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08/11/2013

8 de novembro de 2013: greve nacional da função pública




Consultas e cirurgias canceladas, escolas fechadas, tribunais com julgamentos adiados e autarquias e serviços públicos parados. Este é o cenário da greve desta sexta-feira, que voltou a juntar CGTP e UGT contra os cortes na função pública. Sindicatos falam em adesão entre os 70% e os 100% na recolha de lixo e nos hospitais e em taxas dos 50% a 100% nas escolas.
O agravamento dos cortes salariais para os funcionários públicos levou os sindicatos da UGT e da CGTP a convocarem esta greve que poderá levar ao encerramento de escolas, tribunais, finanças e deixar o lixo por recolher nas ruas.

20/06/2013

Ministério manda cortar salário total a professores em greve parcial

A denúncia é da Fenprof (Federação Nacional de Professores) que garante que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu orientações às escolas para cortar um dia inteiro de salário sempre que os docentes façam greve às avaliações, faltando às reuniões de conselho de turma sem ter outra atividade nesse dia.
«A orientação que é dada pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEsTE) às escolas, sobre como calcular o desconto a efetuar quando um docente falta a uma reunião de conselho de turma, não tendo nesse dia outro tipo de atividade, é ilegal», acusa o sindicato, em nota enviada às redações.
A Fenprof sustenta que, sendo de 35 horas o horário de trabalho dos professores, em média cada dia corresponde a sete horas, «incluindo, naturalmente, a componente individual de trabalho», pelo que «correspondendo cada reunião a duas horas de trabalho diário, seria absolutamente ilegal que, faltando o professor apenas a esse período de atividade, lhe fosse descontado um dia de salário».
O problema é, segundo os sindicalistas, ainda mais grave porque o cálculo está a ser feito sem ter em conta a componente não letiva do horário de trabalho dos docentes.

«A aplicação informática que o MEC colocou à disposição das escolas para o lançamento dos salários dos docentes, calcula o valor dessa hora a partir das 22 horas lectivas o que faz, de imediato, aumentar o valor do desconto», afirma a Fenprof, que vai recorrer à Justiça. @sol.pt

19/06/2013

governo e sindicatos reúnem só para a semana, porquê?

O governo volta a reunir com os sindicatos na próxima segunda-feira, dia 24 de Junho. A pergunta que urge fazer: reúnem na próxima semana porquê?!
A greve às avaliações, que foi retomada e que prossegue até ao fim da semana, não tem significado?
A ordem do MEC para suspender todos os exames de equivalência à frequência, quer do ensino básico quer do ensino secundário, não perturba? 
Porque tardam em reunir, alguém pode responder?!

16/06/2013

Governo pede aos diretores das escolas para assumirem funções dos professores em greve nos exames

O Ministério da Educação pede aos diretores das escolas que assumam as funções dos professores que fizerem greve. Devem receber os exames, distribuí-los e vigiar as salas durante as provas. Os diretores dos agrupamentos escolares lembram que muitos deles também vão aderir a esta greve e podem estar comprometidas algumas substituições. Os pais dividem-se. A CONFAP apela à realização das provas mas a Confederação Nacional Independente de Pais defende a suspensão dos exames.

14/06/2013

muda a lei?!

O Governo vai alterar a lei da greve para que os sindicatos do setor da Educação passem a ser obrigados a assegurar serviços mínimos aos exames.
Pedro Passos Coelho anunciou-o hoje, no Parlamento, durante o debate quinzenal: "Assumo aqui publicamente o compromisso de mudar a lei, impedindo que as famílias e estudantes sejam afetados". Segundo o primeiro-ministro, "há uma desproporção entre o legítimo direito à greve e o interesse público".
A alteração desejada pelo Governo não terá qualquer efeito na greve dos professores marcada para os próximos dias. @ EXPRESSO

