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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

dia histórico: aproximação entre EUA e Cuba

O papa Francisco manifestou hoje «grande satisfação» pela «decisão histórica» do restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba, anunciou o Vaticano, confirmando a mediação pessoal do pontífice do processo.
Num comunicado, o Vaticano confirmou o envio de duas cartas do papa aos Presidentes cubano e norte-americano Raul Castro e Barack Obama, respetivamente.
"O Santo Padre deseja manifestar as suas calorosas felicitações pela decisão histórica tomada pelos governos dos Estados Unidos e de Cuba de estabelecerem relações diplomáticas, com o objetivo de superar, no interesse dos cidadãos dos dois países, as dificuldades que têm marcado a sua história recente", disse a Santa Sé, no comunicado.
A mesma nota informativa também confirmou que o Vaticano recebeu delegações dos dois países em outubro último e que ofereceu as suas instalações para "facilitar" o diálogo.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também saudou "calorosamente" a decisão de Washington e de Havana de normalizarem as relações dos dois países, oferecendo a ajuda das Nações Unidas.
"As Nações Unidas estão prontas para ajudar estes dois países a desenvolverem as suas relações de boa vizinhança", disse Ban Ki-moon, numa conferência de imprensa.
O representante agradeceu aos líderes cubano e norte-americano "por terem tomado este importante passo no sentido da normalização das relações", sublinhando que os acontecimentos de hoje são "uma notícia muito positiva".
Ban Ki-moon recordou ainda que a Assembleia-geral da ONU voltou a pedir por ampla maioria, em setembro durante a última sessão plenária, pela 23.ª vez consecutiva, o levantamento do embargo económico, comercial e financeiro norte-americano contra Cuba, imposto há 52 anos.
Em Paraná, no norte da Argentina, onde hoje começou a reunião do Mercosul (Mercado Comum do Sul), Presidentes latino-americanos saudaram o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos.
O Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, qualificou a decisão como uma "retificação histórica".
"Estamos a viver um dia histórico", declarou Maduro, provocando os aplausos dos líderes reunidos em Paraná na 47.ª cimeira do Mercosul, mercado comum que reúne o Brasil, Argentina, Venezuela, Uruguai e Paraguai. Diário Digital com Lusa

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