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11/07/2025

educação: Reestruturação de Cidadania, entre outros

De acordo com a apresentação feita pelo Governo, os domínios da disciplina de Cidadania passam agora a ser integrados em oito dimensões obrigatórias, quatro das quais em todos os anos de escolaridade (Direitos Humanos, Democracia e Instituições Políticas, Desenvolvimento Sustentável, e Literacia Financeira e Empreendedorismo). As restantes (Saúde, Media, Risco e Segurança Rodoviária, e Pluralismo e Diversidade Cultural) são de gestão flexível, devendo ser lecionadas em, pelo menos, um ano de escolaridade até ao final do 1.º ciclo, um ano ao longo dos 2.º e 3.º ciclos e um ano durante o ensino secundário. Os pais serão também ouvidos na definição da estratégia da escola e na elaboração do plano de turma.
Além da Cidadania e Desenvolvimento, o Governo vai rever também as Aprendizagens Essenciais das restantes disciplinas em todos os anos de escolaridade, com a introdução de descritores de desempenho. Para já, está concluída a revisão dos documentos orientadores para os 1º, 3º, 5º, 7º e 10º anos de escolaridade e em setembro 10 escolas vão implementar os novos documentos curriculares para testar os descritores. Até dezembro, o MECI deverá concluir a revisão das Aprendizagens Essenciais para os restantes anos de escolaridade e entre janeiro e abril os documentos serão discutidos em consulta pública. 
Para além da já divulgada proibição do uso do telemóvel no 1º e 2º ciclos (haverá reunião com os Diretores para definição das medidas específicas de aplicação), o ministro anunciou em conferência de imprensa que a utilização de manuais digitais será implementada apenas a partir do 2º ciclo.
Fontes: SicNotícias e declarações do ministro da educação à RTP (8 julho)

02/05/2025

segurança: spoofing e smishing, entre outros

Para muitos a denominação spoofing pode ser desconhecida, mas aquilo que descreve não é novo para ninguém. Trata-se da manipulação do número de origem de uma chamada ou mensagem para que pareça legítimo — como o de um banco, um serviço de entregas ou até uma entidade governamental — quando, na verdade, é controlado por redes de burlões, muitas vezes com base no estrangeiro. O spoofing assume várias formas, algumas mais sofisticadas do que outras. 


Marketeer

Em Portugal, a PSP alertou para o fenómeno em agosto de 2024 indicando que tinha registado no primeiro semestre desse ano “diversas ocorrências” relacionadas com a prática que consiste em falsificar dados pessoas e pode culminar em burlas informáticas. Já em outubro do mesmo ano, o Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República alertou para “um número muitíssimo expressivo” de chamadas telefónicas para destinatários em Portugal com “intuitos ilícitos”.

O mesmo acontece com o smishing, também presente em Portugal, onde os criminosos replicam com precisão os números de telefone e o grafismo de entidades credíveis — como bancos ou transportadoras — para convencer os utilizadores a clicar em links que levam a páginas falsas. O objetivo?  Roubar dados de cartões de crédito ou informações pessoais valiosas. Estas mensagens, por mais credíveis que pareçam, devem sempre levantar suspeitas: lembre-se que os bancos e entidades sérias não solicitam dados sensíveis via SMS.


HSC Labs

Outra prática comum são as chamadas silenciosas, muitas vezes geradas automaticamente por softwares de call centers que não conseguem garantir operadores disponíveis para todas as chamadas iniciadas. Nesses casos, o utilizador atende e ouve apenas silêncio ou um leve ruído de fundo, o chamado ‘comfort noise’, usado para transmitir a ideia de que a chamada é legítima.

Nos últimos meses, surgiu ainda um novo tipo de burla: falsas chamadas de recrutamento, onde os criminosos dizem ter recebido o currículo do utilizador. Estas abordagens têm como alvo pessoas à procura de emprego e podem evoluir para esquemas de ‘money muling’, em que as vítimas são levadas a fazer transferências de dinheiro para terceiros — muitas vezes sem saber que estão a participar num crime de branqueamento de capitais.

Há ainda outro esquema particularmente eficaz: o wangiri, em que o utilizador recebe um toque muito breve de um número estrangeiro. Quando tenta devolver a chamada, vê o seu saldo ser debitado ou ativado para serviços premium com custos elevados, sem que lhe seja dada qualquer informação clara.

Face a estas ameaças, é importante manter uma postura vigilante: desconfiar de contactos inesperados, nunca partilhar dados pessoais ou bancários por telefone ou mensagem, e evitar clicar em links enviados por SMS, mesmo que pareçam fidedignos. 

Retirado daqui