falharam as negociações entre sindicatos e MEC

Ao fim de dez horas de reuniões com os sindicatos, o Ministério da Educação resolveu manter o exame de Português do 12.º ano para a próxima segunda-feira, dia de greve dos professores.
O cenário de adiamento do exame para dia 20, como sugeriu o colégio arbitral na decisão em que decidiu não estabelecer serviços mínimos, esteve em cima da mesa, mas acabou por não se concretizar.
Apesar de os sindicatos terem dado a garantia de que não remarcariam a greve em caso de alteração da data do exame, o ministro da Educação decidiu manter o calendário que estava definido.
Ainda nesta sexta-feira à noite o ministro Nuno Crato deverá explicar as razões desta posição do ministério.
Nesta sexta-feira, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) fez chegar às escolas a indicação clara de que ainda que a greve de professores impeça a realização do exame nacional de Português numa sala, na próxima segunda-feira, a prova deverá ser realizada nas restantes salas do mesmo estabelecimento de ensino. @PÚBLICO

sindicatos da Educação decidiram prolongar o pré-aviso de greve às avaliações até 28 de junho

Oito sindicatos da Educação decidiram prolongar o pré-aviso de greve às avaliações até 28 de junho, decisão tomada após uma reunião que envolveu estas estruturas sindicais.
Após este encontro, o secretário-geral da Fenprof explicou que o prolongamento deste pré-aviso de greve funciona como uma medida cautelar face à nova ronda de negociações com o Ministério da Educação.
«Se não entregarmos no dia 17 [prazo legal para essa semana] este pré-aviso não poderemos pôr sequer a possibilidade de continuarmos [a greve]», explicou Mário Nogueira.
Este dirigente sindical adiantou ainda que a continuação da greve será decidida em função das negociações, até porque todos os sindicatos entregaram pedidos de negociação suplementar que decorrerá hoje, sexta-feira.
«Todos estamos à espera que por aí seja possível resolver problemas. Se assim não acontecer não só não se farão essas como nem se farão outras que foram marcadas anteriormente», concluiu.

03/06/2013

"Época da greBe"

Chegou ao nosso email esta ligação a um post do antigo blogger Luís Costa. O professor fechou o "DaNação", mas continua a publicar as suas ideias sobre os  professores e as suas lutas.
Apreciem.


26/11/2010

greve geral (nas escolas)

A greve nas escolas presta-se a muitas leituras. Sobretudo porque envolve vários grupos de cidadãos: os alunos, os EE, os funcionários e os professores. 

Aos olhos dos alunos é uma folga.
Aos olhos dos EE é uma maçada pois não sabem o que fazer aos filhos.

Mas esta greve não foi uma greve de professores. Foi uma greve geral.
E, quando TODOS estão unidos pela mesma causa, a greve pode ser significativa.
Esta, a de dia 24, foi uma dessas oportunidades: mostrar que TODOS mostravam um cartão vermelho à situação actual em que vivemos.

E toda a gente percebe isso, se for explicado.
Vamos lá passar para os grupos directamente envolvidos com a ESCOLA:
Os alunos percebem que os professores, os funcionários e os seus EE têm muitas razões para estarem descontentes pois vive.
Os EE percebem que há muitas razões para o descontentamento dos professores e dos funcionários pois também eles sentem o mesmo nas suas profissões.
Os funcionários das escolas conhecem as razões dos professores e dos EE, porque estão informados.
Os professores sentem bem na pele o que se passa com eles (recordo bem os olhinhos de espanto dos alunos quando lhes expliquei o que se passava com os congelamentos, as horas de trabalho diárias a mais sem remuneração, a fantochada das aulas de substituição, a ADD, os cortes salariais) e conhecem o que s passa com os funcionários da escola e com os EE.
 
Por isso, esta greve foi diferente. Todos percebem todos.
E, por isso escrevemos, a 24, que o blogue (continuo a gostar do portuguesismo blogue em vez do anglicismo blog da imagem) estava de greve, sobretudo por aqueles que a não podiam fazer.

Não somos arautos da verdade. Nem moralistas. Nem este é um blogue político.
Este é um blogue de pessoas de uma escola que exercem a sua condição de cidadãos e que têm opinião.

Na nossa perspectiva só teriam razão para não fazerem greve: os que não conseguem trabalho; os que estão desempregados; os que trabalham a recibos verdes há anos (!); os que querendo dizer BASTA não o dizem por recearem ser excluídos; os que não podem conjugar o verbo trabalhar.

E, por eles, a responsabilidade do nosso post.
A outra, bem maior, é a responsabilidade de cada um dos eleitores.

MC