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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

histórias de escola (7)

A nossa equipa está no terreno e anda a inquirir elementos da nossa escola sobre "histórias de escola". As questões são sempre as que podem ler abaixo. Desta vez respondeu Natividade Meinedo,  docente de Português e Inglês do 2º ciclo.


1. Que professor mais a marcou e porquê?
2. Qual era a sua disciplina favorita?
3. Que episódio mais a marcou?
4. Alguma vez sonhou ser...?



1. Neste caso não posso dizer que foi só um professor. Logicamente, como a maioria das pessoas, o professor do primeiro ciclo é sempre um professor muito marcante. No meu caso também foi, porque ela era uma pessoa muito simpática. Não era muito comum os professores do primeiro ciclo serem assim muito simpáticos.
Depois, já no final do secundário, houve um professor de alemão que também me marcou bastante, porque era bastante inovador nas estratégias que utilizava na sala de aula. Naquela época o ensino era muito centrado no professor. Este professor, que era um pouco mais novo do que a maioria dos professores que eu tinha, trabalhava muito connosco, nós partíamos à descoberta das coisas, trabalhávamos em grupo, fazíamos atividades que não eram comuns na época e, portanto, esse professor também me marcou pela originalidade relativamente aos outros e porque, efetivamente, conseguiu cativar muito os alunos. Todos nós adorávamos aquelas aulas.

2. Durante muito tempo foi essencialmente inglês. Depois, quando cheguei ao secundário, tive psicologia e adorei. Fiquei até com desejo de seguir psicologia, mas depois, na parte final, graças ao professor de alemão que tive no último ano, acabei por me decidir pelo curso de letras, variante de inglês/alemão.

3. Mais uma vez, há mais do que uma situação ao longo do meu percurso escolar que me ficaram na memória. Na escola primária, o ensino era masculino ou feminino, portanto as escolas não eram mistas. A professora escolhia as três melhores alunas para irem a casa dela no seu aniversário e nós íamos assistir ao aniversário e ela dava-nos uma prenda em frente à família toda. Essa situação marcou-me porque ficávamos muito envergonhadas.
Entretanto, passei também por uma outra situação que foi o período do 25 de abril. Eu estava a estudar no antigo quinto ano, que agora corresponde ao nono ano, e na escola onde eu andava, como em muitas outras escolas no país, havia muitas lutas partidárias entre os alunos da direita e da esquerda e havia verdadeiras lutas campais dentro da escola, nas quais as pessoas se envolviam seriamente. Atiravam bancos pesadíssimos de ferro pelo ar, a polícia estava frequentemente lá na escola e, portanto, esse também foi um período da vida muito marcante, porque  passamos por uma mudança da ditadura para a liberdade, que nem toda a gente soube aproveitar da melhor forma. 

4. Tirando aquele sonho que todos temos de ser ricos e de nos sair a lotaria,  o que nunca me acontecerá pois não jogo, acho que posso dizer que o sonho foi sempre ser professora. Não quer dizer que às vezes pense que se calhar devia ter seguido outro caminho, mas sim, posso dizer que efetivamente sou aquilo que queria ser.
Ana Sofia Lopes e Mariana Cerquido

2 comentários:

Ana César (Docente do Grupo 600 - Artes Visuais) disse...

Olá Natividade! Gostei de descobrir um pouquinho mais de ti.Beijinho

Jornal Crescer disse...

O CRESCER agradece a colaboração da professora Natividade. Bem haja!