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domingo, 23 de janeiro de 2011

em dia de eleições presidenciais

Ganhou a abstenção: 53,37%. Vale a pena pensar nisto.

11 comentários:

Manuel Luís disse...

E nós todos... com uma cara!!!

the girl in the other room disse...

Todos, mesmo.

António disse...

A Liberdade é que sabe.

Ana Sofia disse...

Muito oportuno, como sempre :) Parabéns!

M.R. disse...

É mesmo muito triste verificar que a maioria ficou indiferente...
Só uma coisinha me alegrou neste "day after". Na sequência da aula de formação cívica em que debatemos a importância do acto eleitoral, disse-me um aluno:
-Professora, convenci o meu pai a ir votar.
E foi então que ouvi a vozinha lá de dentro:
- Valeu a pena!
Às vezes é bom dar aulas, mesmo a meninos irrequietos do 8º ano.

marcelo disse...

Uma das coisas que muito me assusta é o crescimento da abstenção nas pessoas mais velhas, sobretudo porque viveram anos a lutar pelo dia em que poderiam votar.
A abstenção não deve ser encarada como um "sinal de protesto" (para isso há os votos em branco) mas como a renúncia de um direito que muito custou a algumas pessoas, e o incumprimento de um dever cívico.

Albertina disse...

É verdade.

Elvira Manuel disse...

Andamos todos com uma cara!
Mas agora tudo vai mudar.
Cof... cof...

mc disse...

E atirando umas achitas para a fogueira:
E será que os cidadãos que se abstiveram são MESMO tontos ou incumpridores?
Não quererá a abstenção ter uma expressão que a Constituição não lhe dá?
Não será que é fundamental mudar a Constituição?

Manuela disse...

Se Portugal fosse uma democracia representativa:

1 – Abstenção: 5.139.483 – 53,37%

2 – Cavaco Silva: 2.230.240 – 23,16%

3 – Manuel Alegre: 832.021 – 8,64%

4 – Fernando Nobre: 593.886 – 6,17%

5 – Francisco Lopes: 300.845 – 3,12%

6 – Votos Brancos: 191.167 – 1,99%

7 – José Coelho: 189.351 – 1,97%

8 – Votos Nulos: 86.545 – 0,1%

9 – Defensor Moura: 66.092 – 0,69%

Cavaco Silva será Presidente da República Portuguesa pela vontade expressa de 23,16% dos cidadãos eleitores

In "Ideias Soltas"

marcelo disse...

A Constituição da República teria que ser alterada para o voto passar deixar de ser um direito e um dever, e passar a ser uma obrigação.
Não creio que assim se resolvam os problemas: o que tem mesmo que mudar é a mentalidade das pessoas. Obviamente que nem todos aqueles que se abstiveram são tontos ou incumpridores (no meu olhar serão - tontos por deixarem outros decidir por eles e incumpridores por não cumprirem os seus deveres de cidadão).

Eu estou no direito de pedir contas ao governo, aos autarcas, ao Sr. Presidente, aos deputados europeus. E os abstencionistas?