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13/11/2017

professores iniciam greve

AMARIO CRUZ/LUSA
A greve dos professores à primeira hora de trabalho, que começa esta segunda-feira, deverá afetar o rendimento dos alunos e funcionamento das escolas, mas será pouco visível, segundo a associação nacional de diretores escolares. Durante as duas próximas semanas, até dia 27 de novembro, os docentes poderão fazer greve à primeira hora de trabalho como forma de protesto ao descongelamento da carreira docente previsto no Orçamento do Estado.
Para o presidente da ANDAEP, Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, a greve e manifestação em frente ao parlamento na quarta-feira, quando o ministro Tiago Brandão Rodrigues vai à Assembleia da República debater o OE na especialidade, é que deverá ter um forte impacto. “Os professores estão muito revoltados em relação à contagem de tempo de serviço e acredito que, na quarta-feira, haverá um mar de gente em Lisboa, muitas escolas fechadas e alunos sem aulas”, disse à Lusa. (adaptado daqui)

16/10/2017

professores vão passar a entrar no quadro ao fim de três anos a contrato


Alteração prevista na proposta do Orçamento de Estado para 2018 faz com que docentes deixem de ser a exceção à lei geral. Também deixa de ser obrigatório que os contratos só sejam contabilizados se forem celebrados para lecionar a mesma disciplina no prazo em causa. (adaptado daqui)

08/09/2016

a falta de reconhecimento profissional dói

"Exaustos, desiludidos e baralhados" é o título do jornal PÚBLICO à notícia de mais um estudo de José João Veiga e Duarte Ribeiro, que será apresentado em Vila Nova de Gaia, nesta sexta-feira.
A grande maioria dos professores (85%) dizem que o Ministério da Educação não “valoriza” o seu trabalho PAULO PIMENTA
“É como se um pessimismo endémico tivesse tomado conta da educação escolar”, descreve Azevedo nas conclusões do trabalho que será apresentado em Vila Nova de Gaia, nesta sexta-feira, primeiro dia que marca o período de arranque do ano letivo para o ensino básico e secundário.

O CRESCER chama a atenção para o que abaixo destaca da notícia, tão real e tão contraditório.

O que lhes causa mais “insatisfação no trabalho” em geral é a “falta de reconhecimento profissional” (57%). O que é mencionado como trazendo mais “dificuldades” no dia-a-dia é a indisciplina na sala de aula (52%), seguido da extensão dos programas (30%). Especificamente na relação com os alunos, o que causa mais insatisfação é a "falta de respeito" (58,9%). 
Um dos maiores desafios com que se deparam na sua missão é “prestar atenção ao desenvolvimento afectivo e social dos alunos” (30,3%). Outro problema que coloca dificuldades, mencionado por um quarto dos professores: a avaliação do desempenho docente.
Mas, mesmo com tudo isto, quase todos (mais de 90%) acham que os alunos saem bem preparados da sua escola, do ponto de vista académico. E essa é, provavelmente, uma das ideias mais positivas que manifestam. Outra é que a palavra "paixão" é a mais escolhida para descrever este trabalho de "ensinar". @ PÚBLICO

18/07/2016

"Então? Já está de férias, não é?"


Pois bem, desde que as aulas terminaram que trabalho não me tem faltado! Sim, muito trabalho burocrático e que em muitas escolas (sobretudo as TEIP) é uma realidade. Já nem falo das vigilâncias de exames, que isso nem dá assim tanto trabalho. Refiro-me mesmo às reuniões que têm de ser feitas (de departamento, de grupo disciplinar, das tutorias, dos apoios, das assessorias e das inúmeras equipas de trabalho), a acrescentar aos relatórios, planos e projetos que têm de ser elaborados, mais as estatísticas, estudos e reflexões que têm de ser elaboradas... E todo o trabalho que os diretores de turma têm de fazer no final de cada ano letivo? Mais as formações que, muitas vezes, só podem ser feitas nesta altura do ano! Enfim, trabalho não me falta. E ainda tenho que ouvir tanta gente que não é professor vir com a conversa de que os professores já estão de férias... Férias? Só mesmo em agosto! E em setembro, volta-se à carga... " @ Na sala de aula

O CRESCER acrescenta ao elenco das múltiplas atividades referenciadas pelo Pedro: as classificações de exames, a consulta de provas, a 1ª fase, a 2ª fase, mais classificações... Enfim, uma "never ending story" até estarmos, realmente, de férias. É que já chateia!!!

14/06/2016

não se percam!

