo. Yousef acrescenta que lidar com a realidade é inevitável.
“This means those who were not and are not dissatisfied will be added to the list of the dissatisfied,”. The release of videos showing the violence of the protests was “something we will have to face sooner or later”, Yousef Pezeshkian added. “Shutting down the internet will not solve anything, we will just postpone the issue.”

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