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sexta-feira, 20 de abril de 2012

LER: Memorial do Convento



A cumplicidade e fidelidade entre Blimunda e Baltasar faz com que ela confesse: "Eu posso olhar por dentro das pessoas"Ela só tem tais poderes se estiver em jejum, por isso come antes de abrir os olhos. Blimunda, numa atitude amorosa e protetora, poupa Baltasar e a ela mesma quando promete que nunca o verá por dentro.
Blimunda é inteligente e conhece as diferenças entre ela e a mãe no tocante às visões que ambas possuem.
"O meu dom não é heresia, nem é feitiçaria, os meus olhos são naturais."

Diferentemente de Sebastiana, que tem poderes sobrenaturais, Blimunda não vê o futuro, ela só vê o que está no mundo, dentro dos corpos, no interior da terra, por baixo da pele. Em sua sabedoria, Blimunda reconhece que não vê a alma, talvez porque esta não esteja dentro do corpo.Blimunda não se deixa envaidecer pelos poderes que possui, pelo contrário, prefere a naturalidade da vida, prefere ter o seu homem sem olhá-lo por dentro.
"Baltasar, leva-me para casa, dá-me de comer, e deita-te comigo, porque aqui adiante de ti não te posso ver, e eu não te quero ver por dentro, só quero olhar para ti, cara escura e barbada, olhos cansados, boca que é tão triste, mesmo quando estás ao meu lado deitado e me queres(...)"

3 comentários:

Elsa disse...

Os alunos de 12º ano devem amar esta obra, não?

um dia vai ficar como devia estar ! disse...

eu gostei, mas não prometo, porque existem as palavras "sim" e "não" (;

mc disse...

Para quê jurar se há o "sim" e o "não"? Boniiiiito!