É comum ouvir-se dizer que os professores entram em férias quando acabam as aulas. Essa é a visão redutora da tarefa de ser professor, que tanto irrita o professor que ouve e sente como uma injustiça.
Na verdade, terminadas as aulas há toda uma panóplia de afazeres que quase se torna fácil o professor esquecer-se de alguma coisa, particularmente porque os horários são outros e as rotinas se alteram ao segundo. 
Entre mil e um relatórios, arquivos, dossiers, vigilâncias, verificações, reuniões, horários, turmas, preparações do novo ano letivo, a lista não se esgota. 
Por isso, há que fazer listas de afazeres para que nada escape, enquanto vamos ouvindo votos de "boas férias" a soar como impropérios e ainda nos vamos preocupando (tanto!) com os meninos que começam os exames amanhã.

15/05/2015

faltarão professores

Sabe-se que "um em cada três professores está à beira de um esgotamento e 37% com problemas de voz". São mais sinais do plano inclinado da profissão de professor a que se acrescenta o clima de indisciplina que transparece como vigente para a opinião pública.

Há menos de um ano, N. Crato disse, como "conclusão prática", que a existência de 26.500 candidatos para 2.000 lugares no último concurso de vinculação para professores contratados tranquilizava o MEC, e que, por isso, não haveria falta de professores nos tempos mais próximos. Subentendeu-se que o MEC pode continuar a tratar para além da troika os que estão em funções ou os que aspiram a isso. Sublinhou o argumento nas últimas entrevistas (há muito que não fala, realmente) a propósito do número elevado de professores em "fuga" através das rescisões.

Alguns dos que acreditaram em N. Crato tomaram como verdadeiro o seu discurso em nome da elevação do "professor". Imagino, e nota-se bem, a desilusão. A única medida de "elevação" que se conhece do ministro é, na sua tortuosa lógica, a prova de ingresso para os professores contratados. No resto, e mesmo nas questões muito remotamente financeiras, N. Crato nivela por baixo, com desconhecimento e recheado de preconceitos contra a escola pública.

Voltando aos 26.500 candidatos, e sem querer maçar os leitores com detalhes, é bom que se saiba que há grupos de recrutamento, como se diz agora, que a breve prazo não terão candidatos desempregados e muito menos alunos no ensino superior ou nos cursos do ensino secundário que indiquem essa preferência. @ CORRENTES

21/10/2014

O professor que tinha ficado colocado em 75 escolas desta vez arrebatou 95 horários

Dava para rir, se não fosse caso para desesperar...

03/07/2014

mais de 26.500 professores concorreram a um lugar nos quadros

Mais de 26.500 professores concorreram a um lugar nos quadros, no concurso de vinculação extraordinária, informou hoje o Ministério da Educação, depois de terem sido publicadas as listas provisórias de ordenação e exclusão ao concurso.


De acordo com os dados publicados pela Direção-Geral da Administração  Escolar (DGAE), 26.573 docentes concorreram às 1.954 vagas do concurso externo  extraordinário, para se vincularem aos quadros do Ministério da Educação  e Ciência (MEC). 

Estes mais de 26.500 docentes apresentaram, no total, 158.105 candidaturas,  das quais 135.982 foram admitidas e 22.123 foram excluídas. Isto, porque  cada professor podia candidatar-se a mais do que um quadro de zona pedagógica  (QZP), ou seja, a mais do que uma zona geográfica, assim como se podia candidatar  a mais do que um grupo de recrutamento (que determina as disciplinas que  podem lecionar). 
A DGAE publicou também hoje as listas provisórias de admissão/ordenação  e de exclusão ao concurso de contratação inicial e reserva de recrutamento,  que decorreu em simultâneo com o concurso de vinculação extraordinária,  e que tem por objetivo dar resposta às necessidades temporárias das escolas,  no que diz respeito à colocação de professores. 
A este concurso candidataram-se "39.273 professores, tendo sido validadas  58.666 candidaturas e excluídas 2.519", de acordo com o MEC. 
A partir de quinta-feira, 03 de julho, os professores vão ter cinco  dias úteis para apresentar qualquer reclamação relativamente às listas divulgadas,  terminando o prazo a 09 de julho, às 18:00 de Portugal continental. @ Lusa

03/10/2013

estatuto social dos professores em Portugal entre os mais baixos do mundo


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Estudo pioneiro avalia atitude das sociedades de 21 países em relação aos seus docentes e sistema educativo. Portugueses estão no último terço da tabela.

Os portugueses têm uma confiança moderada no seu sistema de ensino e a maioria não quer que os seus filhos sejam professores. Estas são duas das conclusões do primeiro estudo internacional que compara as atitudes em relação aos docentes em todo o mundo. Portugal é um dos países em que o estatuto social dos professores é mais baixo, situando-se no último terço do ranking divulgado nesta quarta-feira. (...) Os portugueses mostram também uma confiança “moderada” no seu sistema de educação – ainda assim com melhores resultados que estados como a Alemanha, Itália, França, Espanha e Grécia –, mas dão nota positiva aos professores, a quem atribuem um nível de confiança de 6,5 (numa escala de 10), o segundo mais alto a nível europeu. “Isto sugere que Portugal deposita maior confiança nos seus professores do que no sistema de ensino”, salientam os autores. @ PÚBLICO


20/06/2013

Português 17 - Matemática 26

A inflexibilidade revelada pelo MEC quanto à data de dia 17 foi agora amolecida. "Por causa dos transportes", diz-se, Crato mudou a data dos exames de Matemática do ensino básico. O impossível tornou-se possível!
Constança Cunha e Sá, na TVI, explica:

15/06/2013

milhares de professores manifestam-se em Lisboa

imagem LUSA

Milhares de professores desfilam este sábado da Praça do Marquês de Pombal para os Restauradores, em Lisboa, numa marcha de protesto contra a medidas do Governo. Na primeira linha do protesto estão os responsáveis dos dois maiores sindicatos de professores, Mário Nogueira, da FENPROF, e João Dias da Silva, da FNE.

Professores de todo o país juntaram-se neste protesto contra o aumento do horário de trabalho e a mobilidade especial com faixas onde pode ler-se, por exemplo, «Nós também temos filhos» em outra está escrito «Lutamos pelo futuro dos nosso filhos e alunos», havendo bandeiras pretas com as palavras «Professores em luta».


23/05/2013

regime de mobilidade especial une sindicatos



 


Proposta inicial para a mobilidade dá poder ao Governo de colocar um docente com horário zero em qualquer ponto do país. 
O Ministério da Educação quer ter o poder de colocar os professores com horário zero (sem turma atribuída) em qualquer escola do país, independentemente do seu lugar de origem, sem que se realize qualquer concurso. E pretende que a medida entre em vigor já a partir de Setembro. 
Esta é uma das várias regras que fazem parte da proposta inicial do Governo para o novo sistema de requalificação (mobilidade especial) para a função pública, que vai ser discutida amanhã numa reunião conjunta entre os sindicatos e o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino. Regime no qual, até este ano, os professores eram excepção entre os trabalhadores do Estado.

22/05/2013

greve de professores a 17 de junho???


A Federação Nacional da Educação vai aderir à greve geral de professores marcada para 17 de junho, primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário.
A decisão consta de uma resolução aprovada, esta terça-feira, em reunião, tendo a estrutura sindical admitido vir a desconvocar o protesto, caso o Governo ceda às suas reivindicações.
Na resolução, a estrutura sindical refere ainda, com base no mesmo princípio, que irá fazer greve ao serviço de avaliações a 11, 12, 13 e 14 de junho, tendo decidido aderir à manifestação nacional marcada para dia 15 do mesmo mês.
A FNE adiantou que a mobilidade especial e o aumento da carga letiva são os motivos para a adesão à greve.
A resolução foi aprovada, por unanimidade e aclamação, pelo secretariado nacional da FNE, que reuniu em Lisboa, na sede da UGT, central sindical à qual a Federação Nacional de Educação está afeta.
A FNE advoga que o regime de mobilidade especial levará ao despedimento de professores, invocando que não há docentes excedentários.

23/04/2013

educação perdeu mais de 23 mil professores nos últimos sete anos

Redução dos quadros vai acentuar-se com a extinção de mais 12 mil vagas e com a reforma do Estado.
A Educação perdeu 23.695 mil professores nos últimos sete anos. É este o saldo que resulta do número de professores dos quadros que entraram na aposentação, desde 2006, com o número de docentes que entraram para os quadros da Função Pública. @ Económico

professores obrigados a corrigir exames em agosto?

E esta?

Revisão dos exames estende-se até 27 de agosto, segundo a proposta  do Ministério da Educação para o próximo ano letivo.

Todos os professores que vão ser nomeados para corrigir os exames nacionais correm o risco de trabalhar no mês de agosto, estando depois impedidos de tirar férias em setembro.
Segundo a proposta de calendário escolar do próximo ano letivo, que foi enviada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) aos sindicatos, só no dia 25 de julho serão afixadas as pautas com as notas dos exames nacionais. Depois desse processo, os alunos têm um prazo para pedir uma nova correção do exame e só no dia 27 de agosto serão afixadas as notas das reapreciações. Ou seja, os professores vão ter de corrigir novamente os exames em agosto. @ blogue DeAr Lindo

20/03/2013

informação: preenchimento do e-Bio




Preenchimento do e-Bio não é obrigatório

A DGAE/MEC fez chegar um e-mail aos professores informando que a aplicação e-Bio, existente no seu site, encerraria no próximo dia 28 de março, tendo incluído no texto uma referência ao concurso geral de professores, deixando implícito que, entre as duas coisas, pudesse existir alguma relação.
Ora, a este propósito, em reunião realizada entre a FENPROF e a DGAE (15 de março), com a presença do respetivo Diretor-Geral, ficou claro que este preenchimento tem um caráter facultativo e o facto de um docente não preencher a aplicação e-Bio não impede que se apresente ao concurso que, segundo a DGAE, decorrerá em abril.
Ainda em relação ao e-Bio, há que ter em conta que essa plataforma informática não é mais do que um ficheiro com dados referentes a milhares de professores que não se encontra previsto em qualquer quadro legal em vigor, não estando, por isso, estabelecidas regras de segurança ou de acesso ao mesmo, nomeadamente quem poderá aceder e com que finalidade. Por essa razão, a FENPROF apresentou a devida queixa junto da CNPD (Comissão Nacional de Proteção de Dados) levando à abertura de um processo que, neste momento, decorre, aguardando-se a decisão final desta comissão.
Num momento em que se anuncia a intenção do governo de de livrar de muitos milhares de professores, todo o cuidado é pouco e, para a FENPROF, a irrelevância deste e-Bio esbarra na alteração do vínculo profissional (nomeação para contrato de trabalho) que os professores são chamados a assinar eletronicamente. Está ainda por provar - e o MEC não o provou - que a intenção não seja a de, a curto prazo, permitir rescisão de contrato, aplicação de mobilidade especial ou despedimento. Com este governo, todo o cuidado é pouco, exceto, claro, na exigência da sua rápida demissão.

O Secretariado Nacional da FENPROF
17/03/2013

26/02/2013

professores portugueses perderam até 400 euros de salário


Os recibos de vencimento de Fevereiro vieram confirmar os receios dos professores. A Fenprof reuniu exemplos concretos de docentes que viram o seu rendimento baixar até 421 euros nos últimos cinco anos. Com nomes e números, os sindicalistas ilustram uma realidade que deixa a descoberto os cortes na Educação.

Em comunicado, a Fenprof sublinha que «tem em seu poder os recibos que correspondem aos exemplos referidos». E denuncia o que considera ser um «um autêntico roubo feito pelo governo português» aos professores, que junta os efeitos do aumento de impostos ao corte de subsídios que acontece desde 2011.
Os sindicalistas dizem mesmo que são cada vez mais os docentes que têm de ter mais do que um emprego para fazer face às despesas familiares e que são muitos os que, estando colocados longe de casa, acabam por ter de «pagar para trabalhar».
«É necessário que, urgentemente, se ponha cobro a esta situação, o que passa por uma profunda mudança de política, uma séria renegociação do memorando da troika, não apenas em relação aos prazos, mas igualmente aos montantes e juros, e por deixar o Estado de alimentar monstros criados por quem, por vezes impunemente, continua a ser responsável pela delapidação do erário público», escreve a Fenprof, que tem agendada esta terça-feira um encontro com o ministro Nuno Crato.@ SOL

28/01/2013

cobrir de luto as escolas entre 18 e 22 de fevereiro

foto LEONARDO NEGRÃO / GLOBAL IMAGENS
Milhares de professores, de Norte a Sul do país, manifestaram-se, este sábado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, em defesa da sua profissão, da escola pública e da qualidade de ensino. A FENPROF anunciou que quer levar os protestos às escolas, entre 18 e 22 de fevereiro. "Vamos cobrir de luto as escolas. Estamos de luto por aquilo que estão a fazer ao país", disse Mário Nogueira. @JN

26/01/2013

manif *

* manif - truncação do vocábulo manifestação;
   manifestaçãos. f.
1. Acto de manifestar ou de se manifestar.
2. Expressão, revelação.
3. Demonstração pública dos sentimentos ou ideias dos membros de um partido ou de uma colectividade.
4. Conjunto de pessoas reunidas publicamente para mostrar ou defender determinadas ideias ou posições.